O Existêncialismo em Blaise Pascal

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Trabalho realizado no curso de Comunicação Social - Jornalismo, no segundo semestre do ano de 2011, em conjunto com Rafael Fandinho para a Disciplina Filisofia, ministrada pela professora Verônica Pilar Gomezjurado Zevallos, da Universidade de Caxias do Sul.

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O Existêncialismo em Blaise Pascal

  1. 1. A EXISTÊNCIA explicada por BLAISE PASCAL Eduardo Borile Junior Rafael Fandinho
  2. 2. Qual o motivo da minha existência? Por que eu existo? Eu existo?
  3. 3. Somos seres vazios? Segundo Pascal “ O homemexperimenta seu vazio e, buscandosocorro nas coisas exteriores, tudo faz para preenchê-lo”
  4. 4. O que é a diversão?A palavra provém do termo divertissement que significa: Desviar-se de obstáculos indesejáveis, divertir-se, alienar-se, ficar distante. Assim, o divertimento é a forma privilegiada que o homem encontra para desviar o olhar de si mesmo, pois o seu “eu” verdadeiro traz a marca do nada. O traço vazio, lhe é insuportável.
  5. 5. Então, somos nada?Portanto, a condição não alienada (não divertida) é o bastante para a consciência do NADA se materializar. Levando a angústia, ao tédio, ao aborrecimento. NADA, não significa então, NÃO SER, mas sim a incapacidade que o homem encontra para descobrir sua origem e consequentemente, seu fim.Assim, sem o conhecimento de sua origem, o homem, ao longo da vida busca fundamentos para explicar a sua existência.
  6. 6. Buscamos a felicidade? Por que?Para Pascal “ O homem não pode chegar a felicidade pelas vias naturais, assim tenta encontraruma SEGURANÇA EXISTENCIAL (uma zona de conforto) para justificar o seu existir”
  7. 7. Minha felicidade, depende dos outros? Pascal afirma: “O inferno não é o outro, o inferno somos nós mesmos, pois jamais estamos quietos conosco mesmo [...] O homem não encontra nada em si mesmo que possa satisfazê-lo. Então ele conserva o desejo de conhecer (a si e aos outros) e de enfim ser feliz.”Essa busca humana da VERDADE e da FELICIDADE se transforma em um busca incessante.
  8. 8. Onde está a felicidade? Negócios?Paixões? Jogos?
  9. 9. O Divertimento é necessário?O divertimento, torna-se necessário para um ser quecarrega a marca do nada.Estar ocupado o tempo todo é o único modo que o homem encontra para não pensar em si mesmo, para livrar-se da angústia.Portanto, não são as coisas que o homem busca. Ele busca a própria BUSCA. Pois é nessa busca que eleaviva a suas paixões. Segundo Pascal: “Não buscamos nunca as coisas, mas sim a busca das coisas”
  10. 10. Pascal X DescartesEnquanto Descartes colhe a existência e o ato de pensar como algo necessário: “Penso, logo existo!” Pascal acredita que somos seres desnecessários:“Eu, que penso, não teria existido se minha mães tivesse morrido antes de eu ter sido animado,(de eu nascer)”
  11. 11. Se existimos, vivemos nossa Vida?Conforme Pascal: “O homem constrói um “eu” com todas as qualidades que são valorizadas pelos outros. Ele é construído somente para arrancar a admiração e a estima dos outros. É este “eu” engrandecido pelas qualidades apreciadas por todos que ele tenta impor aos outros. [...] O homem não consegue viver contente consigo mesmo, é então necessário viver na ideia dos outros.”
  12. 12. “Quer ser grande e acha-se pequeno; quer ser feliz e acha- se miserável ; quer ser perfeito e acha-se cheio de imperfeições; quer ganhar a estima dos outros homens e vê que seu defeitos só merecem deles aversão e desprezo” Blaise Pascal
  13. 13. Se existimos, somos contentes? A estima recebida do outro, leva o “eu” ao contentamento. O contentamento é a GLÓRIA. Para Pascal : “O ‘eu’ admira a si mesmo através da estima recebida do outro, isto é, no sentimento favorável que o outro tem do ‘eu’ (de mim).”É olhando a si mesmo através do olhar do outro que ignoramos nossas fraquezas e imperfeições. Por esta razão fica tão difícil aceitar algumas “verdades” que ouvimos a nosso respeito.
  14. 14. Já que existimos, como agimos?“Quanto mais querer ser perfeito, mais imperfeito se torna, pois faz tudo para evitar a verdade que o convence de seus defeitos e não suporta que os outros digam-lhe verdades” Blaise PascalAssim, toda a tentativa humana para preencher esse NADA, somente pelo divertimento está fadada ao fracasso, pois nunca encontrará SATISFAÇÃO TOTAL na sua diversão. E vai querer sempre mais e mais...
  15. 15. Como aceitamos nossa existência? “Apostando na existência divina, o homem vislumbra a possibilidade, de jogando o finito, ganhar o infinito, jogando a vida, cujo fim é a morte, ganhar a vida eternamente feliz. Toda aposta é arriscada, corre-se o risco de ganhar ou perder.[...] Não há esperança sem temor, nem temor sem esperança. Assim mesmo aquele que aposta na existência divina, encontra-se na inquietude, sem saber quando o jogo será interrompido, isto é quando a vida será interrompida e ela sempre é interrompida quando menos se espera. Por isso, cultive o seu NADA interno, pois jamais poderá saber se algum dia será resgatado do NADA eterno que é a morte.” Blasie Pascal

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