Antiguidade Clássica - Grécia (6º Ano)

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Slides sobre a Grécia Antiga - História (6º ano - 3º bimestre)

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Antiguidade Clássica - Grécia (6º Ano)

  1. 1. Antiguidade Clássica: a Grécia Antiga ESCOLA MUNICIPAL DR. NELCY NORONHA (09.18.032) PROF. DANILO DE LIMA RIO DE JANEIRO – AGOSTO 2013
  2. 2. Em sua opinião, o que as imagens a seguir tem a ver com a Grécia Antiga?
  3. 3. Por que estudar a Grécia Antiga?  Os gregos deixaram vários legados (contribuições) para a nossa civilização (civilização ocidental) nas artes, na ciência, na poesia, na filosofia (pensadores), na língua, na política etc.. Ex.: Os computadores só existem por causa da lógica. O princípio básico de funcionamento do computador é a lógica matemática. Pois isto foi desenvolvido pelos filósofos e pensadores gregos. Se não fossem estes gregos, nós talvez não teríamos computadores tão desenvolvidos como temos. Os gregos foram o povo que mais valorizou a lógica.  Os gregos criaram novas formas de organização política (como, por exemplo, a democracia), as quais limitavam os poderes dos governantes e permitiam a participação de parte da população nas decisões políticas.  Através dos gregos, podemos estudar a natureza da experiência humana (comportamento do homem ao longo da História).
  4. 4. Localização geográfica A Grécia Antiga localizava-se em sua maior parte no sudeste da Europa e abrangia três importantes regiões:  Grécia Continental – situada ao sul da Península Balcânica;  Grécia Insular – formada pelas ilhas dos mares Egeu e Jônio;  Grécia Asiática – estreita e longa faixa de terra situada na Ásia Menor. A partir do século VIII a.C., estabeleceram colônias gregas em diversos pontos da orla do Mar Mediterrâneo, especialmente no sul da Itália, na região conhecida como Magna Grécia.
  5. 5. Localização geográfica O território da Grécia é montanhoso, pedregoso e pouco fértil; já o seu litoral é bastante recortado, possuindo um grande número de baías. Há também muitas ilhas, próximas umas das outras, sendo a maior delas a de Creta. O relevo montanhoso da Grécia favoreceu o isolamento interno e a formação de cidades independentes umas das outras (cidades-estado). Já o seu vasto litoral, facilmente navegável, e a existência de bons portos naturais estimularam a navegação e o comércio marítimo.
  6. 6. A Civilização Cretense
  7. 7. A Civilização Cretense  Creta, a maior ilha do mar Egeu, era formada por montanhas e possuía um extenso litoral, onde existiam portos naturais, que favorecia a navegação, a pesca e o comércio.  A origem da civilização cretense ou minoica é incerta. É provável que a ilha tenha sido povoada por volta de 3.000 a.C. por grupos vindos da Anatólia e da Síria. Com o tempo, o aumento de sua população, agravado pela falta de terras férteis, obrigou parte da população a emigrar (sair do território), fundando colônias nas ilhas do Egeu, nas costas da Ásia Menor e no sul da Grécia (Peloponeso). Por isso, Creta é considerada o berço da civilização grega.  Por volta de 1.450 a.C., Creta foi incendiada, não se sabe se por causa de um desastre natural ou de uma invasão. Enfraquecida, a ilha acabou dominada pelos aqueus, que incorporaram muitos dos valores cretenses, incluindo a escrita. Micenas, cidade que ficava no continente, tornou-se o centro dessa nova civilização. Surgia assim a cultura creto-micênica.
  8. 8. Economia e sociedade cretense  Os cretenses eram governados por um rei, o minos, que decidia, junto com um conselho (formado por uma elite comercial – artesãos, lavradores e comerciantes marítimos), o que deveria ser feito. A essa forma de governo damos o nome de talassocracia.  A principal atividade econômica dos cretenses estava ligada ao comércio marítimo. O desenvolvimento da produção de cerâmica e de produtos metalúrgicos em grande escala supria esse comércio.  Na agricultura eles deram importância para o cultivo de cereais, videiras e oliveiras. Também praticavam, em menor escala, a pecuária.
  9. 9. A religião cretense  A sociedade cretense foi uma das poucas que valorizava a figura feminina. A própria religião cretense era matriarcal, ou seja, a principal divindade era uma mulher, a deusa-mãe, que era fonte da vida, protetora da terra e da família. Nas cerimônias religiosas, as sacerdotisas assumiam papel de destaque.
  10. 10. O Palácio de Cnossos  Por volta do século XVII a.C., Creta sofreu um terremoto que abalou toda a sua sociedade e a sua economia. Após esse terremoto, o palácio do rei Minos, em Cnossos, foi reconstruído, tornando-se um gigantesco labirinto de corredores, colunas e escadarias. Esse palácio deu origem a lenda do labirinto: o minotauro.
  11. 11. Representação do Palácio de Cnossos, reconstruído em 1.600 a.C.
  12. 12. O Período Homérico  Durante os séculos XX a.C. ao XII a.C., a península grega recebeu ondas migratórias de vários povos, como os jônios, os eólios e, a partir do século XII a.C., os dórios. Foi nesse último século que a civilização micênica foi destruída, mas não existem evidências e que o fim tenha decorrido das invasões dos dórios, mas sim de um conjunto de invasores, sem que saiba exatamente quais. Seja como for, as ondas de invasões dóricas estabeleceram domínios sobre a parte continental da Grécia, forçando a dispersão de diversos povos na direção das ilhas do Mar Egeu e litoral da Ásia Menor. A dispersão ficou conhecida como a Primeira Diáspora Grega e deu origem ao período conhecido na história da Grécia como período homérico.
  13. 13. O Período Homérico  O nome desse período vem de Homero, a quem se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia. Ao que parece, porém, Homero não existiu e o seu nome representa o conjunto de aedos (cantores) ou poetas do período, que narravam os acontecimentos da época.  A Ilíada narra a Guerra de Troia; a Odisseia narra as aventuras do herói grego Ulisses em sua viagem de volta a sua ilha natal, Ítaca, na Grécia.
  14. 14. O genos  No período homérico, a sociedade grega estava dividida em genos. Os genos eram uma espécie de clã familiar, cujos membros descendiam de um antepassado em comum, e que cultivavam um deus protetor.  Cada um dos genos era chefiado por um patriarca (o pater, membro mais velho do grupo), que concentrava o poder militar, político, religioso e jurídico.  A economia nos genos era agrícola e pastoril, autossuficiente, ou seja, toda a família morava em uma grande propriedade e a terra era explorada coletivamente.
  15. 15. O genos  Com o passar do tempo, o chefe do genos mais poderoso tornou-se rei e governava os diversos grupos familiares. Sempre que o rei ia tomar uma decisão importante, consultava uma assembleia de guerreiros saídos desses grupos. A existência dessa assembleia formada por guerreiros com igual poder de decisão deu origem à cidade-Estado ou pólis, como chamavam os gregos. As cidades-Estado gregas possuíam casas, praças, templos, prédios públicos, além de áreas agrícolas e pastoris. Na imagem vemos a parte alta da cidade (acrópole) de Atenas.
  16. 16. A pólis  A maioria das pólis era governada por uma aristocracia (do grego áristos = melhores; kratía = poder), isto é, o governo daqueles que se julgavam os melhores. Os aristocratas eram proprietários das melhores terras.  Mais tarde, no Período Clássico, algumas pólis tiveram de incluir parte da população nas decisões relacionadas com a administração. Essa participação mais popular deu origem à democracia (do grego demos = povo), isto é, o “governo do povo”. Isso permitiu que um número maior de pessoas participasse das decisões sobre os rumos da pólis – ou seja, que fizesse política.
  17. 17. Constituição da pólis  A pólis era formada, basicamente, por uma acrópole, uma ágora, uma khora e uma ástey.  1- ACRÓPOLE – parte mais alta da cidade, protegida por muralhas, onde se situavam os templos e os edifícios governamentais, e onde a população se refugiava em caso de ataque.  2- ÁSTEY – Parte baixa da cidade, ocupada por vários edifícios, como o tribunal, o ginásio, o teatro, o estádio e as habitações, além da ÁGORA (praça pública).  3- KHORA – Zona fora da cidade, constituída pelas aldeias, campos, pastagens e florestas.
  18. 18. Constituição da pólis Possível reconstituição da acrópole de Atenas.
  19. 19. Constituição da pólis Ruínas da acrópole de Atenas.
  20. 20. Constituição da pólis
  21. 21. A expansão colonial grega  Durante a formação das poleis (plural de pólis), algumas pessoas que ficaram sem terras passaram a se dedicar ao comércio e ao artesanato. Porém, parte da população se dispersou, dirigindo-se para as ilhas vizinhas e a costa da Ásia Menor ou para regiões mais distantes, como o norte da África e o sul da península itálica. Ali, os gregos fundaram diversas colônias. Esse movimento ficou conhecido como Segunda Diáspora Grega.  As colônias transformavam-se em novas pólis, independentes umas das outras. No entanto, havia vínculos culturais entre elas, graças à ascendência gregas.
  22. 22. A expansão colonial grega
  23. 23. Atenas e Esparta: duas cidades exemplares  As maiores realizações culturais na Grécia antiga se deram durante o Período Clássico. Esse período também foi marcado por profundas mudanças nas pólis e por violentas guerras contra povos invasores.  Porém, tais realizações e conquistas não ocorreram da mesma forma em toda a península. Algumas cidades desenvolveram-se mais, outras menos. Em meio a mais de uma centena de pólis gregas, Esparta e Atenas foram as que mais se destacaram. Cada uma teve um modelo distinto de organização política.
  24. 24. Atenas e Esparta: aspectos gerais ATENAS ESPARTA Localizada na península de Ática, próxima ao Porto do Pireu, Atenas estava voltada para o Mar Egeu e aberta às influências externas. Era uma cidade de navegadores, comerciantes, estadistas, filósofos, poetas e artistas. Foi o berço da democracia grega. Localizada no interior do Peloponeso, Esparta se organizou como se fosse uma fortaleza em território inimigo. Os espartanos eram educados como cidadãos-soldados, mobilizados permanentemente para a guerra. Era uma cidade militarista, aristocrática e conservadora.
  25. 25. Atenas e Esparta: sociedade ATENAS ESPARTA  CIDADÃOS – Camada social constituída pelos homens adultos e livres, filhos de mãe e pai atenienses. Ricos ou pobres, eles podiam participar das atividades políticas em Atenas.  METECOS – Estrangeiros que viviam em Atenas. Trabalhavam no comércio, no artesanato e praticavam o empréstimo de dinheiro a juros.  ESCRAVOS – Prisioneiros de guerra ou filhos de escravos. Trabalhavam nos campos, nas minas e na produção artesanal.  ESPARCIATAS – Proprietários das melhores terras da região. Dedicavam-se apenas à política e às atividades militares.  PERIECOS – Homens livres que se dedicavam ao comércio ou ao artesanato ou que possuíam pequenas propriedades agrícolas. Em época de guerra, os periecos também participavam do exército.  HILOTAS – Servos que trabalhavam tanto em propriedades do Estado quanto dos cidadãos espartanos.
  26. 26. Atenas e Esparta: política ATENAS ESPARTA  ASSEMBLEIA DO POVO (ECLÉSIA) – Votava as leis, escolhia os magistrados (juízes), decidia em que gastar o dinheiro público etc.. Dela faziam parte todos os cidadãos de Atenas, isto é, todos os homens com mais de 18 anos e filhos de pais atenienses.  CONSELHO DOS QUINHENTOS (BOULÉ) – Elaborava as leis e escolhia os assuntos que seriam discutidos na assembleia. Os participantes desse conselho formavam as comissões que governavam a cidade. * A democracia ateniense não era para todos. Os escravizados, as mulheres e os estrangeiros não eram considerados cidadãos, e, portanto, não tinham o direito de participar da política.  ÁPELA – Assembleia da qual participavam os cidadãos (isto é, espartanos com 30 anos ou mais). Votava sem discutir as propostas da Gerúsia.  GERÚSIA – Conselho formado por 30 anciãos, com mais de 60 anos, chamados gerontes, do qual faziam parte dos reis. Eles propunham leis, decidiam se a cidade devia ou não participar de uma guerra, julgavam crimes.  EFORATO – Órgão formado por cinco membros (éforos), eleitos por um ano. Os éforos punham em prática as decisões da Gerúsia. * O governo de Esparta pode ser definido como uma oligarquia (“governo de poucos”).
  27. 27. Atenas e Esparta: educação ATENAS ESPARTA  OBJETIVO – formação completa do homem (física, mental e artística).  ORGANIZAÇÃO – até os 7 anos, o menino ficava inteiramente a cargo da família, entregue aos cuidados de amas e escravos. Mal deixava os cuidados da ama, era entregue aos cuidados de um pedagogo (escravo ou servo a quem os atenienses confiavam as crianças). Os meninos atenienses frequentavam dois tipos diferentes de escola: a escola de música e a de ginástica.  OBJETIVO – dar a cada indivíduo um nível de perfeição física, coragem e hábitos de obediência às leis, que o tomasse um soldado ideal.  ORGANIZAÇÃO – Meninos saudáveis eram separados da família aos 7 anos de idade e entregues ao Estado para receber formação militar. Aos 18 anos estavam prontos para ingressar no exército hoplitas, soldados de infantaria armados de lanças e escudos e que carregavam pesadas armaduras. Aos 30 anos podiam casar-se e participar da vida política. Somente aos 60 deixavam de ter obrigações militares, e então poderiam ser eleitos para a gerúsia.
  28. 28. As Guerras Médicas (século V a.C.)  Vimos que durante o Período Arcaico, os gregos se espalharam por diversas regiões da Europa, norte da África e Ásia Menor, onde fundaram colônias.  Nesse processo, os gregos entraram em conflito com os persas, que já dominavam o Egito, a Mesopotâmia e regiões próximas. Desejando ampliar ainda mais seu território, os persas invadiram a região grega da Ásia Menor, o que deu início às Guerras Médicas ou Greco-Pérsicas.
  29. 29. As Guerras Médicas (século V a.C.)  Durante a guerra, Atenas foi ocupada e destruída. Para vencer o inimigo, os exércitos de várias cidades gregas se reuniram sob o comando de Atenas. Essa organização militar recebeu o nome de Liga de Delos, pois as contribuições das cidades em prol da guerra (armas, navios, ouro, alimentos etc.) eram armazenados na ilha de Delos.  O exército grego conseguiu, assim, retomar a Ásia Menor dos persas e dominar todo o mar Egeu.  Mesmo após o fim das Guerras Médicas, Atenas continuou a liderar as cidades reunidas na Liga de Delos, interferindo, muitas vezes, em seus negócios internos. Várias dezenas de cidades- estado e colônias ao redor do mar Egeu ficaram, assim, sob o domínio de Atenas, que desempenhava um papel imperialista sobre o mundo grego.
  30. 30. Guerra do Peloponeso (431 a.C – 404 a.C)  O papel imperialista desempenhado por Atenas provocou reações violentas na Grécia. Esparta aliou-se a outras cidades descontentes, formando a Liga do Peloponeso, e partiu para a guerra contra Atenas e suas aliadas. Essa guerra entre os gregos é chamada de Guerra do Peloponeso e durou de 431 a 404 a.C.
  31. 31. Guerra do Peloponeso (431 a.C – 404 a.C)  Ao término da guerra, Atenas acabou sendo derrotada por Esparta. A cidade de Esparta conquistou, assim, a supremacia sobre a Grécia – porém, por pouco tempo. Outras cidades passaram a disputar o controle sobre a Grécia, e seguiram-se sucessivas guerras.  As constantes guerras enfraqueceram as cidades gregas e permitiram a invasão e a conquista do território pelos macedônios.
  32. 32. A vitória macedônica  Os macedônios viviam ao norte da Grécia e eram considerados semibárbaros e estrangeiros pelos gregos. No século IV a.C., o rei Felipe II reorganizou e modernizou o exército macedônico e iniciou a conquista de áreas gregas ricas em minerais.  Debilitadas pelas guerras e divididas por intensas rivalidades, as cidades gregas foram vencidas pelos exércitos macedônicos em 338 a.C. No ano seguinte, as poleis tiveram que se juntar à Liga de Corinto, dominada pelos macedônicos. A independência das cidades gregas chegava ao fim.
  33. 33. O império de Alexandre Com a morte de Felipe II, assumiu o trono seu filho Alexandre, que ficou conhecido “o Grande”. Uma vez no poder, Alexandre iniciou a conquista do Oriente. Após onze anos de batalhas, seus exércitos dominaram a Síria, a Palestina, o Egito, a Mesopotâmia, a Pérsia e atingiram a Índia.  Nos territórios sob domínio de Alexandre, o grego se converteu em língua oficial e foi estimulada a junção da cultura grega com as culturas do Oriente. Essa junção deu origem à cultura helenística, que tinha como centro a cidade de Alexandria, no Egito.

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