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BIOLOGIA
Professor: Edimar Lopes
Vírus
Os vírus são o limite entre a matéria bruta e
a matéria viva. Esses seres são muito especiais,
pois não são formados por células. Seu organismo
é formado por proteínas e outras substâncias.
De todas as características dos seres vivos,
os vírus apresentam somente duas: a capacidade
de se reproduzir e de sofrer mutações. Por essa
razão, os cientistas ainda não chegaram a um
acordo se devem ou não classificar esses seres
como organismos vivos. Consequentemente, os
vírus não estão agrupados em nenhum reino.
Quando as dúvidas que se tem hoje sobre as
características desses seres forem esclarecidas, é
provável que eles sejam classificados em um reino
exclusivo deles.
O vírus só consegue sobreviver e se
reproduzir no interior das células. Para isso, ele
tem que injetar o seu material genético no interior
de uma célula viva. Quando isso ocorre podemos
dizer que, de certa forma, o vírus inativa (desliga) o
programa da célula e a obriga a fabricar novos
vírus. Esses novos vírus irão contaminar novas
células e, se o processo não for interrompido,
ocorre o que chamamos de infecção.
Um ser que vive à custa de outros
causando prejuízos denomina-se parasita. O
vírus é um parasita intracelular, pois para se
manifestar necessita penetrar numa célula. Ao se
reproduzirem no interior dos seres vivos, os vírus
desequilibram o organismo causando o que
denominamos doença. Existem vírus que atacam
animais e outros que atacam somente vegetais.
A reprodução segue um dos ciclos abaixo:
CICLO LÍTICO
 O vírus se aproxima da célula (fixação), e
injeta seu material genético dentro dela (injeção);
 dentro da célula, as partículas de DNA ou
RNA injetados se multiplicarão;
 Novos vírus são formados, com os recursos
da própria célula (enzimas, nutrientes, etc);
 A célula morre, libertando os novos vírus
que se formaram.
Os vírus bacteriófagos, são exemplos que
destroem as células bacterianas após a replicação
do DNA viral.
CICLO LISOGÊNICO
O vírus introduz seu material genético em
uma célula. Este material passa a fazer parte do
DNA celular, que será replicado juntamente com a
célula durante a mitose.
Doenças que são causadas por vírus: a
gripe, a caxumba, o sarampo, a hepatite, a febre
amarela, a poliomielite (ou paralisia infantil), a raiva, a
Aids, a rubéola, a dengue, etc..
Quando substâncias estranhas (chamadas
antígenos) penetram no nosso organismo (o vírus,
por exemplo), existem células do nosso sangue
(certos glóbulos brancos) que são capazes de
percebê-las, alertando outras células para o perigo de
uma infecção. As células alertadas, outros glóbulos
brancos, fabricam proteínas de defesa chamadas
anticorpos, que inativam os antígenos.
Dessa forma o nosso corpo identifica e
neutraliza a ação de certos microorganismos,
inclusive os vírus. Essa capacidade de defesa
denomina-se imunização.
Não existem medicamentos para combater os
vírus depois que eles passam a parasitar um
organismo. Nesse caso o único procedimento
possível é esperar que o organismo reaja e produza
anticorpos específicos para destruí-los. É o caso, por
exemplo, da gripe. Não existem remédios para essa
doença. O que há são medicamentos para livrar os
sintomas desconfortáveis que ela provoca, como
dores de cabeça, febre etc..
No entanto alguns vírus são responsáveis por
doenças fatais ou que deixam sequelas graves, é o
caso da AIDS, onde o vírus baixa radicalmente a
resistência do organismo por atacar as células de
defesa. O indivíduo, então, contrai infecções com
mais facilidade e que se tornam graves, podendo
matar a pessoa. A poliomielite é outro exemplo que
pode deixar uma pessoa paralítica ou com sérios
problemas motores.
Contra algumas doenças viróticas existem
vacinas, que são medicamentos preventivos. As
vacinas não curam um organismo já infectado por
vírus. São produzidas a partir de vírus “mortos” ou
enfraquecidos. Uma vez introduzidos num indivíduo,
esses vírus não têm condições de provocar a doença,
mas são capazes de estimular o organismo a
produzir anticorpos, imunizando-o.
O soro são substâncias que contém
anticorpos prontos para combater uma doença,
toxinas ou venenos (de cobra, por exemplo). Ele é
utilizado em casos em que o organismo não
conseguiria produzir anticorpos específicos a tempo
de combater o agente invasor. Eles atuam como
medidas curativas, o que é considerado imunização
ativa.
Normalmente, os soros são específicos para
cada doença e tipo de veneno ou toxina. Para a sua
produção é preciso extrair o veneno do animal ou as
toxinas para as quais queiram produzir anticorpos de
combate. Depois que a substância é extraída ela é
injetada em cavalos para que eles produzam os
anticorpos específicos para esse veneno. Quando é
produzida a quantidade desejada de anticorpos,
retira-se sangue do animal e então os anticorpos são
extraídos.
ROTAVÍRUS - é um gênero de vírus de RNA
Existem sete sorotipos diferentes de
Rotavirus, mas somente três deles infectam o homem
e causam gastrenterite aguda. Essa variedade de
sorotipos explica por que a pessoa pode ser infectada
mais de uma vez, embora seja possível desenvolver
certo grau de proteção cruzada que torna mais leve a
infecção por um tipo diferente de Rotavírus.
A infecção pode ocorrer em qualquer idade. A
estimativa é que até os cinco anos todas as crianças
terão pelo menos um episódio de infecção e que uma
em cada 300 infectadas pode morrer em
consequência das complicações.
Nos adultos, a infecção costuma ser mais benigna.
O Rotavirus é transmitido por via fecal-oral,
pelo contato direto entre as pessoas, por utensílios,
brinquedos, água e alimentos contaminados. Medidas
de saneamento básico são fundamentais para
prevenir a transmissão do vírus.
Sintomas - Em alguns casos, a infecção
pode ser assintomática. Quando os sintomas
aparecem, os mais importantes são: 1) diarreia
aguda, geralmente aquosa, sem sinais de muco e
sangue; 2) vômitos; 3) febre e mal-estar; 4) coriza e
tosse, às vezes; 5) desidratação, nos quadros graves.
Retrovírus - é uma família de vírus que
possuem genoma constituído por RNA fita simples
senso positivo e que replicam o RNA viral por meio
de um processo denominado transcrição reversa,
onde moléculas de DNA dupla fita (dsDNA) são
geradas a partir de RNA, pela ação da enzima
transcriptase reversa.
Os retrovírus, ou RNAvirus formam o grupo
dos primeiros vírus estudados e conhecidos, há cerca
de 90 anos. Tudo começou com o aparecimento de
doenças em algumas galinhas, mas que só foram
bem esclarecidas por volta das décadas de 60 e 70
com a descoberta da enzima transcriptase reversa,
DNA proviral em células germinativas e dos
oncogenes relacionados aos retrovírus.
Mutações - Esses vírus sofrem constantes
mutações e além de sofrerem modificações durante a
transcrição reversa, fazendo com que fiquem cada
vez mais difíceis de serem combatidos.
Doenças - Um dos tipos mais conhecidos de
retrovírus é o HIV, que por infectar seres humanos
ataca os linfócitos T do sangue.
Os retrovírus possuem oncogenes que atuam nos
processos de diferenciação e proliferação celular,
induzindo a célula a ter divisões descontroladas,
desenvolvendo tumores cancerosos.
INFLUENZA - A gripe é uma doença
infecciosa aguda que afeta aves e mamíferos. É
causada pelo Vírus ARN da família Orthomyxoviridae
(dos vírus influenza). O nome influenza vem da língua
italiana, e significa "influência" (em latim, influentia).
Em humanos, os sintomas mais comuns da doença
são calafrios e febre, dor de garganta, dores
musculares, dores de cabeça, tosse, fadiga e mal
estar. Em casos mais graves causa pneumonia.
ARBOVÍRUS - Um arbovírus é um vírus que
é essencialmente transmitido por artrópodes, como
os mosquitos. O termo arbovírus não é incluído na
classificação taxonômica de vírus, isto é, vírus de
diferentes famílias e mesmo ordens poderão ser
arbovírus. São algumas vezes patogênicos para os
humanos (mais de 50 identificados). Ficam
armazenados no corpo de artrópodes e por vezes
proliferam, sem efetuar dano ao animal. Podem ter
morfologia esférica ou em bastonete e o seu tamanho
varia (30-180nm). Geralmente têm genomas de RNA.
Febre amarela, Dengue.
Coronavírus – é um grupo de vírus de
genoma de RNA simples de sentido positivo (serve
diretamente para a síntese proteica). Têm capsídeo
helicoidal e envelope bilipídico.
É uma causa comum de constipação/resfriado.
Podem ainda causar pneumonia e gastroenterite.
Entre os coronavirus encontra-se também o vírus
causador da forma de pneumonia atípica.

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Vírus

  • 1. BIOLOGIA Professor: Edimar Lopes Vírus Os vírus são o limite entre a matéria bruta e a matéria viva. Esses seres são muito especiais, pois não são formados por células. Seu organismo é formado por proteínas e outras substâncias. De todas as características dos seres vivos, os vírus apresentam somente duas: a capacidade de se reproduzir e de sofrer mutações. Por essa razão, os cientistas ainda não chegaram a um acordo se devem ou não classificar esses seres como organismos vivos. Consequentemente, os vírus não estão agrupados em nenhum reino. Quando as dúvidas que se tem hoje sobre as características desses seres forem esclarecidas, é provável que eles sejam classificados em um reino exclusivo deles. O vírus só consegue sobreviver e se reproduzir no interior das células. Para isso, ele tem que injetar o seu material genético no interior de uma célula viva. Quando isso ocorre podemos dizer que, de certa forma, o vírus inativa (desliga) o programa da célula e a obriga a fabricar novos vírus. Esses novos vírus irão contaminar novas células e, se o processo não for interrompido, ocorre o que chamamos de infecção. Um ser que vive à custa de outros causando prejuízos denomina-se parasita. O vírus é um parasita intracelular, pois para se manifestar necessita penetrar numa célula. Ao se reproduzirem no interior dos seres vivos, os vírus desequilibram o organismo causando o que denominamos doença. Existem vírus que atacam animais e outros que atacam somente vegetais. A reprodução segue um dos ciclos abaixo: CICLO LÍTICO  O vírus se aproxima da célula (fixação), e injeta seu material genético dentro dela (injeção);  dentro da célula, as partículas de DNA ou RNA injetados se multiplicarão;  Novos vírus são formados, com os recursos da própria célula (enzimas, nutrientes, etc);  A célula morre, libertando os novos vírus que se formaram. Os vírus bacteriófagos, são exemplos que destroem as células bacterianas após a replicação do DNA viral. CICLO LISOGÊNICO O vírus introduz seu material genético em uma célula. Este material passa a fazer parte do DNA celular, que será replicado juntamente com a célula durante a mitose. Doenças que são causadas por vírus: a gripe, a caxumba, o sarampo, a hepatite, a febre amarela, a poliomielite (ou paralisia infantil), a raiva, a Aids, a rubéola, a dengue, etc.. Quando substâncias estranhas (chamadas antígenos) penetram no nosso organismo (o vírus, por exemplo), existem células do nosso sangue (certos glóbulos brancos) que são capazes de percebê-las, alertando outras células para o perigo de uma infecção. As células alertadas, outros glóbulos brancos, fabricam proteínas de defesa chamadas anticorpos, que inativam os antígenos. Dessa forma o nosso corpo identifica e neutraliza a ação de certos microorganismos, inclusive os vírus. Essa capacidade de defesa denomina-se imunização. Não existem medicamentos para combater os vírus depois que eles passam a parasitar um organismo. Nesse caso o único procedimento possível é esperar que o organismo reaja e produza anticorpos específicos para destruí-los. É o caso, por exemplo, da gripe. Não existem remédios para essa doença. O que há são medicamentos para livrar os
  • 2. sintomas desconfortáveis que ela provoca, como dores de cabeça, febre etc.. No entanto alguns vírus são responsáveis por doenças fatais ou que deixam sequelas graves, é o caso da AIDS, onde o vírus baixa radicalmente a resistência do organismo por atacar as células de defesa. O indivíduo, então, contrai infecções com mais facilidade e que se tornam graves, podendo matar a pessoa. A poliomielite é outro exemplo que pode deixar uma pessoa paralítica ou com sérios problemas motores. Contra algumas doenças viróticas existem vacinas, que são medicamentos preventivos. As vacinas não curam um organismo já infectado por vírus. São produzidas a partir de vírus “mortos” ou enfraquecidos. Uma vez introduzidos num indivíduo, esses vírus não têm condições de provocar a doença, mas são capazes de estimular o organismo a produzir anticorpos, imunizando-o. O soro são substâncias que contém anticorpos prontos para combater uma doença, toxinas ou venenos (de cobra, por exemplo). Ele é utilizado em casos em que o organismo não conseguiria produzir anticorpos específicos a tempo de combater o agente invasor. Eles atuam como medidas curativas, o que é considerado imunização ativa. Normalmente, os soros são específicos para cada doença e tipo de veneno ou toxina. Para a sua produção é preciso extrair o veneno do animal ou as toxinas para as quais queiram produzir anticorpos de combate. Depois que a substância é extraída ela é injetada em cavalos para que eles produzam os anticorpos específicos para esse veneno. Quando é produzida a quantidade desejada de anticorpos, retira-se sangue do animal e então os anticorpos são extraídos. ROTAVÍRUS - é um gênero de vírus de RNA Existem sete sorotipos diferentes de Rotavirus, mas somente três deles infectam o homem e causam gastrenterite aguda. Essa variedade de sorotipos explica por que a pessoa pode ser infectada mais de uma vez, embora seja possível desenvolver certo grau de proteção cruzada que torna mais leve a infecção por um tipo diferente de Rotavírus. A infecção pode ocorrer em qualquer idade. A estimativa é que até os cinco anos todas as crianças terão pelo menos um episódio de infecção e que uma em cada 300 infectadas pode morrer em consequência das complicações. Nos adultos, a infecção costuma ser mais benigna. O Rotavirus é transmitido por via fecal-oral, pelo contato direto entre as pessoas, por utensílios, brinquedos, água e alimentos contaminados. Medidas de saneamento básico são fundamentais para prevenir a transmissão do vírus. Sintomas - Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são: 1) diarreia aguda, geralmente aquosa, sem sinais de muco e sangue; 2) vômitos; 3) febre e mal-estar; 4) coriza e tosse, às vezes; 5) desidratação, nos quadros graves. Retrovírus - é uma família de vírus que possuem genoma constituído por RNA fita simples senso positivo e que replicam o RNA viral por meio de um processo denominado transcrição reversa, onde moléculas de DNA dupla fita (dsDNA) são geradas a partir de RNA, pela ação da enzima transcriptase reversa. Os retrovírus, ou RNAvirus formam o grupo dos primeiros vírus estudados e conhecidos, há cerca de 90 anos. Tudo começou com o aparecimento de doenças em algumas galinhas, mas que só foram bem esclarecidas por volta das décadas de 60 e 70 com a descoberta da enzima transcriptase reversa, DNA proviral em células germinativas e dos oncogenes relacionados aos retrovírus. Mutações - Esses vírus sofrem constantes mutações e além de sofrerem modificações durante a transcrição reversa, fazendo com que fiquem cada vez mais difíceis de serem combatidos. Doenças - Um dos tipos mais conhecidos de retrovírus é o HIV, que por infectar seres humanos ataca os linfócitos T do sangue. Os retrovírus possuem oncogenes que atuam nos processos de diferenciação e proliferação celular, induzindo a célula a ter divisões descontroladas, desenvolvendo tumores cancerosos. INFLUENZA - A gripe é uma doença infecciosa aguda que afeta aves e mamíferos. É causada pelo Vírus ARN da família Orthomyxoviridae (dos vírus influenza). O nome influenza vem da língua italiana, e significa "influência" (em latim, influentia). Em humanos, os sintomas mais comuns da doença são calafrios e febre, dor de garganta, dores musculares, dores de cabeça, tosse, fadiga e mal estar. Em casos mais graves causa pneumonia. ARBOVÍRUS - Um arbovírus é um vírus que é essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos. O termo arbovírus não é incluído na classificação taxonômica de vírus, isto é, vírus de diferentes famílias e mesmo ordens poderão ser arbovírus. São algumas vezes patogênicos para os humanos (mais de 50 identificados). Ficam armazenados no corpo de artrópodes e por vezes proliferam, sem efetuar dano ao animal. Podem ter morfologia esférica ou em bastonete e o seu tamanho varia (30-180nm). Geralmente têm genomas de RNA. Febre amarela, Dengue. Coronavírus – é um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo (serve diretamente para a síntese proteica). Têm capsídeo helicoidal e envelope bilipídico. É uma causa comum de constipação/resfriado. Podem ainda causar pneumonia e gastroenterite. Entre os coronavirus encontra-se também o vírus causador da forma de pneumonia atípica.