Humanismo2

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Humanismo2

  1. 1. HUMANISMO 1434 – 1527 Século XV a XVI
  2. 2. Início e término 1434 – Data da nomeação de Fernão Lopes para o cargo de cronista-mor. 1527 – Data em que o poeta Francisco Sá de Miranda retorna de uma viagem à Itália, divulgado o ideário renascentista em Portugal.
  3. 3. Considerações No século XV, é considerado um período de transição entre a Idade Média e Era Moderna. Mudanças econômicas, sociais e políticas, como:  Formação de uma economia comercial e monetária;  Crescimento das cidades;  Enriquecimento da classe média urbana;  Fortalecimento do poder do rei. Todas essas transformações levaram às grandes descobertas ultramarinas.
  4. 4. Cultura e Literatura Também considerada uma época de transição. Na poesia: mantêm-se certas convenções literárias da tradição trovadoresca. Há a afirmação da Língua Portuguesa como língua independente, diferenciada do galego e mais próxima do português moderno. A modalidade escrita da língua é desenvolvida. Declínio da poesia e florescimento da prosa, sobretudo historiografia. Nesta época, acontece o início do teatro como gênero literário escrito, destinado a leitura e à representação.
  5. 5. Poesia Palaciana Tal nome a produção poética da época se dá pela ligação à vida social das cortes no reinado de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel. Produzida para o entretenimento nos serões do palácio, portanto superficial e lúdica em sua maioria. Utilizada para galantear damas (amor cortês). Até então ligada ao canto e à dança, transmitida oralmente, portanto só a partir do Renascimento as poesias serão produzidas para leitura individual e silenciosa, portanto escritas.
  6. 6. Poesia Palaciana Portanto, a Poesia Palaciana:  Separa-se da música.  Embora ainda declamada nos salões, no coletivo, já começa a destinar-se a leitura individual e solitária.  Temática circunstancial. Influência dos poetas italianos Dante Alighieri e Francesco Petrarca.
  7. 7. O Cancioneiro Geral – Garcia de Resende Grande parte das poesias palacianas que conhecemos foram compiladas em um cancioneiro chamado Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, por ordem do rei D. Manuel I. Tal nome se justifica pela amplitude da obra que reúne 880 composições poéticas de 286 autores.
  8. 8. O Cancioneiro Geral – Garcia de Resende A métrica da poesia palaciana: versos curtos, redondilhas menores e redondilhas maiores. Redondilha menor: RIBEIRAS DO MAR QUE TENDES MUDANÇAS. Total de ____ sílabas poéticas. Redondilha maior: SENHORA, PARTEM TÃO TRISTES MEUS OLHOS POR VÓS, MEU BEM. Total de ____ sílabas poéticas.
  9. 9. A prosa no período humanista Período em que houve grande crescimento cultural na corte portuguesa, produção de livros, criação de bibliotecas, traduções promovendo a prosa e relegando a poesia aos salões e às festas. Até a prosa literária ficou em segundo plano, pois foi a historiografia que encontramos entre as principais obras: tratados técnicos, didáticos, doutrinais e políticos... Embora o latim fosse a língua mais usada para expressar ideias abstratas, com o tempo o português foi adquirindo mais recursos expressivos de pensamentos mais complexos.
  10. 10. HISTORIOGRAFIA Estudo dos relatos históricos, não é propriamente uma literatura, porém por sua qualidade narrativa e estilística acaba entrando nesta concepção.
  11. 11. Fernão Lopes o Considerado fundador da historiografia portuguesa. o Sua nomeação como cronista-mor marca o início do Humanismo em Portugal o Encarregado de escrever a história dos reis de Portugal, por 20 anos, das crônicas que escreveu restaram três: crônica de D. Pedro, crônica de D. Fernando e crônica de D. João I (primeira e segunda partes). Fernão Lopes narra a vingança do rei D. Pedro I de Portugal contra os dois responsáveis pela condenação de Inês de Castro à morte. Monarca frio e sanguinário. A Portugal foram trazidos Álvaro Gonçalves e Pero Coelho. Chegaram a Santarém onde estava el-rei D. Pedro, e este com prazer de sua vinda, embora irritado porque Diego Lopes (1) fugira, saiu fora (2) a recebê-los. E sa-nha (3) cruel sem piedade lhes fez pela sua mão meter a tormento, querendo que lhe confessassem quem e que participara na morte de D. Inês, e que é que o seu pai (4) tratava contra ele quando andavam desavindos por causa da morte dela. Nenhum deles respondeu a tais perguntas cousa que agradasse a el-rei, e dizem que ele ressentido deu um açoite no rosto a Pero Coelho. Este soltou-se então em desonestas e feias palavras contra el-rei, chaman-do-lhe traidor, perjuro, algoz e carniceiro dos homens. El-rei, dizendo que lhe trouxessem cebola e vinagre para o coelho, enfadou-se deles e mandou-os matar. A maneira da morte deles dita pelo miúdo (5) seria muito estranha e crua de contar, porque a Pero Coelho mandou arrancar o coração pelo peito, e a Álvaro Gonçalves, pelas espáduas. E tudo o que se passou seria cousa dolorosa de ouvir. Finalmente el-rei mandou-os queimar. E tudo feito diante dos paços em que ele estava, de maneira que, enquanto comia, olhava o que mandava fazer. Muito perdeu el-rei de sua boa fama por tal troca (6) como esta, a qual foi tida em Portugal e em Castela por muito grande mal, dizendo todos os bons que a ouviam, que os reis erraram muito, faltando à sua verdade, visto que estes cavaleiros estavam açoitados (7) em seus reinos com garantia.
  12. 12. Fernão Lopes  A historiografia medieval normalmente é regiocêntrica, centrada na figura do rei, porém Fernão Lopes interessa-se por outros atores da História e constrói um quadro amplo da sociedade.  Não se atém somente a tradição e a memória coletiva, ele pesquisava, pois tinha acesso a inúmeros documentos.  Vivacidade narrativa. Suas crônicas têm o dinamismo das novelas.
  13. 13. O teatro popular de Gil Vicente Gil Vicente é considerado o “Pai do teatro português”. Após apresentar o Monólogo do Vaqueiro à rainha D. Maria, para comemorar o nascimento de um príncipe, desenvolveu vasta obra, com mais de 40 peças conhecidas. Até então, não havia a tradição do teatro escrito. Características: • Mentalidade Medieval: embora ocorresse uma troca de mentalidade passando do Teocentrismo para o Antropocentrismo, Gil Vicente ainda tinha uma concepção teocêntrica, suas peças apresentavam caráter religioso em busca da redenção eterna.
  14. 14. • Teatro popular: não se deixou influenciar pelas novidades estéticas vindas do Renascimento, manteve as tradições medievais. 1. teatro alegórico: representação de ideias abstratas com personagens, situações e coisas concretas. 2. teatro de tipos: personagens típicos, não apresentam traços psicológicos complexos, apenas caracteres mais marcantes de sua classe social. 3. teatro de quadros: sucessão de cenas independentes, sem formar propriamente um enredo. Ex. O Auto da Barca do Inferno. 4. Rupturas da linearidade do tempo e despreocupação com a verossimilhança. 5. Teatro cômico e satírico (pelo riso corrigem-se os costumes), ridicularização de cenas cotidianas, caricaturas....

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