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Psicologia do Trânsito
Testes Psicométricos - I
Testes psicométricos
O uso de testes psicológicos nas avaliações psicológicas são
instrumentos que facilitam a investigação do sujeito de forma que
possibilita maior conhecimento sobre aspectos importantes de sua
personalidade, habilidades sociais, psicomotricidade, maturidade,
inteligência, e outros.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
São instrumentos utilizados na prática do psicólogo e podem fornecer
importantes informações para a elaboração de um diagnóstico, quando
do processo de avaliação.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
Para que os testes sejam úteis e eficientes, eles devem passar por
estudos que comprovem suas qualidades psicométricas, assim como
devem atender determinadas especificações que garantam
reconhecimento e credibilidade por parte da comunidade científica e de
leigos.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
Os testes são instrumentos exclusivos do psicólogo e a Psicologia
dispõe de um Código de Ética Profissional que traz orientações
importantes ao profissional a respeito da amplitude das possibilidades e
das responsabilidades de sua atuação, inclusive no que diz respeito à
prática de avaliação.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
No entanto, não existem orientações precisas no que se refere à
construção e ao uso dos instrumentos psicológicos, existem apenas
questões mais gerais que tratam de dilemas éticos para nossos
profissionais (Conselho Regional de Psicologia, 1999).
Testes psicológicos
Testes psicométricos
O Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2001) publicou uma resolução
na qual regulamenta a elaboração, a comercialização e o uso dos
instrumentos psicológicos.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
De acordo com a resolução nº 25/2001, os testes devem ter requisitos
mínimos para que sejam reconhecidos como tais e será considerada
falta ética o uso de instrumentos que se encontrem fora dos padrões de
excelência.
Destaque deve ser dado à determinação de que o manual do teste
objetive orientar o profissional na confecção de documentos.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
Acredita-se que tal obrigatoriedade estimule a pesquisa em torno dos
instrumentos e desestimule o uso de materiais precários, com qualidade
duvidosa, que porventura possam não garantir bons serviços para a
sociedade em geral.
Testes psicológicos
Testes psicométricos
Os testes psicológicos costumam ser descritos como padronizados por
dois motivos, ambos contemplam a necessidade de objetividade no
processo de testagem.
O primeiro está ligado à uniformidade de procedimentos em todos os
aspectos importantes da administração, avaliação e interpretação dos
testes.
Padronização
Testes psicométricos
Naturalmente, a hora e local em que o teste é administrado, bem como
as circunstancias de uma administração e o examinador que o
administra, afetam os resultados.
No entanto, o objetivo da padronização dos procedimentos é tornar tão
uniformes quanto possíveis todas as variáveis que estão sob o controle
do examinador, para que todos que se submeteram ao teste o façam da
mesma forma.
Padronização
Testes psicométricos
Testes psicométricos
O segundo sentido da padronização diz respeito ao uso de padrões para
avaliação dos resultados. Estes padrões costumam ser normas derivadas
de um grupo de indivíduos – conhecidos como amostra normativa ou
de padronização – no processo de desenvolvimento do teste.
Padronização
Testes psicométricos
Estritamente falando, o termo teste deveria ser usado apenas para
aqueles procedimentos nos quais as respostas do testando são avaliadas
tendo por base sua correção ou qualidade.
Tais instrumentos sempre envolvem a avaliação de algum aspecto do
funcionamento cognitivo, conhecimento, habilidades ou capacidades de
uma pessoa.
Padronização
Testes psicométricos
Por outro lado, instrumentos cujas respostas não são avaliadas como
certas ou erradas e cujos testandos não recebem escores de aprovação
ou reprovação são denominados inventários, questionários,
levantamentos, listas de verificação, esquemas ou técnicas projetivas, e
geralmente são agrupados sob a rubrica de testes de personalidade.
Padronização
Testes psicométricos
Estes são teste delineadas para se obter informações a respeito das
motivações, preferências, atitudes, interesses, opiniões, constituição
emocional e reações características de uma pessoa a outras pessoas,
situações ou estímulos.
Tipicamente, são compostos de perguntas de múltipla escolha ou
verdadeiro-falso, exceto as técnicas projetivas, que usam perguntas
abertas.
Padronização
Testes psicométricos
Também podem envolver escolhas forçadas entre afirmações que
representam alternativas contrastantes, ou a determinação do grau em
que o testando concorda ou discorda com várias afirmações.
Padronização
Testes psicométricos
Na maior parte das vezes, os inventários de personalidade,
questionários e outros instrumentos do gênero são de auto-relato, mas
alguns também são delineados de modo a eliciar relatos de outros
indivíduos que não da pessoa que está sendo avaliada (por exemplo, um
dos pais, o cônjuge ou o professor).
Padronização
Testes psicométricos
Testes que avaliam conhecimentos, habilidades ou funções cognitivas
serão designados como testes de habilidades, e todos os outros serão
referidos como testes de personalidade.
Padronização
Testes psicométricos
O desempenho coletivo do grupo ou grupos de padronização, tanto em
termos de medias quanto de variabilidade, é tabulado e passa a ser o
padrão pelo qual o desempenho dos outros indivíduos que se
submeterem ao teste depois de sua padronização será medido.
Padronização
Testes psicométricos
O ponto crítico dos Testes Psicológicos é a validade das interpretações
feitas das respostas dadas na testagem, e, por isso, a validade é uma
característica fundamental dos instrumentos de avaliação.
Validade
Testes psicométricos
Refere-se à legitimidade das interpretações dadas a partir dos
indicadores observados na aplicação de testes, analisados com base nos
comportamentos característicos que a pessoa apresentou na realização
da tarefa proposta pelo teste.
Validade
Testes psicométricos
Uma questão fundamental que precisa ser respondida indaga sobre
quais evidências empíricas justificam essas interpretações, isto é, quais
dados existem indicando que essas interpretações sejam coerentes e
legítimas, ou seja, resultante de pesquisas delineadas para testar os
pressupostos de tais interpretações.
O estudo de validade traz o embasamento científico aos instrumentos
de avaliação.
Validade
Testes psicométricos
Os métodos de validar um teste não diferem muito daqueles usados
para validar teorias psicológicas (Muniz, 2004); portanto, estão
associados ao conjunto de evidências empíricas favoráveis ao
significado que se está atribuindo aos indicadores.
As pesquisas de validade sustentam cientificamente e justificam as
associações propostas entre os indicadores e as características
psicológicas.
Validade
Testes psicométricos
Elaborando-se um pouco mais esse conceito, deve ficar claro que,
como afirmam Anastasi e Urbina (2000), “[...] a validade de um teste
não pode ser relatada em termos gerais. Não podemos dizer que um
teste tem ‘alta’ ou ‘baixa’ validade em termos abstratos. Sua validade
precisa ser estabelecida com referência ao uso específico para o qual o
teste está sendo considerado”.
Validade
Testes psicométricos
Nesse sentido, cada afirmação sobre alguma característica psicológica
diferente observada a partir de algum indicador no teste deve ser
validada.
A pesquisa de validade, portanto, é composta de várias sub-pesquisas,
cada uma testando algum aspecto interpretativo do teste.
Validade
Testes psicométricos
Exner (1993), por exemplo, realizou centenas de estudos de validade
das interpretações das respostas ao teste Rorschach.
Uma delas refere-se às respostas de reflexo, ocorrendo quando uma
parte da mancha é referida como sendo o reflexo da outra.
Validade
Testes psicométricos
Respostas desse tipo, em número elevado, indicam um foco de atenção
voltado mais para si do que para os outros, uma tendência a
superestimar o próprio valor e assinala a presença de características
narcísicas na personalidade.
Essas respostas fazem parte do Índice de Egocentrismo. Um dos
primeiros estudos de validade desse índice envolveu 21 pessoas que
passavam por um processo seletivo.
Validade
Testes psicométricos
Na entrevista, o examinando ficava à espera do entrevistador, que
chegava sempre 10 minutos depois de o sujeito ter entrado na sala.
Nesta, havia um espelho e uma câmera escondida atrás do espelho,
filmando o sujeito. A partir das gravações, os pesquisadores contaram o
tempo que o sujeito passou olhando-se no espelho.
Validade
Testes psicométricos
Além disso, contaram o número de vezes que o sujeito usou os
pronomes pessoais “eu” e “meu” durante a entrevista.
Essas variáveis estavam associadas, significativamente, ao número de
respostas de reflexo, apoiando a interpretação de que respostas desse
tipo indicam um funcionamento mais egocêntrico.
Validade
Testes psicométricos
O trabalho de validação de um teste é muito complexo. Na verdade, ele
é dinâmico e praticamente interminável.
Os vários estudos podem ser vistos como pequenas provas que vão
acumulando-se sobre o que e como se deve interpretar os indicadores
obtidos em um teste.
Validade
Testes psicométricos
Existem várias formas de se buscar evidenciar a validade das
interpretações do teste, dentre as quais aquelas baseadas na análise do
conteúdo dos itens do teste, nas relações com outras variáveis, no
processo de resposta, na estrutura interna dos itens ou nas
consequências da aplicação de testes.
Validade
Testes psicométricos
A Resolução CFP n.º 002/2003 utiliza a terminologia proposta por
Prieto e Muniz (2000), que subdivide as pesquisas para validação de
um teste psicológico em três maneiras.
Validade
Testes psicométricos
Tais como: validade de conteúdo, validade de constructo e validade de
critério, que, por sua vez, são subdivididas da seguinte forma:
Validade de conteúdo: qualidade da representação do conteúdo ou
domínio; consulta a especialistas;
Validade
Testes psicométricos
Validade de constructo: correlação com outros testes ou validade
convergente-discriminante, diferenças entre grupos, matriz multitraço-
multimétodo, consistência interna ou análise fatorial (exploratória ou
confirmatória) e delineamentos experimentais;
Validade de critério: concorrente e preditiva.
Validade
Testes psicométricos
O parâmetro da precisão ou da fidedignidade dos testes vem
referenciado sob uma série elevada e heterogênea de nomes.
Alguns destes nomes resultam do próprio conceito deste parâmetro, isto
é, eles procuram expressar o que ele de fato representa para o teste.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
Estes nomes são, principalmente, precisão, fidedignidade e
confiabilidade.
Outros nomes deste parâmetro resultam mais diretamente do tipo de
técnica utilizada na coleta empírica da informação ou da técnica
estatística utilizada para a análise dos dados empíricos coletados.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
Entre estes nomes, podemos relacionar os seguintes: estabilidade,
constância, equivalência, consistência interna.
A fidedignidade ou a precisão de um teste diz respeito à característica
que ele deve possuir, a saber, a de medir sem erros, donde os nomes
precisão, confiabilidade ou fidedignidade.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
Medir sem erros significa que o mesmo teste, medindo os mesmos
sujeitos em ocasiões diferentes, ou testes equivalentes, medindo os
mesmos sujeitos na mesma ocasião, produzem resultados idênticos, isto
é, a correlação entre estas duas medidas deve ser de 1.
Entretanto, como o erro está sempre presente em qualquer medida, esta
correlação se afasta tanto do 1 quanto maior for o erro cometido na
medida.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
A análise da precisão de um instrumento psicológico quer mostrar
precisamente o quanto ele se afasta do ideal da correlação 1,
determinando um coeficiente que, quanto mais próximo de 1,
menos erro o teste comete ao ser utilizado.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
O problema da fidedignidade dos testes era tema preferido da
psicometria clássica, onde a parafernália estatística de estimação deste
parâmetro mais se desenvolveu, mas ele perdeu muito em importância
dentro da psicometria moderna em favor do parâmetro de validade.
Precisão dos testes
Testes psicométricos
Existem diferentes formas de avaliar e mensurar a inteligência. Pode-se
considerar a dimensão nas quais as diferentes formas de
inteligência funcionam juntas.
A ideia central é que existem componentes que representam habilidades
latentes de alguma espécie e que dão origem às diferenças individuais
mensuradas nos testes de inteligência e nos desempenhos da vida real.
Teorias fatorialistas da inteligência
Testes psicométricos
Esses componentes são: a subteoria componencial (base mental para
lidar com o mundo exterior); a subteoria experiencial (capacidade para
lidar com a novidade e a automatização do processamento de
informação); e a subteoria contextual (salienta processos de adaptação,
de seleção e de modelagem do contexto ou ambiente).
Teorias fatorialistas da inteligência
Testes psicométricos
Sugere-se que devemos prestar menos atenção às noções tradicionais de
inteligência e enfatizar a noção de inteligência para o sucesso
(adaptação, modelação e seleção de ambientes para alcançar nossos
objetivos).
Teorias fatorialistas da inteligência
Testes psicométricos
Portanto, as habilidades podem ser expressas diferencialmente em
diversos contextos.
Quanto á Teoria da Inteligência Emocional considera que a inteligência
social é o processo envolvido em compreender situações sociais e se
conduzir com êxito.
Teorias fatorialistas da inteligência
Testes psicométricos
Em parte crítica da inteligência social é a inteligência emocional, que
consiste na habilidade de perceber, expressar e regular as emoções; na
habilidade para acessar e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o
pensamento; na habilidade para entender a emoção e o conhecimento
emocional; na habilidade para regular as emoções com o objetivo de
promover o crescimento emocional e intelectual. Há, entretanto, poucas
evidências psicométricas sustentando a existência do constructo de
inteligência emocional.
Teorias fatorialistas da inteligência
Testes psicométricos
Diferenças entre os testes de inteligência devido às diferentes teorias da
inteligência. Com a finalidade de definir melhor a palavra inteligência,
na década de 20 do século passado, foram realizados alguns
congressos, surgindo deles várias teorias.
Alguns defendiam a ideia da existência de uma inteligência global,
outros de várias faculdades diferentes, e havia ainda aqueles que
acreditavam na existência de múltiplas aptidões independentes.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Para se chegar a um acordo recorreu-se a análise fatorial, que é a
análise estatística das correlações existentes entre certo número de
testes, para verificar se há fatores comuns em todos eles.
Reunindo medições de uma certa quantidade de testes e analisando essa
série de intercorrelações, seria possível dizer quais fatores e quantos,
são comuns a esses testes (Ancona-Lopez,1987).
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Da abordagem psicométrica, surgiram quatro teorias. A primeira é
a Teoria Bifatorial da Inteligência, que foi iniciada por Spearman em
1904.
Para ele todas as habilidades humanas possuem um fator geral e um
específico, que os denominou de fator g e fator e respectivamente.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Ambos os fatores estão presentes em todas as habilidades, porém em
algumas predomina o fator g e em outras o fator e, tornando-as
diferentes umas das outras.
Na tentativa de explicar, por que algumas pessoas desenvolvem mais
certas habilidades do que outras, Spearman recorreu a hipótese de
“energia mental”.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
O fator g seria essa energia que é subjacente e constante. Por isso, as
habilidades que possuem predominância do fator g, serão mais fáceis
para o sujeito desempenhar (Butcher, 1972).
Em oposição à teoria de Spearman surgiu a Teoria Multimodal da
Inteligência, formulada por Thorndike.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Ele defendia que a inteligência seria constituída por um grande número
de ligações nervosas, específicas e dependentes, ou seja, a soma de
todas as capacidades que atuam nos atos mentais.
Também sugere três fatores da inteligência: abstrato que é a capacidade
de lidar com ideias e símbolos; concreto que é facilidade para manejar
objetos; e social que é a aptidão para trabalhar com pessoas e situações
sociais(Ancona-Lopez,1987).
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Outra teoria que surgiu foi a das Capacidades Mentais Primárias,
concebida por Thurstone, por volta de 1930 que considerava a
inteligência como um conjunto de capacidades mentais primárias.
São elas: capacidade numérica; capacidade visual; a indução; um fator
que favorece a rapidez da percepção e outro a flexibilidade; dois fatores
verbais que facilitam a associação, um deles responsável pela forma da
resposta e outro ao significado;
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Por último um fator responsável pela fluidez verbal. Essas capacidades
possuem quantidade relativa, variando tanto entre as pessoas bem como
em cada indivíduo (Ancona-Lopez, 1987).
O trabalho norte-americano após 1945, realizado por Guilford tenta
explicar a inteligência de uma outra forma.
Ele faz uma classificação sob três títulos (operações, produtos e
conteúdo) de possíveis tipos de capacidades.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Essas capacidades podem variar quanto a:
 Os processos psicológicos básicos: cognição, memória, produção
divergente (diante de uma situação-problema o indivíduo cria uma
variedade de hipóteses) e produção convergente (capacidade de
unificar todas as hipóteses criadas em um único conceito), avaliação
(habilidade de avaliar a qualidade da decisão);
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
O tipo de material ou conteúdo: símbolos (letras, números e palavras),
semânticos (material significativo, como palavras e sentenças), figuras
e comportamentos.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Às formas apresentadas pela informação quando está sendo
processada, ou produtos cognitivos:
 unidades (única palavra ou ideia);
 classes (conjunto de unidades);
 relações (relacionamento entre unidades ou classes);
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Às formas apresentadas pela informação quando está sendo
processada, ou produtos cognitivos:
 sistemas (sequência organizada de ideias);
 transformações (mudanças de unidades ou classes);
 implicações (predições do futuro) (Butcher, 1972).
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
No final do século XX, nos Estados Unidos, surge uma outra teoria
proposta por Howard Gardner chamada de Inteligências Múltiplas,
que diferencia sete tipos universais de inteligência.
São elas:
 Inteligência musical, facilidade de tocar um determinado
instrumento;
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
 Inteligência corporal-cinestésica, consiste em ter controle dos
movimentos do corpo, assim como os jogadores;
 Inteligência lógico-matemática, poder intelectual de dedução;
 Inteligência linguística, facilidade em lidar com palavras, seja na
escrita ou na fala;
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
 Inteligência espacial, utilizada na navegação e no uso de mapas;
 Inteligência interpessoal, facilidade em perceber o outro, seu estado
de ânimo, sua motivação, etc., sem que necessariamente haja
comunicação;
 Inteligência intrapessoal, é o conhecimento próprio, reconhecer seus
sentimentos, suas emoções, etc (Gardner, 1995).
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Para Gardner a inteligência não consiste apenas na capacidade de
resolver problemas, mas, na capacidade de elaborar produtos e mesmo
problemas dentro de seu meio.
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
Para ele as inteligências possuem raízes biológicas, ou seja, sem a
necessidade de treinamento a pessoa está preparada para desempenhar
as inteligências.
Afirma também, que as sete inteligências são independentes, em certo
grau, pois se uma for afetada a outra não se perde (Gardner, 1995).
Teorias da inteligência
Testes psicométricos
A entrevista é um instrumento insubstituível e indispensável nas
diferentes tarefas que realiza um psicólogo (seleção, orientação,
aconselhamento, terapia, etc.).
É o instrumento psicológico que mais se utiliza tanto na prática clínica,
como nas situações escolares ou nas organizações.
Entrevista psicológica
Testes psicométricos
O uso de testes psicométricos permite comparações com amostras
normais ou padrões, pois estes foram elaborados por meio de pesquisas
com populações representativas e foram normatizados para
determinados fins, validados e são fidedignos para a avaliação em seus
objetivos.
Testes psicométricos
Testes psicométricos
Os testes psicométricos utilizam-se de números, escalas e tabelas que
pontuam escores para classificação e comparação dos sujeitos
pesquisados.
Desta forma, nos testes psicométricos as respostas normalmente são
espaços para marcar alternativas, com isso, sem ambiguidade para o
aplicador apurar e tabular os dados.
Testes psicométricos
Testes psicométricos
Os testes psicométricos são mais objetivos, a correção e a tabulação das
respostas é mecânica, a interpretação é feita em cima de perfis de
números e seu significado é dado por regras de interpretação derivadas
de pesquisas anteriores.
Desta forma, os testes produzem um perfil de índices que podem ser
tratados estatisticamente em termos comparativos ou correlacionais.
Testes psicométricos
Testes psicométricos
Como desvantagem temos que os testes psicométricos por preferirem
respostas fechadas, provocam resultados mais pobres, pois sua própria
estruturação limita as respostas em alternativas, empobrecendo ou
restringindo as possibilidades.
Testes psicométricos
Testes psicométricos
A entrevista é um instrumento insubstituível e indispensável nas
diferentes tarefas que realiza um psicólogo (seleção, orientação,
aconselhamento, terapia, etc.).
É o instrumento psicológico que mais se utiliza tanto na prática clínica,
como nas situações escolares ou nas organizações.
Entrevista psicológica
Testes psicométricos
Há diferentes tipos de entrevistas, modos de conduzi-las e de interpretar
os seus dados, de acordo com os diversos enfoques teóricos, em
psicologia.
A entrevista apresenta-se de acordo com a forma e a estrutura, podendo
ser de três tipos: Entrevista diretiva ou fechada, entrevista livre, não
diretiva ou aberta e entrevista semidirigida.
Tipos de entrevista
Testes psicométricos
Em que as perguntas são programadas, planejadas, inclusive em
sequência, não alterando as perguntas, nem a sua ordem, a qual permite
a observação de certos princípios da entrevista: o estabelecimento de
uma relação, obtenção de dados sobre o psicodinamismo inconscientes
da pessoa, observando as reações, linguagem não verbal e etc.
Entrevista diretiva ou fechada
Testes psicométricos
Neste o entrevistador tem ampla liberdade para perguntas e
intervenções. É flexível e permite uma investigação mais ampla e
profunda da personalidade do entrevistado.
Na técnica psicanalítica a entrevista livre é uma constante fonte de
informações, já que está sempre aberta a novos níveis de compreensão.
É dinâmica, enquanto que a entrevista fechada é estática. Segundo a
psicanálise a entrevista livre está apoiada na teoria da transferência e
contratransferência.
Entrevista livre, não diretiva ou aberta
Testes psicométricos
É um tipo de entrevista que o paciente pode iniciar falando sobre o que
escolher, sendo que o entrevistador intervém com os objetivos de
buscar maiores esclarecimentos, clarear pontos obscuros ou confusos e
ampliar informações.
Esse tipo de entrevista é intermediário entre a entrevista livre e a
diretiva.
Entrevista semidirigida
Testes psicométricos
A entrevista apresenta vários objetivos, podendo ser diagnóstica, a qual
não emprega a interpretação e tem intuito de estabelecimento do
diagnóstico do paciente, coletando dados para tal fim, bem como a
formulação de indicações terapêuticas.
Entrevista semidirigida
Testes psicométricos
Enquanto que a entrevista terapêutica visa o acompanhamento do
paciente, o esclarecimento das suas dificuldades, podendo ter o
emprego do processo de interpretação, com vistas ao insight do
paciente, o que não ocorre na entrevista diagnóstica.
Na entrevista de aconselhamento, o psicólogo fornece informações, faz
críticas, elogios e sugestões ao paciente, além de interpretar o material
que este lhe traz.
Entrevista semidirigida
Testes psicométricos
Atribuem-se as características à entrevista de aconselhamento:
 é uma relação entre duas pessoas;
 o entrevistador é levado a assumir a responsabilidade de ajudar o
paciente;
 este tem possíveis necessidades, problemas, bloqueios ou frustrações
que deseja tentar satisfazer ou modificar;
 bem estar do paciente constitui o interesse central da situação;
ambos desejam encontrar soluções para as dificuldades apresentadas
pelo paciente.
Entrevista semidirigida
Testes psicométricos
Trata-se de um estudo que requer um planejamento prévio e cuidadoso,
de acordo com a demanda e os fins para os quais a avaliação se destina.
Segundo a Resolução CFP nº 007/2003, “os resultados das avaliações
devem considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e
seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como
instrumentos para atuar não somente sobre o indivíduo, mas na
modificação desses condicionantes que operam desde a formulação da
demanda até a conclusão do processo de Avaliação Psicológica”.
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
Cabe enfatizar que os resultados das avaliações psicológicas têm
grande impacto para as pessoas, os grupos e a sociedade.
A avaliação psicológica é um processo amplo que envolve a integração
de informações provenientes de diversas fontes, dentre elas, testes,
entrevistas, observações e análise de documentos, enquanto que a
testagem psicológica pode ser considerada um processo diferente, cuja
principal fonte de informação são os testes psicológicos de diferentes
tipos.
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
O processo de avaliação psicológica apresenta alguns passos essenciais
para que seja possível alcançar os resultados esperados, a saber:
levantamento dos objetivos da avaliação e particularidades do
indivíduo ou grupo a ser avaliado.
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
Tal processo permite a escolha dos instrumentos/estratégias mais
adequados para a realização da avaliação psicológica;
 coleta de informações pelos meios escolhidos (entrevistas,
dinâmicas, observações e testes projetivos e/ou psicométricos
etc.);
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
 É importante salientar que a integração dessas informações
deve ser suficientemente ampla para dar conta dos objetivos
pretendidos pelo processo de avaliação;
 Não é recomendada a utilização de uma só técnica ou um só
instrumento para a avaliação;
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
 integração das informações e desenvolvimento das hipóteses
iniciais. Diante dessas, o psicólogo pode constatar a necessidade
de utilizar outros instrumentos/estratégias de modo a refinar ou
elaborar novas hipóteses;
 indicação das respostas à situação que motivou o processo de
avaliação e comunicação cuidadosa dos resultados, com atenção aos
procedimentos éticos implícitos e considerando as eventuais
limitações da avaliação;
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Nesse processo, os procedimentos variam de acordo com o contexto
e propósito da avaliação.
Avaliação psicológica
Testes psicométricos
O processo de avaliação psicológica é capaz de prover informações
importantes para o desenvolvimento de hipóteses, por parte dos
psicólogos, que levem à compreensão das características psicológicas
da pessoa ou de um grupo.
Essas características podem se referir à forma como as pessoas irão
desempenhar uma dada atividade, à qualidade das interações
interpessoais que elas apresentam, dentre outros.
Respostas da avaliação psicológica
Testes psicométricos
Assim, dependendo dos objetivos da avaliação psicológica, a
compreensão poderá abranger aspectos psicológicos de natureza
diversa.
É importante notar que a qualidade do conhecimento alcançado
depende da escolha de instrumentos/estratégias que maximizem a
qualidade do processo de avaliação psicológica.
Respostas da avaliação psicológica
Testes psicométricos
Por intermédio da avaliação, os psicólogos buscam informações que
os ajudem a responder questões sobre o funcionamento psicológico das
pessoas e suas implicações.
Como o comportamento humano é resultado de uma complexa teia de
dimensões inter-relacionadas que interagem para produzi-lo, é
praticamente impossível entender e considerar todas as nuances e
relações a ponto de prevê-lo deterministicamente.
Limite da avaliação psicológica
Testes psicométricos
As avaliações têm um limite em relação ao que é possível entender e
prever.
Entretanto, avaliações calcadas em métodos cientificamente
sustentados chegam a respostas muito mais confiáveis que opiniões
leigas no assunto ou o puro acaso.
Limite da avaliação psicológica
Testes psicométricos
Sempre levando em consideração sua finalidade, o laudo deverá conter
a descrição dos procedimentos e conclusões resultantes do processo de
avaliação psicológica.
O documento deve dar direções sobre o encaminhamento, intervenções
ou acompanhamento psicológico.
Cuidados a serem seguidos na elaboração
de um relatório/laudo psicológico
Testes psicométricos
As informações fornecidas devem estar de acordo com a demanda,
solicitação ou petição, evitando-se a apresentação de dados
desnecessários aos objetivos da avaliação.
Mais detalhes sobre a elaboração desse documento podem ser obtidos
mediante consulta à Resolução CFP nº 007/2003.
Cuidados a serem seguidos na elaboração
de um relatório/laudo psicológico
Testes psicométricos
Algumas competências específicas são importantes para que esse
trabalho seja bem fundamentado e realizado com qualidade e de
maneira apropriada:
 Reconhecer o caráter processual da avaliação psicológica;
Cuidados a serem seguidos na elaboração
de um relatório/laudo psicológico
Testes psicométricos
 Conhecer a legislação referente à avaliação psicológica brasileira,
dentre as quais as resoluções do CFP e o Código de Ética
Profissional do Psicólogo;
 Ter amplos conhecimentos dos fundamentos básicos da Psicologia,
dentre os quais podemos destacar: desenvolvimento, inteligência,
memória, atenção, emoção, dentre outros, construtos avaliados
por diferentes testes e em diferentes perspectivas teóricas;
Competências do psicólogo para realizar a
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Ter domínio do campo da Psicopatologia, para poder identificar
problemas graves de saúde mental ao realizar diagnósticos;
 Ter conhecimentos de Psicometria, mais especificamente sobre as
questões de validade, precisão e normas dos testes, e ser capaz de
escolher e trabalhar de acordo com os propósitos e contextos de cada
teste;
Competências do psicólogo para realizar a
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Ter domínio dos procedimentos para aplicação, levantamento e
interpretação do(s) instrumento(s) e técnicas utilizados na avaliação
psicológica, bem como ter condição de planejar a avaliação com
maestria, adequando-a ao objetivo, público-alvo e contexto;
Competências do psicólogo para realizar a
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Elaborar documentos psicológicos decorrentes da avaliação
psicológica;
 Saber comunicar os resultados advindos da avaliação, por meio de
entrevista devolutiva.
Competências do psicólogo para realizar a
avaliação psicológica
Testes psicométricos
É necessário que o psicólogo se mantenha atento aos seguintes
princípios:
 O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo
aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento
da Psicologia como campo científico de conhecimento e prática;
Princípios éticos básicos que regem o uso da
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Utilização, no contexto profissional, apenas dos testes psicológicos
com parecer favorável do CFP que se encontram listados no Sistema
de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi);
 Emprego de instrumentos de avaliação psicológica para os quais o
profissional esteja qualificado;
Princípios éticos básicos que regem o uso da
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Realização da avaliação psicológica em condições ambientais
adequadas, de modo a assegurar a qualidade e o sigilo das
informações obtidas;
 Guarda dos documentos de avaliação psicológica em arquivos
seguros e de acesso controlado;
Princípios éticos básicos que regem o uso da
avaliação psicológica
Testes psicométricos
 Disponibilização das informações da avaliação psicológica apenas
àqueles com o direito de conhecê-las;
 Proteção da integridade dos testes, não os comercializando,
divulgando-os ou ensinando-os àqueles que não são psicólogos.
Princípios éticos básicos que regem o uso da
avaliação psicológica
Testes psicométricos
NORONHA, Ana Paula Porto; VENDRAMINI, Claudette Maria Medeiros. Parâmetros Psicométricos:
Estudo Comparativo entre Testes de Inteligência e de Personalidade. Psicologia: Reflexão e Crítica, São
Francisco, p.177-182, jan. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ /prc/v16n1/16809.pdf>.
Acesso em: 23 fev. 216.
PASQUALI, Luiz. Psicometria. Rev Esc Enferm Usp, Brasilia, v. 9, n. 43, p.993-999, 15 dez. 2008.
PRIMI, Ricardo et al. IV - Critérios para Avaliação dos Testes Psicológicos. 2001. Disponível em:
<http://www2.pol.org.br/satepsi/CD_testes/pdf/relatoriotestes_cap4.pdf>. Acesso em: 26 fev. 2016.
Referências
Testes psicométricos
NET, Psicologia na et al. Testes Psicológicos – O uso Testes e da Psicometria na Avaliação
Psicológica. 2015. Disponível em: <http://www.psicologiananet.com.br/testes-psicologicos-o-uso-testes-
e-da-psicometria-na-avaliacao-psicologica/979/>.
NET, Psicologia na et al. Testes de Inteligência: como entender as diferentes teorias da
inteligência. 2015. Disponível em: <http://www.psicologiananet.com.br/testes-de-inteligencia-como-
entender-as-diferentes-teorias-da-inteligencia/2389/>.
Referências
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Testes Psicológicos e Validade

  • 1. Psicologia do Trânsito Testes Psicométricos - I
  • 2. Testes psicométricos O uso de testes psicológicos nas avaliações psicológicas são instrumentos que facilitam a investigação do sujeito de forma que possibilita maior conhecimento sobre aspectos importantes de sua personalidade, habilidades sociais, psicomotricidade, maturidade, inteligência, e outros. Testes psicológicos
  • 3. Testes psicométricos São instrumentos utilizados na prática do psicólogo e podem fornecer importantes informações para a elaboração de um diagnóstico, quando do processo de avaliação. Testes psicológicos
  • 4. Testes psicométricos Para que os testes sejam úteis e eficientes, eles devem passar por estudos que comprovem suas qualidades psicométricas, assim como devem atender determinadas especificações que garantam reconhecimento e credibilidade por parte da comunidade científica e de leigos. Testes psicológicos
  • 5. Testes psicométricos Os testes são instrumentos exclusivos do psicólogo e a Psicologia dispõe de um Código de Ética Profissional que traz orientações importantes ao profissional a respeito da amplitude das possibilidades e das responsabilidades de sua atuação, inclusive no que diz respeito à prática de avaliação. Testes psicológicos
  • 6. Testes psicométricos No entanto, não existem orientações precisas no que se refere à construção e ao uso dos instrumentos psicológicos, existem apenas questões mais gerais que tratam de dilemas éticos para nossos profissionais (Conselho Regional de Psicologia, 1999). Testes psicológicos
  • 7. Testes psicométricos O Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2001) publicou uma resolução na qual regulamenta a elaboração, a comercialização e o uso dos instrumentos psicológicos. Testes psicológicos
  • 8. Testes psicométricos De acordo com a resolução nº 25/2001, os testes devem ter requisitos mínimos para que sejam reconhecidos como tais e será considerada falta ética o uso de instrumentos que se encontrem fora dos padrões de excelência. Destaque deve ser dado à determinação de que o manual do teste objetive orientar o profissional na confecção de documentos. Testes psicológicos
  • 9. Testes psicométricos Acredita-se que tal obrigatoriedade estimule a pesquisa em torno dos instrumentos e desestimule o uso de materiais precários, com qualidade duvidosa, que porventura possam não garantir bons serviços para a sociedade em geral. Testes psicológicos
  • 10. Testes psicométricos Os testes psicológicos costumam ser descritos como padronizados por dois motivos, ambos contemplam a necessidade de objetividade no processo de testagem. O primeiro está ligado à uniformidade de procedimentos em todos os aspectos importantes da administração, avaliação e interpretação dos testes. Padronização
  • 11. Testes psicométricos Naturalmente, a hora e local em que o teste é administrado, bem como as circunstancias de uma administração e o examinador que o administra, afetam os resultados. No entanto, o objetivo da padronização dos procedimentos é tornar tão uniformes quanto possíveis todas as variáveis que estão sob o controle do examinador, para que todos que se submeteram ao teste o façam da mesma forma. Padronização
  • 13. Testes psicométricos O segundo sentido da padronização diz respeito ao uso de padrões para avaliação dos resultados. Estes padrões costumam ser normas derivadas de um grupo de indivíduos – conhecidos como amostra normativa ou de padronização – no processo de desenvolvimento do teste. Padronização
  • 14. Testes psicométricos Estritamente falando, o termo teste deveria ser usado apenas para aqueles procedimentos nos quais as respostas do testando são avaliadas tendo por base sua correção ou qualidade. Tais instrumentos sempre envolvem a avaliação de algum aspecto do funcionamento cognitivo, conhecimento, habilidades ou capacidades de uma pessoa. Padronização
  • 15. Testes psicométricos Por outro lado, instrumentos cujas respostas não são avaliadas como certas ou erradas e cujos testandos não recebem escores de aprovação ou reprovação são denominados inventários, questionários, levantamentos, listas de verificação, esquemas ou técnicas projetivas, e geralmente são agrupados sob a rubrica de testes de personalidade. Padronização
  • 16. Testes psicométricos Estes são teste delineadas para se obter informações a respeito das motivações, preferências, atitudes, interesses, opiniões, constituição emocional e reações características de uma pessoa a outras pessoas, situações ou estímulos. Tipicamente, são compostos de perguntas de múltipla escolha ou verdadeiro-falso, exceto as técnicas projetivas, que usam perguntas abertas. Padronização
  • 17. Testes psicométricos Também podem envolver escolhas forçadas entre afirmações que representam alternativas contrastantes, ou a determinação do grau em que o testando concorda ou discorda com várias afirmações. Padronização
  • 18. Testes psicométricos Na maior parte das vezes, os inventários de personalidade, questionários e outros instrumentos do gênero são de auto-relato, mas alguns também são delineados de modo a eliciar relatos de outros indivíduos que não da pessoa que está sendo avaliada (por exemplo, um dos pais, o cônjuge ou o professor). Padronização
  • 19. Testes psicométricos Testes que avaliam conhecimentos, habilidades ou funções cognitivas serão designados como testes de habilidades, e todos os outros serão referidos como testes de personalidade. Padronização
  • 20. Testes psicométricos O desempenho coletivo do grupo ou grupos de padronização, tanto em termos de medias quanto de variabilidade, é tabulado e passa a ser o padrão pelo qual o desempenho dos outros indivíduos que se submeterem ao teste depois de sua padronização será medido. Padronização
  • 21. Testes psicométricos O ponto crítico dos Testes Psicológicos é a validade das interpretações feitas das respostas dadas na testagem, e, por isso, a validade é uma característica fundamental dos instrumentos de avaliação. Validade
  • 22. Testes psicométricos Refere-se à legitimidade das interpretações dadas a partir dos indicadores observados na aplicação de testes, analisados com base nos comportamentos característicos que a pessoa apresentou na realização da tarefa proposta pelo teste. Validade
  • 23. Testes psicométricos Uma questão fundamental que precisa ser respondida indaga sobre quais evidências empíricas justificam essas interpretações, isto é, quais dados existem indicando que essas interpretações sejam coerentes e legítimas, ou seja, resultante de pesquisas delineadas para testar os pressupostos de tais interpretações. O estudo de validade traz o embasamento científico aos instrumentos de avaliação. Validade
  • 24. Testes psicométricos Os métodos de validar um teste não diferem muito daqueles usados para validar teorias psicológicas (Muniz, 2004); portanto, estão associados ao conjunto de evidências empíricas favoráveis ao significado que se está atribuindo aos indicadores. As pesquisas de validade sustentam cientificamente e justificam as associações propostas entre os indicadores e as características psicológicas. Validade
  • 25. Testes psicométricos Elaborando-se um pouco mais esse conceito, deve ficar claro que, como afirmam Anastasi e Urbina (2000), “[...] a validade de um teste não pode ser relatada em termos gerais. Não podemos dizer que um teste tem ‘alta’ ou ‘baixa’ validade em termos abstratos. Sua validade precisa ser estabelecida com referência ao uso específico para o qual o teste está sendo considerado”. Validade
  • 26. Testes psicométricos Nesse sentido, cada afirmação sobre alguma característica psicológica diferente observada a partir de algum indicador no teste deve ser validada. A pesquisa de validade, portanto, é composta de várias sub-pesquisas, cada uma testando algum aspecto interpretativo do teste. Validade
  • 27. Testes psicométricos Exner (1993), por exemplo, realizou centenas de estudos de validade das interpretações das respostas ao teste Rorschach. Uma delas refere-se às respostas de reflexo, ocorrendo quando uma parte da mancha é referida como sendo o reflexo da outra. Validade
  • 28. Testes psicométricos Respostas desse tipo, em número elevado, indicam um foco de atenção voltado mais para si do que para os outros, uma tendência a superestimar o próprio valor e assinala a presença de características narcísicas na personalidade. Essas respostas fazem parte do Índice de Egocentrismo. Um dos primeiros estudos de validade desse índice envolveu 21 pessoas que passavam por um processo seletivo. Validade
  • 29. Testes psicométricos Na entrevista, o examinando ficava à espera do entrevistador, que chegava sempre 10 minutos depois de o sujeito ter entrado na sala. Nesta, havia um espelho e uma câmera escondida atrás do espelho, filmando o sujeito. A partir das gravações, os pesquisadores contaram o tempo que o sujeito passou olhando-se no espelho. Validade
  • 30. Testes psicométricos Além disso, contaram o número de vezes que o sujeito usou os pronomes pessoais “eu” e “meu” durante a entrevista. Essas variáveis estavam associadas, significativamente, ao número de respostas de reflexo, apoiando a interpretação de que respostas desse tipo indicam um funcionamento mais egocêntrico. Validade
  • 31. Testes psicométricos O trabalho de validação de um teste é muito complexo. Na verdade, ele é dinâmico e praticamente interminável. Os vários estudos podem ser vistos como pequenas provas que vão acumulando-se sobre o que e como se deve interpretar os indicadores obtidos em um teste. Validade
  • 32. Testes psicométricos Existem várias formas de se buscar evidenciar a validade das interpretações do teste, dentre as quais aquelas baseadas na análise do conteúdo dos itens do teste, nas relações com outras variáveis, no processo de resposta, na estrutura interna dos itens ou nas consequências da aplicação de testes. Validade
  • 33. Testes psicométricos A Resolução CFP n.º 002/2003 utiliza a terminologia proposta por Prieto e Muniz (2000), que subdivide as pesquisas para validação de um teste psicológico em três maneiras. Validade
  • 34. Testes psicométricos Tais como: validade de conteúdo, validade de constructo e validade de critério, que, por sua vez, são subdivididas da seguinte forma: Validade de conteúdo: qualidade da representação do conteúdo ou domínio; consulta a especialistas; Validade
  • 35. Testes psicométricos Validade de constructo: correlação com outros testes ou validade convergente-discriminante, diferenças entre grupos, matriz multitraço- multimétodo, consistência interna ou análise fatorial (exploratória ou confirmatória) e delineamentos experimentais; Validade de critério: concorrente e preditiva. Validade
  • 36. Testes psicométricos O parâmetro da precisão ou da fidedignidade dos testes vem referenciado sob uma série elevada e heterogênea de nomes. Alguns destes nomes resultam do próprio conceito deste parâmetro, isto é, eles procuram expressar o que ele de fato representa para o teste. Precisão dos testes
  • 37. Testes psicométricos Estes nomes são, principalmente, precisão, fidedignidade e confiabilidade. Outros nomes deste parâmetro resultam mais diretamente do tipo de técnica utilizada na coleta empírica da informação ou da técnica estatística utilizada para a análise dos dados empíricos coletados. Precisão dos testes
  • 38. Testes psicométricos Entre estes nomes, podemos relacionar os seguintes: estabilidade, constância, equivalência, consistência interna. A fidedignidade ou a precisão de um teste diz respeito à característica que ele deve possuir, a saber, a de medir sem erros, donde os nomes precisão, confiabilidade ou fidedignidade. Precisão dos testes
  • 39. Testes psicométricos Medir sem erros significa que o mesmo teste, medindo os mesmos sujeitos em ocasiões diferentes, ou testes equivalentes, medindo os mesmos sujeitos na mesma ocasião, produzem resultados idênticos, isto é, a correlação entre estas duas medidas deve ser de 1. Entretanto, como o erro está sempre presente em qualquer medida, esta correlação se afasta tanto do 1 quanto maior for o erro cometido na medida. Precisão dos testes
  • 40. Testes psicométricos A análise da precisão de um instrumento psicológico quer mostrar precisamente o quanto ele se afasta do ideal da correlação 1, determinando um coeficiente que, quanto mais próximo de 1, menos erro o teste comete ao ser utilizado. Precisão dos testes
  • 41. Testes psicométricos O problema da fidedignidade dos testes era tema preferido da psicometria clássica, onde a parafernália estatística de estimação deste parâmetro mais se desenvolveu, mas ele perdeu muito em importância dentro da psicometria moderna em favor do parâmetro de validade. Precisão dos testes
  • 42. Testes psicométricos Existem diferentes formas de avaliar e mensurar a inteligência. Pode-se considerar a dimensão nas quais as diferentes formas de inteligência funcionam juntas. A ideia central é que existem componentes que representam habilidades latentes de alguma espécie e que dão origem às diferenças individuais mensuradas nos testes de inteligência e nos desempenhos da vida real. Teorias fatorialistas da inteligência
  • 43. Testes psicométricos Esses componentes são: a subteoria componencial (base mental para lidar com o mundo exterior); a subteoria experiencial (capacidade para lidar com a novidade e a automatização do processamento de informação); e a subteoria contextual (salienta processos de adaptação, de seleção e de modelagem do contexto ou ambiente). Teorias fatorialistas da inteligência
  • 44. Testes psicométricos Sugere-se que devemos prestar menos atenção às noções tradicionais de inteligência e enfatizar a noção de inteligência para o sucesso (adaptação, modelação e seleção de ambientes para alcançar nossos objetivos). Teorias fatorialistas da inteligência
  • 45. Testes psicométricos Portanto, as habilidades podem ser expressas diferencialmente em diversos contextos. Quanto á Teoria da Inteligência Emocional considera que a inteligência social é o processo envolvido em compreender situações sociais e se conduzir com êxito. Teorias fatorialistas da inteligência
  • 46. Testes psicométricos Em parte crítica da inteligência social é a inteligência emocional, que consiste na habilidade de perceber, expressar e regular as emoções; na habilidade para acessar e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; na habilidade para entender a emoção e o conhecimento emocional; na habilidade para regular as emoções com o objetivo de promover o crescimento emocional e intelectual. Há, entretanto, poucas evidências psicométricas sustentando a existência do constructo de inteligência emocional. Teorias fatorialistas da inteligência
  • 47. Testes psicométricos Diferenças entre os testes de inteligência devido às diferentes teorias da inteligência. Com a finalidade de definir melhor a palavra inteligência, na década de 20 do século passado, foram realizados alguns congressos, surgindo deles várias teorias. Alguns defendiam a ideia da existência de uma inteligência global, outros de várias faculdades diferentes, e havia ainda aqueles que acreditavam na existência de múltiplas aptidões independentes. Teorias da inteligência
  • 48. Testes psicométricos Para se chegar a um acordo recorreu-se a análise fatorial, que é a análise estatística das correlações existentes entre certo número de testes, para verificar se há fatores comuns em todos eles. Reunindo medições de uma certa quantidade de testes e analisando essa série de intercorrelações, seria possível dizer quais fatores e quantos, são comuns a esses testes (Ancona-Lopez,1987). Teorias da inteligência
  • 49. Testes psicométricos Da abordagem psicométrica, surgiram quatro teorias. A primeira é a Teoria Bifatorial da Inteligência, que foi iniciada por Spearman em 1904. Para ele todas as habilidades humanas possuem um fator geral e um específico, que os denominou de fator g e fator e respectivamente. Teorias da inteligência
  • 50. Testes psicométricos Ambos os fatores estão presentes em todas as habilidades, porém em algumas predomina o fator g e em outras o fator e, tornando-as diferentes umas das outras. Na tentativa de explicar, por que algumas pessoas desenvolvem mais certas habilidades do que outras, Spearman recorreu a hipótese de “energia mental”. Teorias da inteligência
  • 51. Testes psicométricos O fator g seria essa energia que é subjacente e constante. Por isso, as habilidades que possuem predominância do fator g, serão mais fáceis para o sujeito desempenhar (Butcher, 1972). Em oposição à teoria de Spearman surgiu a Teoria Multimodal da Inteligência, formulada por Thorndike. Teorias da inteligência
  • 52. Testes psicométricos Ele defendia que a inteligência seria constituída por um grande número de ligações nervosas, específicas e dependentes, ou seja, a soma de todas as capacidades que atuam nos atos mentais. Também sugere três fatores da inteligência: abstrato que é a capacidade de lidar com ideias e símbolos; concreto que é facilidade para manejar objetos; e social que é a aptidão para trabalhar com pessoas e situações sociais(Ancona-Lopez,1987). Teorias da inteligência
  • 53. Testes psicométricos Outra teoria que surgiu foi a das Capacidades Mentais Primárias, concebida por Thurstone, por volta de 1930 que considerava a inteligência como um conjunto de capacidades mentais primárias. São elas: capacidade numérica; capacidade visual; a indução; um fator que favorece a rapidez da percepção e outro a flexibilidade; dois fatores verbais que facilitam a associação, um deles responsável pela forma da resposta e outro ao significado; Teorias da inteligência
  • 54. Testes psicométricos Por último um fator responsável pela fluidez verbal. Essas capacidades possuem quantidade relativa, variando tanto entre as pessoas bem como em cada indivíduo (Ancona-Lopez, 1987). O trabalho norte-americano após 1945, realizado por Guilford tenta explicar a inteligência de uma outra forma. Ele faz uma classificação sob três títulos (operações, produtos e conteúdo) de possíveis tipos de capacidades. Teorias da inteligência
  • 55. Testes psicométricos Essas capacidades podem variar quanto a:  Os processos psicológicos básicos: cognição, memória, produção divergente (diante de uma situação-problema o indivíduo cria uma variedade de hipóteses) e produção convergente (capacidade de unificar todas as hipóteses criadas em um único conceito), avaliação (habilidade de avaliar a qualidade da decisão); Teorias da inteligência
  • 56. Testes psicométricos O tipo de material ou conteúdo: símbolos (letras, números e palavras), semânticos (material significativo, como palavras e sentenças), figuras e comportamentos. Teorias da inteligência
  • 57. Testes psicométricos Às formas apresentadas pela informação quando está sendo processada, ou produtos cognitivos:  unidades (única palavra ou ideia);  classes (conjunto de unidades);  relações (relacionamento entre unidades ou classes); Teorias da inteligência
  • 58. Testes psicométricos Às formas apresentadas pela informação quando está sendo processada, ou produtos cognitivos:  sistemas (sequência organizada de ideias);  transformações (mudanças de unidades ou classes);  implicações (predições do futuro) (Butcher, 1972). Teorias da inteligência
  • 59. Testes psicométricos No final do século XX, nos Estados Unidos, surge uma outra teoria proposta por Howard Gardner chamada de Inteligências Múltiplas, que diferencia sete tipos universais de inteligência. São elas:  Inteligência musical, facilidade de tocar um determinado instrumento; Teorias da inteligência
  • 60. Testes psicométricos  Inteligência corporal-cinestésica, consiste em ter controle dos movimentos do corpo, assim como os jogadores;  Inteligência lógico-matemática, poder intelectual de dedução;  Inteligência linguística, facilidade em lidar com palavras, seja na escrita ou na fala; Teorias da inteligência
  • 61. Testes psicométricos  Inteligência espacial, utilizada na navegação e no uso de mapas;  Inteligência interpessoal, facilidade em perceber o outro, seu estado de ânimo, sua motivação, etc., sem que necessariamente haja comunicação;  Inteligência intrapessoal, é o conhecimento próprio, reconhecer seus sentimentos, suas emoções, etc (Gardner, 1995). Teorias da inteligência
  • 62. Testes psicométricos Para Gardner a inteligência não consiste apenas na capacidade de resolver problemas, mas, na capacidade de elaborar produtos e mesmo problemas dentro de seu meio. Teorias da inteligência
  • 63. Testes psicométricos Para ele as inteligências possuem raízes biológicas, ou seja, sem a necessidade de treinamento a pessoa está preparada para desempenhar as inteligências. Afirma também, que as sete inteligências são independentes, em certo grau, pois se uma for afetada a outra não se perde (Gardner, 1995). Teorias da inteligência
  • 64. Testes psicométricos A entrevista é um instrumento insubstituível e indispensável nas diferentes tarefas que realiza um psicólogo (seleção, orientação, aconselhamento, terapia, etc.). É o instrumento psicológico que mais se utiliza tanto na prática clínica, como nas situações escolares ou nas organizações. Entrevista psicológica
  • 65. Testes psicométricos O uso de testes psicométricos permite comparações com amostras normais ou padrões, pois estes foram elaborados por meio de pesquisas com populações representativas e foram normatizados para determinados fins, validados e são fidedignos para a avaliação em seus objetivos. Testes psicométricos
  • 66. Testes psicométricos Os testes psicométricos utilizam-se de números, escalas e tabelas que pontuam escores para classificação e comparação dos sujeitos pesquisados. Desta forma, nos testes psicométricos as respostas normalmente são espaços para marcar alternativas, com isso, sem ambiguidade para o aplicador apurar e tabular os dados. Testes psicométricos
  • 67. Testes psicométricos Os testes psicométricos são mais objetivos, a correção e a tabulação das respostas é mecânica, a interpretação é feita em cima de perfis de números e seu significado é dado por regras de interpretação derivadas de pesquisas anteriores. Desta forma, os testes produzem um perfil de índices que podem ser tratados estatisticamente em termos comparativos ou correlacionais. Testes psicométricos
  • 68. Testes psicométricos Como desvantagem temos que os testes psicométricos por preferirem respostas fechadas, provocam resultados mais pobres, pois sua própria estruturação limita as respostas em alternativas, empobrecendo ou restringindo as possibilidades. Testes psicométricos
  • 69. Testes psicométricos A entrevista é um instrumento insubstituível e indispensável nas diferentes tarefas que realiza um psicólogo (seleção, orientação, aconselhamento, terapia, etc.). É o instrumento psicológico que mais se utiliza tanto na prática clínica, como nas situações escolares ou nas organizações. Entrevista psicológica
  • 70. Testes psicométricos Há diferentes tipos de entrevistas, modos de conduzi-las e de interpretar os seus dados, de acordo com os diversos enfoques teóricos, em psicologia. A entrevista apresenta-se de acordo com a forma e a estrutura, podendo ser de três tipos: Entrevista diretiva ou fechada, entrevista livre, não diretiva ou aberta e entrevista semidirigida. Tipos de entrevista
  • 71. Testes psicométricos Em que as perguntas são programadas, planejadas, inclusive em sequência, não alterando as perguntas, nem a sua ordem, a qual permite a observação de certos princípios da entrevista: o estabelecimento de uma relação, obtenção de dados sobre o psicodinamismo inconscientes da pessoa, observando as reações, linguagem não verbal e etc. Entrevista diretiva ou fechada
  • 72. Testes psicométricos Neste o entrevistador tem ampla liberdade para perguntas e intervenções. É flexível e permite uma investigação mais ampla e profunda da personalidade do entrevistado. Na técnica psicanalítica a entrevista livre é uma constante fonte de informações, já que está sempre aberta a novos níveis de compreensão. É dinâmica, enquanto que a entrevista fechada é estática. Segundo a psicanálise a entrevista livre está apoiada na teoria da transferência e contratransferência. Entrevista livre, não diretiva ou aberta
  • 73. Testes psicométricos É um tipo de entrevista que o paciente pode iniciar falando sobre o que escolher, sendo que o entrevistador intervém com os objetivos de buscar maiores esclarecimentos, clarear pontos obscuros ou confusos e ampliar informações. Esse tipo de entrevista é intermediário entre a entrevista livre e a diretiva. Entrevista semidirigida
  • 74. Testes psicométricos A entrevista apresenta vários objetivos, podendo ser diagnóstica, a qual não emprega a interpretação e tem intuito de estabelecimento do diagnóstico do paciente, coletando dados para tal fim, bem como a formulação de indicações terapêuticas. Entrevista semidirigida
  • 75. Testes psicométricos Enquanto que a entrevista terapêutica visa o acompanhamento do paciente, o esclarecimento das suas dificuldades, podendo ter o emprego do processo de interpretação, com vistas ao insight do paciente, o que não ocorre na entrevista diagnóstica. Na entrevista de aconselhamento, o psicólogo fornece informações, faz críticas, elogios e sugestões ao paciente, além de interpretar o material que este lhe traz. Entrevista semidirigida
  • 76. Testes psicométricos Atribuem-se as características à entrevista de aconselhamento:  é uma relação entre duas pessoas;  o entrevistador é levado a assumir a responsabilidade de ajudar o paciente;  este tem possíveis necessidades, problemas, bloqueios ou frustrações que deseja tentar satisfazer ou modificar;  bem estar do paciente constitui o interesse central da situação; ambos desejam encontrar soluções para as dificuldades apresentadas pelo paciente. Entrevista semidirigida
  • 77. Testes psicométricos Trata-se de um estudo que requer um planejamento prévio e cuidadoso, de acordo com a demanda e os fins para os quais a avaliação se destina. Segundo a Resolução CFP nº 007/2003, “os resultados das avaliações devem considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como instrumentos para atuar não somente sobre o indivíduo, mas na modificação desses condicionantes que operam desde a formulação da demanda até a conclusão do processo de Avaliação Psicológica”. Avaliação psicológica
  • 78. Testes psicométricos Cabe enfatizar que os resultados das avaliações psicológicas têm grande impacto para as pessoas, os grupos e a sociedade. A avaliação psicológica é um processo amplo que envolve a integração de informações provenientes de diversas fontes, dentre elas, testes, entrevistas, observações e análise de documentos, enquanto que a testagem psicológica pode ser considerada um processo diferente, cuja principal fonte de informação são os testes psicológicos de diferentes tipos. Avaliação psicológica
  • 79. Testes psicométricos O processo de avaliação psicológica apresenta alguns passos essenciais para que seja possível alcançar os resultados esperados, a saber: levantamento dos objetivos da avaliação e particularidades do indivíduo ou grupo a ser avaliado. Avaliação psicológica
  • 80. Testes psicométricos Tal processo permite a escolha dos instrumentos/estratégias mais adequados para a realização da avaliação psicológica;  coleta de informações pelos meios escolhidos (entrevistas, dinâmicas, observações e testes projetivos e/ou psicométricos etc.); Avaliação psicológica
  • 81. Testes psicométricos  É importante salientar que a integração dessas informações deve ser suficientemente ampla para dar conta dos objetivos pretendidos pelo processo de avaliação;  Não é recomendada a utilização de uma só técnica ou um só instrumento para a avaliação; Avaliação psicológica
  • 82. Testes psicométricos  integração das informações e desenvolvimento das hipóteses iniciais. Diante dessas, o psicólogo pode constatar a necessidade de utilizar outros instrumentos/estratégias de modo a refinar ou elaborar novas hipóteses;  indicação das respostas à situação que motivou o processo de avaliação e comunicação cuidadosa dos resultados, com atenção aos procedimentos éticos implícitos e considerando as eventuais limitações da avaliação; Avaliação psicológica
  • 83. Testes psicométricos  Nesse processo, os procedimentos variam de acordo com o contexto e propósito da avaliação. Avaliação psicológica
  • 84. Testes psicométricos O processo de avaliação psicológica é capaz de prover informações importantes para o desenvolvimento de hipóteses, por parte dos psicólogos, que levem à compreensão das características psicológicas da pessoa ou de um grupo. Essas características podem se referir à forma como as pessoas irão desempenhar uma dada atividade, à qualidade das interações interpessoais que elas apresentam, dentre outros. Respostas da avaliação psicológica
  • 85. Testes psicométricos Assim, dependendo dos objetivos da avaliação psicológica, a compreensão poderá abranger aspectos psicológicos de natureza diversa. É importante notar que a qualidade do conhecimento alcançado depende da escolha de instrumentos/estratégias que maximizem a qualidade do processo de avaliação psicológica. Respostas da avaliação psicológica
  • 86. Testes psicométricos Por intermédio da avaliação, os psicólogos buscam informações que os ajudem a responder questões sobre o funcionamento psicológico das pessoas e suas implicações. Como o comportamento humano é resultado de uma complexa teia de dimensões inter-relacionadas que interagem para produzi-lo, é praticamente impossível entender e considerar todas as nuances e relações a ponto de prevê-lo deterministicamente. Limite da avaliação psicológica
  • 87. Testes psicométricos As avaliações têm um limite em relação ao que é possível entender e prever. Entretanto, avaliações calcadas em métodos cientificamente sustentados chegam a respostas muito mais confiáveis que opiniões leigas no assunto ou o puro acaso. Limite da avaliação psicológica
  • 88. Testes psicométricos Sempre levando em consideração sua finalidade, o laudo deverá conter a descrição dos procedimentos e conclusões resultantes do processo de avaliação psicológica. O documento deve dar direções sobre o encaminhamento, intervenções ou acompanhamento psicológico. Cuidados a serem seguidos na elaboração de um relatório/laudo psicológico
  • 89. Testes psicométricos As informações fornecidas devem estar de acordo com a demanda, solicitação ou petição, evitando-se a apresentação de dados desnecessários aos objetivos da avaliação. Mais detalhes sobre a elaboração desse documento podem ser obtidos mediante consulta à Resolução CFP nº 007/2003. Cuidados a serem seguidos na elaboração de um relatório/laudo psicológico
  • 90. Testes psicométricos Algumas competências específicas são importantes para que esse trabalho seja bem fundamentado e realizado com qualidade e de maneira apropriada:  Reconhecer o caráter processual da avaliação psicológica; Cuidados a serem seguidos na elaboração de um relatório/laudo psicológico
  • 91. Testes psicométricos  Conhecer a legislação referente à avaliação psicológica brasileira, dentre as quais as resoluções do CFP e o Código de Ética Profissional do Psicólogo;  Ter amplos conhecimentos dos fundamentos básicos da Psicologia, dentre os quais podemos destacar: desenvolvimento, inteligência, memória, atenção, emoção, dentre outros, construtos avaliados por diferentes testes e em diferentes perspectivas teóricas; Competências do psicólogo para realizar a avaliação psicológica
  • 92. Testes psicométricos  Ter domínio do campo da Psicopatologia, para poder identificar problemas graves de saúde mental ao realizar diagnósticos;  Ter conhecimentos de Psicometria, mais especificamente sobre as questões de validade, precisão e normas dos testes, e ser capaz de escolher e trabalhar de acordo com os propósitos e contextos de cada teste; Competências do psicólogo para realizar a avaliação psicológica
  • 93. Testes psicométricos  Ter domínio dos procedimentos para aplicação, levantamento e interpretação do(s) instrumento(s) e técnicas utilizados na avaliação psicológica, bem como ter condição de planejar a avaliação com maestria, adequando-a ao objetivo, público-alvo e contexto; Competências do psicólogo para realizar a avaliação psicológica
  • 94. Testes psicométricos  Elaborar documentos psicológicos decorrentes da avaliação psicológica;  Saber comunicar os resultados advindos da avaliação, por meio de entrevista devolutiva. Competências do psicólogo para realizar a avaliação psicológica
  • 95. Testes psicométricos É necessário que o psicólogo se mantenha atento aos seguintes princípios:  O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico de conhecimento e prática; Princípios éticos básicos que regem o uso da avaliação psicológica
  • 96. Testes psicométricos  Utilização, no contexto profissional, apenas dos testes psicológicos com parecer favorável do CFP que se encontram listados no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi);  Emprego de instrumentos de avaliação psicológica para os quais o profissional esteja qualificado; Princípios éticos básicos que regem o uso da avaliação psicológica
  • 97. Testes psicométricos  Realização da avaliação psicológica em condições ambientais adequadas, de modo a assegurar a qualidade e o sigilo das informações obtidas;  Guarda dos documentos de avaliação psicológica em arquivos seguros e de acesso controlado; Princípios éticos básicos que regem o uso da avaliação psicológica
  • 98. Testes psicométricos  Disponibilização das informações da avaliação psicológica apenas àqueles com o direito de conhecê-las;  Proteção da integridade dos testes, não os comercializando, divulgando-os ou ensinando-os àqueles que não são psicólogos. Princípios éticos básicos que regem o uso da avaliação psicológica
  • 99. Testes psicométricos NORONHA, Ana Paula Porto; VENDRAMINI, Claudette Maria Medeiros. Parâmetros Psicométricos: Estudo Comparativo entre Testes de Inteligência e de Personalidade. Psicologia: Reflexão e Crítica, São Francisco, p.177-182, jan. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ /prc/v16n1/16809.pdf>. Acesso em: 23 fev. 216. PASQUALI, Luiz. Psicometria. Rev Esc Enferm Usp, Brasilia, v. 9, n. 43, p.993-999, 15 dez. 2008. PRIMI, Ricardo et al. IV - Critérios para Avaliação dos Testes Psicológicos. 2001. Disponível em: <http://www2.pol.org.br/satepsi/CD_testes/pdf/relatoriotestes_cap4.pdf>. Acesso em: 26 fev. 2016. Referências
  • 100. Testes psicométricos NET, Psicologia na et al. Testes Psicológicos – O uso Testes e da Psicometria na Avaliação Psicológica. 2015. Disponível em: <http://www.psicologiananet.com.br/testes-psicologicos-o-uso-testes- e-da-psicometria-na-avaliacao-psicologica/979/>. NET, Psicologia na et al. Testes de Inteligência: como entender as diferentes teorias da inteligência. 2015. Disponível em: <http://www.psicologiananet.com.br/testes-de-inteligencia-como- entender-as-diferentes-teorias-da-inteligencia/2389/>. Referências