Janeiro, 2011   Sandra Correia - DREAlg
Definição de dislexiaBreve históriaPapel dos paisPapel dos docentesMetodologias a utilizar na sala de aulaAvaliaçãoReferên...
...”um distúrbio no domínio da capacidade de ler.”                                             (Webster, 1987)…”uma desord...
Processamento da informação fonológica        diferentes sons da língua
Inversão de letras na leitura e na escrita.Omissão de palavras na leitura e na escrita.Dificuldades na conversão de letras...
Baixa capacidade deDesfasamento na leitura     leitura, devido àem relação ao esperado       dificuldade no para a faixa e...
1877 – “Cegueira verbal” (Adolph Kussmaul).1887 – o termo dislexia foi usado pela 1ª vez.
Afasia - perda/diminuição da capacidade parausar/compreender palavras (lesão cerebral).
1892 – lesão na circunvolução angular do cérebro queproduzia agrafia (J. Dejerine).1896 – diagnóstico de cegueira verbal c...
1968 – Definição exclusiva sugerida pela Associação Mundial deNeurologia:“A dislexia desenvolvimental específica é uma des...
1992 – Surge a definição inclusiva:“A dislexia é uma desordem a nível do desenvolvimento dalinguagem cuja principal caract...
a lesões cerebrais;à aquisição de uma segunda língua;ao uso de dialectos.                                       funcioname...
… a Intervenção Precoce neste domínio.o   Aumentando a auto-estima da criança.o   Proporcionando-lhe condições de sucesso.
Antes da entrada na escolaOs pais devem estar atentos, quando a criança:-   Apresenta lateralidade mista;-   Manifesta inc...
1 – Capacidade Motora (uso de tesouras, correr, saltar).2 – Coordenação Motora (contornos, atirar objectos, caminhar…).3 –...
5 – linguagem (vocabulário pobre; uso de linguagem não  verbal).6 – Opções (toma decisões, faz escolhas…).7 – Maturidade S...
Nome do aluno: ______________________________________________________Nome do pai/mãe que preenche a ficha: _______________...
Os pais atravessam 5 estádios:1 – Negação: deve ser um engano!!!2 – Raiva: “Porque é que isto tinha de me acontecer?”3 – D...
Não seja super-protector – a criança pode e deve assumirresponsabilidades.Não faça pela criança aquilo que ela é capaz de ...
Dê o exemplo, leia por prazer.Espalhe livros pela casa e incentive-o a manuseá-los.Leia para a criança em voz alta e com e...
Incentive-o a recontar as histórias.Visite com ele bibliotecas.Partilhe com ele interesses a nível de leitura.Fique satisf...
Leitura em voz alta.Caixa de vocabulário.Leitura em situação do dia-a-dia.Histórias para dormir.Diários.Letras do alfabeto...
A comunicação é fundamental.Reuniões regulares (monitorização do programa).Partilha e troca de informação.Registos diários...
Os TPC podem ser uma experiência agradável.Irmão mais velho, amigo, familiar…Rotina a nível de tempo e de lugar.Divisão do...
Princípios fundamentais de aprendizagem paraajudar as crianças disléxicas:Desenvolvimento de métodos multissensoriais.Prom...
Facilitador, orientando para a descoberta num ambienteestimulante.Promotor do sucesso.Conhecedor profundo dos alunos (pont...
Estabelecer objectivos para os seus alunos (pessoais,académicos, para casa).Transferir a responsabilidade para a criança.P...
Utilização do método analítico-sintético.Análise de palavras (pronúncia, soletração e significado).Reconhecimento de letra...
Avaliação autêntica (contexto real, sem controle do tempo).Portefólios de trabalhos escritos:◦ Auto-avaliação;◦ Evolução/p...
Memória Fazer desenhos e reproduzi-los posteriormente; Visualizar imagens e reproduzi-las graficamente; Memorizar pormenor...
Percepção e Memória VisualDetectar erros num texto;Identificar o número de vezes que um elemento se repete;Identificar sem...
Pensamento Abstracto (Raciocínio não-verbal)  Procurar sinónimos de palavras;  Construir famílias de palavras;  Ordenar fr...
Consciência Fonológica  Tirar letras da palavra e relê-la;  Tirar sílabas e ler as palavras;  Dizer oralmente o som das le...
Percepção e Memória Auditiva  Seleccionar palavras que indicam o plural;  Descobrir palavras a partir da letra inicial;  S...
Bergman, J. L. (1992). SAIL – A way to success and independence forlow-achieving readers. The Reading Teacher.Hennigh, K. ...
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  1. 1. Janeiro, 2011 Sandra Correia - DREAlg
  2. 2. Definição de dislexiaBreve históriaPapel dos paisPapel dos docentesMetodologias a utilizar na sala de aulaAvaliaçãoReferências bibliográficas
  3. 3. ...”um distúrbio no domínio da capacidade de ler.” (Webster, 1987)…”uma desordem do foro neurológico, caracterizada por frequentes inversões de letras e de palavras.” (Orton, 1937)…”dificuldade recorrente em processar informação de carácter fonológico.” (Hennigh, 2003)
  4. 4. Processamento da informação fonológica diferentes sons da língua
  5. 5. Inversão de letras na leitura e na escrita.Omissão de palavras na leitura e na escrita.Dificuldades na conversão de letras em sons e em palavras.Dificuldades no uso de sons para criar palavras.Dificuldade em recuperar da memória sons e letras.Dificuldades em apreender o significado, a partir de letras ede sons.
  6. 6. Baixa capacidade deDesfasamento na leitura leitura, devido àem relação ao esperado dificuldade no para a faixa etária da reconhecimento de criança. letras e palavras. Dificuldades de Dislexia aprendizagem
  7. 7. 1877 – “Cegueira verbal” (Adolph Kussmaul).1887 – o termo dislexia foi usado pela 1ª vez.
  8. 8. Afasia - perda/diminuição da capacidade parausar/compreender palavras (lesão cerebral).
  9. 9. 1892 – lesão na circunvolução angular do cérebro queproduzia agrafia (J. Dejerine).1896 – diagnóstico de cegueira verbal congénita numacriança (Pringle Morgan).1917 – predisposição genética para a incapacidade de ler(Hinshelwood).1928 – condição em que se registam inversões na leitura –“estrefossimbologia” (Samuel Orton), explicada pela teoriada dominância mista.
  10. 10. 1968 – Definição exclusiva sugerida pela Associação Mundial deNeurologia:“A dislexia desenvolvimental específica é uma desordem que semanifesta na dificuldade em aprender a ler, apesar daescolarização convencional, do funcionamento intelectual adequadoe das oportunidades socioculturais. Depende de deficiênciascognitivas fundamentais, frequentemente de origem física.”1992 – Aparecimento do termo “dislexia”, como uma das afasias –Alexia. (Richardson)
  11. 11. 1992 – Surge a definição inclusiva:“A dislexia é uma desordem a nível do desenvolvimento dalinguagem cuja principal característica consiste numadificuldade permanente em processar informação de ordemfonológica. Esta dificuldade envolve codificar, recuperar e usarde memória códigos fonológicos e implica défices de consciênciafonológica e de produção do discurso. Esta desordem, comfrequência geneticamente transmitida, está por via de regrapresente à nascença e persiste ao longo de toda a vida. Umacaracterística marcante desta desordem manifesta-se nasdeficiências a nível da oralidade e da escrita.” (Kamhi, 1992)
  12. 12. a lesões cerebrais;à aquisição de uma segunda língua;ao uso de dialectos. funcionamento Indivíduos disléxicos cognitivo normal ou acima da média dificuldades no identificação sons processamento de articulação da informação de ordem língua fonológica uso
  13. 13. … a Intervenção Precoce neste domínio.o Aumentando a auto-estima da criança.o Proporcionando-lhe condições de sucesso.
  14. 14. Antes da entrada na escolaOs pais devem estar atentos, quando a criança:- Apresenta lateralidade mista;- Manifesta incapacidade de seguir uma sequência de instruções;- Não presta atenção;- Não consegue estar sentada sem se mexer;- Perturba os outros;- Se irrita facilmente;- É teimosa;- Não termina as tarefas;- É imatura.
  15. 15. 1 – Capacidade Motora (uso de tesouras, correr, saltar).2 – Coordenação Motora (contornos, atirar objectos, caminhar…).3 – Noção de espaço (lateralidade, noções espácio-temporais, construção de puzzles).4 – Memorização de sequências (segue instruções que impliquem 2 etapas; recorda listas com mais do que 2 itens).
  16. 16. 5 – linguagem (vocabulário pobre; uso de linguagem não verbal).6 – Opções (toma decisões, faz escolhas…).7 – Maturidade Social (interage com os demais).8 – Comportamento (frustrada, nervosa…). Ausência contínua, persistente
  17. 17. Nome do aluno: ______________________________________________________Nome do pai/mãe que preenche a ficha: ___________________________________Por favor, escreva um sinal de verificação na resposta adequada. Normalmente Por vezes RaramenteParticipa nasConversas familiaresSegue instruçõesGosta que lhe leiamtextosCompreendeenredos básicosGosta de conversaracerca de livrosVê que livros existemna bibliotecaDesenha imagens as históriaspara as históriasAplica as regrasortográficasGosta de conversaracerca da escritaDúvidas/Questões: ____________________________________________________ ___________________________________________________Comentários: ________________________________________________________ ________________________________________________________Fonte: Language Arts Assessment, Teacher Created Materials, 1994
  18. 18. Os pais atravessam 5 estádios:1 – Negação: deve ser um engano!!!2 – Raiva: “Porque é que isto tinha de me acontecer?”3 – Depressão: “O meu filho não é normal”.4 – Aceitação: aceitar os factos, procurar ajuda e ajudar.5 – Esperança: “O meu filho pode aprender e vai aprender”. Atitude positiva
  19. 19. Não seja super-protector – a criança pode e deve assumirresponsabilidades.Não faça pela criança aquilo que ela é capaz de fazer – ela deveter a possibilidade de experimentar.Incentive a curiosidade e os interesses específicos (desporto,música, arte…).Estabeleça objectivos exequíveis (nem inatingíveis, nemdemasiado fáceis).Seja paciente. A sua ansiedade levará à frustração da criança.Seja objectivo e pense a longo prazo (adequação deexpectativas).Recorra frequentemente ao reforço positivo.
  20. 20. Dê o exemplo, leia por prazer.Espalhe livros pela casa e incentive-o a manuseá-los.Leia para a criança em voz alta e com entusiasmo (ocasiãoespecial).Instale uma boa iluminação na zona da cama e incentive acriança a apreciar o momento da leitura.Seja sensível aos interesses do seu filho, escolhendo livrose material escrito adequados.Debata livros e actualidades em família.Peça ao seu filho que leia para si.
  21. 21. Incentive-o a recontar as histórias.Visite com ele bibliotecas.Partilhe com ele interesses a nível de leitura.Fique satisfeito com os progressos dele.Adopte rotinas (organização e estruturação, dandoinstruções breves e claras).
  22. 22. Leitura em voz alta.Caixa de vocabulário.Leitura em situação do dia-a-dia.Histórias para dormir.Diários.Letras do alfabeto (frente colorida e verso neutro).
  23. 23. A comunicação é fundamental.Reuniões regulares (monitorização do programa).Partilha e troca de informação.Registos diários de leitura e de escrita.
  24. 24. Os TPC podem ser uma experiência agradável.Irmão mais velho, amigo, familiar…Rotina a nível de tempo e de lugar.Divisão dos trabalhos em etapas.Os TPC nunca devem ser castigos.
  25. 25. Princípios fundamentais de aprendizagem paraajudar as crianças disléxicas:Desenvolvimento de métodos multissensoriais.Promoção da visão positiva da leitura.Desdramatização do efeito “rotulador” da dislexia.Utilização de correctos padrões de leitura.Reforço de competências de leitura fundamentais (som,letra e reconhecimento de palavras) e correspondênciagrafema-fonema).
  26. 26. Facilitador, orientando para a descoberta num ambienteestimulante.Promotor do sucesso.Conhecedor profundo dos alunos (pontos fortes,interesses, habilidades…).
  27. 27. Estabelecer objectivos para os seus alunos (pessoais,académicos, para casa).Transferir a responsabilidade para a criança.Proporcionar aprendizagens significativas.Fasear as actividades.Dar instruções específicas.Incentivar os alunos a usar dicionários, prontuários…Utilizar reforço positivo.Elevar a auto-estima.Reforçar competências essenciais.
  28. 28. Utilização do método analítico-sintético.Análise de palavras (pronúncia, soletração e significado).Reconhecimento de letras.Desenvolvimento da consciência fonológica (capacidade de fazer acorrespondência grafema-fonema).Reconhecimento de sílabas.Uso de pistas contextuais (texto-fenda, texto-escondido…).Leitura de palavras novas (não familiares).Promoção de metacognição (recurso estímulos multissensoriais e mobilizaçãode conhecimentos prévios dos alunos).Leitura partilhada.Leitura silenciosa orientada.Recurso à tutoria de pares.Trabalhos de grupo (heterogeneidade).(…)
  29. 29. Avaliação autêntica (contexto real, sem controle do tempo).Portefólios de trabalhos escritos:◦ Auto-avaliação;◦ Evolução/progressos.Avaliação da leitura de acordo com os interesses dos alunos.
  30. 30. Memória Fazer desenhos e reproduzi-los posteriormente; Visualizar imagens e reproduzi-las graficamente; Memorizar pormenores de um desenho; Reproduzir sequências de números; Reproduzir histórias, anedotas e provérbios.Percepção e Memória Visual Distinguir letras com formas equivalentes; Fazer a correspondência entre desenhos iguais; Fazer a correspondência entre letras ou conjuntos iguais; Colorir desenhos ou letras iguais entre si ou a um modelo; Identificar uma dada letra num texto; Completar com elementos em falta;
  31. 31. Percepção e Memória VisualDetectar erros num texto;Identificar o número de vezes que um elemento se repete;Identificar semelhanças ou diferenças entre desenhos;Seleccionar as letras que formam palavras;Identificar elementos em falta;Perceber figuras num fundo;Discriminar formas geométricas;Descobrir palavras iguais ao modelo;Procurar objectos numa imagem;Seleccionar conjuntos a partir de um critério dado.
  32. 32. Pensamento Abstracto (Raciocínio não-verbal) Procurar sinónimos de palavras; Construir famílias de palavras; Ordenar frases, histórias; Completar figuras; Relacionar conceitos; Identificar num conjunto de palavras aquela que não pertence; Identificar as semelhanças ou diferenças entre conceitos; Resolver problemas; Desenhar e identificar simetrias.
  33. 33. Consciência Fonológica Tirar letras da palavra e relê-la; Tirar sílabas e ler as palavras; Dizer oralmente o som das letras; Dividir silabicamente as palavras; Reconhecer o som das letras com grafia e som semelhantes; Reconhecer e ler signos; Reconhecer por leitura e escrita sílabas directas e inversas, por ordem crescente de dificuldade; Distinguir sílabas directas, inversas e mistas; Fazer sopas de letras/palavras cruzadas.
  34. 34. Percepção e Memória Auditiva Seleccionar palavras que indicam o plural; Descobrir palavras a partir da letra inicial; Seleccionar a palavra correcta; Fazer oralmente a divisão silábica das palavras; Recordar provérbios e canções; Aprender lengalengas; Recordar antónimos e sinónimos; Construir frases a partir de uma ou mais palavras; Executar batimentos rítmicos ouvidos; Reconhecer frases absurdas; Reconhecer afirmações verdadeiras ou falsas; Reconhecer sons do ambiente ou gravados; Relacionar sons ouvidos com a respectiva fonte; Ouvir e reproduzir diferentes sílabas.
  35. 35. Bergman, J. L. (1992). SAIL – A way to success and independence forlow-achieving readers. The Reading Teacher.Hennigh, K. A. (2003). Compreender a Dislexia. Porto Editora, Lda.Hinshelwood, J. (1917). Congenital word blindness. Londres: H.K.Lewis.Selikowitz, M. (2010). Dislexia. Texto Editores, Lda.

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