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Educação aberta, REA e Redes Sociais

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Material produzido pela Profa. Dra Lucila Pesce.
Webinar: Recursos Educacionais Abertos
Grupo Educações em rede

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Educação aberta, REA e Redes Sociais

  1. 1. Educação Aberta Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais Lucila Pesce UNIFESP – Departamento de Educação – Programa de Pós-graduação em Educação
  2. 2. Educação aberta: erguida em meio a cursos flexíveis, visando eliminar as barreiras de acesso à educação tradicional, preferencialmente centrada no aluno. (Lewis & Spencer, 1986, apud Santos, 2012) Características da educação aberta: • Liberdade do estudante decidir onde estudar. • Possibilidade de se estudar por módulos, de forma compatível com o ritmo e as circunstâncias do aluno. • Autoinstrução e certificação opcional. • Isenção de taxas de matrícula. • Isenção de vestibular ou apresentação de qualificação prévia. • Acessibilidade para alunos PNE e em situação de desvantagem social. • Provisão de REA na educação formal e informal. (Santos, 2012) Educação aberta
  3. 3. • Educação aberta na educação superior: • Flexibilidade na admissão de estudantes; acesso à educação formal sem custo para o aluno. • Referência internacional: The Open University (UK, desde 1969). Flexibilidade na admissão do aluno e condução do curso por módulos. • No Brasil: UAB (desde 2005): acesso gratuito à educação por meio da rede pública federal de EAD; apoio de várias formas (telefone, encontros presenciais, comunicações pela Internet, de e-mail a AVA). (Santos, 2012) Educação aberta
  4. 4. • REA: • Revigoram as práticas educacionais abertas (PEA). • Grande potencial de compartilhamento entre autores e usuários, sem infringir direitos autorais (licenças de direito autoral livres, como o Creative Commons). • Podem ser utilizados na educação formal e informal. • Interação com conteúdo em educação aberta, devido: • Ao avanço das TDIC: de plataformas unilaterais para plataformas multidirecionais. • À emergência de novas formas de licenciamento para conteúdo digital. (Santos, 2012) Educação aberta
  5. 5. • PEA – Práticas de Educação Aberta: • Governança de vários atores sociais. • Dimensões: atores sociais, artefatos mediadores (ferramentas e tecnologias), contextos sociais em que os REA se apresentam. • Educação Aberta na contemporaneidade: • Oferta e utilização de REA. • Conteúdos na rede com licença aberta. • Apoio ao estudante. • Criação, uso e reuso de REA. (Santos, 2012) Educação aberta
  6. 6. Políticas públicas para REA: • Declaração de Governo Aberto (2011). • Lei geral de acesso à informação pública (Lei 12.527/2011). • Legislações que dão preferência à adoção de softwares livres. • Declaração sobre Educação Aberta (cidade do Cabo, 2007) – 3 diretrizes: políticas de educação aberta, licenças de conteúdo aberto, produção colaborativa. • No Brasil, 4 eixos do debate político: • Acesso público de materiais educacionais, para inclusão da sociedade no processo de aprendizagem e na produção colaborativa de conhecimento. • Ciclo econômico de produção de materiais educacionais e seu impacto no direito de aprender dos cidadãos. • Benefícios dos REA para a aprendizagem e para a diversidade regional. • Impacto dos recursos digitais no desenvolvimento profissional continuado dos professores. (Rossini e Gonzalez, 2012) Políticas públicas e REA
  7. 7. Legislação para REA: • Em outros países: iniciativas inovadoras nos Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Holanda e Polônia. • No Brasil: • Plano Nacional de Educação (Projeto de lei 8035/2010): REA como meta 7 do PNE. • Projeto de lei federal 1513/2011: • REA (art. 3º., 4º. e 5º ) – compras com recursos públicos, cujos direitos intelectuais tenham sido cedidos à administração pública. • Preferência a padrões técnicos livres (softwares livres). • Incentivo à criação de repositórios federados para depósito e publicação de REA. • Projeto de lei estadual de São Paulo (989/2011): recursos educacionais financiados pela administração pública estadual como REA, de modo a garantir inclusão social, por meio de educação aberta e inclusiva. • Decreto da cidade de São Paulo 52681/2011: recursos educacionais produzidos pela SME/SP deverão ser licenciados abertamente e considerados REA. (Rossini e Gonzalez, 2012) Políticas públicas e REA
  8. 8. • Filosofia dos REA – materiais educacionais como bens comuns e públicos. • REA: valorização das práticas de aprendizagem mais próximas à cultura da Web e da sociedade do conhecimento. • Desafios: • Reforma da lei de Direitos Autorais (9610/1998): estabelecer limitações e exceções relacionadas aos usos educacionais. • Políticas de inclusão digital nas escolas: alunos e professores desenvolvendo REA. • Formação de professores para elaboração, uso e reuso de REA. (Rossini e Gonzalez, 2012) Políticas públicas e REA
  9. 9. Ao apresentar a história da comunidade REA da UNESCO, voltada à disseminação do movimento em prol de conteúdos abertos educacionais, Okada e Bujokas asseveram (2012, p. 13): “A aprendizagem em espaços colaborativos pode promover a cidadania ativa, ao permitir a autoexpressão e a participação no discurso público”. (Okada e Bujokas, 2012) Redes Sociais e Educação
  10. 10. Redes sociais: • Elemento importante para se alterar o status quo. • As características coautorais das redes sociais na Cibercultura favorecem a mediação compartilhada, elemento fundamental à formação das comunidades de aprendizagem. (Pesce, 2011) Desafio: integrar as redes sociais às práticas educativas, explorando o seu potencial interativo, para otimizar o processo de ensino e aprendizagem. Redes Sociais e Educação
  11. 11. • Produção colaborativa; abertura de dados de pesquisa; software livre; software de código aberto. • Creative Commons (2001): licenciamento livre de obras, em que o autor tem total direito sobre elas sem intermediários. • Science Commons: braço do Creative Commons; articulação mundial de pesquisadores; compartilhamento aberto dos dados coletados. • Public Library of Science: artigos em ciência e medicina. (Pretto, 2012) Professores autores em rede
  12. 12. Desafios - REA: • política de banda larga, para garantir conexões de qualidade para todos; • transformações na legislação sobre direitos autorais; • fortalecimento de políticas de implementação de softwares livres; • investimento no desenvolvimento de hardwares e softwares livres; • ações de grande monta que demandam a articulação de vários atores governamentais. (Pretto, 2012) Professores autores em rede
  13. 13. Professores em rede: • Escola, para além de espaço de consumo de informações. • REA contextualizado à realidade dos professores. • Professores como protagonistas desse processo. • REA – docência – pesquisa: aproximações necessárias. • Refuta à retirada da autonomia docente. • Professor e autor. • Materiais didáticos: não definidores dos percursos formativos, mas contribuintes no ecossistema pedagógico (escola, comunidade escolar, redes de informação e comunicação). (Pretto, 2012) Professores autores em rede
  14. 14. • Produção de material didático: olhares para as culturas local e global. • REA: para além da liberação gratuita de conteúdos produzidos nos grandes centros. Refuta à escola broadcasting. • Professores e alunos como produtores de conhecimento e cultura. • Produção por pares e remixagem: compartilhamento para busca de melhorias e soluções. • REA como possibilidade de emancipação de cada indivíduo, nação ou cultura. (Pretto, 2012) Professores autores em rede
  15. 15. “A premissa da Educação como prática social respalda nossa ideia de que a inserção dos REA sob uma ótica cultural – que preveja a formação de educadores para produção de REA e para contextualização dos REA à sua realidade educacional – consubstancia-se como atitude primordial, para que se possa auferir aos REA o valor de potentes aliados da docência, na contemporaneidade. Do contrário, os REA, que emanam da Educação Aberta, cujos legítimos princípios primam pela democratização do acesso à Educação, correm o risco de serem perversamente cooptados pelo capital, na medida em que se restringirem à mera economia de custos”. (PESCE, 2013, p. 208) Por fim...
  16. 16. OKADA, A.; BUJOKAS, A. Comunidades abertas de prática e redes sociais de coaprendizagem da UNESCO, 2012. In: OKADA, Alexandra. (Org.). Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais coaprendizagem e desenvolvimento profissional. Cambridge: The Open University Press, 2012, v. 1, Disponível em: http://oer.kmi.open.ac.uk/wp-content/uploads/2012/04/UNESCO.pdf PESCE, L. M. La contribución de la Cibercultura a la educación en línea. Revista GPT - Gestión de las personas y tecnología, 12a. ed. nov. 2011, pp. 70-76. Disponível em: http://www.revistagpt.usach.cl/gpt/12/pdf/contribucion-cibercultura.pdf PESCE, L. M. A potência didática dos recursos educacionais abertos para a docência na contemporaneidade. REVEDUC – Revista eletrônica de Educação (UFSCar). v. 07, n. 02. 2013. p. 195-210. Disponível em: http://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/749 DOI: http://dx.doi.org/10.14244/19827199749 PRETTO, N. Professores autores em rede. In: SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. (ogs.). Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas. Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012. pp. 91-108. ROSSINI, C.; GONZALEZ, C. REA: o debate em política pública e as oportunidades para o mercado. In: SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. (ogs.). Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas. Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012. pp. 35-69. SANTOS, A. I. Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos. In: SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. (ogs.). Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas. Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012. pp. 71-89. Referências
  17. 17. Acesso livre Brasil. Portal Global de Acesso Aberto da UNESCO. Disponível em: http://www.unesco.org/new/en/communication-and- information/portals-and-platforms/goap/ Declaração da Cidade do Cabo para Educação Aberta (The Cape Town Open Education Declaration), 2007. Disponível em: https://www.capetowndeclaration.org/ Declaração de Dakar, 2000. Disponível em: http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Direito-a- Educa%C3%A7%C3%A3o/declaracao-de-dakar.html Declaração de Governo Aberto. Disponível em: http://www.governoaberto.cgu.gov.br/central-de- conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf Declaração Mundial de Educação para Todos, Tailândia, 1990. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao-mundial- sobre-educacao-para-todos-conferencia-de-jomtien-1990 Licença Creative Commons - Brasil. Disponível em: https://br.creativecommons.org/ Portal do Professor. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/links.html Projeto de Lei Estadual n. 989/2011. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1040323 Projeto de Lei Federal n. 1513/2011. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=505535 Open Acccess Declaration. Disponível em: www.soros.org/openaccess/initiatives Open Course Library. Disponível em: https://www.openwa.org/open-course-library/ Open CourseWare Consortium. Disponível em: https://www.oeconsortium.org/ Open Education Quality Initiative (OPAL), 2010. Disponível em: www.oer-quality.org https://www2.le.ac.uk/departments/beyond-distance-research-alliance/documents/opal Science Commons. Disponível em: http://creativecommons.org/science Websites
  18. 18. Obrigada! Lucila Pesce UNIFESP – Departamento de Educação – Programa de Pós-graduação em Educação lucilapesce@gmail.com Educação Aberta, Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais

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