Ferramentas e acessórios

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Ferramentas e acessórios

  1. 1. METROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO Um comerciante foi multado porque sua balança não pesava corretamente as mercadorias vendidas. Como já era a terceira multa, o comerciante resolveu ajustar sua balança. Nervoso, disse ao homem do conserto: - Não sei por que essa perseguição. Uns gramas a menos ou a mais, que diferença faz? Imagine se todos pensassem assim. Como ficaria o consumidor? E, no caso da indústria mecânica que fabrica peças com medidas exatas, como conseguir essas peças sem um aparelho ou instrumento de medidas?
  2. 2. METROLOGIA 2 – UM BREVE HISTÓRICO Cerca de 4.000 anos atrás, as unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, que eram referências universais. Foi assim que surgiram medidas padrão como a polegada, o palmo, o pé, a jarda, a braça e o passo.
  3. 3. METROLOGIA 2 – UM BREVE HISTÓRICO Algumas dessas medidas- padrão continuam sendo empregadas até hoje. Veja os seus correspondentes em centímetros: 1 polegada = 2,54 cm 1 pé = 30,48 cm 1 jarda = 91,44 cm
  4. 4. METROLOGIA 2 – UM BREVE HISTÓRICO O Antigo Testamento da Bíblia é um dos registros mais antigos da história da humanidade. E lá, no Gênesis, lê-se que o Criador mandou Noé construir uma arca com dimensões muito específicas, medidas em côvados. O côvado era uma medida-padrão da região onde morava Noé, e é equivalente a três palmos, aproximadamente, 66 cm.
  5. 5. METROLOGIA 2 – UM BREVE HISTÓRICO Em geral, essas unidades eram baseadas nas medidas do corpo do rei, sendo que tais padrões deveriam ser respeitados por todas as pessoas que, naquele reino, fizessem as medições. Há cerca de 4.000 anos, os egípcios usavam, como padrão de medida de comprimento, o cúbito: distância do cotovelo à ponta do dedo médio.
  6. 6. METROLOGIA 2 – UM BREVE HISTÓRICO Em geral, essas unidades eram baseadas nas medidas do corpo do rei, sendo que tais padrões deveriam ser respeitados por todas as pessoas que, naquele reino, fizessem as medições. Há cerca de 4.000 anos, os egípcios usavam, como padrão de medida de comprimento, o cúbito: distância do cotovelo à ponta do dedo médio.
  7. 7. DESENHO TÉCNICO  O desenho é uma forma de linguagem usada pelos artistas. Desenho técnico é usado pelos projetistas para transmitir uma idéia de produto, que deve ser feita da maneira mais clara possível.
  8. 8. DESENHO TÉCNICO 1 – Instrumentos de Desenho  1.1 Lápis e lapiseiras Ambos possuem vários graus de dureza: uma grafite mais dura permite pontas finas, mas traços muito claros. Uma grafite mais macia cria traços mais escuros, mas as pontas serào rombudas. Recomenda-se uma grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma grafite HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência pessoal de cada um.
  9. 9. DESENHO TÉCNICO 1 – Instrumentos de Desenho  1.2 Esquadros São usados em pares: um de 45º e outro de 30º / 60º. A combinação de ambos permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares.
  10. 10. DESENHO TÉCNICO 1 – Instrumentos de Desenho  1.2 Esquadros São usados em pares: um de 45º e outro de 30º / 60º. A combinação de ambos permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares.
  11. 11. DESENHO TÉCNICO 1 – Instrumentos de Desenho  Para traçar retas paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo esquadro através do papel. Caso o segundo esquadro chegue na ponta do primeiro, segure o segundo esquadro e ajuste o primeiro para continuar o traçado..
  12. 12. DESENHO TÉCNICO 1 – Instrumentos de Desenho
  13. 13. DESENHO TÉCNICO 2 – Formatos  2.1 - Folhas O formato usado é o baseado na norma NBR 10068, denominado A0 (A-zero). Trata-se de uma folha com 1 m2 , cujas proporções da altura e largura são de 1: √2 . Todos os formatos seguintes são proporcionais: o formato A1 tem metade da área do formato A0, etc.
  14. 14. DESENHO TÉCNICO 2 – Formatos  2.1 - Folhas Todos os formatos devem possuir margens: 25 mm no lado esquerdo, 10 mm nos outros lados (formatos A0 e A1) ou 7 mm (formatos A2, A3 e A4). Também costuma- se desenhar a legenda no canto inferior direito.
  15. 15. DESENHO TÉCNICO 3 – Dobragem  3.1 - Dobragem Toda folha com formato acima do A4 possui uma forma recomendada de dobragem. Esta forma visa que o desenho seja armazenado em uma pasta, que possa ser consultada com facilidade sem necessidade de retirá-la da pasta, e que a legenda esteja visível com o desenho dobrado.
  16. 16. DESENHO TÉCNICO 3 – Dobragem 3.1 - Dobragem
  17. 17. DESENHO TÉCNICO 3 – Dobragem 3.1 - Dobragem
  18. 18. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.1 Caracteres Assim como o resto do desenho técnico, as letras e algarismos também seguem uma forma definida por norma. Até pouco tempo atrás as letras eram desenhadas individualmente com o auxílio de normógrafos e “aranhas”. Hoje, tem-se a facilidade de um editor de texto para descrever o desenho. Exemplo de caracteres usados (fonte ISOCP.TTF que acompanha o AutoCAD)
  19. 19. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.1 Caracteres Também é comum usar a fonte Simplex no AutoCAD, em versões anteriores
  20. 20. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.2 Cores Desenhos técnicos, em geral, são representados em cor preta. Com as atuais facilidades de impressão, tornou-se mais fácil usar cores nos desenhos, mas não se deve exagerar.
  21. 21. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.3 Linhas O tipo e espessura de linha indicam sua função no desenho..
  22. 22. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.3 Linhas  Contínua larga – arestas e contornos visíveis de peças, caracteres, indicação de corte ou vista.  Contínua estreita – hachuras, cotas  Contínua a mão livre estreita (ou contínua e “zig-zag”, estreita) – linha de ruptura  Tracejada larga – lados invisíveis  Traço e ponto larga – planos de corte (extremidades e mudança de plano)  Traço e ponto estreita – eixos, planos de corte  Traço e dois pontos estreita – peças adjacentes
  23. 23. DESENHO TÉCNICO 4.Conceitos e convenções básicas  4.4 Legenda A legenda não informa somente detalhes do desenho, mas também o nome da empresa, dos projetistas, data, logomarca, arquivo, etc. É na legenda que o projetista assina seu projeto e marca revisões. Em folhas grandes, quando se dobra o desenho, a legenda sempre deve estar visível, para facilitar a procura em arquivo sem necessidade de desdobrá-lo.
  24. 24. DESENHO TÉCNICO 5.Desenho Projetivo 5.1 Métodos de projeções ortográficas Imagine a peça envolvida por um cubo, no qual cada face corresponderá a uma vista, ou seja, o que você estaria enxergando da peça se você estivesse olhando esta face de frente. Este cubo de vistas é então “planificado”, desdobrado. Desta forma é possível visualizar todos os lados da peça em uma folha de papel. A projeção ortográfica, na prática, pode ser feita de duas formas: -no primeiro diedro: imagine vendo a peça a partir de um dos lados do cubo. O desenho da vista será feito no lado oposta em que você se “localiza”
  25. 25. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS INTRODUÇÃO As ferramentas e acessórios, tais como alicates, chaves, torquímetros verificadores e calibradores etc., são normalmente utilizados por mecânicos de manutenção nas diversas atividades de desmontagem e montagem de equipamentos. Esses tipos de ferramentas e acessórios são usados a todo o momento em todas as intervenções nos equipamentos industriais com as técnicas de preditiva preventivas e corretivas até mesmo para as partidas ou paradas dos processos produtivos.
  26. 26. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais  1.1 Alicates O aço carbono é usado na fabricação dessa ferramenta em função da sua dureza e o custo relativamente baixo. São ferramentas manuais de aço carbono feitas por fundição ou forjamento compostas de dois braços e um pino de articulação, tendo em uma das extremidades dos braços, suas garras, cortes e pontas, temperadas e revenidas. O alicate serve para segurar, por apertos, cortar, dobrar, colocar e retirar determinadas peças em montagem e desmontagem de equipamentos.
  27. 27. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2 – Classificação Os principais tipos de alicates são:  Alicate Universal  Alicate de Corte  Alicate de Bico  Alicate para Anéis  Alicate de Pressão  Alicate de Eixo Móvel  Alicate Rebitador  Alicate Decapador
  28. 28. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2 .1– Alicate Universal O Alicate Universal serve para efetuar operações como segurar, cortar e dobrar. É comercializado com ou sem isolamento. Estriado Corte Articulação
  29. 29. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.2 – Alicate de corte O Alicate de Corte serve para cortar chapas, arames e fios de aço Corte frontalCorte lateral inclinado
  30. 30. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.3 – Alicate de bico O Alicate de Bico é utilizado em serviços de mecânica e eletricidade.
  31. 31. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.4 – Alicate de bico O Alicate para Anéis é utilizado em serviços de mecânica.
  32. 32. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.5 – Alicate de pressão Alicate de Pressão trabalha por pressão e dá um aperto firme às peças, sendo sua pressão regulada por intermédio de um parafuso existente na extremidade.
  33. 33. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.6 – Alicate de eixo móvel O Alicate de Eixo Móvel é utilizado para trabalhar com redondos, sendo sua articulação móvel, para possibilitar maior abertura das mandíbulas.
  34. 34. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.7 – Alicate de rebitar O Alicate rebitador também conhecido como alicate “POP” é utilizado para fixar peças através de rebites do tipo Pop.
  35. 35. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.8 – Rebites Rebites: são elementos de máquinas utilizados na fixação de peças através do processo de rebitagem.
  36. 36. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 1 – Ferramentas convencionais 1.2.9 – Alicate decapador de fio O Alicate decapador é uma ferramenta utilizada pelos profissionais de elétrica, na decapação de fios e cabos.
  37. 37. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 - Chaves de Aperto São ferramentas geralmente de aço vanádio ou aço cromo extraduros, que utilizam o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. As chaves de aperto caracterizam-se por seus tipos e formas se apresentam em tamanhos diversos, sendo o cabo (ou braço) proporcional à boca.
  38. 38. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1- Classes das Chaves de Aperto:  Chave de Boca Fixa Simples  Chave Combinada (de Boca fixa simples e de boca fixa de encaixe)  Chave de Boca Fixa de Encaixe  Chave de Boca Regulável  Chave Allen  Chave Radial ou de Pinos e axiais  Chave Corrente e Cinta  Chave Soquete  Chave de Fenda e fenda cruzada  Chave de Impacto
  39. 39. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.1 - Chave de boca Fixa Simples É uma ferramenta que utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e/ou porcas e compreende dois tipos: de uma boca e de duas bocas
  40. 40. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.2 - A Chave de Boca Regulável É aquela que permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave, por meio de um parafuso regulador ou porca. Existem dois tipos: Chave Inglesa Chave de Grifo Stillson Chave Heavy Duty (RIDGID)
  41. 41. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.3 - Chave Allen ou Chave para Encaixe Hexagonal É utilizada em parafusos cuja cabeça tem um sextavado interno. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves, composta por jogos de soquetes e bits
  42. 42. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.4 - A Chave Radial ou de Pinos e Axiais São utilizadas nos rasgos laterais de porcas e/ou parafusos geralmente cilíndricas e que podem ter a rosca interna ou externa
  43. 43. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.5- A Chave Corrente e Cinta São ferramentas utilizadas em serviços de tubulação; sua concepção singular permite fácil utilização em locais de difícil acesso
  44. 44. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.6 - Chave de boca e encaixe com catraca e com perfil unit-drive Através de seu princípio de funcionamento com catraca, em um dos lados, permite execução de trabalhos com extrema facilidade e menor esforço do usuário, pois não necessita a retirada da chave para novo movimento de apertar e soltar. No lado boca permite encaixes na forma tradicional. Com bitolas iguais no lado boca e no lado do encaixe com catraca; permite uma ampla utilização. Fabricadas em aço especial para ferramentas e acabamento cromado no corpo e fosfatizado (escurecido) no encaixe unit-drive.
  45. 45. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.7- A Chave Soquete (Canhão) É indicada para eletro-eletrônico e mecânica leve, com capacidade de uso em locais de difícil acesso.
  46. 46. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.8 - Chaves soquetes ou chaves de caixa Podem ser incluídas entre as chaves de estrias. Substituem as chaves de estrias e as de boca. Permitem ainda operar em montagem e manutenção de parafusos ou porcas embutidas em lugares de difícil acesso..
  47. 47. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.9 - As Chaves tipo torx (chave estrela) São ferramentas especiais de uso restrito e para trabalhos em locais de difícil acesso.
  48. 48. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.10 - A Chave de Fenda É uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. Possui uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada, onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujo dispositivo de atarraxamento tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. Cunha haste anel espiga cabo ranhura
  49. 49. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.11 - A Chave de Fenda A Chave de fenda deve apresentar as seguintes características:  Ter sua cunha temperada e revenida.  Ter as faces de extremidade da cunha em planos paralelos.  Ter o cabo com ranhuras longitudinal que permita maior firmeza no aperto.  Ter a forma e dimensões das cunhas proporcionais ao diâmetro da haste da chave.
  50. 50. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.12 - A Chave Phillips É uma ferramenta que tem as cunhas cruzadas em forma de cruz e são utilizadas em parafusos cujo dispositivo de atarraxamento tem fendas cruzadas.
  51. 51. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.13 - Chaves de Impacto ou de Batida São ferramentas que recebem interferências e as transmitem para os dispositivos de atarraxamento do parafuso ou da porca no aperto ou desaperto.
  52. 52. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 2 – Chaves de Aperto 2.1.13 - Chaves de Impacto ou de Batida Algumas medidas devem ser tomadas para a utilização e conservação das chaves de aperto, tais como: 1. As chaves de aperto de impacto ou batida devem estar justas nos parafusos ou porcas. 2. Limpá-las após o uso. 3. Guardá-las em lugares apropriados.
  53. 53. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 3 - SPINA (SPINDLE) É importante saber que a ferramenta utilizada para auxiliar a centralização de fusos em conjuntos mecânicos é a Spina.
  54. 54. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 4 – TORQUÍMETRO Você sabe o que é Torquímetro? O torquímetro é uma ferramenta especial destinada a medir o torque (ou aperto) dos parafusos conforme a especificação do fabricante do equipamento.  Evitar a formação de tensões e conseqüentemente de formação das peças quando em serviço.  Fazer leitura direta na escala graduada permitindo a conferência do aperto, de acordo com o valor preestabelecido pelo fabricante.
  55. 55. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 4 – TORQUÍMETRO  Você sabia que existem vários tipos de Torquímetro? Indicador e Escala Relógio Automático
  56. 56. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 5 – RÉGUAS DE FIO RETIFICADO  Régua biselada constituída de aço carbono em forma de faca, temperada e retificada com o fio ligeiramente arredondado é utilizada na verificação de superfícies planas
  57. 57. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 6 – ESQUADROS  O esquadro combinado é constituído de um braço em cuja extremidade pode deslizar uma régua graduada de aço que funciona como lâmina. A lâmina pode ser fixada em qualquer posição por um parafuso existente no braço; em geral, possui um nível de bolha, o que permite usá-lo isolado ou com a lâmina para verificar superfícies e linhas horizontais.  O esquadro possui outra lâmina com os extremos cortados a 30º e a 45º
  58. 58. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.1 Verificador de Raio Serve para verificar raios internos e externos; em cada lâmina é estampada a medida do raio. Suas dimensões variam geralmente de 1 a 15 mm ou de 1/32” a ½”.
  59. 59. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.2 Verificador de Ângulos São usados para verificar e/ou calibrar ângulos internos e externos.
  60. 60. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.3 Verificador de Rosca (Pente de rosca ou conta-fios) Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. Em suas lâminas estão gravados os números de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.
  61. 61. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.4 Calibrador de Folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas, sendo favorecido em vários tipos. Em cada lâmina vem gravada sua medida que varia de 0,04 a 5mm, ou de 0,0015” a 0,2”..
  62. 62. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.5 Verificador de Chapas e Arames É fabricado em diversos tipos e padrões; sua face é numerada, podendo variar de 0 (zero) a 36 que representa o número da espessura das chapas e arames.
  63. 63. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.6 Compassos Nas oficinas usamos dois tipos de compassos diferentes: compassos de traçar e de verificação. Compasso de Traçar ou de Pontas: usado para transferir uma medida, traçar arcos ou circunferências. Compasso de Verificação ou de Centro: para medidas internas, externas ou de espessuras.
  64. 64. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 7 – VERIFICADORES E CALIBRADORES 7.6.1 - Compassos Cuidados:  Articulações bem ajustadas.  Pontas bem aguçadas.  Proteção contra golpes e quedas.  Limpeza e lubrificação.  Proteção das pontas com madeira ou cortiça.
  65. 65. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 8. LIMAS A Lima é uma ferramenta manual de aço carbono, denticulado e temperada. É utilizada na operação de desbaste e acabamento de superfícies. Borda Corpo Talão Espiga
  66. 66. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 8 – LIMAS 8. 1 - Classificação As Limas classificam-se pelo TAMANHO, FORMA E PICADO.
  67. 67. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 8 – LIMAS 8. 1 - Classificação As Limas classificam-se pelo TAMANHO, FORMA E PICADO. Os tamanhos mais usuais de limas são 100 150 200 250 300 mm de comprimento (corpo)
  68. 68. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 8 – LIMAS 8. 2 – Precauções e cuidados ATENÇÃO: As limas para serem utilizadas com segurança e bom rendimento devem estar bem encapadas, limpas e com o picado em bom estado de corte. CUIDADOS ! Para a limpeza das limas usa-se uma escova de fios de aço; e em certos casos uma vareta de metal macio (cobre, latão) de ponta achatada. Para a boa conservação das limas deve-se: 1. Evitar choques. 2. Protegê-las contra umidade a fim de evitar oxidação. 3. Evitar o contato entre si para que seu denticulado não se estrague
  69. 69. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 9 – ARCO DE SERRA: Pois bem: é uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve ser montada uma lâmina de aço ou aço carbono, dentada e temperada.
  70. 70. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 10 – LÂMINAS DE SERRA: Os dentes da lâmina podem ter trava ondulada, alternada ou ancinho. Quando há tendência para encher e ligar o material arrancado dentro do corte, pode-se usar a trava em ancinho onde há um dente para a direita, um sem desvio e um para a esquerda. Alternada – 1 dente para esquerda, outra para a direita. materiais doces, Al, Cu, Zn, latão, bronze, plástico, borracha, etc. Ancinho – 1 dente alinhado, 1 para a direita e um para esquerda, para aços especiais. Ondulado – em forma de onda para aços ferramentas.
  71. 71. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 11 – RASQUETES São ferramentas de cortes feitas de aço especial temperado com as quais se executa a operação de raspar. As formas dos raspadores são várias e são utilizadas de acordo com a raspagem a executar. Os raspadores são utilizados na raspagem de mesas de máquinas- ferramenta, barramentos de tornos, furadeiras de coordenadas, mesas de traçagem, esquadros e buchas.
  72. 72. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 11 – RASQUETES 11.1 - Raspador de Empurrar É construído de aço-carbono ou aço especial; a ponta possui uma ligeira convexidade e um ângulo de 3º, aproximadamente; o ângulo positivo é utilizado para o desbaste e o negativo para o acabamento. As faces biseladas e os gumes devem ficar isentos de riscos e o acabamento dessa face pode ser obtido com pedra de afiar.
  73. 73. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 11 – RASQUETES 11.2 - Raspador de Puxar É usinado em aço especial com um extremo achatado em forma de cunha, dobrado a 120º e esmerilhado com a forma desejada. A aresta cortante deve ser abaulada e bem viva. A têmpera deve ser dada somente na ponta. O comprimento dos raspadores varia de acordo com o seu emprego. A figura a seguir, mostra as formas e perfis mais comuns
  74. 74. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 11 – RASQUETES 11.3 - Raspador de Puxar com Pastilha de Metal Duro ( Carboneto Metálico ) É fixa a um cabo de aço-carbono por meio de uma chapa de fixação e parafuso
  75. 75. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 12 – EXTRATORES PARA POLIAS E ROLAMENTOS 12.1 - Extrator de Dois Braços (Saca- polias) Apropriados para polias e rolamentos pequenos e médios.
  76. 76. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 12 – EXTRATORES PARA POLIAS E ROLAMENTOS 12.2 - Extrator Auto-Centrante Apropriado para polias e rolamentos pequenos e grandes. Esta ferramenta absorve o desalinhamento do rolamento durante a desmontagem, sendo particularmente indicado em conjunto com o método de injeção de óleo.
  77. 77. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 12 – EXTRATORES PARA POLIAS E ROLAMENTOS 12.3 - Jogo de Extração Especialmente destinado para rolamentos rígidos de esferas; consta de 5 (cinco) parafusos extratores e 8 (oito) jogos de braços de diversos tamanhos. Todos os elementos são marcados.
  78. 78. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 12 – EXTRATORES PARA POLIAS E ROLAMENTOS 12.4 - Extrator Hidráulico Auto- Centrante Adequado para rolamentos grandes, sua força extratora alcança 500 kN; podem ser fornecidos braços extratores avulsos nos comprimentos de 150, 300 e 600mm. Com o extrator é fornecida uma bomba.
  79. 79. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.1 - Conceito: As brocas são ferramentas de corte, de forma cilíndrica, com canais retos ou helicoidais que terminam em ponta cônica e são afiadas com determinado ângulo. 13.2 - Comentários: As brocas se caracterizam pela medida do diâmetro, forma da haste e material de fabricação. São fabricadas, em geral, em aço carbono e também em aço rápido. As brocas de aço rápido são utilizadas em trabalhos que exijam maiores velocidades de corte, oferecendo maior resistência ao desgaste e calor do que as de aço carbono.
  80. 80. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.3 - Classificação: As brocas se apresentam em diversos tipos, segundo a natureza e características do trabalho a ser desenvolvido. Os principais tipos de brocas são: Broca Helicoidal De Haste Cilíndrica De Haste Cônica Broca de Centrar Broca com Orifícios para Fluídos de Corte Broca Escalonada ou Múltipla
  81. 81. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.4 – Ângulos de Corte: Os ângulos das brocas helicoidais são as condições que influenciam o seu corte. Os ângulos das brocas helicoidais são: Ângulo de Cunha C Ângulo de Folga ou de Incidência f O ângulo da ponta da broca deve ser de: a – 118º ( para trabalhos mais comuns) b – 150º ( para aços duros ) c – 125º ( para aços tratados ou forjados ) d – 100º ( para o cobre e o alumínio ) e – 90º ( para o ferro macio e ligas leves ) f – 60º ( para baquelite, fibra e madeira )
  82. 82. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.5 – Brocas com orifícios para Fluídos de Corte.
  83. 83. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.6 – Brocas múltiplas ou escalonadas
  84. 84. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 13 – BROCAS 13.7 – Brocas de Centrar A Broca de Centrar é uma broca especial fabricada de aço rápido. Uso: Este tipo de broca serve para fazer furos de centro e, devido a sua forma, executam numa só operação, o furo cilíndrico, o cone e o escareado. Classificação: Os tipos mais comuns de broca de centrar são: Broca de Centrar Simples Broca de Centrar com Chanfro de Proteção
  85. 85. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.1 – Machos de Roscar – A máquina Os machos, para roscar a máquina, são apresentados em 1 peça, sendo o seu formato normalizado para utilização, isto é, apresenta seu comprimento total maior que o macho manual (DIN).
  86. 86. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.2 – Machos de Manual Os machos de roscar manuais são compostos por jogos de duas ou três peças, dependendo do fabricante e da necessidade do usuário. O jogo com duas peças, é composto por um macho desbastador e um acabador. O jogo com três peças é composto por um macho desbastador, um macho intermediário e um macho acabador.
  87. 87. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.2.1 – Características São 6 (seis) as características dos machos de roscar: Sistema de Rosca Sua aplicação Passo ou número de Filetes por polegada Diâmetro externo ou nominal Diâmetro de espiga ou Haste Cilíndrica Sentido da Rosca
  88. 88. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.2.1 – Características As características dos machos de roscar são definidas como: Sistema de Rosca As roscas dos machos são de três tipos: Métrico, Whitworth e americano. Sua Aplicação Os machos de roscar são fabricados para roscar peças internamente. Passo ou número de filetes por polegada Esta característica indica se a rosca é normal ou fina. Diâmetro externo ou nominal Refere-se ao diâmetro externo da parte roscada. Diâmetro da Espiga ou Haste Cilíndrica É uma característica que indica se o macho de roscar serve ou não para fazer rosca em furos mais profundos que o corpo roscado, pois existem machos de roscas que apresentam diâmetro da haste cilíndrica igual ao da rosca ou inferior ao diâmetro do corpo roscado. Sentido da Rosca Refere-se ao sentido da rosca, isto é, se é direita (right) ou esquerda (leff).
  89. 89. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.3 – Tipos de Macho de Roscar Ranhuras retas, para uso geral. Ranhuras Helicoidais à direita, para roscar furos cegos (sem saída). Fios alternados. Menor atrito. Facilita a penetração do refrigerante e lubrificante. Entrada Helicoidal, para furos passantes. Empurra as aparas para frente, durante o roscamento.
  90. 90. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.3 – Tipos de Macho de Roscar Ranhuras curtas helicoidais, para roscamento de chapas e furos passantes. Ranhuras ligeiramente helicoidais à esquerda, para roscar furos passantes na fabricação de porcas.
  91. 91. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.3 – Tipos de Macho de Roscar Ranhuras curtas helicoidais, para roscamento de chapas e furos passantes. Ranhuras ligeiramente helicoidais à esquerda, para roscar furos passantes na fabricação de porcas. Os machos para roscar são também conhecidos como machos de conformação, pois não removem aparas e são utilizados em materiais que se deformam plasticamente
  92. 92. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 14 – MACHOS 14.4 – Classificação dos Machos de Roscar, segundo o tipo de rosca. Rosca sistema métrico: Normal e Fina Rosca sistema Whitworth: Parafusos : Normal ( BSW ) Fina ( BSF ) Para tubos : ( BASP & BSPT ) Rosca sistema americano: Parafusos : Normal ( NC ) & Fina ( NF ) Para tubos : ( NPT )
  93. 93. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 15 – DESANDADORES São ferramentas manuais, geralmente de aço carbono, formadas por um corpo central, com um alojamento de forma quadrada ou circular, onde são fixados machos, alargadores e cossinetes.
  94. 94. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 15 – DESANDADORES 15.1 Como funcionam O desandador funciona como uma chave que possibilita imprimir o movimento de rotação necessário à ação da ferramenta. Os Desandadores podem ser: Fixo em T Em T, com castanhas reguláveis Para machos e alargadores Para cossinetes
  95. 95. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 15 – DESANDADORES 15.2 - Tipos de Desandadores Desandadores em T com castanhas reguláveis Possui um corpo recartilhado, castanhas temperadas, reguláveis, para machos até 3/16”.
  96. 96. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 15 – DESANDADORES 15.2 - Tipos de Desandadores Desandador para Machos e Alargadores com castanhas reguláveis Possui um braço fixo, com ponta recartilhada, castanhas temperadas, uma delas reguláveis por meio do parafuso existente. Comentários: Os comprimentos variam de acordo com os diâmetros dos machos ou alargadores, ou seja, para metais duros 23 vezes o diâmetro do macho ou alargador e para metais macios, 18 vezes esses diâmetros.
  97. 97. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 15 – DESANDADORES 15.2 - Tipos de Desandadores Desandadores para Cossinetes Possui cabos com ponta recartilhada, caixa para alojamento do cossinete e parafusos de fixação.
  98. 98. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES São ferramentas de corte construídas de aço especial temperado, com furo central filetado
  99. 99. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.1 Características Sistema da Rosca Passo ou número de fios por polegada Diâmetro Nominal Sentido da Rosca
  100. 100. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.2 Uso É usado para abrir roscas externas em peças cilíndricas de um determinado diâmetro, tais como parafusos, tubos, etc.
  101. 101. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.3 - Tipos A escolha dos cossinetes é feita levando- se em conta as suas características, em relação à rosca que se pretende executar.
  102. 102. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.3.1 - Cossinete Bipartido É formado por duas placas de aço temperado, com formato especial, tendo apenas duas arestas cortantes. As aparas que se formam na operação são eliminadas através dos canais de saída dos cossinetes.
  103. 103. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.3.1 - Cossinete Bipartido Arestas Cortantes: “c” e “d” f = ângulo de folga E = ângulo de gume S = ângulo de saída das aparas Os cossinetes bipartidos são montados em um porta-cossinetes especial e sua regulagem é feita através de um parafuso de ajuste, aproximando-se nas sucessivas passadas, até a formação do perfil da rosca desejada.
  104. 104. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 16 - COSSINETES 16.3.2 - Cossinete de Pente Constitui-se numa caixa circular, em cujo interior se encontram quatro ranhuras. Nessas ranhuras, são colocados quatro pentes filetado, os quais, por meio de um anel de ranhuras inclinadas, abrem os filetes da rosca na peça, tanto no sentido radial como no sentido tangencial. As partes cortantes são de arestas chanfradas junto ao início, para auxiliar a entrada da rosca. Alguns espaçadores reguláveis separam os pentes entre si e mantêm centralizada a peça que está sendo roscada
  105. 105. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES Alargadores são ferramentas de corte de uso manual ou em máquinas-ferramentas, em forma cilíndrica de eixos e pinos.
  106. 106. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1 - Tipos cilíndricos com dentes retos cilíndricos com dentes helicoidais cônico com dentes retos cônico com dentes helicoidais expansíveis
  107. 107. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.1 - Cilindros com dentes retos e haste cilíndrica. Para ser utilizado manualmente ou à máquina na calibração de furos cilíndricos.
  108. 108. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.2 - Cilíndricos com dentes helicoidais de haste cônica. Para ser utilizado à máquina na calibração de furos cilíndricos.
  109. 109. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.3 - Cônicos com dentes retos e haste cônica. Para calibração de furos cônicos à máquina.
  110. 110. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.4 - Cônico com dentes helicoidais e haste cilíndrica. Usado manualmente ou à máquina na calibração de furos cônicos.
  111. 111. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.5 - Alargador de pequena expansividade. Usado no acabamento de furos cilíndricos onde não há necessidade de grande variação no diâmetro do alargador.
  112. 112. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.5 - Alargador de pequena expansividade. Usado no acabamento de furos cilíndricos onde não há necessidade de grande variação no diâmetro do alargador. Comentários: Este tipo de alargador é de uso manual e exige muito cuidado pelo tipo de expansão, que se baseia na elasticidade do aço. Os dentes podem ser retos ou helicoidais e sua construção é geralmente de aço carbono.
  113. 113. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 17 - ALARGADORES 17.1.6 - Alargador de grande expansividade de lâminas removíveis. É usado manualmente na calibração de furos cilíndricos.
  114. 114. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 18 - BEDAMES Servem para cortar chapas, retirar excesso de material e abrir rasgos. CUNHA MATERIAL 50º Cobre 60º Aço Doce 65º Aço Duro 70º Ferro Fundido e Bronze Fundido Duro Os tamanhos são entre 150 e 180mm. A cabeça é chanfrada e temperada. Comentários: A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes, estar bem temperadas e afiadas, para que cortem bem.
  115. 115. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 19 – SACA-PINOS Saca-Pinos Cônicos são ferramentas utilizadas na extração de pinos cônicos com haste roscada em furos passantes.
  116. 116. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 19 – SACA-PINOS 19.1 – Saca-Pinos Paralelos São ferramentas utilizadas na extração de pinos e cavilhas em furos passantes.
  117. 117. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 20 – PUNÇÃO Punções são ferramentas utilizadas para marcar linhas de traçado e furos de centro.
  118. 118. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.1 – Martelo O Martelo é uma ferramenta de impacto, constituída de um bloco de aço carbono preso a um cabo de madeira, sendo as partes com que se dão os golpes, Utilização: O Martelo é utilizado na maioria das atividades industriais, tais como a mecânica geral, a construção civil e outras. Martelo de pena
  119. 119. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.1 – Martelo Martelo bola
  120. 120. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.1 – Martelo Martelo Picador
  121. 121. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.1 – Martelo O Martelo de borracha é uma espécie de macete e devido a sua estrutura permite a realização de trabalhos em chapas de metal, sem, contudo, danificar ou marcar o material trabalhado. Comentários: Para o seu uso, o Martelo deve ter o cabo em perfeitas condições e bem preso através da cunha. Por outro lado, deve-se evitar golpes com o cabo do martelo ou usá-lo como alavanca. O peso do Martelo varia de 200 a 1000 gramas. Utilizado em trabalhos com chapas finas de metal, como também na fixação de pregos, grampos, etc. Destina-se a serviços gerais, como exemplo: extrair pinos, etc.
  122. 122. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.2 – Marreta A marreta é outro tipo de martelo muito usado nos trabalhos de instalação mecânica. É um martelo maior, mais pesado e mais simples, destinado a bater sobre uma talhadeira ou um ponteiro.
  123. 123. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.3 – Macete Macete é uma ferramenta de impacto, constituída de uma cabeça de madeira, alumínio, plástico, cobre, chumbo ou outro e um cabo de madeira.
  124. 124. FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS 21 – FERRAMENTAS DE IMPACTO 21.3 – Macete O Macete é utilizado para bater em peças ou materiais cujas superfícies sejam lisas e que não possam sofrer deformação por efeito de interferências. Para sua utilização deve ter a cabeça bem presa ao cabo e livre de rebarbas.
  125. 125. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 1 – INTRODUÇÃO Em uma linha de produção, uma das máquinas parou de funcionar. O mecânico de manutenção decidiu desmontá-la para verificar a causa da parada. Após certo tempo de trabalho, ele percebeu que havia cometido um sério erro. Como poderia identificar qual elemento da máquina tinha ocasionado sua parada, se tudo estava desmontado? Contrariado, o mecânico montou novamente a máquina e tentou acioná-la para saber qual elemento estava com defeito. Se o mecânico não tivesse sido afoito, não teria perdido tempo e esforço, mas a situação teria sido pior se ele não soubesse desmontar e montar a máquina. A desmontagem e montagem de máquinas e equipamentos industriais faz parte das atividades dos mecânicos de manutenção e são tarefas que exigem muita atenção e habilidade, devendo ser desenvolvidas com técnicas e procedimentos bem definidos.
  126. 126. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM Em geral, uma máquina ou equipamento industrial instalado corretamente, funcionando nas condições especificadas pelo fabricante e recebendo cuidados periódicos do serviço de manutenção preventiva é capaz de trabalhar, sem problemas, por muitos anos. Entretanto, quando algum dos componentes falha, seja por descuido na operação, seja por deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas. O primeiro fato a ser considerado é que não se deve desmontar uma máquina antes da análise dos problemas
  127. 127. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.1 – Procedimentos de Desmontagem Agora, se a desmontagem precisar ser feita, há uma seqüência de procedimentos a ser observada: · desligar os circuitos elétricos; · remover as peças externas, feitas de plástico, borracha ou couro; · limpar a máquina; · drenar os fluidos; · remover os circuitos elétricos; · remover alavancas, mangueiras, tubulações, cabos; · calçar os componentes pesados.
  128. 128. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.2 – Procedimentos de Desmontagem Essa seqüência de procedimentos fundamenta-se nas seguintes razões: a) É preciso desligar, antes de tudo, os circuitos elétricos para evitar acidentes. Para tanto, basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou, dependendo do sistema, remover os fusíveis. b) A remoção das peças externas consiste na retirada das proteções de guias, barramentos e raspadores de óleo. Essa remoção é necessária para facilitar o trabalho de desmonte. c) A limpeza preliminar da máquina evita interferências das sujeiras ou resíduos que poderiam contaminar componentes importantes e delicados. d) É necessário drenar reservatórios de óleos lubrificantes e refrigerantes para evitar possíveis acidentes e o espalhamento desses óleos no chão ou na bancada de trabalho. e) Os circuitos elétricos devem ser removidos para facilitar a desmontagem e limpeza do setor. Após a remoção, devem ser revistos pelo setor de manutenção elétrica. f) Os conjuntos mecânicos pesados devem ser calçados para evitar o desequilíbrio e a queda de seus componentes, o que previne acidentes e danos às peças.
  129. 129. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 –DESMONTAGEM 2.2 – Procedimentos de Desmontagem Obedecida a seqüência desses procedimentos, o operador deverá continuar com a desmontagem da máquina, efetuando as seguintes operações: 1. Colocar desoxidantes nos parafusos, pouco antes de removê-los. Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos, facilitando a retirada deles. Se a ação dos desoxidantes não for eficiente, pode-se aquecer os parafusos com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica. 2. Para desapertar os parafusos, a seqüência é a mesma que a adotada para os apertos. A tabela a seguir mostra a seqüência de apertos. Conhecendo a seqüência de apertos, sabe-se a seqüência dos desapertos.
  130. 130. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM É importante obedecer à orientação da tabela para que o aperto dos elementos de fixação seja adequado ao esforço a que eles podem ser submetidos. Um aperto além do limite pode causar deformação e desalinhamento no conjunto de peças. 2.2 – Procedimentos de Desmontagem
  131. 131. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.2 – Procedimentos de desmontagem 3. Identificar a posição do componente da máquina antes da sua remoção. Assim, não haverá problema de posicionamento. 4. Remover e colocar as peças na bancada, mantendo-as na posição correta de funcionamento. Isto facilita a montagem e, se for caso, ajuda na confecção de croquis. 5. Lavar as peças no lavador, usando querosene. Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas peças como trincas, desgastes etc. A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de uma máquina de lavar e pincéis com cerdas duras. A seqüência de operações para a lavagem de peças é a seguinte: a) Colocar as peças dentro da máquina de lavar, contendo querosene filtrado e desodorizado. Não utilizar óleo diesel, gasolina, tíner ou álcool automotivo, pois são substâncias que em contato com a pele podem provocar irritações.
  132. 132. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.2 – Procedimentos de desmontagem b) Limpar as peças - dentro da máquina de lavar - com pincel de cerdas duras para remover as partículas e crostas mais espessas. c) Continuar lavando as peças com querosene para retirar os resíduos finais de partículas. d) Retirar as peças de dentro da máquina e deixar o excesso de querosene aderido escorrer por alguns minutos. Esse excesso deve ser recolhido dentro da própria máquina de lavar.
  133. 133. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.2 – Procedimentos de desmontagem Durante a lavagem de peças, as seguintes medida de segurança deverão ser observadas: · utilizar óculos de segurança; · manter o querosene sempre limpo e filtrado; · decantar o querosene, uma vez por semana, se as lavagens forem freqüentes; · manter a máquina de lavar em ótimo estado de conservação; · limpar o piso e outros locais onde o querosene tiver respingado; · lavar as mãos e os braços, após o término das lavagens, para evitar problemas na pele; · manter as roupas limpas e usar, sempre, calçados adequados. e) Separar as peças lavadas em lotes, de acordo com o estado em que se apresentam, ou seja: Lote 1 - Peças perfeitas e, portanto, reaproveitáveis. Lote 2 - Peças que necessitam de recondicionamento. Lote 3 - Peças danificadas que devem ser substituídas. Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório.
  134. 134. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.3 – Secagem rápida das peças Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. Nesse caso, deve-se proceder da seguinte forma: · regular o manômetro ao redor de 4 bar, que corresponde à pressão ideal para a secagem; · jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente, para evitar o agravamento de trincas existentes. O jateamento deverá ser aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências.
  135. 135. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.4 – Normas de segurança no uso de ar comprimido a) Evitar jatos de ar comprimido no próprio corpo e nas roupas. Essa ação imprudente pode provocar a entrada de partículas na pele, boca, olhos, nariz e pulmões, causando danos à saúde. b) Evitar jatos de ar comprimido em ambiente com excesso de poeira e na limpeza de máquinas em geral. Nesse último caso, o ar pode levar partículas abrasivas para as guias e mancais, acelerando o processo de desgaste por abrasão. c) Utilizar sempre óculos de segurança.
  136. 136. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.5 – Manuais e croqui Geralmente as máquinas são acompanhadas de manuais que mostram desenhos esquematizados dos seus componentes. O objetivo dos manuais é orientar quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto, certas máquinas antigas ou de procedência estrangeira são acompanhadas de manuais de difícil interpretação. Nesse caso, é recomendável fazer um croqui (esboço) dos conjuntos desmontados destas máquinas, o que facilitará as opera- ções posteriores de montagem.
  137. 137. TÉCNICAS DE MONTAGEM E DESMONTAGEM 2 – DESMONTAGEM 2.6 – Atividades pós-desmontagem Após a desmontagem, a lavagem, o secamento e a separação das peças em lotes, deve-se dar início à correção das falhas ou defeitos. As atividades de correção mais comuns são as seguintes: · confecção de peças; · substituição de elementos mecânicos; · substituição de elementos de fixação; · rasqueteamento; · recuperação de roscas; · correção de erros de projeto; · recuperação de chavetas.
  138. 138. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 1 – INTRODUÇÃO Os elementos de máquinas podem ser classificados em grupos conforme sua função. Dentre os vários elementos de máquinas existentes, pode-se citar elementos de fixação, como parafusos, Porcas e Arruelas, elementos de transmissão, como correias e polias, elementos de apoio, como mancais, guias e rolamentos, etc.
  139. 139. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.1 - Roscas Rosca é uma saliência de perfil constante, helicoidal, que se desenvolve de forma uniforme, externa ou internamente, ao redor de uma superficie cilíndrica ou cuica. Essa saliência é denominada filete. Parafusos são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. Por sua importância, a especificação completa de um parafuso (e sua respectiva porca quando necessário) engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina, ou seja: material, tratamento térmico, dimensionamento, tolerâncias, afastamentos e acabamento.
  140. 140. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.2 - Formas padronizadas de roscas Roscas podem ser externas (parafusos) ou internas (porcas ou furos rosqueados). No início, cada um dos principais países fabricantes tinham seus padrões de roscas, porém após a Segunda Guerra Mundial, foram padronizadas na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos e hoje se conhece como série Unified National Standard (UNS).. Embora os dois sistemas utilizem um ângulo de filetes de roscas de 60º e definam o tamanho da mesma pelo diâmetro nominal externo (diâmetro mínimo) da rosca externa, não são intercambiáveis entre si. Isso porque as dimenssões pela norma ISO são dadas em milímetros e pela norma UNS são dadas em polegadas. Outro padrão de roscas bastante usado no Brasil e a norma Withworth (norma inglesa), que é definida pelo diâmetro do parafuso em polegadas e a rosca e medida em fios por polegada.
  141. 141. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.3 – Tipos de parafusos O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal, sextavada, quadrada ou redonda. cabeça hexagonal ou sextavada cabeça quadrada
  142. 142. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.3– Tipos de parafusos Em mecânica, ele é empregado para unir e manter juntas peças de máquinas, geralmente formando conjuntos com porcas e arruelas.
  143. 143. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.3 – Tipos de parafusos Em geral, os parafusos são fabricados em aço de baixo e médio teor de carbono, por meio de conformação ou usinagem. Os parafusos conformados, logo após o processo de fabricação e antes de receberem qualquer tratamento (galvanizado, niquelagem, oxidação, etc) são opacos, enquanto os usinados brilhantes. Aço de alta resistência à tração, aço-liga, aço inoxidável, latão e outros metais ou ligas não-ferrosas podem também ser usados na fabricação de parafusos. Em alguns casos, os parafusos são protegidos contra a corrosão por meio de galvanização ou cromagem.
  144. 144. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.4 – Dimensões dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são: • diâmetro externo ou maior da rosca; • comprimento do corpo; • comprimento da rosca; • tipo da cabeça; • tipo da rosca.
  145. 145. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5 – Montagem de parafusos As dimensões principais dos parafusos são: • diâmetro externo ou maior da rosca; • comprimento do corpo; • comprimento da rosca; • tipo da cabeça; • tipo da rosca.
  146. 146. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5 – Montagem de parafusos Quanto a montagem dos parafusos na máquina ou equipamento estes podem ser classificados em: 2.5.1 - Parafuso sem porca ou não passante Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca, esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.
  147. 147. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.2 – Parafuso com porca Às vezes, a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Nesse caso, o parafuso com porca é chamado passante.:
  148. 148. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.3 – Parafuso prisioneiro O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos frequêntes. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades. Essas roscas podem ter sentido oposto. Para usar o parafuso prisioneiro, introduz-se uma das pontas no furo roscado da peça e, com auxíio de uma ferramenta especial, aperta-se o prisioneiro na peça. Em seguida aperta-se a segunda peça com uma porca e arruelas presas à extremidade livre do prisioneiro. Este permanece no lugar quando as peças são desmontadas.
  149. 149. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.4 – Parafuso Allen É fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça, que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Para o aperto, utiliza-se uma chave especial: a chave Allen. Os parafusos Allen geralmente são utilizados sem porcas e suas cabeças são encaixadas num rebaixo na peça fixada, para melhor acabamento. Também é aplicado quando existe a necessidade de redução de espaço entre peças com movimento relativo.
  150. 150. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.5 – Parafuso de fundação farpado ou dentado Os parafusos de fundação farpados ou dentados são feitos de aço ou ferro e são utilizados para prender máuinas ou equipamentos ao concreto ou à alvenaria. Possuem a cabeça trapezoidal delgada e áspera que, envolvida pelo concreto, assegura uma excelente fixação. Seu corpo é arredondado e com dentes, os quais têm a função de melhorar a aderência do parafuso ao concreto.
  151. 151. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.6 – Parafusos de travamento São usados para evitar o movimento relativo entre duas peças que tendem a deslizar entre si.
  152. 152. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.7 – Parafuso auto-atarraxante O parafuso auto-atarraxante tem rosca de passo largo em um corpo cônico e É fabricado em aço temperado. Pode ter ponta ou não e, às vezes, possui entalhes longitudinais com a função de cortar a rosca à maneira de um macho. As cabeças têm formato redondo ou chanfradas e apresentam fendas simples ou em cruz (tipo Phillips). Esse tipo de parafuso elimina a necessidade de um furo roscado ou de uma porca, pois corta a rosca no material a que é preso. Sua utilização principal é na montagem de peças feitas de folhas de metal de pequena espessura, peças fundidas macias e plásticas.
  153. 153. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.5.8 – Parafuso para pequenas montagens Parafusos para pequenas montagens apresentam vários tipos de roscas e cabeças e são utilizados para metal, madeira e plásticos. Dentre esses parafusos, os utilizados para madeira apresentam roscas especiais.
  154. 154. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.6 – Perfis de roscas (seção do filete) 2.6.1 - Triangular É o mais comum. Utilizado em parafusos e porcas de fixação, uniões e tubos.
  155. 155. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.6.2 - Trapezoidal Empregado na movimentação de máquinas operatrizes (para transmissão de movimento suave e uniforme), fusos e prensas de estampar (balancins mecânicos).
  156. 156. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.6.3 - Redondo Empregado em parafusos de grandes diâmetros e que devem suportar grandes esforços, geralmente em componentes ferroviários. é empregado também em lâmpadas e fusíveis pela facilidade na estampagem
  157. 157. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.6.4 – Dente de Serra Usado quando a força de solicitação é muito grande em um só sentido (morsas, macacos, pinçass para tornos e fresadoras).
  158. 158. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.6.5 – Quadrada Quase em desuso, mas ainda utilizado em parafusos e peças sujeitas a choques e grandes esforços (morsas, por exemplo).
  159. 159. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.7 – Sentido e direção do filete da rosca Os parafusos apresentam duas classificações quanto ao sentido do filete de rosca. 2.7.1 – A esquerda Quando, ao avançar, gira em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio (sentido de aperto à esquerda).
  160. 160. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.7.2 – À Direita Quando, ao avançar, gira no sentido dos ponteiros do relógio (sentido de aperto à direita).
  161. 161. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8 – Tipos de roscas de parafusos O primeiro procedimento para verificar os tipos de roscas consiste na medição do passo da rosca. Para obter essa medida, podemos usar pente de rosca, escala ou paquímetro. Esses instrumentos são chamados verificadores de roscas e fornecem a medida do passo em milímetro ou em filetes por polegada e, também, a medida do âgulo dos filetes (pente de roscas).
  162. 162. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.1 – Rosca métrica triangular (normal e fina) P = passo da rosca d = diâmetro maior do parafuso (normal) d1 = diâmetro menor do parafuso (Ø do núleo) d2 = diâmetro efetivo do parafuso (Ø médio) a = âgulo do perfil da rosca f = folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso D = diâmetro maior da porca D1 = diâmetro menor da porca D2 = diâmetro efetivo da porca he = altura do filete do parafuso rre = raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso rri = raio de arredondamento da raiz do filete da porca
  163. 163. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.1 – Rosca métrica triangular (normal e fina) ângulo do perfil da rosca: a = 60º . diâmetro menor do parafuso (Ø do núcleo): d1 = d - 1,2268P. diâmetro efetivo do parafuso (Ø médio): d2 = D2 = d - 0,6495P. folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso: f = 0,045P. diâmetro maior da porca: D = d + 2f . diâmetro menor da porca (furo): D1= d - 1,0825P. diâmetro efetivo da porca (Ø mèdio): D2= d2. altura do filete do parafuso: he = 0,61343P . raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso: rre = 0,14434P. raio de arredondamento da raiz do filete da porca: rri = 0,063P.
  164. 164. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.1 – Rosca métrica triangular (normal e fina)
  165. 165. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.2 – Withworth
  166. 166. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.3 – Definições As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: o sistema métrico ou internacional (ISO), o sistema inglês ou whitworth e o sistema americano (UNS). Métrico (ISO) - Designação: Diâmetro externo (em milímetros) x passo em milímetros.
  167. 167. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.3 – Definições As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: o sistema métrico ou internacional (ISO), o sistema inglês ou whitworth e o sistema americano (UNS). Withworth (Inglês) - Designação: Diâmetro externo (em polegada) x número de fios por polegada
  168. 168. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.8.3 – Definições As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: o sistema métrico ou internacional (ISO), o sistema inglês ou whitworth e o sistema americano (UNS). Americano (UNS)
  169. 169. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.9 – Parafusos de potência (fusos) Os parafusos de potência, também conhecidos como parafusos de avanço, são usados para transformar movimento rotacional em movimento linear em atuadores mecânicos, macacos de carros, máquinas operatrizes, etc. Para este tipo de serviço, são utilizados os parafusos de roscas reforçadas, dentre os quais podemos citar os de rosca quadrada, de rosca dente de serra, rosca redonda e rosca trapezoidal. Podem ser acionados de forma manual, hidráulica, elérica, mecânica, etc, dependendo de sua aplicação e do trabalho que vai desempenhar.
  170. 170. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.9 – Parafusos de potência (fusos) Na figura anterior pode-se observar um parafuso de potência que atua em um macaco de automóvel. Este parafuso transforma o movimento rotacional da manivela e movimento linear possibilitando a elevação do carro. No movimento do mordente da morsa, o fuso tem o mesmo objetivo mas coma função de movimentar a mandibula móvel para prender pecas.
  171. 171. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.10 – Carga dos parafusos A carga total que um parafuso suporta é a soma da tensão inicial, isto é do aperto e da carga imposta pelas peças que estão sendo unidas. A carga inicial de aperto é controlada, estabelecendo-se o torque-limite de aperto. Nesses casos, empregam-se medidores de torque especiais (torquímetros).
  172. 172. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 2 – PARAFUSO 2.11 – Seleção de parafusos Existem algumas recomendações sobre a escolha dos parafusos que serão empregados em uma construção mecânica e devem ser seguidas. Procura- se sempre utilizar parafusos de uso comercial, ou seja, parafusos que são encontrados facilmente no comercio. Os parafusos de bitolas especiais devem ser utilizados somente quando for estritamente necessário, pois além de ser difícil encontrá-los (geralmente fabricados por encomenda), tem o preço significativamente maior em relação aos de uso comercial.
  173. 173. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 3 – MOLAS 3.1 – Molas de Compressão São molas que exercem forcas no sentido de “empurrar”. Tem suas espiras separadas de modo que possam ser comprimidas. A mola helicoidal de compressão quando é comprimida por alguma força, tem o espaço entre as espiras diminuído, tornando menor o comprimento da mola. O comprimento livre(Lo) é o comprimento mínimo da mola livre de carregamento. O comprimento sólido(Ls) e o comprimento mínimo da mola quando a carga aplicada é suficiente para eliminar todos os espaços entre as espiras. De = Diâmetro externo D = Diâmetro médio d = Diâmetro do arame p = Passo Lo = Comprimento livre Na = Numero de espiras ativas λ = ângulo de héice
  174. 174. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 3 – MOLAS 3.1.1 - Tipos de extremidades das molas helicoidais de compressão As extremidades das molas de compressão são preparadas conforme a necessidade de aplicação, para proporcionar maior estabilidade e assentamento na base que irá sustentá-la. A figura a seguir ilustra os tipos de extremidades de molas: Começando pela esquerda: simples, simples retificada, em esquadro, em esquadro retificada. As espiras ativas(Na) são as espiras que deformam quando a mola é carregada, enquanto que as espiras inativas em cada extremidade não deformam.
  175. 175. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 3 – MOLAS 3.2 - Molas de tração As molas helicoidais de traçoo são similares as molas helicoidais de compressão no entanto elas precisam de extremidades especiais para que a carga possa ser aplicada. Estas extremidades são chamadas de ganchos, e podem ter diversos formatos. As molas de tração quando tracionada por alguma força, tem o espaço entre as espiras aumentado tornando maior o seu comprimento
  176. 176. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 3 – MOLAS 3.2 - Forma dos ganchos das molas de tração
  177. 177. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 3 – MOLAS 3.3 - Molas de torção As molas helicoidais de torção possuem extremidades em forma de braços de alavanca onde é aplicada a força. As molas helicoidais de torção quando submetidas ao esforço de uma carga qualquer tendem a enrolar ainda mais suas espiras. De = Diâetro externo da mola; Di = Diâmetro interno da mola; H = Comprimento da mola; d = Diâmetro da seção do arame; p = Passo; Nº = Número de espiras; r: = Comprimento do braço de alavanca; a: = Angulo entre as pontas da mola.
  178. 178. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4 - Conceito São elementos de construção mecâica utilizados para transporte, traço, elevação, etc, de cargas
  179. 179. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.1 - Construção de cabos Um cabo pode ser construído em uma ou mais operações, dependendo da quantidade de fios e, especificamente, do número de fios da perna. Por exemplo: um cabo de aço 6 por 19 significa que uma perna de 6 fios é enrolada com 12 fios em duas operações, conforme segue:
  180. 180. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.2 - Classificação Distribuição normal Os fios dos arames e das pernas são de um só diâmetro. Distribuição seale As camadas são alternadas em fios grossos e finos. Distribuição filler As pernas contém fios de diâmetro pequeno que só utilizados como enchimento dos vãos dos fios grossos.
  181. 181. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.3 - Tipos de torção de cabos Os cabos de aço, apresentam torção das pernas ao redor da alma e podem ser á direita ou á esquerda: á direita à esquerda
  182. 182. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.3 - Tipos de torção de cabos Nas pernas também há torção dos fios ao redor do fio central. O sentido dessas torções pode variar, obtendo-se as situações: Torção regular ou em cruz Os fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das pernas ao redor da alma. As torções podem ser á esquerda ou à direita. Esse tipo de torção confere mais estabilidade ao cabo.
  183. 183. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.3 - Tipos de torção de cabos Torção lang ou em paralelo Os fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das pernas que ficam ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de torção aumenta a resistêcia ao atrito (abrasão) e dão mais flexibilidade.
  184. 184. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.3 - Alma de cabos de aço As almas de cabos de aço podem ser feitas de vários materiais, de acordo com a aplicação desejada. Existem, portanto, diversos tipos de alma. Veremos os mais comuns que são: alma de fibra, de algodão, de asbesto, de aço. 4.3.1 - Alma de fibra É o tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. As fibras podem ser naturais (AF) ou artificiais (AFA). As fibras naturais utilizadas normalmente só o sisal ou o rami. Já a fibra artificial mais usada é o polipropileno (plástico). Vantagens das fibras artificiais: - não se deterioram em contato com agentes agressivos; - são obtidas em maior quantidade; - não absorvem umidade. Desvantagens das fibras artificiais: - maior custo; - aplicação em cabos especiais.
  185. 185. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 4 – CABOS DE AÇO 4.3.2 - Alma de algodão Tipo de alma que é utilizado em cabos de pequenas dimensões. 4.3.3 - Alma de asbesto Tipo de alma utilizado em cabos especiais, sujeitos a altas temperaturas. 4.3.4 - Alma de aço Pode ser formada por uma perna de cabo (AA) ou por um cabo de aço independente (AACI), sendo que este último oferece maior flexibilidade somada à alta resistência à tração
  186. 186. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS Rolamentos são suportes mecânicos montados nos eixos. Basicamente, são constituídos por dois anéis fabricados de aço especial, separados por fileiras de esferas, ou de rolos cilíndricos ou cônicos e estas esferas ou rolos são separados entre si por meio de porta esferas ou porta rolos. Desenvolvem a função de suportar eixos permitindo-os realizar movimentos rotacionais com facilidade, minimizar a fricção entre as peças móveis da máquina e suportar uma carga. Sempre que há rotação, existe a necessidade de alguma forma de mancal, seja por meio de rolamentos ou mancais de deslizamento.
  187. 187. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1 - Vantagens dos rolamentos em relação aos mancais de deslizamento • Menor atrito e aquecimento; • Coeficiente de atrito de partida (estático) não superior ao de operação (dinâmico); • Pouca variação do coeficiente de atrito com carga e velocidade; • Baixa exigência de lubrificação; • Intercambialidade internacional; • Mantém a forma de eixo (não ocasiona desgaste do eixo); • Pequeno aumento da folga durante a vida útil.
  188. 188. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1 – Desvantagens • Maior sensibilidade aos choques; • Maiores custos de fabricação; • Tolerância pequena para carcaça e alojamento do eixo; • Não suporta cargas tão elevadas como os mancais de deslizamento.
  189. 189. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1 – Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam, os rolamentos podem ser: Radiais - suportam cargas radiais e leves cargas axiais. Ex: motores elétricos.
  190. 190. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1 – Classificação dos rolamentos Axiais – Suportam cargas axiais e não podem ser submetidos a cargas radiais. Ex: rolamento de embreagem de automóeis.
  191. 191. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1 – Classificação dos rolamentos Mistos - suportam tanto carga axial quanto radial. Ex: rolamento de roda de automóeis.
  192. 192. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. Sua capacidade de ajustagem angular ilimitada, por conseguinte, é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa.
  193. 193. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. Sua capacidade de ajustagem angular ilimitada, por conseguinte, é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa. Classificação: • Abertos; • Com anel de retenção (sufixo NR); • Blindados (sufixo Z ou ZZ); • Vedados (sufixos DDU ou VV).
  194. 194. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas 5.1.1.1 - Rolamentos Blindados O rolamento recebe placas de aço inseridas sob pressão em ranhuras nos anéis interno e externo especialmente projetadas, para evitar que as placas sejam retiradas. As placas ao serem retiradas deformam-se. A placas são feitas de aço comum, portanto, não poderão receber esforços; As placas de blindagem protegem os rolamentos contra a penetração de corpos estranhos e o escoamento de graxa. A estrutura da blindagem é composta de duas fendas contraídas e um espaço para refrear a graxa. Quando blindados ou vedados de ambos os lados, os rolamentos são fornecidos com graxa de qualidade comprovada e em volume adequado.
  195. 195. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas 5.1.1.1 - Rolamentos Vedados Em aplicações onde têm-se muita poeira ou água, os rolamentos vedados são utilizados como uma vedação auxiliar onde deve-se ter ainda, uma vedação principal no equipamento como defletores, labirintos, retentores, etc.
  196. 196. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas 5.1.1.1 - Vedação Com Contato (tipo DDU) A vedação com contato é uma placa de borracha nitricica reforçada com alma de aço, introduzida sob pressão no rebordo do anel externo. O sistema de vedação consiste de duas fendas estreitas, uma para refrear a graxa (I) e a outra para borda de contato (III). A borda de contato (III) é protegida por uma borda externa (II), evitando a penetração de corpos estranhos.
  197. 197. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.1 – Rolamento fixo de uma carreira de esferas 5.1.1.1 - Vedação Sem Contato (tipo VV) A vedação sem contato é semelhante à vedação com contato, porém com diferenças construtivas. Duas fendas contraídas são dispostas diagonalmente. A fenda é mais estreita que a do rolamento comum com vedação tipo labirinto sem contato. Neste caso, como não tem contato, não há restrições quanto ao limite de rotação.
  198. 198. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.2 – Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas Admite cargas axiais somente em um sentido, portanto, deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário.
  199. 199. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.3 – Rolamento auto compensador de esferas É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular, ou seja, compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.
  200. 200. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.4 – Rolamento de rolo cilíndrico É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis, o que facilita a montagem e desmontagem.
  201. 201. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.5 – Rolamento auto-compensador de uma carreira de rolos Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento.
  202. 202. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.6 – Rolamento auto-compensador com duas carreiras de rolos É um rolamento para os mais pesados serviços. Os rolos são de grande diâetro e comprimento. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas, existe uma distribuição uniforme de carga.
  203. 203. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.7 – Rolamento de rolos cônicos Além de cargas radiais, os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Os anéis são separáveis. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. Como só admitem cargas axiais em um sentido, de modo geral torna-se necessário montar os anéiss aos pares, um contra o outro.
  204. 204. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.8 – Rolamento axial de esfera Ambos os tipo de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais, porém, não podem ser submetidos a cargas radiais. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas, é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial máima.
  205. 205. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.9 – Rolamento axial auto-compensador de rolos Possui grande capacidade de carga axial e, devido à disposição inclinada dos rolos, também pode suportar consideráveis cargas radiais. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular, compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.
  206. 206. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.1.10 – Rolamento de agulhas Possui uma seção transversal muito fina, em comparação com os rolamento de rolos comuns. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado.
  207. 207. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.2 – Escolha dos rolamentos Para selecionar o rolamento a ser usado deve-se levar em consideração as cargas que nele serão aplicadas e vida nominal básica desejada, alem da rotação e do ambiente a que será submetido. Os fabricantes de rolamentos oferecem catálogos que ajudam na escolha mais adequada ao serviço destinado.
  208. 208. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.2 – Escolha dos rolamentos Para selecionar o rolamento a ser usado deve-se levar em consideração as cargas que nele serão aplicadas e vida nominal básica desejada, alem da rotação e do ambiente a que será submetido. Os fabricantes de rolamentos oferecem catálogos que ajudam na escolha mais adequada ao serviço destinado.
  209. 209. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 5 – ROLAMENTOS 5.2 – Escolha dos rolamentos Para selecionar o rolamento a ser usado deve-se levar em consideração as cargas que nele serão aplicadas e vida nominal básica desejada, alem da rotação e do ambiente a que será submetido. Os fabricantes de rolamentos oferecem catálogos que ajudam na escolha mais adequada ao serviço destinado.
  210. 210. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – EIXOS E ÁRVORES Eixos geralmente são peças que servem para apoiar peças de máquinas que podem ser fixadas a eles ou serem móveis (giratórias ou oscilantes). Os eixos podem ser fixos ou móveis (giratórios ou oscilantes). Os eixos não transmitem momento de torção e são solicitados principalmente a flexão. Eixos curtos podem também serem chamados de pinos. As partes dos eixos onde se apóiam são chamadas ”apoios” e quando móveis (apoiados sobre mancais) ”moentes”. Eixos-árvore são aqueles que transmitem momento de torção e portanto, podem ser solicitados a torção ou a flexção e torção. Quanto a sua seção transversal, eixos e eixos-arvore podem ser maciços ou ocos. Podem ser redondos, quadrados, sextavados, ranhurados, etc.
  211. 211. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS Quando precisa-se transmitir movimento de um eixo para outro e o emprego de engrenagens não é aconselhável por razões técnicas ou econômicas, utiliza-se correias. Correias são elementos de máquinas que tem a finalidade de transmitir movimento de um eixo para outro, através de polias. As correias mais usadas são as planas e as trapezoidais. A correia em “V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração. Além das correias acima citadas ainda existem correias redondas e correias com formatos especiais fabricadas para aplicações especificas.
  212. 212. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.1 - Correia plana De formato transversal plano, podem variar de espessura e largura conforme a aplicação. Admitem maiores rotações que as correias em “V”.
  213. 213. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.2 - Correia redonda Correia de seção transversal redonda usada geralmente para transportes de pequenas cargas.
  214. 214. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.3 - Correia trapezoidal ou em “v” As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia em “V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração.
  215. 215. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.3.1 - Medidas das correias em “V” Os perfis padronizados de correias trapezoidais são descritos por letras, e suas dimensões de seção transversal apresentam-se na figura abaixo. O comprimento é dado em polegadas.
  216. 216. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.4 - Correia dentada Utilizada para casos em que não se pode ter nenhum deslizamento, como no comando de válvulas do automóvel. Também conhecida como correia sincronizadora devida a sua propriedade de sincronizar movimentos entre eixos.
  217. 217. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.5 - Configurações de montagem Na transmissão por polias e correias, a polia que transmite movimento e força é chamada polia motora ou condutora. A polia que recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida. A maneira como a correia é colocada determina o sentido de rotação das polias
  218. 218. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.5.1 - Sentido direto de rotação A correia fica reta e as polias têm o mesmo sentido de rotação. Pode ser aplicado a todas as formas de correias.
  219. 219. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.5. - Sentido de rotação inverso A correia fica cruzada e o sentido de rotação das polias inverte-se, aplica-se em correias planas.
  220. 220. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.6 - Resumo dos principais danos que as correias podem sofrer, suas causas prováveis e soluções recomendadas.
  221. 221. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.7 - Vantagens das transmissões com ( correias em "V" )
  222. 222. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 6 – CORREIAS E POLIAS 6.8 – Polias – principais formas
  223. 223. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – CORRENTE A transmissão por correntes consiste basicamente de um par de rodas dentadas e uma corrente. Pode-se citar algumas das vantagens deste tipo de transmissão. • não patinam, portanto mantem a relação de transmissão; • garantem rendimento de 96% a 98%; • podem transmitir potência em locais de difícil acesso; • permitem montagens com grandes distâncias entre centros; • permitem o acionamento simultâneo de vários eixos; • em geral, não necessitam de tencionadores; • podem ser usados em locais poeirentos, com temperaturas elevadas e locais úmidos. É importante que seja tomado cuidado com a lubrificação do conjunto. Uma boa lubrificação é condição essencial para um funcionamento suave e duradouro.
  224. 224. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – CORRENTE 7.1 - Tipos de correntes 7.1.1 - Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos, onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. Sobre as buchas são, ainda, colocados rolos. Esta corrente é aplicada em transmissões, em movimentação e sustentação de contrapeso e, com abas de adaptação, em transportadores. E fabricada em tipo standard, médio e pesado.
  225. 225. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – CORRENTE 7.1.2 - Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há sobre cada pino articulado, várias talas dispostas uma ao lado da outra, onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. Dessa maneira, podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. Além disso, mesmo com o desgaste, o passo fica, de elo a elo vizinho, igual, pois entre eles não há diferença. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.
  226. 226. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – CORRENTE 7.1.3 - Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e, em alguns casos, pode ser usada em transmissões. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo, sendo apenas necessário suspendê-lo.
  227. 227. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – CORRENTE 7.1.4 - Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z), o passo (p) e o diâmetro (d). O passo é igual á corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo, porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.
  228. 228. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – ENGRENAGENS Dentre os elementos disponíveis para transmissão de movimento entre eixos, sejam eles paralelos, reversos ou concorrentes, as engrenagens são sem dúvida as mais usadas. Isto se deve ao fato de, se comparadas a correntes e correias, possuem grande resistência, grande vida útil, pequenas dimenssões, permitirem a transmissão com velocidade constante e pelo alto rendimento (- 98%). Além disso podem ser fabricadas com diversos materiais. Engrenagens são rodas dentadas cujos dentes são de forma e espaçamentos iguais. Durante a transmissão os dentes da roda motriz empurram os dentes da roda movida de tal forma que o contato se faz sem escorregamento. As circunferências primitivas representam os diâmetros das rodas de atrito que transmitiriam o mesmo movimento com a mesma relação de transmissão das engrenagens, desde que não haja escorregamento.
  229. 229. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – ENGRENAGENS 7.1 - Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos Engrenagens cilíndricas de dentes retos são rodas dentadas, cujos dentes são retos e paralelos ao eixo. São usadas para transmitir potência entre árvores paralelas quando estas não estão muito afastadas e quando se deseja uma razão de velocidade constante. A relação de transmissão é a mesma que seria obtida por dois cilindros imaginários comprimidos um contra o outro, girando sem deslizamento.
  230. 230. ELEMENTOS DE MÁQUINAS 7 – ENGRENAGENS 7.2 - Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (normalmente 60 ou 90º).

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