A Colonização na América Espanhola

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Apresentação em PPT sobre a colonização na América Espanhola - 7º ano

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A Colonização na América Espanhola

  1. 1. A COLONIZAÇÃO NA AMÉRICA ESPANHOLA E. M. Dr. Nelcy Noronha Prof. Danilo de Lima Rio de Janeiro – Out./2013
  2. 2. INTRODUÇÃO  Durante o processo de Conquista, os espanhóis iniciaram também a colonização da América, isto é, a ocupação, exploração e administração do território americano.
  3. 3. A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS – ESPANHA • Casa de Contratação – Criada em 1503, estava sediada em Sevilha, cidade portuária da Espanha. O órgão regulamentava a administração colonial, nomeava os funcionários e fiscalizava a cobrança do quinto, imposto da Coroa que recaía sobre a mineração e as transações comerciais da colônia. A Casa também se encarregava de garantir o monopólio do comércio colonial, fiscalizando os navios que partiam das colônias e chegavam ao reino espanhol. Por determinação da Casa de Contratação, todos os navios que faziam comércio com as colônias deveriam chegar a partir da cidade de Sevilha. • Conselho das Índias – Criado em 1524, era o órgão encarregado de tomar as decisões relativas às colônias. Suas reuniões podiam ser encabeçadas pelo próprio rei, que indicava pessoas de sua mais alta confiança para os principais cargos do conselho.
  4. 4. A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA  O desenvolvimento das regiões coloniais e o crescimento das atividades exploradoras no novo continente transformaram as possessões espanholas em um vasto império, difícil de ser administrado. Assim, o Estado espanhol subdividiu as suas colônias na América em vice-reinos e capitanias gerais (tinham por função defender as colônias de possíveis ataques de piratas, ingleses em sua maioria).
  5. 5. A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS – COLÔNIAS • Audiências - Os vice-reis eram membros da nobreza ou da burguesia espanhola. Na América eles representavam o rei e, portanto, eram as mais altas autoridades coloniais. Os vice-reis cuidavam dos assuntos administrativos, militares e religiosos. Eles ainda presidiam as audiências, onde exerciam o papel de autoridade judicial. • Cabildo – Espécie de conselho ou câmara municipal, os cabildos tratavam de vários assuntos, especialmente os relacionados a questões policiais, ao comércio e ao uso das áreas de propriedade pública.
  6. 6. A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA Espanha • Casa de Contratação (monopólio comercial) • Conselho das Índias (negócios coloniais) América • Dividida em Vice-Reinados e Capitanias Gerais • Audiências (autoridade judicial) • Cabildos (vilas e cidades)
  7. 7. SOCIEDADE COLONIAL  A sociedade colonial era composta de cinco grupos de condições distintas: chapetones, criollos, mestiços, indígenas e negros trazidos como escravos da África.
  8. 8. SOCIEDADE COLONIAL  Um dos critérios de hierarquização social mais comum na América espanhola foi o da pureza de sangue, combinada com o local de nascimento. Um criollo, por exemplo, mesmo sendo filho de nobre espanhol, não poderia alcançar os postos mais elevados da administração colonial pelo fato de ter nascido na América.  O número de mulheres espanholas vindas para a América era bem inferior ao de homens. Por essa razão, foi bastante comum a união de espanhóis e criollos com índias, cujos descendentes eram chamados de mestizos, e também com negras, embora com menor frequência. Essa miscigenação tornava cada vez mais difícil a aplicação dos critérios de pureza de sangue.
  9. 9. ECONOMIA COLONIAL • A exploração de ouro e prata foi, nos primeiros anos da conquista, a principal atividade econômica das colônias espanholas. Os metais eram extraídos pelas populações indígenas locais, submetidas a um regime de trabalho semelhante à servidão. Havia duas principais formas de trabalho compulsório: mita e encomienda.
  10. 10. ECONOMIA COLONIAL Mita • A mita consistia no trabalho forçado dos indígenas nas minas de prata e ouro, com pagamento mínimo e insuficiente para a sua sobrevivência. Encomienda • Na encomienda, a Coroa autorizava o colonizador a dispor dos nativos para trabalhar nas minas ou na agricultura, desde que fossem cristianizados. Os indígenas eram agrupados em grandes aldeamentos, sob o controle dos colonizadores.
  11. 11. ECONOMIA COLONIAL • A mita e a encomienda contribuíram tanto para dizimar quanto para descaracterizar os grupos nativos.
  12. 12. ECONOMIA COLONIAL • Logo após o período das conquistas, as colônias espanholas passaram a praticar também a agricultura em grandes propriedades (chamadas haciendas), especialmente nas regiões da América Central e Antilhas. A pecuária também foi introduzida no México e na região do vice-reinado do Prata. • Os indígenas desligados de suas comunidades e os mestiços (nascidos, sobretudo, dos casamentos entre brancos e indígenas) passaram a trabalhar nas fazendas. Alguns deles eram arrendatários (pessoas que arrenda/aluga as terras de outrem) ou parceiros dos proprietários maiores. Outros, em troca do trabalho, recebiam um pequeno lote de terra para sua subsistência. Em geral esses trabalhadores não recebiam salário. Contraíam dívidas que jamais conseguiriam pagar nos armazéns pertencentes aos empregadores e acabavam vinculados às haciendas por período indeterminado.
  13. 13. CONCLUSÃO • Sessenta anos após a “descoberta”, a América, desde o Mississipi até o Rio da Prata e o Mapocho, estava já recoberta de cruzes: cruzes de cemitérios e de templos com suas correspondentes cidades. Os moradores dessas cidades foram dizimados. Um século e meio após a conquista, tinham desaparecido quase 100 milhões de seres humanos. Dos 25 milhões de indígenas que habitavam o México, em 1500, só restava um milhão em 1600. Segundo as palavras do poeta chileno Pablo Neruda, “a espada, a cruz e a fome dizimaram a família selvagem”.

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