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  1. 1. Formas atuais da Teoria dos signos • A Semiologia surgiu das ciências lingüísticas, • A Semiótica , no principalmente com sentido atual da Ferdinand de palavra, surgiu do Saussure. pragmatismo americano, destaque para Charles S. Peirce . 1
  2. 2. Principal Representante da Semiótica: • Charles Sanders Peirce (1839-1914). • Americano, fundador do pragmatismo, é considerado “o pai da semiótica”. “Toda conclusão ou racionamento é a interpretação de um conjunto de signos”. 3
  3. 3. ... Peirce • A contínua interpretação dos signos foi convertida mais tarde em uma metateoria por Umberto Eco, com a qual ele explica os fenômenos culturais globais. • Horst Pehlke (1988) - Semiótica e Design: O tratamento semiótico do design engloba a totalidade dos seus processos, o espectro completo dos seus objetos, seus meios, suas situações, assim como o contexto deles. 4
  4. 4. ... Peirce • Em 1867, Peirce começou a publicar suas investigações semióticas. • Ele enfatizou o caráter relativo dos signos, i. é, eles somente existem na relação de um objeto e um intérprete. • Ele qualificou essa relação de três componentes como relação triádica. 5
  5. 5. A relação Triádica de Peirce Produtor de signos Objeto a ser denotado SIGNO Intérprete 6
  6. 6. A tríade do signo segundo Peirce 7
  7. 7. ... Peirce • Peirce utilizou o conceito de representação, i. é, a noção de que algo responde de outra coisa, ou se trata intelectualmente como se fosse essa outra coisa. • Ex.: a luz da sinaleira em vermelho faz as vezes de um policial que pára o trânsito. 8
  8. 8. Sobre o objeto • Imediato: que está dentro do signo, o objeto tal como ele é representado; • Dinâmico: o objeto exterior e independente do signo. 9
  9. 9. ... Peirce • O design relaciona-se constantemente com signos representativos, no entanto frequentemente diferenciam-se os signos diretos e os indiretos : as funções indicativas remetem de forma direta às funções práticas e as funções simbólicas de forma direta às referências sócio-culturais. 10
  10. 10. Semiótica e Design • Pode-se reconhecer claramente a transcendência do enfoque semiótico para o desenho: o designer projeta, com um objeto, não somente coisas reais, mas também imaterialidades. • É importante, portanto, para o processo de projeto, que o designer não se limite unicamente ao uso de signos individuais. Os signos que ele utiliza devem ser compreendidos de forma correta pelo intérprete 11
  11. 11. Qualidade, Relação e Representação. Considerando tudo aquilo que se força sobre nós, impondo-se ao nosso reconhecimento, e não confundindo pensamento com pensamento racional, Pierce concluiu que tudo o que parece à consciência, assim o faz numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência. Essas categorias foram denominadas: • Qualidade; • Relação; • Representação. Algum tempo depois, o termo Relação foi substituído por Reação e o termo Representação recebeu a denominação mais ampla de Mediação. Para fins científicos, Pierce preferiu fixar-se na terminologia de Primeiridade, Secundidade e Terceiridade. 12
  12. 12. Modelo triádico: Primeiridade • É a primeira impressão ao se ter contato com o signo; • Menos racional, mais espontânea e intuitiva; • Capacidade contemplativa (apenas vê). • Exemplo: a cor azul. 13
  13. 13. Modelo triádico: Secundidade • É a capacidade de distinguir e discriminar experiências, reagir a fatos; • Relações reais ou análogas entre fenômenos de primeiridade. • Ex: o azul de um objeto concreto. 14
  14. 14. Modelo triádico: Terceiridade • É a capacidade de organizar os fatos e classificá-los em categorias, experiências, reagir a fatos. • Nível de mediação, crescimento e aquisição. • Ex: a construção da frase “a cadeira é azul”. 15
  15. 15. Primeira tricotomia: quali-sin-legi signo. • Quali-signo: O signo em si mesmo será uma mera qualidade, um existente concreto ou uma lei geral, primeiridade, quali-signo: não atua como signo enquanto não se corporificar. • Sin-signos: Ao se corporificar, passa a classe da secundidade, denominando-se sin-signo (signos singulares) ou “Token”. • Legi-Signos – Uma lei que é um signo, sobre o qual há uma concordância de que seja significante. Cada palavra de uma língua é um Legi-Signo, quando articulada numa frase pode aparecer como Sin-Signo ou “réplicas”. • Os termos comuns nessa área são Type (em vez de Legi-signo) e Token (no lugar de réplicas). 16
  16. 16. Segunda tricotomia • ÍCONE - Ele participa da primeiridade cuja qualidade significante provém meramente da sua qualidade: um quali-signo icônico. O ícone puro seria um signo não comunicável, independente, um fragmente de um signo mais completo. • ÍNDICES - É um signo que estabelece relações diádicas entre representamen e objeto, com caráter de causalidade, especialidade e temporalidade. • SÍMBOLOS - É o signo da segunda tricotomia que participa da categoria de terceiridade. A relação entre representamen e objeto é arbitrária e de convenções sociais. Uma associação de idéias gerais. Um Legi-Signo. 17
  17. 17. Tipos de signo Ícone  Peirce produziu três tipos de signo da segunda tricotomia: • Ícones são signos que mantém uma relação com o objeto representado. Ex: desenhos figurativos, fotos, imitações, etc. 18
  18. 18. Tipos de signo Índice • Índices são signos que mantém relações causais com o objeto. Ex: fumaça para representar fogo, talheres para restaurante, o relógio que nos indica as horas, a baixa pressão no barómetro que indica a vinda de dias chuvosos. 19
  19. 19. Tipos de signo Símbolo • Símbolos são signos cujos significados mantém relação de convenção com o objeto. Ex: a Cruz Vermelha, os sinais de trânsito, pomba para a paz, bandeiras, as palavras e as frases. 20
  20. 20. TERCEIRA TRICOTOMIA Na relação entre representamen e interpretante um signo pode ser REMA, DICENTE (Dicissigno) ou ARGUMENTO. • Como na Lógica, divisão em termo, proposição e argumento. • REMA – Como um Termo (na Lógica), do grego Rhéma = palavra, qualitativa, objeto possível; • DICENTE – ou Dicissigno – proposição, unidade mínima, combinação de ao menos um argumento (sujeito) e um predicado; • ARGUMENTO – um signo de uma lei, tende a ser verdadeira, um silogismo; 21
  21. 21. Resumindo: RelaçãoTriádica Representamen Objeto Interpretante Categorias: Ao próprio signo: Ao objeto: Ao interpretante: Primeiridade Qualisigno Ícone Rema Secundidade Sinsigno Indice Dicente Terceiridade Legisigno Simbolo Argumento Exercicio: uma imagem para cada item acima (9). Postar no AVA. Triângulo Semiótico Representamen = Interpretante Objeto = Peirce X Saussure: Significante = Significado Referente 22
  22. 22. Ferdinand de Saussure (Genebra, 26 nov.1857 - Morges, 22 fev. 1913) 23
  23. 23. Ferdinand de Saussure • Lingüista suíço cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da lingüística enquanto ciência e desencadearam o surgimento do estruturalismo. Além disso, o pensamento de Saussure estimulou muitos dos questionamentos que comparecem na lingüística do século XX. 24
  24. 24. Ferdinand de Saussurre • Entre 1906 e 1911, O seu Cours de linguistique Ferdinand de Saussure générale foi publicado como obra póstuma, em 1916, sendo editado proferiu una série de por dois de seus discípulos, palestras na Universidade Charles Bally e Albert Sechehaye, de Genebra; com base com a colaboração de um terceiro, nos apontamentos dos A. Riedlinger, com base em seus alunos, foi redigido e anotações que eles e outros sete publicado a obra “Cours alunos fizeram em sala de aula das exposições orais do mestre. de Linguistique Générale”. 25
  25. 25. Saussurre ... • Saussure é considerado um estruturalista. • Sua obra abriu caminho à lingüistica no sentido de se tornar uma disciplina independente 26
  26. 26. O Estruturalismo O Estruturalismo é uma modalidade de pensar e um método de análise praticado nas ciências do século XX, especialmente nas áreas das humanidades. Metodologicamente, analisa sistemas em grande escala examinando as relações e as funções dos elementos que constituem tais sistemas, que são inúmeros, variando das línguas humanas e das práticas culturais aos contos folclóricos e aos textos literários. Partindo da Lingüística e da Psicologia do principio do século XX, alcançou o seu apogeu na época da Antropologia Estrutural, ao redor dos anos de 1960. O Estruturalismo fez do francês Claude Lévi-Strauss o seu mais celebrado representante, especialmente em seus estudo sobre os indígenas no Brasil e na América em geral, quando dedicou-se a “busca de harmonias insuspeitas”. 27
  27. 27. Saussure... • Saussure chamou esse conjunto teórico de Unidade de “representação” e de “imagem fonética” : • O conceito de cadeira e a concepção fonética das suas letras não têm conexão alguma. Esta relação se estabelece unicamente por Cadeira acordo ou convênio coletivo 28
  28. 28. Saussure... • Aproximadamente nos anos 30, formou-se em Praga um círculo literário, onde se debateram os princípios do contexto histórico do estruturalismo e onde foram considerados os estudos de Sausurre 29
  29. 29. Saussurre ... • O autor falou sobre o caráter referencial da linguagem, i. é, os homens com a ajuda da linguagem referem-se as coisas que são externas a ele: os objetos e os fatos realmente existentes. Os signos lingüisticos não são unicamente sons físicos, são também impressões psíquicas. 30
  30. 30. Langue X Parole - Saussure também efetua, em sua teorização, uma separação entre langue (língua) e parole (discurso). - Para ele, a língua é um sistema de valores que se opõem uns aos outros e que está depositado como produto social na mente de cada falante de uma comunidade, possui homogeneidade e por isto é o objeto da lingüística propriamente dita. - Diferente da parole (discurso) que é um ato individual e está sujeito a fatores externos, muitos desses não lingüísticos e, portanto, não passíveis de análise. 31
  31. 31. Sincronia X Diacronia Saussure enfatizou uma visão sincrônica, um estudo descritivo da linguística em contraste à visão diacrônica do estudo da linguística histórica, estudo da mudança dos signos no eixo das sucessões históricas, a forma como o estudo das línguas era tradicionalmente realizado no século XIX. Com tal visão sincrônica, Saussure procurou entender a estrutura da linguagem como um sistema em funcionamento em um dado ponto do tempo (recorte sincrônico). 32
  32. 32. Sintagma X Paradigma O sintagma, definido por Saussure como “a combinação de formas mínimas numa unidade lingüística superior”, surge a partir da linearidade do signo, ou seja, ele exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo, pois um termo só passa a ter valor a partir do momento em que ele se contrasta com outro elemento. Já o paradigma é ,como o próprio autor define, um "banco de reservas" da língua fazendo com que suas unidades se oponham pois uma exclui a outra. 33
  33. 33. Significante X Significado O signo lingüístico constitui-se numa combinação de significante e significado, como se fossem dois lados de uma moeda. – O significante do signo lingüístico é uma "imagem acústica" (cadeia de sons). Consiste no plano da forma. – O significado é o conceito, reside no plano do conteúdo. 34
  34. 34. Teoria do valor • A teoria do valor é um dos conceitos cardeais do pensamento de Saussure. Sumariamente, esta teoria postula que os signos lingüísticos estão em relação entre si no sistema de língua. Entretanto, essa relação é diferencial e negativa, pois um signo só tem o seu valor na medida em que não é um outro signo qualquer: um signo é aquilo que os outros signos não são. 35
  35. 35. Dualidades... • Exercício: Liste dez palavras que se usavam e que não se usam mais ou pouco usadas e as correspondentes de hoje. • Exemplo: Paquerar – Ficar. 36
  36. 36. Roland Barthes (Normandia/França - 1915 - 1980) 37
  37. 37. Roland Barthes • Outro autor que concorre para a sedimentação do Estruturalismo • O homem se caracteriza e se diferencia pela “criação de significados” • O Estruturalismo vê o homem como Homo significans, para o qual o interesse cognitivo concentra-se no ato, no processo e no fenômeno da origem do significado. • Mithologies (1957) 38
  38. 38. Barthes... • Em uma de suas análises, Barthes compara o revolucionário Citröen DS com as grandes catedrais góticas O produto industrial no mundo do consumo tornando-se mito. 39
  39. 39. Barthes Para Barthes, o significado seria a representação psíquica de uma "coisa" e não a "coisa" em si. O significado de uma imagem é sua representação gráfica. O significante materializaria a figura do significado (a figura propriamente dita) com seu significado segmentado e entendido de várias formas, segundo as diferenças culturais de cada leitor ou observador. 40
  40. 40. • Sua linguagem acessível ao grande público contribuiu para que suas idéias vanguardistas fossem divulgadas além da comunidade acadêmica. • Abordava assuntos como moda, o império dos signos (título de um livro), música, fotografia, mitologia, diversões, cinema, arte em geral e arte japonesa em particular, culinária, discurso amoroso (livro no qual Barthes explica o que deve ser dito e quando, para melhorara um relacionamento), imagens visuais, literatura, teatro, as mensagens da propaganda e a força do marketing. 41
  41. 41. • Ao sair de uma aula em 25/2/1980, foi atropelado por um carro de entregas de uma Exercício: Inspirado no lavanderia, nas Rue des Écoles, em frente ao Collège exemplo do Citroens DS, de France. liste 10 produtos • Em 6 de março, nove dias industriais que podem ser depois, morreu em considerados conseqüência dos ferimentos mitológicos... e lesões. 42
  42. 42. Lévy-Strauss França, ( 28 de novembro de 1908 – 2009) • Por volta de 1960, iniciou-se na França uma busca de respostas ao método estruturalista. • Lévy-Strauss entendeu que as relações entre signos são mais complexas que os objetos. 43
  43. 43. Lévi-Strauss • Lévi-Strauss tentou aplicar a lingüística estrutural de Ferdinand de Saussure a antropologia, na qual a família, que era tratada como uma unidade auto-contido, consistindo de um marido, uma esposa, e seus filhos, tradicionalmente considerado o fundamental foi objeto de análise. Sobrinhos, primos, tias, tios e avós, no entanto, todos foram tratados como secundário. 44
  44. 44. lingüística valor • Mas Lévi-Strauss argumentou que, semelhante à da noção de Saussure linguística valor, as famílias só adquirem determinadas identidades através de relações uns com os outros. • Assim, ele inverteu a perspectiva clássica da antropologia, colocando em primeiro os familiares e insistindo na análise das relações entre as unidades em vez de unidades próprias. 45
  45. 45. lingüística valor • As ciências humanas devem à linguística estrutural: saber que para compreender a natureza dos laços sociais não se deve pôr, à partida, os objectos e, procurar em seguida, estabelecer conexões entre eles. Invertendo a perspectiva tradicional, é preciso começar por perceber as relações como termos e os próprios termos como relações. • Por outras palavras, na rede das relações sociais, os nós têm uma prioridade lógica sobre as linhas, ainda que, no plano empírico, estas engendrem aqueles ao se entrecruzarem. 46
  46. 46. Lévis-Strauss na Semiótica O Estruturalismo vai buscar os métodos da Linguística. Baseia - se na Mitologia e no Parentesco, que constituem, assim, os pilares estruturais do pensamento universal. ESTRUTURALISMO - É uma teoria que procura (compreender) o entendimento dos sistemas sociais como modelos/estruturas. 47
  47. 47. Lévis-Strauss na Semiótica • Para Lévi-Strauss o signo lingüístico é arbitrário a priori, mas deixa de ser a posteriori; uma nova abordagem poderá levar a uma dissonância cognitiva, visto que a sua significação já está incorporada ao repertório e à mente do consumidor. (Tavares, 2001: 92) • Quando posicionamos uma marca na mente do mercado, não dá para mudar pelo fato da marca ser um signo cognoscível já arbitrado (convenção) com um valor na mente (Foucault, 1999: 85), conforme a teoria estruturalista de Lévi-Strauss. • Se olharmos o pensamento formulado por Lévi- Strauss, a partir da teoria de Saussure, nota-se que vai ao encontro do que defendem Porter, Ries e Kotler, em estratégia e marketing , sobre a idéia do posicionamento (mercado / mente). 48
  48. 48. Tristes Trópicos Exercício sobre Posicionamento de Mercado: Listar seis necessidades/ ou atividades, citando três marcas para cada uma. 49
  49. 49. Louis Hjelmslev (Copenhague, 1899 - 1965) 50
  50. 50. Louis Hjelmslev • Linguista dinamarquês. • Precursor das modernas tendências da lingüística e propositor do termo Glossemática. 51
  51. 51. Glossemática • Designa o estudo e a classificação dos glossemas, as menores unidades lingüísticas que podem servir de suporte a uma significação: os cenemas e os pleremas, que são os componentes mínimos da Cenemática e da Pleremática, as duas grandes áreas da Glossemática e que se referem, respectivamente, às formas de expressão e formas de conteúdo. 52
  52. 52. Glossemática • Concebe a organização da língua em dois planos, o da expressão e o do conteúdo • Primeira teoria semiótica e acabada, responsável na formação da semiótica na França, segundo Greimas. • A língua deve ser estudada com um fim em si mesma, livre de considerações fisiológicas, sociais, literárias etc. • As demais teorias, até então, não fugiram a tais considerações, tratando a língua como um meio de algo, sem constituir um sistema autônomo. 53
  53. 53. Louis Hjelmslev •Influenciado pelos conceitos de Saussure. •A expressão deverá substituir o termo saussuriano de significante. •O conteúdo deve substituir o de significado. •Expressão e conteúdo possuem dois aspectos, a forma e a substância - que em Saussure são por vezes confundidos com significante e significado. •Para Hjelmslev, os signos são constituídos por quatro elementos e não dois, como propunha Saussure. 54
  54. 54. principais livros: • Principes de Grammaire Générale (1928), Omkring Sprogteoriens Grundlaeggelse (1943) e Sproget (1963). • A linguagem – a fala humana – é uma inesgotável riqueza de múltiplos valores. • A linguagem é inseparável do homem e segue-o em todos os seus atos. • A linguagem é o instrumento graças ao qual o homem modela o seu pensamento, seus sentimentos, as suas emoções, os seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base última e mais profunda da sociedade humana. 55
  55. 55. Expressão X Conteúdo • Exercicio: Expressão X Conteúdo – Procure com seu colega ao lado identificar 6 expressões/palavras com conteúdo duvidoso. • Exemplo: • MASSA = muito bom ou macarrão? 56
  56. 56. Jean Baudrillard (Reims, França, 1929-2007) 57
  57. 57. Jean Baudrillard • Aplicou o método semiótico na análise do cotidiano. Investigou a linguagem dos objetos e com isto ele pode ser considerado como o autêntico fundador da teoria semiótica do desenho. • Partindo do pré-suposto que as coisas entorno do homem falam, elas mesmas informam quem são seus proprietários e seus valores, desejos e esperanças. • Em 1982 ele apresenta a noção moderna da catástrofe semiótica presente : os signos caminham para um desgaste cada vez maior 58
  58. 58. • Critica a sociedade de consumo e considera as massas como cúmplices dessa situação, o francês desenvolveu nas últimas décadas uma crítica radical aos meios de comunicação. • Para o autor, o sistema tecnológico deve ter limites, as redes geram muitas informações que chegam a influenciar na decisão da massa crítica. • Devido à sociedade tecnocrática e ao poder dominador dos meios de comunicação, a vida humana acaba se tornando uma "realidade virtual". 59
  59. 59. • Em 1991 Consolidou sua fama - com a provocação de que a Guerra do Golfo "não ocorreu" . • Descreveu os ataques de 11 de Setembro de 2001 nos EUA como expressão da "globalização triunfante combatendo a si mesma". Sobre o episódio, escreveu no ano seguinte Réquiem para as Torres Gêmeas. • Como poeta e fotógrafo, desenvolve intensa atividade artística, com inúmeras exposições pela 60 França e pelo mundo.
  60. 60. MATRIX • O ensaio do filósofo sobre como os meios de comunicação de massa produzem a realidade virtual inspirou os diretores do filme MATRIX. O personagem hacker Neo (Keanu Reeves), guardava seus programas de paraísos artificiais no fundo falso do livro "Simulacros e simulação, de Baudrillard. Reeves também citava o autor em suas entrevistas. Não à toa, Baudrillard foi chamado de pai de "Matrix". 61
  61. 61. - O filósofo assistiu ao filme mas não gostou. "Matrix' faz uma leitura ingênua da relação entre ilusão e realidade. Os diretores se basearam em meu livro, mas não o entenderam", disse Baudrillard certa vez. 62
  62. 62. - A interpretação distorcida do pensamento de Baudrillard feita em “Matrix”, é bastante comum entre os leitores universitários bem como entre muitos admiradores de seus trabalhos. Na entrevista sobre este filme, Baudrillard foi objetivo: "existem filmes melhores que este sobre o mesmo tema. "Truman Show", por exemplo, é mais sutil. Não deixa o real de um lado e o virtual de outro, como "Matrix". Esse é o problema." Essa é a confusão. 63
  63. 63. Hiper-realidade... • Exercicio: 1.Uma planta de plástico... 2.Modelos retocadas no photoshop... 3.Complete a lista com mais CINCO exemplos, onde o falso tem a preferência. 64
  64. 64. Roman Jakobson (Moscou, 1896- 1982) 65
  65. 65. Roman Jakobson • introduziu o conceito das funções da linguagem: • a emotiva, que «denota» a carga do emissor na mensagem; • a conativa, relativa ao destinatário; • a referencial, relativa àquilo de que se fala; • a fática, relativa ao canal da comunicação; • a metalinguística, relativa ao código; • a poética, relativa à relação da mensagem consigo mesma. 66
  66. 66. Funções da comunicação, segundo Jakobson Ao estudar a comunicação verbal, e preocupado em particular com a “função poética” da linguagem, o lingüista Roman Jakobson (1960) propôs um modelo de fatores implicados na comunicação, com base na esquematização a seguir. A partir desse modelo, postulou que cada um “desses seis fatores determina uma diferente função da linguagem” (Jakobson, 1995, 123). Ele notou que dificilmente uma mensagem possuiria apenas uma função, mas é possível notar uma função predominante em cada mensagem. 67
  67. 67. As 6 (seis) funções correspondentes a cada um dos fatores da comunicação verbal (mas também a outras) são as seguintes: • Função referencial (CONTEXTO) – também chamada de função denotativa ou cognitiva, é aquela cujo foco é a definição, explicitação, caracterização de aspectos do contexto da comunicação (Ex.: “O veículo possui cinco marchas”, “A casa é amarela”);   • Função emotiva (REMETENTE) – visa expressar a atitude de quem transmite a mensagem. (Ex. “Ai, que dor!”, “Sinto-me ótimo, hoje”);   • Função conativa (DESTINATÁRIO) – ao orientar-se em função do destinatário (para quem se comunica algo), possui no vocativo e no modo imperativo sua fórmula padrão (Ex: “Não faça isso!”, “Beba Coca-cola”); 68
  68. 68. •-Função fática (CONTACTO/CANAL) – serve fundamentalmente para prolongar ou interromper a comunicação ou verificar se o canal funciona. (Ex: “Alô, está me ouvindo”, “Hmm-Hmm”)   •- Função metalingüística (CÓDIGO) – é quando o código utilizado enfoca o próprio código (Ex.: um cartaz que simule a feitura de um cartaz; um filme dentro de um filme)   •- Função poética (MENSAGEM) – neste tipo de função – que não se resume à poesia – a mensagem, utilizando diferentes recursos de linguagem (rima, sinestesia, aliteração, metáfora, metonímia etc.), volta-se, por assim dizer, para ela mesma (“I like Ike”, “Podre pé do papa”). Outra maneira de falar sobre essa função é dizer que na mensagem em que ela predomina houve uma projeção do eixo da seleção (paradigma) sobre o da 69 combinação (sintagma).
  69. 69. Charles William Morris (Islandia, 1901-1979) 70
  70. 70. neo-neo-pragmatismo • O naturalismo não redutivo e o plural do pragmatismo é evidente nos esforços de Morris para construir uma teoria da língua e dos sinais. • O método científico, aplicado a todas as áreas de inquérito, produz o conhecimento sobre seres humanos e seu ambiente, que ajuda com perguntas filosóficas. • Nem a filosofia sozinha, nem o conhecimento de toda a ciência, podem determinar a realidade de qualquer coisa, incluindo a natureza do conhecimento/significado dos sinais e da língua. Morris herdou esta perspectiva de problemas filosóficos de pragmantistas mais adiantados. 71
  71. 71. Funcionalismo de Morris • O funcionalismo psicológico desenvolvido por Dewey, por Mead, e por James Angell em Chicago durante 1890, sintetizando o conhecimento científico em uma teoria da mente inspirada pela evolução: todos os aspectos da mente são funções da atividade orgânica, explicadas por seu valor da sobrevivência. • Morris defendeu o funcionalismo de encontro a seus rivais em seis teorias da mente (Morris 1932), e durante os 1930 etiquetou sua própria versão como o "neo- neo-pragmatism" que avança o movimento. 72
  72. 72. Charles William Morris • Continuação do trabalho de Pierce • Na sua obra “Foundations of the theory of signs” diferenciou três dimensões semióticas : • Dimensão Sintática • Dimensão Semântica • Dimensão Pragmática 73
  73. 73. Morris... • A Dimensão sintática : relações formais entre os signos e sua correspondência com os outros signos 74
  74. 74. Morris... • A Dimensão semântica : relações entre os signos e os objetos, ou seja, seu significado. 75
  75. 75. Morris... • A Dimensão Pragmática : relações formais entre os signos e os usuários destes, ou seja, seus intérpretes. 76
  76. 76. O impacto de Morris • O impacto de Morris na filosofia e na lingüistica desvaneceu-se durante os 1940s e os 1950s, porque o pragmatismo foi deslocado pelas aproximações analíticas e científicas concernidas mais com a verdade formal e fatual. • A hostilidade para o pragmatismo da universidade do filósofo Mortimer Adler e presidente Robert Hutchins de Chicago mais adicional assegurou o marginalização de Morris e da semiótica. 77
  77. 77. Aplicação de Morris • Morris aplicou sua semiótica a uma variedade dos campos nos trajetos da vida: Prefácio a uma religião do mundo (Morris 1942), o self aberto (Morris 1948), variedades do valor humano (Morris 1956), e significação e significado (Morris 1964), perseguindo seu sonho que o conhecimento científico da humanidade inspirará a sabedoria necessária manter o ritmo com mudança Tecnológica e cultural. 78
  78. 78. Influência de Morris • Morris ele mesmo não teve quase nenhuma influência na geração seguinte dos pragmantistas na filosofia, que estavam mais interessados nas introspecções de Ludwig Wittgenstein, de Thomas Kuhn, ou de W.V. Quine. O estudante seguidor de Morris, Thomas Sebeok, perseguiu e melhorou as diversas idéias de Morris, incluindo aqueles coletados nas escritas na teoria geral dos sinais (Morris 1971) 79
  79. 79. Encontre três signos e explique os três vértices de cada: A Triádica de Morris: Objeto, Produto semântica SIGNO Sintática pragmática Outros Intérprete Signos Usuário 80
  80. 80. Jan Mukarovsky (Praga, R.Checa, 1891-1975) 81
  81. 81. Jan Mukarovsky • Lingüista tcheco, analisou as funções estéticas de obras de arte, que segundo sua opinião, deveriam ser classificadas com base nos fenômenos sociais. • Em seus escritos referiu-se tanto ao conceito triádico de Morris como ‘as noções chaves de Saussure 82
  82. 82. Mukarovsky... • O ponto central do embasamento semiótico da estética de Mukarovsky é a substituição da idéia de beleza pela idéia de função. Fazendo uso de sua dedução, desenvolveu a tipologia das funções (1942); nela fez menção clara ao estruturalismo. 83
  83. 83. • Tipologia das Funções Funções Diretas Indicativas Práticas Teóricas Simbólicas Estéticas 84 Exercite: Beleza X Função – Procure cinco produtos ligando-os ao símbolo suas quatro funções (ultimas): Apple – maçã, funções...
  84. 84. Humberto Eco ( Alexandria, Itália, 1932) 85
  85. 85. Humberto Eco • Autor italiano utiliza o conceito de “campo semiótico”, i. é, o local onde se realizam os diversos planejamentos semióticos. Segundo ele, uma análise semiótica têm lugar quando se supõe que a comunicação funciona como envio de mensagens com base em um código. 86
  86. 86. Eco... • Eco relaciona as colocações de Peirce e investiga os processos de comunicação. • Através da semiótica podem ser analisados todos os fenômenos culturais. • Os códigos são regras de transformação mediante as quais podem ser decifrados certos signos, ou seja, pode-se chegar ao conhecimento de seu significado através da decodificação 87
  87. 87. Eco... • Denotação : o efeito imediato que uma expressão (um signo) desprende de uma mensagem no receptor (dentro de uma determinada cultura). Ex : Cadeira = assento 88
  88. 88. Eco... • Conotação : tudo aquilo que pode passar pela mente de um indivíduo para atribuir um significado a um signo (dentro de uma determinada cultura). Ex : cadeira de juiz = poder • A conotação pode ser entendida como a soma das associações específicas com base nos signos. • Exercício: Dez palavras, você denota e seu colega conota – “Branco - (Cor)- Limpo.” 89
  89. 89. Eco... • Em sua obra “Introduzione alla semiótica” (1972) ele dedica um extenso capítulo ao tema da semiótica e da arquitetura. Tratou do conteúdo do desenho e do urbanismo. Eco mostrou com exemplos gráficos que o credo do funcionalismo “ a forma segue a função” permanece como algo mítico se o código do produto em questão não foi ensinado e ou transmitido ‘a sociedade 90
  90. 90. Fonte: • “Panorama da Semiótica” • Wienfried Nöth • Puc-SP, 1994 91

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