A busca

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A busca

  1. 1. W. L. de Araújo Lima
  2. 2.  Eu busco sempre a verdade, a verdade profunda e serena,  A verdade mais que pura, a verdade corajosa e nada amena,  Que me sacie inteiramente a fome e a sede do verdadeiro saber,  Do saber que possa me fazer o único dono do meu próprio viver!
  3. 3. Eu busco a verdadeira luz que a tudo definitivamente alumia, A Luz do mundo, um poderoso farol que ilumine esta minha via, Via-caminho, que não pode ter qualquer volta parada ou retrocesso, No rumo de crescimento do Eu, a me guiar com inquestionável sucesso!
  4. 4. Eu busco a verdadeira paz, essa paz que outrora aparecia e era sentida, No olhar calmo e sereno de um velho, na sabedoria pela velhice refletida, Na simples experiência do viver, do inteiro saber, de verdadeiro conhecimento, Que não conheceu quaisquer limites ou óbices do intelecto ou do sentimento!
  5. 5. Eu busco a verdade, a verdade simples e maravilhosamente pura, Aquela chama, que reluz, terna, que vive, brilha e para sempre dura, No espírito envolvente, de olhar puro, tão belo e resplandecente, Da criança, ser humano simples, chama divina a pouco nascente!
  6. 6. Eu busco os campos do espírito, onde possa matar esta fome insana, De vida verdadeira, no nascer-viver- morrer, perene odisséia humana! E na fonte-mor da sabedoria divina, nesta maravilhosa e perpétua fonte, Possa eu, sedento espírito, saciar-me, alargar o meu pequeno horizonte!
  7. 7. Eu busco e buscarei sempre, e sei que um dia me será dado conseguir, Um mundo ainda tão sonhado, eternamente buscado e p’ra onde devo ir, Um mundo equilibrado, imaculado, perfeito, vibrante , tão alegre e especial, De colorido intenso, de paz infinita e de beleza sem par: um mundo ideal!
  8. 8. Eu busco e sempre o terei na mente, este mundo de fantasia, imaginário, Como um viajante incansável, esperançoso e feliz, inda que solitário, A navegar pelos mares do pensamento, sonhador renitente, viril e infatigável, Que vislumbra o ansiado porto seguro, à sua espera, tão sereno e inabalável!
  9. 9. Esta busca infindável, a que me dedico, ano a ano, minuto a minuto, dia após dia, Muitas vezes parece a outrem um objetivo distante, um sonho, uma inteira utopia, Mas que me conforta, por ter um especial objetivo, é um ideal do presente para, no futuro, Não tão distante como o imaginam, vir a ser finalmente encontrado: um porto sereno, seguro!
  10. 10. Onde posso, portanto, nesta busca incansável, encontrar esse maravilhoso tesouro? Estará entre as pedras da estrada da vida, nas asas de uma ave ou de um besouro? Ou num universo sonhado, longínquo, talvez inacessível ou mesmo inenarrável? Não será que eu busco apenas o meu verdadeiro Eu, este ser, eterno, inigualável?
  11. 11. Ah, é verdade! Esta é a razão, a razão maior de meu constante e infatigável buscar, Na verdade eu preciso apenas me encontrar, e assim, comigo mesmo, então viver-sonhar, E nu, despido de tudo, de todas as ilusões do mundo, morrer mil vezes e renascer sentindo, Que a busca ideal já terminou, e o meu Eu finalmente se encontrou: estava apenas dormindo! Fim.

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