Interlagos  O Carteiro e o Poeta                       Daniele Souza Mello                       Diego Silva Oliveira     ...
Letras – 1º Semestre / Noturno  O Carteiro e o Poeta          São Paulo            2011
Sumário .....................................................................................................................
4
O Carteiro e o Poeta         Olhar, escutar e sentir o personagem Mário Ruoppolo no filme “O Carteiro e o Poeta”,nos faz r...
ao mesmo tempo permite uma abertura para a sua verdade diante do mundo. Dessa forma,passa a implicar-se na vida cotidiana ...
MetáforaMeta: mudança, posterioridade, além, transcendência;Phora: parte exterior, outro lugar, sempre em frente         A...
Metáfora – No filme         No filme “O Carteiro e o Poeta” o autor trabalha a metáfora com muita simplicidade edelicadeza...
(...)Obs.: Os oito primeiros versos são, se lidos em voz sussurrada e reforçando as silabasem negrito, a representação do ...
Considerações finas         O filme “O Carteiro e o Poeta” deixa em evidência a simplicidade das pessoas como umreflexo do...
Bibliografiawww.recantodasletras.com.br    www.google.com.br       Pensador. info            11
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O carteiro e_o_poeta!!__trabalho_escrito

5.856 visualizações

Publicada em

Publicada em: Turismo
  • Seja o primeiro a comentar

O carteiro e_o_poeta!!__trabalho_escrito

  1. 1. Interlagos O Carteiro e o Poeta Daniele Souza Mello Diego Silva Oliveira Geniole Pires Alves Odiléia de Paula FerreiraLetras – 1º Semestre / Noturno
  2. 2. Letras – 1º Semestre / Noturno O Carteiro e o Poeta São Paulo 2011
  3. 3. Sumário ....................................................................................................................................................1O Carteiro e o Poeta.....................................................................................................................5Metáfora......................................................................................................................................7Metáfora – No filme.....................................................................................................................8Considerações finas....................................................................................................................10Bibliografia.................................................................................................................................11
  4. 4. 4
  5. 5. O Carteiro e o Poeta Olhar, escutar e sentir o personagem Mário Ruoppolo no filme “O Carteiro e o Poeta”,nos faz refletir sobre a simplicidade do crescimento humano. Como as águas do oceano dapequena ilha onde se passa a emocionante história do encontro entre Pablo Neruda e oCarteiro que lhe entrega regularmente duas correspondências. O mar mantém sua rotina,sustentando a beleza a de seus movimentos e o impacto de suas maravilhas. A água bate nasrochas produzindo sons jamais ensaiados. Assim também se faz nosso processo deindividuação. Este caminho segue um fluxo natural, ou seja, uma tendência espontânea que levacada sujeito ao encontro de suas verdades interiores. Não podemos entendê-lo como umcaminho linear, mas como o grande encontro com a nossa essência; aquilo que realmentesomos enquanto humanos. No inicio do filme torna-se clara a insatisfação de Mário com a fora de vida a qualestava sujeito na ilha em que nascera. A tentativa de dialogo com o pai – que já se conformaracom seu destino – não resultava numa saída; não lhe dava resposta. Como num verdadeiroencontro causado pelo universo, Mário vai até o centro da cidade e assiste em um cinejornalos últimos acontecimentos na Itália. Acaba por descobrir que o grande poeta comunista, PabloNeruda, estaria chegando à Itália como refugiado político e iria se estabelecer na ilha.Novamente como num destino prenunciado, Mário candidata-se a uma vaga de emprego nocorreio da ilha. Mal sabia que seu trabalho estava extremamente ligado a Pablo Neruda - atéentão admirado por escrever belos poemas de amor e encantar várias mulheres por ondepassava. Este contato marcou a vida de Mário para sempre. O trouxe um novo mundo interno eexterno das ideias. A revelação de um universo que não conhecia: o da linguagem poética esuas metáforas. Transformou sua insatisfação interna em lirismo. A descoberta da força expressiva das palavras com capacidade de traduzir os seussentimentos e o seu pensamento a respeito do mundo, trouxeram ao Carteiro a grandeza daalma. A vida se abre; sua personalidade ganha espaço e não cabe mais no homem semgrandes expectativas. A primeira etapa deste processo deu-se pela descoberta do amor, pelaforma poética como Pablo Neruda descreve as paixões e sensibiliza as mulheres. Essaidentificação leva o carteiro a interessar-se pelo caminho da poesia e da construçãometafóricas que compõe a escrita deste admirado poeta. Um dos momentos mais interessantes do dos diálogos desses personagens é aqueleem que Mário pede ao poeta que justifique as palavras escolhidas em seus versos. Sem muitopensar Neruda responde: “Quando você explica, a poesia se torna banal. Melhor do quequalquer explicação é a experiência de sentimentos que a poesia pode revelar a uma almasuficientemente aberta para entendê-la.”. A partir deste episódio Mario se abre ao contato desua essência poética e passa a olhar o mundo com mais atenção. Neste novo olhar descobre-se apaixonado pela bela Beatrice Russo, para quemdireciona seu afeto. Este amor que poderia ser compreendido como um simples encontro, ofaz descobrir a grandeza de recitar poemas que evoquem seus sentimentos mais profundos e 5
  6. 6. ao mesmo tempo permite uma abertura para a sua verdade diante do mundo. Dessa forma,passa a implicar-se na vida cotidiana de seu povoado. Começa a questionar valores religiosos epolíticos de seu povo. Influenciado pelo pensamento de Neruda, enfrenta a indiferença políticae a ausência de expectativa de transformação que prevalecia em entre os habitantes da ilha. Depois da partida do poeta, Mário se vê solitário em seu caminho. O ponto quealcançara em seu crescimento interno não lhe permitia mais recuar; atitudes eram necessárias.Nesta nova forma de ver o mundo seus olhos não podiam mais ser enganados ou render-se ànormalidade e aos padrões estabelecidos no povoado. Seu isolamento tornou-se cada vez mais evidente, sua diferença o levava a certeza deque não cabia mais naquele lugar. O velho pensamento já não lhe servia; as velhas roupasestavam apertadas. Assim, como um herói em sua trajetória interna, busca encontrar umsentido para sua vida. Diante do desejo de produzir um presente para seu amigo distante,Pablo Neruda, decide gravar todos os sons vivenciados pelo poeta durante sua passagem nailha. Por meio desta iniciativa, o Carteiro Mário, redescobre as belezas de suas terras.Redescobre a simplicidade dos ventos, a canção do mar, o piscar da estrelas. Redescobre abeleza esquecida. E os sons unidos representaram a musicalidade nos poemas de seu amigoquerido e do se mestre. Após um longo percurso, Mário descobre seu papel no mundo, define sua existênciaindividual e coletiva na união da poesia com a luta comunitária – assim como fazia Neruda. Ao mesmo tempo em que se inspira em Neruda, apropria-se de sua verdade interior.Não é mais uma luta pelo amor de Beatrice, nem pelo reconhecimento de seu Mestre. A buscapassa a ser sua essência vital. O caminho deste personagem pode ser compreendido de como um movimento demudança; o encontro com sua verdade intima ou consigo mesmo. O Carteiro - queinicialmente se encanta pelo poeta das mulheres e pela sua forma de conquista – descobreque a poesia de Neruda entra na sua vida com o propósito de transformação. Surge o homemem seu sentido pleno e completo. Como um ser criativo e consciente de seu papel no mundo. Este homem, presente como um ser comunitário e representante de seus sonhos eprincípios, redireciona sua trajetória para o mundo. Nesta nova transformação diante da vida,expõe-se a mundo como também criador e protestante. É mais uma voz ativa na sociedade. Assim como Pablo Neruda, seu inspirador, Mário usa suas poesias para manifestar suaopinião acerca de dado assunto. Expõe o que pensa e deseja. Neste momento torna-se claro eevidente a ascensão do personagem do filme. Abandona o caráter plano expondo a todos eucrescimento. O amor por Beatrice e a admiração por Neruda, foram os precursores desse novo ser.A coragem de Mario o tona um herói, pois enfrenta seus fantasmas e sombras em busca de umser mais próximo de si e dos outros. Nesta nova fase, Mário descobriu muito mais que construir metáforas. Descobriu oamor e o orgulho de ser quem era. A simplicidade desta história nos mostra que o singelo atode abrir os olhos para mundo retira as cortinas da alienação e individualismo. 6
  7. 7. MetáforaMeta: mudança, posterioridade, além, transcendência;Phora: parte exterior, outro lugar, sempre em frente A metáfora é a dança das palavras; mexe com os sentimentos; com os pensamentos;nos faz viajar pelo mundo das ideias e do real. Externa, em sua amplitude, o que nos é comum:o que é, passa a ser o que não foi e o que foi passa a ser o que será, mesmo que ainda tenhasido. O texto metafórico quando transcrito – seja uma crônica, um poema, um conto, ouainda um romance – recebe o caráter de subjetivo e individualista, pois depende doconhecimento de mundo ostentado pelo leitor. Esse texto expressa-se pela variação designificação – uma vez que cada leitor terá uma “forma própria de analisar” – que é,exatamente, a multissignificação.A palavra Metáfora é de origem grega "metaphorá”, em latim traduziu-se como "metaphora.Foi classificada pela gramática portuguesa como figura de linguagem, que é um desvio dasnormas, provocado para conferir expressividade à própria linguagem, a metáfora se encaixa nasubdivisão das mesmas como figuras de palavras. Sua função é usar uma palavra com osignificado de outra, considerando uma relação de semelhança entre o que ambasrepresentam. É, portanto uma comparação subentendida, sem a presença do conectivo.Ex.: (...) Não sei quais nuvens trago neste peito Que tudo quanto vejo me entristece. E choro, porque esta alma me esmaga – é pedra; Faz-me pensar. (...)Obs.: Esse trecho de poema fala da saudade, da tristeza, da angustia. Ambas estãorepresentadas pela nuvem presa no coração pungido. Há, também, um jogo antitético: ALMA xPEDRA. ALMA simboliza a transcendência, a metafísica, a sensibilidade; já a PEDRA são asquestões físicas, o peso da partida e abandono. A metáfora esta presente na metáfora: “Echoro, porque esta alma me esmaga – é pedra”. 7
  8. 8. Metáfora – No filme No filme “O Carteiro e o Poeta” o autor trabalha a metáfora com muita simplicidade edelicadeza, traduzindo-a no amor de Mário (O Carteiro) por Beatrice Russo, sua musa.Aparece, também, nas representações de Neruda do ambiente em que está – em especial domar. Descobrindo que a poesia de Neruda encatava as mulheres – e conhecendo Neruda -Mário decide pedir a Neruda que o ensine a compor poesia. Sua intenção era conquistar, pordefinitivo, o coração de sua musa Beatrice. Então, o uso da metáfora ganha mais importâncianesse momento. Trecho do poema feito para Beatrice:E o teu sorriso se espalha em teu rosto como uma borboleta;Seu sorriso é como uma rosaObs.: A construção da metáfora é dada por comparação, a esse evento dá-se o nome decomparação metafórica. O sorriso de Beatrice é tão belo, puro e simples que lembramborboletas e rosas. O carteiro idealiza Beatrice, por isso busca a perfeição nas palavras, umavez que Lea representa a beleza suprema das mulheres – ao menos no filme. O filme fala muito de metáforas e em uma dessas cenas, o poeta pergunta aMário como ele entenderia se ele dissesse que "o céu estava chorando" e o carteiroresponde que essa é a imagem que representa a chuva. Em outra cena ambientada na praia da ilha italiana, o poeta declama a seguintepoesia e depois pergunta ao carteiro sua opinião: Aqui na ilha há tanto mar, O mar e mais o mar. Ele transborda de tempo em tempo. Diz que sim, depois que não, Diz sim e de novo não. No azul, na espuma, em galope Ele diz não e novamente sim. Não fica tranqüilo, não consegue parar. Meu nome é mar ele repete Batendo numa pedra, mas sem convencê-la. 8
  9. 9. (...)Obs.: Os oito primeiros versos são, se lidos em voz sussurrada e reforçando as silabasem negrito, a representação do som emitido pelo choque da água do mar com aspedras. Na parte sublinhada, o autor atribui ao mar uma voz e ainda estabelece umdiálogo entre pedra e mar. O mar busca se afirmar à pedra: Meu nome é mar elerepete, mas ela pouca se amedronta o que impulsiona o agitar das ondas do mar. Ao final da recitação do poema, Mario Ruoppolo, sentiu-se enjoado por contado efeito que o poema lhe causou, pois representava as ondas do mar, o movimentode vai e volta da água. 9
  10. 10. Considerações finas O filme “O Carteiro e o Poeta” deixa em evidência a simplicidade das pessoas como umreflexo do ambiente, bem como, as belezas naturais a qual expunha. Lança também um jogoantitético, o contraste entre o Carteiro e o Poeta. A simplicidade x o Estereótipo. Fica do filme um sentimento puro e humano. A mudança é possível. 10
  11. 11. Bibliografiawww.recantodasletras.com.br www.google.com.br Pensador. info 11

×