Guidelines Prevenção úlceras de pressão

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Comunicação apresentada por Renato Pinto no I Fórum Ibérico de Úlceras e Feridas - 12 e 13 de Março de 2010

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Guidelines Prevenção úlceras de pressão

  1. 1. Guidelines de Prevenção de Úlceras de Pressão Renato Pinto
  2. 2. European Pressure Ulcer Advisory Panel (EPUAP) National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) • Desenvolver recomendações para a prevenção e tratamento de UP, baseadas em evidência científica, para serem utilizadas pelos profissionais de saúde de todo o mundo.
  3. 3. metodologia • Nas elaboração das recomendações foi usada metodologia cientifica para avaliar e identificar a pesquisa disponível. • Na ausência de evidência definitiva foi usada a opinião de peritos. • A cada recomendações foi atribuída uma classificação por nível de evidência. • As recomendações foram disponibilizadas para 903 pessoas e 146 associações, de 63 países.
  4. 4. evidência Evidencia A - a recomendação é suportada por evidência cientifica directa proveniente de ensaios controlados, adequadamente desenhados e implementados em UP. Evidencia B - a recomendação é suportada por evidência cientifica directa proveniente de series clínicas, adequadamente desenhados e implementados em UP. Evidencia C - a recomendação é suportada por evidência cientifica indirecta ou opinião de peritos.
  5. 5. uso das guidelines • As guidelines são declarações, são linhas de orientação desenvolvidas de forma sistemática para auxiliar o profissional de saúde na tomada de decisão sobre os cuidados adequados a situações clínicas específicas. – Podem não ser adequadas a todas as situações – Destinam-se unicamente a fins educativos e informacionais – Não pretendem ser normas – Não são regulamentação política
  6. 6. guidelines de prevenção de UP As recomendações aplicam-se a todos os indivíduos vulneráveis, em risco de desenvolver UP, de todos os grupos etários São direccionadas para profissionais envolvidos nos cuidados a doentes quer em ambiente hospitalar, quer em cuidados continuados, quer em lares ou outras instituições.
  7. 7. úlcera de pressão (UP) É uma lesão localizada da pele e/ou tecido adjacente, normalmente sobre uma proeminência óssea, em resultado da pressão ou de uma combinação entre esta e forças de torção. Podem estar associados outros factores contribuintes cujo papel ainda não se encontra totalmente esclarecido. NPUAP/EPUAP, 2009
  8. 8. sistema de classificação de UP Sistema para descrever o nível de tecidos destruídos Linguagem comum para os profissionais indicarem a situação/condição de uma UP A classificação é uma parte da avaliação total da ferida Não utilização da classificação inversa. Ex: uma UP categoria IV, não se torna categoria III.
  9. 9. sistema de classificação das UP • Categoria I – eritema não branqueável em pele intacta – Pele intacta com eritema não branqueável de uma área localizada, normalmente numa proeminência óssea, descoloração da pele, calor, edema, tumefacção ou dor podem também estar presentes. • Descrição adicional: difícil de identificar em indivíduos de pele escura
  10. 10. eritema branqueável Área avermelhada que fica temporariamente branca ou pálida quando é aplicada pressão com a extremidade do dedo. O eritema branqueável num local sobre pressão é habitualmente devida a uma resposta hiperémica reactiva normal. GTU - ULSM
  11. 11. sistema de classificação das UP • Categoria II – perda parcial da espessura da pele ou flictena – Perda parcial da espessura da derme que se apresenta como uma ferida superficial (rasa) com leito vermelho e sem crosta. Pode também apresentar-se como flictena fechada ou aberta preenchida por líquido seroso ou sero-hemático • Descrição adicional: Esta categoria não deve ser usada para descrever fissuras da pele, lesões por adesivo, dermatite associada a incontinência, maceração ou escoriação.
  12. 12. sistema de classificação das UP • Categoria III - Perda total da espessura da pele ( tecido subcutâneo visível) – Perda total da espessura da pele. Pode estar visível o tecido adiposo subcutâneo, mas não estão expostos os ossos, tendões ou músculos. Pode estar presente algum tecido desvitalizado (fibrina húmida). Pode incluir lesão cavitária. • Descrição adicional: A profundidade de UP de categoria III varia com a localização anatómica: – Pode ser rasa (superficial) - a asa do nariz, orelhas, região occipital e maléolos não têm tecido subcutâneo (adiposo) – em zonas com adiposidade significativa podem desenvolver-se UP de categoria III extremamente profundas.
  13. 13. sistema de classificação das UP • Categoria IV - Perda total da espessura dos tecidos (músculos e ossos visíveis) – Perda total da espessura dos tecidos com exposição dos tendões e músculos. Pode estar presente tecido desvitalizado (fibrina húmida) e/ ou necrótico. Frequentemente são cavitários e fistuladas. – Descrição adicional: A profundidade de uma úlcera de pressão de categoria IV varia com a localização anatómica: • A asa do nariz, orelhas, região occipital e maléolos não têm tecido subcutâneo (adiposo) e estas úlceras podem ser superficiais. • Uma úlcera de categoria IV pode atingir as estruturas de suporte (ex. fascia, tendão ou cápsula articular) • Existe osso/músculo exposto visível ou directamente palpável.
  14. 14. UP categoria IV • ÚLCERA DE PRESSÃO – Uma crosta necrótica preta numa proeminência óssea é uma úlcera de pressão de cat. III ou IV. – A necrose pode ser considerada presente no calcanhar quando a pele está intacta e se vislumbra uma mancha preta/azul por baixo da pele (a lesão irá provavelmente evoluir para uma crosta necrótica).
  15. 15. recomendações para a prevenção de UP Avaliação e cuidados com a Nutrição pele Avaliação risco Alternância de decúbitos Superfícies de apoio
  16. 16. avaliação de risco • Política de avaliação de risco – Estabelecer uma política de avaliação de risco em todas as instituições de saúde. (nível de evidência = C) – Documentar todas as avaliações de risco. (nível de evidência = C) • Prática de avaliação de risco – Usar uma abordagem estruturada para avalição de risco para identificar indivíduos em risco de desenvolver UP. (nível de evidência = C) – Na admissão do doente usar uma avaliação de risco e repeti-la tão regular e frequente quanto a necessidade do indivíduo. (nível de evidência = C) – Desenvolver e implementar um plano de intervenção quando o individuo é identificado como estando em risco de desenvolver UP (nível de evidência = C)
  17. 17. avaliação da pele • Inspeccionar regularmente a pele quanto a zonas de rubor. (nível de evidência = B) • A inspecção da pele deve incluir a avaliação do calor localizado, edema e tumefacção (rigidez). (nível de evidência = C) • Documentar todas as avaliações da pele. (nível de evidência = C)
  18. 18. cuidados com a pele • Se possível, não posicionar o indivíduo sobre uma zona corporal que ainda se encontre ruborizada (nível de evidência = C) • Não utilizar a massagem na prevenção das UP (nível de evidência = B) • Usar emolientes para hidratar a pele seca (nível de evidência = B) • Proteger a pele da exposição à humidade excessiva através do uso de produtos barreira (nível de evidência = C)
  19. 19. nutrição para a prevenção de UP • Rastreio e avaliação do estado nutricional a todos os indivíduos em risco de desenvolver UP • Referenciar para o nutricionista todos os indivíduos em risco nutricional e de desenvolvimento de UP • Dar suplementos nutricionais, orais ou através de sonda de alimentação, com alto teor proteico, como suplemento da dieta habitual, a indivíduos em risco de desenvolver UP (Nível de evidência: A)
  20. 20. alternância de decúbitos • A alternância de decúbitos deve ser realizada para reduzir a duração e magnitude da pressão exercida sobre as áreas vulneráveis do corpo. (nível de evidência = A) • A frequência dos posicionamentos é determinada pela tolerância dos tecidos, pelo nível de actividade e mobilidade, pela condição clínica, pelos objectivos do tratamento e pela avaliação da condição individual da pele. (nível de evidência = C) • A frequência dos posicionamentos é influenciada pelas superfícies de apoio em uso . (nível de evidência = A) • Registar o posicionamentos: a frequência e a posição adoptada. (nível de evidência = C)
  21. 21. superfícies de apoio • Usar colchões de espuma altamente específica em vez das espumas padrão (standar), em todos os indivíduos em risco de desenvolver UP. (nível de evidência = A) • Não usar colchões de pressão alternada com células pequenas. (nível de evidência = C) • Usar superfícies de apoio para prevenção de UP nos calcâneos, mantendo-os afastados da superfície da cama. (nível de evidência = C) • Evitar o uso de pele de carneiro sintética, dispositivos recortados em forma de anel ou donut e luvas cheias de água. (nível de evidência = B) • Limitar o tempo que o indivíduo passa sentado sem alívio da pressão. (nível de evidência = B)
  22. 22. qual a importância destas guidelines? • Importância “teórica”: – Prática baseada na evidência – Linhas de orientação • Importância “prática”: – Qualidade de cuidados – Satisfação profissional
  23. 23. projecto de feridas na ULSM • Criação do GTU da ULSM (2003) • Implementação de protocolos de actuação na prevenção e tratamento de UP (2004): – Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) Clinical Practice Guideline – RNAO - Nursing Best Practice Guidelines • Informatização dos registos de enfermagem - SAPE (2005) • Indicadores relacionados com as UP (2006) • Programa de melhoria continua da qualidade com base em indicadores de resultado (2006) • No fim de 2009 – base de dados com mais de 40 mil episódios de internamento e mais de 25 mil doentes de risco para UP
  24. 24. Evolução Prevalência UP na ULSM 10 9 8,98 9,22 8,34 8 7,88 7,84 7 7,59 6 7,05 7,21 6,27 7,15 5 6,43 6,69 7,1 6,26 6,54 4 3 2 1 0 1ºT/06 2ºT/06 3ºT/06 4ºT/06 1ºT/07 2ºT/07 3ºT/07 4ºT/07 1ºT/08 2ºT/08 3ºT/08 4ºT/08 1ºT/09 2ºT/09 3ºT/09
  25. 25. Evolução Incidência UP ULSM 10 9 8,9 8 7,3 7 6,8 6 5,7 5,2 5 4,7 4 3,9 3,74 3,7 3,6 3,53 3,61 3,46 3,22 3 2,6 2 1 0 1ºT/06 2ºT/06 3ºT/06 4ºT/06 1ºT/07 2ºT/07 3ºT/07 4ºT/07 1ºT/08 2ºT/08 3ºT/08 4ºT/08 1ºT/09 2ºT/09 3ºT/09
  26. 26. Estudos epidemiológicos - Incidência e Prevalência • NPUAP- Prevalência – 3 a 14 % em hospitais Gerais • ( Dealey, 2001) • Singapura – Prevalência 18,1 % – Incidência 8,1% • ( Chan EY, 2002) • Itália – Prevalência UP 18% ( doentes: 313) • ( Landi F, 2007) • Escócia – Prevalência 12,8 a 20,3% (doentes: 208) – Hospitalização > 5 dias, hipótese de 1 desenvolver UP é de 6%/semana • (Schoonhoven L, 2007)
  27. 27. Estudos epidemiológicos - Incidência e Prevalência • Irlanda – Prevalência 18.5% (672 doentes adultos) – 77% adquiridas no hospital • (Gallagher, 2008) • Alemanha Revisão de 2001-2007 (40247 doentes) – Prevalência total 10.2% – Taxas 13.9% (2001) a 7.3% (2007) – Idade Média: 68 – Cuidados Intensivos: 24.5% – Geriatria 19.8% • (Kottner et al, 2009)
  28. 28. Para concluir… • Prática baseada na evidência • Indicadores de qualidade • Programas de melhoria continua da qualidade • Satisfação profissional • …
  29. 29. “Nós somos ou tornamo-nos nas coisas que fazemos repetidamente. Portanto, a excelência pode deixar de ser só um acontecimento e transformar-se num hábito” Albert Einstein Muito obrigado

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