3. Moldagem Anatômica em Prótese Total

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Discorre sobre os objetivos, materiais e técnicas presentes na moldagem anatômica ou preliminar na área de prótese total. Bom estudo!

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3. Moldagem Anatômica em Prótese Total

  1. 1. DENTAL SCIENCE BRASIL WWW.DENTALSCIENCEBRASIL.WORDPRESS.COM Aula 03
  2. 2. Introdução •Em 1900, os irmãos GREENE, utilizaram a godiva como o primeiro material de moldagem a reproduzir com detalhes as partes anatômicas; •ALDROVANI em 1946, afirmou que a reprodução dos tecidos da área chapeável representa um dos pontos mais importantes da moldagem; 2 TAMAKI (1983)
  3. 3. Conceitos •Moldagem: é o ato de reproduzir em negativo os detalhes anatômicos e o contorno da área chapeável, por meio da ação dinâmica das estruturas relacionadas com a prótese; •Molde: é o resultado de uma moldagem. Sempre deve analisar o molde afim de encontrar ou não possíveis irregularidades do mesmo. 3 TAMAKI (1983)
  4. 4. Generalidades • Para TAMAKI (1970), a moldagem de uma boca desdentada difere das moldagens de um dente, em função de que a fibromucosa deforma-se durante a moldagem, pela ação do material, dependendo da região da boca que apresenta áreas móveis, áreas compressíveis e áreas rígidas. • No conceito de TAMAKI (1970), a moldagem perfeita é aquela que deforma intencionalmente a fibromucosa, conforme as necessidades do caso. • As moldagens em prótese total são divididas em dois tipos: preliminar, ou anatômica, e funcional, ou secundária. 4 REIS e colab. (2007) / GENARI FILHO (2013)
  5. 5. IMPORTANTE SABER! •Fatores como a escolha incorreta da técnica e do material de moldagem, da manipulação inadequada dos materiais e da inabilidade do operador, contribuirão para a falta de adaptação da prótese. 5
  6. 6. Objetivos • LEVIN (1984) e ZARB et al. (1997) descrevem a preservação dos tecidos bucais, a estabilidade, a retenção, o suporte e a estética como sendo os objetivos fundamentais a serem alcançados durante o ato de moldar o paciente desdentado total. • Atualmente, o conceito de moldagem mais utilizado é aquele que recomenda uma pressão seletiva, ou seja, seleciona áreas que devem ser comprimidas e outras que devem ser aliviadas, proporcionando cobertura máxima dentro da tolerância dos tecidos. 6 REIS e colab. (2007) / GENARI FILHO (2013)
  7. 7. Requisitos do material de moldagem •Segundo ANUSAVICE (1998), os materiais de moldagem devem apresentar os seguintes requisitos:  ser fluido bastante para adaptar aos tecidos bucais e ao mesmo tempo ter viscosidade suficiente para ficar contido na moldeira que o leva à boca;  na boca, transformar-se em borrachóide em tempo não muito longo, 7 minutos seria o tempo total de presa;  atingida a presa, não deve distorcer ou rasgar quando removido, mantendo-se dimensionalmente estável para ser vazado. 7 PHILLIPS (Anusavice) 2005
  8. 8. MOLDAGEM ANATÔMICA  Objetivos: • Obter a reprodução da área basal, avaliar as inserções musculares que vêm terminar na zona de selado periférico, saber se há ou não necessidade de cirurgias pré-protéticas e obter o modelo de estudo sobre o qual será confeccionada a moldeira individual.  FELTON et al. (1996) afirmaram que a moldeira, material de impressão e o método de moldagem são a chave para o sucesso nas moldagens em prótese total; Os materiais de moldagem mais utilizados nesta função são o hidrocolóide irreversível (alginato) e a godiva em placa; 8 TAMAKI (1983) / REIS e colab. (2007) / GENARI FILHO (2013)
  9. 9. Hidrocolóide Irreversível (Alginato)  Indicações: • Obtenção de modelos de estudo preliminares e para construção de moldeira individual para a confecção de uma segunda moldagem mais precisa.  Vantagens: • Facilidade de manipulação, conforto para o paciente, baixo custo e o fato de não exigir equipamentos sofisticados.  Precauções: • Quando o recipiente previamente agitado é aberto, uma poeira de finas partículas de sílica ficam suspensas, tornando-se um risco a saúde para o profissional e para o paciente, em que este poderá desenvolver silicose (fibrose pulmonar) ou hipersensibilidade pulmonar se autonegligenciar por longo tempo. • Deve-se espatular o alginato na quantidade correta para que não haja excesso de material, podendo escorrer para a garganta do paciente. 9 PHILLIPS (Anusavice) 2005
  10. 10. IMPORTANTE SABER! • Alterando a proporção água/pó ou o tempo de espatulação, reduzirá a resistência ao rasgamento e/ou sua elasticidade; • Quanto mais alta for a temperatura da água, mais rápido será o tempo de presa (ou seja, a cada 10°C aumentados, ocorre redução de 1 minuto no tempo de presa). A temperatura confiável é entre 20°C; • Em ambientes com altas temperaturas pode ser necessário o resfriamento do grau de borracha ou da espátula previamente; • A água deve ser colocada antes na cubeta para que se tenha um completo molhamento das partículas do pó. Caso contrário, aumentará o tempo para que se tenha uma mistura homogênea; • A espátula deve ser flexível para que comprima as partículas na parede da cubeta. Deve-se realizar uma espatulação vigorosa afim de que todo pó deve seja dissolvido resultando obrigatoriamente numa massa lisa e cremosa, que não se solta facilmente da espátula. O tempo de espatulação é entre 45 segundos a 1 minuto dependendo das normas do fabricante. 10
  11. 11. MATERIAIS UTILIZADOS NA MOLDAGEM ANATÔMICA  EPI’s  02 cubetas limpas e secas;  Pacote de alginato;  Dosadores de pó e líquido para alginato;  Espátula de plástico para alginato;  Cera 7;  Jogo de Moldeiras de estoque (metal lisa para desdentado);  Lápis cópia;  Desinfetante para alginato (hipoclorito de sódio 1%); Babador odontológico 11
  12. 12. Godiva em Placa (Componente de Moldagem) Não precisam ser usadas em moldeira perfurada; Apresentam a possibilidade de repetições de moldagens; Possibilitam afastamento dos tecidos na região de fundo de vestíbulo, obtendo-se adequada moldagem de borda; Não devem ser indicadas para rebordos com regiões flácidas; Necessitam de equipamentos especiais para seu aquecimento e utilização; (aquecedora elétrico, microondas). MATERIAIS COMPLEMENTARES: • Plastificadora de godiva ou cubeta com água aquecida em microondas ou aquecedor elétrico mergulhado na cubeta com água; • Moldeira lisa para desdentado 12 PHILLIPS (Anusavice) 2005
  13. 13. TÉCNICA DE MOLDAGEM POSIÇÃO DO PACIENTE E DO OPERADOR 13
  14. 14. 14 INFERIOR Com as duas mãos na moldeira SUPERIOR • Com as duas mãos na moldeira TAMAKI (1983)
  15. 15. 15 INCORRETO !!!
  16. 16. Sequência da moldagem PRELIMINAR 1. POSIÇÃO DO PACIENTE E OPERADOR; 2. SELEÇÃO E ADAPTAÇÃO DAS MOLDEIRAS DE ESTOQUE (SUPERIOR E INFERIOR); 3. NO CASO DE MOLDAGEM COM ALGINATO, INDIVIDUALIZAR AS MOLDEIRAS ADAPTADAS COM CERA UTILIDADE AFIM DE COPIAR ÁREAS ANATÔMICAS; 4. PREPARO / ESPATULAÇÃO DO MATERIAL DE MOLDAGEM; 5. CARREGAMENTO DO MATERIAL DE MOLDAGEM NA MOLDEIRA SUPERIOR; 6. INTRODUÇÃO DA MOLDEIRA À BOCA; 7. CENTRALIZAÇÃO DA MOLDEIRA; 8. COMPRESSÃO / ESTABILIZAÇÃO / ASSENTAMENTO; 9. TRACIONAMENTO DAS INSERÇÕES MUSCULARES; 10. REMOÇÃO; 11. EXAME DO MOLDE; 12. DESINFECÇÃO DO MOLDE 16
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  26. 26. 26 TAMAKI (1983)
  27. 27. 27 TAMAKI (1983)
  28. 28. 28 TAMAKI (1983)
  29. 29. 29TAMAKI (1983)
  30. 30. 30 TAMAKI (1983)
  31. 31. 31 TAMAKI (1983)
  32. 32. 32 TAMAKI (1983)
  33. 33. 33 TAMAKI (1983)
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  35. 35. TÉCNICA MISTA GODIVA ou CERA 7 com ALGINATO • Essa técnica também é bastante eficaz, mas quase nunca usada. Consiste na moldagem com godiva em placa ou com cera utilidade juntamente com alginato; • Essa técnica foi utilizada por NEIL & NAIRN (1990) o qual objetiva uma melhor reprodução de detalhes principalmente das áreas de rebordo e fundo de vestíbulo (bridas e freios); • No caso do uso da cera utilidade, precisa realizar pequenas incisões (cortes) em toda a área que foi moldada afim de que o alginato possa reter-se nesses espaços para não causar rasgamento no momento da retirada. 35
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  38. 38. 38 Esta e mais outras aulas estão disponíveis em: www.dentalsciencebrasil.wordpress.com http://pt.slideshare.net/DentalScienceOfficial Curta nossa página no Facebook e fique por dentro das novidades ! https://www.facebook.com/dentalsciencebrasil
  39. 39. REFERÊNCIAS Bibliográficas 1. NEILL, D. J., NAIRN, R. I., Complete Denture Prosthetics, 3ª Edição, Ed. Wright, 1990. 2. TAMAKI, Tadachi, Dentaduras Completas; 4ª Edição, Ed. Sarvier, 1983. 3. TELLES, Daniel, Prótese Total Convencional; 2ª Edição, Ed. Santos, 2011. 4. REIS, J. M. S., PEREZ, L. E. C., NOGUEIRA, S. S., ARIOLLI FILHO, J. N., MOLLO JÚNIOR, F. A., Moldagem em Prótese Total – uma revisão da literatura; RFO, 12(1), 70-74, jan/abr, 2007. 5. GENNARI FILHO, H., Moldagem em Prótese Total; Revista Odontológica de Araçatuba, 34 (1), 50-55, jan/jun, 2013. 6. Materiais de Moldagem – Hidrocolóides Irreversíveis (Alginato), Clinical Update Dentsply, Atualização Profissional da Dentsply Brasil. 39

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