Português Língua – Literatura – Produção de Texto Volume 2 – Capítulo 3: Análise de um conto machadiano Maria Luiza Abaurr...
Conto:  A Cartomante  <ul><li>1ª publicação:  Gazeta de Notícias (RJ), em 1884. </li></ul><ul><li>Publicação em livro:  Vá...
A Cartomante  <ul><li>Critério da escolha:  mesmo se tratando de um narrativa curta, o texto apresenta quase todas as marc...
Marcas estilísticas   Intertextualidade:  “Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a no...
Leitura e análise <ul><li>Dinâmica de leitura:  4 narradores, Rita, Camilo, cartomante. </li></ul><ul><li>Durante a leitur...
Estrutura do conto <ul><li>Introdução:  adultério em curso;  flashback , volta ao presente: carta anônima.  </li></ul><ul>...
Elementos narrativos <ul><li>Foco narrativo:  3ª pessoa (onisciente) </li></ul><ul><li>Espaço:  Rio de Janeiro </li></ul><...
Comentários finais <ul><li>TEMA:  adultério – a questão da contradição humana: razão X emoção, ceticismo X ocultismo  </li...
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Aula de Português - Língua – Literatura – Produção de Texto

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Volume 2 – Capítulo 3: Análise de um conto machadiano

Maria Luiza Abaurre
Marcela Pontara
Tatiana Fadel

Publicada em: Educação, Tecnologia
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Aula de Português - Língua – Literatura – Produção de Texto

  1. 1. Português Língua – Literatura – Produção de Texto Volume 2 – Capítulo 3: Análise de um conto machadiano Maria Luiza Abaurre Marcela Pontara Tatiana Fadel
  2. 2. Conto: A Cartomante <ul><li>1ª publicação: Gazeta de Notícias (RJ), em 1884. </li></ul><ul><li>Publicação em livro: Várias Histórias, em 1896. </li></ul><ul><li>Fase da maturidade do autor. </li></ul><ul><li>Idéias realistas do momento. </li></ul><ul><li>Tom pessimista. </li></ul><ul><li>Forte crítica à hipocrisia humana. </li></ul>
  3. 3. A Cartomante <ul><li>Critério da escolha: mesmo se tratando de um narrativa curta, o texto apresenta quase todas as marcas estilísticas machadianas: </li></ul><ul><ul><li>a metalinguagem; </li></ul></ul><ul><ul><li>a intertextualidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>a paródia; </li></ul></ul><ul><ul><li>o humor cáustico e permanente; </li></ul></ul><ul><ul><li>a ironia sutil; </li></ul></ul><ul><ul><li>a personificação. </li></ul></ul>
  4. 4. Marcas estilísticas Intertextualidade: “Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia.” Metalinguagem: leitor passivo – leitor incluso “ Vamos a ela.” Personificação: “A casa olhava para ele.” “ ... o mistério empolgava-o com as unhas de ferro.” “ ... onde a água e o céu dão um abraço infinito.”
  5. 5. Leitura e análise <ul><li>Dinâmica de leitura: 4 narradores, Rita, Camilo, cartomante. </li></ul><ul><li>Durante a leitura: pausas para comentários, esclarecimentos ou levantamento de hipóteses. </li></ul><ul><li>Após a leitura: comentários finais, presença do anti-clímax, apreciação, levantamento do tema do conto. </li></ul>
  6. 6. Estrutura do conto <ul><li>Introdução: adultério em curso; flashback , volta ao presente: carta anônima. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento: outras cartas anônimas; bilhete curto e imperativo de Vilela; Camilo pressente o drama; assustado, com medo, dirige-se à casa de Vilela; trânsito impedido; ida à casa da cartomante; sai de lá confiante e tranqüilo, parte para a casa de Vilela. </li></ul><ul><li>Desfecho: ao entrar na casa de Vilela, vê Rita morta e ensangüentada; recebe dois tiros de revólver e cai morto ao chão. </li></ul>
  7. 7. Elementos narrativos <ul><li>Foco narrativo: 3ª pessoa (onisciente) </li></ul><ul><li>Espaço: Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Tempo: cronológico – exceção ao flashback (sexta-feira de novembro de 1869) – alguns meses </li></ul><ul><li>Personagens: Vilela, Rita, Camilo, cartomante </li></ul><ul><li>Conflito inicial: Rita e Camilo se apaixonam </li></ul><ul><li>Complicações: cartas anônimas, ida de Camilo à cartomante, crença no que ela diz </li></ul><ul><li>Clímax / Desfecho: desarmado vai ao encontro de Vilela, depara-se com Rita morta; em seguida, recebe dois tiros e cai morto ao chão. </li></ul>
  8. 8. Comentários finais <ul><li>TEMA: adultério – a questão da contradição humana: razão X emoção, ceticismo X ocultismo </li></ul><ul><li>Tom da narrativa: a citação de Shakespeare em Hamlet, pois não só a inicia, como volta ao texto por duas vezes (na fala de Rita e na memória de Camilo) e justifica seu desfecho. </li></ul><ul><li>Afinal, quais seriam essas coisas que existem entre o céu e a terra que nem nossa filosofia pode sonhar? </li></ul>

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