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Adaptação inclusiva do livro infantil "The Balck Book of Colors

  1. 1. ADAPTAÇÃO INCLUSIVA DO LIVRO INFANTIL THE BLACK BOOK OF COLORS Dominique Adam, Universidade Federal do Paraná Email: domiadam@gmail.com Carolina Calomeno Email: carolcalomeno.ufpr@gmail.com Adaptação inclusiva, literatura infantil, deficiência visual.Utilizando técnicas de produção gráfica diferenciadas e independentes do método braile, o projeto visa estimular ashabilidades sinestésicas necessárias à pré-alfabetização - a partir de pesquisa, identificação e análise de materiaisdirecionados – através da tradução intersemiótica para posterior adaptação gráfica. Inclusive adjustment, children’s literature, visual impairment.Using different kinds of graphic production independent of Braille process, this project aims to estimulate the necessarysynesthetic habilities for pre literacy – from research, identification and analisys of different graphic materials – throughintersemiotic translation for graphic adaptation afterwards.Introdução pessoas, seja propondo entretenimento ou conhecimento.Como desenvolver projetos que possam serapreciados tanto por videntes como por pessoas que A literatura infantil, por sua vez, traz desde cedo acarecem da visão? Como o design gráfico, que intenção de fazer com que os pequenos serestrabalha com a comunicação visual pode também desbravem o mundo. O livro infantil é utilizadotrabalhar para aquilo que não pode ser visto? Essas como recurso pedagógico e pode ser um auxílio paraforam as relações encontradas entre o visual e o compor, enriquecer, constituir bagagem intelectualinvisual que motivaram a realização desta pesquisa. de cada um. Além de auxiliar na alfabetização, esteMostrar como é necessária e possível a aliança entre tem o potencial de despertar curiosidade, auxiliar noo design e projetos inclusivos é a proposta deste processo de captação e comparação de coisas,projeto. objetos, pessoas, lugares, etc. Porém, estas peculiaridades que os livros possuem são poucoA linguagem é um tipo de ação que pode ter efeitos utilizadas em materiais gráficos destinados àsdecisivos na vida do indivíduo e na vida das pessoas pessoas com deficiência visual. São necessáriasa seu redor sendo necessária para as mais variadas muitas palavras para representar uma ilustração, poratividades: informar-se, comunicar-se, interpretar exemplo. Como descrever as cores de um arco írisum poema, ler um livro. Através da linguagem para uma criança que possui deficiência visual? Asescrita, falada, desenhada é possível adquirir palavras servem como apoio, mas é necessárioconhecimento, entretenimento e localizar-se no proporcionar aos deficientes visuais experiências tãomundo. Uma forma de interação entre pessoa-mundo ricas quanto aquelas vividas pelos videntes.é dada através da leitura, dos livros extensos oucurtos, lúdicos ou sistemáticos os quais são A partir do contexto apresentado, a pesquisa, teveimprescindíveis para a alfabetização. Segundo como resultado, um projeto editorial focado naRichard Bamberger (1994, p. 34), “Se conseguirmos efetividade da compreensão sensorial sendo capazfazer com que a criança tenha sistematicamente uma de integrar e estimular as experiências sensoriais dasexperiência positiva com a linguagem, estaremos crianças cegas congênitas o mais cedo possível, bempromovendo o seu desenvolvimento como ser como propiciar às crianças videntes a experiência dehumano.” De fato a leitura e os livros em geral têm outros sentidos. Quanto ao estímulo precoce para assuma importância para o desenvolvimento das crianças cegas congênitas Amiralian (1997) afirma
  2. 2. ser de grande importância, pois a ausência da visão No Brasil, pesquisas demográficas datadas de 1872altera a organização das informações sensoriais e incluem informações sobre deficiência. Estasuma forma de minimizar o problema é estimular o pesquisas interpretavam a visão como sendo umacego desde bebê a participar o máximo possível do deficiência definida por um conjunto específico demundo externo, já que o conhecimento adquirido defeitos corporais. Cerca de 50 anos mais tarde, anão terá o benefício da visão. pesquisa no Brasil acrescentou as categorias mentais do Congresso de Londres, ocorrido em 1860, o qualDessa forma, utilizar o design e a produção gráfica posteriormente foi denominado Comissão Estatísticapara produção editorial e de recursos gráficos Internacional, e um de seus temas diziam a respeitoinclusivos partindo da pesquisa, da identificação e de como levantar informações nas contagens deda análise de materiais direcionados aos cegos – população sobre aqueles com “defeitos físicos”: aatravés da tradução intersemiótica1 para posterior “cegueira” e a “surdomudez”, seguindo um modeloadaptação gráfica é o objetivo. de classificação demográfica que seria mantido por quase um século e meio em diversos países. EssaMetodologia categorização se manteve, em determinada medida, até o Censo de 1940, segundo uma tendênciaA metodologia projetual utilizada será uma internacional, vinculada às dificuldades de recolheradaptação do modelo centrado no usuário (Frascara, com precisão a informação sobre deficiência, então2004), que abrange as etapas de definição do nomeada como espécie de demência (idiotismo,problema, coleta de informações, definição do cretinismo e alienação mental).problema com base na coleta, definição dosobjetivos do produto, especificações e princípios do A partir dos anos 80, o tema da deficiência ocupadesign e por fim, a proposta de design (conteúdo, mais espaço nas grandes investigações domiciliaresforma, mídia, tecnologia) unindo, para análise de brasileiras, em vista de uma crescente estruturaçãodados compilados, a adaptação do modelo de dos movimentos e das organizações “de” e “para”Twyman (1979) por Spinillo (2003), e as variáveis pessoas com deficiência. Apesar disso, ovisuais de Bertin (1967) com análise posterior dos questionário pode conter apenas perguntas que seníveis semióticos de compreensão de imagens referem à deficiência física e/ou mental, segundo apropostos por Goldsmith (1984) e por fim, os níveis Lei n.º 7.853/1989. Dessa forma, inúmerasde cognição propostos por Eleanor Rosch (1978). deficiências foram generalizadas e encaixadas apenas nesses dois grupos. Os modelos deDeficiência visual questionários baseiam-se em características físicas e nas dificuldades encontradas ao realizar determinadas tarefas:A deficiência visual é um termo que designa a faltade visão (total ou parcial) de um indivíduo. Um “Os dados oficiais de deficiência coletados no Censoindivíduo é classificado como cego se necessita de de 2000 seguiram a orientação da Organizaçãoinstruções em braile, e com visão subnormal quando Mundial de Saúde (OMS), que em seu questionárionecessita de tipos impressos ampliados ou recursos amostral, utiliza um critério baseado em doisópticos diferenciados para efetuar a leitura, como esquemas distintos: o primeiro, formado a partir deóculos e lupas, por exemplo. Com o auxílio dessas um modelo centrado nas características corporais,ferramentas, o indivíduo com baixa visão consegue como no Censo de 1991 e pesquisas anteriores; odistinguir apenas vultos, a claridade ou objetos a segundo, montado sobre uma escala de gradação deuma distância reduzida. (Instituto Benjamin dificuldades na realização de tarefas pelo indivíduo.Constant, 2005). A captação de dados, assim, evolui, em sua concepção, para uma semelhança com outros instrumentos de pesquisas mais modernos utilizados1 atualmente.” (Censo 2000). Roman Jacobson define tradução intersemiótica comotradução que “consiste na interpretação dos signos verbaispor meios de sistema de signos não visuais”, ou “de um Muitos acreditam que a visão é o sentido maissistema de signos para outro, por exemplo, da arte verbal importante do ser humano. Se essa afirmativa forpara a música, a dança, o cinema ou a pintura”. Tradução considerada, como os cegos convivem sem ela? ÉIntersemiótica, Julio Plaza. fato de que a cegueira impõe limites, exige adaptações, mas é justamente através dos outros
  3. 3. sentidos que o deficiente visual tem a possibilidade compensação sensorial mágica apud Gibson (1969).de conhecer o mundo em que vive. É importantesalientar que, segundo Vygotsky (1994/1997), um O impacto da deficiência visual sobre osentido não substitui o outro, de forma automática. É desenvolvimento individual e psíquico divergenecessário um processo de aprendizagem, como muito entre as pessoas. Vários fatores interferemoutro qualquer, para que através do tato, olfato e como, por exemplo, a idade em que a deficiência éaudição seja possível compreender o mundo adquirida, seu grau, a disposição da família, aindependente da visão. personalidade, etc.A audição, por meio da linguagem, é um sentido Estudiosos, com o objetivo de minimizar ofundamental para o deficiente visual, pois muito do problema, orientam às pessoas a estimular oque não é visto pode ser compreendido pela deficiente visual desde bebê, participando aolinguagem verbal. Segundo Rabêllo (2003) apud máximo do mundo externo para que hajaNunes e Lomônaco, alguns cegos se tornam experiências independentes da visão. Aguçar osextremamente sensíveis aos matizes de inflexão, sentidos da criança através da experiência tátil,volume, cadência, ressonância e das várias olfativa, auditiva e gustativa auxilia a organizaçãointensidades dos sons, os quais passam das percepções ajudando no desenvolvimentodespercebidos pelos videntes. Isso não significa que intelectual.o cego é um “super ouvinte”, ele apenas utiliza aaudição de uma forma mais aprofundada, possível a Como um vidente pode ensinar um cego se nãoqualquer indivíduo. conhece o “mundo” dos deficientes visuais? Pais, educadores e profissionais podem e devem perceberO tato é uma forma mais lenta de captação da que a possibilidade de aprendizado de uma criançainformação devido ao seu caráter sequencial, pois é ou de um adulto cego é imensa, como a de qualquernecessário que o cego tateie toda uma superfície, por ser humano. Se a visão não está presente, porque nãoexemplo, para conhecê-la. Ao passo que com a visão explorar os outros sentidos? Ao utilizar materiaiscaptar essa mesma informação é praticamente adaptados ao desenvolvimento tátil-sinestésico,instantâneo. Apesar disso, Batista (2005) apud abordando de forma criativa e adequada, é possívelNunes e Lomônaco, aponta que não é apenas o tato tornar acessível e prazeroso o ensino para uma parteque possui caráter sequencial; a música, discursos, da população que necessita de olhares especiais.livros e textos são formas sequenciais de transmissãode uma informação e, nem por isso, podem ser Representação gráficaconsideradas melhores ou piores do que ainformação captada pela visão. Representar graficamente alguma informação requer certos conhecimentos de elementos visuais. Como oO acesso à comunicação via imagem na forma tátil, ponto, a linha e a forma. Através desses atributos assegundo Lima, Lima e Silva (2000), é ainda pouco pessoas conseguem expressar graficamente qualquerutilizada. Eles afirmam que isso é um grande informação desejada.prejuízo ao cego. Não acessar materiais gráficosadaptados com desenhos e figuras em relevo acaba O ponto é o elemento mais simples da linguagemrestringindo a possibilidade de o deficiente visual visual e para a representação gráfica de qualquerconhecer o mundo. informação o ponto é o início de tudo. Quanto maior for o número de pontos agrupados, e mais próximosO olfato, o paladar e o sistema sinestésico – eles estiverem, mais específica torna-se a imagem.responsável pela orientação espacial, movimento e Quanto vistos, ou tocados (relevo) esses pontos sãoequilíbrio – são de extrema importância para o capazes de dirigir o olhar e formar uma imagem,deficiente visual. Através da junção de todos esses como pode ser observado a seguir:sentidos e também das experiências já vividas econstituídas pelo indivíduo, é possível desenvolver-se através de caminhos diferentes aos de um vidente.Porém, segundo Santin, apud Simmons (1977) todoo conhecimento adquirido através da correlação Figura 1: Representação gráfica do ponto.desses sentidos é intermitente e consequentemente (DONDIS, 2007)recebido de forma fragmentada. Afinal, não existe
  4. 4. diferentes níveis de cognição relacionados a categorias mais ou menos amplas, mais ou menos abstratas. A pesquisadora utiliza o termo “abstrato” para significar o grau mais conceitual, mais ideativo de uma categoria.Figura 2: Sequência de pontos que formam uma imagem. (DONDIS, 2007). O nível de cognição sub-ordenado é aquele no qual a imagem mental visual do objeto é a mais específica.A linha, formada por uma sequência ininterrupta de Dizer “cadeira de cozinha” implica referir-se a umapontos, é outro elemento gráfico primitivo para a cadeira precisa, cuja configuração e uso são bemconstrução de representações gráficas. É um específicos. Aquele que diz “cadeira” está seelemento que nunca é estático. É decisivo, tem referindo exatamente a uma cadeira qualquer, a umpropósito e direção. conceito de cadeira. Refere-se, segundo Rosch, 1978, apud Duarte, a uma cadeira abstrata que ninguém é capaz de indicar com exatidão. Uma imagem mental conceitual é criada, porque Figura 3: Representação gráfica da linha. conhecemos o sentido do termo em nossa língua, e (DONDIS, 2007). sabemos que o sujeito falante esta se referindo a um objeto que utilizamos para sentar, que possui quatroNa linguagem das artes visuais a linha tem o poder pés, um assento e um encosto. Cadeira é umde descrever uma forma. As três formas básicas vocábulo/objeto do nível cognitivo de base porexistentes são o quadrado, o círculo e o triângulo apresentar uma ideia, um conceito geral e abstrato.equilátero. Esses elementos possuem características A palavra “mobiliário” situa-se no nível super-específicas que podem atribuir uma grande ordenado. É mais abstrata, uma vez que nomeia umquantidade de significados, ora arbitrários ora vindos grande agrupamento de objetos e, por isso, édas percepções psicológicas e fisiologias. (DONDIS, altamente imprecisa, indicando todo e qualquer2007) objeto utilizado como mobília em qualquer tipo de ambiente. (DUARTE, 2011). Este princípio utilizado por Rosch tem o objetivo de reunir o máximo de informação com o mínimo de esforço cognitivo (princípio da economia cognitiva); Figura 4: As formas básicas. (DONDIS, 2007). e, com isso, a informação veiculada é eficaz porque o mundo perceptivo chega até nós de modoO desenho infantil estruturado e sistematizado muito mais do que de modo arbitrário ou aleatório (Rosch, 1978, apudSegundo Duarte, 2008 o desenho infantil pode ser Duarte).interpretado como um resumo cognitivo dos objetosdesenhados pela criança, ou seja, um esquema Para além dos níveis de cognição, pesquisasgráfico estabelecido pela criança como uma síntese comprovam que as crianças agrupam objetosvisual dos elementos mais relevantes da imagem a preferencialmente por suas propriedades perceptivasser grafada: (formais) A relação entre desenho infantil e processos cognitivos está presente desde os“Os esquemas gráficos são representações primórdios dos estudos referentes a essa práticasimplificadas e generalizantes dos objetos do infantil. Georges-Henri Luquet apud Duarte, entremundo”. “A função e a forma são as propriedades os anos de 1910 e 1930 dedicou-se ao estudo da artemais importantes na identificação e classificação pré-histórica e primitiva e também ao estudo dodesses objetos”. (DUARTE, 2011) desenho infantil analisando, em especial, os desenhos de seus filhos. O pesquisador percebe oEleanor Rosch apud Duarte é reconhecida desenhar como “um ato de representação damundialmente por sua teoria sobre os níveis de realidade”. Em seu primeiro texto sobre desenhocognição. Trabalhando sempre com objetos infantil “Sur lês debuts Du dessin enfatin” (1910), oconcretos, pertencentes ao cotidiano dos autor classifica, em um primeiro momento, oparticipantes das investigações, ela formulou três desenho infantil como:
  5. 5. a) Imitação à escrita – traçar linhas no papel. deficiência visual foi realizada uma pesquisa deb) Analogias visuais – identifica semelhança entre as campo de cunho observacional com criançaslinhas grafadas e determinados objetos. deficientes visuais (congênita e adquirida) quec) Desenho propriamente dito – o qual a criança se fazem parte do Instituto Paranaense de Cegos,esforça para estabelecer semelhanças entre seu localizado na cidade de Curitiba, PR. Foramdesenho e um objeto qualquer. analisados os materiais utilizados para a prática do desenho e também a representação gráfica de figuraApós essa análise, Luquet nomeia o desenho infantil humana realizada por uma dessas crianças. Apóscomo “realismo lógico” em oposição ao “realismo essa observação, a representação gráfica foivisual”, este representando o desenho de adultos. É explicada pela criança e pode-se observar que avalido ressaltar que o autor se refere à qualidade do percepção de uma pessoa cega congênita édesenho ser análogo a um objeto e não a concepção completamente diferente da percepção de umde representação ideal. Sua ideia de realismo opõe- vidente e consequentemente suas representaçõesse às concepções de esquematismo e idealismo. gráficas.Desta forma, afirma ser necessária a presença mentalde um “modelo interno”, isto é, a memória de um A representação visual (Figura 5) foi realizada pelamodo específico utilizado para desenhar esse ou criança de 11 anos. Em primeiro momento, pode-seaquele conjunto de objetos (por exemplo: a figura notar a diferença da representação se comparadahumana e suas variáveis). com os modelos mentais de figura humana que possuímos; sejam eles os famosos “bonecos palito”,Segundo Luquet, pictogramas, ou ilustrações mais elaboradas. O“Todo desenho é a tradução gráfica da imagem diferencial neste desenho, e o mais instigante, é quevisual que forneça o motivo apresentado e o círculo superior representa a cabeça,acreditamos de uma imagem visual mais ou menos diferentemente das imagens mentais que possuímosnítida realmente presente no espírito do desenhista, as quais não representam a cabeça separadamente dono momento que ele desenha, o que nós rosto, ou seja, o “realismo visual” que representadenominamos modelo interno. Qualquer que seja o cabeça como uma unidade completa (com olhos,ponto de vista subjetivo,do ponto de vista objetivo o nariz e boca) o que é diferente do “realismo lógico”desenho é incontestavelmente a tradução gráfica dos o qual representa a cabeça como o topo e unidadecaracteres visuais do objeto representado; isto é, separada do que vem a seguir, o rosto.tomando emprestado dos estudiosos da lógica otermo “compreensão” pelo qual eles designam oconjunto de caracteres de um objeto, o desenho deum motivo pode ser definido como a traduçãográfica da compreensão visual desse motivo. (...)Nós acreditamos que a preocupação da criançafrente cada um de seus desenhos é de fazê-loexprimir de um modo bem exato, bem completo,pode-se dizer o mais literal possível, a compreensãovisual do objeto que ele representa. Nenhum nomenos parece exprimir melhor essa característica querealismo, e nós diremos que o desenho infantil éessencialmente e voluntariamente realista.(...) Masse o desenho infantil é impregnado de realismo detal forma que se opõe este termo aquele deesquematismo, se em outros termos a criança nãovisa simplificar os objetos na representação que elalhe dá, será exagerado concluir que o idealismo está Figura 5: Representação gráfica da figura humanacompletamente ausente da arte infantil.” (Luquet,1913, p.145, 166, apud Duarte). Esta representação foi realizada na sequência em que a criança com deficiência visual tateia-se: primeiroPesquisa de campo toca a cabeça, após os olhos, nariz e boca, em seguida pescoço, tronco e membros. ImportantePara compreender o desenho de crianças com ressaltar que o relato verbal por ela feita durante a
  6. 6. representação foi relevante para a compreensão deseu modo de pensar e de realizar as atividades.Comparando o tato com a visão, é possível ressaltarque aquele é altamente hábil no reconhecimento depadrões 3D. (apud Lederman & Klatzky, Lima & DaSilva, 1997,1998 e Lima, Heller & Da Silva, 1998).Através dele, é possível compreender o formato, astexturas e também predizer a temperatura de umobjeto, tendo como base a associação da cor com omaterial. As crianças com limitação visualconseguem interpretar os padrões 3D e conseguemdecodificar esta representação para o bidimensionalde uma maneira diferente se comparado a umvidente. O que varia são as formas de representaçãoapenas – enquanto a maioria das pessoas desenhapor planos, o deficiente visual o faz por linhas. Damesma forma que cada indivíduo é único, este temuma percepção diferente e também única dedeterminada coisa. Figura 7: Representação gráfica de um ônibus feita por uma criança videnteAinda no Instituto Paranaense de Cegos, foisolicitado que um menino deficiente visual Os desenhos acima foram realizados por duascongênito desenhasse um ônibus (Figura 6). O crianças de mesma idade, uma com deficiênciaveículo é utilizado diariamente pelo menino, na ida e visual e outra com visão normal.volta da escola, logo há familiaridade entre eles.Bruno desenha o veículo utilizando a técnica de Com a finalidade de descobrir os tipos de técnicas epunção e, através de linhas, reproduz o objeto 3D materiais perceptíveis ao tato, alguns papéis(ônibus) de uma forma planificada, representando o texturizados foram apresentados a dois meninos comespaço interno do ônibus, o espaço por onde ele deficiência visual, com o propósito de conhecer ocaminha e tem conhecimento da existência de repertório de cada um e saber se analogias entrebancos e uma área específica para o motorista. As objeto e texturas poderiam ser feitas erodas do veículo não foram representadas, pois, posteriormente aplicadas ao projeto editorial.segundo ele, ele não as “enxerga” de dentro doônibus. Os papéis analisados continham texturas que imitam o couro, escamas, ondas e ranhuras. Foi interessante observar o comportamento de cada um ao tatear os papéis, resultando analogias como: o papel com ondas “é uma montanha”, o papel com ranhuras “textura é ruim, é muito áspera”. Os acabamentos gráficos podem incrementar o aspecto visual de um projeto gráfico. Porém, para ser acessível a aqueles que dispõem somente da percepção tátil, são necessárias algumas considerações a respeito de como um indivíduo cego compreende uma imagem, para assim representar as informações através de acabamentos gráficos perceptíveis ao tato. Este momento da pesquisa de campo com acabamentos gráficos foi essencial para compreender as representações realizadas pela criança com deficiência visual, bem como para Figura 6: Representação gráfica de um ônibus feita por compreender como ocorre o registro do processo de uma criança deficiente visual. representação da informação. Essa atividade aliada
  7. 7. com a mostragem de cartelas de papéis texturizados, abordar o movimento – no caso de livros pop-up ouforam as que resultaram na identificação de puxa-estica. Outros aspectos da produção gráficamateriais mais utilizados – que proporcionam mais como técnicas de impressão, materiais utilizados,sensibilidade ao tato, bem como a marcação do formato do livro, tamanho das representaçõesinício, do meio e do fim do reconhecimento de uma gráficas foram levados em consideração.representação gráfica. Entre os similares analisados, está o livro The BlackAnálise de similares Book of Colors, de Menena Cottin e Rosana Faría. Este livro explica as cores através de sensações queFoi realizada uma análise de produtos gráficos possam ser associadas a elas. O livro é inteiro preto,similares com o objetivo de levantar informações a com ilustrações em verniz incolor de médio relevo,respeito de livros infantis com acabamentos gráficos texto em branco e em braile, fazendo com que asdiferenciados, os quais podem estimular a crianças, videntes ou não, tenham uma percepçãocapacidade tátil e olfativa de crianças. Os livros multisensorial sobre as cores. Este livro foianalisados não são em totalidade destinados à publicado originalmente em espanhol e foi odeficientes visuais, porém possuem processos de vencedor do Prêmio Novos Horizontes 2007 naimpressão em relevo, com texturas e aromas que Feira do Livro de Bolonha. Porém, ao ser analisadopossibilitam uma abordagem diferenciada para livros por uma criança deficiente visual, do Institutodestinados ao público infantil. Paranaense de Cegos - IPC, este não foi totalmente compreendido e, dessa, forma foi proposta umaO modelo de análise criado foi baseado na seleção adaptação inclusiva de seu conteúdo.de livros infantis direcionados para crianças comdeficiência visual e também para videntes. O livro é visualmente atraente, porém carece em aspectos funcionais se tratando da representaçãoOs similares exploram a produção gráfica que gráfica destinada a deficientes visuais. Apesar deservem como guias da tecnologia utilizada nos apresentar suas ilustrações em relevo, estas sãométodos de impressão atuais. O modelo foi adaptado muito complexas se levando em consideração que atendo como base a estrutura da linguagem proposta compreensão é somente tátil. As ilustraçõespor Twyman, 1979 e revisto por Spinillo, 2001, a encontram-se, muitas vezes, sobrepostas e esse fatorqual agrega à questão da linguagem visual gráfica as dificulta a interpretação do cego, pois estevariantes verbais, pictóricas e esquemáticas a partir compreende a imagem através da linha, do contorno.dos canais da linguagem – visual e tátil. Muitos elementos gráficos tendem a enriquecer visualmente a imagem, porém as tornam inacessíveisA partir do canal da linguagem, se ramificam os tatilmente. Não se trata de “empobrecer” umaaspectos esquemático, verbal e pictórico. O aspecto imagem, e sim, de representar o que é maisverbal abrange os textos em braile e textos de apoio importante para que o cego consiga compreendê-la.que possam conter no livro. Já o pictórico aborda o Retirar a sobreposição, e os elementos visuais quetamanho das representações gráficas e suas formas – “carregam” a imagem é uma alternativa para que aque foram divididas em orgânicas ou geométricas. A representação gráfica fique menos complexa e maispartir disso, os canais tátil e olfativo foram acessível aos cegos.ramificados para análise mais profunda. Esses doiscanais possuem as funções de ênfase e destaque. O Como referência principal para a realização docanal olfativo aborda essencialmente os aromas que projeto, foi utilizado o livro Adélia Cozinheira. Osalguns livros podem representar através de técnicas acabamentos gráficos sugeridos para seremde impressão em verniz aromático. O canal tátil utilizados no projeto são a timbragem e o “raspe eabrange os relevos e as texturas. Relevo ficou cheire”. Para a impressão do braile, a indicação é dodefinido como contorno de uma representação processo Braille - BR, porém com testes realizadosgráfica e textura como a silhueta que a representação com os alunos do Instituto Paranaense de Cegos,gráfica apresenta. Para esses dois aspectos, quatro pode-se observar que esse tipo de impressãocaracterísticas foram apontadas: se possui relevo ou proporciona um relevo ainda baixo, possível de sertextura como fundo, em parte da imagem, na compreendido, porém não muito apreciado pelasimagem completa ou se somente o texto é enfatizado crianças com deficiência visual.por esse aspecto. Todos esses aspectos estãorelacionados com a produção gráfica que pode
  8. 8. Os resultados obtidos foram bastante variados, Testagemdevido à diversidade das amostras selecionadas,porém tendo como base os livros em braile e Para deixar as representações gráficas perceptíveistambém nos tipos de materiais encontrados em livros ao tato, algumas técnicas foram testadas com oinfantis, pode-se perceber que muitos exploram a objetivo de simular a impressão em relevo (comtextura como um diferencial, sendo ela proveniente verniz e timbragem).de tecidos, plásticos e acabamentos gráficos como o O primeiro teste foi utilizar a cola colorida paraverniz texturizado. Esta análise de similares foi conseguir o relevo necessário. Porém não é possívelrealizada para conhecer os materiais existentes, ter um controle ao pressionar o tubo de cola etendo como foco principal abordar os métodos de desenhar. As imagens ficam irregulares e muitoprodução gráfica possíveis de serem utilizados nesse tempo é gasto para a finalização.projeto.Geração de alternativasA partir dessas considerações de análise e pesquisade campo, alguns princípios foram estabelecidosquanto à representação gráfica, para o projetográfico ser inclusivo, em especial quanto àsilustrações que:• devem ser simples e compostas somente por linhase pontos (sem preenchimento);• precisam conter elementos caracterizadores;• de forma alguma podem estar sobrepostas;• podem variar de tamanho e posição;• nunca podem variar na quantidade de elementos. Figura 8: Ilustrações com cola coloridaPor exemplo, um morango de uma página do livronão pode ser esteticamente diferente se comparado A segunda tentativa foi bolear as ilustrações comao de outra página. uma caneta sem tinta em um papel de alta gramatura. O relevo obtido ficou semelhante aoO objetivo inicial do projeto foi adaptar o livro “The relevo seco, do processo gráfico real, porém aindaBlack Book of colors” adicionando cores para que não ficou saliente o suficiente para ser perceptível aopudesse atingir, de forma ampla, o público cego e tato, pois é difícil manter o controle da pressão davidente. Porém, para manter a ideia original do livro mão sobre o papel.ser inclusivo, que é a de remeter ao vidente asensação do cego em contato com um livro – esteserá impresso somente na cor preto, com relevostambém pretos, escrita em tinta e em braile, sendonecessário, para compreensão, tateá-lo e cheirá-lo,para fazer associações sinestésicas e relacionar ascores com relevos e aromas.A abordagem do projeto, por fim, é a de trabalhar odesenvolvimento do protótipo a partir das Figura 9: Ilustrações com caneta sem tinta sobre papelnecessidades dos usuários. O produto final tem cansoncomo objetivo ser de fácil manuseio, confortável,agradável e ser 100% inclusivo, ou seja, tanto A terceira tentativa e a selecionada para realizar osdeficientes visuais que já apresentam familiaridade testes com o usuário foi a ilustração em papelcom representações gráficas quanto videntes vegetal 90 gramas boleada com a caneta sem tinta. Opoderão usufruir do objeto obtendo experiências relevo ficou bem saliente e perceptível ao tato.semelhantes.
  9. 9. com que a experiência tida pelo vidente seja semelhante àquela tida pelo deficiente visual. O formato foi modificado, para ser de mais fácil manuseio pelas crianças - 20 cm X 17 cm e também por questões de acabamento final, que neste projeto será manual, ou seja, as páginas de texto digitadas em maquina braile e ilustrações boleadas em papel vegetal de alta gramatura para simular o relevo pretendido com a timbragem. A diagramação foi feita em uma grade de construção retangular, que estipula espaço para o texto em braile, a ilustração e o texto impresso, respeitando as áreas para que não haja sobreposição entre texto e imagem, já que a impressão estipulada relevo/braile/ timbragem) pode Figura 10: Ilustrações com caneta sem tinta sobre papel marcar o verso do papel. Dessa forma, não haverá vegetal. interferência de impressão. A tipografia utilizada é Meiryo UI, 12pt, caracteres sem serifa.O procedimento para a análise das imagens foirealizado com o menino cego precoce, no qual foramapresentadas nove pranchas contendo de três aquatro ilustrações numeradas que representavam omesmo objeto, apenas variando na quantidade dedetalhes. Figura 11: Testagem do material Figura 12: Grade de construção.Foi possível observar que as ilustrações contendo As ilustrações representam cada momento datraços mais simples foram de mais fácil história, em que objetos são comparados com outrosentendimento pelo menino com deficiência visual através da cor – evocando relações sinestésicas:congênita. As associações foram ricas no sentidoque reativaram o repertório do menino, fazendo com Amarelo: suave como as penas de um pintinho, eque este identificasse as imagens fazendo tem gosto de mostarda;associações com suas experiências anteriores. As Vermelho: sabor ácido do morango, doce como aassociações que ele não conhecia, passou a melancia, mas ardido quando aparece em seu joelhocompreender após ler o livro e “sentir” as raspado;representações gráficas. Marrom: tem o som das folhas secas do outono, às vezes cheira chocolate, outras vezes é fedido;Diante as escolhas anteriores, a proposta foi adaptar Azul: Cor do céu quando há pipas voando e o soluma história infantil para ser lida tanto por crianças está queimando sua cabeça;cegas quanto por videntes. O livro possuirá Branco: a cor do céu quando as nuvens se reúnem eimpressão em braile, timbragem e verniz aromático. a chuva começa; Arco-íris: Quando o sol aparece entre as nuvens seteO objeto cores surgem; Invisível: a água que não tem gosto, nem cor, nemO layout final apresenta-se todo em uma única cor, cheiro;para manter a ideia inicial do livro que é a de fazer Verde: cheira grama cortada e tem gosto de limão;
  10. 10. Preto: suave como os cabelos de sua mãe, e tem com o desenho. A investigação se constituiu emcheiro de shampoo; observar o comportamento da criança deficienteTodas as cores: a relação sinestésica proveniente das visual em sala de aula, os seus objetos de usocores, pois é possível senti-las, tocá-las e cheirá-las. recorrentes para o desenho e a sua percepção tátil em relação a texturas e relevos que tendem a representar subjetivamente algum objeto, sensação, ou aroma. A pesquisa de campo para desenvolver o projeto editorial foi imprescindível. Conhecer a realidade do público alvo dia a dia, suas dificuldades e facilidades em relação à compreensão da representação gráfica, conhecer as formas de associações e construções visuais que se realizam na mente de uma criança que não possui um repertório visual foi rico e importante Figura 12: Capa aberta do livro. para desenvolver um material que se adapte às necessidades desse usuário que apenas não enxerga,A ilustração da capa do livro foi elaborada pelo mas possui todas as outras habilidades que umBruno, aluno do Instituto Paranaense de Cegos, e é a vidente carrega e uma “visão” de mundo única erepresentação da cor azul, na forma de uma intrigante.paisagem: a linha sinuosa da parte superior dodesenho representa as montanhas, a linha central do O número de livros infantis destinados às pessoasdesenho representa a linha do horizonte e as linhas com deficiência visual é, infelizmente, reduzido.abaixo, representam a água do mar que, segundo Geralmente o que existe são adaptações visuais deBruno, é “uma linha que vai e que vem...”. livros que foram projetados para videntes. Isso necessariamente não atinge o objetivo que é o de inserir o cego no mundo visual. A inclusão ocorre já no momento do “imaginar” um livro. Pensar no público alvo no momento da criação e não quando o projeto está pronto é essencial para que haja a inclusão, é necessário que o usuário direto esteja em contato com o produto. Aprendizado foi a palavra principal durante todo o processo. Além de redescobrir os princípios de uma representação gráfica – o ponto e a linha, os quais fazemos automaticamente no momento de uma representação gráfica, e muitas vezes, não sabemos a devida importância deles – compreender como esses elementos são caracterizadores para uma ilustração destinada a uma pessoa que possui deficiência visual foi necessário. Os desenhos de uma criança deficiente visual se baseiam nesses dois elementos, apenas. Estes são suficientes para que haja a interpretação. Detalhes visualmente atraentes apenas confundem o deficiente visual no momento de “descoberta” da imagem. O que caracteriza um Figura 13: Páginas duplas do livro objeto em uma representação gráfica é seu contorno, basicamente. Através dele e do conhecimento prévioConsiderações finais adquirido é possível identificar qualquer objeto.Esta pesquisa e desenvolvimento de um projeto Este projeto tem o intuito de instigar os designerseditorial tiveram como objetivo adaptar para também pesquisarem e criarem para deficientesrepresentações gráficas a serem compreensíveis para visuais, visto que há pouquíssima quantidade dedeficientes visuais que já possuem familiaridade materiais destinados a esse público e que eles tem o
  11. 11. direito de obter o conhecimento e a sensação deliberdade ao estarem em contato com um materialgráfico impresso podendo dizer: eu compreendo!Referências BibliográficasBERTIN, J. Semiologie graphique: les diagrammes,les rseaux, les cartes. Mouton and Gauthiers-Villars,The Hague, Paris, 1967.FRASCARA, Jorge. Communication design:principles, methods, and practice. Allworth Press,New York, 2004.GOLDSMITH, E. Research into illustration: Anapproach and a review. Cambridge: CambridgeUniversity Press, 1984.SPINILLO, C. Linguagem gráfica. Notas de aula dadisciplina de Linguagem gráfica pictórica.Departamento de Design; Universidade Federal doParaná, 2009.TWYMAN, Michael. Using Pictorial Language: adiscussion of the dimensions of the problem. InDesigning Usable Texts, (Eds, Thomas Duffy &Robert Walker), Academic Press, Orlando, 1985AgradecimentosToda a pesquisa realizada, os resultados obtidos e oconhecimento apreendido é fruto de umaconvivência de aproximadamente sete meses comuma criança deficiente visual congênita, do InstitutoParanaense de Cegos. O maior agradecimento aqui épara Bruno, esse menino de ouro que pode ensinarcomo é possível se comunicar com representaçõesgráficas sem o auxílio da visão.

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