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  1. 1. Semiótica - Precursores O que é ? Disciplina que estuda os fenômenos da significação e representação - estudos dos signos. Base para o entendimento dos fenômenos da cognição e comunicação. Semiose processo sígnico: processo pelo qual alguma coisa (signo) representa outra (objeto), sob algum aspecto ou modo (interpretante), para um sujeito (intérprete). acontece: em sistemas físicos e químicos; em sistemas biológicos; em seres pensantes (homem); em dispositivos artificiais construídos pelo homem. Fonte: Unicamp 1
  2. 2. Semiótica SEMIOSE FISIO-SEMIOSE CYBER-SEMIOSE BIO-SEMIOSE FITO-SEMIOSE ZOO-SEMIOSE ANTROPO-SEMIOSE - 2
  3. 3. Semiótica e Signos Idéia de Signos usada informalmente, desde o período greco- romano. sistematizada em 1632 por John Poinsot em seu “Tractatus de Signis”. “Semiótica”, enquanto uma disciplina: termo criado por John Locke em seu “Essay Concerning Human Understanding” (1690), como proposta para uma futura disciplina. Principal autor: Charles S. Peirce. - 3
  4. 4. Origens História da Medicina - estudo dos sintomas e diagnóstico de doenças; Galeno de Pérgamo (139-199) - diagnóstica: “parte semiótica da medicina”. 4
  5. 5. Periodo Helenistico
  6. 6. Precursores... • Claudius Galeno de Pérgamo - Médico Grego ( Pérgamo, c. 131 – provavelmente Sicília, c.200); •Em 146 iniciou seus estudos em filosofia e medicina •Após dois anos partiu para Esmirna, Corinto e Alexandria para aperfeiçoar. • Em 157 volta para Pérgamo ocupando cargo de médico da escola de gladiadores. (especializando-se em cirurgia e dietética. • Em 170, em Roma, Galeno demonstrou que as artérias conduzem sangue e não ar (como até então se acreditava). • Galeno também foi o primeiro a demonstrar que o rim é um órgão excretor de urina (baseado em experiências). • Até 192 permaneceu em Roma, se afastando da cidade apenas por um curto período. Ao fim da vida retornou para Pérgamo. 6
  7. 7. Os noeses são as personalidades em que Rafael Sanzio se inspirou para pintar o rosto dos diferentes filosofos gregos. Isso, claramente uma, homenagem as pessoas de seu tempo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Atenas 7
  8. 8. Precursores... Platão nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de pais aristocráticos e abastados, de antiga e nobre prosápia. Seu verdadeiro nome era Aristoclés, em uma homenagem ao seu avô. Platos significa largura, e é quase certo que seu apelido veio de sua constituição robusta, ombros e frontes largos, um porte físico forte e vigoroso, que o fez receber homenagens por seus feitos atléticos na juventude. Morreu em 348 ou 347 a.C., com oitenta anos de idade. 8
  9. 9. Platão Platão (427 a.c. - 347 a.c) definiu signo verbal, significação e teoria da escritura. Modelo Platônico do Signo (Crátilo) nome (ónoma, nómos); noção ou idéia (eîdos, lógos, dianóema); coisa (prágma, ousía) a qual o signo se refere. Idéias entidades objetivas - existem na mente e na realidade, numa esfera espiritual além do indivíduo. Signos Verbais representações incompletas da verdadeira natureza das coisas; cognições obtidas por meio de signos são apreensões indiretas e portanto inferiores às cognições diretas. - 9
  10. 10. O Mito da Caverna Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro, cuja entrada permite a passagem da luz exterior. Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali vivem acorrentados, sem poder mover a cabeça para a entrada, nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, e sem nunca terem visto o mundo exterior nem a luz do sol. Acima do muro, uma réstia de luz exterior ilumina o espaço habitado pelos prisioneiros, fazendo com que as coisas que se passam no mundo exterior sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Por trás do muro, pessoas passam conversando e carregando nos ombros, figuras de homens, mulheres, animais cujas sombras são projetadas na parede da caverna. Os prisioneiros julgam que essas sombras são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
  11. 11. O Mito da Caverna (cont.) Um dos prisioneiros, tomado pela curiosidade, decide fugir da caverna. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhòes e escala o muro. Sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados; pouco a pouco, habitua-se à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, deslumbra-se, tem a felicidade de, finalmente, ver as próprias coisas, descobrindo que, em sua prisão, vira apenas sombras. Deseja ficar longe da caverna e só voltará a ela se for obrigado, para contar o que viu e libertar os demais. Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era íngreme e a luz, ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que habituar-se à luz. De volta à caverna, o prisioneiro será desajeitado, não saberá mover-se nem falar de modo compreensível para os outros, não será acreditado por eles e ocorrerá o risco de ser morto pelos que jamais abandonaram a caverna. (Platão: livro VII da República).
  12. 12. O QUE NOS DIZ O MITO? O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade. O que é a visão do mundo real iluminado? A filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense?) Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro. CHAUI, Marilena. Convite a filosofia. São Paulo: Editora Ática, 1999. p. 41
  13. 13. Platão e Aristoteles... Signos para Platão: percepção que indica qualquer coisa escondida da cognição; Significar = revelar (o escondido). Aristóteles (384 a.c. - 322 a.c.) distinção entre o signo incerto e o signo certo; lógica e retórica. Signo relação de implicação - se p implica q, q atua como signo de p. Signo Linguístico símbolo - signo convencional das afecções da alma - retratos das coisas; signo aristotélico é triádico. - 13
  14. 14. Arist óteles Arist óteles , grande filósofo grego, filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. Aos dezoito anos, em 367, foi para Atenas e ingressou na academia platônica, onde ficou por vinte anos, até à morte do Mestre. Nesse período estudou também os filósofos pré-platônicos, que lhe foram úteis na construção do seu grande sistema. Morreu em 323 aC. 14
  15. 15. Estoicismo O estoicismo é uma doutrina filosófica que propõe viver de acordo com a lei racional da natureza e aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é externo ao ser. Prega que o homem sábio obedece à lei natural reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e propósito do universo. Os principais temas desenvolvidos pelos estóicos foram os de justiça natural e direito natural, baseados na própria essência do homem e na sua ligação com a divindade. Três partes constituem esta corrente filosófica: a ética, a física e a lógica. A escola estóica foi fundada no século III a.C. por Zenão de Cítio, Cleantes e Crisipo. 15
  16. 16. Estóicos ... •Signo - liga três componentes : •o semainon, o significante material; •o semainomenon, o significado ou sentido; •o pragma, o objeto externo referente. • Enquanto que o significante e o objeto são entendidos como entidades materiais, o significado é considerado incorpóreo. • Para os estóicos o signo é uma proposição antecedente numa hipotética e válida premissa maior, que serve para revelar um conseqüente. •Neste ponto de vista a semiose é um processo de indução silogística. •Do significante observável inferimos por mediação do significado, num processo de engendrar uma conclusão lógica sobre aquilo pelo qual o signo está. 16
  17. 17. Os Estóicos Estóicos (300 a.c. - 200 d.c) modelo triádico: semaínon - significante - entidade percebida como signo; semainómenon (ou lékton) - significação ou significado (entidade ideal, não corporal); tygchánon - evento ou o objeto ao qual o signo se refere. cognição de um signo: processo silogístico de indução. - 17
  18. 18. Epicuro de Samos 341 a.C. – 270 a.C. Foi favorável ao atomismo, doutrina desenvolvida originalmente por Leucipo e Demócrito, que o influenciou quando começou a filosofar, aos catorze anos.  Em 325 a. C vai para Atenas onde comprou um jardim estabeleceu sua escola chamada O Jardim. Os epicuristas, alunos desta escola filosófica podiam ser homens ou mulheres. O essencial para a felicidade é a nossa condição íntima. O desejo precisa ser controlado, para que a serenidade nos ajude a suportar a dor. A vida se torna agradável com o sábio raciocínio, que investiga a causa. A justiça não existe em si. Outra coisa interessante é o seu conselho para vivermos em reclusão, ignorados. 18
  19. 19. Epicuristas Modelo diádico de signo: significante (semaínon); objeto referido (tygchánon). Cognição: demanda uma capacidade de antecipação por parte do receptor. 19
  20. 20. Formula epicurea da Felicidade: Liberdade; Amigos; Vida analisada. Exercício: Descreva para cada um dos itens acima mais TRES palavras.
  21. 21. Santo Agostinho (354-430) Aurélio Agostinho, Agostinho de Hipona, São Agostinho ou Santo Agostinho foi um bispo católico, teólogo e filósofo que nasceu em 13 de Novembro de 354 em Tagaste (hoje Souk- Ahras, na Argélia). Cresceu no norte da África colonizada por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. 21
  22. 22. Santo Agostinho Santo Agostinho (354-430) fato perceptivo representando alguma coisa atualmente não perceptível (cf. os epicuristas); interferência mental no processo de semiose. Signo coisa que além da impressão que produz nos sentidos, faz com que outra coisa venha à mente como consequência de si mesmo. Signos Naturais produzidos sem a intenção de uso como signo (e.g. fumaça como signo de fogo). Signos Convencionais fruto de uma convenção (acordo mútuo) entre aqueles que o empregam. 22
  23. 23. Santo Agostinho Signos e Coisas coisa: aquilo que nunca foi usado como signo de outra coisa; signo: além de signos, são também coisas, porém não são todas as coisas signos ao mesmo tempo. Signos Verbais e Não Verbais sintomas, palavras de uma língua, gestos miméticos de atores, toques militares de clarins, estridulações das cigarras, etc. Semiótica Medieval gramática, retórica e dialética (lógica); escolástica ou escolaticismo. - 23
  24. 24. Britânicos medievais… Roger Bacon (1215-1294) De Signis John Duns Scotus (1270-1308) William de Ockham (1290-1349) navalha de Ockham - hipóteses mais simples devem ser as corretas As três ciências Filosofia Natural, Filosofia Moral e Ciência dos Signos (ou ciência racional, equivalente à lógica) Temas Predominantes Suposições e Modos de Significação Denotação e Conotação Funções semióticas de signos, símbolos e imagens Realismo x Nominalismo - 24
  25. 25. Roger Bacon • Roger Bacon (Ilchester, Somerset, 1214 — Oxford, 1294), também conhecido como Doctor Mirabilis (Doutor Admirável em latim), descendente de família rica, estudou em Oxford, foi para Paris, onde se formou mestre em teologia. Foi um dos mais famosos frades franciscanos de seu tempo. Seus avanços nos estudos da Óptica possibilitaram a invenção dos óculos e seriam em breve imprescindíveis para a invenção de instrumentos como o telescópio e o microscópio. Acusado de bruxaria, o ministro geral dos franciscanos, são Boaventura, o colocou sob vigilância em Paris e proibiu a publicação circulação de seus textos científicos. Seu trabalho foi baseado nas observações e acreditava que a ciência poderia resolver todos os problemas do homem. 25
  26. 26. John Duns Scot (Escócia ca. 1266 - 8 de Novembro 1308) foi membro da Ordem Franciscana, filósofo e teólogo da tradição escolástica, chamado o Doutor Sutil, mentor de outro grande nome da filosofia medieval: William de Ockham. Foi beatificado em 20 de Março de Para Scot, as verdades da fé não poderiam ser 1993, durante o pontificado de João compreendidas pela razão. A Paulo II. filosofia, assim, deveria deixar de ser uma serva da Formado na Universidade de teologia, como vinha ocorrendo ao longo de toda a Oxford. Idade Média e adquirir autonomia. 26
  27. 27. William de Ockham William de Ockham ou Guilherme de Occam (1285 em Ockham, Inglaterra — 9 de abril de 1347, Munique), provavelmente o criador da teoria da Navalha de Occam, foi um filósofo da lógica e um teólogo escolástico inglês, considerado como o representante mais eminente da escola nominalista, principal corrente das escolas tomista e escotista. A "navalha de Occam", o instrumento lógico que ele brandia para despojar uma tese de seus ornamentos absurdos. A máxima de Occam era que, quanto mais simples uma explanação, melhor. A menos que seja necessário, não introduza complexidades ou suposições em um argumento. Não só o resultado será menos elegante e convincente, como também terá menos probabilidade de estar correto. 27
  28. 28. William de Ockham Um dos pilares do método científico é a chamada Navalha de Ockham, ou Lei da Parcimônia, ou ainda Lâmina de Ockham, proposta pelo filósofo franciscano inglês William de Ockham (1285-1349), que afirma que quando existem várias formas de explicar algo, a certa é a mais simples. Esta proposta foi publicada em seu trabalho Expositio aurea et admodum utilis super totam artem veterem: “É desnecessário fazer com mais o que se pode fazer com menos.” “O essencial não deve ser multiplicado sem necessidade.” EXERCICIO: UMA FRASE SOBRE UM PRODUTO. 28
  29. 29. Principais tendências filosóficas da Idade Média Problema dos Universais status ontológico e o relacionamento entre signos para conceitos gerais e seu objeto de referência. Universais conceitos (idéias) de uma natureza geral; objetos do mundo → entidades individuais; predicados associados a eles na forma de palavras → universais; qual a natureza dos universais ? Realismo universais têm uma existência independente dos objetos particulares (Platão); escolásticos mantinham que a existência dos universais se dá na pluraridade dos objetos (realismo extremo). - 29
  30. 30. Principais tendências filosóficas da Idade Média (cont.) Nominalismo somente individuais existem na natureza; universais não referem-se a nada, e são somente nomes; universais são signos sem uma existência por si só, mas referentes a objetos individuais; existência real precisa ser individual e não pode ser universal. Conceitualismo realismo moderado, aceito como sendo a síntese entre nominalismo e realismo; universais são sempre dependentes da mente; entretanto estes conceitos são formados por similaridades entre coisas existentes. - 30
  31. 31. João de São Tomás (1589-1644) João Poinsot, dominicano, filósofo e teólogo da segunda escolástica seiscentista, também conhecido como João de São Tomás, nasceu em Lisboa, em Julho de 1589, filho mais novo de Pedro Poinsot e de Maria Garcês. O seu pai, austríaco, era secretário do Cardeal Alberto, Arquiduque da Áustria, sendo sua mãe portuguesa. 31
  32. 32. João de São Tomás João de São Tomás (Jean Poinsot ou John Poinsot) Tractatus de Signis (republicado em edição crítica por John Deely em 1984). Estudo do Signo no campo da lógica todos os instrumentos dos quais nos servimos para a cognição e para a comunicação são signos. Os Quatro Níveis de Interpretação Exegética: Na interpretação de textos bíblicos (leitura do mundo natural) 1- sentido literal ou histórico; 2- sentido tropológico ou moral; 3- sentido alegórico - referindo-se a Cristo e à Igreja; 4- sentido anagógico - referia-se aos mistérios celestes. - 32
  33. 33. Paracelsus (1493-1541) Médico, filósofo, alquimista iatroquímico, astrólogo e charlatão suíço, nascido em Eisnsiedeln, no cantão da Suíça, que revolucionou a medicina de seu tempo ao antecipar a homeopatia e o uso da química no tratamento médico. Filho de um conceituado médico, Wilhelm von Hohenheim, iniciou seus estudos em Villach e depois foi para Würzburg, na Alemanha, onde se tornou discípulo de um abade, Tritêmio, dedicado à alquimia e ao ocultismo. 33
  34. 34. Paracelsus (1493-1541) Doutrina das Assinaturas códigos para a interpretação de signos naturais. autores das mensagens do mundo (assinantes): Deus, o homem, archaeuse (princípio interior do desenvolvimento) e as estrelas (astros). signos naturais - assinaturas - podiam ser descobertos em várias zonas do mundo. quiromancia - interpretação das assinaturas nas linhas do corpo. astrologia - interpretação das assinaturas nos movimentos e posições dos astros. outras: geomancia, piromancia, hidromancia, ... - 34
  35. 35. René Descartes Nasceu em La Haye, Tourenne - França, em 1596. Filósofo cuja obra, La Géometre, inclui a aplicação da álgebra à geometria, o que originou a Geometria Cartesiana. A filosofia escolástica medieval levava o espírito dos estudantes para o passado, freqüentemente lá deixando-o. O resultado era uma espécie de incompetência intelectual e moral (envoltas em trajes de sabedoria), uma falta de preparo e de adaptabilidade eficaz para os problemas do presente. COGITO, ERGO SUM. Morreu em 1650 de pneumonia -O discurso do método - 1637 -Meditações - 1641 -Princípios de Filosofia - 1644 35
  36. 36. Cartesius ou Descartes René Descartes (1596-1650) teoria das idéias inatas - prioridade do intelecto sobre a experiência. retirou da teoria dos signos o aspecto referencial. processo semiótico foi descrito em categorias mentais. Racionalismo modelo diádico de signo. signo compreende duas idéias - uma é a idéia da coisa que representa, e outra, a idéia da coisa representada. natureza do signo consiste em excitar a segunda pela primeira. processo semiótico fica completamente confinado à mente, desde a recepção até a compreensão final do signo. “significante não é um som, mas uma imagem acústica”. - 36
  37. 37. Francis Bacon Francis Bacon nasceu no dia 22 de janeiro de 1561 na York House, Londres, residência de seu pai sir Nicholas Bacon. "A fama do pai", "foi ofuscada pela do filho". A mãe de Bacon foi lady Anne Cooke, cunhada de sir William Cecil, lorde Burghley, que foi tesoureiro-mor de Elizabeth e um dos homens mais poderosos da Inglaterra. Tornou-se instrutora do filho e não poupou esforços para que ele tivesse instrução. Bacon freqüentou a Universidade de Cambridge, e viveu também em Paris. Começou a sua carreira de homem político e jurista, antes sob a rainha Isabel, e, depois, sob Jaime I, subindo até aos mais altos cargos: advogado geral em 1613, membro do Conselho particular em 1616, chanceler do reino em 1618. Foi agraciado por Jaime I com os títulos de Barão de Verulamo e Visconde de S. Albano. Entretanto foi acusado de concussão e condenado pelo Parlamento a uma multa avultuada. Perdoado pelo rei, retirou-se para as suas terras, dedicando-se inteiramente aos estudos. Faleceu em 1626. Teve uma inteligência muito esclarecida, convencido da sua missão de cientista, segundo o espírito positivo e prático da mentalidade anglo-saxônia. 37
  38. 38. Francis Bacon (1561-1626) meios lingüísticos de falsificar as coisas. codificação econômica do alfabeto, substituindo-o por um código binário - origens da teoria da informação. O iniciador do empirismo. Enalteceu ele a experiência e o método dedutivo de tal modo, que o transcendente e a razão acabam por desaparecer na sombra. Bacon continua afirmando o mundo transcendente e cristão, considerando a filosofia como esclarecedora da essência da realidade, das formas, sustentáculo e causa dos fenômenos sensíveis. Sua filosofia apela para a metafísica tradicional, grega e escolástica, aristotélica e tomista. Entretanto, acontece em Bacon o que aconteceu a muitos pensadores da Renascença, e o que acontecerá a muitos outros pensadores do empirismo e do racionalismo: a metafísica tradicional persiste neles todos histórica e praticamente ao lado da nova filosofia, tanto mais quanto esta é menos elaborada, acabada e consciente de si mesma. - 38
  39. 39. Thomas Hobbes (1588-1679) Definição diádica e materialista do signo verbal. “Nomes são signos das nossas concepções e não das coisas - Hobbes é um empirista inglês mesmas”. e nele encontramos os temas Signos não podem se referir ao fundamentais que serão sempre mundo, mas apenas a outros os da escola. conceitos dele derivados - rede de A origem de todo conhecimento tramas mentais. é a sensação, princípio original Em 1642, ele publica em Paris o De Cive do conhecimento dos próprios e, em 1651, faz publicar em Londres o princípios: a imaginação é um Leviatã ou matéria, forma e autoridade de uma comunidade eclesiástica e civil. agrupamento inédito de fragmentos O Leviatã será traduzido para o latim em 1688, em Amsterdam. de sensação e a memória nada mais é do que o reflexo de “Tudo que se forma na inteligência passa pelos sentidos.” antigas sensações. 39
  40. 40. Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 – 1716) - Com 17 anos, escreveu um trabalho sobre o princípio da individuação, sempre preocupando-se em unir a filosofia e a matemática. - Compôs teorias de cálculo diferencial ao mesmo tempo que Newton. Concluíram, de modos diferentes, Leibniz em 1676, e Newton em 1665. - Gostaria de criar um alfabeto dos pensamentos humanos, o qual descobriria tudo e qualquer coisa. 40
  41. 41. Leibniz (1646-1716) Estudou grande variedade de signos e regras para combiná- los. Elaborou um sistema racional de signos. Calculadoras de Leibniz: 41
  42. 42. Empirismo e iluminismo... “Nada se forma na inteligência que não passe pelos sentidos” – Hobbes. “... A não ser a própria inteligência” – Leibniz. Exercício: Visão, audição, faro, paladar e tato: dê um exemplo de produto para cada sentido onde melhor se aplica a frase de Hobbes.
  43. 43. Contribuições do Iluminismo - John Locke (1632-1704) • Filósofo inglês, precursor do Iluminismo. • Estudou medicina, ciências naturais e filosofia em Oxford, principalmente as obras de Bacon e Descartes. • Representante do individualismo liberal, em sua principal obra, Ensaio sobre o entendimento humano, de 1690, propõe que a experiência é a fonte do conhecimento, que depois se desenvolve por esforço da razão. • Considerado o representante principal do empirismo naquele país, e ideólogo do liberalismo. 43
  44. 44. John Locke (1632-1704) Signos: grandes instrumentos de conhecimento. Duas classes de signos: idéias e palavras. Idéias: signos que representam as coisas na mente do contemplador. Palavras: representam as idéias na mente da pessoa que as utiliza - signos das idéias do emissor. - 44
  45. 45. George Berkeley George Berkeley (Condado de Kilkenny, 12 de março de 1685 — Oxford, 14 de janeiro de 1753) foi um filósofo irlandês. Estudou no Trinity College de Dublin, onde se tornou fellow em 1707. Lecionou hebraico, grego e teologia. Por esta época, dedicou-se ao estudo sistemático da filosofia (em especial John Locke, Isaac Newton e Malebranche). Dois anos mais tarde, publicou seu primeiro livro importante: Ensaio para uma nova teoria da visão. Em 1710, apresentou seu princípio de que ser é ser percebido (esse est percipi) na primeira parte da obra Tratado sobre os princípios do conhecimento humano. Em 1712 publicou Três diálogos entre Hilas e Filonous a fim de melhor explicar as concepções propostas na obra anterior. 45
  46. 46. Berkeley Radicalizou a teoria diádica do signo no quadro de seu nominalismo e idealismo ontológico. Matéria do mundo não participa do processo de semiose. Nossas sensações do mundo são idéias impressas nos sentidos e não existem a não ser na mente de quem as percebe. Todos os processos que se desenvolvem no mundo são interpretados como processos de semiose. Ao invés de relações entre causas e efeitos, temos apenas relações entre signos e coisas significadas. “O barulho que ouvimos não é causado pelo movimento dos carros na rua, mas é tão somente um signo deles”. O mundo natural aparece permeado de signos. - 46
  47. 47. Condillac Nasceu em Grenoble, 1715 e morreu em 1780. Padre católico, filósofo, psicólogo, economista. Condillac sistematizou e criticou os pontos de vista de John Locke. Elaborou sua própria Elegeu-se, em 1768, para a doutrina, o sensualismo. Academia Francesa e No seu Traité des também foi membro da Sensations, de 1754, Academia de Berlim. defende o princípio de que todas as idéias provêm dos sentidos. 47
  48. 48. Etienne de Condillac (1715-1780) Interpretação genética do processo de semiose - processo que começa em níveis primitivos e chega até níveis mais complexos. Sensação, percepção, consciência, atenção, reminiscência, imaginação, interpretação, memória e reflexão. Signos causais, signos naturais e signos por instituição. 48
  49. 49. Denis Diderot -Filósofo e hábil escritor e enciclopedista francês nascido em Langres, na região francesa da champagne, um dos símbolos do iluminismo e um dos ideólogos da revolução francesa. -Filho de um mestre de cutelaria de boa posição, estudou com os jesuítas, iniciou a carreira eclesiásticas e chegou a receber a tonsura em 1726. Estudou em Paris ( 1729–1732) onde se graduou em artes. -Ainda estudou leis, literatura, filosofia e matemática até ser contratado pelo produtor André Le Breton para traduzir uma enciclopédia inglesa (1745), a Cyclopaedia, do inglês Ephraim Chambers. 49
  50. 50. Denis Diderot (1713-1784) Diferença entre comunicação verbal (unidimensional) e não- verbal (tridimensional). Linguagem provoca uma distorção da realidade (superioridade da comunicação não-verbal). Teoria da mimese: representação por signos icônicos. - 50
  51. 51. Johann Lambert Nascimento: 26/08/1728 Falecimento: 25/09/1777 Ocupação: Matemático Nacionalidade: Francês - A semiótica teve seu início com filósofos como John Locke que em 1690 postulou uma "doutrina dos signos" com o nome de Semeiotiké, ou com Johann Heinrich Lambert que foi um dos primeiros filósofos a escrever um tratado específico intitulado Semiótica ou a doutrina da designação das idéias e das coisas(1764), como o segundo volume de seu Novo organon. 51
  52. 52. Johann Lambert (1728-1777) Primeiro tratado da teoria geral do signo - “Semiótica” (1746). Limiar semiótico abaixo: sensações que não podem ser repetidas voluntariamente. acima: produção de signos com cognição simbólica. Papel dos signos na clarificação de idéias obscuras. Explorou 19 sistemas sígnicos: signos químicos, astrológicos, heráldicos, naturais e sociais, notas musicais, gestos, hieroglifos. Iconicidade - correspondência entre signo e mundo. Níveis altos de perfeição por meio de signos que representem coisas por aproximação icônica. 52
  53. 53. Bernard Bolzano Bernard Bolzano (Rep.Checa 1781-1848) Semiotik (1836) - tratado sobre a doutrina dos signos investigação sobre o aperfeiçoamento ou a utilidade dos signos nove vantagens do uso dos signos na descoberta da verdade treze regras para o uso e a invenção de signos - 53
  54. 54. Bolzano apresenta uma classificação dos signos: 1) signos gerais se determinados objetos são utilizados por todos os homens para assinalar as mesmas representações; 2) signos naturais se a sua assinalação de certas representações reside na natureza do homem; 3) signos ocasionais se essa assinalação reside numa circunstância particular; 4) signos arbitrários se essa assinalação não tem outro fundamento além da vontade de ser pensante; 5) signos simples aqueles que não são compostos por outros com assinalações próprias; 6) signos compostos quando se compõem de signos com significados próprios; 7) signos unívocos e signos equívocos; 8) signos com significados próprios e signos com significados impróprios; 9) signos diretos e signos indiretos. - 54
  55. 55. Lady Welby Lady Victoria Welby Gregoy (Inglaterra, 1837-1912) -correspondência com Peirce -significs - ciência do significado e da comunicação - Welby começou no campo da teologia, - Ela publicou seu primeiro livro especialmente na interpretação das escrituras filosófico, What Is Meaning? Studies Christian, e este foi o assunto para seu primeiro in the Development of Significance em 1903, seguido por Significs and livro, Links and Clues (1881). No fim do século Language: The Articulate Form of XIX, entretanto, este interesse se desenvolveu Our Expressive and Interpretive para uma área mais filosófica, e ela começou a Resources em 1911. No mesmo ano escrever trabalhos acadêmicos sobre significado, ela contribuiu para a Enciclopédia Britânica com um longo artigo que eram publicados nos líderes Mind e The chamado “Significado”, o nome que Monist, jornais acadêmicos. ela deu para sua teoria de 55 significados.
  56. 56. Outros precursores da semiótica: John Wilkins (1614-1672) George Dalgarno (1626-1687) Giambattista Vico (1668-1744) Alexandre Baumgarten (1714-1762) Immanuel Kant (1724-1804) Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781) Johann Gottfried von Herder (1744-1803) Johann Gottlieb Fichte (1762-1814) Friedrich Wilhelm von Humboldt (1767-1835) Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) Joseph Marie, baron De Gerando (1772-1842) Ecole du Port Royal (~1625) 56

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