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  1. 1. ESCOLA EB 2, 3/S DE PENACOVA BIBLIOTECA ESCOLAR MANUAL DE PROCEDIMENTOS Maria Helena Vieira da Silva, Biblioteca, 1949 Organizar para Recuperar Numa sociedade globalizada, em que a base é a informação, cabe à Biblioteca Escolar contribuir para o desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos que a procuram, incentivando a pesquisa, recuperação e produção de novos conhecimentos. Para tal é necessário que esteja organizada de maneira a dar a possibilidade ao utilizador, seja ele professor ou aluno, de por si só encontrar as obras que procura. Rosa Galvão
  2. 2. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental Sumário 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1 2. SELECÇÃO E AQUISIÇÃO DO FUNDO DOCUMENTAL......................................... 1 3. TRATAMENTO TÉCNICO DOCUMENTAL ................................................................ 1 3.1. Registo ........................................................................................................................ 1 3.2. Carimbagem ............................................................................................................... 2 3.2.1. Regras de aposição dos carimbos.......................................................................... 2 3.3. Catalogação.............................................................................................................. 3 3.3.2. Nível de descrição bibliográfica............................................................................ 3 3.3.3. Pontos de acesso e controlo de autoridade ............................................................ 3 3.4. Classificação............................................................................................................... 4 3.4.1. Linguagem documental categorial: CDU.............................................................. 4 3.4.2. Sistematização das etapas de classificação ........................................................... 4 3.4.3. Plano de classificação adoptado ............................................................................ 5 a) Obras literárias – Notação 82 ..................................................................................... 5 b) Obras para crianças e jovens – Notações 82-93 e 087.5 .......................................... 5 c) Assuntos específicos analisados na perspectiva histórica .......................................... 6 d) Obras de referência .................................................................................................. 6 3.5. Indexação ................................................................................................................... 6 3.5.1. Sistematização das etapas de indexação ............................................................... 7 a) identificação dos conceitos......................................................................................... 7 b) selecção dos conceitos ............................................................................................. 7 c) representação dos conceitos em linguagem documental ............................................ 7 3.5.2. Linguagem documental combinatória: tesauros.................................................... 7 3.6. Cotação ....................................................................................................................... 7 3.6.1. Plano de cotação .................................................................................................. 8 3.7. Codificação dos dados ................................................................................................ 9 3.7.1. Unimarc–Formato bibliográfico e Unimarc–Formato autoridades ....................... 9 3.7.2. Campos a Preencher............................................................................................. 9 4. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO....................................................................................... 10 BIBLIOGRAFIA: ........................................................................................................................ 11 ANEXO A – CAMPOS E SUBCAMPOS PARA CODIFICAÇÃO DE DADOS – .................. UNIMARC – FORMATO BIBLIOGRÁFICO .............................................................. 12 ANEXO B – PREENCHIMENTO DO CAMPO 100 – UNIMARC – FORMATO .................. BIBLIOGRÁFICO ...................................................................................................................... 13 0
  3. 3. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental 1. INTRODUÇÃO Para responderem eficazmente às necessidades dos seus utilizadores, as bibliotecas da sociedade da informação e do conhecimento têm de estar devidamente organizadas, obedecendo a normalização internacionalmente estabelecida. Só assim se reunirão as condições necessárias à disponibilização do seu catálogo em linha, de modo a ser utilizado por acesso remoto e partilhado com outras bibliotecas de âmbito regional ou nacional. A existência de um Manual de Procedimentos garante a uniformização de critérios e procedimentos, ao mesmo tempo que assegura a continuidade das decisões e critérios adoptados. O Manual de Procedimentos é um documento aberto, em constante avaliação e revisão, no qual se indicam as operações técnicas necessárias à organização e recuperação dos recursos da biblioteca, nomeadamente as respeitantes ao tratamento técnico documental nas suas diversas vertentes: registo, carimbagem, catalogação, classificação, indexação, cotação e arrumação. 2. SELECÇÃO E AQUISIÇÃO DO FUNDO DOCUMENTAL A selecção e aquisição do fundo documental são feitas em rigorosa observância dos princípios e procedimentos constantes na Política de Desenvolvimento da Colecção. 3. TRATAMENTO TÉCNICO DOCUMENTAL Aquando da recepção do documento na biblioteca, e antes de se iniciar o tratamento técnico preliminar, verificar-se-á o seu estado geral de conservação. Em caso de incompleto ou danificado proceder-se-á à sua devolução. 3.1. REGISTO O registo é uma operação administrativa que tem como objectivo a inventariação dos documentos que constituem o fundo documental da biblioteca escolar (BE). O registo deve ser efectuado em livro próprio com as páginas numeradas e chanceladas. O registo informático (Exel ou Word) é aconselhado, devendo as páginas ser numeradas e rubricadas após impressão. No livro de registo deverão constar os seguintes elementos: número sequencial de entrada; data de entrada na BE (Ano/Mês/Dia); autor; título; n.º do volume; editor; local de edição; data de edição; suporte; modo de aquisição; observações (espaço para anotações relevantes como: retirado da colecção; extraviado; abatido; etc.). 1
  4. 4. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental Todos os documentos entrados na BE, independentemente do seu suporte, deverão ser registados sequencialmente no livro de registo. Cada unidade física deverá ter um número de registo próprio (numa obra em vários volumes, cada volume tem um número diferenciado; vários exemplares de uma mesma obra, têm números de registo diferentes; o material acompanhante, no mesmo formato ou diferente, constitui um registo). O registo das publicações periódicas faz-se de uma forma simplificada, em folhas Kardex, adaptadas para o efeito, de acordo com a periodicidade dos títulos. A cada folha corresponde um único título. As fichas são ordenadas alfabeticamente em dossier exclusivamente destinado para o efeito. Dada a rápida desactualização dos manuais escolares e o carácter efémero de que se revestem enquanto publicações de referência da colecção da BE, estes não integram o livro de registos da BE, constando antes de uma tabela actualizada anualmente e arquivada num dossier de existências. 3.2. CARIMBAGEM A carimbagem (aposição dos carimbos), tarefa exclusiva da BE, é feita tendo em atenção a salvaguarda da integridade da mancha tipográfica e das ilustrações. Existem dois carimbos: o carimbo de registo (de forma rectangular, com a identificação da instituição e o nome da biblioteca [5,5 cm x 2 cm] e o espaço para o número de registo, data de entrada e cota) e o carimbo da instituição (redondo, de reduzidas dimensões, com o nome da instituição e a indicação “biblioteca”). 3.2.1. REGRAS DE APOSIÇÃO DOS CARIMBOS A aposição do carimbo é tarefa exclusiva da BE e obedece aos seguintes requisitos: • Monografias – O carimbo de posse, no canto inferior direito da página de título e no canto exterior da última página numerada. O carimbo de registo, na página de título, na sua parte central; • Publicações periódicas – Revistas, na capa e na página do sumário. Jornais, junto ao título e na última página; • Material não-livro (cassetes áudio, cassetes VHS, CD-Áudio, CD-ROM, DVD, etc) – O carimbo de registo aplica-se no verso da contra-capa da caixa portadora do documento; no próprio documento inscreve-se a sigla da instituição e o número de registo, com uma caneta de acetato. O carimbo de posse é colocado no canto inferior 2
  5. 5. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental direito da capa ou, em caso de não ser visível, noutro local em que não perturbe o aspecto da mesma; • Material não-livro – suporte iconográfico (postal, fotografia, etc.) e mapas – O carimbo de registo aplica-se no verso do documento. 3.3. CATALOGAÇÃO Catalogar é fazer a descrição bibliográfica de um documento ou recurso, isto é, descrever formalmente um item, de forma normalizada, e estabelecer o número de pontos de acesso considerados relevantes para que o utilizador encontre, identifique, seleccione e obtenha a informação de que necessita. A catalogação do fundo documental da BE é feita de acordo com as seguintes normas: • Regras Portuguesas de Catalogação (RPC), edição de 2000; • Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd ed. (AACR2); • International Standard Bibliographic Description, Preliminary consolidated ed., 2007 (ISBD) • Normas Técnicas da Biblioteca Nacional 3.3.2. NÍVEL DE DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA A catalogação do fundo documental da BE deve seguir a descrição de Nível 2 especificada pela ISBD. Indica-se, a seguir, o número mínimo de elementos para este nível, recordando que não é permitida a exclusão de nenhum deles. Descrição de Nível 2 Título principal [Indicação geral da natureza do recurso] = Título paralelo : informação de outro título / Primeira menção de responsabilidade ; cada uma das menções de responsabilidade subsequentes. – Edição / Primeira menção de responsabilidade relativa à edição. – Detalhes de alguns tipos de materiais (se aplicável). – Primeiro lugar de publicação etc. : Primeiro editor etc., data de publicação. – extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal da série / Indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeração dentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie). – Nota(s). – Número normalizado A operacionalização deste nível de descrição far-se-á de acordo com as RPC. 3.3.3. PONTOS DE ACESSO E CONTROLO DE AUTORIDADE 3
  6. 6. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental A determinação dos pontos de acesso, operação necessária à elaboração de um registo bibliográfico completo, faz-se de acordo com as RPC, para os pontos de acesso de autor e título, e de acordo com os tesauros, para os pontos de acesso de assunto. Outros elementos informativos relativos à colecção da BE, como o número de registo, a cota e a localização do recurso, também deverão constar do registo bibliográfico. Ponto de acesso essencial De acordo com as RPC, o ponto de acesso essencial para monografias é o seu autor (pessoa física, personagem ou uma entidade colectiva). Na ausência de autor expresso, o ponto de acesso essencial é o título da obra ou o título preferido. Para a elaboração de pontos de acesso autorizados, recorrer-se-á, sempre que possível, ao registo de autoridade já existente no Catálogo Colectivo das Bibliotecas Portuguesas, disponível em: http://porbase.bnportugal.pt/#focus. Pontos de acesso adicionais Na fase actual do tratamento técnico documental do fundo da BE, decorrente da falta de recursos humanos qualificados e do processo de reorganização da colecção em curso, não irão ser determinados pontos de acesso adicionais. No entanto, assim que seja possível, serão determinados pontos de acesso adicionais para título, para assunto, para classificação e para cotação, pelas vantagens que apresentam na recuperação dos registos bibliográficos. 3.4. CLASSIFICAÇÃO A classificação é o processo de descrição do conteúdo de um recurso, através da qual se determina o seu assunto principal e, eventualmente, um ou dois assuntos secundários que se traduzem pela notação (código numérico) mais apropriada da linguagem documental (tabela classificativa) adoptada. 3.4.1. LINGUAGEM DOCUMENTAL CATEGORIAL: CDU A classificação do fundo documental da BE é feita com base na Classificação Decimal Universal (CDU), uma linguagem documental categorial, controlada e normalizada. 3.4.2. SISTEMATIZAÇÃO DAS ETAPAS DE CLASSIFICAÇÃO • Análise do recurso para identificação e selecção do(s) assunto(s) mais importante(s) e aspectos secundários relevantes (lugar, tempo, pessoa, forma do recurso); 4
  7. 7. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental • Escolha da classe mais adequada no plano adoptado (ver 3.4.3) e pesquisa das notações correspondentes; • Representação do assunto, construindo ou seleccionando a notação correspondente, segundo as regras do sistema de classificação utilizado e indicação da notação no local apropriado do recurso. 3.4.3. PLANO DE CLASSIFICAÇÃO ADOPTADO Atendendo às características do fundo documental e à heterogeneidade etária dos utilizadores da BE, foi elaborada uma tabela abreviada da CDU (ver anexo 1), com notações pouco extensas. Em termos gerais, serão evitadas as notações de assuntos compostos e, só excepcionalmente, serão incluídas notações dos aspectos secundários do recurso (tabelas auxiliares). Para a classificação dos documentos da BE adoptam-se os seguintes procedimentos específicos: a) Obras literárias – Notação 82 Atribui-se a notação correspondente à lingua de origem do autor da obra em questão: Ex. 821.134.3 Literatura portuguesa 821.134.3 (665.8) Literatura cabo-verdiana Serão também utilizados os auxiliares analíticos previstos na tabela para os vários géneros literários, mas não o auxiliar de tempo, como acontece habitualmente: Ex. 821.134.3-1 Literatura portuguesa. Poesia 821.134.3-34 Literatura portuguesa. Conto b) Obras para crianças e jovens – Notações 82-93 e 087.5 O número e a qualidade das obras destinadas a crianças e jovens tem vindo a aumentar consideravelmente e as decisões relativas à sua classificação e arrumação não são fáceis de tomar. Em relação às obras literárias dirigidas ao público infantil e juvenil, deverá se utilizada a notação 82-93 (literatura infantil e juvenil) Os livros informativos destinados a crianças e jovens serão classificados com a notação da respectiva área temática, sendo-lhe acrescentado o auxiliar de pessoa, de acordo com os vários grupos etários: • -053.4 Crianças em idade pré-escolar • -053.5 Crianças em idade escolar 5
  8. 8. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental • -053.6 Jovens. Adolescentes c) Assuntos específicos analisados na perspectiva histórica Estas obras são classificadas com a notação correspondente ao assunto específico, devendo acrescentar-se o auxiliar de forma (091), apresentação histórica em sentido estrito. Ex. Uma obra sobre história da música – 78 (091) Uma obra sobre história da filosofia – 1 (091) d) Obras de referência As obras de referência, pela sua diversidade e importância no contexto de uma biblioteca escolar, devem merecer uma especial atenção no processo de classificação. Distinguimos dois tipos de obras de referência, aos quais devem ser aplicados procedimentos distintos: • Obras gerais – devem classificar-se pelas notações previstas na classe 0; • Obras especializadas – devem classificar-se pelo assunto específico, sendo-lhe acrescentado um auxiliar de forma: (031), para as enciclopédias; (038), para os dicionários; (084.4), para Atlas, etc. 3.5. INDEXAÇÃO No contexto em que trabalhamos, acontece com muita frequência, os utilizadores dirigirem- se-nos solicitando informação sobre os recursos existentes na BE sobre determinado assunto. A constituição de um catálogo de assuntos, muito embora seja uma tarefa exigente e um pouco morosa, é muito pertinente numa biblioteca escolar. A indexação consiste em descrever e caracterizar um recurso, através da representação em liguagem documental dos conceitos que constituem o seu conteúdo temático. A transcrição em linguagem documental faz-se recorrendo a instrumentos de indexação tais como tesauros e listas de descritores, que são linguagens controladas que conferem uniformidade e coerência ao processo de representação do conteúdo de um recurso, ao mesmo tempo que reduzem a subjectividade desse processo (Consultar NP 4036.1992). 6
  9. 9. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental 3.5.1. SISTEMATIZAÇÃO DAS ETAPAS DE INDEXAÇÃO a) identificação dos conceitos Na análise do conteúdo de um recurso deve considerar-se que, uma vez que é impossível ler na íntegra todos os documentos que dão entrada na biblioteca, deve proceder-se a uma leitura superficial, atendendo especialmente a: título; sumário; introdução e conclusão; primeiras frases dos capítulos e parágrafos; gráficos, quadros de números, figuras e respectivas legendas; palavras ou grupos de palavras com destaque tipográfico. b) selecção dos conceitos Importa seleccionar apenas os conceitos pertinentes em função das necessidades dos utilizadores, obedecendo ao princípio da especificidade (reter apenas aqueles que interessam ao utilizador) e da coerência (um conceito deve ser representado por um único descritor e sempre da mesma maneira). c) representação dos conceitos em linguagem documental Para garantir a coerência do catálogo de assuntos, os conceitos serão representados com recurso à linguagem controlada e precisa dos tesauros. 3.5.2. LINGUAGEM DOCUMENTAL COMBINATÓRIA: TESAUROS Tesauros são a apresentação normalizada de uma lista de descritores com a indicação dos vários tipos de relações possíveis entre eles. A utilização de um tesauros permite uma indexação mais rigorosa e melhora a qualidade da pesquisa no fundo documental da BE. Nesta tarefa recorrer-se-á, preferencialmente, ao tesauro multiligue da Comunidade Europeia Eurovoc, já integrado no programa de informatização do catálogo da BE, e também disponível em URL: http://europa.eu/eurovoc/sg/sga_doc/eurovoc_dif!SERVEUR/menu!prod!MENU?langue=PT. Em áreas temáticas em que est se revele insuficiente, dever-se-á recorrer ao Thesauros da UNESCO disponível em URL: http://www2.ulcc.ac.uk/unesco/index.htm. 3.6. COTAÇÃO A cotação é a fase do tratamento documental em que a cada documento é atribuído um código que permite a sua arrumação nas estantes. Estando o fundo documental da BE organizado por assuntos, as cotas são criadas com base na CDU; no entanto, a cota de um livro não coincide com a classificação, pois a cotação visa a 7
  10. 10. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental arrumação prática e eficiente dos recursos, de modo a serem facilmente recuperados pelos utilizadores em regime de livre acesso. O nível de especificidade da cota depende do fundo documental da biblioteca, da sua previsão de crescimento e do utilizador a que se destina. 3.6.1. PLANO DE COTAÇÃO No caso da BE, a cota é composta por uma notação CDU simplificada (até ao primeiro ponto, isto é, três dígitos, na generalidade das situações e quatro ou mais dígitos em situações excepcionais, de modo a responder às necessidades dos utilizadores), seguida pelas três primeiras letras do apelido do autor, em maiúsculas. Casos especiais: • Na ausência de autor expresso, usar-se-ão as três primeiras letras iniciais do título; • No caso das obras em colecções cuja temática justifica a junção dos títulos na prateleira, a componente alfabética da cota é formada pelas três primeiras letras da colecção; • As obras de referência de áreas específicas do conhecimento (biologia, física, história, literatura, etc.), para além da notação principal, levam também o auxiliar de forma (03); • As obras de referência em que cada volume versa um tema mantêm-se todas juntas e são colocadas na Classe 0, com a cota 030 (Ex. Enciclopédia Visual, Enciclopédia do Conhecimento, etc.); • As obras literárias são organizadas por géneros literários, não se distinguindo em função da nacionalidade ( Ex. Um livro de poesia de Garcia Lorca, terá a cota: 82-1 LOR); • Nas obras de história deverão utilizar-se, preferencialmente, os auxiliares de tempo, em detrimento das subdivisões formais; • Nos dicionários de língua será utilizado o auxiliar de língua (Ex. Dicionário de inglês: 030=111); • A ordenação da banda desenhada será feita pelos respectivos heróis ou pela colecção, caso não haja um herói significativo (Ex.: B.D. 82 AST) Elementos adicionais 8
  11. 11. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental • Atendendo à heterogeneidade etária dos utilizadores da BE, será adicionado um complemento cromático à notação escolhida para cota: 0 Castanho 3 Laranja 7 Rosa 1 Azul-claro 5 Verde 8 Amarelo 2 vermelho 6 Azul-escuro 9 branco • Nas prateleiras serão colocadas etiquetas com a notação da subclasse da CDU acompanhada por uma palavras-chave: Ex.: 32 Política 37.017 Educação para a cidadania 3.7. CODIFICAÇÃO DOS DADOS De modo a garantir a consistência e a qualidade do catálogo automatizado da BE, características essenciais à partilha de registos entre bibliotecas, importa investir na qualidade dos registos, na uniformização e compatibilização de dados, bem como na sua identificação para efeitos de recuperação da informação. Neste sentido houve a preocupação de adquirir um software de gestão que utilizasse o UNIMARC (Universal Machine-Readable Cataloguing Record), um formato internacional, que permite a leitura por computador e a permuta de informação entre sistemas. 3.7.1. UNIMARC–FORMATO BIBLIOGRÁFICO E UNIMARC–FORMATO AUTORIDADES A utilização do UNIMARC vai permitir normalizar a base de dados, identificar a informação – através das etiquetas específicas de campos e dos identificadores dos subcampos – e uniformizar o conteúdo, dando-lhe consistência e permitindo a partilha de informação com outras instituições. É relevante dar início ao processo de codificação da documentação com a maior brevidade. No entanto, as limitações de recursos impõem que o nível de preenchimento dos campos, numa primeira fase, se aproxime do nível de descrição bibliográfico adoptado (nível 2), um pouco mais ambicioso que o nível mínimo definido pela Informação Técnica n.º2/2006 da Biblioteca Nacional. 3.7.2. CAMPOS A PREENCHER Em Anexo A consta a tabela que identifica os campos e subcampos do UNIMARC – Formato bibliográfico, a considerar na tarefa da codificação de dados. Em Anexo B consta uma tabela de ajuda ao preenchimento do campo 100 do UNIMARC – Formato bibliográfico (elementos de comprimento fixo do subcampo $a). 9
  12. 12. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental 4. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO A definir posteriormente. 10
  13. 13. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental Bibliografia: Biblioteca Nacional. Divisão da Porbase (2004).Unimarc abreviado [ Documento electrónico / PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos] Lisboa : B.N. 2004 acedido em 1 de Fevereiro de 2010 em http://purl.pt/734 Gusmão, Armando Nobre de, Campos, Fernanda M. Guedes de e Sottomayor, José Carlos Garcia (1999). Regras Portuguesas de Catalogação. Lisboa : Biblioteca Nacional. IFLA (2008) Manual Unimarc : formato autoridades. Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal. IFLA (2008). Manual Unimarc : formato bibliográfico. Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal. UDC Consortium. (2005). CDU – Classificação Decimal Universal : tabela de autoridade : edição abreviada em língua portuguesa com base no Master Reference File. 3.ª ed. Lisboa : Biblioteca Nacional. 11
  14. 14. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental Anexo A – Campos e subcampos para codificação de dados – UNIMARC – Formato bibliográfico Sub- Campo Descrição Notas campos 001 nenhum Número de controlo bibliográfico Atribuído automaticamente pelo sistema 010 $a Número Internacional normalizado (ISBN) 100 $a Dados gerais de processamento * ver tabela 101 $a Língua da publicação – língua do texto $apor (predefinido pelo sistema) $c Língua do documento original Para documentos traduzidos 102 $a País da publicação $aPT (predefinido pelo sistema) $a Título próprio Título principal do documento $b Indicação genérica do tipo de material $d Título paralelo Título próprio noutra língua e/ou escrita 200 $e Informação de outro título Subtítulos $f Primeira menção de responsabilidade ver RPC - D.M.1.5.8 $g Outras menções de responsabilidade Ver RPC D.M. 1.5.6. (Repetível p/ menções de responsabilidade diferentes) Indicar sempre a função 205 $a Menção de edição Quando existe menção no recurso $a Lugar da publicação, distribuição,etc. $c Nome do editor, distribuidor, etc 210 $d Data da publicação, distribuição, etc. Ou data do copyright (cop.) distribuição ou impressão (imp.), ou de D.L: $a Indicação específica do tipo de material e extensão do item $c Outras indicações físicas Ex.: Ilustrações coloridas ou a preto e branco 215 $d Dimensões $e Material acompanhante 225 $a Título próprio da colecção $v Indicação do volume $i Nome de uma parte ou secção $a Elemento de entrada Nome comum usado como assunto 606 (indexação com base numa linguagem documental controlada) Campo repetível $2 Código do sistema Ex.: eurovoc $a Notação 675 $v Identificação da edição CDU $v3BN $z Língua da edição $zpor 700 $a Palavra de ordem Ponto de acesso principal – Nome de pessoa $b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem $a Palavra de ordem Ponto de acesso principal – Nome de colectividade 710 $b Subdivisão – Nome ou designação de nível inferior na hierarquia, ou nome Ver: RPC E.P.M. 1.2. da colectividade, quando a entrada é feita pelo nome do lugar $a Fonte de origem - país PT 801 $b Fonte de origem – entidade catalogadora BN/BAEP $g Fonte de origem – regras de catalogação RPC 966 $a Número de registo Campos locais $c Número de exemplares $l Sigla da instituição BAEP $s Cota 12
  15. 15. Manual de procedimentos para o tratamento técnico do fundo documental Anexo B – Preenchimento do campo 100 – UNIMARC – Formato bibliográfico Tabela dos elementos de comprimento fixo do subcampo $a Número de Posição dos Nome dos elementos Valor Alterar caracteres caracteres pré-definido 0-7 8 Data de entrada no ficheiro (obrigatório) Preencher: AAAA-MM-DD 1 8 Tipo de data de publicação d 4 9-12 Data de publicação 1 AAAA 4 13-16 Data de publicação 2 #### 3 17-19 Código de Audiência (TAC) k Alterar (m)## 1 20 Código de publicação oficial y 1 21 Código de registo modificado (obrigatório) 0 3 22-24 Língua da catalogação (obrigatório) por 1 25 Código de transliteração y 4 26-29 Conjuntos de caracteres (obrigatório) 0103 4 30-33 Conjunto adicional de caracteres #### 2 34-35 Alfabeto do Título ba 13

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