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PÓLO: Agudo – RS
              DISCIPLINA: Elaboração de Artigo Científico
       PROFESSOR ORIENTADOR: Prof. Dr. Carlos Gustavo M Hoelzel
                              09/2010


Educação a Distância no Ensino Superior: crítica a interação do professor

     Distance Learning in Higher Education: critical interaction of the
                               professor


                               BELING, Alana Sofia*

Resumo

Este artigo trata de uma breve discussão sobre educação a distância fazendo
uma crítica a interação do professor. Tendo como objetivo: Apresentar e
discutir a interação do professor na turma de Pedagogia EAD – UFSM, pólo
Agudo. Trata-se de um estudo de caso em uma pesquisa qualitativa realizada
com os alunos do curso, para coleta de dados foi utilizado um questionário.
Apresento neste texto, um pouco da história da Educação a distância no
mundo e sua oficialização no Brasil, o curso de Pedagogia da UFSM e
posteriormente o papel do professor e sua interação com os alunos. Com a
pesquisa saliento a importância da interação professor/aluno para obtenção do
sucesso na construção do conhecimento. Ressalto que com esta pesquisa não
se esgota a discussão sobre esta interação na Educação a distância e seu
constante desafio tanto para os educadores quanto para educandos.

Palavras chaves: educação a distância; interação; professor


Abstract


*Pedagoga (UNIFRA), aluna do curso de Especialização em Tecnologias da Informação E
Comunicação aplicadas à Educação (UAB/UFSM)
2



This article is a brief discussion of distance education by making a critical
interaction of the teacher. With an aim: to present and discuss the interaction of
the professor in class of distance learning Pedagogy - UFSM pole in Agudo.
This is a case study in a qualitative survey conducted among students of the
course, for data collection questionnaire was used. I present this paper, a brief
history of distance education in the world and its formalization in Brazil, the
Faculty of Education UFSM and then the professor 's role and its interaction
with the students. With the research emphasize the importance of professor /
student interaction to achieve success in the construction of knowledge. I
emphasize that this research does not end the discussion of this interaction in
distance education and ongoing challenge for educators and for students.

Keywords: distance learning, interaction, professor.




1 INTRODUÇÃO




      Este artigo surgiu através de observações, angústias, reflexões e críticas
apontadas por alunos da Pedagogia Educação a Distância da Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM), pólo Agudo, sobre a interação do professor na
educação a distância. Existem muitas dúvidas sobre esta interação, visto que,
na educação a distância, não há aulas presenciais.
      Tem como objetivo: Apresentar e discutir a interação do professor na
turma de Pedagogia EAD – UFSM, pólo Agudo.
      A pesquisa se realizou com alunos do segundo semestre da turma de
Pedagogia – EAD – UFSM do pólo de Agudo – RS, sendo um estudo de caso
em uma pesquisa qualitativa. Para coletas de dados foi feito um questionário
dirigido aos alunos.
      O artigo procurou refletir um pouco sobre a história da EAD no mundo e
no Brasil, devido ao grande avanço e a importância que esta modalidade de
ensino vem exercendo.
      A educação a distância tornou a educação acessível a pessoas que
moram em lugares isolados e a quem não tem como cursar o ensino presencial
no período apropriado. Com o uso da tecnologia digital, Internet, abriu-se
maiores possibilidades de acesso a educação. A interação de professores e
alunos trouxe mudanças ao ensino-aprendizagem, desta forma, precisam ser
3



levadas em conta as potencialidades e limitações da tecnologia e a
comunicação empregadas entre a mediação pedagógica e a aprendizagem dos
alunos.
      Optou-se pela utilização do termo educação a distância e não ensino a
distância pelo fato do meu entendimento, pois para mim o ensino está mais
relacionado com recursos e treinamentos vindos de fora para dentro, de cima
para baixo. Já a educação ocorre a partir da convivência harmoniosa entre
sujeitos, ambos aprendentes neste processo (VERZA, 2006)
      Desta forma, a educação a distância é uma questão pedagógica
determinada por um processo de ensino-aprendizagem realizado com
mediação docente e utilizando recursos didáticos organizados e oferecidos por
diferentes suportes tecnológicos de informação e comunicação, que podem
tanto ser usados individualmente ou coletivamente. A particularidade desta
modalidade de ensino é a autonomia e a liberdade, pois o aluno estuda quando
e onde puder e não existe freqüência obrigatória, tanto para educandos quanto
para educadores.
      Todos sabemos que é de suma importância a empatia do professor e
aluno para que os objetivos sejam alcançados, mas na EAD como o aluno
reage a esta situação? Qual deve ser o papel do professor em um ambiente
virtual de aprendizagem?
      É através destes questionamentos que foi elaborado este artigo final de
conclusão da especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação
aplicadas à Educação.




2 REFERENCIAL TEÓRICO




      A Educação a distância vem se desenvolvendo rapidamente pelo mundo
todo, a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) tornou
democrática a educação, devido a quebra de barreiras distanciais e a
flexibilidade do tempo, segundo Maia (2007, p. 07) “..., a EAD possibilita a
manipulação do espaço e do tempo em favor da educação. O aluno estuda
4



onde e quando quiser e puder.(...). Ou seja, o aluno se autoprograma para
estudar, de acordo com o seu tempo e sua disponibilidade.”
      Porém, a EAD não é um acontecimento novo. A EAD surgiu com o
ensino a correspondência, onde os materiais impressos eram encaminhados
pelo correio, após com o surgimento da telecomunicação, foram explorados o
rádio e a televisão, eram bastante ocupados recursos audiovisuais como o
videocassete. Estas obtiveram muito sucesso na educação de nosso país.
Após foi feito uso da informática e é nesta etapa que se faz uso da Internet.
Como explica Medeiros (2003, p. 65-66):




                    A EAD não é um fenômeno novo; na realidade, tem sido um
                    modo de ensinar e aprender de milhões de pessoas nos
                    últimos 150 anos. Nem sempre se aprendeu a distância como o
                    apoio de atuais meios eletrônicos, marcando-se essa
                    modalidade de ensinar a aprender pela passagem, no último
                    século, do que é denominado por autores como Moore e
                    Kearsley (1996) e García Arétio (2001) como três grandes
                    gerações de inovações tecnológicas que Garrison (1996),
                    especialista canadense em EAD, identifica como sendo a
                    correspondência, a telecomunicação e a telemática.




      No Brasil, a EAD foi oficializada em 1996, na LDB (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação) – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que diz: Art.
80. “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de
programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino,
e de educação continuada.”
      A partir daí passa-se a estabelecer normas de habilitação de instituições
para oferta de cursos e educação profissional tecnológica a distância. Em
nosso país, temos a Secretaria de Educação a Distância (SEED), vinculada ao
Ministério da Educação (MEC), que:




                    atua como um agente de inovação tecnológica nos processos
                    de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das
                    tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das
                    técnicas de educação a distância aos métodos didático-
                    pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o
5



                       desenvolvimento voltados para a introdução de novos
                       conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras. (BRASIL,
                       2004)




      O   Ministério    da   Educação      também     investe   no    sistema   UAB
(Universidade Aberta do Brasil) fundada em 2005. O sistema UAB sustenta-se
em cinco eixos fundamentais:




                              Expansão pública da educação superior, considerando os
                       processos de democratização e acesso;
                              Aperfeiçoamento dos processos de gestão das
                       instituições de ensino superior, possibilitando sua expansão em
                       consonância com as propostas educacionais dos estados e
                       municípios;
                              Avaliação da educação superior a distância tendo por
                       base os processos de flexibilização e regulação implantados
                       pelo MEC;
                              Estímulo à investigação em educação superior a
                       distância no País;
                              Financiamento dos processos de implantação, execução
                       e formação de recursos humanos em educação superior a
                       distância. (BRASIL, 2005)




      Um dos principais objetivos da UAB é “oferecer, prioritariamente, cursos
de licenciatura e de formação inicial e continuada de professores da educação
básica” (BRASIL, 2006a, p.1). A partir daí é que surge o curso de pedagogia a
distância da UFSM que tem como objetivo:




                       Formar professores/profissionais em nível superior para a
                       docência na Educação Infantil, nos Anos Iniciais do Ensino
                       Fundamental e nas etapas iniciais do EJA, no Ensino Médio, na
                       modalidade normal e nas demais áreas nos quais sejam
                       previstos conhecimentos pedagógicos. (UFSM, 2007, p.01)
6



        O curso de Pedagogia a distância da UFSM possui uma coordenadora e
uma coordenadora de tutores. Existem onze pólos educacionais que oferecem
o curso de Pedagogia: Agudo, Restinga Seca, Faxinal do Soturno, Cruz Alta,
Sobradinho, Três Passos, Três de Maio, Tapejara, Panambi, Santana do
Livramento e São Lourenço do Sul. Tendo um total de vinte e nove tutoras
presenciais, dependendo da oferta de vestibular. A relação é uma tutora
presencial para cada vinte e seis alunos. O curso dura quatro anos, então, oito
semestres letivos. Cada disciplina tem um professor responsável e tutores a
distância, sendo que cada tutor a distância é responsável para atender um
pólo.
        O ambiente virtual de aprendizado empregado pelo curso de Pedagogia
é o Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment).
Portanto, a Internet passa a ser a grande mediadora e assim sendo, “esta
forma propicia que os professores possam morar em qualquer parte do mundo,
bem como os alunos possam ser ensinados onde quer que residam,
respeitando, evidentemente, as particularidades de cada disciplina e de cada
aluno” (SOUZA, et. al., 2007, p.71).
        Nesta modalidade de ensino o professor deixa de ter papel individual e
trabalha coletivamente como, por exemplo, com tutores presenciais e a
distância que também são responsáveis pela aprendizagem dos alunos. Os
objetivos dos tutores são:




                      Os tutores a distância são professores, com formação na área
                      de conhecimento da disciplina ofertada, que mediam o
                      processo de ensino-aprendizagem dos alunos no ambiente
                      virtual de aprendizagem Moodle. (...)
                      Os professores-tutores presenciais atuam nos Polos, prestando
                      atendimento direto aos alunos. Os tutores presenciais são
                      responsáveis por dar reforço à aprendizagem do aluno,
                      esclarecendo dúvidas, dando orientações e esclarecimentos
                      sobre os estudos e atividades e, principalmente, motivando os
                      estudantes para os estudos. Os tutores presenciais também
                      têm a função de intermediar a comunicação aluno-universidade
                      e vice-versa. (BRASIL, 2009)
7



      Na    EAD,    nos   defrontamos     com    limitações    entre   a   relação
professor/aluno. O comportamento como gestos, expressões, olhares, não são
possíveis em um ensino mediado pelo computador, pois este não reproduz
fielmente estes detalhes das relações humanas. Porém, é possível firmar um
vínculo afetivo entre professor e aluno na EAD, beneficiando, assim, o
processo ensino-aprendizagem.
      O professor deve conhecer a proposta do curso e estar inteirado nas
informações acerca dos alunos. É inevitável que o professor seja um gestor,
que tenha domínio sobre as ferramentas e controle dos materiais, pois ele
elabora e organiza conteúdos, segundo Maia (2007, p.90):




                     (...) precisa desenvolver novas habilidades, como focar poucos
                     conceitos em cada aula; planejar o material de maneira que o
                     aluno tenha tempo suficiente para percorrer as aulas e realizar
                     as atividades; definir letras, tamanhos, cores e fundos par
                     integrar à mensagem; fazer escolhas no material visual a ser
                     utilizado nas aulas (como esquemas, diagramas, gráficos,
                     tabelas, figuras, imagens, fotos etc.); planejar sons e
                     animações; dominar recursos multimídias; e assim por diante.




      Os conteúdos devem ser atrativos, interessantes e objetivos, para que o
aluno seja motivado para a leitura e execução das atividades. A organização
didática e pedagógica deve ser planejada para que os educandos consigam ter
uma construção autônoma no processo de aprendizagem, porque, não há
presença física do professor.
      A resposta de atividades, ou seja, feedback imediato das tarefas
executadas, na EAD, fica por conta do tutor a distância. A orientação, a
avaliação extra-aula são elementos chaves para o bom andamento do curso.
Como complementa Maia (2007, pag.91) “o feedback é um elemento crítico
para reforçar o aprendizado, já que a distância, o aluno se sente mais
abandonado e os canais são reduzidos.”
      Os estudantes que optam pela EAD, normalmente têm um perfil
autônomo no que diz respeito ao estudo, conforme Maia (2007, p.85):
8




                     Esperam-se também novas atitudes e são propostas novas
                     atividades nos ambientes de aprendizagem virtuais, como
                     aprender de modo autônomo, desenvolver estratégias de
                     estudo adequadas e utilizar e explorar os novos recursos de
                     comunicação. Esperam-se ainda insights pedagógicos do
                     aprendiz virtual, confiança no uso da tecnologia e motivação
                     extra para os estudos.




       E o desafio para o professor é manter a motivação do aluno. O
professor precisa ter uma forma de motivar pela forma escrita e simbólica.
Assim, comenta Knowles aput Moraes (s/ano, p.4): “No caso do aluno adulto
Knowles (1998) coloca que este tipo de aluno se mantém motivado para
aprender até o ponto onde percebe a aprendizagem como algo que lhe ajudará
a enfrentar tarefas ou resolver problemas.”
      No processo ensino-aprendizagem a distância também requer que o
professor e/ou o tutor desempenhem um trabalho pedagógico orientador, “uma
vez que aprendizagem requer sempre motivação, estímulo humano” (VERZA,
2006, p. 119)
      O curso a distância, ao meu pensamento, deve oferecer ao seus alunos
não só a autonomia para aprender, mas deixar o profissional preparado para
trabalhar de uma forma mais rica, moderna e dinâmica.




3 METODOLOGIA E ANÁLISE DOS RESULTADOS




      O curso de Pedagogia/licenciatura do pólo de Agudo tem 30 alunos
devidamente matriculados, sendo três alunos do sexo masculino e 27 do sexo
feminino, 17 alunos residem na cidade pólo. Portanto, “se antes, para
completar os estudos, os filhos precisavam deixar sua terra, agora eles podem
fazê-lo sem ter que abandonar emprego e família.” (SOUZA, et al., 2007, p.
72). O que é interessante saber, é que todos os alunos já tinham algum
contanto com computadores antes do início do curso, complementa Sancho
(2006, p. 18):
9




                           As tecnologias da informação e comunicação estão aí e
                     ficaram por muito tempo, estão transformando o mundo e deve-
                     se considerá-las no terreno da educação.




      Trata-se de um estudo de caso em uma pesquisa qualitativa. Para Yin
(2005), “estudo de caso é uma investigação empírica, um método que abrange
tudo – planejamento, técnicas de coleta de dados e análise dos mesmos.”
      Para a coleta de dados foi feito um questionário dirigido aos alunos, de
acordo com Gil (2006, p. 128 – 129), o questionário:




                     a)    Possibilita atingir grande número de pessoas, mesmo que
                     estejam dispersas numa área geográfica muito extensa, já que
                     o questionário pode ser enviado pelo correio;
                     b)    Implica menores gastos com pessoal, posto que o
                     questionário não exige o treinamento dos pesquisadores;
                     c)    Garante o anonimato das respostas;
                     d)    Permite que as pessoas o respondam no momento em
                     que julgarem mais conveniente;
                     e)    Não expõem os pesquisadores à influência das opiniões
                     e do aspecto pessoal do entrevistado.




      As informações colhidas foram analisadas por meio da análise de
conteúdo Bardin (1977). As etapas seguidas para análise do conteúdo desta
pesquisa foram realizadas segundo as concepções do autor: 1) pré-análise; 2)
exploração do material e 3) tratamento dos resultados, a inferência e a
interpretação.
      Apenas 8 alunos responderam o questionário, estes serão apresentados
no decorrer deste trabalho como: A1, A2...A8.
      Na pergunta número 1- “No início de sua graduação, que tipo de
comportamento você esperava de seus professores?”, quatro alunos marcaram
a 3ª alternativa: “Não espero nada. Deixo as coisas acontecerem no decorrer
do semestre”, três alunos marcaram a 4ª alternativa: “O que espero depende
10



de cada professor. Pois, os mesmos são diferentes e agem de forma diferente”
e apenas um aluno marcou a 1ª alternativa: “Esperava que eles nos tratassem
de forma empática para estabelecermos uma boa relação.” Segundo Araujo
(2001):




                     Uma comunidade de aprendizagem on-line é muito mais que
                     apenas um instrutor interagindo mais com alunos e alunos
                     interagindo mais entre si. É, na verdade, a criação de um
                     espaço no qual alunos e docentes podem conectar-se como
                     iguais em um processo de aprendizagem, onde podem
                     conectar-se como seres humanos. Logo eles passam a se
                     conhecer e a sentir que estão juntos em alguma coisa. Eles
                     estão trabalhando com um fim comum, juntos.



      Na pergunta número 2 - “De que forma você costuma tratar seus
professores?”, cinco alunos marcaram a 3ª alternativa: “Trato todos de forma
igual, sem distinção entre um ou outro.”, dois alunos marcaram a 2ª alternativa:
“A forma com que trato os professores depende do tipo de relacionamento que
estabeleço com cada um.” e um aluno marcou a 1ª alternativa: “Procuro tratá-
los da melhor maneira possível, para não ter confusão com eles.” Keller (1974,
p. 130) explica:



                     Quando um organismo está condicionado para responder a um
                     estímulo, responderá da mesma maneira a certos outros. Isto
                     se denomina generalização e, à medida que se prosseguir,
                     verificar-se-á que auxilia a explicar muito o comportamento
                     que, à primeira vista, parece ser complicado



      Na questão número 3 – “Nas atividades realizadas o feedback do
professor acontece?”, todos ao alunos assinalaram a 3ª alternativa: “Na maioria
das vezes.” Na realidade, como já foi comentado anteriormente, é o tutor que
desempenha esta função. Maia (2007) comenta que uma das funções mais
importantes do tutor é justamente dar o feedback constante aos alunos.
      Na questão número 4 – “O professor responde e dialoga com você
freqüentemente e instantaneamente?”, dois alunos responderam que sim, e o
11



aluno A1 ainda complementou: “Os professores em especial o deste modulo
estão muito ligados aos alunos, mandam freqüentemente mensagens e estão
se mostrando muito interessados”. Dois alunos responderam que não, A4 fala
“Porém, quando solicitados, todos os professores responderam pronta e
claramente”. E quatro alunos falaram na maioria das vezes, A5 comenta:
“Instantaneamente nem sempre é possível, mas sempre que precisei, nunca
fiquei sem resposta.” “em nosso meio temos um bom número de recursos a
nossa disposição para nos comunicarmos com eles no meu caso a maioria das
vezes sempre que precisei de alguma ajuda sempre a consegui ter.” (A7) “ele
interage através dos tutores que são seus representantes, e estes sim tem um
diálogo quase que instantâneos com nós alunos.” (A6)
      No ambiente virtual de aprendizagem utilizado pela UFSM – Moodle o
professor pode usar de meios, recursos que facilitam o diálogo com os alunos,
tanto de modo síncrono como assíncrono. Maia aput Associação Brasileira de
Educação a distância (Abed) (2007, p.92) fala:




                     Além do exigido de qualquer docente, quer presencial quer a
                     distância, e dependendo dos meios adotados e usados no
                     curso, este professor deve ser capaz de se comunicar bem
                     através dos meios selecionados, funcionando mais como um
                     facilitador da aprendizagem, orientador acadêmico e
                     dinamizados da interação coletiva (no caso de cursos que se
                     utilizem de meios que permitam tal interação).




      Pelo que pude observar no ambiente de aprendizagem, cada professor
opta por uma ou duas ferramentas para dar respostas e conversar com os
alunos, no caso o fórum e a mensagem. O que acontece em alguns casos é
que o professor não responde ou demora a dar as respostas, mesmo que o
educando utilize a ferramenta solicitada.
      Na questão 5 - “Que características que você acha importante em seus
professores para que eles sejam considerados “bons”?”, quatro alunos citaram
para os professores serem considerados bons devem estimular, incentivar e
estar interessado na aprendizagem do aluno. “oriente, estimule e incentive o
aluno a querer aprender sempre mais e mais” (A8), o aluno A7 escreve: “Para
12



mim um professor deve ser dedicado aos seus alunos, deve procurar estimular
os estudantes para que aprendam interagir com seus colegas e que respeitam
as idéias e as visões de cada um. Que o professor seja capaz de envolver os
alunos em suas aulas de uma maneira completa, fazendo com que o aluno
tenha cada vez mais vontade de estudar.” O aluno A1 escreveu: “A atenção
que ele dispensa aos alunos, interesse e colaboração nas atividades.
Dinamismo e personalidade.” A4 fala que clareza e objetividade são as
principais características para o professor seja considerado bom. “Participando
dos fóruns e interagindo com os alunos.” (A2).
      O professor deve estimular e desafiar os alunos a pensar, não apenas
memorizar o conhecimento, segundo FREIRE (2006, pag.: 81):




                      A tarefa do educador é a de problematizar aos educandos o
                      conteúdo que os mediatiza, e não a de dissertar sobre ele, de
                      dá-lo, de estendê-lo, de entregá-lo como se tratasse de algo já
                      feito, elaborado, acabado, terminado.




4 CONCLUSÃO




      Para finalizar essas questões apresentas, acredito que este é só o
começo para reflexões mais profundas acerca de educação a distância:
interação professor/aluno.
      Educar não é uma tarefa simples e fácil, ainda mais se tratando em
EAD, onde o nível de exigência é bem maior. O sujeito necessita envolver-se
neste processo.
      A educação distância é entendida pelo fato de professores e alunos
estarem   em      tempos   e   espaços    diferentes,   mas    isto   não   significa
distanciamento na relação professor/aluno, a aproximação pode ser feita no
processo virtual de ensino-aprendizagem.
      O professor deve ser desafiador, motivador, mediador, incentivador
neste processo ensino-aprendizagem e este é o grande desafio. Ele deve
13



conhecer as propostas do curso e que ele tenha domínio sobre as ferramentas
e controle dos materiais, pois ele elabora e organiza conteúdos. Os conteúdos
devem ser objetivos, claros, pois o aluno estuda de forma autônoma.
      Um dos pontos mais relevantes desta pesquisa, é o fato de se dar o
feedback constante aos alunos. O professor e os tutores devem estar
consciente que esta orientação é o “caminho” para o bom andamento do curso
e para que se tenha resultados satisfatórios.
      O diálogo entre alunos e professor necessita ser freqüente, através de
atividades assíncronas e sícronas (exemplos: fórum, chat, mensagem), sendo
que o professor tem de ser facilitador da aprendizagem.
      Educação é um processo e educação a distância é um constante
desafio, por isso que estas considerações querem instigar novas pesquisas.




                      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




ARAÚJO, J. P. O Que os aprendizes esperam dos professores na
Educação a Distância On-line? 2001. Disponível em:
<www.comunicar.pro.br/artigos/expect.htm>. Acesso em: 4 set. 2010


BARDIN, L. Análise de conteúdo. Tradução de Luis Antero Neto e Augusto
Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977


BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 5.800, de 8 de
junho de 2006a. Disponível em:
<http://www.uab.capes.gov.br/images/stories/downloads/legislacao/decreto580
0.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2010


BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 939.4, de 20 de
dezembro de 1996. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 31 ago.
2010


BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação a Distância.
Balanço geral da União 2004. 2004. Disponível em:
14



<http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/seed2004.pdf >. Acesso em: 31
ago. 2010


BRASIL. Ministério da Educação. Universidade Aberta do Brasil. EAD e
Presencial. 2009. Disponível em:
<http://www.uab.unb.br/index.php/institucional/metodologia/ead-a-presencial>.
Acesso em: 31 de ago. 2010


BRASIL. Ministério da Educação. Universidade Aberta do Brasil. 2008.
Disponível em: <http://www.oei.es/noticias/spip.php?article2693>. Acesso em:
31 de ago. 2010


FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? 13ª Ed. São Paulo: Paz e Terra,
2006.


GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de pesquisa. 5 ed. São Paulo:
Atlas, 2006



KELLER, S. F.& S. N. W . Princípios de psicologia . São Paulo: E.P.U, 1974.


MAIA, Carmem; MATTAR, João. ABC da EaD. 1ª Ed. São Paulo: Prentice Hall,
2007


MEDEIROS, Marilú Fontoura de; FARIA, Elaine Turk. Educação a distância:
cartografias pulsantes em movimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.


MORAES, Marialice; CASTANHO, Carla Lisiane de Oliveira; PAZ, Caroline
Rodrigues. Apoio ao aluno a distância: a monitoria dos cursos de pós-
graduação via videoconferência e internet. Disponível em:
<http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2001_TR113_0417.pdf>. Acesso
em: 4 set. 2010


SANCHO, Juana María; HERNÁNDEZ, Fernando. Tecnologias para
transformar a Educação. Tradução de Valério Campos. Porto Alegre: Artmed,
2006


SOUZA, J. A. et al. Curso de licenciatura em matemática a distância: relato de
experiência. In.: Acta Sci. Technol. Maringá, v. 29, nº 1, 2007, p. 69-76
15




UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Centro de Educação. Projeto
pedagógico do curso de graduação em Pedagogia a Distância. 2007.
Disponível em:
<http://w3.ufsm.br/pedagogia/index_arquivos/noticias1_arquivos/pppdistancia/o
bjetivos/objetivos.pdf>. Acesso em: 2 set. 2010


VERZA, S. B. Formação humana e educação a distância. In.: POMMER, A. et
al. Educação superior na modalidade a distância: construindo novas
relações professor-aluno. Ijuí: Editora Unijuí, 2006, p. 75-123


YIN, R.K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3ª ed. Porto Alegre:
Bookman, 2005.
16



                     APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO




                       DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
Nome (iniciais):___________________________________________________


Idade:_______________________________


Sexo:_______________________________


Classe sócio-econômica:__________________________________


                             QUESTIONÁRIO:


  1- No início de sua graduação, que tipo de comportamento você esperava
     de seus professores:
  ( ) Esperava que eles nos tratassem de forma empática para
  estabelecermos uma boa relação.
  ( ) Esperava que eles nos ensinassem tudo o que puderem para que nos
  tornemos bons profissionais.
  ( ) Não espero nada. Deixo as coisas acontecerem no decorrer do
  semestre.
  ( ) O que espero depende de cada professor. Pois, os mesmos são
  diferentes e agem de forma diferente.
  ( ) Outros:____________________________________________________
  _____________________________________________________________
  _____________________________________________________________


  2 – De que forma você costuma tratar seus professores?
  ( ) Procuro tratá-los da melhor maneira possível, para não ter confusão com
  eles.
  ( ) A forma com que trato os professores depende do tipo de
  relacionamento que estabeleço com cada um.
17



( ) Trato todos de forma igual, sem distinção entre um ou outro.


3 – Nas atividades realizadas o feedback do professor acontece?
( ) Sim.
( ) Não.
( ) Na maioria das vezes.
( ) Outros: ___________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
4 – O professor responde e dialoga com você freqüentemente e
instantaneamente?
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________


5 – Que características que você acha importante em seus professores para
que eles sejam considerados “bons”?
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________

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  • 1. PÓLO: Agudo – RS DISCIPLINA: Elaboração de Artigo Científico PROFESSOR ORIENTADOR: Prof. Dr. Carlos Gustavo M Hoelzel 09/2010 Educação a Distância no Ensino Superior: crítica a interação do professor Distance Learning in Higher Education: critical interaction of the professor BELING, Alana Sofia* Resumo Este artigo trata de uma breve discussão sobre educação a distância fazendo uma crítica a interação do professor. Tendo como objetivo: Apresentar e discutir a interação do professor na turma de Pedagogia EAD – UFSM, pólo Agudo. Trata-se de um estudo de caso em uma pesquisa qualitativa realizada com os alunos do curso, para coleta de dados foi utilizado um questionário. Apresento neste texto, um pouco da história da Educação a distância no mundo e sua oficialização no Brasil, o curso de Pedagogia da UFSM e posteriormente o papel do professor e sua interação com os alunos. Com a pesquisa saliento a importância da interação professor/aluno para obtenção do sucesso na construção do conhecimento. Ressalto que com esta pesquisa não se esgota a discussão sobre esta interação na Educação a distância e seu constante desafio tanto para os educadores quanto para educandos. Palavras chaves: educação a distância; interação; professor Abstract *Pedagoga (UNIFRA), aluna do curso de Especialização em Tecnologias da Informação E Comunicação aplicadas à Educação (UAB/UFSM)
  • 2. 2 This article is a brief discussion of distance education by making a critical interaction of the teacher. With an aim: to present and discuss the interaction of the professor in class of distance learning Pedagogy - UFSM pole in Agudo. This is a case study in a qualitative survey conducted among students of the course, for data collection questionnaire was used. I present this paper, a brief history of distance education in the world and its formalization in Brazil, the Faculty of Education UFSM and then the professor 's role and its interaction with the students. With the research emphasize the importance of professor / student interaction to achieve success in the construction of knowledge. I emphasize that this research does not end the discussion of this interaction in distance education and ongoing challenge for educators and for students. Keywords: distance learning, interaction, professor. 1 INTRODUÇÃO Este artigo surgiu através de observações, angústias, reflexões e críticas apontadas por alunos da Pedagogia Educação a Distância da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pólo Agudo, sobre a interação do professor na educação a distância. Existem muitas dúvidas sobre esta interação, visto que, na educação a distância, não há aulas presenciais. Tem como objetivo: Apresentar e discutir a interação do professor na turma de Pedagogia EAD – UFSM, pólo Agudo. A pesquisa se realizou com alunos do segundo semestre da turma de Pedagogia – EAD – UFSM do pólo de Agudo – RS, sendo um estudo de caso em uma pesquisa qualitativa. Para coletas de dados foi feito um questionário dirigido aos alunos. O artigo procurou refletir um pouco sobre a história da EAD no mundo e no Brasil, devido ao grande avanço e a importância que esta modalidade de ensino vem exercendo. A educação a distância tornou a educação acessível a pessoas que moram em lugares isolados e a quem não tem como cursar o ensino presencial no período apropriado. Com o uso da tecnologia digital, Internet, abriu-se maiores possibilidades de acesso a educação. A interação de professores e alunos trouxe mudanças ao ensino-aprendizagem, desta forma, precisam ser
  • 3. 3 levadas em conta as potencialidades e limitações da tecnologia e a comunicação empregadas entre a mediação pedagógica e a aprendizagem dos alunos. Optou-se pela utilização do termo educação a distância e não ensino a distância pelo fato do meu entendimento, pois para mim o ensino está mais relacionado com recursos e treinamentos vindos de fora para dentro, de cima para baixo. Já a educação ocorre a partir da convivência harmoniosa entre sujeitos, ambos aprendentes neste processo (VERZA, 2006) Desta forma, a educação a distância é uma questão pedagógica determinada por um processo de ensino-aprendizagem realizado com mediação docente e utilizando recursos didáticos organizados e oferecidos por diferentes suportes tecnológicos de informação e comunicação, que podem tanto ser usados individualmente ou coletivamente. A particularidade desta modalidade de ensino é a autonomia e a liberdade, pois o aluno estuda quando e onde puder e não existe freqüência obrigatória, tanto para educandos quanto para educadores. Todos sabemos que é de suma importância a empatia do professor e aluno para que os objetivos sejam alcançados, mas na EAD como o aluno reage a esta situação? Qual deve ser o papel do professor em um ambiente virtual de aprendizagem? É através destes questionamentos que foi elaborado este artigo final de conclusão da especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação aplicadas à Educação. 2 REFERENCIAL TEÓRICO A Educação a distância vem se desenvolvendo rapidamente pelo mundo todo, a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) tornou democrática a educação, devido a quebra de barreiras distanciais e a flexibilidade do tempo, segundo Maia (2007, p. 07) “..., a EAD possibilita a manipulação do espaço e do tempo em favor da educação. O aluno estuda
  • 4. 4 onde e quando quiser e puder.(...). Ou seja, o aluno se autoprograma para estudar, de acordo com o seu tempo e sua disponibilidade.” Porém, a EAD não é um acontecimento novo. A EAD surgiu com o ensino a correspondência, onde os materiais impressos eram encaminhados pelo correio, após com o surgimento da telecomunicação, foram explorados o rádio e a televisão, eram bastante ocupados recursos audiovisuais como o videocassete. Estas obtiveram muito sucesso na educação de nosso país. Após foi feito uso da informática e é nesta etapa que se faz uso da Internet. Como explica Medeiros (2003, p. 65-66): A EAD não é um fenômeno novo; na realidade, tem sido um modo de ensinar e aprender de milhões de pessoas nos últimos 150 anos. Nem sempre se aprendeu a distância como o apoio de atuais meios eletrônicos, marcando-se essa modalidade de ensinar a aprender pela passagem, no último século, do que é denominado por autores como Moore e Kearsley (1996) e García Arétio (2001) como três grandes gerações de inovações tecnológicas que Garrison (1996), especialista canadense em EAD, identifica como sendo a correspondência, a telecomunicação e a telemática. No Brasil, a EAD foi oficializada em 1996, na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que diz: Art. 80. “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.” A partir daí passa-se a estabelecer normas de habilitação de instituições para oferta de cursos e educação profissional tecnológica a distância. Em nosso país, temos a Secretaria de Educação a Distância (SEED), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que: atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático- pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o
  • 5. 5 desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras. (BRASIL, 2004) O Ministério da Educação também investe no sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil) fundada em 2005. O sistema UAB sustenta-se em cinco eixos fundamentais: Expansão pública da educação superior, considerando os processos de democratização e acesso; Aperfeiçoamento dos processos de gestão das instituições de ensino superior, possibilitando sua expansão em consonância com as propostas educacionais dos estados e municípios; Avaliação da educação superior a distância tendo por base os processos de flexibilização e regulação implantados pelo MEC; Estímulo à investigação em educação superior a distância no País; Financiamento dos processos de implantação, execução e formação de recursos humanos em educação superior a distância. (BRASIL, 2005) Um dos principais objetivos da UAB é “oferecer, prioritariamente, cursos de licenciatura e de formação inicial e continuada de professores da educação básica” (BRASIL, 2006a, p.1). A partir daí é que surge o curso de pedagogia a distância da UFSM que tem como objetivo: Formar professores/profissionais em nível superior para a docência na Educação Infantil, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e nas etapas iniciais do EJA, no Ensino Médio, na modalidade normal e nas demais áreas nos quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (UFSM, 2007, p.01)
  • 6. 6 O curso de Pedagogia a distância da UFSM possui uma coordenadora e uma coordenadora de tutores. Existem onze pólos educacionais que oferecem o curso de Pedagogia: Agudo, Restinga Seca, Faxinal do Soturno, Cruz Alta, Sobradinho, Três Passos, Três de Maio, Tapejara, Panambi, Santana do Livramento e São Lourenço do Sul. Tendo um total de vinte e nove tutoras presenciais, dependendo da oferta de vestibular. A relação é uma tutora presencial para cada vinte e seis alunos. O curso dura quatro anos, então, oito semestres letivos. Cada disciplina tem um professor responsável e tutores a distância, sendo que cada tutor a distância é responsável para atender um pólo. O ambiente virtual de aprendizado empregado pelo curso de Pedagogia é o Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment). Portanto, a Internet passa a ser a grande mediadora e assim sendo, “esta forma propicia que os professores possam morar em qualquer parte do mundo, bem como os alunos possam ser ensinados onde quer que residam, respeitando, evidentemente, as particularidades de cada disciplina e de cada aluno” (SOUZA, et. al., 2007, p.71). Nesta modalidade de ensino o professor deixa de ter papel individual e trabalha coletivamente como, por exemplo, com tutores presenciais e a distância que também são responsáveis pela aprendizagem dos alunos. Os objetivos dos tutores são: Os tutores a distância são professores, com formação na área de conhecimento da disciplina ofertada, que mediam o processo de ensino-aprendizagem dos alunos no ambiente virtual de aprendizagem Moodle. (...) Os professores-tutores presenciais atuam nos Polos, prestando atendimento direto aos alunos. Os tutores presenciais são responsáveis por dar reforço à aprendizagem do aluno, esclarecendo dúvidas, dando orientações e esclarecimentos sobre os estudos e atividades e, principalmente, motivando os estudantes para os estudos. Os tutores presenciais também têm a função de intermediar a comunicação aluno-universidade e vice-versa. (BRASIL, 2009)
  • 7. 7 Na EAD, nos defrontamos com limitações entre a relação professor/aluno. O comportamento como gestos, expressões, olhares, não são possíveis em um ensino mediado pelo computador, pois este não reproduz fielmente estes detalhes das relações humanas. Porém, é possível firmar um vínculo afetivo entre professor e aluno na EAD, beneficiando, assim, o processo ensino-aprendizagem. O professor deve conhecer a proposta do curso e estar inteirado nas informações acerca dos alunos. É inevitável que o professor seja um gestor, que tenha domínio sobre as ferramentas e controle dos materiais, pois ele elabora e organiza conteúdos, segundo Maia (2007, p.90): (...) precisa desenvolver novas habilidades, como focar poucos conceitos em cada aula; planejar o material de maneira que o aluno tenha tempo suficiente para percorrer as aulas e realizar as atividades; definir letras, tamanhos, cores e fundos par integrar à mensagem; fazer escolhas no material visual a ser utilizado nas aulas (como esquemas, diagramas, gráficos, tabelas, figuras, imagens, fotos etc.); planejar sons e animações; dominar recursos multimídias; e assim por diante. Os conteúdos devem ser atrativos, interessantes e objetivos, para que o aluno seja motivado para a leitura e execução das atividades. A organização didática e pedagógica deve ser planejada para que os educandos consigam ter uma construção autônoma no processo de aprendizagem, porque, não há presença física do professor. A resposta de atividades, ou seja, feedback imediato das tarefas executadas, na EAD, fica por conta do tutor a distância. A orientação, a avaliação extra-aula são elementos chaves para o bom andamento do curso. Como complementa Maia (2007, pag.91) “o feedback é um elemento crítico para reforçar o aprendizado, já que a distância, o aluno se sente mais abandonado e os canais são reduzidos.” Os estudantes que optam pela EAD, normalmente têm um perfil autônomo no que diz respeito ao estudo, conforme Maia (2007, p.85):
  • 8. 8 Esperam-se também novas atitudes e são propostas novas atividades nos ambientes de aprendizagem virtuais, como aprender de modo autônomo, desenvolver estratégias de estudo adequadas e utilizar e explorar os novos recursos de comunicação. Esperam-se ainda insights pedagógicos do aprendiz virtual, confiança no uso da tecnologia e motivação extra para os estudos. E o desafio para o professor é manter a motivação do aluno. O professor precisa ter uma forma de motivar pela forma escrita e simbólica. Assim, comenta Knowles aput Moraes (s/ano, p.4): “No caso do aluno adulto Knowles (1998) coloca que este tipo de aluno se mantém motivado para aprender até o ponto onde percebe a aprendizagem como algo que lhe ajudará a enfrentar tarefas ou resolver problemas.” No processo ensino-aprendizagem a distância também requer que o professor e/ou o tutor desempenhem um trabalho pedagógico orientador, “uma vez que aprendizagem requer sempre motivação, estímulo humano” (VERZA, 2006, p. 119) O curso a distância, ao meu pensamento, deve oferecer ao seus alunos não só a autonomia para aprender, mas deixar o profissional preparado para trabalhar de uma forma mais rica, moderna e dinâmica. 3 METODOLOGIA E ANÁLISE DOS RESULTADOS O curso de Pedagogia/licenciatura do pólo de Agudo tem 30 alunos devidamente matriculados, sendo três alunos do sexo masculino e 27 do sexo feminino, 17 alunos residem na cidade pólo. Portanto, “se antes, para completar os estudos, os filhos precisavam deixar sua terra, agora eles podem fazê-lo sem ter que abandonar emprego e família.” (SOUZA, et al., 2007, p. 72). O que é interessante saber, é que todos os alunos já tinham algum contanto com computadores antes do início do curso, complementa Sancho (2006, p. 18):
  • 9. 9 As tecnologias da informação e comunicação estão aí e ficaram por muito tempo, estão transformando o mundo e deve- se considerá-las no terreno da educação. Trata-se de um estudo de caso em uma pesquisa qualitativa. Para Yin (2005), “estudo de caso é uma investigação empírica, um método que abrange tudo – planejamento, técnicas de coleta de dados e análise dos mesmos.” Para a coleta de dados foi feito um questionário dirigido aos alunos, de acordo com Gil (2006, p. 128 – 129), o questionário: a) Possibilita atingir grande número de pessoas, mesmo que estejam dispersas numa área geográfica muito extensa, já que o questionário pode ser enviado pelo correio; b) Implica menores gastos com pessoal, posto que o questionário não exige o treinamento dos pesquisadores; c) Garante o anonimato das respostas; d) Permite que as pessoas o respondam no momento em que julgarem mais conveniente; e) Não expõem os pesquisadores à influência das opiniões e do aspecto pessoal do entrevistado. As informações colhidas foram analisadas por meio da análise de conteúdo Bardin (1977). As etapas seguidas para análise do conteúdo desta pesquisa foram realizadas segundo as concepções do autor: 1) pré-análise; 2) exploração do material e 3) tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. Apenas 8 alunos responderam o questionário, estes serão apresentados no decorrer deste trabalho como: A1, A2...A8. Na pergunta número 1- “No início de sua graduação, que tipo de comportamento você esperava de seus professores?”, quatro alunos marcaram a 3ª alternativa: “Não espero nada. Deixo as coisas acontecerem no decorrer do semestre”, três alunos marcaram a 4ª alternativa: “O que espero depende
  • 10. 10 de cada professor. Pois, os mesmos são diferentes e agem de forma diferente” e apenas um aluno marcou a 1ª alternativa: “Esperava que eles nos tratassem de forma empática para estabelecermos uma boa relação.” Segundo Araujo (2001): Uma comunidade de aprendizagem on-line é muito mais que apenas um instrutor interagindo mais com alunos e alunos interagindo mais entre si. É, na verdade, a criação de um espaço no qual alunos e docentes podem conectar-se como iguais em um processo de aprendizagem, onde podem conectar-se como seres humanos. Logo eles passam a se conhecer e a sentir que estão juntos em alguma coisa. Eles estão trabalhando com um fim comum, juntos. Na pergunta número 2 - “De que forma você costuma tratar seus professores?”, cinco alunos marcaram a 3ª alternativa: “Trato todos de forma igual, sem distinção entre um ou outro.”, dois alunos marcaram a 2ª alternativa: “A forma com que trato os professores depende do tipo de relacionamento que estabeleço com cada um.” e um aluno marcou a 1ª alternativa: “Procuro tratá- los da melhor maneira possível, para não ter confusão com eles.” Keller (1974, p. 130) explica: Quando um organismo está condicionado para responder a um estímulo, responderá da mesma maneira a certos outros. Isto se denomina generalização e, à medida que se prosseguir, verificar-se-á que auxilia a explicar muito o comportamento que, à primeira vista, parece ser complicado Na questão número 3 – “Nas atividades realizadas o feedback do professor acontece?”, todos ao alunos assinalaram a 3ª alternativa: “Na maioria das vezes.” Na realidade, como já foi comentado anteriormente, é o tutor que desempenha esta função. Maia (2007) comenta que uma das funções mais importantes do tutor é justamente dar o feedback constante aos alunos. Na questão número 4 – “O professor responde e dialoga com você freqüentemente e instantaneamente?”, dois alunos responderam que sim, e o
  • 11. 11 aluno A1 ainda complementou: “Os professores em especial o deste modulo estão muito ligados aos alunos, mandam freqüentemente mensagens e estão se mostrando muito interessados”. Dois alunos responderam que não, A4 fala “Porém, quando solicitados, todos os professores responderam pronta e claramente”. E quatro alunos falaram na maioria das vezes, A5 comenta: “Instantaneamente nem sempre é possível, mas sempre que precisei, nunca fiquei sem resposta.” “em nosso meio temos um bom número de recursos a nossa disposição para nos comunicarmos com eles no meu caso a maioria das vezes sempre que precisei de alguma ajuda sempre a consegui ter.” (A7) “ele interage através dos tutores que são seus representantes, e estes sim tem um diálogo quase que instantâneos com nós alunos.” (A6) No ambiente virtual de aprendizagem utilizado pela UFSM – Moodle o professor pode usar de meios, recursos que facilitam o diálogo com os alunos, tanto de modo síncrono como assíncrono. Maia aput Associação Brasileira de Educação a distância (Abed) (2007, p.92) fala: Além do exigido de qualquer docente, quer presencial quer a distância, e dependendo dos meios adotados e usados no curso, este professor deve ser capaz de se comunicar bem através dos meios selecionados, funcionando mais como um facilitador da aprendizagem, orientador acadêmico e dinamizados da interação coletiva (no caso de cursos que se utilizem de meios que permitam tal interação). Pelo que pude observar no ambiente de aprendizagem, cada professor opta por uma ou duas ferramentas para dar respostas e conversar com os alunos, no caso o fórum e a mensagem. O que acontece em alguns casos é que o professor não responde ou demora a dar as respostas, mesmo que o educando utilize a ferramenta solicitada. Na questão 5 - “Que características que você acha importante em seus professores para que eles sejam considerados “bons”?”, quatro alunos citaram para os professores serem considerados bons devem estimular, incentivar e estar interessado na aprendizagem do aluno. “oriente, estimule e incentive o aluno a querer aprender sempre mais e mais” (A8), o aluno A7 escreve: “Para
  • 12. 12 mim um professor deve ser dedicado aos seus alunos, deve procurar estimular os estudantes para que aprendam interagir com seus colegas e que respeitam as idéias e as visões de cada um. Que o professor seja capaz de envolver os alunos em suas aulas de uma maneira completa, fazendo com que o aluno tenha cada vez mais vontade de estudar.” O aluno A1 escreveu: “A atenção que ele dispensa aos alunos, interesse e colaboração nas atividades. Dinamismo e personalidade.” A4 fala que clareza e objetividade são as principais características para o professor seja considerado bom. “Participando dos fóruns e interagindo com os alunos.” (A2). O professor deve estimular e desafiar os alunos a pensar, não apenas memorizar o conhecimento, segundo FREIRE (2006, pag.: 81): A tarefa do educador é a de problematizar aos educandos o conteúdo que os mediatiza, e não a de dissertar sobre ele, de dá-lo, de estendê-lo, de entregá-lo como se tratasse de algo já feito, elaborado, acabado, terminado. 4 CONCLUSÃO Para finalizar essas questões apresentas, acredito que este é só o começo para reflexões mais profundas acerca de educação a distância: interação professor/aluno. Educar não é uma tarefa simples e fácil, ainda mais se tratando em EAD, onde o nível de exigência é bem maior. O sujeito necessita envolver-se neste processo. A educação distância é entendida pelo fato de professores e alunos estarem em tempos e espaços diferentes, mas isto não significa distanciamento na relação professor/aluno, a aproximação pode ser feita no processo virtual de ensino-aprendizagem. O professor deve ser desafiador, motivador, mediador, incentivador neste processo ensino-aprendizagem e este é o grande desafio. Ele deve
  • 13. 13 conhecer as propostas do curso e que ele tenha domínio sobre as ferramentas e controle dos materiais, pois ele elabora e organiza conteúdos. Os conteúdos devem ser objetivos, claros, pois o aluno estuda de forma autônoma. Um dos pontos mais relevantes desta pesquisa, é o fato de se dar o feedback constante aos alunos. O professor e os tutores devem estar consciente que esta orientação é o “caminho” para o bom andamento do curso e para que se tenha resultados satisfatórios. O diálogo entre alunos e professor necessita ser freqüente, através de atividades assíncronas e sícronas (exemplos: fórum, chat, mensagem), sendo que o professor tem de ser facilitador da aprendizagem. Educação é um processo e educação a distância é um constante desafio, por isso que estas considerações querem instigar novas pesquisas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, J. P. O Que os aprendizes esperam dos professores na Educação a Distância On-line? 2001. Disponível em: <www.comunicar.pro.br/artigos/expect.htm>. Acesso em: 4 set. 2010 BARDIN, L. Análise de conteúdo. Tradução de Luis Antero Neto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977 BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006a. Disponível em: <http://www.uab.capes.gov.br/images/stories/downloads/legislacao/decreto580 0.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2010 BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 939.4, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 31 ago. 2010 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação a Distância. Balanço geral da União 2004. 2004. Disponível em:
  • 14. 14 <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/seed2004.pdf >. Acesso em: 31 ago. 2010 BRASIL. Ministério da Educação. Universidade Aberta do Brasil. EAD e Presencial. 2009. Disponível em: <http://www.uab.unb.br/index.php/institucional/metodologia/ead-a-presencial>. Acesso em: 31 de ago. 2010 BRASIL. Ministério da Educação. Universidade Aberta do Brasil. 2008. Disponível em: <http://www.oei.es/noticias/spip.php?article2693>. Acesso em: 31 de ago. 2010 FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? 13ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006. GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2006 KELLER, S. F.& S. N. W . Princípios de psicologia . São Paulo: E.P.U, 1974. MAIA, Carmem; MATTAR, João. ABC da EaD. 1ª Ed. São Paulo: Prentice Hall, 2007 MEDEIROS, Marilú Fontoura de; FARIA, Elaine Turk. Educação a distância: cartografias pulsantes em movimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. MORAES, Marialice; CASTANHO, Carla Lisiane de Oliveira; PAZ, Caroline Rodrigues. Apoio ao aluno a distância: a monitoria dos cursos de pós- graduação via videoconferência e internet. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2001_TR113_0417.pdf>. Acesso em: 4 set. 2010 SANCHO, Juana María; HERNÁNDEZ, Fernando. Tecnologias para transformar a Educação. Tradução de Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2006 SOUZA, J. A. et al. Curso de licenciatura em matemática a distância: relato de experiência. In.: Acta Sci. Technol. Maringá, v. 29, nº 1, 2007, p. 69-76
  • 15. 15 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Centro de Educação. Projeto pedagógico do curso de graduação em Pedagogia a Distância. 2007. Disponível em: <http://w3.ufsm.br/pedagogia/index_arquivos/noticias1_arquivos/pppdistancia/o bjetivos/objetivos.pdf>. Acesso em: 2 set. 2010 VERZA, S. B. Formação humana e educação a distância. In.: POMMER, A. et al. Educação superior na modalidade a distância: construindo novas relações professor-aluno. Ijuí: Editora Unijuí, 2006, p. 75-123 YIN, R.K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
  • 16. 16 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: Nome (iniciais):___________________________________________________ Idade:_______________________________ Sexo:_______________________________ Classe sócio-econômica:__________________________________ QUESTIONÁRIO: 1- No início de sua graduação, que tipo de comportamento você esperava de seus professores: ( ) Esperava que eles nos tratassem de forma empática para estabelecermos uma boa relação. ( ) Esperava que eles nos ensinassem tudo o que puderem para que nos tornemos bons profissionais. ( ) Não espero nada. Deixo as coisas acontecerem no decorrer do semestre. ( ) O que espero depende de cada professor. Pois, os mesmos são diferentes e agem de forma diferente. ( ) Outros:____________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 2 – De que forma você costuma tratar seus professores? ( ) Procuro tratá-los da melhor maneira possível, para não ter confusão com eles. ( ) A forma com que trato os professores depende do tipo de relacionamento que estabeleço com cada um.
  • 17. 17 ( ) Trato todos de forma igual, sem distinção entre um ou outro. 3 – Nas atividades realizadas o feedback do professor acontece? ( ) Sim. ( ) Não. ( ) Na maioria das vezes. ( ) Outros: ___________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 4 – O professor responde e dialoga com você freqüentemente e instantaneamente? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 5 – Que características que você acha importante em seus professores para que eles sejam considerados “bons”? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________