Iluminismo

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Iluminismo

  1. 1. <ul><li>ALGUMAS IDÉIAS BRILHANTES </li></ul><ul><li>Vamos começar uma viagem? </li></ul><ul><li>Vamos voltar um pouquinho no tempo: No século 17, lá na Europa, quando filósofos e pensadores começaram a questionar várias coisas: </li></ul><ul><li>Se todos nós somos seres humanos, então porque uma pessoa é chamada de rei e pode mandar e desmandar, e as outras são chamadas de súditos e só podem obedecer? </li></ul><ul><li>Será que é porque Deus decidiu assim? E será que Deus existe mesmo? Dessas e de outras questões, surgiram muitas idéias, daquelas que acendem uma lampadazinha na cabeça da gente. </li></ul><ul><li>Essa nova forma de pensar foi chamada de Iluminismo. </li></ul><ul><li>Os iluministas achavam que os homens tinham sido feitos para pensar e construir um mundo melhor, e não para aceitar ordens, caladinhos. Então esses homens brilhantes escreveram livros e mais livros, explicando sua nova maneira de ver a vida. Esses livros começaram a correr o mundo, e por onde eles passavam, iam deixando a semente da vontade de mudar. . . </li></ul>Viagem no tempo CONVITE
  2. 2. História Aula 1 1.O Iluminismo &quot;Chamamos de Iluminismo o movimento cultural que se desenvolveu na Inglaterra, Holanda e França, nos séculos XVII e XVIII. Nessa época, o desenvolvimento intelectual, que vinha ocorrendo desde o Renascimento, deu origem a idéias de liberdade política e econômica, defendidas pela burguesia. Os filósofos e economistas que difundiam essas idéias julgavam-se propagadores da luz e do conhecimento, sendo, por isso, chamados de iluministas.     O Iluminismo trouxe consigo grandes avanços abrindo espaço para profundas mudanças. O precursor desse movimento foi o matemático francês René Descartes (1596-1650), considerado o pai do racionalismo, que recomendava: “ para se chegar à verdade, duvide de tudo, mesmo das coisas aparentemente verdadeiras. A partir da dúvida racional pode-se alcançar a compreensão do mundo, e mesmo de Deus” . O MOVIMENTO ILUMINISTA
  3. 3. Esta obra está carregada de simbolismo: A figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). A razão, e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade. Frontispício da Encyclopédie. (1772) Foi desenhado por Charles-Nicolas Cochin e ornamentado por Bonaventure-Louis Prévost. A LUZ DO CONHECIMENTO
  4. 4. <ul><li>As principais considerações do Iluminismo eram: </li></ul><ul><li>• Valorização da razão, considerada o mais importante instrumento para se alcançar qualquer tipo de conhecimento; </li></ul><ul><li>• valorização do questionamento, da investigação e da experiência como forma de conhecimento tanto da natureza quanto da sociedade, política ou economia; </li></ul><ul><li>• crença nas leis naturais, normas da natureza que regem todas as transformações que ocorrem no comportamento humano, nas sociedades e na natureza; </li></ul><ul><li>• crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade, à posse de bens materiais; </li></ul><ul><li>• crítica ao absolutismo, ao mercantilismo e aos privilégios da nobreza e do clero; </li></ul><ul><li>• defesa da liberdade política e econômica e da igualdade de todos perante a lei; </li></ul><ul><li>• crítica à Igreja Católica, embora não se excluísse a crença em Deus. &quot; </li></ul>
  5. 5. <ul><li>1.1 ILUMINISMO E CIENCIA </li></ul><ul><li>Nos séculos XVII e XVIII, uma febre de novas descobertas e inventos tomou conta do continente europeu. O avanço científico colocou à disposição do homem informações bem diferentes de tudo o que era conhecido naquela época. </li></ul><ul><li>Dentre as maiores revelações, Copérnico, Kepler, Galileu e Isaac Newton elaboraram novos modelos para explicar o universo auxiliados pelo desenvolvimento da Matemática, que teve em Blaise Pascal um de seus maiores representantes, ele ultrapassou a simples descrição do céu, chegando a justificar a posição e a órbita de muitos corpos siderais. Além disso, anunciou ao mundo a lei da gravitação universal, que explicava desde o movimento de planetas longínquos até a simples queda de uma fruta. Newton foi ainda responsável por avanços na área do cálculo e pela decomposição da luz, mostrando que a luz branca, na verdade, é composta por sete cores, as mesmas do arco-íris. </li></ul><ul><li>     </li></ul>Desenho esquemático do microscópio de Robert Hooke.
  6. 6. <ul><li>A Biologia progrediu no estudo do homem identificando os vasos capilares e do trajeto da circulação sanguínea, o princípio das vacinas — a introdução do agente causador da moléstia no organismo para que este produza suas próprias defesas. </li></ul><ul><li>     Na Química, Antoine Lavolsier, famoso pela precisão com que realizava suas experiências, provou que, “embora a matéria possa mudar de estado numa série de reações químicas, sua quantidade não se altera, conservando-se a mesma tanto no fim como no começo de cada operação”. Atribuiu-se a ele igualmente a frase: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. </li></ul>Além dos nomes citados, houve muitos outros inventores e estudiosos que permitiram, por exemplo, a descoberta da eletricidade; a invenção da primeira máquina de calcular; a formulação de uma teoria, ainda hoje aceita, para explicar a febre; a descoberta dos protozoários e das bactérias. Surgiu mesmo uma nova ciência — a Geologia —, a partir da qual se desenvolveu uma teoria que explicava a formação da Terra, refutando a versão bíblica da criação do mundo em sete dias.
  7. 7. <ul><li>Tendo herdado o espírito curioso e indagador dos estudiosos renascentistas, os iluministas, i nvestigando problemas políticos , religiosos e culturais foram, alguns casos, contestados pela evolução da ciência. </li></ul><ul><li>Vejamos algumas das figuras que mais se destacaram no campo das pesquisas: </li></ul><ul><li>Isaac Newton : matemático, astrônomo e físico, preocupou-se com o estudo do movimento dos corpos do universo. Demonstrou que os corpos exercem atração uns sobre os outros, formulando a lei da gravitação universal. </li></ul>Os iluministas anunciaram ao mundo a lei da gravitação universal que explicava o movimento dos planetas. Herdamos deles, parte dos conhecimentos que temos hoje do universo. Os avanços não param. . .
  8. 8. <ul><li>Voltaire: crítico do Antigo Regime e da Igreja, defendeu a liberdade de pensamento e de expressão. Era a favor de uma monarquia esclarecida, na qual o governante fizesse reformas influenciado pelas idéias iluministas. </li></ul><ul><li>     </li></ul><ul><li>Montesquieu: propunha a divisão do poder em executivo, legislativo e judiciário, mantendo-se os três em equilíbrio permanente. Escreveu “O espírito das leis” e “Cartas persas”. Defendeu a posição de que somente as pessoas de boa renda poderiam ter direitos políticos, ou seja, direito de votar e de candidatar-se a cargos públicos. </li></ul>Obras de Voltaire e Montesquieu
  9. 9. <ul><li>  </li></ul><ul><li>John Locke: escreveu o Segundo tratado sobre o governo civil, defendendo a teoria do governo limitado. Para ele, os homens formavam a sociedade e instituíam um governo para que este lhes garantisse alguns direitos naturais, como o direito à vida, à felicidade, à propriedade, etc. Por isso, caso o governo abusasse do poder, poderia ser substituído. Outra de suas afirmações era que todos os indivíduos nascem iguais, sem valores ou idéias preconcebidas. </li></ul><ul><li>Rousseau: criticou a burguesia e a propriedade privada. Considerava os homens bons por natureza e capazes de viver em harmonia, não fosse alguns terem se apoderado da terra, dando origem à desigualdade e aos conflitos sociais. Propunha um governo no qual o povo participasse politicamente e a vontade da maioria determinasse as decisões políticas. </li></ul><ul><li>      </li></ul>Rousseau expôs suas idéias principalmente em duas obras: “ O contrato social” e “Discurso sobre a origem da desigualdade.”
  10. 10. <ul><li>ESCRITOS ILUMINISTAS </li></ul><ul><li>Os regimes de governo e a divisão de poderes, segundo Montesquieu </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ Existem três espécies de governos : o republicano , o monárquico e o despótico (...) o governo republicano é aquele no qual o povo reunido, ou somente uma parte do povo, tem o poder soberano; a monarquia, aquela na qual um só governa, mas por meio de leis fixas e estabelecidas; enquanto que no despotismo apenas um, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho (...). </li></ul><ul><li>Existe em cada Estado três tipos de poderes: o legislativo, o executivo e o judiciário. Pela primeira, o príncipe ou magistrado faz as leis por um certo tempo ou para sempre, e corrige ou substitui aquelas que estão feitas. Pela segunda, se faz a paz ou a guerra, se enviam ou recebem os embaixadores, se estabelece a segurança, se previnem as invasões. Pela terceira, se punem os crimes ou se julga as diferenças particulares.” </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>MONTESQUIEU. O Espírito das Leis </li></ul><ul><li>  ____________________ </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A teoria do contrato social em Diderot: o poder político emergindo do consentimento da nação. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ O príncipe recebe de seus súditos a autoridade que ele tem sobre eles e esta autoridade é nascida das leis da natureza e do Estado. As leis da natureza e do Estado são as condições às quais eles são submetidos (...). Uma destas condições é que não existe o poder da autoridade sobre eles a não ser pela sua escolha e consentimento e ele não pode jamais empregar esta autoridade para cassar o ato ou contrato pela qual ela lhe foi deferida: ele agirá assim contra ele mesmo, pois que sua autoridade não pode subsistir a não ser pelo título que a estabelece (...). O príncipe não pode pois dispor do seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação.” </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>DIDEROT. Enciclopédia </li></ul><ul><li>    ____________________ </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A Propriedade como fonte de desigualdade , segundo Rousseau </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ O primeiro que cercou um terreno, advertindo: ‘Este é meu’, e encontrando gente muito simples que acreditou, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Que crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que (...) tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Não escutem este impostor; vocês estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos, que a terra não é de ninguém’. (...) Desde o instante em que um homem teve necessidade da ajuda de um outro, desde que ele percebeu ser conveniente para um só ter provisões para dois, a igualdade desapareceu, a propriedade se introduziu, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas se transformaram em campos risonhos que passaram a ser regados com o suor dos homens e nos quais vimos então a miséria e a escravidão germinarem e crescerem com a colheita.” </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>ROUSSEAU, Discursos sobre a origem das desigualdades </li></ul><ul><li>    ____________________ </li></ul>
  13. 13. <ul><li>1.2 O Iluminismo e a Economia </li></ul><ul><li>Em relação à economia surgiram idéias novas, que atacavam o mercantilismo e a interferência do Estado na vida econômica. </li></ul><ul><li>Na França apareceram os fisiocratas (fisio = natureza; cracia = poder) , para quem a riqueza de uma nação provém da agricultura e, portanto, da natureza. </li></ul><ul><li>A economia seria regulada por leis naturais, sendo desnecessária a intervenção do Estado. </li></ul><ul><li>O principio “Laissez faire, laissez passer” (Deixe fazer, deixe passar) era defendido pelos fisiocratas, onde pregavam o ideal de liberdade. </li></ul><ul><li>     </li></ul><ul><li>Os fisiocratas influenciaram na formação de uma corrente de pensamento chamada Liberalismo econômico , da qual fazem parte os ingleses Adam Smith, Thomas Malthus e David Ricardo. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O escocês Adam Smith escreveu A Riqueza das Nações em que defendeu: “nem a agricultura, como queriam os fisiocratas; nem o comércio, como defendiam os mercantilistas; o trabalho era a fonte da riqueza”. </li></ul>O trabalho livre, sem intervenções, guiado espontaneamente pela natureza.
  15. 15. <ul><li>1.3 O Iluminismo e a Religião </li></ul><ul><li>Até a crença devia ser racionalizada. Os iluministas eram deístas, isto é, acreditavam que Deus está presente na natureza, portanto no próprio homem, que pode descobri-lo através da razão. </li></ul><ul><li>Para encontrar Deus, bastaria levar vida piedosa e virtuosa. </li></ul><ul><li>A Igreja tornava-se dispensável. Os iluministas criticavam-na por sua intolerância, ambição política e inutilidade das ordens monásticas (vinda de monges, autoridades religiosas). </li></ul>
  16. 16. <ul><li>1.4 O Despotismo Esclarecido </li></ul><ul><li>No século XVIII desenvolveu-se uma forma de governo que mesclou o absolutismo às idéias iluministas. O chamado despotismo esclarecido. </li></ul><ul><li>Surgiu em países da Europa ainda essencialmente agrícolas, como Portugal, Áustria, Prússia e Rússia. </li></ul><ul><li>    Os soberanos desse países, apoiados na burguesia e em parte da aristocracia, explicavam seu poder absoluto não pala “origem divina”, mas como resultado de necessidades sociais. </li></ul><ul><li>Governavam em nome da razão e pretendiam construir a prosperidade de seus Estados. Diziam-se servidores da coletividades. </li></ul><ul><li>Analise a seguir as propostas dos principais déspotas esclarecidos e suas principais realizações: </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Portugal - Marquês de Pombal - Ministro de D.Jose I (1750 - 1777) </li></ul><ul><li>- aumentou o controle do Estado sobre a economia. </li></ul><ul><li>- incentivou o comércio e as manufaturas. </li></ul><ul><li>expulsou os jesuítas de Portugal e de suas colônias. </li></ul><ul><li>procurou desenvolver uma educação leiga, sem a influência da Igreja. </li></ul><ul><li>Áustria - José II   (1780 - 1790) </li></ul><ul><li>- estimulou o desenvolvimento das manufaturas e da agricultura. </li></ul><ul><li>- libertou os servos de várias regiões do país. </li></ul><ul><li>- desenvolveu a educação. </li></ul><ul><li>- taxou as propriedades da nobreza e do clero. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Prússia - Frederico II (1740 - 1780) </li></ul><ul><li>- organizou militarmente a Prússia. </li></ul><ul><li>- expandiu o território do país. </li></ul><ul><li>- estimulou o desenvolvimento industrial </li></ul><ul><li>- incentivou a educação </li></ul><ul><li>Rússia - Catarina, a Grande  (1763 - 1796) </li></ul><ul><li>- incentivou a cultura </li></ul><ul><li>promoveu transformações sociais </li></ul><ul><li>baseadas nas idéias iluministas. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Segundo o Iluminismo, o princípio organizador da sociedade deveria ser a busca da felicidade. </li></ul><ul><li>Ao governo caberia garantir direitos naturais : </li></ul><ul><li>a liberdade individual e a livre posse de bens; </li></ul><ul><li>a tolerância para a expressão de idéias; </li></ul><ul><li>a igualdade perante a lei; </li></ul><ul><li>a justiça com base na punição dos delitos. </li></ul><ul><li>QUAIS DESSES DIREITOS NOS É GARANTIDO EM PLENITUDE? </li></ul>
  20. 20. Os iluministas achavam que os homens tinham sido feitos para pensar e construir um mundo melhor. Você é parte desse mundo! PENSE!!!

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