Depressão palestra uniplac

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Depressão palestra uniplac

  1. 1. DEPRESSÃO Saber mais para prevenir, tratar e ajudar. Dr. Eduardo Guagliardi Médico Psiquiatra CRM 5131
  2. 2. A MODERNA PSIQUIATRIA <ul><li>Cuida do bem-estar das pessoas. </li></ul><ul><li>Reconhece o efeito dos hábitos de vida sobre a saúde mental e enfatiza a importância de uma dieta saudável aliada à atividade física. </li></ul><ul><li>Leva informações às pessoas sobre o funcionamento da mente, contribuindo na prevenção e na detecção precoce dos problemas mentais. </li></ul><ul><li>É a especialidade médica que trata de problemas como: Depressão, Ansiedade, Fobias, Pânico, Esquizofrenia etc. </li></ul><ul><li>Complementa o tratamento medicamentoso com nutrientes (como as vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos). </li></ul>
  3. 3. DEPRESSÃO Um problema de saúde pública <ul><li>Pode ocorrer em crianças, jovens, adultos ou idosos, homens ou mulheres, ricos ou pobres. </li></ul><ul><li>Afeta cerca de 121 milhões de pessoas no mundo todo. </li></ul><ul><li>Está na raiz de vários outros problemas: </li></ul><ul><li>Comportamentos agressivos e violência </li></ul><ul><li>Consumo de álcool (e outras drogas) </li></ul><ul><li>Direção perigosa e imprudente (acidentes de trânsito) </li></ul><ul><li>Acarreta altos custos socioeconômicos: </li></ul><ul><li>Afastamentos do trabalho (ou baixo rendimento) </li></ul><ul><li>Acidentes (trabalho e no trânsito) </li></ul><ul><li>Baixo rendimento intelectual e escolar </li></ul><ul><li>Internações hospitalares etc. </li></ul>
  4. 4. ALGUNS DADOS SOBRE A DEPRESSÃO <ul><li>Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofra de depressão. </li></ul><ul><li>A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. </li></ul><ul><li>A ocorrência em mulheres é o dobro da ocorrência em homens. </li></ul><ul><li>As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, drogas e outros fatores estejam relacionados com o surgimento da doença. </li></ul><ul><li>Segundo a OMS, em 2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa de mortes mundiais por doença (depois das doenças coronárias). </li></ul>
  5. 5. UMA DOENÇA DO CORPO INTEIRO <ul><li>Tristeza pode não ser o sintoma principal. </li></ul><ul><li>Sintoma muito frequente: Queda de energia vital. </li></ul><ul><li>Depressão não é sinal de fraqueza de caráter, preguiça ou má vontade. </li></ul><ul><li>A pessoa se sente pesada, lenta, com dores no corpo, dores de cabeça, alteração do ritmo intestinal, da digestão, do sono etc. </li></ul><ul><li>Depressão baixa a resistência à infecções e aumenta a chance de infarto, derrame, diabetes etc. </li></ul><ul><li>Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro. </li></ul>
  6. 6. Depressão e Neurotransmissores <ul><li>A hipótese mais aceita aponta para distúrbios na produção de neurotransmissores: </li></ul><ul><li>Noradrenalina, serotonina e dopamina. </li></ul><ul><li>Grande parte da produção de neurotransmissores ocorre nos intestinos: </li></ul><ul><li>Importância da preservação da flora intestinal e da dieta. </li></ul><ul><li>Correção da permeabilidade intestinal alterada. </li></ul>
  7. 7. AS MUITAS FACES DA DEPRESSÃO <ul><li>Existem vários tipos de depressão. </li></ul><ul><li>Os sintomas predominantes variam de acordo com o tipo. </li></ul><ul><li>A atual classificação dos Transtornos de Humor reconhece dois grandes grupos: </li></ul><ul><li>1) Transtornos depressivos – episódio único, depressões recorrentes, distimia. </li></ul><ul><li>2) Transtorno bipolar – bipolar I, bipolar II, transtorno ciclotímico. </li></ul><ul><li>Em ambos os grupos algum tipo de depressão está presente. </li></ul>
  8. 8. DEPRESSÃO Principais sintomas <ul><li>Ansiedade, inquietação e irritabilidade. </li></ul><ul><li>Cansaço e perda de energia </li></ul><ul><li>Sentimento de tristeza persistente; Acessos de choro </li></ul><ul><li>Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazeirosas </li></ul><ul><li>Problemas de auto-confiança e auto-estima </li></ul><ul><li>Dificuldade de concentração e de tomar decisões </li></ul><ul><li>Sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, solidão ou inutilidade </li></ul><ul><li>Alterações no sono; Dificuldades em adormecer, acordar muito mais cedo do que o habitual, dormir em excesso ou pesadelos </li></ul><ul><li>Isolamento: evitar outras pessoas. até mesmo amigos íntimos ou familiares </li></ul><ul><li>Perda de apetite com diminuição do peso ou compulsão alimentar </li></ul><ul><li>Perda do desejo sexual </li></ul><ul><li>Pensamentos de suicídio e morte </li></ul><ul><li>Desatenção à própria higiene e aparência </li></ul>
  9. 9. TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR Principais sintomas <ul><li>Episódios de depressão alternando (ou misturados) com episódios de euforia; </li></ul><ul><li>Oscilações do humor podem ser percebidas num mesmo dia ou por períodos mais longos (dias ou semanas de depressão, seguidos por dias ou semanas de euforia); </li></ul><ul><li>A pessoa passa a maior parte do tempo em depressão e pode não perceber a própria euforia, quando ela ocorre (às vezes é muito breve ou muito leve). </li></ul><ul><li>A depressão que ocorre no Transtorno Bipolar costuma apresentar mais características “atípicas” como sono aumentado e apetite diminuído (ou vice-versa), sintomas psicóticos (alucinações auditivas), ansiedade/agitação. </li></ul>
  10. 10. EUFORIA O outro lado da depressão bipolar <ul><li>A euforia se manifesta por : </li></ul><ul><li>Distratibilidade (incapacidade de manter a concentração, iniciar múltiplas tarefas e não fechar nenhuma etc); </li></ul><ul><li>Menor necessidade de sono (nível de energia aumentado); </li></ul><ul><li>Grandiosidade (auto-estima inflada); </li></ul><ul><li>Pensamento acelerado ; </li></ul><ul><li>Aumento de atividades dirigidas ao objetivo (social, sexual, trabalho etc); </li></ul><ul><li>Loquacidade (falar muito); </li></ul><ul><li>Comportamentos de risco (aumento em atividades prazeirosas com potencial para consequências dolorosas). Geralmente, indiscrições sexuais, gastos excessivos, viagem impulsiva e direção imprudente. </li></ul>
  11. 11. A GENÉTICA DO TRANSTORNO BIPOLAR DE HUMOR <ul><li>Pesquisa dos antecedentes familiares costuma encontrar casos de pessoas: </li></ul><ul><li>Dependentes de álcool ou com uso abusivo de drogas; </li></ul><ul><li>Viciadas em jogo, em sexo; </li></ul><ul><li>Muito “aventureiras” ou extremamente empreendedoras; </li></ul><ul><li>Excêntricas e “polêmicas” na comunidade; </li></ul><ul><li>“ Gastadeiras”, impulsivas ou extremamente contentes o tempo todo; </li></ul><ul><li>Briguentas, raivosas, temperamentais, tipo “pavio curto”; </li></ul><ul><li>Além de casos de familiares que foram internados diversas vezes, “morreram loucos” ou se suicidaram. </li></ul><ul><li>Lembrar que até alguns anos atrás, este diagnóstico não era feito nem existia tratamento. </li></ul>
  12. 12. CORTANDO O CÍRCULO VICIOSO DA DEPRESSÃO <ul><li>Tratar o quanto antes – Quanto mais tem, mais tem. Quanto menos tem, menos tem. Depois que o cérebro aprende a produzir sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los novamente. </li></ul><ul><li>Crises repetidas de depressão (assim como qualquer transtorno mental) podem alterar a estrutura cerebral em termos químicos e estruturais. O tratamento protege o cérebro dessas alterações . </li></ul><ul><li>Estudos mostram que pacientes com Depressão Bipolar chegam a passar até 15 anos sendo tratados erroneamente como portadores de depressão unipolar (ou outros transtornos), antes de receberem o diagnóstico correto. </li></ul>
  13. 13. O TRATAMENTO DOS TRANSTORNOS DE HUMOR <ul><li>Medicamentoso : </li></ul><ul><li>Anti-depressivos </li></ul><ul><li>Indicados para Depressão Unipolar (e contra-indicados na Bipolar) </li></ul><ul><li>Corrigem o metabolismo dos neurotransmissores </li></ul><ul><li>Não são calmantes nem estimulantes </li></ul><ul><li>Não levam à dependência física nem psíquica </li></ul><ul><li>Alguns são sedativos (risco com máquinas) </li></ul><ul><li>Efeitos aparecem depois de 30 dias de uso </li></ul><ul><li>Tratamento deve ser mantido por 1 ano, no mínimo </li></ul><ul><li>Exemplos: Amitriptilina, Nortriptilina, Fluoxetina, Sertralina, Citalopram, Paroxetina, Venlafaxina, Mirtazapina etc. </li></ul>
  14. 14. ESCOLHA DO MEDICAMENTO E INÍCIO DO TRATAMENTO PARA DEPRESSÃO MAIOR <ul><li>Todos os antidepressivos são igualmente eficazes. </li></ul><ul><li>Os efeitos colaterais serão os fatores que mais exercerão influência no momento da escolha do tratamento. </li></ul>
  15. 15. PERGUNTAS QUE DEVEM SER FEITAS <ul><li>Como foi o curso, a duração e a gravidade de quaisquer episódios de depressão anteriores? </li></ul><ul><li>Existe história de resposta a antidepressivo? </li></ul><ul><li>Como o antidepressivo foi tolerado? </li></ul><ul><li>Existe algum membro da família com história de resposta a algum antidepressivo; em caso afirmativo, a que antidepressivo? </li></ul><ul><li>Existe história de fracasso do antidepressivo, as tentativas foram realizadas com dose e duração adequadas? </li></ul><ul><li>Estão presentes características melancólicas, atípicas ou psicóticas? </li></ul><ul><li>O paciente apresenta características suicidas ou história de impulsividade que possam aumentar o risco de uma potencial superdosagem? </li></ul><ul><li>O paciente apresenta história de retardo na condução cardíaca ou recente infarto do miocárdio (o que contra-indica o uso de ADTs)? </li></ul>
  16. 16. <ul><li>O paciente apresenta história de sintomas sugestivos de mania ou do espectro bipolar? Em caso positivo, evite antidepressivos. </li></ul><ul><li>Se houve fracasso em uma experiência com antidepressivos, o paciente foi responsivo parcial ou não-responsivo? </li></ul><ul><li>Foi empregada alguma estratégia de potencialização? </li></ul>
  17. 17. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS NA ESCOLHA DE UM ANTIDEPRESSIVO <ul><li>Gênero : Mulheres podem apresentar absorção gastrintestinal mais lenta do que os homens em virtude de menor quantidade de ácido gástrico e esvaziamento gástrico mais lento. O volume de distribuição nas mulheres também difere em razão do maior percentual de tecido adiposo por massa corporal magra. A retenção de água associada ao ciclo menstrual também pode afetar o volume de distribuição . Os contraceptivos orais também podem alterar o metabolismo hepático dos ADTs. </li></ul><ul><li>Idade : Nos idosos, os ISRSs são indicados, já que as meias-vidas e as concentrações terapêuticas desses agentes são apenas minimamente afetadas pela idade (embora a paroxetina possa ser uma exceção). </li></ul><ul><li>Gestação e amamentação : Os riscos da depressão não-tratada estão bem demonstrados, e os riscos da farmacoterapia durante a gestação e a amamentação não são bem conhecidos. Amamentação com cautela. Retirar 14 dias antes do parto. </li></ul>
  18. 18. PREDITORES DE RESPOSTA INSATISFATÓRIA <ul><li>Sintomas neurovegetativos como hipersonia, hiperfagia, ansiedade e irritabilidade. </li></ul><ul><li>Características de personalidade (como traços neuróticos, hipocondria e histeria). </li></ul><ul><li>Episódios múltiplos anteriores. </li></ul><ul><li>Delírios. </li></ul><ul><li>Agitação psicomotora. </li></ul>
  19. 19. INÍCIO DO TRATAMENTO <ul><li>Uma vez que o medicamento foi iniciado, deverá ser gradualmente elevado até os níveis terapêuticos, por meio de titulação crescente. </li></ul><ul><li>Geralmente os ADTs são iniciados em doses baixas. Idosos debilitados podem requerer reduções ainda maiores. </li></ul><ul><li>Durante a titulação, os ISRSs podem temporariamente aumentar a ansiedade, a insônia ou ambos. Esses efeitos colaterais podem ser aliviados pela redução da dose; pelo uso de benzodiazepínicos (em curto prazo); e pela adição de hipnóticos ou trazodona para dormir. </li></ul><ul><li>Nos ADTs e ISRSs, existe uma demora significativa entre o início do medicamento e a resposta; não há razão para acreditar que aumentar a dose acima da faixa terapêutica acelera a resposta. </li></ul>
  20. 20. DOSE INICIAL, ETAPAS DA TITULAÇÃO , DOSES-ALVO E DESCONTINUAÇÃO PARA OS ANTIDEPRESSIVOS <ul><li>Amitriptilina e Imipramina: </li></ul><ul><li>50-75mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar 25mg/dia a cada 2 ou 3 dias </li></ul><ul><li>100-150mg/dia na 2ª semana, 150-200mg/dia na 3ª-4ª semana </li></ul><ul><li>Nortriptilina: </li></ul><ul><li>25-50mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar em 50mg/semana em jovens, 25mg/semana em idosos </li></ul><ul><li>50-100mg/dia </li></ul><ul><li>Reduzir todos os ADTs a uma taxa de 25-50mg/dia a cada 2-3 dias </li></ul>
  21. 21. <ul><li>ISRSs : </li></ul><ul><li>Fluoxetina </li></ul><ul><li>10-20mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar em incrementos de 10-20mg </li></ul><ul><li>60mg/dia (80mg/dia para TOC e bulimia nervosa) </li></ul><ul><li>Descontinuação abrupta aceitável devida à meia-vida longa </li></ul><ul><li>Paroxetina e Citalopram </li></ul><ul><li>Idem </li></ul><ul><li>Idem </li></ul><ul><li>40 mg/dia </li></ul><ul><li>Sertralina </li></ul><ul><li>25-50 mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar em incrementos de 25-50 mg </li></ul><ul><li>50-150 mg/dia para depressão (150-200 mg/dia para TOC e bulimia nervosa) </li></ul><ul><li>REDUZIR ESSES ISRSs POR MAIS DE 7-10 DIAS </li></ul>
  22. 22. <ul><li>TERCEIRA GERAÇÃO </li></ul><ul><li>Venlafaxina </li></ul><ul><li>37,5 mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar até 75 mg/dia dentro de 4-7 dias, depois em 75 mg/dia a cada 4 dias </li></ul><ul><li>225 mg/dia </li></ul><ul><li>Mirtazapina </li></ul><ul><li>15 mg/dia </li></ul><ul><li>Aumentar em incrementos de 15 mg </li></ul><ul><li>15-45 mg/dia (no máximo 60 mg/dia) </li></ul>
  23. 23. PERÍODO INICIAL OU PRÉ-RESPOSTA <ul><li>ISRSs podem começar em 25 a 50% da dose inicial normal nos pacientes particularmente sensíveis aos efeitos colaterais. Pacientes com Transtorno de Pânico principalmente. </li></ul><ul><li>ADTs podem ser fracionados para reduzir efeitos colaterais dose-dependentes. </li></ul><ul><li>Medicamentos sedativos devem ser ingeridos à noite, ativadores pela manhã. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais intoleráveis justificam mudança de medicamento. Escolher um fármaco da mesma classe do primeiro, mas com o perfil de efeitos colaterais diferente; os pacientes podem apresentar reações variadas a ISRSs distintos, independentemente da aparente similaridade (p.ex: Paroxetina é mais sedativa e Sertralina pode causar mais distúrbios gastrintestinais do que outros ISRSs) </li></ul>
  24. 24. PERÍODO DE RESPOSTA OU TRATAMENTO AGUDO <ul><li>Este período sobrepõe-se à fase inicial do tratamento e continua até que a resposta seja obtida, normalmente 2 a 3 meses. </li></ul><ul><li>O objetivo, nessa fase, é controlar os sintomas atuais de depressão. </li></ul><ul><li>Importante diferenciar entre resposta parcial e completa. </li></ul><ul><li>Resposta completa implica uma recuperação total de todos os sintomas de depressão. </li></ul><ul><li>Resposta parcial significa redução dos sintomas. </li></ul><ul><li>Tempo de resposta varia entre os pacientes (alguns respondem antes de duas semanas mas pode levar mais de seis semanas). </li></ul><ul><li>A taxa de resposta aos antidepressivos fica em torno de 60 a 70%, embora algumas dessas respostas sejam parciais. </li></ul>
  25. 25. TRATAMENTO DE PACIENTES PARCIALMENTE RESPONSIVOS E NÃO-RESPONSIVOS <ul><li>É pequeno o benefício da alteração do tratamento antes de três semanas, exceto se for para mitigar efeitos colaterais. </li></ul><ul><li>As alterações na estratégia de tratamento deverão ser consideradas depois que o médico estiver convencido de que o paciente foi tratado com uma dosagem adequada do antidepressivo, por um período também apropriado, empregando medicamentos atuais incrementados até o limite da tolerância dos efeitos colaterais. </li></ul><ul><li>Os pacientes parcialmente responsivos tem maior probabilidade de se beneficiarem com as adições ao tratamento, enquanto aqueles que não apresentam resposta ou pioram durante o tratamento justificam a troca por um novo agente. </li></ul>
  26. 26. POTENCIALIZAÇÃO DE ANTIDEPRESSIVOS <ul><li>CARBONATO DE LÍTIO é a melhor estratégia documentada, com taxa de resposta relatada de até 65%. </li></ul><ul><li>Inicia-se com 300 ou 600mg/dia, aumentando-se até um nível sanguíneo terapêutico (0,6 a 0,8 mEq/l) se não houver resposta. Pode levar até 6 semanas para potencializar. </li></ul><ul><li>Se a potencialização for bem sucedida, ela deverá ser mantida por toda a fase do tratamento agudo. </li></ul><ul><li>Atenção com efeitos colaterais que podem limitar a estratégia. </li></ul><ul><li>TERAPIA ANTIDEPRESSIVA COMBINADA: </li></ul><ul><li>ISRSs podem potencializar os níveis de ADT (monitorar com cuidado). Bupropiona pode ser adicionada à ISRS para intensificar eficácia ou minimizar efeitos colaterais. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>MUDANÇA PARA UM NOVO AGENTE: </li></ul><ul><li>É melhor mudar para um agente de uma classe diferente. Aproximadamente 50% dos pacientes não responsivos a uma primeira experiência respondem ao antidepressivo de outra classe. </li></ul><ul><li>Existem evidências de que os IRSNs podem levar a taxas mais altas de resposta e remissão do que os ISRSs. </li></ul>
  28. 28. PERÍODOS DE CONTINUAÇÃO, MANUTENÇÃO E DESCONTINUAÇÃO <ul><li>PERÍODO DE CONTINUAÇÃO: </li></ul><ul><li>Dura de 5 à 8 meses após o término do período de tratamento agudo. </li></ul><ul><li>Objetivo: Prevenção da recaída. </li></ul><ul><li>Alto risco de recaída se o tratamento for descontinuado após a fase aguda. Indicadores de recaída: Alto número de episódios depressivos anteriores e transtorno distímico subjacente. </li></ul><ul><li>Uma vez que o paciente tenha respondido ao medicamento, o tratamento deverá ser continuado por um mínimo de 4 a 6 meses a partir do ponto resposta inicial. Esse período deverá ser estendido para o paciente com história de episódios depressivos prolongados. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>PERÍODO DE MANUTENÇÃO: </li></ul><ul><li>Objetivo: Evitar a recorrência da depressão. </li></ul><ul><li>Terapia profilática a longo prazo. </li></ul><ul><li>Alguns pacientes são mais suscetíveis do que outros de apresentar recorrência. Três episódios de depressão anteriores tornam plausível o diagnóstico de depressão recorrente. </li></ul><ul><li>Melhores indicadores da probabilidade da recorrência: Idade mais avançada do início e o número de episódios. </li></ul><ul><li>Manutenção a longo prazo é o tratamento de escolha para os seguintes grupos de pacientes: </li></ul><ul><li>50 anos ou mais na época do primeiro episódio depressivo. </li></ul><ul><li>40 anos ou mais na época do primeiro episódio, tendo sofrido, pelo menos, uma recorrência susequente. </li></ul><ul><li>Alguém que tenha sofrido mais que três episódios. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>DESCONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO: </li></ul><ul><li>O médico sempre deve avaliar os benefícios da descontinuação versus os riscos da depressão recorrente. </li></ul><ul><li>Pacientes com um único episódio de depressão aguda e que tiveram o início antes dos 50 anos de idade são os melhores candidatos à descontinuação. </li></ul><ul><li>ADTs: Reduzir a dose a uma taxa de 25 à 50 mg a cada 2 a 3 dias. </li></ul><ul><li>ISRSs: Depende do fármaco. Fluoxetina pode ser retirada repentinamente. Os demais, retirar em 7 a 10 dias. Idem para Venlafaxina e Duloxetina. </li></ul>
  31. 31. EFEITOS COLATERAIS (ISRS, IRSN E ADT) <ul><li>Bloqueio da Serotonina: Nervosismo, agitação, insônia, anorexia, perda de peso, náuseas, vômitos, diarréia, disfunção sexual, aumento das idéias suicidas. </li></ul><ul><li>Bloqueio da Noradrenalina: Tremores, nervosismo, taquicardia, diaforese, disfunção sexual, aumento dos efeitos vasoconstritores dos simpaticomiméticos. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais anticolinérgicos: Boca seca, constipação, incontinência urinária visão borrada, taquicardia sinusal, perda da memória, piora de glaucoma de ângulo estreito. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Estabilizadores de humor </li></ul><ul><li>Indicados para a Depressão Bipolar (e outras formas do espectro bipolar) </li></ul><ul><li>Reduzem os sintomas de euforia ou depressão e previnem ocorrência de novos episódios </li></ul><ul><li>Melhora gradativa </li></ul><ul><li>Acompanhamento por psiquiatra é indispensável (dosagens laboratoriais da medicação, ajuste das doses, interações medicamentosas etc) </li></ul><ul><li>Podem acarretar comprometimento cognitivo (perda de iniciativa ou de memória, por exemplo) </li></ul><ul><li>Tratamento é contínuo, não deve ser interrompido </li></ul><ul><li>Exemplos: Carbonato de Lítio, Valproato de Sódio, Lamotrigina. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Complementar </li></ul><ul><li>Uso de nutrientes (vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos). </li></ul><ul><li>São o substrato para a produção dos neuro-transmissores. </li></ul><ul><li>Protegem o organismo, auxiliam nos mecanismos de auto regulação e recuperação. </li></ul><ul><li>Em doses altas, contribuem na modulação do humor </li></ul><ul><li>Possibilitam a utilização de doses mais baixas dos medicamentos. </li></ul><ul><li>Psicoterapia </li></ul><ul><li>Psico educação (em grupo) </li></ul><ul><li>Informa ao paciente sobre seu diagnóstico, efeitos dos medicamentos, manejo de crises etc. Aumenta a adesão ao tratamento e desenvolve auto-cuidados e responsabilidades. </li></ul>
  34. 34. EQUÍVOCOS E PRECONCEITOS RELACIONADOS AO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO <ul><li>Não considerar depressão uma doença (e que tem tratamento); </li></ul><ul><li>Não considerar que depressão tem sintomas físicos e ficar tratando estes sintomas como tudo, menos como sintomas de depressão; </li></ul><ul><li>Achar que tranquilizantes tratam depressão – e que este é o tratamento da depressão; </li></ul><ul><li>Tratar depressão bipolar como se fosse unipolar, não usando estabilizadores de humor; </li></ul><ul><li>Achar que tratamento da depressão leva à dependência. </li></ul>
  35. 35. A PREVENÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS <ul><li>Adotar um estilo de vida saudável. </li></ul><ul><li>Atividade física no dia-a-dia: Ir à pé ou de bicicleta, subir escadas, musculação 3x por semana, nadar, correr ou caminhar. Trabalho não é exercício. Final de semana com atividade física. </li></ul><ul><li>Cuidar do sono: Evitar cafeína à tarde, não abusar da tv ou do computador à noite, deitar-se cedo e acordar com os passarinhos. </li></ul><ul><li>Cultivar bons pensamentos e boas atitudes. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>FIM </li></ul><ul><li>Obrigado! </li></ul>

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