O criador internet

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Ei! O que está acontecendo? Dez anos antes de Woodstock, o homem pisou na Lua e o mundo já ansiava por mudanças que estariam por vir. Muitos viveram o período do “Think Small”, que transformava as relações tecnológicas em mais informais e individuais. 50 anos depois, a internet nos apresenta à mesma resposta através do espírito subjetivo e subversivo da web, manifestado por um obscuro tweet para três ou quatro seguidores e até nos vídeos do Youtube que, do dia para noite, podem ser vistos por milhões de pessoas

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O criador internet

  1. 1. Tecnologia em debate . Artigo públicado na revista oficial da ABCCMM Abril 2011<br />Davi Souza<br />2011<br /> <br />O criador, o Marchador e a internet<br />Ei! O que está acontecendo? Dez anos antes de Woodstock, o homem pisou na Lua e o mundo já ansiava por mudanças que estariam por vir. Muitos viveram o período do “Think Small”, que transformava as relações tecnológicas em mais informais e individuais. 50 anos depois, a internet nos apresenta à mesma resposta através do espírito subjetivo e subversivo da web, manifestado por um obscuro tweet para três ou quatro seguidores e até nos vídeos do Youtube que, do dia para noite, podem ser vistos por milhões de pessoas.<br />Agora é a hora do “broadcast yourself”, sendo intrigantemente “small” e “big” ao mesmo tempo. Tendo observado muitos sites de todas as áreas ligados à cavalo, é interessante observar a falta de percepção coerente com a realidade pela qual o mundo e o mercado virtual passam.A primeira observação a ser feita, é que a internet não é uma rede de computadores e, sim, uma rede de pessoas. O estágio anterior em que se utilizou a tecnologia e o conhecimento técnico, para viabilizar o que temos hoje, foi somente um caminho trilhado até aqui onde a cada dia as informações e as pessoas se unem e se confundem neste ambiente democrático.<br />O grande problema visível nos sites é a continuidade do cômodo status quo à adoção de uma mesmice que acaba por tornar-se inconveniente. Não adianta investir neste ambiente com a ideia “vou contratar uns garotos para fazer os sites” ou “vou fazer um blog” ou “quero igual ao site do fulano”... A internet, por mais contrário que pareça, ainda recebe muito pouco investimento. Primeiro, pelo medo que vem do passado relacionado à bolha da internet. Segundo, porque boa parte da população ainda vê a internet como um sinônimo de site. E o ideal é sair do trio: site, banner e pop-up.<br />Se você quer utilizar a internet para relacionamento, vender, comprar, doar, ofertar, você precisa de tecnologias interativas como rede sociais, blogs, tweeter, youtube. A internet democratiza a informação e as experiências, integra, une e constroi um coletivo.<br />Se você procura só estar presente na internet, o trio pode até ser igual o do outro, mesmo que concorrente; afinal, o foco dele não é ser presença e, sim, estar presente. Agora, se você procura crescer e descobrir o que te espera neste ambiente, a internet é feita de relacionamentos e no caso dos cavalos, principalmente, com conteúdo direcionado que ofereça a possibilidade de personalização.<br />Para ter seu site no topo, seja de qual área ele for, é necessário ter os olhos fixos no consumidor e, para isto, conseguir compreender cada lógica das mudanças mesmo que elas sejam imperceptíveis para o mercado. Esta forma de permanecer no topo não permite esquecer de ter os olhos fixos no consumidor ou internauta e voltar toda estrutura organizacional para os clientes.<br />Os internautas têm a necessidade de falar, e se você não for o primeiro a deixar que ele fale, ele o fará assim mesmo em outro domínio ou através de uma rede social ou podcast. A partir do momento que o relacionamento virtual se torna um diálogo e não um monólogo será necessário mudar o formato para atingir o seu público- alvo. As pessoas hoje não acreditam mais em mídias de massa e exigem que as empresas se reinventem a cada dia.<br />O principal player na internet é o Google, que faz o papel das pesquisas, e se você quiser investir no google como modo de alavancar sua estrutura, a ideia não é fazer propaganda no Google, mas sim marketing, preferencialmente como o Google e não somente com o Google. Fazer marketing como o google é ser claro, coerente e muito objetivo e com simplicidade, não existem formulas milagrosas que permitam um sucesso duradouro. Devemos lembrar ainda que a internet é o único meio com alta penetração no horário comercial e disponível 24horas nos 365 dias do ano.<br />Estamos na era da informação onde o bem mais valioso é o conhecimento. Logo, você deve utilizar a internet para divulgar seu trabalho, sem esquecer de colocar rica informação e grande conhecimento sobre assuntos específicos, principalmente aqueles que você tem experiência e referência.<br />Pensem um pouco nisto: o Google é como a própria internet; é um espelho dos desejos, anseios e realizações das pessoas. Não adianta colocar recursos no site se ele só é atualizado eventualmente (de ano em nenhum) ano e, pior ainda, quando ele nem solta suas publicações, interações e atualizações. <br />Alguns toques<br />Achei melhor não passar uma lista logo no começo e, ao invés disto, citar princípios que trarão sucesso ou nortearão futuras ações na internet. Veja alguns deles:<br />Seja simples - A cada dia buscamos a simplicidade tanto nos produtos quanto nos serviços. A internet está simplificando os campos de conhecimento. Simples não quer dizer de forma alguma simplório e muito menos cópia de outro site com cor diferente. Ser simples é ser exato, é eliminar a complexidade na internet, principalmente a interna.<br />Seja ético - A internet é um ambiente que exige transparência. Ser ético é mostrar os segredos ao consumidor sem ferir a função ou a intimidade. É atingir a publicidade sem abandonar a confidencialidade.<br />Seja encontrável - O número de possibilidades é tão grande que você precisa ser escolhido em vez dos outros, ser encontrado antes deles. Coloque o internauta no início da sua cadeia de valor e baseie as suas decisões neste fator.<br />Crie relacionamentos - A venda ou a referência é uma questão de relacionamentos que são criados ao longo do tempo. A palavra relacionamento nos remete a pessoas, que neste caso tem relação direta com as redes sociais e as redes sociais movidas pelos relacionamentos são o melhor CRM da atualidade. Estar inserido em uma rede social significa estar ligado aos seus semelhantes, seja pela raça (do cavalo, do time de futebol, da religião) ou pela afinidade política. Estas afinidades são chamadas tecnicamente de “clusterizações”. <br />O grande cluster do Marchador na internet estão nas comunidades CVMM e Sangue Azul onde criadores interessados e amantes do cavalo trocam informações 24 horas sobre todos os assuntos possíveis ligados a cavalo: cavalgadas, festas, competições e muito mais.Renove-se a cada dia e surpreenda o usuário, pois esta sempre foi uma das maiores vantagens competitivas. Atraia o “cool” para sua comunidade, fomente, personalize os seus ambientes virtuais.<br />Para compreender o poder da internet e suas comunidades, logo após os desastres das chuvas nas regiões do Sul de Minas e Região Serrana do Rio, o Clube Virtual do Mangalarga Marchador (CVMM) contou com o total apoio da Diretoria da ABCCMM para divulgação de um leilão Marcha Solidária, que ofertou coberturas e óvulos de diversos animais. Em um espaço curto de tempo e com a participação ativa da comunidade virtual e do uso da tecnologia em favor dos mais necessitados, tudo foi viabilizado e executado em tempo recorde. E os resultados foram surpreendentes ultrapassando a quantia de R$ 30.000,00 que serão doados para ajudar aqueles que neste momento precisam de ajuda e viabilizando o intercambio de genética entre os criadores das comunidades do marchador. Quanto mais se divulga um fato seja pelo próprio site ou redes sociais, o conteúdo colaborativo toma uma proporção que muitas vezes impede o fracasso coletivo. Como foram os resultados da iniciativa via net???? <br />Cative-me! – Esta seria a palavra de ordem da internet, pois somente cativando os internautas o cliente terá confiança na marca e nas informações. Uma marca confiável nos tempos modernos é correta quanto ao ecossistema, responsável socialmente, se importa com a qualidade de vida dos seus colaboradores e se preocupa e ocupa verdadeiramente com o consumidor em todos os ambientes.<br />Um fator que jamais poderá ser descartado é o da hiperconectividade. As pessoas conversam horas entre si através de todos os meios e não se limitam aos computadores, utilizam também os celulares e qualquer outro meio que estimule a comunicação. A sua marca não vai crescer somente com o “buzz” gerado pelos consumidores satisfeitos. A falta de uma resposta adequada a uma reclamação neste novo ambiente pode gerar sérios problemas e dificuldades a serem enfrentadas.<br />Com o advento das redes sociais e dos grupos de discussão, quando você puxa um fio ou um nó ou um membro, todos os outros sentem aquele puxão de uma forma intensa ou mais fraca, variando de acordo com o grau de relacionamento ou interesse entre todos os outros elementos. As redes de hiperconectividade provocam alterações profundas na maneira como as pessoas lidam com as informações. Imagine que uma pessoa fale mal de um cavalo ou das atividades da raça em uma rede social, por maior que seja a defesa do grupo em favor da causa, o estrago muitas vezes já foi feito. O grande risco é o marketing viral que corre nessas comunidades. <br />Aprender a filtrar<br />Quantas vezes por ano lemos informações sem fundamento nestas comunidades?! Quantos cavalos foram dopados?! Quantos árbitros não entendem nada de cavalo?! Logo após aquele “post” milhares de outros surgiram com informação contrária à inicial. O que move este vírus é uma paixão e é ela que o alimenta. O vírus é uma conexão e cabe a todos nós filtrar e deletar aquilo que não condiz com a verdade. Não é necessário se excluir deste ambiente hiperconectado, mas aprender a usá-lo a nosso favor, de forma que você seja indicado como referência para outros membros destas comunidades, e possa aproveitar desta rede tecida pelos membros ora contribuindo, ora aprendendo com o ambiente e adquirindo cada vez mais informações.<br />Hoje são aproximadamente 47 mil páginas em português que citam o Mangalarga Marchador, destas, 38 mil são páginas brasileiras. Se você for pesquisar de forma mais abrangente o Mangalarga Marchador encontrará mais de 100 mil resultados. O Mangalarga Marchador é citado na internet desde 1740, sendo que desde esta época a quantidade de informação tem crescido de forma ascendente. Nas comunidades de vídeo cast, o Marchador aparece somente 4.680 vezes. Somente? Não se assustem se até o final deste ano este número, no mínimo, dobrar.<br />Ao lidar com a internet um ponto importante é lembrar a abrangência do seu negócio, quais mercados esta raça, Marchador, já está inserida oficialmente. Logo, pense em qual idioma você oferece informação. Qual a facilidade de comunicação do internauta com o seu haras ou até mesmo com você. Cuide dos textos, dos anúncios e não se esqueça jamais de que a internet é feita de oportunidades. Faça pesquisas, levante uma bandeira, otimize seu site! <br />

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