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Apostila 1 gestão suprimentos e logística 2015

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP – CURSO DE ADMINISTRAÇÃO GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA Prof. Ms. Vanise Rafaela Zivieri Ralio Introdução A Logística pode ser considerada como sendo a área da administração que se responsabiliza pelo transporte e pelo armazenamento dos produtos a serem comercializados. É também de responsabilidade da logística obtenção, produção e distribuição eficaz destes produtos em locais e quantidades específicas. Para isso, é necessário planejar, implementar, controlar fluxos e armazenar de forma correta tudo o que diz respeito aos produtos, desde a matéria-prima utilizada para sua produção até o produto acabado, pronto para comercialização. Todo esse trabalho tem o objetivo de atender às necessidades dos consumidores oferencendo-lhes informações acerca do que estão consumindo. A atividade logística começa a partir do momento em que os produtos saem das linhas de produção e só termina quando os consumidores os retiram dos pontos de comercialização. Podemos dessa forma, definir as atividades logísticas em compra, recebimento, armazenamento, expedição, transporte e entrega do produto desejado pelo cliente no tempo e lugar certos e ainda ao menor valor possível. Isso significa que a logística deve oferecer aos consumidores utilidade de tempo e lugar na oferta de seus produtos. "Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e o armazenamento eficiente e econômico de matériasprimas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes“. (Council of Logistics Management). A Origem De origem grega, a palavra logística vem de logistikos. Em latim logisticus, nesse caso já uma derivação do grego e significa raciocínio e cálculo matemático. Seu desenvolvimento está muito ligado às táticas e às operações militares de importantes guerras. Persas e gregos em 481 a.c. já utilizavam alguns conceitos próprios da logística para coordenar longas viagens com exércitos compostos por até 3000 homens. Todo o controle de alimentos, água, roupas, armas, munição e até cavalos era cuidadosamente realizado para dar suporte a toda a operação. Até a segunda guerra mundial logística era um termo próprio das operações militares. Porém, essa mesma guerra foi responsável por tornar a logística uma ferramenta indispensável para as empresas que ficaram responsáveis por reconstruir o que foi destruído durante os confrontos. Os conhecimentos logísticos somados ao avanço tecnológico tornaram a reconstrução bem mais fácil. A Logística no Brasil – Um breve histórico As atividades logísticas no Brasil são muito recentes. Até os anos 70, havia um quase total desconhecimento do termo e de sua abrangência também. Os conhecimentos de informática também eram restritos para um pequeno grupo de pessoas. Mas nessa mesma década alguns setores da economia como a indústria automobilística e o setor de distribuição de energia elétrica já aplicavam, mesmo que ainda de forma inconsciente as ferramentas da logística, principalmente para atividades de compra, embalagem, armazenamento, transporte e distribuição de material.
  2. 2. 2 Para que tenhamos uma noção de como as atividades logísticas eram dispersas, no ano de 1977, foram criadas simultaneamente a Associação Brasileira de Administração de Materiais e a Associação Brasileira de Movimentação de Materiais, com objetivos que eram idênticos, porém sem nenhum tipo de relação. Somente em 1979, o IMAM (Instituto de Movimentação e Armazenagem de Materiais) foi criado e pode ser considerado como sendo o primeiro evento concreto de utilização consciente de atividades logísticas. Os anos subseqüentes foram marcados por vários acontecimentos importantes para concretizar de vez a entrada da logística no Brasil. Podemos destacar a criação da Associação Brasileira de Logística e a instalação do Brasildock’s, o primeiro operador logístico do Brasil. O Brasil começa então a importar conhecimentos logísticos de outras partes do mundo e em 1982, são trazidos do Japão o Kaban e o Just in Time, desenvolvidos pela Toyota considerados como os dois principais modelos de sistema moderno de logística integrada. Desde a implantação do Plano Real, que trouxe a estabilidade para a moeda brasileira, os empresários passaram seus focos para a administração de custos. Eles, aproveitando o desenvolvimento tecnológico, passaram a utilizar os sistemas de informática para controlar melhor seus estoques ou ainda, rotinizar suas atividades. O código de barras é um exemplo de sistema de informática que veio para agilizar as operações logísticas. Somente na década de 90, muitos operadores logísticos internacionais, como Danzas, Ryder, Penske, TNT e Excel entraram no Brasil e pelo menos 50 empresas nacionais foram desenvolvidas. A Logística nas Empresas Para tentar acompanhar as rápidas mudanças no cenário global atual, as empresas estão constantemente realizando um monitoramento do que vem acontecendo em todo o mundo em relação à informatização ou à automação das atividades logísticas. As tendências da logística também são observadas de perto e algumas empresas não se importam de modificar seu comportamento de mercado ou ainda sua filosofia empresarial para acompanhar o curso do desenvolvimento. Isso vale para empresas de todas as naturezas, inclusive para as indústrias que precisam estar competentes para enfrentar os concorrentes da melhor forma. Se compararmos a logística das guerras com a logística de mercado que hoje convivemos perceberemos que ambas possuem muito em comum, principalmente em relação ao suporte, ao desempenho de suas tropas (as empresas) nos campos de batalha (mercado), frente aos inimigos (concorrentes). É exatamente isso que as empresas esperam das atividades logísticas. É uma constante busca por eficiência e eficácia, onde eficiência diz respeito à realização excelente dos trabalhos enquanto que a eficácia vai mais além e exige resultados que sejam no mínimo satisfatórios, já que a busca maior é a superação das expectativas. Novaes (2003) nos fala que “durante muito tempo nas empresas, tal como no meio militar, as atividades relacionadas à logística eram tidas como um serviço meramente de apoio e que não agregavam valor ao produto. O sistema logístico era visto como um gerador de custos e sem nenhuma influência no planejamento estratégico organizacional”. Convivemos diariamente com oscilações na economia. Ora estamos em plena fase de desenvolvimento, ora a recessão ameaça as empresas e os gerentes fazendo papéis dignos de antigos generais de guerra, ou seja, desenvolvendo táticas de auto-defesa e combate aos inimigos. A logística acompanhou a evolução do marketing de produtos e atualmente, ambos possuem como objetivo principal suprir as necessidades dos consumidores. Sendo que a logística tem ainda a preocupação de fazer com que os produtos cheguem às mãos dos consumidores no momento e no lugar em que os mesmos desejem e com o
  3. 3. 3 menor custo possível. Para isso a logística vai eliminando do processo tudo o que venha a tornar o produto mais caro e que não interesse ao consumidor. Essa mudança de concepção foi responsável por várias mudanças nas empresas como a construção de depósitos filiais das mesmas em locais estratégicos para facilitar a distribuição dos produtos e evitar a demora na entrega dos mesmos. Apesar da demora de as empresas reconhecerem a importância das atividades logísticas, hoje ela é a base para quem quer estar competitivo no mercado. ATIVIDADES PRIMÁRIAS DA LOGÍSTICA As atividades logísticas podem ser divididas ou classificadas pelas ações primárias e de apoio. Vamos conhecer neste capitulo as primarias, bem como entender a importância de cada uma delas no processo. O objetivo básico de toda atividade logística consiste na otimização de fluxos de informações e materiais desde a origem dos mesmos até o momento em que chegam ao seu destino final, ou seja, às mãos dos consumidores. Esses fluxos devem atender aos desejos dos consumidores com o menor preço possível. Para que isso seja possível uma gama de atividades básicas precisa ser realizada como, por exemplo: a manutenção de estoques, o processamento dos pedidos dos clientes ou ainda o transporte dos produtos. Vejamos em que consiste cada uma dessas atividades classificadas como primárias ou principais.  Manutenção de estoques / Gerenciamento de Inventário – é considerada como sendo dentre as atividades primárias a que merece maior cuidado, pois, o grande desafio é o de conseguir manter o menor estoque possível, sem que o consumidor venha a ser afetado. Apesar de ser uma atividade bastante complexa, hoje os administradores já dispõem a seu favor de algumas técnicas para ajudá-los. A quantidade de estoque de cada empresa dependerá diretamente do tipo de setor no qual a mesma está inserida, bem como, da sazonalidade temporal de alguns produtos, principalmente os do gênero alimentício. Um bom nível de estoque não deve ser nem tão alto nem tão baixo. Ele deve ser suficiente para amortecer a oferta e a demanda dos produtos no mercado e dessa forma não alterar seus preços. Esta atividade possui com custo bastante representativo em um orçamento de atividades logísticas;  Processamento dos pedidos – em termos de custos esta atividade não tem tanta representatividade, porém, sua importância é muito grande, pois diz respeito ao tempo compreendido entre o pedido do cliente e a entrega do pedido, que deverá ser o mínimo possível, já que esse tempo pode determinar o nível de serviço que está sendo ofertado. Esse tempo também é chamado de “ciclo do pedido”. Hoje, com a quantidade de produtos comercializados pela internet a diminuição desse ciclo pode representar um diferencial competitivo, pois clientes não gostam de esperar muito tempo para receber seus produtos, principalmente quando pagos antecipadamente, como é o caso dos produtos comercializados pela web.  Transporte – até hoje, a atividade de transporte de produtos é equivocadamente confundida como sendo sinônimo de logística. O transporte é apenas uma das atividades primárias desempenhadas pela logística. Refere-se ao modo com que as empresas realizam a movimentação física de seus produtos até que os mesmos sejam recebidos pelos clientes. Essa movimentação física pode ser terrestre, aérea, marítima ou ferroviária. É bastante comum as empresas utilizarem mais um meio para transportar seus produtos, objetivando que os mesmos cheguem aos seus destinos com a maior brevidade possível. Vale ressaltar que movimentação física, segundo Las Casas, “são as atividades referentes a movimentação eficiente de produtos do final da linha de produção até o consumidor final. Inclui atividades como fretamento, armazenamento manuseio, controle de estoques, localização de fábrica, processamento de pedidos, etc. “ No Brasil, a predominância é do transporte rodoviário, pelo custo ser relativamente baixo em relação aos demais.
  4. 4. 4 ATIVIDADES DE APOIO Um resultado positivo de uma atividade logística dependerá da adequação das atividades primárias com as atividades de apoio. Estas representam as atividades que servem de suporte ao bom desempenho das atividades primárias e assim, contribuem para a satisfação dos consumidores, objetivo básico da atividade logística. Vejamos as principais atividades de apoio.  Armazenagem – preocupa-se com as questões relacionadas ao espaço físico para estocagem perfeita dos produtos. Uma sub-atividade da armazenagem é a de manuseio de materiais, ou seja, a forma adequada de movimentar os produtos ainda em seu local de armazenamento;  Embalagem – durante a atividade de transporte ela protege os produtos durante sua movimentação física sem risco de danificá-los. Algumas embalagens são classificadas como sendo do tipo “de movimentação” por serem próprias para proteger os produtos quando movimentados por equipamentos mecânicos. A embalagem não deve ter valor muito alto, pois assim, tornará o preço final do produto alterado;  Suprimentos – relativo à compra de matéria-prima para a produção dos produtos. Ele avalia onde e que quantidade comprar. Os chamados ativos fixos também entram no rol de suprimentos, como toda a parte de maquinário, equipamentos para escritório e edificação.  Planejamento – diz respeito à realização de uma programação que inclua todas as atividades necessárias, como compra, transporte, entrega, distribuição dos produtos, etc. A quantidade do que deverá ser produzido também deve estar prevista no planejamento, para evitar a oferta excessiva de produtos, bem como sua escassez.  Sistema de informações – o sucesso das ações logísticas depende de um bom sistema que forneça informações relativas a custos e procedimentos necessários. Esses dados são básicos para que se possa realizar um bom planejamento, assim como um controle das ações logísticas. Segundo Monterio e Bezerra, “a logística empresarial está cada vez mais evoluída quando se trata de Tecnologia de Informação. Para isso são utilizados sistemas integrados de gestão, desenvolvidos para integrar, controlar e gerenciar a cadeia de suprimentos com o objetivo final de atender melhor o cliente”. Um dos sistemas que mais benefícios trouxe para as atividades logísticas é o chamado “código de barras” que pode com eficácia e rapidez controlar a entrada e saída de dados como quantidade de material adquirido, quantidade de material gasto, tempo de execução na produção dos produtos. Para a utilização de um sistema de código de barras três equipamentos são indispensáveis, são eles: leitores, decodificadores e impressoras.
  5. 5. 5 MODELO CONCEITUAL DE LOGÍSTICA INTEGRADA A Logística e suas Inter-relações com o setor de Compras e Armazenagem As atividades referentes às ações logísticas atualmente estão presentes em quase todos os setores das organizações. Isso porque somente é possível um suprimento excelente das necessidades dos consumidores quando todos os processos da organização estiverem harmoniosamente integrados. A seguir vamos comentar algumas inter-relações das atividades logísticas com os setores que formam o todo organizacional. Logística X Setor de Compras O processo de compras em uma empresa é também chamado de processo de abastecimento de materiais. A logística permite que as rotinas de operação das empresas sejam melhores executadas porque ela oferece meios para que o setor de compras das matérias-primas e insumos necessários para a fabricação dos produtos realize as melhores negociações, com os melhores fornecedores. O material necessário é disponibilizado na hora certa, nas especificações corretas e com os melhores preços. Ganha a empresa porque reduz custos e tempo na fabricação de seus produtos e ganham os consumidores porque terão suas necessidades supridas mais rapidamente e a um menor custo. O correto abastecimento de materiais permite que os suprimentos sejam contínuos proporcionando assim, um eficaz fluxo de produção. Quando as ferramentas da logística são utilizadas no setor de compras desperdício e a obsolescência das matérias- primas são evitados. A logística também permite que as empresas trabalhem apenas com o nível necessário de estoques.
  6. 6. 6 Logística X Setor de Armazenagem O setor de armazenagem de uma empresa tem como responsabilidade manter todo o material a ser utilizado futuramente, de acordo com a demanda. Dependendo do tipo de material a ser armazenado, a estocagem pode ser:  Com acesso controlado – utilizada quando existem produtos de valor que possam ser furtados. Nesse caso, são utilizadas divisórias ou outros enclausuladores dentro dos armazéns como medida de prevenção;  Em local aleatório – neste caso, a estocagem do material é feita conforme haja espaço. Qualquer local vazio pode ser utilizada para armazenar os produtos;  Em local fixo – esse tipo de estocagem é sempre utilizado pelas empresas que possuem um estoque padronizado de produtos. Nesse caso, cada item tem seu lugar delimitado dentro da área de armazenamento;  Por zona – tipo de armazenamento típico das empresas que possuem estoque variado de produtos. As distribuidoras são exemplos de empresas que realizam a estocagem dos produtos que comercializa reparada por zona. Por exemplo, um armazém pode ser dividido em três áreas como: alimentos, materiais de limpeza e perfumaria. A separação por zona evita que alguns eventos desagradáveis aconteçam. Já imaginaram se um consumidor compra um quilo de arroz, cujo lote havia sido afetado por uma caixa de perfumes que quebrou dentro do armazém? A logística também pode auxiliar ao setor de armazenagem em outras atividades como no recebimento dos produtos e insumos, realizando um controle qualitativo e quantitativo do material recebido.O material que é aprovado durante essa inspeção segue para estocagem, enquanto o que foi reprovado deverá ser devolvido para seu fornecedor. A devolução ou redespacho também é uma das responsabilidades do setor de armazenagem auxiliada pelas ferramentas logísticas. A LOGÍSTICA E SUAS INTER-RELAÇÕES COM O SETOR DE MOVIMENTAÇÃO, PLANEJAMENTO E PROGRAMAÇÃO Logística X Movimentação A logística também é responsável pelos equipamentos que realizam a movimentação física dos produtos em seus locais de armazenagem, como as empilhadeiras e os carrinhos. As áreas de saída das mercadorias também são de responsabilidade do setor logístico das empresas. Essas áreas são também chamadas de áreas de escoamento. Logística X Planejamento e Programação Apesar da maior parte de suas ações acontecerem de modo operacional, as atividades logísticas são sempre produtos de um rigoroso e cuidadoso planejamento dessas ações. A logística pode prever que necessidades de material as suas empresas terão. Ela se baseia em listas anteriores de pedidos de suprimentos, inventários de almoxarifado ou controle de estoques. Os pedidos são feitos obedecendo a “lead times” necessários, ou seja, seus tempos próprios. A logística preocupa-se não somente com a previsão do estoque, mas também em manter o estoque em nível ideal. Por isso, a quantidade de material que deve ser mantida no estoque deve ser suficiente para suprir a demanda mesmo em épocas em que a mesma for acima da média usual. Na mesma intensidade, ela deve cuidar do ressuprimento de materiais para que não haja escassez de matéria-prima para a produção dos produtos.
  7. 7. 7 Para que suas atividades de planejamento e programação sejam positivas a logística monitora de forma constante os seus resultados. Nenhum dado é deixado de ser utilizado ou demonstrado através de relatórios, gráficos e outras formas de explicitação estatística. Todo o controle de movimentação financeira, como entrada e saída de valores também pode ser feito utilizando as ferramentas oferecidas pela logística. Assim como os inventários iniciais, intermediários e finais. A informatização das atividades logísticas permite que as empresas possam conhecer as informações tecnológicas e operacionais de seus materiais como as características dos mesmos. Esse conhecimento auxilia as empresas em atividades como:  Aquisição de materiais variados;  Indicação da maneira correta de utilizar cada tipo de material adquirido;  Realização da manutenção do seu material;  Conservação do material;  Realização de uma descrição padronizada de todo material e;  Classificação de materiais de acordo com: o Sua Utilidade – engloba os materiais produtivos (aqueles que são incorporados ao produto) e improdutivos (auxiliam na obtenção dos produtos, porém, não são incorporados aos mesmos); o Sua Natureza – os combustíveis, os materiais elétricos, os materiais sanitários e as máquinas operatrizes são categorias de materiais; o Sua utilização – podemos citar os materiais de escritório, os materiais de embalagem e toda a matéria-prima utilizada para a fabricação dos produtos. Logística x Distribuição dos Produtos "A Logística moderna procura eliminar do processo tudo que não tenha valor para o cliente, ou seja, tudo que acarrete somente custos e perda de tempo.” Sabemos que atualmente, oferecer ao mercado um produto de excelente qualidade a um preço competitivo não garante o sucesso de venda do mesmo. Qualidade e preço são atributos básicos de todo e qualquer produto, não sendo mais considerado como um diferencial. Hoje, é vital que as empresas desenvolvam mecanismos eficientes para levar os produtos diretamente aos consumidores que desejam adquiri-los. Esses mecanismos precisam estar presentes em qualquer plano de marketing, caso contrário, esse plano será considerado incompleto ou deficitário. Toda essa exigência é justificada pelo perfil do consumidor atual que não está nenhum pouco disposto a procurar muito para realizar suas compras. Os consumidores estão habituados a comprar seus produtos em locais de sua conveniência e no momento em que os mesmos desejem. Os consumidores não abrem mão desses atributos. Mas, como conseguir tudo isso? Um bem elaborado Sistema de Distribuição de Marketing pode proporcionar aos consumidores dois tipos de utilidades: de lugar e de tempo. Isso significa dizer que os fabricantes apenas precisam definir quem serão seus distribuidores, depois é só esperar que seus produtos estejam à disposição dos consumidores nos locais e no momento em que os mesmos possam procurá-los. Por exemplo, um fabricante de biquínis ao exportar suas peças para São Paulo está proporcionando aos consumidores daquela cidade uma cômoda utilidade de lugar. Eles poderão encontrar os biquínis sem ter que sair de sua cidade. Quando esses biquínis são encontrados na cidade de São Paulo e na época do verão podemos afirmar que os fabricantes estão proporcionando utilidades de tempo e de lugar simultaneamente. De nada adiantaria se esses biquínis somente chegassem ao início do inverno. Segundo Las Casas, o sistema de distribuição a ser determinado por um administrador de marketing fará, portanto, parte do pacote de utilidade ou satisfações que os consumidores receberão com a compra do produto. A colocação de produtos em
  8. 8. 8 estabelecimentos apropriados e em épocas certas, a preços acessíveis ao consumidor visado, é, portanto, determinante para o sucesso de uma estratégica mercadológica. Mas dispor os produtos de modo apropriado não é uma atividade muito fácil. Algumas empresas fazem diversas modificações, inclusive em suas estratégias de marketing para não deixar que seus produtos sejam dispostos no mercado de modo não apropriado. Se um determinado produto é fabricado para suprir as necessidades de um grupo de consumidores bastante requintado, o canal pelo qual um produto desse tipo irá percorrer até as mãos dos seus consumidores deverá ser bastante seletivo. Mas, para que a estratégia de distribuição do mesmo seja positiva é necessária uma grande cooperação por partes dos intermediários envolvidos no processo. Os administradores precisam agora não somente decidir sobre qual o tipo de intermediários utilizarem para movimentar seus produtos, mas também sobre o modo que fará a gerência dos seus estoques para ter os tipos e quantidades de produtos de acordo com as buscas dos clientes. Nem tanto a mais nem tanto a menos. O produto não deverá de forma alguma, não estar disponível na hora em que o cliente o necessita, pois isso é o suficiente para comprometer a empresa em negócios posteriores. Desta forma é importante que dentro do Sistema de Distribuição de Marketing estejam previstos não somente os gastos referentes à manutenção dos estoques dentro do nível da demanda, mas também com os gastos de transporte, movimentação física dos produtos, armazenagem, etc. Atenção! É importante que façamos um esclarecimento sobre as principais diferenças nas atividades de distribuição: · Movimentação física dos produtos – diz respeito à movimentação eficiente dos produtos desde o momento em que os mesmos saem das linhas de produção até o momento em que esses produtos cheguem às mãos dos clientes. Incluem-se transporte, armazenagem, controle de estoques, dentre outros. É a movimentação em si dos produtos. · Canal de distribuição – refere-se ao grupo de empresas responsáveis pela distribuição dos produtos desde a sua fabricação até o momento em que os mesmos são adquiridos pelos consumidores. Incluem-se, no canal de distribuição, os agentes, os varejistas e os atacadistas. Vantagens na utilização de Canais de Distribuição Apesar de às vezes parecer o contrário, um intermediário pode não somente diminuir o esforço do fabricante, como também baratear os preços finais dos produtos através da especialização de alguns intermediários nos serviços em que prestam. Um canal de distribuição multiplica as possibilidades de contatos das empresas. Observe as situações abaixo: Situação 1 – Sem intermediários, o produtor é responsável por levar os produtos até as mãos dos consumidores. Neste caso, as responsabilidades de transporte, armazenamento, publicidade, vendas, dentre outras é dele. Assim sendo, também é de responsabilidade do produtor saber onde e em que momento deve dispor os produtos para os consumidores.
  9. 9. 9 Situação 2 – Com intermediários, o produtor recebe ajuda para realizar uma excelente distribuição de seus produtos. As responsabilidades são divididas com empresas que são especialistas no serviço que prestam, possibilitando inclusive economias de tempo e de dinheiro. Essas figuras representam a economia de esforço que um intermediário pode proporcionar aos produtores, que poderão se concentrar em suas atividades principais. Ainda segundo Las Casas “com a existência de várias empresas empenhadas em levar produtos do produtor ao consumidor, cada uma delas será responsável pelo desempenho de certas tarefas do marketing, que devem ser executadas de qualquer forma, não importa por quem. Por essa razão, se algum fabricante preferir não usar intermediários, ele mesmo deverá realizá-la.”. Os intermediários e suas funções “À medida que os intermediários se especializam conseguem economias, devido a suas escalas de operações e seus conhecimentos, o produtor poderá ganhar pela transferência de algumas das funções do canal de distribuição para eles”. (Philip Kotler) Os intermediários possuem importante papel na movimentação e na distribuição dos produtos no mercado. Através de suas atividades eles podem além de racionalizar as operações, diminuir os custos para os fabricantes. Essa redução de custos recebe o nome de economia de escala e consiste na especialização dos intermediários em suas funções como forma de diminuir os custos dos serviços prestados por eles. Imagine que um fabricante tivesse que realizar sozinho todas as atividades referentes à movimentação dos produtos desde o momento em que os mesmos saem da linha de produção até o momento em que esses produtos são entregues aos consumidores. O fabricante teria que se preocupar com atividades como transporte, armazenamento, controle de estoques, escolha de ponto de vendas, vendas, dentre outras várias. Provavelmente o preço final dos produtos sofreria um acréscimo, devido à inexperiência do fabricante nas demais áreas de logística. E para que esse acréscimo não aconteça o fabricante terá que se tornar especialista em atividades que fogem da sua atividade principal que é a produção excelente de seus produtos.
  10. 10. 10 A partir do momento em que um fabricante faz a opção de ter o auxílio de intermediários na distribuição de seus produtos, ele passa a dividir com estes a responsabilidade pela movimentação perfeita destes produtos. Segundo Las Casas, “com a existência de várias empresas empenhadas em levar produtos do produtor ao consumidor, cada uma delas será responsável pelo desempenho de certas tarefas do marketing, que devem ser executadas de qualquer forma, não importa por quem. Por essa razão, se algum fabricante preferir não usar intermediários, ele mesmo deverá realizá-las”. As principais funções de um intermediário Dentro de um canal de distribuição de produtos podem existir inúmeros intermediários responsáveis pelas mais diversas atividades logísticas. Mas apesar de toda a diversificação destas atividades, todos possuem em comum a corresponsabilidades pelos produtos que estão movimentando, assim todo o cuidado com o nome da empresa para a qual estão trabalhando é necessário. O consumidor atual é bastante observador e caso o mesmo se depare numa estrada com um caminhão da Coca-Cola sendo guiado em alta velocidade ele jamais irá comentar que o sr. Fulano de tal dirige mal. Obviamente que o comentário será que um motorista da Coca-Cola estava dirigindo de forma irresponsável. A marca do produto o acompanha durante todo o caminho do canal de distribuição, por isso, ela deve ser bastante preservada. A seguir apresentaremos as principais funções de um intermediário e de que forma eles podem contribuir através de suas atividades para uma perfeita distribuição de produtos. A Seleção dos produtos Antes da realização das compras dos produtos que serão ofertados para os clientes, os intermediários realizam um cuidadoso estudo para tentar selecionar o que realmente os consumidores desejam encontrar. Os produtos são escolhidos de acordo com o perfil dos clientes e seu sortimento é prioridade. As Compras Atualmente, uma das maiores exigências dos consumidores é em relação a variedade de produtos que os mesmos dispõem para escolher. A realização da compra dos produtos que serão oferecidos aos consumidores é também uma das atividades dos intermediários. Eles procuram negociar com o maior número de fornecedores para contar com a maior variedade possível. As Vendas Os intermediários responsáveis pelas vendas dos produtos deverão se preocupar com uma constante promoção dos mesmos junto aos consumidores, que deverão ser seduzidos e convencidos a comprá-los. Mas para que isso seja possível um conhecimento detalhado dos produtos por parte dos vendedores é indispensável. Eles também deverão se preocupar com os pontos de vendas destes produtos em diversos aspectos como limpeza, distribuição dos produtos nos expositores e decoração das lojas. Armazenamento Visando à proteção dos produtos até o momento de distribuí-los aos consumidores, os intermediários responsáveis pela atividade de armazenamento trabalham cuidadosamente para preservar os produtos em todas as suas características respeitando os prazos de validade dos mesmos e o momento certo de disponibilizá-los no mercado. A atividade de armazenamento varia de acordo com o tipo de produto que está sendo movimentado. Quanto mais perecível for um produto como é o caso dos cereais e carnes, mais cuidadosa deverá ser sua armazenagem. É importante esclarecer que os caminhões frigoríficos ao movimentarem os produtos que necessitam de refrigeração estão transportando esses produtos de forma armazenada.
  11. 11. 11 O armazenamento é uma atividade de custo relativamente alto dentro do orçamento logístico de um produto, porém alguns fatores justificam essa atividade. São eles: o Redução de custos tanto de transportes como de produção; o Coordenação da demanda e suprimento; o Ajuda nos trabalhos de produção e de marketing dos produtos. O Controle de Qualidade Tem a função de realizar periodicamente a verificação dos níveis de qualidade dos produtos. Os prazos de validade, as partes que compõem os produtos são cuidadosamente inspecionados. Esses intermediários também ajudam no melhoramento dos produtos realizando testes de capacidade e resistência dos mesmos. O Transporte É a atividade responsável pela movimentação física dos produtos desde a fábrica até o momento de entrega dos mesmos aos consumidores. Atualmente existe um grande esforço por parte das empresas em investirem em serviços de transporte mais modernos, rápidos e eficientes. Segundo Paulo Fernandes Fleury, “a atividade de transporte, a mais importante dentre os diversos componentes logísticos, vem aumentando sua participação no PIB, tendo crescido de 3,7% para 4,3% entre 1985 e 1999. Em 30 anos, ou seja, entre 1970 e 2000, o setor de transporte cresceu cerca de 400%, enquanto o crescimento do PIB foi de 250%.” O intermediário responsável por transportar os produtos deve observar o tempo que o produto poderá ficar em trânsito, incluindo os tempos para carga e descarga do material. A Distribuição Uma outra importante atividade realizada por um intermediário diz respeito à distribuição eficaz dos produtos no mercado. Esse tipo de atividade geralmente é desempenhado por um intermediário chamado atacadista, cuja função principal é a de comprar em grandes quantidades de produtos e dividi-los entre os varejistas em quantidades desejadas pelos clientes. A distribuição deve acontecer de forma bastante equilibrada, evitando o excesso ou escassez dos produtos no mercado. Por isso, é importante que o intermediário conheça a média de aquisição de cada produto que está distribuindo.

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