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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA  EM DOENTES COM FERIDAS CRÓNICAS CURSO AVANÇADO DE FERIDAS CRÓNICAS CENTRO HOSPITALAR  DA COVA DA BEIRA
Qualidade de Vida Wilson (1997) define a qualidade de vida como um conceito subjectivo e multidimensional que inclui o funcionamento físico, o bem-estar psicológico e social, a percepção da saúde e da doença e os sintomas relacionados com o tratamento. Pode-se ainda definir qualidade de vida como o bem-estar percebido em relação às diversas funções, ou de maneira mais geral, as condições necessárias para o desenvolvimento de experiências e relações positivas e agradáveis, perspectivas de vida presentes e futuras, predizendo assim uma melhor realização pessoal e da auto-estima (Cordeiro, 1998). O ALVOR DO CONHECIMENTO
Qualidade de Vida relacionada com a Saúde Em 1946 a OMS definiu o conceito de “saúde” como: “ Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”  Este conceito tem uma importância impar na avaliação da qualidade de vida pois centra-se na percepção do indivíduo acerca do seu bem-estar e não apenas na decisão clínica (Franks, 1997) O ALVOR DO CONHECIMENTO
Qualidade de Vida relacionada com a Saúde O conceito de qualidade de vida relacionada com a saúde (QdVRS) foi referenciado pela primeira vez em 1988, numa tentativa de descrever a experiência do doente sobre o seu processo de doença, com base na sua percepção individual.  Fallowfield (1990) identificou quatro áreas que poderiam descrever o conceito de QdVRS: a dimensão psicológica, social, ocupacional e física.  O ALVOR DO CONHECIMENTO
O ALVOR DO CONHECIMENTO Instrumentos QdVRS Escalas dos perfis de saúde  Escalas dos índices de saúde
Instrumentos  QdVRS   (1) instrumentos genéricos, que podem ser utilizados para avaliar o impacto de uma terapêutica ou de uma patologia em geral ou simplesmente o estado de saúde  (2) instrumentos específicos concebidos para avaliar tratamentos e o processo de doença de determinadas patologias O ALVOR DO CONHECIMENTO
Instrumentos QdVRS   Os instrumentos genéricos permitem a obtenção de valores de estado de saúde, independentemente da presença de um problema ou doença específica e incidem principalmente em componentes para a saúde como, funções físicas, desempenho social ou estados psíquicos. Os instrumentos específicos, incidem principalmente em sintomas, permitindo a obtenção de valores associados a um problema ou doença e são utilizados quando se pretende estabelecer comparações entre indivíduos com características idênticas.  O ALVOR DO CONHECIMENTO
Instrumentos Genéricos Nottingham Health Profile (NHP)  (Hunt et al 1986) EuroQOL (EQ-5D)   (EuroQol Group 2000)   Short Form Health Survey (SF -36)  (Medical Outcomes Study - MOS desenvolvido por John Ware e a sua equipa em 1993)   (V1.0 e V2.0, a diferença entre as duas versões está relacionada com a alternativa de resposta a 7 dos 36 itens que da V1.0 para a V2.0 passa de 2 para 5 alternativas) O ALVOR DO CONHECIMENTO
Instrumentos Especificos Doença Venosa (Launois, 1996, Walters et al 1999, Augustin et al, 2000, Lamping et al 2003,  Smith et al 2000)  Doentes com úlceras de perna (Hyland et al 1994, Price e Harding, 2004) Cardiff Wound Impact Shedule (CWIS) O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna DOR Segundo Krasner (1998, citado por Wilson 2004), os profissionais de saúde habitualmente, assumem que as úlceras venosas não são dolorosas e é dada pouca atenção à avaliação da dor ao longo do tratamento do utente com úlcera de perna. No entanto, Roe et al (1995, citado por Franks 2007) exploraram as percepções dos doentes com úlceras de perna e seu impacto no estilo de vida, e a dor apareceu como o factor mais proeminente. Vários autores confirmam este facto (Philips et al 1994, Hyland et al 1994, Charles 1995,  Douglas 2001). Walshe (1995) verificou, num estudo qualitativo, que a dor constituía um factor recorrente, responsável por significativas restrições na vida dos doentes. Philips et al. (2000), referem que a dor presente nas úlceras de perna reduz significativamente a qualidade de vida. Douglas (2001) à semelhança de Walshe (1995) refere que nem todos os doentes atribuíram a sua dor directamente à sua úlcera, sendo o acto do tratamento frequentemente referido como causa da dor. Segundo Douglas (2001), conseguir um controlo efectivo da dor é um desafio. No seu estudo verificou que a analgesia era frequentemente insuficiente e que, por vezes, os doentes admitiam que já nem se queixavam pois atribuíam as suas queixas à velhice. A dor é ainda referenciada como causa de perturbações do sono (Liew 2000, Douglas 2001). O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna IMOBILIDADE / RESTRIÇÕES FISICAS Os efeitos da imobilidade são muito significativos para os doentes com úlceras de perna (Philips 1994, Hammer 1994, Price 1994, Walshe 1995, Franks 1998) A imobilidade restringe o estilo de vida (Walshe 1995, Liew 2000).  Embora a imobilidade seja um problema, uma vez controlado o odor, o exsudado e a dor, esta pode ser restabelecida. Tudo isto pode ser conseguido através da terapia compressiva (Morison e Moffatt, 1994).  O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna EXSUDADO O exsudado e o odor são causas de inúmeros problemas, nomeadamente isolamento social e familiar, dor e restrição física (Douglas 2001, Rich 2003). O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna AUTO-ESTIMA A alteração da imagem do corpo é claramente um problema para os doentes com úlcera de perna (Douglas, 2001). A incapacidade de manter a higiene afecta o bem-estar dos doentes. É frequente a sensação de sujo ou de cheirar mal, devido à presença da ferida, o que pode conduzir a comportamentos de isolamento social e familiar.  Muitos doentes, particularmente no sexo feminino, referem perda da auto-estima e frustração, devido ao facto de não conseguirem desempenhar em pleno as suas rotinas. Roe et al (1995, citado por Douglas 2001), refere que 87% dos doentes estudados tinham dificuldade em cumprir as tarefas domésticas. A sensação de dependência aumenta proporcionalmente os níveis de stress.  O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna CAPACITAÇÃO   Os doentes com úlceras de perna são habitualmente muito passivos no que respeita ao pedido de esclarecimentos junto dos profissionais que prestam cuidados (Hammer, 1994). Nudds (1987, citado por Edwards 2002), investigou se as acções de educação para a saúde dirigidas aos doentes com úlceras de perna influenciavam as taxas de cicatrização. Os resultados indicaram que os doentes que perceberam a fisiopatologia da úlcera de perna se sentiam mais comprometidos em manter a terapia compressiva. Estes resultados sugerem que as acções de educação para a saúde podem ter um papel na promoção da adesão ao tratamento.  Segundo Douglas (2001), o seu estudo qualitativo com oito doentes, revelou que um dos aspectos centrais referido pelos doentes e familiares eram os conselhos contraditórios que recebiam de diferentes profissionais e publico em geral. Isto levou a que vários doentes procurassem ajudas alternativas fora do serviço nacional de saúde.  De acordo com Edwards (2002), entre os tópicos acerca dos quais os doentes gostariam de receber mais informação destacam-se: como é que o utente poderia ajudar a cicatrizar a úlcera; as causas da úlcera; como controlar a dor e como prevenir a recidiva. O ALVOR DO CONHECIMENTO
Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna EXPECTATIVAS Alguns doentes expressam esperança quanto ao futuro, mas a maioria está pessimista quanto à cicatrização da sua úlcera (Douglas, 2001). Vários estudos demonstram que as taxas de recidivas das úlceras de perna são elevadas (Pina et al, 2005).  Muitos doentes vêem a ulcera de perna como algo inevitável, talvez como parte do processo de envelhecimento ou devido a antecedentes familiares. Como muitos estudos têm como objectivo a cicatrização, a prevenção da recidiva está ainda pouco desenvolvida. Uma das medidas essenciais na prevenção da recidiva consiste na utilização da meia elástica.  O ALVOR DO CONHECIMENTO
O ALVOR DO CONHECIMENTO OBJECTIVO A avaliação da qualidade de vida dos doentes com úlcera de perna, submetidos a terapia compressiva, na população do Concelho de Arronches Avaliar a qualidade de vida dos doentes com úlceras de perna ao longo do processo de cicatrização e analisar as diferenças encontradas nos vários domínios que o Esquema de Cardiff de Impacto da Ferida e o SF-36 V2.0 estudam. Produzir indicadores importantes relacionados com o êxito da aplicação de boas práticas, bem como avaliar o seu impacto na percepção da qualidade de vida dos doentes com úlceras de perna.
O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (I) Questão de Investigação Pode a implementação da terapia compressiva ter impacto na qualidade de vida dos doentes com úlcera de perna, no Concelho de Arronches ? Variáveis Variável independente: terapia compressiva Variável dependente: qualidade de vida dos utentes com úlcera de perna Tipo de Estudo Estudo quantitativo; longitudinal; pré-experimental do tipo antes-após com um único grupo.
O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (II) Amostra Doentes com úlcera de perna de origem venosa (Centro de Saúde de Arronches) Critérios de inclusão/exclusão Amostra acidental, do tipo não probabilístico. Dados colhidos entre 1 Dezembro de 2008 e 31 de Janeiro de 2009. Total de 10 sujeitos
O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (III) Instrumentos Short Form Health Survey (SF-36 V2.0) - validado por Ferreira e Santana 2003, - contém 36 itens cobrindo oito dimensões do estado de saúde, detectando estados positivos e negativos de saúde;  - o zero corresponde à máxima interferência e o cem  à não interferência de problemas de saúde
O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (IV) Short Form Health Survey (SF-36 V2.0):  - Função física - Desempenho físico e emocional  - Dor física - Saúde em geral - Vitalidade - Função social - Saúde mental - Escala de transição ou mudança de saúde
O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (V) 2. Cardiff Wound Impact Schedule (CWIS) - validado por Ferreira et al 2007 - identifica 3 domínios da QdVRS: sintomas físicos e vida diária (12); vida social (7) e bem estar (7). Mais duas questões (dados pessoais e QdVRS em geral) - cada pergunta é medida numa escala de Likert de 1 a 5 => 0 a 100 Ambos os instrumentos foram aplicados aos 10 sujeitos com um intervalo de 4 semanas
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (I) CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA   Quadro 1 – Valores médios e desvio padrão da idade em  função do sexo e para o total da amostra  (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (II) CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA   Quadro 2 – Caracterização da amostra em relação à coabitação  e frequência de contactos (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (III) RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DO ESTADO DE SAÚDE (SF-36 V2.0) Quadro 3 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões e componentes do SF-36 na 1ª avaliação, em função do sexo,  e resultados do teste  Mann-Whitney U  (n=10). M = Média ; DP = Desvio Padrão
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (IV) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 4 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões  e componentes do SF-36 na 2ª avaliação, em função do sexo,  e resultados do teste  Mann-Whitney U  (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (V) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 5 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos  e resultados do teste  Wilcoxon Signed Ranks  para as dimensões  e componentes do SF-36 na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VI) Gráfico 1 - Representação gráfica dos valores médios para as dimensões e componentes do SF-36 na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VII) RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO ESQUEMA CARDIFF DE IMPACTO DA FERIDA (CWIS)   M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 6 - Médias e desvios padrão observados nas dimensões  do CWIS na 1ª avaliação, em função do sexo, e resultados  do teste  Mann-Whitney U  (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VIII) Quadro 7 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões do CWIS na 2ª avaliação, em função do sexo,  e resultados do teste  Mann-Whitney U  (n=10) M = Média ; DP = Desvio Padrão
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (IX) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 8 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos  e resultados do teste  Wilcoxon Signed Ranks  para as dimensões  do Esquema Cardiff de Impacto da Ferida na 1ª e 2ª avaliação (n=10)  CWIS 1ª Avaliação (n=10) 2ª Avaliação (n=10) Teste Wilcoxon  M SD min. max. M SD min. max. Z p Bem Estar 70,71 10,21 57,14 85,71 48,57 15,99 14,29 67,86 -2,601 0,009 Sintomas Físicos e Vida Diária 66,04 18,04 42,71 92,71 26,88 16,72 1,04 56,25 -2,805 0,005 Vida Social 49,29 20,93 10,71 67,86 34,11 15,30 0,00 51,79 -2,349 0,019
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (X) Gráfico 2 -  Representação gráfica dos valores médios para as  dimensões do Esquema Cardiff de Impacto da Ferida  na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XI) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 9 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos  e resultados do teste  Wilcoxon Signed Ranks  para a  Qualidade de Vida (QV) e Satisfação com a QV (SAT) avaliadas pelo Esquema Cardiff de Impacto da Ferida na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XII) CORRELAÇÃO ENTRE O QUESTIONÁRIO DO ESTADO DE SAÚDE E O ESQUEMA CARDIFF DE IMPACTO DA FERIDA Quadro 10 – Correlações de Spearman entre o SF-36v2 e o CWIS de Impacto da Ferida na 1ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XIII) Quadro 11 – Correlações de Spearman entre o SF-36 V2.0  e o CWIS na 2ª avaliação (n=10)
O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (I) A média de idades da amostra é de 78,5 anos (DP = 7,63) e constituiu-se por 5 mulheres e 5 homens; Os resultados obtidos com a aplicação dos instrumentos de avaliação da Qualidade de Vida apontam para valores de baixa qualidade de vida das pessoas com úlcera de perna em comparação com a população normativa portuguesa. Os homens apresentam melhores resultados do que as mulheres em todas as dimensões do SF-36 V2.0, com diferença estatisticamente significativa, na primeira avaliação, na dimensão Vitalidade da Componente Mental e, na segunda avaliação, na dimensão Desempenho Físico do Componente Físico e dimensão Desempenho Emocional do Componente Mental.
O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (II) Para o total da amostra, entre a primeira e a segunda avaliação verificam-se melhorias em todos os componentes e dimensões do SF-36 V2.0 com diferenças não estatisticamente significativas apenas das dimensões Vitalidade e Função Social do Componente Mental No que respeita à aplicação do CWIS, na primeira avaliação não se verificaram diferenças com significado estatístico entre os homens e as mulheres em estudo. As diferenças de médias verificadas entre a primeira e a segunda avaliação, para o total da amostra, são estatisticamente significativas nas três dimensões (Bem-estar; Sintomas Físicos e Vida Diária;  Vida Social) e indiciam que o impacto negativo da ferida diminuiu da primeira para a segunda observação.
O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (III) Também na Qualidade de Vida (QV) e Satisfação com a sua Qualidade de Vida (SAT) existem diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e a segunda avaliação. Estas diferenças indiciam que tanto a Qualidade de Vida como a Satisfação com a sua Qualidade de Vida (SAT) aumentaram nas quatro semanas de duração do estudo.
O ALVOR DO CONHECIMENTO LIMITAÇÕES  DO ESTUDO Pequena dimensão da amostra Pequeno intervalo de tempo entre as duas avaliações Limitações dos sujeitos no preenchimento do questionário Poucos estudos nacionais nesta área
Em 1770 Joseph Else, Cirurgião do Hospital de St. Thomas escreveu: O ALVOR DO CONHECIMENTO “ Não existe nenhuma enfermidade  tão frequente num grande hospital como as úlceras de perna. O seu tratamento é geralmente tedioso e cansativo, muito laborioso e, nem sempre está isento de perigo. Trata-se de uma doença que afecta mais os pobres que os ricos, por obvias razões: a primeira porque estão mais expostos ao trauma e quando sofrem uma lesão ou a perna fica magoada não podem dar-se ao luxo de descansar. Primeiro apresentam uma inflamação na parte afectada que logo se converte em úlceras, que por falta de cicatrização, perpetua-se por muitos e muitos anos”
O ALVOR DO CONHECIMENTO Kátia Furtado Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano Coordenadora Regional das Feridas Crónicas ELCOS – www.sociedadeferidas.pt EWMA –Educational Panel EPUAP – Support Surfaces Panel [email_address]

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Avaliaçao da qualidade de vida em doentes com feridas crónicas elcos cova beira 2010

  • 1. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM DOENTES COM FERIDAS CRÓNICAS CURSO AVANÇADO DE FERIDAS CRÓNICAS CENTRO HOSPITALAR DA COVA DA BEIRA
  • 2. Qualidade de Vida Wilson (1997) define a qualidade de vida como um conceito subjectivo e multidimensional que inclui o funcionamento físico, o bem-estar psicológico e social, a percepção da saúde e da doença e os sintomas relacionados com o tratamento. Pode-se ainda definir qualidade de vida como o bem-estar percebido em relação às diversas funções, ou de maneira mais geral, as condições necessárias para o desenvolvimento de experiências e relações positivas e agradáveis, perspectivas de vida presentes e futuras, predizendo assim uma melhor realização pessoal e da auto-estima (Cordeiro, 1998). O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 3. Qualidade de Vida relacionada com a Saúde Em 1946 a OMS definiu o conceito de “saúde” como: “ Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade” Este conceito tem uma importância impar na avaliação da qualidade de vida pois centra-se na percepção do indivíduo acerca do seu bem-estar e não apenas na decisão clínica (Franks, 1997) O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 4. Qualidade de Vida relacionada com a Saúde O conceito de qualidade de vida relacionada com a saúde (QdVRS) foi referenciado pela primeira vez em 1988, numa tentativa de descrever a experiência do doente sobre o seu processo de doença, com base na sua percepção individual. Fallowfield (1990) identificou quatro áreas que poderiam descrever o conceito de QdVRS: a dimensão psicológica, social, ocupacional e física. O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 5. O ALVOR DO CONHECIMENTO Instrumentos QdVRS Escalas dos perfis de saúde Escalas dos índices de saúde
  • 6. Instrumentos QdVRS (1) instrumentos genéricos, que podem ser utilizados para avaliar o impacto de uma terapêutica ou de uma patologia em geral ou simplesmente o estado de saúde (2) instrumentos específicos concebidos para avaliar tratamentos e o processo de doença de determinadas patologias O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 7. Instrumentos QdVRS Os instrumentos genéricos permitem a obtenção de valores de estado de saúde, independentemente da presença de um problema ou doença específica e incidem principalmente em componentes para a saúde como, funções físicas, desempenho social ou estados psíquicos. Os instrumentos específicos, incidem principalmente em sintomas, permitindo a obtenção de valores associados a um problema ou doença e são utilizados quando se pretende estabelecer comparações entre indivíduos com características idênticas. O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 8. Instrumentos Genéricos Nottingham Health Profile (NHP) (Hunt et al 1986) EuroQOL (EQ-5D) (EuroQol Group 2000) Short Form Health Survey (SF -36) (Medical Outcomes Study - MOS desenvolvido por John Ware e a sua equipa em 1993) (V1.0 e V2.0, a diferença entre as duas versões está relacionada com a alternativa de resposta a 7 dos 36 itens que da V1.0 para a V2.0 passa de 2 para 5 alternativas) O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 9. Instrumentos Especificos Doença Venosa (Launois, 1996, Walters et al 1999, Augustin et al, 2000, Lamping et al 2003, Smith et al 2000) Doentes com úlceras de perna (Hyland et al 1994, Price e Harding, 2004) Cardiff Wound Impact Shedule (CWIS) O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 10. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna DOR Segundo Krasner (1998, citado por Wilson 2004), os profissionais de saúde habitualmente, assumem que as úlceras venosas não são dolorosas e é dada pouca atenção à avaliação da dor ao longo do tratamento do utente com úlcera de perna. No entanto, Roe et al (1995, citado por Franks 2007) exploraram as percepções dos doentes com úlceras de perna e seu impacto no estilo de vida, e a dor apareceu como o factor mais proeminente. Vários autores confirmam este facto (Philips et al 1994, Hyland et al 1994, Charles 1995, Douglas 2001). Walshe (1995) verificou, num estudo qualitativo, que a dor constituía um factor recorrente, responsável por significativas restrições na vida dos doentes. Philips et al. (2000), referem que a dor presente nas úlceras de perna reduz significativamente a qualidade de vida. Douglas (2001) à semelhança de Walshe (1995) refere que nem todos os doentes atribuíram a sua dor directamente à sua úlcera, sendo o acto do tratamento frequentemente referido como causa da dor. Segundo Douglas (2001), conseguir um controlo efectivo da dor é um desafio. No seu estudo verificou que a analgesia era frequentemente insuficiente e que, por vezes, os doentes admitiam que já nem se queixavam pois atribuíam as suas queixas à velhice. A dor é ainda referenciada como causa de perturbações do sono (Liew 2000, Douglas 2001). O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 11. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna IMOBILIDADE / RESTRIÇÕES FISICAS Os efeitos da imobilidade são muito significativos para os doentes com úlceras de perna (Philips 1994, Hammer 1994, Price 1994, Walshe 1995, Franks 1998) A imobilidade restringe o estilo de vida (Walshe 1995, Liew 2000). Embora a imobilidade seja um problema, uma vez controlado o odor, o exsudado e a dor, esta pode ser restabelecida. Tudo isto pode ser conseguido através da terapia compressiva (Morison e Moffatt, 1994). O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 12. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna EXSUDADO O exsudado e o odor são causas de inúmeros problemas, nomeadamente isolamento social e familiar, dor e restrição física (Douglas 2001, Rich 2003). O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 13. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna AUTO-ESTIMA A alteração da imagem do corpo é claramente um problema para os doentes com úlcera de perna (Douglas, 2001). A incapacidade de manter a higiene afecta o bem-estar dos doentes. É frequente a sensação de sujo ou de cheirar mal, devido à presença da ferida, o que pode conduzir a comportamentos de isolamento social e familiar. Muitos doentes, particularmente no sexo feminino, referem perda da auto-estima e frustração, devido ao facto de não conseguirem desempenhar em pleno as suas rotinas. Roe et al (1995, citado por Douglas 2001), refere que 87% dos doentes estudados tinham dificuldade em cumprir as tarefas domésticas. A sensação de dependência aumenta proporcionalmente os níveis de stress. O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 14. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna CAPACITAÇÃO Os doentes com úlceras de perna são habitualmente muito passivos no que respeita ao pedido de esclarecimentos junto dos profissionais que prestam cuidados (Hammer, 1994). Nudds (1987, citado por Edwards 2002), investigou se as acções de educação para a saúde dirigidas aos doentes com úlceras de perna influenciavam as taxas de cicatrização. Os resultados indicaram que os doentes que perceberam a fisiopatologia da úlcera de perna se sentiam mais comprometidos em manter a terapia compressiva. Estes resultados sugerem que as acções de educação para a saúde podem ter um papel na promoção da adesão ao tratamento. Segundo Douglas (2001), o seu estudo qualitativo com oito doentes, revelou que um dos aspectos centrais referido pelos doentes e familiares eram os conselhos contraditórios que recebiam de diferentes profissionais e publico em geral. Isto levou a que vários doentes procurassem ajudas alternativas fora do serviço nacional de saúde. De acordo com Edwards (2002), entre os tópicos acerca dos quais os doentes gostariam de receber mais informação destacam-se: como é que o utente poderia ajudar a cicatrizar a úlcera; as causas da úlcera; como controlar a dor e como prevenir a recidiva. O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 15. Principais problemas percepcionados pelos doentes com úlceras de perna EXPECTATIVAS Alguns doentes expressam esperança quanto ao futuro, mas a maioria está pessimista quanto à cicatrização da sua úlcera (Douglas, 2001). Vários estudos demonstram que as taxas de recidivas das úlceras de perna são elevadas (Pina et al, 2005). Muitos doentes vêem a ulcera de perna como algo inevitável, talvez como parte do processo de envelhecimento ou devido a antecedentes familiares. Como muitos estudos têm como objectivo a cicatrização, a prevenção da recidiva está ainda pouco desenvolvida. Uma das medidas essenciais na prevenção da recidiva consiste na utilização da meia elástica. O ALVOR DO CONHECIMENTO
  • 16. O ALVOR DO CONHECIMENTO OBJECTIVO A avaliação da qualidade de vida dos doentes com úlcera de perna, submetidos a terapia compressiva, na população do Concelho de Arronches Avaliar a qualidade de vida dos doentes com úlceras de perna ao longo do processo de cicatrização e analisar as diferenças encontradas nos vários domínios que o Esquema de Cardiff de Impacto da Ferida e o SF-36 V2.0 estudam. Produzir indicadores importantes relacionados com o êxito da aplicação de boas práticas, bem como avaliar o seu impacto na percepção da qualidade de vida dos doentes com úlceras de perna.
  • 17. O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (I) Questão de Investigação Pode a implementação da terapia compressiva ter impacto na qualidade de vida dos doentes com úlcera de perna, no Concelho de Arronches ? Variáveis Variável independente: terapia compressiva Variável dependente: qualidade de vida dos utentes com úlcera de perna Tipo de Estudo Estudo quantitativo; longitudinal; pré-experimental do tipo antes-após com um único grupo.
  • 18. O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (II) Amostra Doentes com úlcera de perna de origem venosa (Centro de Saúde de Arronches) Critérios de inclusão/exclusão Amostra acidental, do tipo não probabilístico. Dados colhidos entre 1 Dezembro de 2008 e 31 de Janeiro de 2009. Total de 10 sujeitos
  • 19. O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (III) Instrumentos Short Form Health Survey (SF-36 V2.0) - validado por Ferreira e Santana 2003, - contém 36 itens cobrindo oito dimensões do estado de saúde, detectando estados positivos e negativos de saúde; - o zero corresponde à máxima interferência e o cem à não interferência de problemas de saúde
  • 20. O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (IV) Short Form Health Survey (SF-36 V2.0): - Função física - Desempenho físico e emocional - Dor física - Saúde em geral - Vitalidade - Função social - Saúde mental - Escala de transição ou mudança de saúde
  • 21. O ALVOR DO CONHECIMENTO METODOLOGIA (V) 2. Cardiff Wound Impact Schedule (CWIS) - validado por Ferreira et al 2007 - identifica 3 domínios da QdVRS: sintomas físicos e vida diária (12); vida social (7) e bem estar (7). Mais duas questões (dados pessoais e QdVRS em geral) - cada pergunta é medida numa escala de Likert de 1 a 5 => 0 a 100 Ambos os instrumentos foram aplicados aos 10 sujeitos com um intervalo de 4 semanas
  • 22. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (I) CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA Quadro 1 – Valores médios e desvio padrão da idade em função do sexo e para o total da amostra (n=10)
  • 23. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (II) CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA Quadro 2 – Caracterização da amostra em relação à coabitação e frequência de contactos (n=10)
  • 24. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (III) RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DO ESTADO DE SAÚDE (SF-36 V2.0) Quadro 3 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões e componentes do SF-36 na 1ª avaliação, em função do sexo, e resultados do teste Mann-Whitney U (n=10). M = Média ; DP = Desvio Padrão
  • 25. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (IV) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 4 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões e componentes do SF-36 na 2ª avaliação, em função do sexo, e resultados do teste Mann-Whitney U (n=10)
  • 26. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (V) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 5 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos e resultados do teste Wilcoxon Signed Ranks para as dimensões e componentes do SF-36 na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
  • 27. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VI) Gráfico 1 - Representação gráfica dos valores médios para as dimensões e componentes do SF-36 na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
  • 28. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VII) RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO ESQUEMA CARDIFF DE IMPACTO DA FERIDA (CWIS) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 6 - Médias e desvios padrão observados nas dimensões do CWIS na 1ª avaliação, em função do sexo, e resultados do teste Mann-Whitney U (n=10)
  • 29. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (VIII) Quadro 7 - Médias e desvios padrão observadas nas dimensões do CWIS na 2ª avaliação, em função do sexo, e resultados do teste Mann-Whitney U (n=10) M = Média ; DP = Desvio Padrão
  • 30. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (IX) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 8 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos e resultados do teste Wilcoxon Signed Ranks para as dimensões do Esquema Cardiff de Impacto da Ferida na 1ª e 2ª avaliação (n=10) CWIS 1ª Avaliação (n=10) 2ª Avaliação (n=10) Teste Wilcoxon M SD min. max. M SD min. max. Z p Bem Estar 70,71 10,21 57,14 85,71 48,57 15,99 14,29 67,86 -2,601 0,009 Sintomas Físicos e Vida Diária 66,04 18,04 42,71 92,71 26,88 16,72 1,04 56,25 -2,805 0,005 Vida Social 49,29 20,93 10,71 67,86 34,11 15,30 0,00 51,79 -2,349 0,019
  • 31. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (X) Gráfico 2 - Representação gráfica dos valores médios para as dimensões do Esquema Cardiff de Impacto da Ferida na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
  • 32. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XI) M = Média ; DP = Desvio Padrão Quadro 9 – Valores médios, desvios padrão, mínimos e máximos e resultados do teste Wilcoxon Signed Ranks para a Qualidade de Vida (QV) e Satisfação com a QV (SAT) avaliadas pelo Esquema Cardiff de Impacto da Ferida na 1ª e 2ª avaliação (n=10)
  • 33. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XII) CORRELAÇÃO ENTRE O QUESTIONÁRIO DO ESTADO DE SAÚDE E O ESQUEMA CARDIFF DE IMPACTO DA FERIDA Quadro 10 – Correlações de Spearman entre o SF-36v2 e o CWIS de Impacto da Ferida na 1ª avaliação (n=10)
  • 34. O ALVOR DO CONHECIMENTO RESULTADOS (XIII) Quadro 11 – Correlações de Spearman entre o SF-36 V2.0 e o CWIS na 2ª avaliação (n=10)
  • 35. O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (I) A média de idades da amostra é de 78,5 anos (DP = 7,63) e constituiu-se por 5 mulheres e 5 homens; Os resultados obtidos com a aplicação dos instrumentos de avaliação da Qualidade de Vida apontam para valores de baixa qualidade de vida das pessoas com úlcera de perna em comparação com a população normativa portuguesa. Os homens apresentam melhores resultados do que as mulheres em todas as dimensões do SF-36 V2.0, com diferença estatisticamente significativa, na primeira avaliação, na dimensão Vitalidade da Componente Mental e, na segunda avaliação, na dimensão Desempenho Físico do Componente Físico e dimensão Desempenho Emocional do Componente Mental.
  • 36. O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (II) Para o total da amostra, entre a primeira e a segunda avaliação verificam-se melhorias em todos os componentes e dimensões do SF-36 V2.0 com diferenças não estatisticamente significativas apenas das dimensões Vitalidade e Função Social do Componente Mental No que respeita à aplicação do CWIS, na primeira avaliação não se verificaram diferenças com significado estatístico entre os homens e as mulheres em estudo. As diferenças de médias verificadas entre a primeira e a segunda avaliação, para o total da amostra, são estatisticamente significativas nas três dimensões (Bem-estar; Sintomas Físicos e Vida Diária; Vida Social) e indiciam que o impacto negativo da ferida diminuiu da primeira para a segunda observação.
  • 37. O ALVOR DO CONHECIMENTO CONCLUSÕES (III) Também na Qualidade de Vida (QV) e Satisfação com a sua Qualidade de Vida (SAT) existem diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e a segunda avaliação. Estas diferenças indiciam que tanto a Qualidade de Vida como a Satisfação com a sua Qualidade de Vida (SAT) aumentaram nas quatro semanas de duração do estudo.
  • 38. O ALVOR DO CONHECIMENTO LIMITAÇÕES DO ESTUDO Pequena dimensão da amostra Pequeno intervalo de tempo entre as duas avaliações Limitações dos sujeitos no preenchimento do questionário Poucos estudos nacionais nesta área
  • 39. Em 1770 Joseph Else, Cirurgião do Hospital de St. Thomas escreveu: O ALVOR DO CONHECIMENTO “ Não existe nenhuma enfermidade tão frequente num grande hospital como as úlceras de perna. O seu tratamento é geralmente tedioso e cansativo, muito laborioso e, nem sempre está isento de perigo. Trata-se de uma doença que afecta mais os pobres que os ricos, por obvias razões: a primeira porque estão mais expostos ao trauma e quando sofrem uma lesão ou a perna fica magoada não podem dar-se ao luxo de descansar. Primeiro apresentam uma inflamação na parte afectada que logo se converte em úlceras, que por falta de cicatrização, perpetua-se por muitos e muitos anos”
  • 40. O ALVOR DO CONHECIMENTO Kátia Furtado Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano Coordenadora Regional das Feridas Crónicas ELCOS – www.sociedadeferidas.pt EWMA –Educational Panel EPUAP – Support Surfaces Panel [email_address]

Notas do Editor

  1. Partindo deste conceito o estado de doença pode ser definido como a sensação de dor e desconforto ou alterações no funcionamento ou sensibilidade habitual. Assim, uma pessoa pode “sentir-se” doente sem apresentar sinais clínicos de doença. Adoptando os conceitos acima referenciados, resulta consensual que a existência de uma doença não é sinónimo de ausência de qualidade de vida, muito embora se traduza por dificuldades e obstáculos acrescidos, e respectivas necessidades especiais para lhe fazer face.
  2. Mais tarde outros autores utilizando descrições semelhantes aumentaram ou reduziram estas dimensões de acordo com o seu juízo (Price, 1996).
  3. As escalas dos perfis de saúde consideram que a qualidade de vida relacionada com a saúde é um conceito multidimensional e que produz resultados num conjunto de dimensões ou sub-pontuações. Na maioria destas escalas assume-se que existem estados de saúde piores que a morte que são assinalados com valores negativos. Por outro lado, o uso de índices permite atribuir um valor único a cada indivíduo e possibilita conjugar a quantidade de vida com a qualidade de vida na avaliação dos resultados de um tratamento. Este método tem sido amplamente utilizado na avaliação de programas de saúde ao conjugar os custos com os indicadores de qualidade de vida (Anos de Vida Ajustados à Qualidade , QUALYs ) (Franks, 1998). A maioria dos estudos existentes na área das feridas crónicas insere-se no grupo dos perfis de saúde.
  4. A medição da qualidade de vida é feita com recurso a instrumentos especialmente concebidos e testados e estes podem ser divididos em dois grupos:
  5. Tem a vantagem de permitir comparações entre diferentes grupos de doentes com diferentes doenças, de modo a que possa ser avaliado o impacto relativo de diferentes doenças no indivíduo. Tem a desvantagem de ser pouco sensível para problemas específicos vividos pelos doentes que não os incluídos nas categorias gerais de dificuldades associadas a doenças, destes instrumentos. Os instrumentos específicos têm a vantagem de serem sensíveis a factores conhecidos como importantes para os doentes que sofrem da doença ou problema em investigação. A sua validação é difícil e laboriosa e não podem ser utilizados para comparar diferentes doenças.
  6. Trata-se de um questionário simples de resposta fechada (sim/não), contendo um conjunto de 38 perguntas (Hunt et al 1986, citado por Franks 1997). As respostas “sim” são pontuadas de acordo com a sua importância relativa e transformadas em seis sub-pontuações que descrevem variáveis da vida do indivíduo (reacções emocionais, dor, isolamento social, sono, nível de energia, mobilidade física). Os valores atribuídos variam de 0 a 100. À pontuação “0” corresponde a não existência de problemas de saúde e à pontuação “100” corresponde a máxima interferência. O instrumento foi validado para a população portuguesa em 1999 por Ferreira e colaboradores. (Ferreira e Melo, 1999). Os índices específicos obtidos pelo NHP embora possam ser utilizados na medição da qualidade de vida, não podem ser utilizados em análises custo-utilidade, uma vez que não permitem o cálculo de utilidades, mas apenas a efectividade (Ferreira et al, 2006). O questionário EQ-5D é essencialmente composto por duas páginas contendo um sistema descritivo e a escala EQ VAS (escala analógica visual). O sistema descritivo mede cinco dimensões de saúde (mobilidade, cuidados pessoais, actividades habituais, dor ou mal estar e ansiedade ou depressão), cada uma delas com três níveis - sem problemas, alguns problemas, muitos problemas (EuroQol Group 2000, citado por Ferreira et al 2006). A combinação de um nível em cada uma das cinco dimensões permite definir um estado de saúde de entre 243 possíveis combinações. O índice cardinal do estado de saúde obtido funciona como uma medida dos resultados de saúde na avaliação clínica económica (Kind et al 1999, citado por Ferreira et al 2006). O questionário inclui ainda uma escala analógica visual de pontuação, sob a forma de um termómetro, em que se pretende que o indivíduo registe o valor que atribui ao seu estado de saúde, numa escala visual vertical graduada de 0 a 100. O questionário contém 36 itens cobrindo oito dimensões de estado de saúde, detectando estados positivos e negativos de saúde (Alonso 1995, citado por Ferreira 2000). Tal como o NHP, o SF-36 transforma as respostas em pontuações. Mas ao contrário do NHP, o zero corresponde à máxima interferência e o cem à não interferência de problemas de saúde. O seu conteúdo, a sua robustez psicométrica e sua relativa simplicidade são factores que tornam este instrumento num dos mais utilizados a nível internacional para avaliação de resultados clínicos (Franks 1997, Ferreira 2000, Ribeiro 2007).
  7. Os resultados encontrados em diferentes países podem eventualmente extrapolar-se apenas para a população dessas regiões, dado que as diferenças nos estilos de vida e sistemas de saúde afectam as avaliações da qualidade de vida efectuadas (Liew et al, 2000). Todavia, no decurso desta revisão bibliográfica, tornam-se evidentes inúmeras semelhanças, nos achados dos diferentes estudos efectuados a nível internacional. Num estudo realizado em Lisboa (Furtado, 2008) sobre qualidade de vida, foram avaliados 98 doentes com úlceras de perna, recorrendo ao instrumento de medida Nottingham Health Profile (NHP) e ao EuroQol (EQ-5D) tendo 68 (69,3%) dos doentes completado os questionários de monitorização. Verificaram-se algumas melhorias nas pontuações após 24 semanas. As pontuações foram significativamente (p<0,001) superiores nos doentes portugueses quando comparados com dados normativos portugueses em todos os domínios do NHP (todos p<0,001). Após 12 semanas verificou-se uma melhoria significativa (diferença média [d]=10,5, p=0,003), associada a uma melhoria significativa no EuroQol (d=0,10, p=0,027). Também se verificaram melhorias substanciais mas não estatisticamente significativas na energia e isolamento social nos 8 (11,8%) doentes em que houve cicatrização, tendo-se observado uma diferença estatisticamente significativa na escala da dor (d=4,85, p<0,001). Um dado chave foi a diferença na saúde, percepcionada entre os doentes, neste estudo e os doentes com úlcera de perna, no Reino Unido. Os doentes portugueses apresentam um défice substancial em todos os domínios do NHP. Para além disso a pontuação média no EuroQol foi de 0,17, consideravelmente inferior em relação ao valor médio de 0,57, no Reino Unido (Walters et al, 1999). Importa referir que o estudo de Lisboa foi realizado em locais cuja prática não tinha como base a evidência científica disponível. É, pois, possível que a melhoria nas práticas, através da formação dos profissionais e da introdução de protocolos de intervenção possa traduzir-se, futuramente, em ganhos mais significativos na qualidade de vida dos doentes.