Universidade Federal do Triângulo Mineiro  Afecções do Trato  Gastrointestinal Instrutoras: Jordânia Lumênia Tavares;     ...
Funções do Sistema Digestivo:   Mastigação e Deglutição:    Saliva       enzima ptialina (amilase salivar)               ...
   Estômago:                                  *Quebra partículas do alimento em                           moléculas para ...
   Intestino Delgado:-   Finalização da digestão alimentar;-   Ocorre a maior parte da absorção dos nutrientes;-   Ação d...
   Intestino Delgado:                      Absorção   Duodeno: ferro e cálcio.   Jejuno: lipídeos, proteínas, carboidra...
   Intestino Grosso:   O ceco e cólon ascendentes    absorvem água e eletrólitos;   O reto acumula as fezes para    eli...
ESTOMATITE
Estomatite: Inflamação e ruptura da mucosa oraldevido a várias causas, podendo selocalizar no lado interno do lábio,bochec...
Causas da Estomatite:   Agentes tóxicos:    **Vírus: HIV, herpes simples    **Fungos: candida albicans   Trauma mecânico...
Grupos de Risco:   Tabagistas;   Clientes que realizam quimioterapia e radioterapia;   Clientes que fazem uso de colutó...
Manifestações Clínicas:   Herpética Aguda: vesículas pequenas e claras em erupção    únicas ou múltiplas, precedida de do...
 Candidíase: placas brancas elevadas e úlceras  podendo se espalhar por outras áreas do trato  gastrointestinal, pele ou ...
 Aftosa: lesão bem circunscrita, centro branco com  anel avermelhado na periferia;
Complicações:Dor relacionada a lesão;Nutrição inadequada;
Prevenção:•Higiene   oral adequada;             *tabaco•Evitar      *colutórios fortes             *alimentos ácidos
Assistência de Enfermagem:Prestar    cuidados com qualidade;Conhecer      as abordagens terapêuticas: nistatina (bochech...
Cuidados relacionados ao registro:  •Sinais e sintomas;  • Queixas;  • Terapêutica instituída;  • Controle dos sinais vita...
ÚLCERA PÉPTICA
Úlcera Péptica:Escavação que se forma na mucosa doestômago, duodeno ou do esôfago porevolução de uma gastrite, duodenite o...
Considerações Especiais:• Relacionada à infecção pelo H. pylori, e é responsável por maisde 95% dos casos de úlcera duoden...
   A maior incidência das úlceras duodenais ocorre de 25 a 50    anos de idade;   maior incidência das úlceras gástricas...
   50% das pessoas com úlcera péptica são assintomáticas;   A dor é de caráter periódico, podendo durar vários dias ou  ...
Grupos de Risco:   Predisposição genética;   Alcoólatras e tabagistas;   Tipo sanguíneo O;   Níveis de ácido gástrico ...
   Pós menopausa;   DPOC ou IRC;   Imunodeprimidos;   Sedentários e com maus hábitos alimentares;   Estresse e ansied...
Causas:•Infecção   por Helycobacter pylori (G, D);•Predisposição   genética;•Uso   excessivo de bebida alcoólica, cigarro ...
•   Secreção excessiva de ácido clorídrico (E, G, D);•   Uso crônico de AINES e aspirina (E, G, D);•   Doença de Crohn (D)...
•Maus  hábitos alimentares (ingestão de alimentos ácidos,gordurosos e condimentados) (E, G, D);•Cirrose   hepática ( D);•I...
Manifestações Clínicas:Úlceras esofagianas:    Odinofagia e disfagia;    Pirose;    Regurgitação ácida;    Dor na reg...
Úlceras gástricas:   Dor em queimação na região epigástrica, não se aliviando    após alimentação;   Desconforto, diste...
Úlceras duodenais:   Dor em queimação na região hipocôndrio direito, sendo    aliviada pela alimentação;   Desconforto ...
Complicações:   Perfuração e/ou hemorragia;   Estenose ou obstrução do piloro;   Peritonite;   Neoplasia(mais comum na...
Prevenção:   Redução de estresse físico e emocional;   Prática de atividade física regular;   Bons hábitos alimentares;...
Assistência de Enfermagem:    Orientar:    *fatores predisponentes;    *modificação do estilo de vida;    Administrar   ...
   Observar as características dos vômitos e das fezes;   Mensurar o escore de dor, registrar sua localização, e fatores...
   Manter a cabeceira da cama elevada;   Orientar o cliente a não deitar após as refeições;   Passar SNG ou SNE, se nec...
Ações frente à intercorrências:   Comunicar ao médico a presença de:   Dor persistente após medicação;   Melena e hemat...
Cuidados Relacionados ao                 Registro:• Manifestações clínicas;• Queixas e sinais e sintomas;• Terapêutica ins...
Doença de Crohn
Conceito   Doença intestinal inflamatória crônica    que se estende por toda a espessura da    mucosa intestinal. É també...
Considerações especiais:   Mais comum na porção distal do íleo e no cólon ascendente;   O estresse emocional pode provoc...
   O aumento da incidência pode estar associado à hábitos    alimentares e tabagismo;   Acarreta alta morbidade;   Não ...
Grupos de risco:   Adolescentes e adultos jovens entre 10 e 30 anos de    idade;   Mulheres;   Tabagistas
Manifestações Cínicas• Dor abdominal em quadrante inferior direito;• Dor do tipo cólica após as refeições;• Diarréia crôni...
   Obstrução intestinal;   Abcessos intra-abdominais e anais;   Febre;   Leucocitose;   Edema;   Febre;   Esteatorr...
Complicações:• Obstrução e estenose do intestino;• Hidronefrite à direita;• Nefrolitíase;• Colelitíase;• Artralgia;• Doenç...
Intervenções de enfermagem:   Oferecer dieta hipercalórica, hiperprotéica com baixo    resíduo,   pequenas    e      freq...
   Administrar hemocomponentes e medicamentos como,    analgésicos, antidiarréicos, antiperistálticos, antiinflamatórios,...
Ações frente à intercorrências:   Comunicar ao médico a presença de:   dor persistente pós medicação;   melena e hematê...
Cuidados Relacionados ao             Registro:• Freqüência e características das fezes;• Manifestações clínicas;• Queixas;...
Colite Ulcerativa
Conceito:Doença intestinal inflamatória e ulcerativacrônica do cólon e do reto.
Considerações especiais:   Compromete o retossigmóide estendendo-se por todo    cólon;   É de causa desconhecida (devido...
   Quando somente o reto é afetado é chamada de retite;    quando todo o intestino grosso é afetado, a forma é    designa...
   História familiar: risco aumentado em até 20%;   10 a 15% dos clientes desenvolvem carcinoma de cólon;   Classificaç...
Grupos de risco:   Judeus;   Idade entre os 15 e 35 anos;   Mulheres;
Manifestações Cínicas:                *Variam de acordo com a gravidade   Diarréia (10 a 20 evacuações, podendo conter pu...
   Febre;   Vômitos e desidratação;   Lesões cutâneas e oculares;   Palidez cutânea;   Extra–intestinais (uveíte, art...
Complicações:   Megacólon tóxico (isquemia e dilatação);   Perfuração e sangramento do cólon;   Peritonite;   Pielonef...
   Colangiocarcinoma;   Artrite;   Rinite;   Eritema nodoso;   Desnutrição e desidratação grave;   Fístulas;
Intervenções de enfermagem:   Oferecer dieta hipercalórica, hiperprotéica com baixo    resíduo e com a terapia de supleme...
   Promover repouso;   Reduzir a ansiedade;   Administrar hemocomponentes e medicamentos como,    analgésicos, antidiar...
Ações frente à intercorrências:   Comunicar o médico a presença de:   Dor persistente pós medicação;   Melena e hematêm...
Resultados Esperados:   Reduzir o tempo de hospitalização;   Contribuir com a melhoraria da qualidade de vida    relacio...
“A enfermagem vai além de procedimentos técnicos e terapia medicamentosa. É a arte de cuidar, do toque, de um simples gest...
Referências Bibliográficas:1- SMELTZER, S.C; BARE, B.G. Brunner & Suddarth – Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 10.  ...
 7- Rodrigues, SC; Passoni, CMS; Paganotto, M. Aspectos nutricionais na doença de Crohn.Cadernos da escola de saúde-nutriç...
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  1. 1. Universidade Federal do Triângulo Mineiro Afecções do Trato Gastrointestinal Instrutoras: Jordânia Lumênia Tavares; Monalisa Cristina Caetano.
  2. 2. Funções do Sistema Digestivo: Mastigação e Deglutição: Saliva enzima ptialina (amilase salivar) digestão dos amidos
  3. 3.  Estômago: *Quebra partículas do alimento em moléculas para a digestão; Secreção gástrica *Pepsina: digestão da proteína; (água, HCl, pespina, *Fator intrínseco: combina-se com a gastrina e eletrólitos) Vit B 12 (anemia perniciosa)
  4. 4.  Intestino Delgado:- Finalização da digestão alimentar;- Ocorre a maior parte da absorção dos nutrientes;- Ação de numerosas enzimas pancreáticas e intestinais (p.ex.: tripsina, lipase, amilase, lactase, maltase, e sucrase) e a da bile.
  5. 5.  Intestino Delgado: Absorção Duodeno: ferro e cálcio. Jejuno: lipídeos, proteínas, carboidratos, sódio, cloreto, vitaminas e minerais. Íleo: vitamina B 12.
  6. 6.  Intestino Grosso: O ceco e cólon ascendentes absorvem água e eletrólitos; O reto acumula as fezes para eliminação;
  7. 7. ESTOMATITE
  8. 8. Estomatite: Inflamação e ruptura da mucosa oraldevido a várias causas, podendo selocalizar no lado interno do lábio,bochecha ou língua.
  9. 9. Causas da Estomatite: Agentes tóxicos: **Vírus: HIV, herpes simples **Fungos: candida albicans Trauma mecânico; Produtos irritantes (creme dental, enxaguante bucal muito forte); Estresse emocional ou mental; Fatores hormonais; Alergias; Sucos e alimentos ácidos; Deficiências nutricionais;
  10. 10. Grupos de Risco: Tabagistas; Clientes que realizam quimioterapia e radioterapia; Clientes que fazem uso de colutórios ou pasta de dente muito forte e escova dental muito dura; Clientes em deficiência de vitamina B; Clientes com infecções virais; Clientes com estresse; Clientes com alergia;
  11. 11. Manifestações Clínicas: Herpética Aguda: vesículas pequenas e claras em erupção únicas ou múltiplas, precedida de dor de garganta, cefaléia, náuseas, vômitos e mal estar geral em torno de uma semana;
  12. 12.  Candidíase: placas brancas elevadas e úlceras podendo se espalhar por outras áreas do trato gastrointestinal, pele ou sistema respiratório;
  13. 13.  Aftosa: lesão bem circunscrita, centro branco com anel avermelhado na periferia;
  14. 14. Complicações:Dor relacionada a lesão;Nutrição inadequada;
  15. 15. Prevenção:•Higiene oral adequada; *tabaco•Evitar *colutórios fortes *alimentos ácidos
  16. 16. Assistência de Enfermagem:Prestar cuidados com qualidade;Conhecer as abordagens terapêuticas: nistatina (bochechar eengolir);Minimizar a ansiedade do cliente e dos familiares;Garantir ingesta alimentar e hídrica adequada;Minimizar a dor e o desconforto: analgésicos tópicos esistêmicos;Higiene Bucal: *Estimular o cliente, ou realizar no caso de omesmo estar impossibilitado; *Escovar os dentes, passar o fio dental, massagear agengiva;
  17. 17. Cuidados relacionados ao registro: •Sinais e sintomas; • Queixas; • Terapêutica instituída; • Controle dos sinais vitais; • Ingestão alimentar; • Intercorrências (melena, hematêmese, ou enterorragia);
  18. 18. ÚLCERA PÉPTICA
  19. 19. Úlcera Péptica:Escavação que se forma na mucosa doestômago, duodeno ou do esôfago porevolução de uma gastrite, duodenite ouesofagite.
  20. 20. Considerações Especiais:• Relacionada à infecção pelo H. pylori, e é responsável por maisde 95% dos casos de úlcera duodenal e 80% dos portadores deúlcera gástrica.• Pode ocorrer em 5 a 10% da população, sendo as úlcerasduodenais três vezes mais comuns do que as úlceras gástricas.•30% a 40% das pessoas com úlcera péptica têm históriafamiliar.
  21. 21.  A maior incidência das úlceras duodenais ocorre de 25 a 50 anos de idade; maior incidência das úlceras gástricas, é acima dos 50 anos; As úlceras pépticas estomacais podem ocorrer sem secreção ácida excessiva; A confirmação diagnóstica é realizada, principalmente, através da endoscopia digestiva alta;
  22. 22.  50% das pessoas com úlcera péptica são assintomáticas; A dor é de caráter periódico, podendo durar vários dias ou semanas, desaparecendo a seguir por várias semanas ou meses, e reaparece meses ou anos depois;
  23. 23. Grupos de Risco: Predisposição genética; Alcoólatras e tabagistas; Tipo sanguíneo O; Níveis de ácido gástrico e gastrina séricas alterados; Uso contínuo de aspirina e antiinflamatórios não-esteroidais (AINES);
  24. 24.  Pós menopausa; DPOC ou IRC; Imunodeprimidos; Sedentários e com maus hábitos alimentares; Estresse e ansiedade;
  25. 25. Causas:•Infecção por Helycobacter pylori (G, D);•Predisposição genética;•Uso excessivo de bebida alcoólica, cigarro e café (E, G, D);•Ansiedade crônica e estresse (E, G, D);
  26. 26. • Secreção excessiva de ácido clorídrico (E, G, D);• Uso crônico de AINES e aspirina (E, G, D);• Doença de Crohn (D);• Síndrome de Zollinger-Ellisson (G); Refluxo gastro esofágico (retorno do HCL) (E); Trauma (E, G, D);
  27. 27. •Maus hábitos alimentares (ingestão de alimentos ácidos,gordurosos e condimentados) (E, G, D);•Cirrose hepática ( D);•Infecções fúngicas e bacterianas (E);•Tecido pancreático ectópico;
  28. 28. Manifestações Clínicas:Úlceras esofagianas:  Odinofagia e disfagia;  Pirose;  Regurgitação ácida;  Dor na região esternal;  Hematêmese (sangue cor viva);  Melena;  Sangue oculto nas fezes;
  29. 29. Úlceras gástricas: Dor em queimação na região epigástrica, não se aliviando após alimentação; Desconforto, distensão abdominal e eructação; Fraqueza; Pirose; Náuseas, anorexia e vômitos; Intolerância à alimentos condimentados ou gordurosos; Hematêmese com coloração vermelho “borra de café”; Melena; Cefaléia;
  30. 30. Úlceras duodenais: Dor em queimação na região hipocôndrio direito, sendo aliviada pela alimentação; Desconforto abdominal e distensão abdominal; Fraqueza; Pirose; Eructações, náuseas e vômitos. Sangramento no TGI de forma lenta (melena) ou súbita (hematêmese-sangue de coloração “borra de café”); Intolerância à condimentos ou gorduras; Cefaléia;
  31. 31. Complicações: Perfuração e/ou hemorragia; Estenose ou obstrução do piloro; Peritonite; Neoplasia(mais comum nas úlcerasgástricas);
  32. 32. Prevenção: Redução de estresse físico e emocional; Prática de atividade física regular; Bons hábitos alimentares; Evitar uso de cigarro e bebidas alcoólicas; Não exagerar no café;
  33. 33. Assistência de Enfermagem: Orientar: *fatores predisponentes; *modificação do estilo de vida; Administrar antiácidos, antibióticos e anticolinérgicos, inibidores da bomba de prótons ou outros, conforme prescrição médica.
  34. 34.  Observar as características dos vômitos e das fezes; Mensurar o escore de dor, registrar sua localização, e fatores de alívio ou intensificação; Oferecer a dieta fracionada, leve e líquida/pastosa, de acordo com a aceitação e tolerância do cliente; Promover ambiente tranqüilo; Minimizar os condicionantes de estresse para o cliente;
  35. 35.  Manter a cabeceira da cama elevada; Orientar o cliente a não deitar após as refeições; Passar SNG ou SNE, se necessário, conforme prescrição médica, promovendo cuidados com a manutenção da sonda e com a infusão da dieta;
  36. 36. Ações frente à intercorrências: Comunicar ao médico a presença de: Dor persistente após medicação; Melena e hematêmese; Sinais de choque (taquicardia, hipotensão arterial, queda dos níveis de saturação de O2, taquipnéia, oligúria, palidez cutânea e cianose periférica); Sinais de peritonite (dor abdominal intensa e súbita com irradiação para ombro direito; abdome rígido, vômitos, hipotensão arterial e taquicardia);
  37. 37. Cuidados Relacionados ao Registro:• Manifestações clínicas;• Queixas e sinais e sintomas;• Terapêutica instituída;• Escore da dor;• Sinais vitais;• Intervenções que aliviam ou causam dor;• Intercorrências;
  38. 38. Doença de Crohn
  39. 39. Conceito Doença intestinal inflamatória crônica que se estende por toda a espessura da mucosa intestinal. É também conhecida como enterite regional ou colite granulomatosa.
  40. 40. Considerações especiais: Mais comum na porção distal do íleo e no cólon ascendente; O estresse emocional pode provocar uma alteração na motilidade intestinal e no tempo de trânsito; A prevalência é maior em ambos os sexos, e idade entre 20 e 40 anos (clientes jovens e economicamente ativos);
  41. 41.  O aumento da incidência pode estar associado à hábitos alimentares e tabagismo; Acarreta alta morbidade; Não é clínica ou cirurgicamente curável, e sua história clínica é marcada por agudizações e remissões; De difícil diagnóstico;
  42. 42. Grupos de risco: Adolescentes e adultos jovens entre 10 e 30 anos de idade; Mulheres; Tabagistas
  43. 43. Manifestações Cínicas• Dor abdominal em quadrante inferior direito;• Dor do tipo cólica após as refeições;• Diarréia crônica;• Hipersensibilidade abdominal;• Espasmo;• Perda de peso, anorexia, anemia secundária e deficiência nutricional;
  44. 44.  Obstrução intestinal; Abcessos intra-abdominais e anais; Febre; Leucocitose; Edema; Febre; Esteatorréia;
  45. 45. Complicações:• Obstrução e estenose do intestino;• Hidronefrite à direita;• Nefrolitíase;• Colelitíase;• Artralgia;• Doença perianal;• Desnutrição por má absorção;• Fístulas, abcessos e fissuras intestinais;• Neoplasia;• Sangramento maciço;
  46. 46. Intervenções de enfermagem: Oferecer dieta hipercalórica, hiperprotéica com baixo resíduo, pequenas e freqüentes, para satisfazer às necessidade nutricionais, reduzir a inflamação e controlar a dor e a diarréia; Infundir soluções isotônicas IV e oral para a hidratação, COM; Realizar o balanço hídrico; Pesar o cliente diariamente;
  47. 47.  Administrar hemocomponentes e medicamentos como, analgésicos, antidiarréicos, antiperistálticos, antiinflamatórios, corticóides, COM; Promover repouso; Reduzir a ansiedade; Estimular medidas de enfrentamento; Aplicar terapia tópica em região perianal; Estimular o autocuidado; Estimular cessação do tabagismo; Realizar os cuidados com a colostomia, se presente;
  48. 48. Ações frente à intercorrências: Comunicar ao médico a presença de: dor persistente pós medicação; melena e hematêmese; sinais de choque ; Sinais de peritonite;
  49. 49. Cuidados Relacionados ao Registro:• Freqüência e características das fezes;• Manifestações clínicas;• Queixas;• Procedimentos realizados;• Terapêutica instituída;• Sinais vitais;• Intervenções que aliviam ou causam dor;• Intercorrências (melena, hematêmese);
  50. 50. Colite Ulcerativa
  51. 51. Conceito:Doença intestinal inflamatória e ulcerativacrônica do cólon e do reto.
  52. 52. Considerações especiais: Compromete o retossigmóide estendendo-se por todo cólon; É de causa desconhecida (devido a fatores infecciosos, psicossomáticos, auto-imunes, alérgicos e nutricionais); O processo inflamatório tem origem sempre no reto, que é a porção do intestino grosso logo acima do ânus, e pode progredir para os outros segmentos do intestino;
  53. 53.  Quando somente o reto é afetado é chamada de retite; quando todo o intestino grosso é afetado, a forma é designada de colite; Ocorre nas camadas mucosa e submucosa do cólon e reto; Afeta indivíduos jovens mais comumente a partir dos 15 anos de idade; Afeta homens e mulheres na mesma proporção;
  54. 54.  História familiar: risco aumentado em até 20%; 10 a 15% dos clientes desenvolvem carcinoma de cólon; Classificação: branda, grave e fulminante; Caracteriza-se por múltiplas ulcerações, inflamações difusas e descamação ou desprendimento do epitélio do cólon; Evolução clínica com exacerbações e remissões;
  55. 55. Grupos de risco: Judeus; Idade entre os 15 e 35 anos; Mulheres;
  56. 56. Manifestações Cínicas: *Variam de acordo com a gravidade Diarréia (10 a 20 evacuações, podendo conter pus, sangue e muco); Dor abdominal e hipersensibilidade em quadrante inferior esquerdo; Tenesmo intermitente; Sangramento retal; Anorexia e perda de peso;
  57. 57.  Febre; Vômitos e desidratação; Lesões cutâneas e oculares; Palidez cutânea; Extra–intestinais (uveíte, artrite e doença hepática); Taquicardia, hipotensão arterial, taquipnéia; Cólicas; Hipocalcemia e anemia;
  58. 58. Complicações: Megacólon tóxico (isquemia e dilatação); Perfuração e sangramento do cólon; Peritonite; Pielonefrite; Nefrolitíase; Câncer de cólon; Estenoses cicatriciais; Abscessos peritoneais;
  59. 59.  Colangiocarcinoma; Artrite; Rinite; Eritema nodoso; Desnutrição e desidratação grave; Fístulas;
  60. 60. Intervenções de enfermagem: Oferecer dieta hipercalórica, hiperprotéica com baixo resíduo e com a terapia de suplementação de vitaminas e de ferro, CPM, para satisfazer às necessidade nutricionais, reduzir a inflamação e controlar a dor e a diarréia; Infundir soluções isotônicas EV e VO para a hidratação, CPM; Realizar o balanço hídrico, e pesar o cliente diariamente;
  61. 61.  Promover repouso; Reduzir a ansiedade; Administrar hemocomponentes e medicamentos como, analgésicos, antidiarréicos, antiperistálticos, antiinflamatórios, corticóides, CPM; Estimular medidas de enfrentamento; Aplicar terapia tópica em região perianal; Estimular o autocuidado; Realizar os cuidados com a colostomia, se presente;
  62. 62. Ações frente à intercorrências: Comunicar o médico a presença de: Dor persistente pós medicação; Melena e hematêmese; Sinais de choque ; Peritonite;
  63. 63. Resultados Esperados: Reduzir o tempo de hospitalização; Contribuir com a melhoraria da qualidade de vida relacionada à saúde do cliente; Conhecimento da fisiopatologia das afecções do trato gastrointestinal;
  64. 64. “A enfermagem vai além de procedimentos técnicos e terapia medicamentosa. É a arte de cuidar, do toque, de um simples gesto de carinho. É uma forma de humanizar colocando-se sempre no lugar do próximo, mas sem perder sua própria essência.” Monalisa C. Caetano.
  65. 65. Referências Bibliográficas:1- SMELTZER, S.C; BARE, B.G. Brunner & Suddarth – Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 10. ed. Rio de Janeiro, Guanabara, 2005.2- HARGROVE-HUTTEL, R.A. Enfermagem médico-cirúrgica. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1998. 606p.3- Elia PP, Fogaça HS, Barros RGGR, Zaltman C, Elia CSC. Análise descritiva dos perfis social, clínico, laboratorial e antropométrico de pacientes com doenças inflamatórias intestinais,internados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Arq Gastroenterol, v. 44, n.4, p.332-339, out./dez. 2007. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-28032007000400010&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em 21 out. 2011. 4- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Doença de Crohn. Portaria SAS/MS nº 858, de 04 de novembro de 2002. Disponível em: < http://www.opas.org.br/medicamentos/docs/pcdt/do_d10_01.pdf>. Acesso em 23 de out. de 2011.5- Doença de Crohn. Colorretal.com.br. Disponível em: < http://www.colorretal.com.br/index.php/2011/04/14/doenca-de-crohn/> Acesso em 23 out. 2011. 6- Doença de Cronh. Wikpédia, a enciclopédia livre. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Crohn>. Acesso em 23 out. 2011.
  66. 66.  7- Rodrigues, SC; Passoni, CMS; Paganotto, M. Aspectos nutricionais na doença de Crohn.Cadernos da escola de saúde-nutrição. n. 1, p.1-8, jul. 2008. Disponível em: <http://apps.unibrasil.com.br/revista/index.php/saude/article/viewFile/81/74>. Acesso em 23 de out.de 2011.8- COLORRETAL. Retocolite Ulcerativa. Disponivel em:<http://www.colorretal.com.br/index.php/2011/04/19/o-que-e-retocolite-ulcerativa/>. Acesso em: 21Out. 2011

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