Cheila Marina de Lima

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  • Qualificação da informação – 5250 novos registros de óbitos por ATT, destes 4.580 foram acrescidos pela qualificação – o que era causas indeterminadas e pela investigação em hospitais, IML, delegacias foram reclassificados, mas tem um aumento então de 670 óbitos reais.
  • Em 2000 os pedestres constituíam o grupo mais vulnerável seguidos pelos de ocupantes de veículos. Observa-se nos últimos 10 anos uma inversão neste perfil e um crescimento dos óbitos de ocupantes de veículos e um aumento exponencial nas taxas de mortes por ocupantes de motos. Em 2010 a taxa padronizada de mortalidade por moto, de 5,7/100 mil habitantes, ultrapassou pela primeira vez as de ocupante (5,4/100mil hab.) e pedestre (5,1/100mil hab.).
  • De 2000 (29.503.503) para 2010 (65.205.757) teve um aumento de 121% na frota de veículos no país e no mesmo período houve um crescimento de óbitos de 28.995 para 42.844 – aumento de 48%.
  • Cheila Marina de Lima

    1. 1. O Ministério da Saúde e o enfrentamento das lesões e mortes no trânsito Cheila Marina de Lima CGDANT/DASIS/SVS/MS Porto Alegre, 18 de julho de 2012
    2. 2. 2004: RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE PREVENÇÃO DE LESÕES NO TRÂNSITONo Relatório, as bases daspreocupações da OMS:Estimativas de 1,2 milhão de mortos e50 milhões de feridos/ano no trânsitono mundo;Acidentes: 3ª causa de mortes na faixade 30-44 anos; 2ª na faixa de 5-14 e 1ªna faixa de 15-29;Custos entre 1-2% dos PIBs (TRL-UK:custo global US$ 518 bi/ano);Relação como aumento dos índicesde motorização dos países emdesenvolvimento (com maisdesigualdades, limitaçõesinfraestruturais e institucionais).
    3. 3. 2009: INFORMES GLOBAL E REGIONAL SOBRE O ESTADO DA SEGURANÇA NO TRÂNSITO- Pesquisa realizada em 2008 (OMS/OPAS);- 178 países;- Do total de vítimas fatais no trânsito mundial,62% das ocorrem em dez países na seguinteordem de magnitude: Índia, China, EstadosUnidos, Rússia, Brasil, Irã, México,Indonésia, África do Sul e Egito (OMS, 2009);- Brasil: 5º lugar em nº de mortes no trânsito.
    4. 4. PONTOS DESTACADOS NO INFORME GLOBAL SOBRE SEGURANÇA NO TRÂNSITO Historicamente, as medidas tem sido voltada a ocupantes de carros. No entanto, metade das vitimas fatais são pedestres, ciclistas, motociclistas, e usuários de transporte público – particularmente no países em desenvolvimento; Pouco se fez em relação a estes segmentos mais vulneráveis; Projeção: até 2030, em não se agindo, serão 2,4 milhões de óbitos/ano no trânsito, que passará da 9ª para a 5ª causa de óbitos no planeta.
    5. 5. BRASIL
    6. 6. Principais causas de morte segundo faixa etária. Brasil, 2010. Faixa etária (anos) <1 1-4 5-9 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60+ Total* Afecções Causas Causas Causas Causas Causas Causas DAC DAC DAC DAC1ª Perinatais Externas Externas Externas Externas Externas Externas 20.185 41.024 253.444 326.371 23.664 1.493 1.358 2.458 13.774 38.890 26.498 Anomalia Causas DAR Neoplasia Neoplasia Neoplasia Neoplasia DAC Neoplasia Neoplasia Neoplasia2ª Congênita 1.108 603 705 910 2.727 7.008 Externas 33.155 118.060 178.990 7.709 19.002 Sistema Sistema Causas Causas DIP DIP DAC DIP Neoplasia Neoplasia DAR3ª 1.950 904 Nervoso Nervoso 613 2.682 5.968 16.107 Externas 95.179 Externas 457 529 13.068 143.256 Anomalia Sistema Aparelho Aparelho DAR DIP DIP DAC DIP Endócrina DAR4ª 1.936 Congênita 359 350 Nervoso 2.604 5.824 Digestivo Digestivo 54.869 119.114 703 594 8.273 11.045 Causas Sistema Aparelho Aparelho DAR DAR DAR DAR DIP DAR Endócrina5ª Externas Nervoso 348 348 550 1.711 Digestivo 7.212 9.793 Digestivo 70.276 965 648 3.738 32.730 Sistema Anomalia Aparelho Causas Aparelho Neoplasia DAC DIP DAR DAR Endócrina6ª Nervoso 575 Congênita 278 440 Digestivo 2.704 5.193 8.478 Externas Digestivo 534 224 1.192 23.618 58.061DAC-Doenças do Aparelho Circulatório DAR-Doenças do Aparelho Respiratório DIP-Doenças Infecciosas e Parasitárias* Inclui 3.967 casos com idade ignorada.Fonte: SIM/SVS/MS (04 maio 2012).
    7. 7. Óbitos por Causas Externas – Brasil, 2010 Faixa etária (anos) <1 1-4 5-9 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60+ Total Outras CE Outras CE Outras CE AT Homicídio Homicídio Homicídio AT AT Outras CE Homicídio1ª 651 835 600 798 7.757 20.220 11.587 6.617 4.981 9.850 52.260 AT AT AT Outras CE AT AT AT Homicídio Homicídio AT AT2ª 124 457 568 739 3.509 11.549 8.516 5.885 2.803 6.479 43.908 Intenção Intenção Homicídio Homicídio Homicídio Outras CE Outras CE Outras CE Outras CE Outras CE Outras CE3ª Indeterm. 102 105 649 1.128 2.847 2.835 3.132 2.767 Indeterm. 25.624 97 2.951 Intenção Intenção Intenção Intenção Homicídio Suicídio Suicídio Suicídio Suicídio Suicídio Homicídio4ª 73 Indeterm. Indeterm. Indeterm. 605 2.210 1.996 1.842 1.240 1.967 Indeterm. 90 71 149 9.703 Complic. Complic. Complic. Intenção Intenção Intenção Intenção Intenção Suicídio Suicídio Suicídio5ª Assistênc. Assistênc. Assistênc. 101 Indeterm. Indeterm. Indeterm. Indeterm. Indeterm. 1.426 9.448 18 8 6 552 1.594 1.378 1.357 1.043 Sequela de Sequela de Sequela de Complic. Interv. Interv. Interv. Complic. Complic. Complic. Complic.6ª CE CE CE Assistênc. Legal Legal Legal Assistênc. Assistênc. Assistênc. Assistênc. 2 1 5 10 199 386 98 92 175 778 1.198AT-Acidentes de Transporte CE-Causas Externas Outras CE-Inclui quedas, afogamentos, queimaduras*Incluir 2.132casos com idade ignorada.Fonte: SIM/SVS/MS (04 maio 2012).
    8. 8. Número de óbitos por ATT (Acidente Transporte Terrestre) – Brasil, 1996 A 2010 42.844 117 mortos por dia nas vias e rodovias no país Fonte: SIM/SVS/MS
    9. 9. Taxa padronizada de mortalidade por acidentes detransporte terrestre (todos os meios), Brasil, 2000 a 2010. Fonte: SIM/SVS/MS
    10. 10. Taxa padronizada de mortalidade por acidentes de transporte terrestre, segundo os meios de transporte, Brasil, 2000 a 2010. Fonte: SIM/SVS/MS
    11. 11. Razão de óbitos em relação a frota de veículos e taxa padronizada de mortalidade por ATT. Brasil, 2000 a 2010 Fonte: SIM/SVS/MS
    12. 12. POLÍTICAS PARA ENFRETAMENTO DAVIOLÊNCIA NO TRÂNSITO E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ NO TRÂNSITO NO ÂMBITO DO SUS: Avanços e Desafios
    13. 13. Marcos Referenciais:  1998: Código de Trânsito Brasileiro (CTB)  2001: Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências  2002: Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito  2004: Rede Nacional de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde  2006: Política Nacional de Promoção da Saúde  2006: Vigilância de Violências e Acidentes - VIVA  2010: Projeto Vida no Trânsito em 5 capitais  2011: Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS).  2011/2012: Expansão do Projeto Vida no Trânsito
    14. 14. Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito 2004/2005 2008/2009/2010 (Recursos DPVAT) (Recursos do MS) São Paulo  São Paulo Goiânia  Goiânia Belo Horizonte  Belo Horizonte Recife  Recife Curitiba  Curitiba  Boa Vista  Porto Velho 2006/2007  Palmas (Recursos do MS)  Campo Grande Boa Vista  Cuiabá Porto Velho  Brasília Palmas  Teresina Campo Grande  Fortaleza Cuiabá  Salvador Brasília  Florianópolis Teresina  Rio de Janeiro Fortaleza Salvador 2009 a 2011 Florianópolis (Recursos do MS – Portarias e Editais) Rio de Janeiro ~130 Cidades (portarias – Rede PVPS)
    15. 15. PACTO NACIONAL PELA REDUÇÃO DE ACIDENTES NO TRÂNSITO Picture 3 Ação do Governo Federal, lançada em 11/05/2011 pelos Ministérios da Saúde e das Cidades; Resposta brasileira à demanda da OMS; Parceria com a sociedade e governo; Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020; Articulações intersetoriais.
    16. 16. PROGRESSO ETRAJETÓRIA DO PROJETO NO BRASIL
    17. 17. MARCO REFERENCIAL• Do total de vítimas fatais no trânsito mundial,62% ocorrem em dez países na seguinte ordem demagnitude: Índia, China, Estados Unidos, Rússia,Brasil, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito(Organização Mundial da Saúde – OMS 2009).• Em 2010, um consórcio de parceiros recebeufinanciamento da Bloomberg Philanthropies pararealizar atividades voltadas para a melhoria dasegurança no trânsito em 10 países: Brasil,Camboja, China, Egito, Índia, Quênia, México,Rússia, Turquia e Vietnã.• O Projeto Road Safety in 10 Countries – RS 10tem o foco em intervenções locais, baseadas emfatores de risco, constituindo ação intersetorialvoltada para a redução do número de óbitos e deferidos graves, utilizando o método da GlobalRoad Safety Partnership – GRSP.
    18. 18. OBJETIVO DO PROJETO VIDA NO TRÂNSITO (RS-10)Subsidiar gestores nacionais no fortalecimentode políticas de prevenção de lesões e mortes notrânsito por meio da qualificação, planejamento,monitoramento, acompanhamento e avaliaçãodas ações.
    19. 19. OUTROS OBJETIVOS PROJETO VIDA NO TRÂNSITOImplantar ou implementar o Projeto Vida no Trânsito através da articulaçãointersetorial entre as Secretarias de Saúde e outros setores,governamentais e não-governamentais, subsidiando gestores nas políticasde lesões e mortes no trânsito, buscando:  Qualificar e integrar as informações sobre as lesões e mortes causadas pelo trânsito;  Identificar os fatores de risco principais e grupos de vítimas (vulneráveis) mais importantes nas cidades;  Desenvolver programas e projetos de intervenção focados nos fatores de risco e grupos de vítimas (população vulnerável);  Desenvolver programas e projetos de intervenção que modifiquem a cultura de segurança no trânsito de forma a reduzir o número de mortos e feridos graves;  Monitorar, acompanhar e avaliar as ações desenvolvidas.
    20. 20. INTERVENÇÕES FOCADAS• Vida no Trânsito: 1. Fatores de Risco Nacionais: • Velocidade excessiva e/ou inadequada; • Associação entre álcool e direção • Fatores de Risco e/ou Grupo de Vítimas/Vulneráveis: definidos em âmbito local a partir da análise dos dados (exemplo: capacete, cinto de segurança, motociclistas, pedestres, outros)
    21. 21. O PROJETO NO BRASIL PALMAS/TOCANTINS TERESINA/PIAUÍ CAMPO GRANDE BELO HORIZONTEMATO GROSSO DO SUL MINAS GERAIS CURITIBA/PARANÁ
    22. 22. PLANO DE AÇÃO NACIONAL – PONTOS PRINCIPAIS ÂMBITO FEDERAL: MINISTÉRIO DA SAÚDE AÇÕES ESTRATÉGICAS 1. Estruturar a coordenação Nacional do Projeto. 2. Apoiar a estruturação das coordenações estaduais e municipais do Projeto. 3. Assessorar a elaboração dos planos estaduais e municipais. 4. Identificar as fontes e sistemas de informações disponíveis nas esferas federal, estadual e local. 5. Integrar as informações oriundas dos diversos sistemas. 6. Apoiar a capacitação dos profissionais envolvidos no projeto, gestores e a comunidade local. 7. Incentivar parcerias locais. 8. Identificar e articular linhas de financiamento nacional e internacional. 9. Definir e pactuar parceiros nacionais, estaduais e locais para monitoramento e avaliação. 10. Definir indicadores para monitoramento e avaliação, dentre outras.
    23. 23. PLANO DE AÇÃO ESTADUAL – PONTOS PRINCIPAIS ÂMBITO ESTADUAL: SES AÇÕES ESTRATÉGICAS1. Estruturar a Coordenação Estadual do Projeto.2. Apoiar a estruturação e participar das Coordenações Municipais do Projeto.3. Elaborar o Plano Estadual e assessorar a elaboração dos PlanosMunicipais (foco inicial: capital).4. Identificar as fontes e sistemas de informações disponíveis nas esferasfederal, estadual e local.5. Integrar as informações oriundas dos diversos sistemas.6. Apoiar a capacitação dos profissionais envolvidos no projeto, gestores e acomunidade local.7. Incentivar parcerias locais.8. Definir indicadores para monitoramento e avaliação.
    24. 24. PLANO DE AÇÃO LOCAL – PONTOS PRINCIPAIS ÂMBITO MUNICIPAL: SMS AÇÕES ESTRATÉGICAS1. Estruturar a Comissão Municipal do Projeto Vida no Trânsito.2. Elaborar o Plano Municipal3. Estruturar o comitê gestor da informação sobre mortalidade, morbidade eacidentalidade para produção de análises de situação e tendências equalificação dos dados.4. Analisar e qualificar os dados sobre mortalidade e feridos graves(internações) no trânsito cruzando com outras informações (BO da segurançapública e trânsito e informações do SAMU, dentre outras fontes de dados).5. Definir os fatores de risco e/ou grupo de vítimas/população vulnerável.6. Promover a capacitação das equipes locais.7. Desenhar os programas e projetos.8. Implementar as ações dos programas e projetos.9. Lançar o plano de ação local do Projeto Vida no Trânsito.10. Análise e monitoramento contínuo do Projeto Vida no Trânsito.
    25. 25. SISTEMÁTICA DO PROJETO NAS CIDADES CONSTITUIÇÃO DOS COMITÊS INTERINSTITUCIONAIS OFICINAS DE PLANEJAMENTO E LOCAIS ORGANIZAÇÃO DA COLETA DE DADOS DADOS DOS SETORES DE SAÚDE, SEGURANÇA PÚBLICA, TRÂNSITO E OUTROS DESENHO DE ANÁLISE DA INFORMAÇÃO APROGRAMAS COM QUALIFICAÇÃO DOS PARTIR DE DADOS INTERVENÇÕES DADOS QUALIFICADOS ESPECÍFICAS
    26. 26. PORTARIA MSnº 3.023 dezembro/2011
    27. 27. EXPANSÃO100% CAPITAIS BRASILEIRAS
    28. 28. EMENTAAutoriza repasse financeiro doFundo Nacional de Saúde aosFundos de Saúde Estaduais, doDistrito Federal e Municipais deCapitais, por meio do PisoVariável de Vigilância e Promoçãoda Saúde, para implantação,implementação de Política dePromoção da Saúde naampliação e sustentabilidadedas ações do Projeto Vida noTrânsito.
    29. 29. VALOR E FINALIDADE DO RECURSOValor Total: R$ 12.200.000,00, distribuídos por UF e capitais, emparcela única, conforme o seguinte critério populacional:• SMS: < 500 mil habitantes: R$ 175.000,00;• SMS: ≥ 500 mil e ≤ 1 (um) milhão de habitantes: R$ 200.000,00;• SMS: > 1 (um) milhão de habitantes: R$ 250.000,00 SES: R$ 250.000,00Incentivo para continuidade, sustentabilidade e ampliação das açõesdo Projeto Vida no Trânsito.
    30. 30. DESAFIOProjeto VIDA NO TRÂNSITO2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Vida no Trânsito AvaliaçãoPlano de Ação local e Plano da Década2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Vida no Trânsito Década de Ação 2011 – 2020
    31. 31. “Se houver vontade, haverá um jeito”- Shakespeare 31
    32. 32. Obrigada! 61 3315 7713/7714cheila.lima@saude.gov.br

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