Elaboração de Projetos Sociais

627 visualizações

Publicada em

Elaboração de Projetos Sociais, oficina ministrada por Manuela Mendes no VI FÓRUM DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E CULTURAL

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
627
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
28
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Elaboração de Projetos Sociais

  1. 1.  
  2. 2. Empresa inovadora que nasceu da necessidade de se trabalhar a Responsabilidade Social Empresarial inicialmente no Ceará. Segundo o Instituto Ethos de Responsabilidade Social, a Dialogus Consultoria é a primeira e única consultoria organizacional especializada em RSE no estado.
  3. 3. MISSÃO: “Promover a Responsabilidade Social, aperfeiçoando os modelos de gestão das organizações através de práticas sustentáveis e do engajamento de seus públicos de interesse, conquistando, assim, os melhores resultados e uma maior valorização da marca.”
  4. 4. ALGUNS DOS SERVIÇOS: Relatório de Sustentabilidade Planejamento. Estratégico com foco em Sustentabilidade Programa de Voluntariado Corporativo Implementação de Políticas de RSE Gerenciamento de Marketing Verde Elaboração do Código de Ética
  5. 5. A e F e K e P j U e B d G j L j Q d V d C j H j M d R e W j D d I d N e S e X d E j J e O d T j F j
  6. 6. Aprendizado + Planejamento + Participação = Êxito nos projetos sociais
  7. 7.  Estimular e promover uma atitude institucional baseada na flexibilidade, na experimentação e na aprendizagem contínua. (Para ter reflexão crítica, aprender coletivamente. Os instrumentos de gestão não podem se tornar uma camisa de forças)  Ter um programa de ação que esteja de acordo com o planejamento estratégico institucional.  Criar dinâmicas e metodologias que possibilitem diferentes formas e níveis de participação de TODOS os envolvidos.
  8. 8. Ação Social Estruturada Planejada
  9. 9. Planejamento Estratégico Objetivos Missão Projetos Específicos
  10. 10. Objetivos Atividades Resultados Ação Social Estruturada Planejada Recursos (limitados) Tempo
  11. 11.         
  12. 12.      
  13. 13. Identificação/ Replanejamento Avaliação Sistematização Implementação Elaboração As fases do ciclo de um projeto Aprovação (M&A) Redigir um projeto é apenas o último passo de elaboração.
  14. 14.   
  15. 15.  
  16. 16.  
  17. 17.    O que o projeto se propõe a realizar de maneira abrangente Detalham o objetivo geral. São estratégias para o alcance do objetivo do projeto. Produtos e ou situações concretas a serem produzidas pelo projeto com base na realização de atividades
  18. 18.    Descrever as estratégias a serem utilizadas na intervenção, as etapas, atividades, técnicas, etc. A metodologia deve ser participativa.
  19. 19.    
  20. 20.  
  21. 21.    
  22. 22. 1 O desenvolvimento do trabalho em sua organização é orientado pelo planejamento estratégico ou pelas urgências do cotidiano? 2 Sua organização promove a participação de todos os seus membros (internos e externos)? Como fazem isso? 3 O que você acha que muda no dia a dia das entidades quando passam a atuar através de projetos? 4 Quais são os principais obstáculos que impedem a transformação de suas ideias em resultados?
  23. 23. INTRODUÇÃO AOS INDICADORES SOCIAIS Afinal, o que são Indicadores? São critérios que evidenciam o alcance das ações sociais. “Atuam como se fossem antenas encarregadas de captar em que direção e intensidade uma dada variável de um processo está evoluindo” (ROBLES, 2005) São as unidades básicas que embasam os processos de monitoramento e avaliação de projetos sociais, enriquecendo as atividades de relatoria e sistematização.
  24. 24. INTRODUÇÃO AOS INDICADORES SOCIAIS Indicadores Quantitativos e Qualitativos Quantitativos Qualitativos Lidam com fenômenos tangíveis e objetivos, expressando suas variações em termos numéricos ou percentuais Lidam com fenômenos intangíveis e de base subjetiva, devendo ser traduzidos com o uso de referências de grandeza, intensidade ou estado, tais como alto/baixo, forte/fraco e bom/ruim
  25. 25. INTRODUÇÃO AOS INDICADORES SOCIAIS Exemplos de Indicadores Quantitativos Qualitativos  Percentual de estudantes universitários pesquisando temáticas sociais  Participação política das mulheres em sindicatos rurais  Volume de materiais recicláveis comercializados  Conscientização dos adolescentes quanto aos seus direitos
  26. 26. INTRODUÇÃO AOS INDICADORES SOCIAIS Níveis Hierárquicos de Indicadores  Indicadores de Processo: atividades-meio de teor técnico-gerencial;  Indicadores de Resultado: atividades-fim observáveis a curto prazo;  Indicadores de Impacto: efeitos e mudanças de médio e longo prazo. A Importância dos Indicadores de Resultado  São fundamentais para a avaliação e aprovação de projetos sociais;  Correspondem à capacidade de execução dos objetivos específicos;  A sua utilização e monitoramento qualificam bastante a gestão social.
  27. 27. INTRODUÇÃO AOS INDICADORES SOCIAIS Implantação de Sistemas de Indicadores Um bom Sistema de Indicadores (ou de Monitoramento e Avaliação) deve:  Ser Funcional: prever os meios ou instrumentos de verificação, bem como os responsáveis pela coleta de dados, análise e tomada de decisões;  Ser Viável: ter elevado custo-benefício interno e aproveitar externamente as fontes disponíveis e confiáveis de informação, poupando recursos e tempo;  Ser Simples: ser compreendido e operado por todos e não apenas por especialistas. Quais são os Indicadores de seus SONHOS ?
  28. 28. MODELO DE EDITAIS – COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Linhas de Financiamento “A Delegação da União Europeia no Brasil lança um convite restrito à apresentação de propostas para apoiar ações em favor da integração social e econômica e da coesão social das populações em situação de vulnerabilidade social nas seguintes prioridades:” 1. Melhoria do acesso e da qualidade dos serviços sociais básicos; 2. Melhoria das qualificações profissionais e da capacidade de geração de renda das populações; 3. Prevenção do uso de drogas e reabilitação de dependentes químicos; 4. Melhoria das condições de vida das mulheres em situação de pobreza.  Prazo para Envio: 01 de novembro de 2013;  Período: 24 a 48 meses;  Recursos: 300.000 a 1.000.000 EUR.
  29. 29. MODELO DE EDITAIS – COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Formulário de Apresentação de Pedido de Subvenção “(...) Caso se trate de um convite limitado, na primeira fase só o documento de síntese deve ser apresentado... No caso de se tratar de um convite público... o documento de síntese e a candidatura completa devem ser apresentados simultaneamente.” Estrutura básica do Documento de Síntese (5 págs.)  Resumo da Ação (identificação geral em tópicos)  Descrição da Ação (apresentação executiva)  Pertinência da Ação (justificativa temática e geográfica)
  30. 30. MODELO DE EDITAIS – COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Principais elementos da Candidatura Completa 1. Descrição da ação (até 13 pg) 2. Metodologia (até 5 pg) 3. Plano de ação (até 4 pg) 4. Sustentabilidade (até 3 pg) 5. Quadro Lógico 6. Orçamento e outras fontes 7. Experiência das Instituições responsáveis
  31. 31. MODELO DE EDITAIS – GOVERNO FEDERAL Edital da SENAES / MTE (Sec. Nac. de Econ. Solidária) “(...) seleção de projetos que tornem mais eficaz o fomento às finanças solidárias por meio do apoio e fortalecimento de bancos comunitários de desenvolvimento, de fundos solidários e de cooperativas de crédito solidário enquanto instrumentos de promoção do desenvolvimento territorial sustentável com superação da pobreza extrema (...).”     Período do Envio: 22 de agosto a 10 de setembro de 2013; Tempo de Execução: mínimo de 24 meses; Recursos: disponibilização total de 11 milhões; Contrapartida: 2% (financeira), com exceções. Cadastro e Envio das Propostas (Segunda Chamada): “a) A entidade deverá cadastrar a proposta no Portal de Convênios do Governo Federal (SICONV), no endereço www.convenios.gov.br, no Programa 3800020130006, bem como anexar o Projeto Básico (conforme modelo em Anexo II), e enviar para análise no referido sistema;”
  32. 32. MODELO DE EDITAIS – GOVERNO FEDERAL Formulário para Apresentação do PROJETO BÁSICO I. II. III. IV. V. Identificação Descrição do Projeto  .... Participantes e Abrangência do Projeto Caracterização da Entidade Participante Dados Físico-Financeiros: Planilhas Orçamentárias II.1  JUSTIFICATIVA (“descrever (...) a situação atual a partir de um diagnóstico (...). Antever a situação futura, considerando a solução proposta”) II.2  OBJETIVOS (geral e específicos) II.3  METAS (“objetivos expressos em termos quantitativos”) II.4  ETAPAS e CRONOGRAMA de Execução (detalhamento das metas) II.5  METODOLOGIA (“apresentar o potencial do projeto para a sustentabilidade e para a participação efetiva da comunidade no processo” II.6  RESULTADOS Esperados II.7  Informações Complementares
  33. 33. MODELO DE EDITAIS – GOVERNO FEDERAL Critérios de Elegibilidade da Instituição Convenente “a) ter prévio cadastro no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse – SICONV, no endereço eletrônico (www.convenios.gov.br); (art. 3º do Dec. nº 6.170, de 2007)”; “b) fornecer comprovante(s) do exercício, nos últimos 3 (três) anos de atividades referentes à matéria objeto da parceria prevista no presente Edital, na forma prevista (...) do Art. 8º, da Portaria Interministerial nº 507/2011”; “g) não será consentida a participação de entidade sem fins lucrativos cujo objeto social não se relacione às características do programa ou que não disponham de condições técnicas para executar o convênio; (art. 10, inciso VII, Portaria Interministerial 507/2011).
  34. 34. MODELO DE EDITAIS – GOVERNO FEDERAL Portaria Interministerial nº 507, de 24/11/2011 “Art. 1º Esta Portaria regula os convênios, os contratos de repasse e os termos de cooperação celebrados pelos órgãos e entidades da Administração Pública Federal com órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos para a execução de programas, projetos e atividades de interesse recíproco (...).” “Art. 3º Os atos e os procedimentos relativos à formalização, execução, acompanhamento, prestação de contas (...) dos convênios e termos de parceria serão realizados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse SICONV, aberto à consulta pública, por meio do Portal dos Convênios.” “Art. 4º Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que pretenderem executar programas, projetos e atividades que envolvam transferências de recursos financeiros deverão divulgar anualmente no SICONV a relação dos programas a serem executados de forma descentralizada e, quando couber, critérios para a seleção do convenente.”
  35. 35. “SICONV é uma das chaves que abre as portas para a obtenção de recursos para ONGs” (www.franca.adm.br)
  36. 36. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 1. Dimensão Transversal dos Projetos Sociais A temática de projetos sociais não se restringe a uma disciplina. Envolve diferentes saberes, olhares e sobretudo experiências. É uma área de conhecimento transversal. As habilidades envolvendo projetos variam bastante: alguns gostam mais de escrever/criar; uma parte prefere gerir/executar; e outros são melhores em vender/negociar.
  37. 37. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 2. Aprendizagem Processual dos Projetos O aprendizado na elaboração de projetos é um processo eminentemente prático. Quanto mais propostas você escrever e mais pessoas as revisarem, mas você ganhará experiência, confiança e competência. O pior projeto é aquele que não é escrito. O que você está esperando para começar a elaborar seus projetos sociais?
  38. 38. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 3. Indicador de Amadurecimento Técnico A capacidade de elaborar projetos é o indicador básico de autonomia técnica de uma organização social. Representa um divisor de águas que separa o amadorismo do profissionalismo. Ademais, quem não tem um projeto próprio vira instrumento de projetos de terceiros.
  39. 39. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 4. Sistematize Documentos e Informações Para se inspirar e obter subsídios, pesquise e monte um banco diversificado de propostas e organize-as por áreas temáticas. Atualize regularmente dados e informações sobre os públicossujeitos de seu interesse. Monitore as tendências e perspectivas de financiamento e sustentabilidade relacionadas às linhas de atuação de sua entidade.
  40. 40. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 5. Envolva os Públicos-Sujeitos e Colaboradores Procure envolver, desde o início, os grupos e comunidades a serem abrangidos pelo projeto, pois a participação deles é fundamental para dar legitimidade e efetividade ao trabalho. Isso também vale para sua equipe interna: quem for se ocupar da execução deve, sempre que possível, contribuir com a construção, a discussão e o planejamento da proposta.
  41. 41. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 6. Desenvolva Modelos e Versões Diferenciadas Antes de enviar ou apresentar projetos a potenciais financiadores, construa uma proposta-base, de caráter amplo e geral, a fim de aproveitá-la e adaptá-la para diferentes editais e negociações. É recomendável trabalhar com duas versões: uma proposta sumária ou executiva; e um projeto técnico ou institucional.
  42. 42. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 7. Atentar para a Comunicação e a Gestão Projetos que não são bem comunicados e bem gerenciados comprometem a sustentabilidade política e técnica da entidade. Ter uma boa proposta é importante, mas é imprescindível capacitar-se para a divulgação, administração, acompanhamento e relatoria das ações.
  43. 43. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 8. “Vendemos” Muito Mais do que Projetos Quando se “vendem” projetos; também se vendem valores, atitudes e competências. A instituição que não aprovar seu projeto hoje pode te procurar amanhã para outras demandas, ou então te apresentar para organizações com maiores possibilidades de parceria. O não de hoje pode ser o sim de amanhã!
  44. 44. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 9. Toda Caminhada é Feita de Pequenos Passos As grandes árvores nascem das pequenas sementes. Sonhe alto e sem medo, mas não tire muito os pés do chão e se descole da realidade. Se seu projeto parecer grande, divida-o em projetos menores ou busque parceria técnica com entidades mais estruturadas.
  45. 45. 10 DICAS E ORIENTAÇÕES VIVENCIAIS 10. Mudando o Mundo com a Sociedade Civil O problema não é só falta de conhecimento; também é falta de compromisso. Não é só falta de recursos; também é falta de estratégias. Sempre vão existir oportunidades para boas soluções. Afinal, o que é maior: sua vontade soberana de mudar o mundo ou a crença limitante de que você não é capaz? Precisamos fortalecer a sociedade civil organizada!
  46. 46. “Não existe empresa bem sucedida em sociedade falida” Fernando Almeida Presidente Executivo do CEBDS
  47. 47. /dialogusrse @dialogus_rse www.dialogusconsultoria.com. br

×