Aspectos socioafetivos do_processo

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Aspectos socioafetivos do_processo

  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE-UNINORTE LICENCIATURA EM LETRAS LÍNGUA INGLESA TRABALHO DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO MANAUS/AM 2012
  2. 2. TURMA: LINO3S1 EQUIPE: ANA PAULA SAMPAIO NATALIA DOS SANTOS MELO NATASHA CUNHA SHIZLEY AYLA GUIMARÃESPRODUTOS DA APRENDIZAGEM: APRENDIZAGEM APRECIATIVA OU AFETIVA Trabalho como exigência para a nota parcial do 2º bimestre de 2012-2 da disciplina, Psicologia da Educação ministrada pela professora Maria Deuzinete Américo Gonçalves. . MANAUS/AM
  3. 3. INTRODUÇÃO A afetividade é um tema que vem sendo muito debatido, tanto nos meioseducacionais quanto fora dele. No universo escolar, há um consenso entre educadorescom base nas principais teorias do desenvolvimento sobre a importância da qualidade dasprimeiras relações afetivas da criança. A afetividade implica diretamente nodesenvolvimento emocional e afetivo, na socialização, nas interações humanas e,sobretudo, na aprendizagem. Para Piaget, é nas vivências que a criança realiza com outraspessoas que ela supera a fase do egocentrismo, constrói a noção do eu e do outro comoreferência. A afetividade é considerada a energia que move as ações humanas, ou seja, semafetividade não há interesse nem motivação.Vygotsky, por sua vez, afirma que o serhumano se constrói nas suas relações e trocas com o outro e que é a qualidade dessasexperiências interpessoais e de relacionamento que determinam o seu desenvolvimento,inclusive afetivo, enquanto Wallon sustenta que, “no início da vida, afetividade einteligência estão sincreticamente misturadas, com predomínio da primeira”. Partindo dopressuposto de que a afetividade é um composto fundamental das relações interpessoaisque também norteia a vida na escola, acresce em relevância uma pesquisa teórica quefacilite a compreensão, por exemplo, da relação entre a afetividade e a aprendizagem noâmbito da relação professor–aluno para a construção do conhecimento, para odesenvolvimento da inteligência emocional e para o processo de avaliação daaprendizagem.
  4. 4. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS DA AFETIVIDADE O afeto se refere a qualquer espécie de sentimento ou emoção associada a ideias oua complexos de ideias. Assim, nas escolas, os alunos experimentam diversos afetos,desde o prazer em conseguir realizar uma atividade à raiva de discutir com os colegas.Conforme Vygotsky, em psicologia, os afetos se classificam em positivos e negativos. Osafetos positivos estão relacionados a emoções positivas de alta energia, como oentusiasmo e a excitação, e de baixa energia, como a calma e a tranquilidade. Os afetos negativos, por sua vez, estão ligados às emoções negativas, como aansiedade, a raiva, a culpa e a tristeza. Embora a psicologia tradicional trate cognição eafetividade de modo separado, as emoções e os sentimentos dos alunos não se dissociamno processo ensino-aprendizagem, já que podem favorecer ou não o desenvolvimentocognitivo. O desenvolvimento afetivo depende, dentre outros fatores, da qualidade dosestímulos do ambiente para que satisfaçam as necessidades básicas de afeto, apego,desapego, segurança, disciplina e comunicação, pois é nessas situações que a criançaestabelece vínculos com outras pessoas. A relação mãe-bebê é extremamente importanteporque é a mãe quem cria as primeiras situações emocionais que influenciarão odesenvolvimento da criança. A AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM Educar não significa apenas repassar informações ou mostrar um caminho a trilhar,que o professor julga ser o certo. Educar é ajudar o educando a tomar consciência de simesmo, dos outros e da sociedade em que vive, bem como de seu papel dentro dela. Ésaber aceitar-se como pessoa e principalmente aceitar ao outro com seus defeitos equalidades. É, também, oferecer diversas ferramentas para que a pessoa possa escolher oseu caminho, entre muitos. Determinar aquele que for compatível com seus valores, suavisão de mundo e com circunstâncias adversas que cada um irá encontrar. O educador é,sem dúvida, a peça mestra nesse processo de educar verdadeiramente, devendo serencarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for suahistória de vida e profissional, maiores serão as possibilidades de desempenhar umaprática democrática efetiva que eduque positivamente. Porém, não se quer dizer, com isso, que o professor seja o único responsável pelosucesso ou insucesso do educando durante sua vida educativa, mas sim, que o seu papel éde vital importância, seja como pessoa ou como profissional. Para que haja esse processoeducativo efetivo é necessário que algo mais permeie essa relação aluno-professor. É essealgo a mais que falta em diversas instituições de ensino. A afetividade, uma relação maisestreita entre o educando e o educador. A preparação da criança para a escola passa pelo desenvolvimento de competênciasemocionais – inteligência emocional – designadamente confiança, curiosidade,intencionalidade, autocontrole, capacidades de relacionamento, de comunicação e decooperação. Sem o auxílio e o exemplo do professor pode se tornar uma tarefa árdua, poisa criança se espelha no exemplo e quem é o exemplo na escola se não o professor. O medo, por exemplo, de nossos sentimentos, de nossas emoções, de nossosdesejos, o medo de que ponham a perder nossa cientificidade. O que eu sei, sei com omeu corpo inteiro: com minha mente crítica, mas também com os meus sentimentos, comminhasintuições, com minhas emoções. O que eu não posso é parar satisfeito ao nível dossentimentos, das emoções, das intuições. Devo submeter os objetos de minhas intuições aum tratamento sério, rigoroso, mas nunca desprezá-los.”Dentro da abordagem Democrática, a afetividade ganha um novo enfoque no processo deensino e aprendizagem, pois se acredita que a interação afetiva auxilia mais nacompreensão e na modificação das pessoas do que um raciocínio brilhante, repassadomecanicamente. A afetividade, no processo educacional, ganha seguidores ao colocar asatividades lúdicas no processo de aprendizagem. Assim como o aluno precisa aprender a
  5. 5. ser feliz e descobrir o prazer de aprender, nós educadores temos o dever de sermos felizese de transmitir tal felicidade para que contagiemos os nossos educandos. Se a criança nãotem felicidade em casa, a escola é o melhor lugar para mostrar a ela que a felicidadeexiste para quem acredita nela. Se ela não tem afeto e carinho, porque não mostrarmos àcriança o quanto é bom um afeto? Precisamos quebrar os paradigmas e pensar na criança como um todo, um todoformado de emoções, sensações e amor. Por isso é necessário que deixemos um pouco depassar apenas os conteúdos e passemos a pensar na criança e no seu bemestar,psicológico, físico e cognitivo. A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NA VIDA DO EDUCANDO A Família é a base de tudo na vida do ser humano. É na família que aprendemos asprimeiras noções da vida em sociedade, os primeiros conceitos de cultura, de afeto, decarinho, de exemplos. A afetividade exerce um papel crucial na vida das pessoas e formaum elo na relação Professor-Aluno. Apesar de diferentes em sua natureza, a afetividade e a cognição são inseparáveis,dissociadas em todas as ações simbólicas e sensório-motoras. Vygotsky e Wallondescrevem o caráter social da afetividade, sendo a relação afetividade-inteligênciafundamental para todo o processo de desenvolvimento do ser humano. Cabe ao educadorintegrar o que amamos com o que pensamos, trabalhando de uma só vez, a razão e aemoção. Só se aprende a amar, quando se é amado. Por isso a criança tem que se sentiramada, para descobrir o que é amor. Nós não damos aquilo que não temos. As criançasprecisam sentir-se amadas pelos pais, e pela família. O amor lhes dá segurança, fazendocom que tenham mais vontade de participar e explorar o mundo que as cerca, fazendocom que tenham mais vontade de participar e explorar o mundo. Podemos perceber quequando os pais se fazem presentes, mostrando interesse pelo filho, pela escola, pelo queele está aprendendo, pelas coisas que está fazendo ou deixando de fazer e pelos seusprogressos e necessidades, as crianças apresentam maior motivação para aprender, pois sesentem orgulhosas de seus feitos. O laço escola-família se faz mais do que necessário e é através dele que muitasvezes conseguimos vencer obstáculos no transcorrer da vida escolar da criança. “Afamília é essencial para que a criança ganhe confiança, para que se sinta valorizada, paraque se sinta assistida”. Por isso é de extrema importância criar um elo de comunicaçãoentre a família e a escola. Ambas necessitam uma da outra. A interação entre a família e a escola não deveria ser reduzida meramente areuniões formais, onde há reclamações e contatos rápidos, mas ocorrer regularmente emmomentos de maior troca de informações, nos quais a família pudesse efetivamenteparticipar do dia-a-dia da escola. É de extrema importância ressaltar que o sucesso ou ofracasso no desenvolvimento escolar da criança é influenciado por diversos fatores, sendoo envolvimento da família com essas crianças o fator principal. As expectativas de paisem relação ao futuro são fatores que podem cooperar ou não para que essas criançasestejam motivadas para um bom desempenho no processo de aprendizagem e durantetoda a vida escolar. PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DA APRENDIZAGEM AFETIVA Aprendizagem apreciativa ou afetiva: diante de um novo conhecimento ouhabilidade, a atitude do aprendiz pode variar, revelando-se positiva, negativa, ou mesmoindiferente. A aprendizagem afetiva sempre é concomitante com as outras aprendizagens.A aprendizagem apreciativa compreende atitudes e valores sociais, traduzidos por gostos,preferências, costumes, crenças e ideais de ação, que constituem os princípios mais geraisda conduta humana. Muitos dos estados afetivos no homem como o amor, o respeito, o sentimento dejustiça, a moral, são em grande proporção, fruto da experiência e da educação. A escola e
  6. 6. a família devem exercitar essas respostas afetivas e outras, que desempenham papel damaior relevância na vida social. A aprendizagem apreciativa pode ser positiva ou negativa – quando provoca reaçãode agressividade, inibição ou aversão. Enquanto que a aprendizagem ideativa e motora pode submeter-se a regras eprocessos definidos, o mesmo não ocorre com a apreciativa, que ainda não dispõe detécnicas específicas. Os valores ideais, atitudes de apreciação etc., são em parte,intelectuais. Daí poderem ser cultivados, em muitos casos, mediante aulas orientadas nbase dos métodos de aprendizagem ideativa. Em outros casos, a aprendizagem apreciativaexige um ataque direto, mediante situações eu provoquem resposta afetiva, atuando osprocessos de condicionamento. Dois são os processos básicos, pelos quais se realiza a aprendizagem apreciativa: Condicionamento de reações: associar uma resposta afetiva agradável a umadeterminada situação, pelo processo de condicionamento. Imitação: a imitação é seletiva. Quando alguém imita, age propositadamente paraatingir um objetivo que considera desejável ou para evitar consequências desagradáveis.A imitação é um modo mais eficiente de obter prestígio, aceitação social e segurançaemocional. Ensaio-e-erro Aprendizagem pela seleção de respostas bem sucedidas. A aprendizagem por ensaio-e-erro não é aleatória, ela obedece a objetivos e, cada passo no processo, bem sucedidoou não, é planejado. Decorre da observação de um problema, formulação de hipóteses outentativas de solução, através da produção de diferentes respostas, descoberta da respostacerta a partir do teste das hipóteses e integração da resposta certa na conduta doindivíduo, modificando seu comportamento. Ocorre quando a situação problemática édifícil para o indivíduo, que necessita produzir diferentes respostas até resolver oproblema.
  7. 7. CONCLUSÃO A afetividade só é estimulada através da vivência, na qual o professor-educadorestabelece um vínculo de afeto com o educando. A criança precisa de estabilidadeemocional para se envolver com a aprendizagem. O afeto pode ser uma maneira eficaz dese chegar perto do educando e a ludicidade, em parceria, é um caminho estimulador eenriquecedor para se atingir uma totalidade no processo do aprender, quando há umaprendizado de fato.Sabemos que, a continuidade em nossa formação, se faz necessária, pois, o professornunca pode parar de buscar. Nossa formação deve ser constante, frente aos desafios queenfrentaremos diariamente em sala de aula. É preciso esclarecer às famílias de nossosalunos a importância da presença na vida escolar de seus filhos e trabalhar a necessidadedo vínculo afetivo nas relações familiares. Todo ser humano precisa de limites, mas decarinho e amor também. Um educando aprende o que é respeito e respeita a partir domomento em que vê o educador como um amigo que tem e espera respeito, como alguémque se preocupa de verdade com ele e que lhe mostra os caminhos. Este trabalho nos fez refletir sobre o verdadeiro papel do educador na vida doeducando, e sobre como podemos influenciá-lo de forma positiva ou negativa. Cabe aoprofessor enxergar o aluno como um ser único que precisa aprender, mas acima de tudo épreciso compreender que é necessário amor, afeto e respeito para que isso ocorra.
  8. 8. BIBLIOGRAFIACampos, Dinah Martins de Souza. Psicologia da Aprendizagem Petrópolis: Vozes,1987

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