Sobre escrever - lucilia garcez

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Sobre escrever - lucilia garcez

  1. 1. SOBRE ESCREVER... LUCÍLIA GARCEZ, 2008
  2. 2. O que é preciso para escrever bem?
  3. 3. Para escrever bem é imprescindível: • Escrever todos os dias; • Acreditar que você pode escrever bem, está melhorando e que vai chegar lá... • Ser automotivado, deixar a preguiça de lado e se esforçar; • Querer saber muito mais, ir mais profundamente às questões; • Considerar a escrita como uma habilidade importante para o sucesso profissional; • Reconhecer que pela escrita participamos mais do mundo; • Ler muito, ler diversos tipos de texto, ler melhor a cada dia.
  4. 4. DESVENDANDO MITOS • Escrever não é: ▫ um dom que poucas tem; ▫ Um ato espontâneo que não exige empenho; ▫ Uma questão que se resolve com algumas “dicas”; ▫ Um ato isolado, desligado da leitura; ▫ Algo desnecessário no mundo moderno; ▫ Um ato autônomo, desvinculado das práticas sociais.
  5. 5. COMO ESCREVEMOS • Três caminhos para se entender o processo de escrita: – Considerando os depoimentos de escritores (pessoas que escrevem todos os dias, vivem de escrever...); – Descobrindo como procede durante a própria escrita, para explorar melhor e com mais consciência esses procedimentos, seja para aperfeiçoá-los ou para transformá-los; – Analisando as contribuições da linguística.
  6. 6. Lygia Fagundes Telles Define o ato de escrever como “uma luta. Uma luta que pode ser vã, como disse o poeta, mas que lhe toma a manhã. E a tarde. Até a noite. Luta que requer paciência. Humildade. Humor. Me lembro que estava num hotel em Buenos Aires, vendo na tevê um drama de boxe. Desliguei o som, ficou só a imagem do lutador já cansado (tantas lutas) e reagindo. Resistindo. Acertava às vezes, mas tanto soco em vão, fugidio, desviando a cara. E ele ali, investindo. Insistindo – mas o que mantinha o lutador em pé? Duas vezes beijou a lona. Poeira, suor, sangue. Voltava a reagir, alguém sugeriu que lhe atirassem a toalha, é melhor desistir, chega! Mas ele ia buscar forças sabe Deus onde e se levantava de novo, o fervor acendendo a fresta do olho quase encoberto pela pálpebra inchada. Fiquei vendo a imagem silenciosa do lutador solitário – mas quem podia ajudá-lo? Era a coragem que o sustentava? A vaidade? Simples ambição de riqueza, aplauso?...(...) E de repente me emocionei: na imagem do lutador de boxe vi a imagem do escritor no corpo-a-corpo com a palavra.”
  7. 7. LUCÍLIA GARCEZ A primeira versão de um texto ainda é muito insatisfatória. Procuramos relê-lo com olhos não mais de autor, mas de leitor. Tentamos descobrir o que nosso leitor compreenderia do texto, quais são os pontos obscuros, confusos, ambíguos, que merecem reestruturação. Quando há tempo e paciência estendemos essa tarefa ao infinito..
  8. 8. FERNANDO SABINO Para mim, o ato de escrever é muito difícil e penoso, tenho sempre de corrigir e reescrever várias vezes. Basta dizer, como exemplo, que escrevi 1100 páginas datilografadas para fazer um romance no qual aproveitei pouco mais de 300. [...] Quando escrevo sob encomenda, não há muito tempo para corrigir. Quando escrevo para mim mesmo, costumo ficar corrigindo dias e dias – uma curtição. Escrever é estar vivo.
  9. 9. E para mim... como é escrever? Qual a sensação que tenho diante de uma folha em branco? • Faça um desenho que mostre essa sensação; • Escreva uma palavra referente a essa sensação; • Escreva um parágrafo contando sobre essa sensação;
  10. 10. Empreendendo uma viagem à memória... • Lembre-se de quando aprendeu a escrever. Pensando em todo o seu percurso escolar e profissional, focalize principalmente as situações de escrita gravadas em sua memória. • Formule uma narrativa que explique ou justifique como foi construída a sua experiência de escrita até hoje.
  11. 11. No particular, o que posso melhorar no meu registro? Observando seu registro, faça uma avaliação da sua escrita: – Autoria; – Objetividade/fluência; – Entrelaçamento das idéias – coesão e coerência (organizar as idéias numa rede de significados e entrelaçar gramaticalmente as frases e os períodos); – Vocabulário (repetição de palavras, uso da palavra mais apropriada, uso de clichês, gírias...); – Estrutura dos períodos – parágrafos, frases...(frases curtas, sintaxe da oração, ordem direta); – Pontuação e acentuação; – Ortografia; – Forma, legilibilidade e estética; – Densidade/Superficialidade (descrição/narração sem aprofundamento, detalhes, análise crítica)
  12. 12. No geral, o que podemos melhorar nos registros? • Descrições/narrações sintéticas; • Acentuação e pontuação; • Frases muito extensas; • Concordância; • Estética: grafia, parágrafo, margem... • Letra maiúscula; • Discursão, discurção, ao invés de discussão; • Opniões , ao invés de opiniões; • Dá (dar); • Há/a • A cerca/acerca, afim/a fim, agente/a gente; • Atrás/traz • Am/ão • Porque/por quê/porquê • Mas/mais.
  13. 13. Lembrando sobre a importância da prática do registro... • Como exercício cotidiano de escrita; • Como desenvolvimento da autoria; • Como possibilidade de produção e sistematização de conhecimento; • Como processo reflexivo da prática pedagógica; • Como estudo.
  14. 14. Roteiro para o registro de hoje • Ler o registro da aula anterior; • Data (tópico); • Pauta da aula (tópico); • Metodologia (1 parágrafo); • O que aprendi? (No mínimo, 1 parágrafo introdutório podendo conter tópicos, desde que sejam bem explicados); • Como me senti? (1 parágrafo); • Avaliação - dinâmica da aula, da turma e pessoal (1 parágrafo); • Proposições (1 parágrafo).

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