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25 Dicas para poupar água

          A água é utilizada em praticamente todas as actividades humanas e é
indispensável à sobrevivência de todos os seres vivos. A manutenção do nível de vida
actual exige maiores consumos de água e um esforço ambiental adicional.

Sandra Oliveira

          Para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos, é necessário repensar as
estratégias de gestão dos recursos hídricos e apostar no aumento da eficiência na
utilização da água.

          As estratégias e medidas implementadas a nível governamental são
fundamentais, mas não suficientes. É necessária uma mudança de comportamentos de
cada um de nós, que se traduzem em pequenos gestos no dia-a-dia. A Quercus quer
ajudá-lo nessa tarefa e relembra-lhe algumas acções que pode realizar facilmente em sua
casa, com resultados positivos na conservação dos recursos hídricos e no seu orçamento
familiar!

                                         Em casa:

1. Mantenha a canalização doméstica em bom estado. Chame um canalizador caso as
torneiras não parem de pingar ou se verificar a existência de uma rotura.

2. Feche sempre bem as torneiras. Uma torneira a pingar pode gastar cerca de 25 litros
de água por dia.

3. Utilize torneiras de regulação do fluxo de água ou instale dispositivos de redução de
caudal.

4. Verifique o isolamento térmico do sistema de distribuição de água quente. Evita o
desperdício de água e de energia enquanto espera que a água aqueça.

5. Faça uma leitura regular do contador e da factura da água para controlar os seus
gastos.
Na casa-de-banho:

6. Instale autoclismos com dispositivo de dupla descarga. Poderá também colocar
garrafas de água com areia no interior do reservatório para evitar enchê-lo na totalidade
e reduzir a quantidade de água gasta em cada descarga.

7. Evite fazer descargas desnecessárias, lembre-se que o autoclismo não é um caixote do
lixo. Cada descarga gasta cerca de 10 litros de água.

8. Coloque dispositivos de redução de caudal no duche.

9. Tome duches rápidos e evite os banhos de imersão. Um duche de 5 minutos gasta
entre 25 e 100 litros de água, dependendo do modelo do chuveiro e da pressão da água.
Feche a torneira enquanto se estiver a ensaboar.

10. Utilize um balde para recolher a água do duche enquanto espera que a água aqueça;
pode utilizá-la depois na sanita ou no jardim, por exemplo.

11. Feche a torneira quando está a lavar os dentes ou a fazer a barba. Uma torneira
aberta no lavatório pode gastar 9 litros de água por minuto.

                                      Na cozinha:

12. Utilize a máquina de lavar roupa e loiça com carga completa, evitando o desperdício
de água e de energia.

13. Se lavar a loiça à mão, não deixe a água a correr continuamente, encha o lava-loiça
com a água necessária.

14. Não lave a loiça peça a peça, junte-a e lave-a uma ou duas vezes por dia. Utilize a
mínima quantidade de detergente possível para uma lavagem eficaz, diminui a
quantidade de água necessária para enxaguar a loiça.

15. Quando cozer legumes, utilize apenas a água suficiente para os cobrir e mantenha a
panela tapada; os legumes cozem mais rápido, poupa água e energia.

                                      No exterior:

16. Limpe os pavimentos exteriores a seco, optando por varrer em vez de lavar.

17. Lave o carro com balde e esponja. Evite o uso da mangueira.
18. Aproveite a água da chuva, colocando um reservatório ou uma cisterna na rua. Pode
utilizar essa água para lavar o pavimento ou o carro, no autoclismo ou para regar o
jardim.

                                       No jardim:

19. Regue o jardim de manhã cedo ou ao início da noite, quando a evaporação é menor.

20. Cultive plantas típicas da sua região, porque estão melhor adaptadas às condições
climáticas e utilizam a água disponível de forma mais eficiente.

21. Reutilize água para regar o jardim. Pode usar a água de lavar fruta ou legumes, por
exemplo.

22. Utilize o regador, evite o uso da mangueira sempre que possível.

23. Cubra a terra do jardim ou dos vasos com casca de pinheiro ou outros materiais
(mulch). Diminui o contacto directo do solo com a luz solar, conservando a humidade
da terra.

24. Plante árvores que façam sombra no Verão, reduz a evaporação das plantas
protegidas pela sombra.

                                         Na rua:

25. Se detectar uma fuga de água num espaço público, contacte imediatamente a
entidade competente.




          Para terminar, lembre-se que muitos dos produtos que utilizamos diariamente
incluem água no seu processo de produção e distribuição. Pense nisso quando estiver a
fazer as suas compras.

          Passe a palavra e dê o exemplo, seja na sua casa, no seu local de trabalho ou
noutros locais que frequenta. Cada gota de água conta!
25 Dicas para uma CASA MAIS SUSTENTÁVEL

       Comprar, construir ou arrendar uma casa é uma decisão que envolve muitas e
importantes questões. Se pretende mudar de casa, eis a altura certa para olhar para o
futuro espaço de forma mais sustentável. A Quercus vai tentar ajuda-lo nesta decisão, de
forma a torná-la social, económica e ambientalmente equilibrada. Apresentando 25
sugestões, vamos tentar contribuir para que a sua decisão seja o mais próxima dos seus
padrões de conforto, “poupando na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no
ambiente”!

       1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às
necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no
Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE),
onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do
desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar
se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como
para a situação de Inverno.

       2. Prefira um local arejado com pouco trânsito automóvel, o que se traduz em
menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em
alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a
pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.

       3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito
escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar
consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A
radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior.

       4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas
voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma
pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

       5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente
(Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que
o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr
estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.
6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões
que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta
orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação
fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então
tenha sempre presente esta questão.

       7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação
quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica
sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de
uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão.

       8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira
divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial.
Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não
iluminadas. Este “transformador de luz natural”canaliza a luz do exterior para o interior.

       9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo
consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta
iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso.

       10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos electrodomésticos,
prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao
consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

       11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é
determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na
Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá
optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento
pelo exterior da parede.

       12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no
Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no
interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de
condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia
consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).
13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são
fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%)
e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No
entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a
renovação do ar.

        14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo
impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil.
Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua
casa.

        15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos
casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as
especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as
instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

        16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente
isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e
resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de
impermeabilização.

        17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por
isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e
devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias
associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH)

        18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as
condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada
poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou
mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que
permitem a ventilação.

        19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto
térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras
não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca
pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode
absorver o calor do sol em 90%).
20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à
base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre
os vários existentes no mercado destacam-se:

                              Colectores solares térmicos

Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo
poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que
todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a
ter, sempre que seja tecnicamente viável.

                              Painéis solares fotovoltaicos

Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de
energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é
convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados,
sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede.

                             Bombas de calor geotérmicas

São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do
ambiente. Actuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o
calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado,
retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo.

                                  Mini-turbinas eólicas

A energia do vento acciona estes sistemas para fornecer electricidade a uma micro-
escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno,
existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações.
Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%.

                         Sistemas de aquecimento a biomassa

A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da
limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua
transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em
sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e
ambientais.
21.Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem
reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não
possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

       22.Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga
que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas
garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso
significa poupar até 3 litros de água por descarga).

       23.Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a
equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento
de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas
de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis).

       24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no
prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos
domésticos.

       25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos
domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos.

       Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e
se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais
sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impactes
resultantes da energia associada à produção de um novo e da extracção das respectivas
matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e
a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação
dos valores e equilíbrios naturais e para as várias actividades humanas!




Aline Delgado

Para mais informações por favor, envie-nos um e-mail:

construcaosustentavel@quercusancn.org
BOAS PRÁTICAS

       Poupar água é não desperdiçá-la em consumos inúteis a que muitos se foram
habituando ao longo dos anos. Para poupar, consumindo apenas a quantidade que
realmente se necessita nas actividades diárias, é essencial corrigir os maus hábitos.

Ricardo Barbosa

       Poupar água é não desperdiçá-la em consumos inúteis a que muitos se foram
habituando ao longo dos anos. Para poupar, consumindo apenas a quantidade que
realmente se necessita nas actividades diárias, é essencial corrigir os maus hábitos.

       Quando falamos em desperdício de água estamos a indicar um conjunto de
acções e processos através dos quais os seres humanos gastam sem proveito, esbanjam
ou simplesmente usam mal a água. Portanto, desperdiçar água significa falta de clareza
sobre a importância para a nossa sobrevivência deste valioso e limitado recurso natural.

       Estima-se que cada português gaste em média 120 litros de água por dia e que
cerca de 80% desta é utilizada no autoclismo, no banho e na lavagem da roupa.

       Devemos lutar contra a escassez de água, eliminando as situações de
desperdício. Neste sentido, seguem-se algumas orientações ou “boas práticas” para o
uso mais eficiente da água em edifícios.

                                  Cozinha e lavandaria:

• Assegure que a máquina de lavar louça só é utilizada quando está cheia.




• Não passe a louça por água antes de a colocar na máquina. As experiências realizadas
demonstram que essa pré-lavagem não melhora a eficiência da máquina. Antes de
colocar na máquina os pratos, tachos, panelas ou frigideiras, limpe-os com papel. Se
necessário deixe-os de "molho".
• Evite lavar a louça à mão. Quando não existe máquina da louça, dever-se-á encher o
lava-loiça apenas com a água necessária. Não deixe a água a correr continuamente.




• Reutilize a água que sobrou de cozer ovos, chaleiras eléctricas, lavar vegetais,
desumidificadores, etc., para regar as suas plantas.




• Cozinhe os legumes ao vapor em vez de os cozer em água. Além de gastar menos
água, conseguirá reter mais vitaminas na comida. Também poderá reutilizar a água de
cozer vegetais para fazer sopa.

• Descongele a comida no frigorífico, e não numa bacia com água ou na banca. Além de
poupar água, tem menos probabilidades de criar bactérias. O frio do congelado passa
para o frigorífico que terá que funcionar menos vezes, poupando assim alguma energia
eléctrica.

• Verifique o fecho correcto das torneiras após o uso (não deixando a pingar). Se houver
fuga e a torneira pingar, arranje-a o mais rapidamente possível. Lembre-se que:
• Sempre que tiver de comprar torneiras, invista nas de baixo caudal ou com filtros
(também poderá comprar esses filtros e colocá-los nas torneiras mais antigas, custam
menos     de   10€).   Prefira   as   torneiras   misturadoras   ou   de   monocomando.




• Quando lavar roupa, use uma bacia ou um balde em vez de a enxaguar com a água a
correr.

• Na aquisição de uma máquina de lavar louça ou roupa, deverá ter-se em conta os
modelos mais eficientes em termos de economia de água e de energia (eficiência A ou
B).

• Efectue apenas lavagens com a carga máxima. Uma máquina bem cheia consome
menos água do que duas com a carga incompleta.




• Não utilize programas com ciclos desnecessários (pré-lavagem).

• Seleccione os programas de menor consumo de água e energia (ECO).
Casa de banho:

• Prefira os banhos de chuveiro aos banhos de imersão. Um duche normal consome 20
litros em 5 minutos, enquanto um banho de imersão consome cerca de 200 litros. Feche
a torneira durante o período de ensaboamento.



.




• Se trocar o seu chuveiro tradicional (13 L/min) por um novo de baixo caudal (7
L/min), uma família de 3 pessoas pode poupar 150.000 L/ano. Ou seja, se investir 15 €
no novo chuveiro, amortiza-lo-á em menos de 1 ano.




• Evite, sempre, as fugas. Um autoclismo com perdas de água pode chegar a gastar
cerca de 379 litros de água por dia.

• Enquanto está à espera da água quente, encha um balde para depois utilizá-la numa
descarga da sua sanita ou na rega de plantas.

• Feche a torneira enquanto lava os dentes ou enquanto desfaz a barba. As torneiras
podem consumir cerca de 8 litros por minuto.
• Coloque, quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro
do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga.

• Ajuste o autoclismo para o volume mínimo, regulando o mecanismo de enchimento
colocado no interior (poupa até 30%).

• Coloque o lixo num balde apropriado para esse fim, evitando deitar lixo na sanita e a
descarga associada. Evita também entupimentos.

• Substitua autoclismos velhos por modelos de baixo consumo de água. Opte pelos
modelos de descarga diferenciada (2 botões – 3 e 6 L). O investimento neste tipo de
autoclismos de baixo consumo é amortizado em apenas 1 ano.




                             Jardins e espaços exteriores:

• Nos dias mais quentes, a rega dos relvados e das plantas deverá realizar-se apenas à
noite ou de manhã cedo, de forma a se perder uma menor quantidade de água por
evaporação.
• Não lave com água o passeio ou a rua à frente de sua casa. Deixe essa tarefa para as
autoridades competentes (Câmara Municipal ou Junta de Freguesia). Poderá também
aproveitar a chuva para lavar espaços exteriores.

• É preferível a utilização de grama em vez de relva. A relva necessita de muitos
cuidados por ser menos resistente à falta de água e mais sensível às doenças e insectos.
A grama, porque é mais resistente, é uma alternativa menos dispendiosa (menos água e
menos pesticidas).

• Deve cultivar-se plantas típicas da região, pois estão melhor adaptadas ao clima.

• Deve cobrir-se a terra do jardim ou dos vasos de plantas com casca de pinheiro ou
outro material. Diminui-se o contacto directo da luz solar com o solo, conservando a
humidade da terra e evitando que as ervas daninhas cresçam.

• Reutilize água sempre que possível. Por exemplo, a utilização da água de lavagem da
fruta ou de cozer ovos para regar. Assim, até se aproveitam nutrientes! No caso da
existência de um aquário, aquando da sua limpeza, a utilização de água suja (rica em
azoto e fósforo) pode ser utilizada para regar. Desta forma, está a utilizar a água 2 vezes
e ainda fertiliza as plantas.

• A rega por distribuidores rotativos ou aspersores tem maior eficiência. Mas deve haver
o cuidado na localização da implantação dos aspersores para que não reguem pátios e
entradas. Para optimizar a eficiência da rega com aspersores, deverá ser utilizado um
temporizador. Uma correcta programação da rega no tempo, pode reduzir
consideravelmente os consumos.

• Deve realizar o ajuste das cabeças dos aspersores e as ligações às mangueiras de forma
a emitirem gotas grandes em vez de um fino spray, o qual evapora mais facilmente.

• Deve equipar-se todas as mangueiras com uma torneira de fecho automático (estilo
pistola ou bico de rodar).

• Na lavagem do carro não deve deixar a água a correr. Depois de molhar bem o carro,
deve desligar a mangueira ou fechar a água, ensaboando o carro a partir de um balde
com detergente. Não se deve lavar o carro ao Sol. Só depois é que se retira o detergente
em excesso.
• Quando detectar uma fuga de água na rua, nos marcos de incêndio ou numa boca de
rega, avise as autoridades e os serviços municipalizados.




Apresentam-se de seguida algumas técnicas simples para verificar se tem fugas de
                  água na rede interna de habitações e de edifícios:




Técnica 1:

1º - Feche a torneira do contador, à entrada.

2º - Abra a torneira mais distante da sua casa.

3º - Espere até a água parar de correr.

4º - Coloque um copo cheio de água na boca da torneira (Fig. A).

5º - Se houver sucção da água do copo pela torneira (Fig. B), significa que existe fuga
na rede interna do edifício.




Técnica 2:

1º - Mantenha aberta a torneira do contador.

2º - Feche bem todas as torneiras da casa e não utilize os sanitários.

3º - Marque a posição do ponteiro maior do seu contador e, após 1 hora, verifique se ele
se movimentou. Se o seu contador não tiver esse ponteiro, então marque a posição do
ponteiro pequeno que conta até à milésima de metro cúbico (m3).
4º - Se o ponteiro não estiver na mesma posição, é sinal que existe fuga na rede interna
da sua casa.




Técnica 3: Fuga de água no autoclismo?

1º - Deite cinza de cigarro na sanita.

2º - O normal é a cinza ficar depositada no fundo.

3º - Caso contrário, se a cinza for arrastada e desaparecer, é sinal que há fuga na válvula
ou na caixa de descarga.

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Dicas - Quercus

  • 1. 25 Dicas para poupar água A água é utilizada em praticamente todas as actividades humanas e é indispensável à sobrevivência de todos os seres vivos. A manutenção do nível de vida actual exige maiores consumos de água e um esforço ambiental adicional. Sandra Oliveira Para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos, é necessário repensar as estratégias de gestão dos recursos hídricos e apostar no aumento da eficiência na utilização da água. As estratégias e medidas implementadas a nível governamental são fundamentais, mas não suficientes. É necessária uma mudança de comportamentos de cada um de nós, que se traduzem em pequenos gestos no dia-a-dia. A Quercus quer ajudá-lo nessa tarefa e relembra-lhe algumas acções que pode realizar facilmente em sua casa, com resultados positivos na conservação dos recursos hídricos e no seu orçamento familiar! Em casa: 1. Mantenha a canalização doméstica em bom estado. Chame um canalizador caso as torneiras não parem de pingar ou se verificar a existência de uma rotura. 2. Feche sempre bem as torneiras. Uma torneira a pingar pode gastar cerca de 25 litros de água por dia. 3. Utilize torneiras de regulação do fluxo de água ou instale dispositivos de redução de caudal. 4. Verifique o isolamento térmico do sistema de distribuição de água quente. Evita o desperdício de água e de energia enquanto espera que a água aqueça. 5. Faça uma leitura regular do contador e da factura da água para controlar os seus gastos.
  • 2. Na casa-de-banho: 6. Instale autoclismos com dispositivo de dupla descarga. Poderá também colocar garrafas de água com areia no interior do reservatório para evitar enchê-lo na totalidade e reduzir a quantidade de água gasta em cada descarga. 7. Evite fazer descargas desnecessárias, lembre-se que o autoclismo não é um caixote do lixo. Cada descarga gasta cerca de 10 litros de água. 8. Coloque dispositivos de redução de caudal no duche. 9. Tome duches rápidos e evite os banhos de imersão. Um duche de 5 minutos gasta entre 25 e 100 litros de água, dependendo do modelo do chuveiro e da pressão da água. Feche a torneira enquanto se estiver a ensaboar. 10. Utilize um balde para recolher a água do duche enquanto espera que a água aqueça; pode utilizá-la depois na sanita ou no jardim, por exemplo. 11. Feche a torneira quando está a lavar os dentes ou a fazer a barba. Uma torneira aberta no lavatório pode gastar 9 litros de água por minuto. Na cozinha: 12. Utilize a máquina de lavar roupa e loiça com carga completa, evitando o desperdício de água e de energia. 13. Se lavar a loiça à mão, não deixe a água a correr continuamente, encha o lava-loiça com a água necessária. 14. Não lave a loiça peça a peça, junte-a e lave-a uma ou duas vezes por dia. Utilize a mínima quantidade de detergente possível para uma lavagem eficaz, diminui a quantidade de água necessária para enxaguar a loiça. 15. Quando cozer legumes, utilize apenas a água suficiente para os cobrir e mantenha a panela tapada; os legumes cozem mais rápido, poupa água e energia. No exterior: 16. Limpe os pavimentos exteriores a seco, optando por varrer em vez de lavar. 17. Lave o carro com balde e esponja. Evite o uso da mangueira.
  • 3. 18. Aproveite a água da chuva, colocando um reservatório ou uma cisterna na rua. Pode utilizar essa água para lavar o pavimento ou o carro, no autoclismo ou para regar o jardim. No jardim: 19. Regue o jardim de manhã cedo ou ao início da noite, quando a evaporação é menor. 20. Cultive plantas típicas da sua região, porque estão melhor adaptadas às condições climáticas e utilizam a água disponível de forma mais eficiente. 21. Reutilize água para regar o jardim. Pode usar a água de lavar fruta ou legumes, por exemplo. 22. Utilize o regador, evite o uso da mangueira sempre que possível. 23. Cubra a terra do jardim ou dos vasos com casca de pinheiro ou outros materiais (mulch). Diminui o contacto directo do solo com a luz solar, conservando a humidade da terra. 24. Plante árvores que façam sombra no Verão, reduz a evaporação das plantas protegidas pela sombra. Na rua: 25. Se detectar uma fuga de água num espaço público, contacte imediatamente a entidade competente. Para terminar, lembre-se que muitos dos produtos que utilizamos diariamente incluem água no seu processo de produção e distribuição. Pense nisso quando estiver a fazer as suas compras. Passe a palavra e dê o exemplo, seja na sua casa, no seu local de trabalho ou noutros locais que frequenta. Cada gota de água conta!
  • 4. 25 Dicas para uma CASA MAIS SUSTENTÁVEL Comprar, construir ou arrendar uma casa é uma decisão que envolve muitas e importantes questões. Se pretende mudar de casa, eis a altura certa para olhar para o futuro espaço de forma mais sustentável. A Quercus vai tentar ajuda-lo nesta decisão, de forma a torná-la social, económica e ambientalmente equilibrada. Apresentando 25 sugestões, vamos tentar contribuir para que a sua decisão seja o mais próxima dos seus padrões de conforto, “poupando na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”! 1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como para a situação de Inverno. 2. Prefira um local arejado com pouco trânsito automóvel, o que se traduz em menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável. 3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior. 4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno). 5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente (Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.
  • 5. 6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então tenha sempre presente esta questão. 7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão. 8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas. Este “transformador de luz natural”canaliza a luz do exterior para o interior. 9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso. 10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos electrodomésticos, prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros. 11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento pelo exterior da parede. 12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).
  • 6. 13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a renovação do ar. 14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil. Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua casa. 15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos. 16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de impermeabilização. 17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH) 18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que permitem a ventilação. 19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode absorver o calor do sol em 90%).
  • 7. 20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre os vários existentes no mercado destacam-se: Colectores solares térmicos Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a ter, sempre que seja tecnicamente viável. Painéis solares fotovoltaicos Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados, sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede. Bombas de calor geotérmicas São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente. Actuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado, retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo. Mini-turbinas eólicas A energia do vento acciona estes sistemas para fornecer electricidade a uma micro- escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno, existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações. Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%. Sistemas de aquecimento a biomassa A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e ambientais.
  • 8. 21.Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal. 22.Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga). 23.Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis). 24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos. 25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos. Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impactes resultantes da energia associada à produção de um novo e da extracção das respectivas matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias actividades humanas! Aline Delgado Para mais informações por favor, envie-nos um e-mail: construcaosustentavel@quercusancn.org
  • 9. BOAS PRÁTICAS Poupar água é não desperdiçá-la em consumos inúteis a que muitos se foram habituando ao longo dos anos. Para poupar, consumindo apenas a quantidade que realmente se necessita nas actividades diárias, é essencial corrigir os maus hábitos. Ricardo Barbosa Poupar água é não desperdiçá-la em consumos inúteis a que muitos se foram habituando ao longo dos anos. Para poupar, consumindo apenas a quantidade que realmente se necessita nas actividades diárias, é essencial corrigir os maus hábitos. Quando falamos em desperdício de água estamos a indicar um conjunto de acções e processos através dos quais os seres humanos gastam sem proveito, esbanjam ou simplesmente usam mal a água. Portanto, desperdiçar água significa falta de clareza sobre a importância para a nossa sobrevivência deste valioso e limitado recurso natural. Estima-se que cada português gaste em média 120 litros de água por dia e que cerca de 80% desta é utilizada no autoclismo, no banho e na lavagem da roupa. Devemos lutar contra a escassez de água, eliminando as situações de desperdício. Neste sentido, seguem-se algumas orientações ou “boas práticas” para o uso mais eficiente da água em edifícios. Cozinha e lavandaria: • Assegure que a máquina de lavar louça só é utilizada quando está cheia. • Não passe a louça por água antes de a colocar na máquina. As experiências realizadas demonstram que essa pré-lavagem não melhora a eficiência da máquina. Antes de colocar na máquina os pratos, tachos, panelas ou frigideiras, limpe-os com papel. Se necessário deixe-os de "molho".
  • 10. • Evite lavar a louça à mão. Quando não existe máquina da louça, dever-se-á encher o lava-loiça apenas com a água necessária. Não deixe a água a correr continuamente. • Reutilize a água que sobrou de cozer ovos, chaleiras eléctricas, lavar vegetais, desumidificadores, etc., para regar as suas plantas. • Cozinhe os legumes ao vapor em vez de os cozer em água. Além de gastar menos água, conseguirá reter mais vitaminas na comida. Também poderá reutilizar a água de cozer vegetais para fazer sopa. • Descongele a comida no frigorífico, e não numa bacia com água ou na banca. Além de poupar água, tem menos probabilidades de criar bactérias. O frio do congelado passa para o frigorífico que terá que funcionar menos vezes, poupando assim alguma energia eléctrica. • Verifique o fecho correcto das torneiras após o uso (não deixando a pingar). Se houver fuga e a torneira pingar, arranje-a o mais rapidamente possível. Lembre-se que:
  • 11. • Sempre que tiver de comprar torneiras, invista nas de baixo caudal ou com filtros (também poderá comprar esses filtros e colocá-los nas torneiras mais antigas, custam menos de 10€). Prefira as torneiras misturadoras ou de monocomando. • Quando lavar roupa, use uma bacia ou um balde em vez de a enxaguar com a água a correr. • Na aquisição de uma máquina de lavar louça ou roupa, deverá ter-se em conta os modelos mais eficientes em termos de economia de água e de energia (eficiência A ou B). • Efectue apenas lavagens com a carga máxima. Uma máquina bem cheia consome menos água do que duas com a carga incompleta. • Não utilize programas com ciclos desnecessários (pré-lavagem). • Seleccione os programas de menor consumo de água e energia (ECO).
  • 12. Casa de banho: • Prefira os banhos de chuveiro aos banhos de imersão. Um duche normal consome 20 litros em 5 minutos, enquanto um banho de imersão consome cerca de 200 litros. Feche a torneira durante o período de ensaboamento. . • Se trocar o seu chuveiro tradicional (13 L/min) por um novo de baixo caudal (7 L/min), uma família de 3 pessoas pode poupar 150.000 L/ano. Ou seja, se investir 15 € no novo chuveiro, amortiza-lo-á em menos de 1 ano. • Evite, sempre, as fugas. Um autoclismo com perdas de água pode chegar a gastar cerca de 379 litros de água por dia. • Enquanto está à espera da água quente, encha um balde para depois utilizá-la numa descarga da sua sanita ou na rega de plantas. • Feche a torneira enquanto lava os dentes ou enquanto desfaz a barba. As torneiras podem consumir cerca de 8 litros por minuto.
  • 13. • Coloque, quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga. • Ajuste o autoclismo para o volume mínimo, regulando o mecanismo de enchimento colocado no interior (poupa até 30%). • Coloque o lixo num balde apropriado para esse fim, evitando deitar lixo na sanita e a descarga associada. Evita também entupimentos. • Substitua autoclismos velhos por modelos de baixo consumo de água. Opte pelos modelos de descarga diferenciada (2 botões – 3 e 6 L). O investimento neste tipo de autoclismos de baixo consumo é amortizado em apenas 1 ano. Jardins e espaços exteriores: • Nos dias mais quentes, a rega dos relvados e das plantas deverá realizar-se apenas à noite ou de manhã cedo, de forma a se perder uma menor quantidade de água por evaporação.
  • 14. • Não lave com água o passeio ou a rua à frente de sua casa. Deixe essa tarefa para as autoridades competentes (Câmara Municipal ou Junta de Freguesia). Poderá também aproveitar a chuva para lavar espaços exteriores. • É preferível a utilização de grama em vez de relva. A relva necessita de muitos cuidados por ser menos resistente à falta de água e mais sensível às doenças e insectos. A grama, porque é mais resistente, é uma alternativa menos dispendiosa (menos água e menos pesticidas). • Deve cultivar-se plantas típicas da região, pois estão melhor adaptadas ao clima. • Deve cobrir-se a terra do jardim ou dos vasos de plantas com casca de pinheiro ou outro material. Diminui-se o contacto directo da luz solar com o solo, conservando a humidade da terra e evitando que as ervas daninhas cresçam. • Reutilize água sempre que possível. Por exemplo, a utilização da água de lavagem da fruta ou de cozer ovos para regar. Assim, até se aproveitam nutrientes! No caso da existência de um aquário, aquando da sua limpeza, a utilização de água suja (rica em azoto e fósforo) pode ser utilizada para regar. Desta forma, está a utilizar a água 2 vezes e ainda fertiliza as plantas. • A rega por distribuidores rotativos ou aspersores tem maior eficiência. Mas deve haver o cuidado na localização da implantação dos aspersores para que não reguem pátios e entradas. Para optimizar a eficiência da rega com aspersores, deverá ser utilizado um temporizador. Uma correcta programação da rega no tempo, pode reduzir consideravelmente os consumos. • Deve realizar o ajuste das cabeças dos aspersores e as ligações às mangueiras de forma a emitirem gotas grandes em vez de um fino spray, o qual evapora mais facilmente. • Deve equipar-se todas as mangueiras com uma torneira de fecho automático (estilo pistola ou bico de rodar). • Na lavagem do carro não deve deixar a água a correr. Depois de molhar bem o carro, deve desligar a mangueira ou fechar a água, ensaboando o carro a partir de um balde com detergente. Não se deve lavar o carro ao Sol. Só depois é que se retira o detergente em excesso.
  • 15. • Quando detectar uma fuga de água na rua, nos marcos de incêndio ou numa boca de rega, avise as autoridades e os serviços municipalizados. Apresentam-se de seguida algumas técnicas simples para verificar se tem fugas de água na rede interna de habitações e de edifícios: Técnica 1: 1º - Feche a torneira do contador, à entrada. 2º - Abra a torneira mais distante da sua casa. 3º - Espere até a água parar de correr. 4º - Coloque um copo cheio de água na boca da torneira (Fig. A). 5º - Se houver sucção da água do copo pela torneira (Fig. B), significa que existe fuga na rede interna do edifício. Técnica 2: 1º - Mantenha aberta a torneira do contador. 2º - Feche bem todas as torneiras da casa e não utilize os sanitários. 3º - Marque a posição do ponteiro maior do seu contador e, após 1 hora, verifique se ele se movimentou. Se o seu contador não tiver esse ponteiro, então marque a posição do ponteiro pequeno que conta até à milésima de metro cúbico (m3).
  • 16. 4º - Se o ponteiro não estiver na mesma posição, é sinal que existe fuga na rede interna da sua casa. Técnica 3: Fuga de água no autoclismo? 1º - Deite cinza de cigarro na sanita. 2º - O normal é a cinza ficar depositada no fundo. 3º - Caso contrário, se a cinza for arrastada e desaparecer, é sinal que há fuga na válvula ou na caixa de descarga.