SOCIOLOGIA GERAL E
JURÍDICA
INTERAÇÃO SOCIAL
Professor Julio Cesar de Aguiar, PhD
Conceito de Interação Social
Interação social “é o processo
pelo qual agimos e reagimos em
relação àqueles que estão ao
no...
Exemplo de Interação Social
Uma pessoa entra no elevador e encontra outra.
O primeiro indivíduo diz ao segundo: – Que
calo...
Por que estudar o cotidiano?
• Os cientistas sociais que estudam as interações face a face nas
comunidades humanas constat...
Gestos que valem por mil palavras
 Nas interações face a face, gestos e outras alterações
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O discurso do cotidiano
 No discurso cotidiano, o contexto não verbal é
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Political Correctness
O denominado ‘discurso politicamente correto’
(political correctness) surgiu nos Estados Unidos
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Coordenação Social
O tempo-espaço cotidiano é coordenado por
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Dupla Contingência
 Esperamos que coisas aconteçam (ou não aconteçam)
e esperamos que pessoas ajam ou não.
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Dilema do Prisioneiro
Dois indivíduos suspeitos de haver cometido um crime em conjunto
são presos e colocados em celas sep...
Dilema do Prisioneiro
O Prisioneiro B permanece
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O Prisioneiro B confessa
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Sociologia geral e jurídica - Interação Social 2014

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Sociologia geral e jurídica - Interação Social 2014

  1. 1. SOCIOLOGIA GERAL E JURÍDICA INTERAÇÃO SOCIAL Professor Julio Cesar de Aguiar, PhD
  2. 2. Conceito de Interação Social Interação social “é o processo pelo qual agimos e reagimos em relação àqueles que estão ao nosso redor”. (Giddens, Sociologia, p. 82)
  3. 3. Exemplo de Interação Social Uma pessoa entra no elevador e encontra outra. O primeiro indivíduo diz ao segundo: – Que calor, hein? Ao que o segundo indivíduo responde: – Nem fala, ‘tá demais...! O primeiro então, observando que o elevador parou no andar do outro indivíduo, diz: Tchau! Bom dia! Ouvindo então o outro responder, já meio do lado de fora: Para você também! Tchau!
  4. 4. Por que estudar o cotidiano? • Os cientistas sociais que estudam as interações face a face nas comunidades humanas constatam que o cotidiano das pessoas é basicamente composto por padrões comportamentais que se mantêm constantes e que são frequentemente difíceis de alterar. Beber socialmente, por exemplo. • Tais interações, por outro lado, são uma fonte de variação fundamental para a alteração a médio prazo de toda a vida social. O nerd de ontem é o jovem normal de hoje em dia. • É sobre tais interações que os sistemas sociais mais amplos, por exemplo, as empresas, os governos, as cidades, se constroem. Ex.: as diferentes rotinas para os chamados dias úteis e os fins de semana são fundamentais para os sistemas econômicos modernos.
  5. 5. Gestos que valem por mil palavras  Nas interações face a face, gestos e outras alterações físicas são muito mais relevantes do que em situações sociais não presenciais, como as que ocorrem hoje nas chamadas ‘redes sociais’.  Ruborizar, gaguejar, baixar os olhos, e muitos outros gestos humanos são fundamentais para interpretarmos o comportamento uns dos outros e reagirmos de forma adequada.  A importância social da ‘troca de olhares’ é provavelmente devida ao fato de que sabemos que o outro sabe que estamos olhando para ele ou ela e vice- versa.
  6. 6. O discurso do cotidiano  No discurso cotidiano, o contexto não verbal é fundamental para entendermos o sentido de uma conversa.  Vejam o exemplo: A: - Tenho um filho de 14 anos. B: - Ótimo! Está bem! A: Tenho um cão também. B: Oh! Sinto muito!  As falas de ‘B’ parecem sem sentido, até sabermos que se trata de um proprietário conversando com um candidato a inquilino.
  7. 7. Political Correctness O denominado ‘discurso politicamente correto’ (political correctness) surgiu nos Estados Unidos e consiste em uma tentativa (tida por muitos como artificial e exagerada) de reformar a linguagem cotidiana, naqueles aspectos considerados ofensivos para indivíduos de determinadas etnias, confissões religiosas, gêneros, opções sexuais, minoritárias ou de algum modo socialmente desfavorecidas.
  8. 8. Coordenação Social O tempo-espaço cotidiano é coordenado por regras sociais. Existem momentos em que espera- se de nós e dos outros que estejamos fazendo certas coisas em certos lugares. A observância de tais regras pode ser garantida por sanções informais ou mesmo jurídicas. Exemplo: jornada de trabalho, adicional noturno. Em ‘A Casa e a Rua’, o antropólogo Roberto DaMatta estuda a regionalização das relações sociais e jurídicas no Brasil.
  9. 9. Dupla Contingência  Esperamos que coisas aconteçam (ou não aconteçam) e esperamos que pessoas ajam ou não.  Nossas expectativas sobre a ação das pessoas são mais incertas do que aquelas sobre a ocorrência das coisas. Em sociologia, diz-se então que a ação humana é marcada pela contingência.  Esperamos também que as pessoas esperem determinadas ações de nós (expectativas de expectativas). Dá-se o nome de dupla contingência à incerteza da nossa expectativa sobre as expectativas das outras pessoas sobre nossas ações.
  10. 10. Dilema do Prisioneiro Dois indivíduos suspeitos de haver cometido um crime em conjunto são presos e colocados em celas separadas. Cada um pode confessar ou calar e conhece as consequências de cada opção, a saber: a) se um deles confessa e o outro não, o que confessou é libertado e o outro pega 10 anos; b) se ambos confessam, ambos pegam 5 anos; c) se ambos ficam calados, ambos pegam 2 anos por porte ilegal de arma. Como se vê no slide seguinte, a melhor opção para cada um, independente do que o outro faz, é sempre confessar, ou seja, trair do ponto de vista deles. Assim, se A coopera (fica calado), B estará melhor se confessar (trair), pois será libertado; se A trai (confessa), B fica melhor se também trair, pois pegará 5 anos, em vez dos 10 que pegaria se ficasse calado (cooperasse). Eis o paradoxo: por que ambos agem visando o seu melhor interesse, ambos acabam pior (5 anos) do que se agissem altruisticamente (2 anos), do ponto de vista deles, claro. Esse paradoxo está presente em várias situações sociais.
  11. 11. Dilema do Prisioneiro O Prisioneiro B permanece calado (coopera) O Prisioneiro B confessa (trai) O Prisioneiro A permanece calado (coopera) Ambos pegam 2 anos de prisão O prisioneiro A pega 10 anos de prisão O prisioneiro B é libertado O Prisioneiro A confessa (trai) O prisioneiro A é libertado O prisioneiro B pega 10 anos de prisão Ambos pegam 5 anos de prisão
  12. 12. SEE YOU NEXT WEEK! Thank you!

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