Era Jk

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3m2 - Pacheco Profº Marco Antônio

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Era Jk

  1. 1. Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) Prof.º Marco Antônio Turma: 3m2 Nomes: Ana Carolina Cadene, Charlton Braz,Eduarda Soares, Guilherme Canedo, Bruna Polonine e Claúdia Letícia Rosado
  2. 2. Desenvolvimentismo <ul><li>Um tipo de política econômica, implantada através da efetiva participação do Estado, na qual se visa o crescimento da produção industrial, da infra-estrutura e do consumo, como diretrizes básicas à economia. No Brasil este tipo plano econômico foi inicialmente aplicado em 1930, sendo apropriado nas décadas seguintes, principalmente, pelo governo de Juscelino Kubitschek e pelos governos de linha ditatorial.  </li></ul><ul><li>Juscelino Kubitscheck foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961 . Seu estilo de governo uniu a simpatia, necessária aos líderes carismáticos, à extrema habilidade de negociação, imprescindível ao jogo político. Canalizou o Brasil a um forte e marcante crescimento econômico, assim como, a um período de relativa estabilidade política. Sabia cooptar apoio político no conturbado jogo de forças deixado por Vargas. </li></ul>
  3. 3. 50 ANOS EM 5 : O Plano de Metas <ul><li>O governo de Juscelino Kubitschek entrou para história do país como a gestão presidencial na qual se registrou o mais expressivo crescimento da economia brasileira. Na área econômica, o lema do governo foi &quot;Cinqüenta anos de progresso em cinco anos de governo&quot;. Para cumprir com esse objetivo, o governo federal elaborou o Plano de Metas, esse ideal desenvolvimentista foi consolidado com a previa de um acelerado crescimento econômico a partir da expansão do setor industrial, com investimentos na produção de aço, alumínio, metais não-ferrosos, cimento, álcalis, papel e celulose, borracha, construção naval, maquinaria pesada e equipamento elétrico. O Plano de Metas teve pleno êxito, pois no transcurso da gestão governamental a economia brasileira registrou taxas de crescimento da produção industrial (principalmente na área de bens de capital) em torno de 80%. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>JK, estava disposto a derrotar a burocracia, criou órgãos paralelos e horários alternativos de trabalho. Ao obter recursos que lhe permitissem concretizar seus planos, ele acabou forjando a expressão &quot;nacional-desenvolvimentismo&quot; - uma astuciosa política econômica que combinava a ação do Estado com a empresa privada nacional e o capital estrangeiro </li></ul><ul><li>No setor da energia elétrica se alcançou um índice de 96% e no setor petrolífero chegou-se aos 75,5% para a produção de óleos crus e 71% para o refino. Iniciaram-se as construções das barragens de Furnas e da Três Maria. Estas medidas respondiam ao boicote das concessionárias estrangeiras ao fornecimento de energia elétrica necessária à industrialização. </li></ul><ul><li>Foi desenvolvido o setor de transportes, a partir do crescimento das ferrovias, rodovias, sendo que no setor marítimo se alcançou um índice de 90%. As indústrias intermediárias chegaram a uma taxa de 181% nos bens de capital, a indústria atingiu mais de 90% e a indústria de equipamentos, que aumentou 100%. </li></ul>
  5. 5. 1956 – Construção de Brasília <ul><li>A mudança da capital já estava prevista desde a Constituição republicana de 1891, e a outra, a de que a mudança foi obra do &quot;acaso&quot;, como disse o próprio JK. </li></ul><ul><li>Num comício de campanha na cidade de Jataí (GO), um leitor indagou se ele iria, de fato, cumprir a Constituição. Nesse episódio o candidato foi levado a se comprometer com a transferência da capital, já que se tratava de um dispositivo constitucional. Sendo necessário, o leitor, explicou por que aquela promessa não foi abandonada e, ao contrário, foi assumindo uma dimensão cada vez maior, a ponto de se tornar a meta-síntese do governo JK. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Juscelino ficou conhecido como o &quot;prefeito-furacão&quot; pela quantidade e rapidez das obras que fez quando foi prefeito de Belo Horizonte, e observar como teve início ali a modernização da cidade, com a construção de um novo bairro, a Pampulha. A partir daí também em Belo Horizonte que começou sua associação com Oscar Niemeyer. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A idéia de mudar a capital e construir uma nova cidade já fazia parte do &quot;inconsciente coletivo&quot;, devido não só à construção de Belo Horizonte no fim do século XIX (projeto de Aarão Reis), mas também à construção de Goiânia, inaugurada em 1940 (projeto de Attílio Corrêa Lima).    </li></ul><ul><li>A construção de Brasília foi cantada em prosa e verso. Para uns, representou a prova do voluntarismo irresponsável de nossas elites. Para outros, foi um momento significativo de um tempo de esperança. </li></ul><ul><li>Em 19 de setembro de 1956 foi sancionada a Lei no 2.874, que criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novação). Para presidi-la foi nomeado Israel Pinheiro, engenheiro formado na Escola de Minas de Ouro Preto, político mineiro, filho do ex-presidente de Minas João Pinheiro e amigo de JK. Segundo Otto Lara Resende, Brasília foi produto de uma conjugação de quatro loucuras: a de Juscelino, a de Israel Pinheiro, a de Oscar Niemeyer e a de Lúcio Costa. Israel Pinheiro foi figura fundamental na construção da nova capital, mas não se deve esquecer o papel de Bernardo Saião e Ernesto Silva, também diretores da Novação e destemidos tocadores de obras, como gostava JK. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O edital do concurso para a escolha do projeto urbanístico de Brasília foi marcado para março de 1957. O arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy, por exemplo, discordou dos termos do edital e não participou do concurso. Concorreram 26 projetos, dos quais 16 foram eliminados na seleção prévia. Entre os que ficaram estavam o de Lúcio Costa, o de Nei Rocha e Silva, e de Henrique Mindlin, o de Paulo Camargo, o de MMM Roberto e o da firma Construtec. </li></ul><ul><li>O projeto aprovado, de autoria de Lúcio Costa, dividiu a opinião dos arquitetos. Para uns, não passava de um esboço, um rabisco, e sua inscrição não deveria ter sido sequer aceita. Para outros, era simplesmente brilhante, genial. O representante do Instituto de Arquitetos do Brasil, por exemplo, abandonou o júri por divergir do resultado, já que a proposta de Lúcio Costa era apenas um rascunho. Os concorrentes derrotados não se conformaram e criaram uma polêmica que repercutiu na imprensa da época. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Brasília foi construída em três anos - pelo menos seus principais prédios foram concluídos nesse prazo. Em 1958, o palácio da Alvorada tinha sua fachada mostrada na revista Manchete. JK sabia que, se a sede do governo não estivesse pronta na data prevista para sua inauguração, o projeto seria abandonado. Instalado no Catetinho (referência ao palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro), JK comandava a realização do sonho dos urbanistas e arquitetos modernos, que, imbuídos da idéia de planejamento, definiam os espaços para moradia, trabalho e lazer. Pretendiam todos liquidar o passado e realizar um ideal de igualitarismo promovido pelo Estado. </li></ul><ul><li>À medida que a cidade ia sendo erguida, já se cuidava da construção de sua memória. O governo publicou 11 livros – a Coleção Brasília – que constituem a mais importante fonte documental para a história dos antecedentes da nova capital. Publicou também a Revista Brasília, que circulou entre janeiro de 1957 e abril de 1960, e acompanhou o dia-a-dia da construção. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Sua inauguração, em 21 de abril de 1960 , Brasília vinha sendo estudada e monitorada por geógrafos, urbanistas, arquitetos, sociólogos. Há estudos sobre a primeira geração de moradores, sobre as falhas da cidade que não permitiram o convívio social dos habitantes, sobre as traições ao plano original. Brasília já foi chamada de &quot;cidade sem gente&quot;, &quot;cidade sem esquina&quot;, &quot;cidade de burocratas&quot;, &quot;ilha da fantasia&quot;... </li></ul><ul><li>Brasília foi uma obra de síntese do Brasil, com seus aspectos positivos e negativos, mas também testemunho de força viva latente. Do ponto de vista do tesoureiro, do ministro da Fazenda, a construção da cidade pode ter sido mesmo insensatez, mas do ponto de vista do estadista, foi um gesto de lúcida coragem e confiança no Brasil definitivo. </li></ul><ul><li>A consagração de Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, veio em 1987, quando a UNESCO elevou a cidade à categoria de &quot;patrimônio da humanidade&quot;.  </li></ul>
  10. 11. Os avanços da infra-estrutura e indústria <ul><li>O crescimento industrial que ocorreu a partir do início do governo JK estava estruturado em um tripé formado pelas empresas estatais, pelo capital estrangeiro e, como sócio menor, pelo capital nacional. As empresas estatais participavam fortemente no setor produtor de bens intermediários. Os setores de energia, transporte, siderurgia e refino do petróleo recebiam a maior parte dos investimentos do governo. O capital privado estrangeiro dominava amplamente a produção industrial brasileira. Dominavam com folga a produção de bens de consumo duráveis e eram majoritários na produção de bens de capital. Além disso, tinham presença significativa nos setores de bens intermediários e de bens de consumo não duráveis. O objetivo do plano de metas só seria alcançado com a participação dominante do capital externo. O capital privado nacional era o sócio menor. Sua presença era mais forte no setor produtor de bens de consumo não duráveis, porém as multinacionais tinham presença significativa nesse setor, respondiam por 43% das vendas do mesmo. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>O desenvolvimento industrial durante o plano de metas foi liderado pelo crescimento do departamento produtor de bens de capital e do departamento produtor de bens de consumo duráveis, ambos eram liderados pelo capital externo, daí a importância do mesmo no Brasil a partir do plano de metas. </li></ul><ul><li>Embora a industrialização por substituição de importações tenha aprofundado e consolidado o fechamento do país as importações, o mecanismo de reserva de mercado, que impedia importação de produtos com similar nacional, levou a uma abertura sem pré-cedentes ao capital externo. Isso é uma conclusão paradoxal sobre a economia brasileira. </li></ul><ul><li>Se a produção de bens de capital e de bens intermediários cresceu significativamente, não se chegou, porém, a completar a criação de um departamento I que possibilitasse a autonomia do processo de acumulação. Apesar da política extremamente liberal seguida por JK relativo ao capital estrangeiro, o “FMI” e o “Banco mundial” não aprovavam os pilares do PSI: protecionismo e controle de importações. Esse conjunto de contradições se manifestou na queda do ritmo de crescimento industrial a partir de 1962, configurando a primeira crise econômica brasileira motivada, principalmente, por causa internas. </li></ul>
  12. 13. As Multinacionais <ul><li>Entre muitas ações que marcaram um surto desenvolvimentista sem precedentes no país, o governo JK se notabilizou pelo grande impulso que deu à indústria automobilística, que teve em seu governo o início de produção . Ainda em 1956, JK criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia). Graças a incentivos fiscais, empresas automobilísticas multinacionais, como a Ford e a Geral Motors (que estavam no Brasil desde 1919 e 1925 respectivamente), passaram a fabricar utilitários em 1957 e outras montadoras se instalaram na região do ABC paulista. </li></ul><ul><li>De início, devido ao interesse primordial dos EUA no mercado da Europa, foram justamente empresas européias as que vieram para o país, entre elas a Wolkswagen, alemã, e a Sinca, francesa. Em 1959 foi lançado o primeiro Fusca montado no Brasil - e JK orgulhosamente desfilou a bordo do carro, que se tornaria um dos mais vendidos e amados do país. Também em 1959 a Simca lançou a luxuosa linha Chambord, logo transformada em símbolo de requinte e eficiência, que seriam associados à era JK. entre 1957 e 1960, foram produzidos mais de 320 mil veículos, 90% a mais que o previsto. O Brasil orgulhosamente se movia sobre quatro rodas. </li></ul>
  13. 14. A economia do Governo JK <ul><li>Durante o seu governo houve um grande avanço industrial e a sua força motriz estava concentrada nas indústrias de base e na fabricação de bens de consumo duráveis e não-duráveis. O governo atraiu o investimento de capital estrangeiro no país incentivando a instalação de empresas internacionais, principalmente as automobilísticas.  </li></ul><ul><li>Todo esse desenvolvimento concentrou-se no Sudeste brasileiro, enquanto as outras regiões continuavam com suas atividades econômicas tradicionais. Por esse motivo, as correntes migratórias aumentaram, sobretudo as do Nordeste para o Sudeste – que chegaram a 600 mil pessoas em 1953, o que significava 5% da população nordestina – e do campo para a cidade. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Os bens produzidos pelas indústrias eram acessíveis apenas a uma pequena parcela de brasileiros, enquanto que a maioria – formada pela classe trabalhadora – continuava política e economicamente marginalizada, prova cabal da concentração de riquezas nas mãos de poucos.  </li></ul><ul><li>Para tentar sanar esse problema, JK criou a SUDENE, em 1959, para promover o desenvolvimento do Nordeste. A intenção era que houvesse industrialização e agricultura irrigada na região. Porém, o seu partido, o PSD, era ligado aos coronéis do interior, o que impediu que a SUDENE fosse um instrumento da prática da Reforma Agrária na região, solução decisiva para acabar com as desigualdades sociais.  </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Além desses problemas, o progresso econômico também gerou muitas dívidas. Apesar de o Produto Interno Bruto – PIB – ter crescido 7% ao ano e da taxa de renda per capita ter aumentado num ritmo quatro vezes maior do que o da América Latina, as exportações não atingiram o mesmo valor do endividamento e JK foi se enforcando com a própria corda. O capital estrangeiro que trazia riquezas ao Brasil era o mesmo que lhe cobrava montanhas de juros pelos empréstimos realizados pelos Estados Unidos. Nessa época a taxa de inflação crescia sem parar e a moeda brasileira estava cada vez mais desvalorizada.  </li></ul><ul><li>A sorte de Juscelino foi que esses problemas só vieram à tona quando seu mandato estava bem perto do fim, e isto não abalou a sua imagem diante da população, que até hoje o considera como um político visionário e de grande responsabilidade pelo desenvolvimento do país.  </li></ul>
  16. 17. Indicadores sociais no Gov. JK <ul><li>Política - No plano internacional, Juscelino procurou estreitar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos da América, cientes de que isso ajudaria na implementação de sua política econômica industrial e na preservação de democracia brasileira. </li></ul><ul><li>Rebeliões – Em seu governo ocorreram duas rebeliões de oficiais da Força Aérea Brasileira: Em 19 de fevereiro de 1956, em Jacareacanga no Pará e em 3 de dezembro de 1959, em Ara garça em Goiás. Ambas foram rapidamente controladas e seus lideres foram logo depois anistiados por Juscelino. </li></ul><ul><li>Corrupção – Seu maior adversário político foi Carlos Lacerda com o qual se reconciliou posteriormente, Juscelino não permite o acesso de Carlos Lacerda à televisão durante o seu governo. Juscelino confessou a Lacerda, depois, que se tivesse deixado ter acesso a televisão, este o derrubaria. </li></ul>
  17. 18. Fim.

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