Aula Conhecimento 18.02.09

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Aula Conhecimento 18.02.09

  1. 1. Filosofia Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
  2. 2. Sumário <ul><li>David Hume: o empirismo céptico. </li></ul><ul><li>Análise comparativa das teorias de Descartes e Hume. </li></ul>
  3. 3. Objectivos Específicos <ul><li>13 </li></ul><ul><li>14 </li></ul><ul><li>11 </li></ul><ul><li>12 </li></ul><ul><li>15 </li></ul><ul><li>16 </li></ul>
  4. 4. Temas-problemas <ul><li>O que é o conhecimento? </li></ul><ul><li>Qual a origem do conhecimento? </li></ul>
  5. 5. Conceitos-chave <ul><li>Razão </li></ul><ul><li>Dúvida metódica e hiperbólica </li></ul><ul><li>Res cogito </li></ul><ul><li>Res extensa </li></ul><ul><li>Ideias </li></ul><ul><li>Impressões </li></ul><ul><li>Princípio da causalidade </li></ul>
  6. 6. Princípio da causalidade <ul><li>Todas as nossas ideias derivam de impressões sensíveis. A toda e qualquer ideia tem de corresponder uma impressão (as ideias são imagens das impressões). </li></ul><ul><li>Hume submete o princípio da causalidade a uma análise crítica rigorosa, baseando-se na sua teoria do conhecimento (embora tendo consciência da sua importância). </li></ul><ul><li>1. Observação de um facto: </li></ul><ul><li>- Surge uma impressão sensível A </li></ul><ul><li>- Surge outra impressão sensível B </li></ul><ul><li>- Verifica-se uma conjunção constante entre A e B: B sucede A. </li></ul><ul><li>2. Análise do fenómeno: </li></ul><ul><li>- Nasce, na nossa mente, (como consequência da conjunção constante/sucessão regular) a ideia de relação causal ou conexão necessária. </li></ul><ul><li>Segundo Hume, referimos um facto futuro, que ainda não aconteceu, mas as inferências causais estão sempre sujeitas ao erro, perante novos objectos ou circunstâncias não sabemos realmente o que vai acontecer. Está assim a ser ultrapassada a experiência que é única fonte de validade de conhecimentos de facto. </li></ul><ul><li>O conhecimento dos factos reduz-se às impressões actuais e passadas. </li></ul>
  7. 7. Princípio da causalidade <ul><li>Não podemos ter conhecimento de factos futuros porque não podemos ter qualquer impressão sensível ou experiência do que ainda não aconteceu. </li></ul><ul><li>A ideia de relação causal, de uma conexão necessária entre dois fenómenos (“sempre foi assim, sempre será assim”), é uma ideia da qual não temos qualquer impressão sensível. </li></ul><ul><li>Em suma: </li></ul><ul><li>- Inferimos uma relação necessária entre causa e efeito pelo facto de nos termos habituado a constatar uma relação constante entre factos semelhantes ou sucessivos. </li></ul><ul><li>- É apenas o hábito ou o costume que nos permite sair daquilo que está </li></ul><ul><li>imediatamente presente na experiência em direcção ao futuro “Sempre que se dá A acontece B.” </li></ul>
  8. 8. Princípio da causalidade <ul><li>O Princípio da Causalidade leva-nos além dos sentidos e informa-nos da existência de objectos que não vemos nem sentimos Hume nega que haja ligação necessária entre o que existe e o que não existe; </li></ul><ul><li>A vinculação entre causa e efeito, tida como lógica e necessária, decorre de um sentimento de crença e, por isso, não pode ser tomado como inferência lógica e válida. </li></ul>
  9. 9. Exemplos: <ul><li>A ideia de cavalo alado : esta ideia resulta da combinação da ideia de cavalo com a ideia de animais com asas. Há impressões correspondentes às ideias de cavalo e de animal com asas, mas não há nenhuma impressão correspondente à ideia de cavalo alado. Que concluir? Que esta ideia resultou do trabalho combinatório da mente e é falsa por não existir nenhuma experiência sensorial desse animal. </li></ul>
  10. 10. Exemplos <ul><li>A ideia de Deus : haverá alguma impressão/sensação correspondente? Se não há, então a ideia de Deus é uma criação da razão a partir de ideias como «inteligência», «sabedoria», «bondade», etc. Se nunca tivéssemos tido experiências da inteligência, da sabedoria e da bondade não poderíamos moldar estas ideias nem a ideia de Deus, que é uma combinação destas. E porque não tem impressão que lhe corresponde, esta ideia é uma criação ilusória da razão. </li></ul>
  11. 11. Possibilidade de conhecimento humano <ul><li>Hume em relação à possibilidade do conhecimento humano do real expressa duas vertentes: </li></ul><ul><li>Fenomenismo: a realidade a que o homem acede reduz-se aos fenómenos, não tendo nós acesso a qualquer princípio ou fundamento susceptível de conferir unidade e conexão às percepções e que delas se diferencie; </li></ul><ul><li>Cepticismo: a crença na existência de algo para lá dos fenómenos carece dos fundamentos e a capacidade cognitiva do entendimento humano limita-se ao âmbito do provável. </li></ul>
  12. 12. Conclusão <ul><li>Todo o conhecimento provém dos sentidos, embora possamos por combinação de determinadas ideias elaborar ideias de seres de que não temos nenhuma impressão, não podemos, no entanto, afirmar a sua existência fora da mente. </li></ul><ul><li>Segundo Hume, existem as impressões e as ideias. </li></ul><ul><li>Rejeita o racionalismo. </li></ul><ul><li>Faz uma análise muito crítica ao princípio da causalidade. </li></ul><ul><li>Rejeita a ideia de Deus ou a sua existência </li></ul><ul><li>Assume um cepticismo moderado acerca do conhecimento. </li></ul>

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