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IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR
ACONSELHAMENTO
E
ORIENTAÇÃO FAMILIAR
NOME:
SETEMBRO, 2013
SANTO ÂNGELO.
CAPÍTULO 1
PARA DIZER SIM
A família sempre tem ocupado um lugar central nos planos de Deus para esta
terra. É pela família que Deus faz a Sua obra de salvação, em primeiro lugar, usando a
família de Abraão para trazer o Salvador a este mundo e abençoar todas as famílias da
terra (Gn 12:3; 18:18,19) e, nesta dispensação da graça, para formar a Sua igreja.
É um fato básico, mas importantíssimo, que a condição espiritual duma igreja
local depende da condição espiritual das famílias que formam aquela igreja. Uma igreja
é simplesmente uma família de famílias e qualquer problema de família já é um
problema da igreja local.
Satanás é o grande inimigo de Deus e da Obra de Deus, e nestes últimos tempos
tem procurado destruir a unidade básica da família no mundo e também tem atacado
muito o testemunho da igreja na terra usando problemas de família. Todos nós
reconhecemos que estes problemas estão aumentando e que o amor de muitos está
esfriando e que os salvos não são isentos destes problemas. O Senhor nos tem deixado
na Sua Palavra muitos exemplos, advertências e ensinos para nos guiar. Os que têm
praticado estes ensinos têm provado o seu grande valor; os que têm negligenciado estes
ensinos sofrem as conseqüências desta desobediência.
Tudo inicia na escolha da pessoa com quem ele(a) dividirá sua vida, suas
alegrias, tristezas, conquistas e fracassos. Para isto é preciso entender o conceito de
amor bíblico que é aquela atitude de edificar o outro, de colocar seu interesse acima do
nosso. O amor é uma atitude a qual decidimos praticar. O sentimento deve ser cultivado
através de ações diárias onde decidimos amar sem esperar nada em troca. Já a paxão é
um sentimento avassalador com características próprias e bastante distintas do amor
bíblico.
As cinco linguagens do amor são as seguintes: Palavras de afirmação – elogios a
pessoa amada; Qualidade de tempo – o gastado junto a pessoa amada; Receber presente;
Formas de servir; Toque físico.
O namoro cristão tem que ter um objetivo final o casamento para isto os pais
estão envolvidos, a igreja dá o suporte através do acompanhamento da progressão do
relacionamento, e visão dos jovens deve estar focado em Deus. Em Gênesis 34:8 lemos
que a alma de Siquém estava "enamorada" fortemente de Diná, filha de Jacó. Assim,
aprendemos que esta forte atração é da alma e por isto governa completamente os seus
pensamentos e comportamento. Como há dois tipos de fogo, há dois tipos de namoro.
Usamos o fogo controlado em casa cada dia, mas o fogo sem controle traz destruição e
desastre. O namoro controlado é útil em descobrir a vontade de Deus para nossas vidas,
mas se não houver controle, trará desastre. Deus também nos deixou exemplos bons
neste assunto, e Boaz e Rute servem como exemplos bom dum casal que controlou sua
amizade e que foi ricamente abençoado pelo Senhor no seu casamento. Nós usamos a
palavra "namoro" neste caso com cuidado e não como o mundo fala hoje.
O Reverendo Marco Antonio Teixeira Lapa tem definido a fase do noivado
como “Este é um tempo de edificação, de construção dos sonhos.Nele há planejamento,
execução, preparo e treinamento para o casamento. No noivado se remodelam as
prioridades do casal, porém, quando se chega neste ponto do relacionamento a base do
futuro lar já está lançada, quer seja boa ou má, forte ou fraca.” A plena satisfação só vira
de um relacionamento com Deus íntimo e profundo. É fundamental que os pais
abençoem o casamento e liberem o coração de seus filhos para viverem na plenitude de
seu relacionamento.
O noivado cristão é um tempo onde o compromisso é estabelecido e tudo deve
ser preparado para o grande dia do casamento. Os problemas individuais devem ser
resolvidos e os principais para o casamento devem ser aprendidos, através de
aconselhamento ou curso pré-nupcial. É o casal que deve planejar e conversar sobre
quais são os princípios e objetivos que ambos desejam atingir em seu casamento. Os
maiores responsáveis pela destruição do matrimônio não são externos, mas internos.
Existem fases ou estações em todo o casamento, devem ser entendidas para que juntos o
casal possa sair das fases ruins e estabilizar nas melhores.
CAPÍTULO 2
A ESTRUTURA DA FAMÍLIA CRISTÃ
Deus é claro, foi quem teve a ideia de famílias. Portanto, parece lógico que Ele
possa nos oferecer uma visão interna a respeito de como as famílias devem funcionar e
possa nos avisar das dificuldades que destroem famílias. O Senhor realmente tem nos
dado muitos princípios em Sua Palavra a respeito da estrutura familiar e a parte que
cabe a cada membro realizar individualmente. Quando essas instruções bíblicas são
seguidas, as famílias experimentam todas as bênçãos que Deus preparou a elas. Quando
são violadas, o resultado é caos e aflição.
As quatro bases para o casamento cristão são as colunas sob as quais o lar cristão
deve ser edificado: 1ª base – o deixar – “ Por isso deixa o homem pai e mãe” isto é
deixar sua morada, cortar o cordão umbilical, não depender mais dos pais
financeiramente. 2ª base – o compromisso – “se une à sua mulher” isto é um
relacionamento permanente, monogâmico, exclusivo. 3ª base – a unidade – “tornando-
se, os dois uma só carne” não significa que cada um perca sua identidade mas que seja a
unidade espiritual e a expressão física. 4ª base – a intimidade – “ ora, um e outro, o
homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” uma intimidade espiritual,
intelectual, emocional e física.
A cadeia funcional de autoridade no lar cristão descrita Efésios 5.22-33 está
nesta ordem: Deus – Cristo – O Marido – A Mulher – Os filhos. Primeiro, Deus
ordenou que o marido fosse o cabeça da unidade familiar. Isso não dá ao marido o
direito de dominar egoisticamente sobre sua esposa e filhos. Deus chamou os maridos
para amarem, protegerem, proverem e liderarem suas famílias como cabeças. Deus
também planejou que as esposas fossem submissas à liderança de seus maridos. Isso
fica bem claro nas Escrituras. O marido não é o cabeça espiritual de sua esposa — é
Jesus quem faz essa parte. Jesus é o cabeça espiritual da Igreja e a esposa cristã é
membro da Igreja, assim como seu esposo cristão. Contudo, na família, o marido cristão
é o cabeça de sua esposa e filhos, e eles devem se submeter a sua autoridade dada por
Cristo. As crianças devem ser ensinadas a se submeterem e a serem completamente
obedientes a seus pais cristãos. E se assim o fizerem, têm como promessa longa vida e
outras bênçãos.
A comunicação é área mais importante em todo tipo de relacionamento conjugal
e familiar. É uma arte, uma habilidade que precisa ser desenvolvida ao longo dos anos
de relacionamento. Marido e mulher não poderão desfrutar de um bom relacionamento e
nem caminharam para o desenvolvimento maior de seu relacionamento sem a
comunicação, ela é uma chave.
Num relacionamento é preciso resolver os conflitos, aprender a lidar com
cônjuge, de maneira que o respeitamos e saibamos qual é maneira de agir que realmente
ajuda o outro a superar as crises. Saber ouvir e perdoar é muito importante diante das
situações.
CAPÍTULO 3
ACONSELHAMENTO FINANCEIRO
Não resta a menor dúvida de que a área financeira é uma das mais complicadas
na vida familiar. Boa parte dos conflitos entre casais surge por uma visão ou
posicionamento inadequado sobre a vida financeira no lar. Vivemos numa sociedade
consumista em que somos pressionados a nos equipararmos a um padrão de vida que, na
maioria das vezes, não temos condições de acompanharmos.
O conceito de felicidade para muitas pessoas está alinhado com a possibilidade
de se comprar ou não determinadas coisas, e quando frustradas em seus intentos
manifestam toda a sua ira sobre aqueles que julgam culpados por isso.
Os papéis de marido e mulher, dentro da sociedade moderna, têm-se modificado
nos últimos tempos, levando a mulher para o trabalho fora do lar e alterando a forma
como o orçamento doméstico é administrado, gerando conflitos.
Cada pessoa encara o dinheiro e os bens de modo diferente. Para muitos
significa: sucesso, poder, segurança emocional; e lutam de forma incansável por obtê-lo.
Outros pouca importância dão ao assunto. Os dias estão cada vez mais difíceis com a
crescente crise de empregos, quando muitos chefes de família passam meses
desempregados; também nossas famílias manifestam crescente necessidade de novas
coisas. Como podemos ver, a tensão por causa do dinheiro é fonte de problemas
constantes, que necessitam de tratamento adequado. Diante do exposto, o que a Bíblia
nos ensina a respeito do dinheiro ?
Deus é proprietário de todas as coisas – Sl 24:1. Logo, nós possuímos coisas,
mas Deus é dono delas. Nós ganhamos dinheiro, mas é Deus quem nos capacita. Nós
somos de Deus, portanto tudo que temos é Dele. Poucas são as famílias que têm um
orçamento familiar; que planejam como, onde e como investir; que se preocupam em ter
alguma reserva; que ao iniciar uma obra medem os recursos, verificam a extensão do
serviço e a capacidade para enfrentá-lo. Por falta de planejamento, de um orçamento –
simples que seja – muitos entram em financiamentos, cartões de crédito, nas mãos de
agiotas, e quando percebem já afundaram tanto, que é quase impossível sair de tal
situação.
Contrair dívidas. A Bíblia nos diz que: “O rico domina sobre o pobre, e o que
toma emprestado é servo do que empresta” – Pv 22:7. Ao contrairmos uma dívida,
assumimos uma posição de servo em relação ao nosso credor, pois temos que trabalhar
para ele, isto é, o fruto do nosso trabalho é seu, para pagar a nossa dívida. “A ninguém
fiqueis devendo cousa alguma, exceto o amor… Rm 13:8. Gastar mais do que ganha.
Isto significa administrar levianamente os recursos que Deus nos dá. Um adágio
popular diz: “Quem quiser administrar seus bens corretamente, não pode se perguntar
aonde foi parar o dinheiro; ele é que tem de dizer para onde o dinheiro deve ir”.
Existem pessoas que tem o hábito de comprar compulsivamente, mesmo sem ter
necessidade do que está sendo adquirido.Vida centralizada no dinheiro. O mundo vive
em função do dinheiro e de possuir bens materiais. Por isso Jesus recomenda: “Tende
cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; por que a vida de um homem não
consiste na abundância dos bens que ele possui” - Lc 12:15.
Como tudo pertence a Deus e Ele permite que nós usufruamos de alguns bens
materiais, a primeira coisa que devemos fazer quando recebemos algo é reservar a parte
do Senhor e devolvê-la a Ele. Primeiro o dízimo, e então as ofertas proporcionais à
prosperidade que temos em nossas vidas, pois é Ele quem nos permite tal prosperidade.
Apenas depois é que nós devemos destinar os recursos que sobram às nossas
necessidades e desejos. Do ponto de vista espiritual, ganhamos por exercitar a
abnegação e com isso nos afastamos dos interesses mundanos e nos aproximamos de
Deus. Sob um olhar mais pragmático, se sempre que recebermos algo, também
apurarmos a parte de Deus e a entregarmos antes de fazer qualquer outra coisa, teremos
uma forma regular e sistemática de conhecer nosso orçamento e planejarmos nossa vida
financeira com prioridade adequada.
Precisamos estabelecer um sistema de valores baseados na Bíblia para que a
área financeira não se torne um problema grave em nossas vidas. A Bíblia nos ensina
em Lucas 14:27-30 que o planejamento em qualquer situação da vida é por demais
importante. Na área financeira , não é diferente, ainda mais na atual conjuntura onde
somos “doutrinados” a consumir.
CAPÍTULO 4
ELES CHEGARAM! E AGORA?
A educação de Pais, mais do a educação de filhos é uma área muito importante a
ser abordada na orientação familiar, pois os filhos não nascem com manuais e são
entregues com certificados de garantia.
A fim de aplicar a disciplina de forma correta e de acordo com os princípios
bíblicos, os pais devem estar familiarizados com o que a Bíblia diz sobre a disciplina. O
livro de Provérbios contém sabedoria abundante em relação à educação dos filhos, tais
como: "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma,
envergonha a sua mãe" (Provérbios 29:15). Este versículo descreve as consequências de
não disciplinar uma criança - os pais passam vergonha. Naturalmente, a disciplina deve
ter como objetivo o bem da criança e nunca deve ser usado para justificar o abuso e
maus-tratos infantis. Nunca deve ser usado para descarregar raiva ou frustração.
A disciplina é usada para corrigir e treinar as pessoas a seguir no caminho certo.
"E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza,
mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" (Hebreus
12:11). A disciplina de Deus é amorosa, assim como deve ser entre o pai e seu filho. A
disciplina física nunca deve ser usada para causar danos ou dores físicas permanentes. A
punição física deve ser sempre seguida imediatamente por confortar a criança com a
garantia de que ele/ela é amada. Esses momentos são perfeitos para ensiná-la que Deus
nos disciplina porque nos ama e que, como pais, fazemos o mesmo pelos nossos filhos.
Podem outras formas de disciplina, tais como castigos ou “tempo sentado”, ser
usadas no lugar da disciplina física? Alguns pais acham que seus filhos não respondem
bem à disciplina física. Alguns pais acham que castigos ou tomar algo das crianças é
mais eficaz em estimular a mudança de comportamento. Se esse for realmente o caso,
com certeza os pais devem empregar os métodos que melhor produzem a mudança
necessária de comportamento. Embora a Bíblia inegavelmente defenda a disciplina
física, a Bíblia está mais preocupada com o objetivo de construir um caráter que agrade
e Deus do que no método preciso utilizado para produzir esse objetivo.
Para dificultar essa questão ainda mais é o fato de que os governos estão
começando a classificar todo o tipo de disciplina física como abuso infantil. Muitos pais
não dão palmadas em seus filhos por medo de serem denunciados ao governo e
correrem o risco de perderem os seus filhos. O que os pais devem fazer se um governo
tornou ilegal a disciplina física de crianças? De acordo com Romanos 13:1-7, os pais
devem se submeter ao governo. Um governo não deve nunca contradizer a Palavra de
Deus e a disciplina física é, biblicamente falando, para o bem das crianças. No entanto,
manter as crianças em famílias em que pelo menos receberão um pouco de disciplina é
muito melhor do que perder crianças aos "cuidados" do governo.
Em Efésios 6:4, os pais são orientados a não provocarem os seus filhos à ira. Em
vez disso, devem criá-los nos caminhos de Deus. Educar uma criança na "doutrina e
admoestação do Senhor" inclui disciplina física controlada, corretiva e amorosa.
CAPÍTULO 5
SEXO NO CASAMENTO
Esta é uma área na qual nem todos os casais estão aptos a conversar com
conselheiros, devido a bloqueio e vergonha de exposição sobre a intimidade. Para isto o
conselheiro deve buscar orientação e direção do Espírito Santo durante as conversar
com casal para conseguir identificar indiretamente as causas dos problemas.
O mundo moderno é enfeitiçado pelo sexo. Os programas de televisão,
propagandas comerciais, internet, outdoors, e até mesmo livros escolares não se cansam
de falar no assunto. No trabalho, são frequentes as piadas ou conversas que tratam do
tema. Esse parece ser o tópico preferido do ser humano. Homens e mulheres possuem
visões diferentes a respeito do sexo. Para eles, o sexo representa o início de uma relação
íntima mais profunda. Para elas, representa a conclusão da intimidade. Em nossa época,
falamos e ouvimos sobre sexo mais do que nossos pais e nossos avós. Porém,
entendemos bem menos. Por quê? Porque não paramos para pensar sobre qual é o
verdadeiro significado da relação sexual em nossa vida diária. Seja sincero: o que o
sexo representa para você? Já havia pensado nisso antes? E mais importante ainda: qual
é o propósito de Deus com o sexo? Deus nos fez criaturas sexuais, e por essa razão, é
preciso entender qual o padrão de relacionamento íntimo foi designado por Ele, ao nos
criar.
O sentido da sexualidade do casamento tem, com o tempo, perdido muito do seu
propósito original. Algumas pessoas tendem a colocar a sexualidade como o ponto
principal, a razão maior para o casamento. Outros buscam colocar a sexualidade num
plano mais baixo, sendo necessário apenas para a reprodução. Entretanto, uma
sexualidade saudável não é algo que simplesmente diz respeito apenas ao ato sexual.
Na Bíblia, em Gênesis 2:25, há um texto que diz: ?E ambos estavam nus,
homem e sua mulher, e não se envergonhavam?. Refletindo sobre ele, podemos ver que
quando o homem e a mulher foram criados, ambos estavam nus, e não se
envergonhavam. Ambos estavam completamente expostos. Nenhum dos dois tinha nada
a esconder da outra pessoa. Sua intimidade era tanta, que ambos se viam por completo,
e não se envergonhavam. Não havia traumas, sofrimentos, tristezas, mágoas, nada. Eles
não tinham qualquer parte um do outro que não entendiam. Estavam completamente
ligados tanto emocional, quanto espiritual e intelectualmente. Tudo isso era
representado pela ligação física.
Esse é o propósito de Deus para o sexo no casamento. É para ser um aspecto
concreto que reflita um relacionamento de intimidade que ultrapasse a questão física. É
para ser um elemento que lembre ao casal o quanto ambos estão próximos com respeito
aos outros aspectos da vida. A intimidade física será satisfatória quando as intimidades
sociais, intelectuais, emocionais e até espirituais estiverem de acordo. Por isso que
quando um casal discute, ou quando um casal briga, não é possível para a maioria
pensar em ter momentos de intimidade. As coisas precisam estar bem emocionalmente
para que possam usufruir do prazer físico. Entretanto, com a entrada do pecado, essa
perfeita intimidade, essa perfeita união foi quebrada. E assim, começamos a ter
vergonha, a querer nos esconder, e não sermos satisfeitos com a maneira que realmente
somos. E assim vivemos até hoje.
A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce”
(Pv 27.7). Nenhuma outra causa tem levado homens e mulheres ao adultério, como a
insatisfação sexual crônica. A Bíblia é muito clara quando diz que uma “alma satisfeita
ou farta” despreza o favo de mel, ou seja, quando o marido e a esposa saem de casa com
as necessidades da alma, inclusive sexual, satisfeitas, fica bem mais fácil resistir todas
as possíveis tentações do maligno. Quando o homem e a mulher são infelizes
sexualmente no casamento, os dois tornam-se presas fáceis do diabo. Paulo, o apóstolo,
quando escreveu sua carta-resposta para a igreja que estava em Corinto, tratou deste
assunto com muita preocupação, dizendo: “Mas, por causa da prostituição, cada um
tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1 Co 7.2). Ele
também deixou claro que não basta ter uma mulher ou ela um homem, é necessário que
os dois sejam felizes sexualmente, por isso ele insiste: “O marido pague à mulher a
devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder
sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido
não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (1 Co 7.3,4).
CAPÍTULO 6
DESAFIOS PARA A FAMÍLIA CRISTÃ
NA PÓS-MODERNIDADE
O casamento é instituição divina, o divórcio é instituição humana. O casamento
é a vontade absoluta, boa, perfeita, ideal e agradável de Deus, o divórcio é sua vontade
permissiva, devido às questões que envolvem o adultério, às fortes necessidades de
santidade, de preservação da vida, de questões de dignidade moral, de restituição e
muitos motivos mais.
A Bíblia declara que Deus odeia o divórcio, não o divorciado. Jesus fala
claramente sobre o motivo legítimo para o divórcio – adultério (Mt19.9).
Em termos gerais, Deus proíbe o divórcio (1 Coríntios 7:10-11). Mesmo nos
casos em que ele permite o divórcio e novo casamento (a ser examinado em breve), uma
das pessoas pecou contra Deus e o companheiro. Onde o adultério não está envolvido, a
decisão de divorciar é um ato de rebelião contra o Senhor. Aos olhos de Deus, não há tal
coisa como divórcio "sem culpa." O comentário de Paulo em 1 Coríntios 7:11: (" Se,
porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu
marido") para dizer que ele está sancionando o divórcio. Eles sugerem que, se o
divorciado não se casar, a separação é permitida. Podemos ver claramente a falácia de
tal argumento comparando a estrutura desta passagem com 1 João 2:1-2. Considere o
paralelo óbvio:1 Coríntios 7:10-11: "...não se separe...se, porém, ela vier a separar-
se, que não se case... ou que se reconcilie com seu marido".
1 João 2:1-2: ".. não pequeis. Se ... alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai".
Pecado é errado em 1 João 2:1-2 e a separação é errada em 1 Coríntios 7:10-11.
Entendemos que Paulo não autoriza o divórcio, considerando seu ensinamento
uns poucos versículos antes. Ele disse que separações curtas por consentimento mútuo
para o propósito de oração podem ser permitidas (1 Coríntios 7:5-6). Ele não aprovou
decisões unilaterais de separar e não autorizou separações permanentes.
Lucas 16:18 apresenta a regra geral: "Quem repudiar sua mulher e casar com
outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também
comete adultério." Jesus condenou o que tem se tornado comum em nossa sociedade: a
prática de deixar um cônjuge para se unir a outro.
O adultério mencionado aqui é um pecado contínuo que envolve relações
sexuais entre pessoas que não têm permissão dada por Deus para coabitar. O pecado não
está meramente no ato de fazer um voto de casamento, mas na conseqüente posse de um
cônjuge ilícito. Não era errado somente para Herodes tomar Herodias como sua esposa;
era ilícito para ele tê-la (Marcos 6:18). Para retificar esta situação perante Deus, a
separação teria sido necessária. Quando o pecado é adultério, os frutos do
arrependimento requerem o fim da prática (Mateus 3:8; 1 Coríntios 6:9-11). Tão
certamente como ladrões, bêbedos e homossexuais têm que cessar suas práticas ímpias,
os adúlteros têm que deixar suas relações ilícitas
A Bíblia é contra a banalização do divórcio, ou seja, o divórcio sem causa
bíblica; a desonra da mulher, e a transformação da mulher como objeto; o abandono do
cônjuge; o adultério, porque ele é a quebra da aliança.

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  • 1. IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR ACONSELHAMENTO E ORIENTAÇÃO FAMILIAR NOME: SETEMBRO, 2013 SANTO ÂNGELO.
  • 2. CAPÍTULO 1 PARA DIZER SIM A família sempre tem ocupado um lugar central nos planos de Deus para esta terra. É pela família que Deus faz a Sua obra de salvação, em primeiro lugar, usando a família de Abraão para trazer o Salvador a este mundo e abençoar todas as famílias da terra (Gn 12:3; 18:18,19) e, nesta dispensação da graça, para formar a Sua igreja. É um fato básico, mas importantíssimo, que a condição espiritual duma igreja local depende da condição espiritual das famílias que formam aquela igreja. Uma igreja é simplesmente uma família de famílias e qualquer problema de família já é um problema da igreja local. Satanás é o grande inimigo de Deus e da Obra de Deus, e nestes últimos tempos tem procurado destruir a unidade básica da família no mundo e também tem atacado muito o testemunho da igreja na terra usando problemas de família. Todos nós reconhecemos que estes problemas estão aumentando e que o amor de muitos está esfriando e que os salvos não são isentos destes problemas. O Senhor nos tem deixado na Sua Palavra muitos exemplos, advertências e ensinos para nos guiar. Os que têm praticado estes ensinos têm provado o seu grande valor; os que têm negligenciado estes ensinos sofrem as conseqüências desta desobediência. Tudo inicia na escolha da pessoa com quem ele(a) dividirá sua vida, suas alegrias, tristezas, conquistas e fracassos. Para isto é preciso entender o conceito de amor bíblico que é aquela atitude de edificar o outro, de colocar seu interesse acima do nosso. O amor é uma atitude a qual decidimos praticar. O sentimento deve ser cultivado através de ações diárias onde decidimos amar sem esperar nada em troca. Já a paxão é um sentimento avassalador com características próprias e bastante distintas do amor bíblico. As cinco linguagens do amor são as seguintes: Palavras de afirmação – elogios a pessoa amada; Qualidade de tempo – o gastado junto a pessoa amada; Receber presente; Formas de servir; Toque físico. O namoro cristão tem que ter um objetivo final o casamento para isto os pais estão envolvidos, a igreja dá o suporte através do acompanhamento da progressão do relacionamento, e visão dos jovens deve estar focado em Deus. Em Gênesis 34:8 lemos que a alma de Siquém estava "enamorada" fortemente de Diná, filha de Jacó. Assim, aprendemos que esta forte atração é da alma e por isto governa completamente os seus pensamentos e comportamento. Como há dois tipos de fogo, há dois tipos de namoro. Usamos o fogo controlado em casa cada dia, mas o fogo sem controle traz destruição e desastre. O namoro controlado é útil em descobrir a vontade de Deus para nossas vidas, mas se não houver controle, trará desastre. Deus também nos deixou exemplos bons neste assunto, e Boaz e Rute servem como exemplos bom dum casal que controlou sua amizade e que foi ricamente abençoado pelo Senhor no seu casamento. Nós usamos a palavra "namoro" neste caso com cuidado e não como o mundo fala hoje. O Reverendo Marco Antonio Teixeira Lapa tem definido a fase do noivado como “Este é um tempo de edificação, de construção dos sonhos.Nele há planejamento, execução, preparo e treinamento para o casamento. No noivado se remodelam as prioridades do casal, porém, quando se chega neste ponto do relacionamento a base do futuro lar já está lançada, quer seja boa ou má, forte ou fraca.” A plena satisfação só vira de um relacionamento com Deus íntimo e profundo. É fundamental que os pais
  • 3. abençoem o casamento e liberem o coração de seus filhos para viverem na plenitude de seu relacionamento. O noivado cristão é um tempo onde o compromisso é estabelecido e tudo deve ser preparado para o grande dia do casamento. Os problemas individuais devem ser resolvidos e os principais para o casamento devem ser aprendidos, através de aconselhamento ou curso pré-nupcial. É o casal que deve planejar e conversar sobre quais são os princípios e objetivos que ambos desejam atingir em seu casamento. Os maiores responsáveis pela destruição do matrimônio não são externos, mas internos. Existem fases ou estações em todo o casamento, devem ser entendidas para que juntos o casal possa sair das fases ruins e estabilizar nas melhores.
  • 4. CAPÍTULO 2 A ESTRUTURA DA FAMÍLIA CRISTÃ Deus é claro, foi quem teve a ideia de famílias. Portanto, parece lógico que Ele possa nos oferecer uma visão interna a respeito de como as famílias devem funcionar e possa nos avisar das dificuldades que destroem famílias. O Senhor realmente tem nos dado muitos princípios em Sua Palavra a respeito da estrutura familiar e a parte que cabe a cada membro realizar individualmente. Quando essas instruções bíblicas são seguidas, as famílias experimentam todas as bênçãos que Deus preparou a elas. Quando são violadas, o resultado é caos e aflição. As quatro bases para o casamento cristão são as colunas sob as quais o lar cristão deve ser edificado: 1ª base – o deixar – “ Por isso deixa o homem pai e mãe” isto é deixar sua morada, cortar o cordão umbilical, não depender mais dos pais financeiramente. 2ª base – o compromisso – “se une à sua mulher” isto é um relacionamento permanente, monogâmico, exclusivo. 3ª base – a unidade – “tornando- se, os dois uma só carne” não significa que cada um perca sua identidade mas que seja a unidade espiritual e a expressão física. 4ª base – a intimidade – “ ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” uma intimidade espiritual, intelectual, emocional e física. A cadeia funcional de autoridade no lar cristão descrita Efésios 5.22-33 está nesta ordem: Deus – Cristo – O Marido – A Mulher – Os filhos. Primeiro, Deus ordenou que o marido fosse o cabeça da unidade familiar. Isso não dá ao marido o direito de dominar egoisticamente sobre sua esposa e filhos. Deus chamou os maridos para amarem, protegerem, proverem e liderarem suas famílias como cabeças. Deus também planejou que as esposas fossem submissas à liderança de seus maridos. Isso fica bem claro nas Escrituras. O marido não é o cabeça espiritual de sua esposa — é Jesus quem faz essa parte. Jesus é o cabeça espiritual da Igreja e a esposa cristã é membro da Igreja, assim como seu esposo cristão. Contudo, na família, o marido cristão é o cabeça de sua esposa e filhos, e eles devem se submeter a sua autoridade dada por Cristo. As crianças devem ser ensinadas a se submeterem e a serem completamente obedientes a seus pais cristãos. E se assim o fizerem, têm como promessa longa vida e outras bênçãos. A comunicação é área mais importante em todo tipo de relacionamento conjugal e familiar. É uma arte, uma habilidade que precisa ser desenvolvida ao longo dos anos de relacionamento. Marido e mulher não poderão desfrutar de um bom relacionamento e nem caminharam para o desenvolvimento maior de seu relacionamento sem a comunicação, ela é uma chave. Num relacionamento é preciso resolver os conflitos, aprender a lidar com cônjuge, de maneira que o respeitamos e saibamos qual é maneira de agir que realmente ajuda o outro a superar as crises. Saber ouvir e perdoar é muito importante diante das situações.
  • 5. CAPÍTULO 3 ACONSELHAMENTO FINANCEIRO Não resta a menor dúvida de que a área financeira é uma das mais complicadas na vida familiar. Boa parte dos conflitos entre casais surge por uma visão ou posicionamento inadequado sobre a vida financeira no lar. Vivemos numa sociedade consumista em que somos pressionados a nos equipararmos a um padrão de vida que, na maioria das vezes, não temos condições de acompanharmos. O conceito de felicidade para muitas pessoas está alinhado com a possibilidade de se comprar ou não determinadas coisas, e quando frustradas em seus intentos manifestam toda a sua ira sobre aqueles que julgam culpados por isso. Os papéis de marido e mulher, dentro da sociedade moderna, têm-se modificado nos últimos tempos, levando a mulher para o trabalho fora do lar e alterando a forma como o orçamento doméstico é administrado, gerando conflitos. Cada pessoa encara o dinheiro e os bens de modo diferente. Para muitos significa: sucesso, poder, segurança emocional; e lutam de forma incansável por obtê-lo. Outros pouca importância dão ao assunto. Os dias estão cada vez mais difíceis com a crescente crise de empregos, quando muitos chefes de família passam meses desempregados; também nossas famílias manifestam crescente necessidade de novas coisas. Como podemos ver, a tensão por causa do dinheiro é fonte de problemas constantes, que necessitam de tratamento adequado. Diante do exposto, o que a Bíblia nos ensina a respeito do dinheiro ? Deus é proprietário de todas as coisas – Sl 24:1. Logo, nós possuímos coisas, mas Deus é dono delas. Nós ganhamos dinheiro, mas é Deus quem nos capacita. Nós somos de Deus, portanto tudo que temos é Dele. Poucas são as famílias que têm um orçamento familiar; que planejam como, onde e como investir; que se preocupam em ter alguma reserva; que ao iniciar uma obra medem os recursos, verificam a extensão do serviço e a capacidade para enfrentá-lo. Por falta de planejamento, de um orçamento – simples que seja – muitos entram em financiamentos, cartões de crédito, nas mãos de agiotas, e quando percebem já afundaram tanto, que é quase impossível sair de tal situação. Contrair dívidas. A Bíblia nos diz que: “O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta” – Pv 22:7. Ao contrairmos uma dívida, assumimos uma posição de servo em relação ao nosso credor, pois temos que trabalhar para ele, isto é, o fruto do nosso trabalho é seu, para pagar a nossa dívida. “A ninguém fiqueis devendo cousa alguma, exceto o amor… Rm 13:8. Gastar mais do que ganha. Isto significa administrar levianamente os recursos que Deus nos dá. Um adágio popular diz: “Quem quiser administrar seus bens corretamente, não pode se perguntar aonde foi parar o dinheiro; ele é que tem de dizer para onde o dinheiro deve ir”. Existem pessoas que tem o hábito de comprar compulsivamente, mesmo sem ter necessidade do que está sendo adquirido.Vida centralizada no dinheiro. O mundo vive em função do dinheiro e de possuir bens materiais. Por isso Jesus recomenda: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; por que a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” - Lc 12:15.
  • 6. Como tudo pertence a Deus e Ele permite que nós usufruamos de alguns bens materiais, a primeira coisa que devemos fazer quando recebemos algo é reservar a parte do Senhor e devolvê-la a Ele. Primeiro o dízimo, e então as ofertas proporcionais à prosperidade que temos em nossas vidas, pois é Ele quem nos permite tal prosperidade. Apenas depois é que nós devemos destinar os recursos que sobram às nossas necessidades e desejos. Do ponto de vista espiritual, ganhamos por exercitar a abnegação e com isso nos afastamos dos interesses mundanos e nos aproximamos de Deus. Sob um olhar mais pragmático, se sempre que recebermos algo, também apurarmos a parte de Deus e a entregarmos antes de fazer qualquer outra coisa, teremos uma forma regular e sistemática de conhecer nosso orçamento e planejarmos nossa vida financeira com prioridade adequada. Precisamos estabelecer um sistema de valores baseados na Bíblia para que a área financeira não se torne um problema grave em nossas vidas. A Bíblia nos ensina em Lucas 14:27-30 que o planejamento em qualquer situação da vida é por demais importante. Na área financeira , não é diferente, ainda mais na atual conjuntura onde somos “doutrinados” a consumir.
  • 7. CAPÍTULO 4 ELES CHEGARAM! E AGORA? A educação de Pais, mais do a educação de filhos é uma área muito importante a ser abordada na orientação familiar, pois os filhos não nascem com manuais e são entregues com certificados de garantia. A fim de aplicar a disciplina de forma correta e de acordo com os princípios bíblicos, os pais devem estar familiarizados com o que a Bíblia diz sobre a disciplina. O livro de Provérbios contém sabedoria abundante em relação à educação dos filhos, tais como: "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe" (Provérbios 29:15). Este versículo descreve as consequências de não disciplinar uma criança - os pais passam vergonha. Naturalmente, a disciplina deve ter como objetivo o bem da criança e nunca deve ser usado para justificar o abuso e maus-tratos infantis. Nunca deve ser usado para descarregar raiva ou frustração. A disciplina é usada para corrigir e treinar as pessoas a seguir no caminho certo. "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" (Hebreus 12:11). A disciplina de Deus é amorosa, assim como deve ser entre o pai e seu filho. A disciplina física nunca deve ser usada para causar danos ou dores físicas permanentes. A punição física deve ser sempre seguida imediatamente por confortar a criança com a garantia de que ele/ela é amada. Esses momentos são perfeitos para ensiná-la que Deus nos disciplina porque nos ama e que, como pais, fazemos o mesmo pelos nossos filhos. Podem outras formas de disciplina, tais como castigos ou “tempo sentado”, ser usadas no lugar da disciplina física? Alguns pais acham que seus filhos não respondem bem à disciplina física. Alguns pais acham que castigos ou tomar algo das crianças é mais eficaz em estimular a mudança de comportamento. Se esse for realmente o caso, com certeza os pais devem empregar os métodos que melhor produzem a mudança necessária de comportamento. Embora a Bíblia inegavelmente defenda a disciplina física, a Bíblia está mais preocupada com o objetivo de construir um caráter que agrade e Deus do que no método preciso utilizado para produzir esse objetivo. Para dificultar essa questão ainda mais é o fato de que os governos estão começando a classificar todo o tipo de disciplina física como abuso infantil. Muitos pais não dão palmadas em seus filhos por medo de serem denunciados ao governo e correrem o risco de perderem os seus filhos. O que os pais devem fazer se um governo tornou ilegal a disciplina física de crianças? De acordo com Romanos 13:1-7, os pais devem se submeter ao governo. Um governo não deve nunca contradizer a Palavra de Deus e a disciplina física é, biblicamente falando, para o bem das crianças. No entanto, manter as crianças em famílias em que pelo menos receberão um pouco de disciplina é muito melhor do que perder crianças aos "cuidados" do governo. Em Efésios 6:4, os pais são orientados a não provocarem os seus filhos à ira. Em vez disso, devem criá-los nos caminhos de Deus. Educar uma criança na "doutrina e admoestação do Senhor" inclui disciplina física controlada, corretiva e amorosa.
  • 8. CAPÍTULO 5 SEXO NO CASAMENTO Esta é uma área na qual nem todos os casais estão aptos a conversar com conselheiros, devido a bloqueio e vergonha de exposição sobre a intimidade. Para isto o conselheiro deve buscar orientação e direção do Espírito Santo durante as conversar com casal para conseguir identificar indiretamente as causas dos problemas. O mundo moderno é enfeitiçado pelo sexo. Os programas de televisão, propagandas comerciais, internet, outdoors, e até mesmo livros escolares não se cansam de falar no assunto. No trabalho, são frequentes as piadas ou conversas que tratam do tema. Esse parece ser o tópico preferido do ser humano. Homens e mulheres possuem visões diferentes a respeito do sexo. Para eles, o sexo representa o início de uma relação íntima mais profunda. Para elas, representa a conclusão da intimidade. Em nossa época, falamos e ouvimos sobre sexo mais do que nossos pais e nossos avós. Porém, entendemos bem menos. Por quê? Porque não paramos para pensar sobre qual é o verdadeiro significado da relação sexual em nossa vida diária. Seja sincero: o que o sexo representa para você? Já havia pensado nisso antes? E mais importante ainda: qual é o propósito de Deus com o sexo? Deus nos fez criaturas sexuais, e por essa razão, é preciso entender qual o padrão de relacionamento íntimo foi designado por Ele, ao nos criar. O sentido da sexualidade do casamento tem, com o tempo, perdido muito do seu propósito original. Algumas pessoas tendem a colocar a sexualidade como o ponto principal, a razão maior para o casamento. Outros buscam colocar a sexualidade num plano mais baixo, sendo necessário apenas para a reprodução. Entretanto, uma sexualidade saudável não é algo que simplesmente diz respeito apenas ao ato sexual. Na Bíblia, em Gênesis 2:25, há um texto que diz: ?E ambos estavam nus, homem e sua mulher, e não se envergonhavam?. Refletindo sobre ele, podemos ver que quando o homem e a mulher foram criados, ambos estavam nus, e não se envergonhavam. Ambos estavam completamente expostos. Nenhum dos dois tinha nada a esconder da outra pessoa. Sua intimidade era tanta, que ambos se viam por completo, e não se envergonhavam. Não havia traumas, sofrimentos, tristezas, mágoas, nada. Eles não tinham qualquer parte um do outro que não entendiam. Estavam completamente ligados tanto emocional, quanto espiritual e intelectualmente. Tudo isso era representado pela ligação física. Esse é o propósito de Deus para o sexo no casamento. É para ser um aspecto concreto que reflita um relacionamento de intimidade que ultrapasse a questão física. É para ser um elemento que lembre ao casal o quanto ambos estão próximos com respeito aos outros aspectos da vida. A intimidade física será satisfatória quando as intimidades sociais, intelectuais, emocionais e até espirituais estiverem de acordo. Por isso que quando um casal discute, ou quando um casal briga, não é possível para a maioria
  • 9. pensar em ter momentos de intimidade. As coisas precisam estar bem emocionalmente para que possam usufruir do prazer físico. Entretanto, com a entrada do pecado, essa perfeita intimidade, essa perfeita união foi quebrada. E assim, começamos a ter vergonha, a querer nos esconder, e não sermos satisfeitos com a maneira que realmente somos. E assim vivemos até hoje. A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce” (Pv 27.7). Nenhuma outra causa tem levado homens e mulheres ao adultério, como a insatisfação sexual crônica. A Bíblia é muito clara quando diz que uma “alma satisfeita ou farta” despreza o favo de mel, ou seja, quando o marido e a esposa saem de casa com as necessidades da alma, inclusive sexual, satisfeitas, fica bem mais fácil resistir todas as possíveis tentações do maligno. Quando o homem e a mulher são infelizes sexualmente no casamento, os dois tornam-se presas fáceis do diabo. Paulo, o apóstolo, quando escreveu sua carta-resposta para a igreja que estava em Corinto, tratou deste assunto com muita preocupação, dizendo: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1 Co 7.2). Ele também deixou claro que não basta ter uma mulher ou ela um homem, é necessário que os dois sejam felizes sexualmente, por isso ele insiste: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (1 Co 7.3,4).
  • 10. CAPÍTULO 6 DESAFIOS PARA A FAMÍLIA CRISTÃ NA PÓS-MODERNIDADE O casamento é instituição divina, o divórcio é instituição humana. O casamento é a vontade absoluta, boa, perfeita, ideal e agradável de Deus, o divórcio é sua vontade permissiva, devido às questões que envolvem o adultério, às fortes necessidades de santidade, de preservação da vida, de questões de dignidade moral, de restituição e muitos motivos mais. A Bíblia declara que Deus odeia o divórcio, não o divorciado. Jesus fala claramente sobre o motivo legítimo para o divórcio – adultério (Mt19.9). Em termos gerais, Deus proíbe o divórcio (1 Coríntios 7:10-11). Mesmo nos casos em que ele permite o divórcio e novo casamento (a ser examinado em breve), uma das pessoas pecou contra Deus e o companheiro. Onde o adultério não está envolvido, a decisão de divorciar é um ato de rebelião contra o Senhor. Aos olhos de Deus, não há tal coisa como divórcio "sem culpa." O comentário de Paulo em 1 Coríntios 7:11: (" Se, porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu marido") para dizer que ele está sancionando o divórcio. Eles sugerem que, se o divorciado não se casar, a separação é permitida. Podemos ver claramente a falácia de tal argumento comparando a estrutura desta passagem com 1 João 2:1-2. Considere o paralelo óbvio:1 Coríntios 7:10-11: "...não se separe...se, porém, ela vier a separar- se, que não se case... ou que se reconcilie com seu marido". 1 João 2:1-2: ".. não pequeis. Se ... alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai". Pecado é errado em 1 João 2:1-2 e a separação é errada em 1 Coríntios 7:10-11. Entendemos que Paulo não autoriza o divórcio, considerando seu ensinamento uns poucos versículos antes. Ele disse que separações curtas por consentimento mútuo para o propósito de oração podem ser permitidas (1 Coríntios 7:5-6). Ele não aprovou decisões unilaterais de separar e não autorizou separações permanentes. Lucas 16:18 apresenta a regra geral: "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério." Jesus condenou o que tem se tornado comum em nossa sociedade: a prática de deixar um cônjuge para se unir a outro. O adultério mencionado aqui é um pecado contínuo que envolve relações sexuais entre pessoas que não têm permissão dada por Deus para coabitar. O pecado não está meramente no ato de fazer um voto de casamento, mas na conseqüente posse de um cônjuge ilícito. Não era errado somente para Herodes tomar Herodias como sua esposa; era ilícito para ele tê-la (Marcos 6:18). Para retificar esta situação perante Deus, a separação teria sido necessária. Quando o pecado é adultério, os frutos do arrependimento requerem o fim da prática (Mateus 3:8; 1 Coríntios 6:9-11). Tão certamente como ladrões, bêbedos e homossexuais têm que cessar suas práticas ímpias, os adúlteros têm que deixar suas relações ilícitas
  • 11. A Bíblia é contra a banalização do divórcio, ou seja, o divórcio sem causa bíblica; a desonra da mulher, e a transformação da mulher como objeto; o abandono do cônjuge; o adultério, porque ele é a quebra da aliança.