O pé diabético e suas especificidades

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O pé diabético e suas especificidades

  1. 1. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES ANGÉLICA DAMIÃO SPACV ÉVORA 2011
  2. 2. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>O pé diabético é uma complicação terminal da Diabetes resultantes de: </li></ul><ul><li>RECONHECIMENTO </li></ul><ul><li>DIAGNÓSTICO TARDIOS </li></ul><ul><li>TRATAMENTO </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A DIABETES É A CAUSA MAIS FREQUENTE DE AMPUTAÇÃO NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS. </li></ul><ul><li>AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (2000) – A AMPUTAÇÃO NOS DIABÉTICOS É 15-45% MAIS ELEVADA DO QUE NOS NÃO DIABÉTICOS. </li></ul><ul><li>85% DAS AMPUTAÇÕES DAS EXTREMIDADES ESTÃO PRECEDIDAS DE ÚLCERA NO PÉ (PECORARO 1990;BOULTON 2004) </li></ul><ul><li>DOENTES AMPUTADOS POR DIABETES TÊM SOBREVIDA AOS 3 E 5 A DE 50% E 40% RESPECTIVAMENTE (CAUSA CARDIOVASCULAR) </li></ul><ul><li>APÓS AMPUTAÇÃO DE 1 EXTREMIDADE HÁ UMA INCIDÊNCIA DE 50% DE AMPUTAÇÃO CONTROLATERAL EM 2 A 5 A (LARSSON 1998 ) </li></ul>O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES
  4. 11. <ul><li>ESPECIFICIDADES </li></ul><ul><li>ANATOMIA DO PÉ </li></ul><ul><li>NEUROPATIA DIABÉTICA </li></ul><ul><li>VASCULOPATIA DIABÉTICA </li></ul>O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES
  5. 12. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>O PÉ FAZ PARTE DE UMA UNIDADE MOTORA QUE SE EXTENDE DESDE A PÉLVIS ATÉ AO PÉ (diferenças raciais,os europeus com cabeças dos metatarsos 4 vezes mais proeminentes relativamente aos asiáticos) </li></ul><ul><li>A ESPÉCIE HUMANA É A ÚNICA QUE TEM ESTABILIDADE COM A HIPEREXTENSÃO DO JOELHO </li></ul><ul><li>O PÉ HUMANO TEM A CONFIGURAÇÃO DE UMA ABÓBADA ( 3 arcos, 2 longitudinais, e 1 transversal e 3 pontos de apoio: tuberosidade do calcâneo e as cabeças do 1º e 5º metatarso) </li></ul>ANATOMIA PÉ
  6. 14. p = F S
  7. 15. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>O ESTUDO DA BIOMECÂNICA APLICADA ESTUDA AS PRESSÕES EXERCIDAS PELO PÉ NORMAL E O PÉ DIABÉTICO MEDIANTE FÓRMULAS QUE PERMITEM MEDIR A DISTRIBUIÇÃO DA PRESSÃO SOBRE UMA ÁREA DEFINIDA </li></ul><ul><li>A PRESSÃO PLANTAR AVALIA-SE : </li></ul><ul><li>PLATAFORMAS DE PRESSÃO </li></ul><ul><li>PALMILHAS DE SENSORES </li></ul><ul><li>APLICAÇÃO CLÍNICA – RELAÇÃO ENTRE O CALCANHAR E O ANTEPÉ, ZONAS ESPECÍFICAS OU ZONAS DE HIPERPRESSÃO (risco de ulceração) </li></ul>
  8. 16. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>ANÁLISE DAS PRESSÕES PLANTARES </li></ul><ul><li>ESTÁTICA </li></ul><ul><li>DINÂMICA </li></ul>
  9. 22. <ul><li>NEUROPATIA DIABÉTICA </li></ul><ul><li>NEUROPATIA DIABÉTICA CONSISTE NA PRESENÇA DE SINTOMAS E/OU SINAIS DE ALTERAÇÃO NEUROLÓGICA PERIFÉRICA APÓS EXCLUSÃO DE OUTRAS CAUSAS (GRUPO INTERNACIONAL DE CONSENSO SOBRE O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA NEUROPATIA DIABÉTICA) </li></ul><ul><li>A AUSÊNCIA DE SINTOMAS NÃO É SINÓNIMO DE AUSÊNCIA DE NEUROPATIA </li></ul>O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES
  10. 23. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>A NEUROPATIA É A COMPLICAÇÃO MAIS FREQUENTE DA DIABETES (40% DIABÉTICOS TIPO 2) </li></ul><ul><li>NEUROPATIA SUBCLÍNICA </li></ul><ul><li>NEUROPATIA CLÍNICA </li></ul><ul><li>  POLINEUROPATIA SIMÉTRICA DISTAL </li></ul><ul><li>  NEUROPATIA AUTONÓMICA </li></ul><ul><li>  NEUROPATIA FOCAL </li></ul><ul><li>  NEUROPATIA MOTORA PROXIMAL DIABÉTICA </li></ul><ul><li>ESCALA NDS </li></ul><ul><li>ESCALA NSS </li></ul><ul><li>ESCALA MNSS </li></ul>
  11. 24. <ul><li>Planta do pé </li></ul><ul><li>Rodeado por calosidade </li></ul><ul><li>Circular, Úlceras profundas </li></ul>
  12. 25. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>45-60% DAS ÚLCERAS NOS DIABÉTICOS SÃO PURAMENTE NEUROPÁTICAS </li></ul><ul><li>45% SÃO ÚLCERAS NEUROPÁTICAS E VASCULARES </li></ul><ul><li>A NEUROPATIA É A PRINCIPAL PROTAGONISTA DAS LESÕES ULCERADAS DO PÉ DIABÉTICO </li></ul>
  13. 29. O PÉ DIABÉTICO E SUAS ESPECIFICIDADES <ul><li>VASCULOPATIA DIABÉTICA </li></ul><ul><li>ALTERAÇÕES DA MICROCIRCULAÇÃO CUTÂNEA </li></ul><ul><li>ATEROSCLEROSE DAS EXTREMIDADES INFERIORES (calcificações parietais e predomínio de doença femoro popliteia e distal) </li></ul><ul><li>FUNÇÃO IMUNE CITOMEDIADA ESTÁ ALTERADA - MAIOR RISCO DE COLONIZAÇÃO E INFECÇÃO BACTERIANA </li></ul>
  14. 33. DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA <ul><li>ANAMNESE </li></ul><ul><li>EXPLORAÇÃO CLÍNICA </li></ul><ul><li>. PALPAÇÃO DOS PULSOS </li></ul><ul><li>. AUSCULTAÇÃO DE SOPROS NOS TRAJECTOS </li></ul><ul><li>ARTERIAIS </li></ul>
  15. 34. Úlceras Arteriais - Sintomas <ul><li>Leito necrosado ou com pouca vitalidade </li></ul><ul><li>Muito dolorosas </li></ul><ul><li>Agravamento da dor com elevação do membro </li></ul><ul><li>Cicatrização lenta ou inexistente </li></ul><ul><li>Ausência de pulsos periféricos </li></ul>
  16. 35. CÁLCULO IPTB Constitui um método simples de apreciar a doença arterial. A relação entre a pressão sistóloca medida nas artérias do pé e a pressão na artéria umeral é = ou > a 1 em indivíduos normais. Índices de pressão < 0,4 ou 40% correspondem a doentes com isquémia crítica , isto é em risco de perca de membro. Nos doentes diabéticos com artérias distais calcificadas por vezes não é fiável ou exequível esta medição. Pulso Braqueal Direito Pulso Braqueal Esquerdo Pulso Pedioso Pulso Tibial
  17. 36. ISQUÉMIA CRÍTICA <ul><li>Recommendation 73 </li></ul><ul><li>CLINICAL DEFINITION OF CRITICAL LIMB ISQUEMIA </li></ul><ul><li>The term critical limb ischemia should be used for all patients with chronic ischemic rest pain, ulcers, or gangrene attributable to objectively proven arterial occlusive disease. The term critical limb ischemia implies chronicity and is to be distinguished from acute limb ischemia. </li></ul><ul><li>TASC Working Group </li></ul>
  18. 40. ISQUÉMIA CRÍTICA <ul><li>TRATAMENTO - Revascularização </li></ul><ul><li>Cirurgia convencional </li></ul><ul><li>Cirurgia endovascular </li></ul><ul><li>- Proximal </li></ul><ul><li>- Distal </li></ul><ul><li>- Multisegmentar </li></ul>

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