Inovação Distribuída e Ativismo no Brasil

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Material do evento que ocorreu em 19 de outubro de 2015 no Rio de Janeiro sobre cidades inteligentes em uma perspectiva cidadã.

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Inovação Distribuída e Ativismo no Brasil

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  2. 2. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL2 APRESENTAÇÃO Em tempos de smartphones, smartTVs e tantos outros dispositivos cada vez mais conectados, as “smart cities”, ou “cidades inteligentes” surgem não apenas como o desdobramento óbvio da integração de infraestrutura ur- bana e tecnologia. Elas representam, sobretudo, novas fronteiras nas possibi- lidades - e nas discussões - da conexão entre a internet das coisas (internet of things, em inglês) e o dia a dia das pessoas. Como não se encantar com a praticidade de monitorar o ônibus que você está esperando, de encontrar rapidamente uma vaga no estacionamento ou de acionar a ambulância mais próxima disponível? Por outro lado, é inadiável debater o impacto que essas possibilidades representam em questões impor- tantes como direito à privacidade e até o aumento das desigualdades sociais. Atualmente, boa parte da discussão sobre internet das coisas foca na maneira como essas aplicações podem gerar eficiência e otimizar resultados para os gestores -- melhorando assim a administração das cidades. Não podemos deixar de fora, no entanto, os habitantes da cidade, que são aqueles que mais deveriam se beneficiar dessas novas possibilidades. Qual o papel do cidadão na configuração das cidades inteligentes? Como colocá-lo no centro do processo para construir aplicações que considerem seus hábitos, desejos e necessidades? Como garantir cidades mais diversas e democráticas a partir das tecnologias disponíveis? Diante dos horizontes abertos pela economia colaborativa, pelas construções coletivas e pelos diálogos em rede, não podemos deixar de nos colocar tais questões. Por isso, o Olabi lança uma campanha por aplicações de internet das coisas em que o usuário das cidades ocupe o primeiro plano. E para dar início aos trabalhos, reunimos este grupo que pensará maneiras de impulsionar uma perspectiva de “cidade inteligente” que sirva aos principais interessados nessa discussão: os seus moradores.
  3. 3. 3 É POSSÍVEL FALAR EM INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E INTERNET DAS COISAS? Tecnologias não são neutras. Softwares, algoritmos, aparelhos eletrônicos e todos esses aparatos que cada vez mais permeiam as vidas dos cidadãos trazem consigo estratégias econômicas e políticas, além de compor- tamentos e códigos culturais. No momento em que essas inovações passam a integrar a vida da so- ciedade, uma série de questões começam a surgir. As aplicações que prometem “organizar” a gestão do trânsito, do lixo ou da segurança pública a partir de da- dos coletados, por exemplo, abrem brechas também para vigilância e controle, ferindo até direitos básicos dos cidadãos, como a privacidade. Ao mesmo tempo, aplicações que nascem a partir dessa possibilidade intensa de conexão significam oportunidades de empoderamento dos indivídu- os. A interação da internet com objetos do dia a dia abre caminhos para siste- mas baseados na descentralização de poderes e em formas de governança mais participativas e inclusivas, por exemplo. Estamos diante da oportunidade de aproveitar essa infraestrutura em rede que se forma para desenvolver e pautar serviços e aplicações que partam de uma lógica de descentralização, permitindo às pessoas gerar e controlar os dados, e não apenas interpretá-los. Nesse contexto, em que os cidadãos não apenas recebem a informação, mas também controlam, analisam e fazem sua mediação, surgem novas possibilidades de intervenção no espaço e de apro- priação do que está à nossa volta. Reforçar a diversidade de interpretações é parte importante do pro- cesso democrático. Por isso, é preciso trazer uma abordagem mais “de baixo para cima” para a internet das coisas, estimulando aplicações que melhorem a qualidade de vida das pessoas, a partir da possibilidade de criar e agir em seus territórios. E enquanto as empresas de tecnologia decidem se apostarão na aber- tura e na integração de seus produtos, ou se perpetuarão sistemas fechados, os cidadãos têm a chance de pressionar por modelos que considerem os seus direitos e que, acima de tudo, os coloquem no centro do processo. Ou você já imaginou o que seria ter que decidir por carro, televisão, computador, celular, relógio de uma mesma empresa, já que as aplicações de outras empresas não teriam interoperabilidade, ou seja a capacidade de dialogar entre si? O Brasil tem a oportunidade de decidir por qual caminho quer en- trar nessa era em que tudo está conectado à rede, e qual será o papel dos cidadãos nesse processo. No Olabi, acreditamos que as novas tecnologias podem ajudar na distribuição de poderes e de riquezas e no fortalecimento da democracia. Por isso, reunimos esforços para trazer à tona essas questões e pensar em conjunto formas para que o país mantenha o pioneirismo na
  4. 4. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL4 cidadania digital e mostre que as cidades inteligentes são aquelas que colo- cam em primeiro plano o seu elemento central: as pessoas. OLABI - INOVAÇÃO SOCIAL. TECNOLOGIA. CRIATIVIDADE O Olabi é uma organização que tem como foco aumentar a diversidade na produção global de novas tecnologias. Pensamos e gerimos atividades, oficinas, discussões, estudos e projetos diversos ligados a esse universo. Em nossa sede no Rio de Janeiro, mantemos um “makerspace” - espaço de estímulo ao fazer, que trabalha com marcenaria, artesanato a robótica, passando por software, hardware, fabricação digital e educação infantil para novas tecnologias. Nosso espaço é um ambiente para as pessoas colocarem a mão na massa e também pensarem no impacto dessas tecnologias na sociedade con- temporânea. Acreditamos que essas novas ferramentas podem ser poderosas na promoção de impacto social positivo e, para isso, trabalhamos em parceria com uma série de instituições nacionais e internacionais. Para nós, o mundo que temos é a melhor ferramenta para construir o mundo que queremos ter. Você pode saber mais sobre o Olabi nos seguintes endereços: Site: www.olabi.co Página no Facebook: https://www.facebook.com/olabimakerspace Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/olabi/?fref=ts Página no Instagram: https://www.instagram.com/olabimakerspace/ O ENCONTRO Para pensar melhor sobre todas estas questões, organizamos esta atividade com um pequeno grupo de convidados. Se você está aqui, é porque a sua atuação nos inspira e acreditamos que a sua forma de ver o mundo pode contribuir com essa discussão. Alguns convidados têm mais familiaridade com o universo das novas tecnologias do que outros. E isso foi de propósito. Por isso, não se preocupe se você não entendeu exatamente o que são aplicações de internet das coisas, ci- dades inteligentes ou qualquer outro termo deste livreto. A ideia é justamente esta: dialogar e construir a partir de olhares e experiências diferentes. Vamos, assim, nos entendendo ao longo do dia. Não temos respostas prontas, nem referências incríveis implementa-
  5. 5. 5 das em outros países que poderiam ser aplicadas por aqui na base do “copiar + colar”. Por isso, pensamos que o melhor que podemos fazer é juntar pes- soas pessoas para conversar e propor ideias que estimulem uma visão mais descentralizada do “controle” das cidades. Tentamos criar um ambiente de diversidade (e de um certo caos) como é o das cidades. Para mostrar que as ideias são mais ricas quando trabalhadas coletivamente, propomos aqui um dia de interações e construções práticas. Quem sabe não conseguimos, assim, estimular que algumas apli- cações reais sejam geradas e sirvam de inspiração a muitas outras? Quem sabe não conseguimos estimular que mais gente se preocupe com essa questão? Quem sabe não conseguimos manter a vocação brasileira de ci- dadania no uso da internet também no campo da internet das coisas? E quem sabe ainda não conseguimos criar uma rede de troca e de cooperação, que misture pessoas com conhecimentos sobre tecnologia com outras que lidam com diversos problemas urbanos? E vai que essa experiência resulte em um grupo de parceiros que compartilhem a ideia de que as cidades devem ser para TODOS os seus moradores? Independentemente dos resultados, já estamos felizes por juntar vocês aqui hoje. E deixamos registrado o nosso agradecimento pela sua dis- ponibilidade em aceitar este convite. Que seja o início de muitas construções. AGENDA Para melhor acomodar todos os participantes, o encontro Inovação Distribuída e Ativismo no Brasil ocorre em espaço gentilmente cedido pela incubadora pública Rio Criativo - Rua Frederico Silva, 86 / 6º, 7 e 8º andares, Praça Onze. 9h Recepção e café da manhã 10h Apresentações . Apresentação geral (Gabriela Agustini, Olabi) . Por que se preocupar com a “Internet das Coisas” (Sérgio Branco, Instituto de Tecnologia e Sociedade) . Construindo cidades sensitivas (Ricardo Ruiz, UFPE/INCITI - pesquisa e inovação para as cidades) . Metodologia do encontro (Gabriela Agustini, Gilberto Vieira, Isabelle Goldfarb e Rodrigo Rodrigues) 11h30 Formação dos grupos e início dos trabalhos 13h Almoço no local* 14h30 Trabalho em grupo 17h Apresentação dos resultados 18h Rodada final 20h Confraternização**
  6. 6. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL6 *A alimentação do encontro será oferecida pela Varanda Vegana. É tudo preparado à mão e sem adição de ingredientes de origem animal. A Varanda é uma iniciativa social e culinária que busca diminuir os impactos negativos do nosso atual modo de produção e de consumo de alimentos. Para saber mais, visite: www.facebook.com/varandavegana **A confraternização será próximo ao local no Angu do Gomes , bar tradicional da região. Mais informações em: http://www.angudogomes.com.br/ OS CONVIDADOS Ana Paula Lisboa A mais velha de quatro irmãos, filha de dois pretos e moradora do Complexo da Maré. Desde 2012 faz parte da coordenação da Agência de Redes para Juventude, projeto que tem como missão mudar a relação da cidade com a juventude de favela. Arthures Garcia Morador de Nova Iguaçu, estudante de design e gambiólogo profis- sional. Trabalha com solução de problemas reais e com a população que enfrentam problemas sociais mais emergenciais. Grande parte de seu trabalho tem caráter experimental e transdisciplinar. Barbara Wolf Dick Designer, com experiência em estratégia para inovação e desenvolvi- mento de produtos digitais. Fundou a Engage e trabalha com start ups. Acredita no design para ajudar as pessoas e deixar a vida mais agradável. Hoje trabalha na Thoughtworks em Porto Alegre e segue entusiasta de novas mídias. Bruno Duarte Graduou-se em Comunicação Social pela PUC-Rio. Experimentou a criação artística nos campos do audiovisual, performance, inter- venção urbana e na construção de metodologias para o trabalho comunitário. Integra a equipe de comunicação da Anistia Interna- cional Brasil. No cinema colabora com o KBELA, um filme sobre ser mulher e tornar-se negra. Bruno Queiroz Artista multimedia que se utiliza de uma vasta gama de ferramentas digitais para interagir em diferentes meios artísticos. Participa de diversos projetos como Nuvem móvel, Casa Nuvem, Manie Dansante, BQVC, entre outros.
  7. 7. 7 Caroline Macedo Graduação em andamento em Biotecnologia, pela UFRJ. Experiência com propriedade intelectual na Agência UFRJ de Inovação, com foco em patentes de Biotecnologia e Gestão na Empresa Júnior Tec- nopólix. Monitora no clube de Biohacking no Olabi. Constance Albanel Coordenadora de projetos no Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) com foco nas áreas de educação e tecnologia, cultura maker e Creative Commons. Graduada em Ciência Política e mestre em Propriedade Intelectual, é francesa e mora no Rio há 3 anos. Dado Sutter Criador do OHMS, espaço maker no Rio de Janeiro, que faz ainda protótipos de tecnologia. Criou e gerenciou o Laboratório LED na PUC-Rio, desenvolvendo instrumentação e software embarcado para sistemas de monitoramento ambiental remoto e o framework de desenvolvimento eLua. Daniel Chagas Administrador e mestre em Informática, coordena o Hackerspace e o Arduino Day de Fortaleza. É o criador do Marminino, o Arduino cearense para uso em escolas. Atualmente, está desenvolvendo uma startup de ensino de programação para crianças no Ceará. Debora Pio Nascida na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, sempre gostou de cir- cular pela cidade. É jornalista pela PUC-Rio e passou por redações de veículos tradicionais até chegar ao Viva Favela, onde atualmente é editora. Eduardo Lopes Fundador do Garagem FabLab em São Paulo e doutorando em fa- bricação digital e robótica na FAU-USP. Arquiteto de formação, está tocando o projeto de adaptar o Smart Citizen do Fab Lab Barcelona para a realidade brasileira. Flavio Maeda Engenheiro Mecatrônico e empreendedor em TI e Internet em São Paulo. É um dos responsáveis no Brasil da iniciativa The Things Network criada em Amsterdã e que visa a construção de uma rede de dados pública, gratuita e aberta criada pelas pessoas.
  8. 8. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL8 Frederico Tenembaum Designer com cabeça de empreendedor, Frederico é CEO da Think- Tank, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que desenvolve projetos de hardware e software, que vão desde apps para smart- phones a robôs que guiam idosos em ambientes urbanos. Gabriela Agustini Empreendedora do Olabi Makerspace, espaço de aprendizagem de novas tecnologias, professora de cultura, tecnologia e empreende- dorismo na FGV Rio e na Universidade Cândido Mendes. Co-organi- zadora e autora do “De Baixo para Cima”, coletânea sobre economia colaborativa e apropriação de novas tecnologias. Geisa Lino Produtora e gestora cultural. Moradora do Complexo da Maré. É uma das criadoras do projeto AMARÉFUNK e colaboradora do Travessias. Coordena a Lona Cultural Herbert Vianna e o Coletivo Maré, vence- dor do Prêmio Deutsche Bank Urban Age Award 2013 por ações no Complexo da Maré. Gilberto Vieira Produtor cultural independente. Mestre em Cultura e Territoriali- dades. É colaborador do Observatório de Favelas e do Olabi. Está envolvido em projetos que transformam as cidades em espaços mais democráticos através de práticas culturais e tecnológicas. Isabelle Goldfarb Co-fundadora do Olabi, é professora de finanças, empreendedoris- mo e inovação na ESPM-RIO e no IEG (Instituto de Engenharia de Gestão). É formada em Engenharia de Produção pela UFRJ. Joyce Fucci Estudante de design e entusiasta das novas tecnologias. É apaixo- nada por pessoas e deseja propagar o design universal através de tecnologias acessíveis. Adepta do movimento maker, curte coisas que proporcionam a troca de vivências com o outro. José Michel Engenheiro Civil, desenvolvedor de produtos, empresário e maker há pelo menos 50 anos em São Paulo. Consultor e palestrante nas áreas de empreendedorismo e desenvolvimento de produtos e negócios. En- tusiasta do faça-você-mesmo e do maker movement como uma nova forma de educação e empoderamento das pessoas.
  9. 9. 9 Luciano Ramalho Cofundador do Garoa Hacker Clube, o 1º hackerspace do Brasil, onde promove atividades de aprendizagem de computação para iniciantes, curiosos e profissionais. Escreveu Fluent Python (O’Reilly, 2015) e leciona em Python.pro.br. Luis Mauch Fundador da associação Mais Diferenças e há mais de dez anos está envolvido com a inclusão de pessoas com deficiência. Empreende- dor, curioso e inquieto, desenvolve iniciativas e projetos de acessibi- lidade e tecnologia assistiva, em parceria com empresas e entidades de diversos segmentos. Marlus Araujo Designer formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Atualmente cursa a pós-graduação em Projetos Digitais do IED-Rio e colabora com os núcleos de pesquisa Medialab.UFRJ (ECO-UFRJ) e Núcleo de Arte e Novos Organismos (NANO-EBA-UFRJ). Mateus Mendonça Empreendedor socioambiental, sócio da Giral viveiro de projetos, em São Paulo. Colaborou na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Natura. Desde 2008 faz parte da Giral onde promove iniciativas de inclusão de catadores de materiais recicláveis. Miguel Chaves Eng. Mecatrônico pela USP com complemento em inovação pelo ITA e D-lab/MIT. 9 anos de experiência em projetos na África, EUA e Bra- sil. É co-fundador do CAOS Focado e do PODD.com.br. É responsável pelo centro de inovação na comunidade Vila Nova Esperança. Rafael Cordeiro Designer de produto formado pela UFRJ é especialista em prototi- pagem rápida e trabalha com aprendizagem de novas tecnologias. Es- cultor digital é também especialista em modelagem e impressão 3D. Raul Santiago Cria do Complexo do Alemão. Atua como ativista social nas áreas de direitos humanos, educação, democratização da informação e cultura livre. É colaborador da Globo News e co-fundador do Coletivo Papo Reto.
  10. 10. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL10 Ricardo Ruiz Gerente de projetos do InCiti - inovação e pesquisas para a cidade, grupo de pesquisa transdisciplinar da Universidade Federal do Pernambuco. Já participou de inúmeros projetos de inclusão social, governamentais ou independentes. É presidente da 3ecologias.net, uma consultoria em gestão e tecnologia. Rodrigo Pitanga Engenheiro de formação, atualmente desenvolve projetos educa- cionais baseados em hardware e software livres na Metamáquina, pioneira em impressão 3D no Brasil. Co-fundador do Garoa Hacker Clube, em São Paulo, membro do GNU Project e mentor no Google Summer of Code. Romário Regis Coordenador da Agência PapaGoiaba, veículo de comunicação e articulação comunitária que potencializa ações socioculturais de São Gonçalo. Sérgio Branco Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). Doutor em Direito Civil pela UERJ. Pós-graduado em cinema documentário. Autor de “Direitos Autorais na Internet e o Uso de Obras Alheias” e “O Domínio Público no Direito Autoral Brasileiro”. Silvana Bahia Jornalista e mestranda em Cultura e Territorialidades - UFF. É colaboradora do Observatório de Favelas e dirige a comunicação do filme KBELA. Tem interesse em assuntos relacionados à mídia, ra- cismo, espaços populares, ocupação de espaços públicos, tecnologia e gênero. Stefania Paola Artista visual e ativista. De forma geral, seus interesses estão rela- cionados a feminismo, direitos digitais, tecnologias, design, demo- cratização da mídia e conhecimento livre. Thamyra Thâmara Thamyra Thâmara é jornalista, fotógrafa e idealizadora do Ga- toMÍDIA, além de escrever para a página Anastácia Contemporânea e para a Revista DR sobre empoderamento da mulher negra e feminismo.
  11. 11. 11 E O QUE VEM DEPOIS? A documentação do encontro ficará disponível no endereço: http://ci- dadesinteligentes.olabi.co/ Em algumas semanas, todos os participantes receberão um email com o material fotográfico e uma versão prévia do relatório, para que possam complementar e enviar mais sugestões para a versão final. Esperamos que outras ideias surjam para dar continuidade a esta discussão e colocamos des- de já o espaço do Olabi em Botafogo (Rio de Janeiro) à disposição para desdo- bramentos futuros. Temos ainda a intenção de estabelecer diálogos entre o que for construído neste encontro com outras redes internacionais, em especial o Global Innovation Gathering (GIG), grupo que reúne inovadores sociais de países em desenvolvimento, do qual orgulhosamente fazemos parte. Que este seja o primeiro de muitos encontros :-) APOIO Este projeto foi financiado pelo Programa de Informação da Open Society Foundations, que apoia grupos e organizações que promovem o acesso ao conhecimento, o respeito às liberdades civis na era digital e o uso de tecno- logias para o fortalecimento da sociedade civil. Vinicius Russo Formado em Desenv. de Software, Globalização e Cultura, co-fundou #EuVotoDistrital, POA Como Vamos, Casa da Cultura Digital (POA). Lidera o Núcleo Digital - startup cívica baseada em São Paulo que fez plataformas para Prefeitura de SP, Rede Sustentabilidade e ITS Rio.
  12. 12. INOVAÇÃO DISTRIBUÍDA E ATIVISMO NO BRASIL12 REALIZAÇÃO APOIO ESPAÇO

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