O pequeno pai natal vai à cidade #

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História infantil de Natal!

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O pequeno pai natal vai à cidade #

  1. 1. Num lugar muito distante, para Norte, na aldeia onde moram todos os pais natais, vivia também o pequeno pai natal. Ele fabricava presentes e fazia bolinhos como os pais natais crescidos. No entanto, sempre que estes visitavam as crianças, o pequeno pai natal levava presentes para os animais do floresta. Era o Pai Natal dos animais.
  2. 2. Um certo dia, porém, o carteiro entregou-lhe um saco enorme cheio de cartas. Vinham todas da cidade, dos animais da cidade. Tinham-lhe escrito a perguntar por que razão o pequeno pai natal só visitava os animais da floresta... Não conseguiam perceber porquê e não achavam correto! Quando o pequeno pai natal leu as cartas do animais ficou muito triste. Tinha presentes suficientes para todos os animais, mas só os pais natais crescido visitavam a cidade…
  3. 3. O pequeno pai natal pegou então nas cartas e levou-as ao pia natal chefe, que sabia sempre o que fazer… Menos desta vez! - Mas, pequeno pai natal, o que poderemos fazer em relação a isso? – Murmurou ele por entre a sua longa e formosa barba. - Para ti, a cidade fica muito longe. Além disso, os pais natais crescidos não podem levar mais nada nos seus trenós. Eles mal conseguem transportar os presentes para as crianças!
  4. 4. O pai natal chefe tinha razão: a cidade ficava muito longe e o pequeno pai natal teria de puxar ou empurrar o seu trenó sozinho. Isto porque os pais natais crescidos precisavam de todas as renas. O pequeno pai natal matutou, matutou,… Já só tinha uma semana… Sentou-se à frente da sua casa e pôs-se a contemplar a noite de inverno. Só de manhã se apercebeu que se tinha esquecido de ir para a cama! No entanto, tivera uma boa ideia: falar com a coruja.
  5. 5. A coruja era o animal mais inteligente de toda a floresta e não precisou de pensar muito tempo sobre o problema do pai natal. - Vamos todos! – disse então. O grande urso branco puxa o trenó, os outros animais empurram-no e eu vou à frente. - Mas quem conhece o caminho? – perguntou o pequeno pai natal. - O rato – disse a coruja. Ele tem família na cidade e até pode escrever-lhes a dizer que vamos lá.
  6. 6. Os animais da floresta estavam todos de acordo. Partiram muito cedo, de manhãzinha, enquanto os pais natais crescidos ainda dormiam. Atravessaram a floresta fria coberta de neve e, em grande esforço, ultrapassaram as altas montanhas selvagens. A marmota, que até então tinha estado instalada entre os presentes, a dormir, levantou-se e disse: - Vamos! Vamos! Todos!
  7. 7. Por detrás das montanhas selvagens encontrava-se o lago gelado. Era de tal forma enorme e branco que por pouco não se perderam! Porém, nessa altura apareceu a lebre alpina para ajudar. Raramente alguém a via, mas ela conhecia bem o lago. Discretamente, o pequeno pai natal sorriu, pois tinha-lhe reservado um presente particularmente bonito: um carapuço branco que de certeza seria do seu agrado.
  8. 8. Já era de noite, quando pararam para descansar um pouco. - Vejam só! –disse espantado a marmota ao descobrir, ao longe, uma fileira de luzes. Parecia um pouco medonha, uma cobra luminosa, que se movia lentamente pela noite. - É o caminho de ferro – observou o alce. - E o clarão para além de montanha – disse a coruja do seu ramo – é a cidade.
  9. 9. Não demorou muito até à chegar Às primeiras casa. As ruas encontravam-se silenciosas e cobertas de neve, mas todas as janelas estavam luminosas e, dentro das casas, era possível ver o brilho de muitos fatos e barretes vermelhos: os pais natais crescidos já andavam a visitar as crianças. A lebre, com as suas grandes orelhas, ouvia os sons de pequenos guizos do trenó e, por vezes, via um outro a esconder-se apressado atrás de uma esquina. Só não havia sinal dos animais da cidade…
  10. 10. Até que os nossos dobraram a esquina de um grande armazém. Aí, no meio da rua, estava o rato da cidade a correr apressado e impaciente. - Estão atrasados? – disse ele, estremecendo os pelos do seu bigode. Venham depressa estão todos à espera! - Vê-se logo que são da cidade – comentou em voz baixa o rato da floresta. Sempre com pressa! Mas não têm más intenções. - O pequeno pai natal também já tinha ouvido falar dessa pressa enquanto seguia os apressados ratos da cidade.
  11. 11. Os animais da cidade tinham-se reunido ao pé da árvore de natal do mercado. Foi para eles uma grande alegria ver a chegada do pequeno pai natal! E que satisfação por todos poderem desembrulhar os seus presentes! - Viva o pequeno pai natal! – disse o baixote, que tinha recebido um tambor. - Viva, viva, viva! – repetiram todos em coro. O pequeno pai natal prometeu voltar todos os anos.
  12. 12. Já amanhecia quando o pequeno pai natal e os animais da floresta puseram a caminho para regresso a casa. Estava um dia maravilhoso. O sol brilhava no céu azul de inverno e a neve brilhava, como se fosse feita de pedras preciosas. Só a marmota não dava por nada: tinha recebido um saco de água quente e tinha adormecido sobre ele!
  13. 13. Fim Cristina Moreira 2014

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