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Os Doze
Trabalhos de
Hércules.
Prof. Douglas Gregorio.
Um herói tremendo , que
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Filho de Zeus, o maior dos
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poderia ferí-lo, então, ele só poderia
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transformá-la num manto com o qual
enfrentaria suas batalhas, protegido por
aquela pele invulnerável. Foi o que fez, e
a pele do leão ia salvar-lhe a vida em
muitas ocasiões.
O segundo trabalho foi enfrentar A HIDRA
DE LERNA. Um monstro com nove cabeças
de serpente, que renasciam cada vez que
eram mortas, cujo sangue era um veneno
que matava ao simples contato.
Hércules chamou seu sobrinho Iolau para
ajudá-lo: Hércules esmagava cada cabeça
com a clava e Iolau vinha com uma grande
tocha e as queimava para não poderem
renascer. A nona cabeça que era imortal
Hércules enterrou e colocou uma pedra de
várias toneladas em cima.
E teve outra ideia: se o sangue da Hidra era
um forte veneno, elas poderiam deixar suas
flechas ainda mais mortais. Assim,
Hércules molhou as pontas de suas flechas
no sangue da Hidra, e passou a contar com
uma poderosa arma.
O terceiro trabalho foi capturar a CORSA
DE DEMÉTER, que tinha chifres de ouro
e patas de bronze. Era o animal mais
veloz que existia, aos pulos dava voltas
inteiras em torno do mundo, e sua toca
era dentro do templo da deusa Deméter.
Euristeu e Hera acharam que um
trabalho que precisasse mais da
inteligência do que da força bruta não
estaria ao alcance de Hércules. Mas
enganaram-se.
Após várias tentativas sem sucesso,
Hércules armou uma rede fininha, porém
resistente, na porta do templo. Ao entrar,
a corsa enrolou-se toda, e Hércules pode
então capturá-la.
O quarto trabalho foi
capturar vivo o
monstruoso JAVALI
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Euristeu e Hera pensaram que dessa vez
Hércules ia fracassar, mas o herói mais
uma vez teve uma de suas ideias: cavou
no chão um enorme buraco, cobriu-o de
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enfurecido para pegá-lo. Quando o
monstro estava prestes a alcançá-lo,
caiu na armadilha, e Hércules só teve o
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O sexto trabalho foi
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que tinham penas de
bronze venenosas que
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qualquer um que se
aproximasse.
Nem as flechas de Hércules
conseguiam trespassar as penas de
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protetora dos heróis, emprestou para
Hércules as suas sinetas, presente de
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forja de metais. As sinetas faziam um
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mortal conseguiria suportar. Então
Hércules tapou os ouvidos com cera
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apavoradas e jamais foram vistas.
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capturar e levar vivo o
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atravessou o mar a nado, levando com
ele o touro vivo para apresentá-lo a
Euristeu. O malvado rei mandou soltar
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grande herói chamado Teseu, aquele
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Hércules aprisionou o próprio rei e o
entregou às éguas. Depois disso,
Hércules soltou as éguas num campo
habitado por famintos lobos que as
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O nono trabalho de Hércules foi obter o
CINTURÃO DE HIPÓLITA, rainha das
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uma equipe de grandes heróis: Teseu,
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pois sabia que ia enfrentar grandes
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Ainda assim, Hipólita concordou em ceder
seu cinturão amigavelmente.
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diplomaticamente, disfarçou-se
de amazona e insuflou as
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facilidade, bastou sete flechas e
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outra criatura monstruosa
também guardava o rebanho...
Eurition era o pastor dos rebanhos
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criatura que possuía três troncos,
obviamente com seis braços e três
cabeças.
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daquele verdadeiro gigante que tinha
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se aproximasse. Mas Hércules
percebeu o seu ponto fraco: as
pernas eram só duas e sustentavam
aquele triplo corpo. Atingindo com
flechas as pernas de Eurition,
Hércules venceu o monstro e,
enchendo navios, levou os milhares
de bois a Euristeu.
O décimo-primeiro trabalho
consistiu em levar a Euristeu
a FRUTA DO JARDIM DAS
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de ouro maciço. As
Hespérides eram um jardim
dos deuses, guardado pelas
belas filhas do titã Atlas: Egle,
Hestia, Eritia e Aretusa.
Porém, para colher os frutos
de ouro era preciso outro
prodígio.
Hércules precisava vencer um
gigantesco dragão de cem
cabeças que guardava o jardim.
Ficaria complicado enfrentar um
monstro de cem cabeças, se ele,
Hércules, era um só. Então, teve
uma ideia: preparou uma poção
que derramou sobre a água do
dragão, fazendo-o dormir com as
cem cabeças, já que, quando
dormiam normalmente, as
cabeças do dragão se revezavam
na vigilância.
As filhas de Atlas, sem
resistência e com muita
cordialidade entregaram
os frutos de ouro para
Hércules que, para sua
surpresa, constatou que
as famosas frutas, as
quais todas acreditavam
ser de ouro maciço, não
passavam de simples
laranjas.
Euristeu decidiu então exigir de Hércules o último e o
mais difícil de todos os trabalhos: descer ao mundo
subterrâneo e trazer vivo o monstruoso cão de três
cabeças, CÉRBERO.
Cérbero guardava a entrada do mundo subterrâneo,
onde, para os gregos antigos, iam as almas dos
mortos.
O mundo subterrâneo era governado por Hades, irmão
de Zeus, o maioral dos deuses, e Posseidon, o deus do
mar.
No reino subterrâneo, era preciso atravessar o lago
Styx para chegar ao palácio de Hades, pois Hércules
não se atreveria a agir no reino subterrâneo sem a
permissão de um dos mais poderosos deuses.
Para atravessar o lago Styx era preciso dar uma
moeda a um barqueiro, Caronte. Por isso é que os
gregos costumam enterrar seus mortos com uma
moeda no peito, ou na boca ou nos olhos: para pagar
a Caronte.
Hades riu da ousadia de Hércules
e duvidou que ele conseguisse
vencer Cérbero, mas mesmo
assim autorizou-o, porém,
proibiu-o de usar armas.
Porém Hades não sabia que a pele
do Leão de Neméia era
invulnerável, e Hércules usou-a
como arma de defesa.
Assim, ele enfrentou bravamente
o monstruoso cão de três cabeças
e levou-o vivo para o rei Euristeu.
Chegando em Micenas, o povo arregalou
os olhos de espanto ao ver Hércules
passar pelas ruas puxando pela coleira o
monstruoso cão que guardava o reino
dos mortos – Cérbero...
Ao chegar no palácio de Euristeu o rei
permaneceu imóvel, congelado de medo,
e nada mais pode dizer.
Hércules agradeceu à proteção da deusa
Atena, que o ajudou em muitos
momentos.
Estavam encerrados os trabalhos de
Hércules, que ainda ia viver muitas
aventuras e realizar feitos prodigiosos até
ser levado em definitivo para o Olimpo
pelo seu pai Zeus.
Baseado na obra de Monteiro Lobato “Os Doze
Trabalhos de Hércules – tomos I e II”, publicado
em São Paulo pela Editora Brasiliense, no ano
de 1965.
As ilustrações são de J. U. Campos e André Le
Blanc, publicadas originalmente na obra citada.
Prof. Douglas Gregorio.
Maio de 2013.

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Os doze trabalhos de Hércules

  • 2. Um herói tremendo , que botava qualquer um num chinelo. Filho de Zeus, o maior dos deuses do Olimpo, e da bela mortal Alcmena, Hércules – ou Héracles, seu nome grego – por ter sido filho de um amor proibido, foi perseguido pela deusa Hera, esposa de Zeus.
  • 3. Vingativa, a deusa Hera mandou duas cobras venenosas para matar Hércules em seu berço, quando ele ainda era bebê. Mas para o susto de Alcmena, mãe de Hércules, seu lindo bebê mostrou que era filho do deus Zeus: simplesmente esmagou com as mãos as cabeças das cobras.
  • 4. Hércules tinha alguns pontos fracos: Era excessivamente bondoso e ingênuo, sendo enganado com facilidade. Era atrapalhado: lutando contra monstros e perigos, no calor da batalha muitas vezes tirava a vida de pessoas inocentes, e depois ficava chorando de culpa. Sua cabeça não funcionava bem. Tinha acessos de loucura de vez em quando.
  • 5. Para livrar-se da culpa de matar pessoas inocentes, Hércules quis fazer coisas pelo bem de todas as pessoas. Consultou os deuses para saber o que deveria fazer pelo bem de todos. Ele foi mandado para servir o rei Euristeu, que lhe deu doze grandes missões, os seus famosos DOZE TRABALHOS. Na verdade, Euristeu era controlado pela deusa Hera, que planejou esses trabalhos com a intenção de destruir Hércules, filho do amor proibido de seu marido Zeus com uma mortal.
  • 6. O primeiro trabalho foi matar o LEÃO DE NEMÉIA, um leão feroz caído da lua. Não era um leão comum: nenhuma arma poderia ferílo, nenhuma lança, nenhuma flecha atravessava sua pele, nenhuma clava quebrava os seus ossos. Um leão invulnerável, que atormentava a vida dos habitantes da cidade grega de Neméia.
  • 7. Hércules teve uma ideia: agarrou-se ao leão e esganou-o, pois se nenhuma arma poderia ferí-lo, então, ele só poderia morrer se o oxigênio lhe faltasse. Então, depois de uma batalha colossal, Hércules vence o Leão, e teve outra grande ideia: se nenhuma flecha ou lança entrava na pele daquele leão, então, ele poderia arrancar-lhe a pele e transformá-la num manto com o qual enfrentaria suas batalhas, protegido por aquela pele invulnerável. Foi o que fez, e a pele do leão ia salvar-lhe a vida em muitas ocasiões.
  • 8. O segundo trabalho foi enfrentar A HIDRA DE LERNA. Um monstro com nove cabeças de serpente, que renasciam cada vez que eram mortas, cujo sangue era um veneno que matava ao simples contato. Hércules chamou seu sobrinho Iolau para ajudá-lo: Hércules esmagava cada cabeça com a clava e Iolau vinha com uma grande tocha e as queimava para não poderem renascer. A nona cabeça que era imortal Hércules enterrou e colocou uma pedra de várias toneladas em cima. E teve outra ideia: se o sangue da Hidra era um forte veneno, elas poderiam deixar suas flechas ainda mais mortais. Assim, Hércules molhou as pontas de suas flechas no sangue da Hidra, e passou a contar com uma poderosa arma.
  • 9. O terceiro trabalho foi capturar a CORSA DE DEMÉTER, que tinha chifres de ouro e patas de bronze. Era o animal mais veloz que existia, aos pulos dava voltas inteiras em torno do mundo, e sua toca era dentro do templo da deusa Deméter. Euristeu e Hera acharam que um trabalho que precisasse mais da inteligência do que da força bruta não estaria ao alcance de Hércules. Mas enganaram-se. Após várias tentativas sem sucesso, Hércules armou uma rede fininha, porém resistente, na porta do templo. Ao entrar, a corsa enrolou-se toda, e Hércules pode então capturá-la.
  • 10. O quarto trabalho foi capturar vivo o monstruoso JAVALI DO MONTE ERIMANTO, que aterrorizava o povo dos arredores.
  • 11. Como Hércules não podia ferí-lo, Euristeu e Hera pensaram que dessa vez Hércules ia fracassar, mas o herói mais uma vez teve uma de suas ideias: cavou no chão um enorme buraco, cobriu-o de folhas, e provocou o javali que desceu enfurecido para pegá-lo. Quando o monstro estava prestes a alcançá-lo, caiu na armadilha, e Hércules só teve o trabalho de laçar suas presas e levá-lo vivo, entregando-o a Euristeu que, logo após Hércules retirar-se, mandou soltálo contra o povo, mas Hércules mais uma vez caçou-o e dessa vez mandou-o longe.
  • 12. O quinto trabalho de Hércules exigiu bastante da inteligência e também da força bruta de Hércules. Tinha que limpar as ESTREBARIAS DO REI AUGIAS, que tinha milhares de cavalos, sendo que nenhum de seus empregados conseguia limpá-las devido ao cheiro insuportável da imensa camada de esterco.
  • 13. Hércules foi então pedir a permissão do rei Augias que, mesmo desconfiado, autorizou-o. Afinal, nada tinha a perder.
  • 14. Movendo uma pedra gigantesca Hércules desviou a correnteza de dois rios, o Alfeu e o Peneu. Correu para os muros das estrebarias e derrubou-os a pontapés, antes que as águas chegassem e levassem para longe toda aquela sujeira.
  • 15. O sexto trabalho foi espantar as AVES DO LAGO ESTINFALE, que tinham penas de bronze venenosas que atiravam contra qualquer um que se aproximasse.
  • 16. Nem as flechas de Hércules conseguiam trespassar as penas de bronze. Foi então que a deusa Atena, protetora dos heróis, emprestou para Hércules as suas sinetas, presente de Hefésto, deus do fogo e mestre da forja de metais. As sinetas faziam um barulho tão intenso que nenhum mortal conseguiria suportar. Então Hércules tapou os ouvidos com cera de abelha e se aproximou escondido das aves, sacudindo as sinetas de modo tão intenso que as aves fugiram apavoradas e jamais foram vistas.
  • 17. O sétimo trabalho foi capturar e levar vivo o TOURO DE CRETA para Euristeu. Tratava-se de um touro gigantesco e muito forte, acometido daquela doença que também afeta os cães, a hidrofobia, ou seja, tratava-se de um enorme “touro louco”.
  • 18. Corajosamente Hércules enfrentou o touro e o venceu, amarrando-o numa forte árvore... Mas durante a noite Hera mandou um rato roer as cordas, e Hércules teve de enfrentar novamente o touro no dia seguinte, tomando o cuidado dessa vez de besuntar as cordas com um veneno que matou o rato que lá retornou.
  • 19. Creta ficava muito longe de Micenas, cidade de Euristeu, e Hércules atravessou o mar a nado, levando com ele o touro vivo para apresentá-lo a Euristeu. O malvado rei mandou soltar o Touro que fugiu para a planície de Maratona, onde foi vencido por outro grande herói chamado Teseu, aquele mesmo que venceu o Minotauro em Creta, um monstro que era um enorme homem com cabeça de touro e vivia num labirinto.
  • 20. O oitavo trabalho de Hércules foi enfrentar as ÉGUAS DE DIOMEDES, rei da Trácia. Diomedes alimentou quatro éguas desde jovens com carne humana, e lhes dava de alimento todos os náufragos estrangeiros que chegavam na Trácia. As éguas se chamavam Podargo, Lampon, Janto e Deno. Tinham patas de bronze. Após enfrentar a guarda de Diomedes, Hércules aprisionou o próprio rei e o entregou às éguas. Depois disso, Hércules soltou as éguas num campo habitado por famintos lobos que as devoraram.
  • 21. O nono trabalho de Hércules foi obter o CINTURÃO DE HIPÓLITA, rainha das amazonas, que eram mulheres guerreiras, filhas de Ares, deus da guerra. O cinturão de Hipólita havia sido um presente do próprio deus da guerra, e era cobiçado pela filha de Euristeu. Para este trabalho Hércules reuniu toda uma equipe de grandes heróis: Teseu, Heleu, Peleu, Telamon, Sólon entre outros, pois sabia que ia enfrentar grandes guerreiras. Ainda assim, Hipólita concordou em ceder seu cinturão amigavelmente.
  • 22. Hera vendo que Hércules estava finalizando seu trabalho diplomaticamente, disfarçou-se de amazona e insuflou as guerreiras a atacarem o navio em que Hércules e seus amigos se encontravam, sendo derrotadas. Mesmo assim, Hipólita cedeu seu cinturão e manteve o respeito por Hércules e seus amigos.
  • 23. O décimo trabalho foi levar a Euristeu OS BOIS DE GERIÃO. O rei Gerião era um homem monstruoso, que tinha três cabeças. Era dono de um incontável rebanho bovino, o qual era guardado por um feroz dragão de sete cabeças. Hércules venceu o dragão com facilidade, bastou sete flechas e o dragão foi fulminado. Porém, outra criatura monstruosa também guardava o rebanho...
  • 24. Eurition era o pastor dos rebanhos de Gerião. Tratava-se de uma criatura que possuía três troncos, obviamente com seis braços e três cabeças. Os troncos uniam-se na cintura daquele verdadeiro gigante que tinha o poder de destruir qualquer um que se aproximasse. Mas Hércules percebeu o seu ponto fraco: as pernas eram só duas e sustentavam aquele triplo corpo. Atingindo com flechas as pernas de Eurition, Hércules venceu o monstro e, enchendo navios, levou os milhares de bois a Euristeu.
  • 25. O décimo-primeiro trabalho consistiu em levar a Euristeu a FRUTA DO JARDIM DAS HESPÉRIDES. Os frutos eram de ouro maciço. As Hespérides eram um jardim dos deuses, guardado pelas belas filhas do titã Atlas: Egle, Hestia, Eritia e Aretusa. Porém, para colher os frutos de ouro era preciso outro prodígio.
  • 26. Hércules precisava vencer um gigantesco dragão de cem cabeças que guardava o jardim. Ficaria complicado enfrentar um monstro de cem cabeças, se ele, Hércules, era um só. Então, teve uma ideia: preparou uma poção que derramou sobre a água do dragão, fazendo-o dormir com as cem cabeças, já que, quando dormiam normalmente, as cabeças do dragão se revezavam na vigilância.
  • 27. As filhas de Atlas, sem resistência e com muita cordialidade entregaram os frutos de ouro para Hércules que, para sua surpresa, constatou que as famosas frutas, as quais todas acreditavam ser de ouro maciço, não passavam de simples laranjas.
  • 28. Euristeu decidiu então exigir de Hércules o último e o mais difícil de todos os trabalhos: descer ao mundo subterrâneo e trazer vivo o monstruoso cão de três cabeças, CÉRBERO. Cérbero guardava a entrada do mundo subterrâneo, onde, para os gregos antigos, iam as almas dos mortos. O mundo subterrâneo era governado por Hades, irmão de Zeus, o maioral dos deuses, e Posseidon, o deus do mar. No reino subterrâneo, era preciso atravessar o lago Styx para chegar ao palácio de Hades, pois Hércules não se atreveria a agir no reino subterrâneo sem a permissão de um dos mais poderosos deuses. Para atravessar o lago Styx era preciso dar uma moeda a um barqueiro, Caronte. Por isso é que os gregos costumam enterrar seus mortos com uma moeda no peito, ou na boca ou nos olhos: para pagar a Caronte.
  • 29. Hades riu da ousadia de Hércules e duvidou que ele conseguisse vencer Cérbero, mas mesmo assim autorizou-o, porém, proibiu-o de usar armas. Porém Hades não sabia que a pele do Leão de Neméia era invulnerável, e Hércules usou-a como arma de defesa. Assim, ele enfrentou bravamente o monstruoso cão de três cabeças e levou-o vivo para o rei Euristeu.
  • 30. Chegando em Micenas, o povo arregalou os olhos de espanto ao ver Hércules passar pelas ruas puxando pela coleira o monstruoso cão que guardava o reino dos mortos – Cérbero... Ao chegar no palácio de Euristeu o rei permaneceu imóvel, congelado de medo, e nada mais pode dizer. Hércules agradeceu à proteção da deusa Atena, que o ajudou em muitos momentos. Estavam encerrados os trabalhos de Hércules, que ainda ia viver muitas aventuras e realizar feitos prodigiosos até ser levado em definitivo para o Olimpo pelo seu pai Zeus.
  • 31. Baseado na obra de Monteiro Lobato “Os Doze Trabalhos de Hércules – tomos I e II”, publicado em São Paulo pela Editora Brasiliense, no ano de 1965. As ilustrações são de J. U. Campos e André Le Blanc, publicadas originalmente na obra citada. Prof. Douglas Gregorio. Maio de 2013.