Biossegurança dental care

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Manual de biossegurança da clínica Dental Care desenvolvido em 2014 com o intuito de padronizar os processos de biossegurança e aumentar o cuidado com a segurança da equipe profissional e paciente.

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Biossegurança dental care

  1. 1. EXCELÊNCIA EM BIOSSEGURANÇA NA ODONTOLOGIA
  2. 2. 2
  3. 3. Excelência em Biossegurança na Odontologia 3
  4. 4. 4 O autor Cristian Dunker Graduado em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Odontogeriatria pela Universidade Federal de Santa Catarina. MBA em Gestão Empresarial e Marketing pela UNIBES. MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Idealizador do software educacional Dental View Responsável técnico da Clínica Odontológica Dental Care.
  5. 5. Excelência em Biossegurança na Odontologia 5 Gerenciar riscos biológicos num ambiente com alto potencial de contaminação é uma tarefa árdua, porém possível.
  6. 6. 6 Somente a total dedicação da equipe clínica poderá gerar a segurança necessária para o atendimento odontológico de qualidade.
  7. 7. Excelência em Biossegurança na Odontologia 7 A BIOSSEGURANÇA NO CONTEXTO DA CLÍNICA ODONTOLÓGICA 10 12 TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES E MEDIDAS PREVENTIVAS CONTAMINAÇÃO CRUZADA PELO SPRAY DE ALTA ROTAÇÃO 20 24 MEDIDAS DE PRECAUÇÃO PADRÃO PARA EQUIPE CLÍNICA EQUIPAMENTOSDE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 30 36 EQUIPAMENTOS DE RAIO X PROCESSAMENTODO INSTRUMENTAL ODONTOLÓGICO 39 44 ZONAS DE SEGURANÇA
  8. 8. 8 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO SALA DE RX 48 52 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO SALA DE HIGIENE ORAL PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO DOS CONSULTÓRIOS CLÍNICOS 56 84 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO PROTOCOLO DE BIOSSEGURANÇA PARA CENTRAL DE BIOSSEGURANÇA 88 106 NORMAS DE BIOSSEGURANÇA PARA O ATENDIMENTO CLÍNICO
  9. 9. Excelência em Biossegurança na Odontologia 9
  10. 10. 10 A BIOSSEGURANÇA NO CONTEXTO DA CLÍNICA ODONTOLÓGICA
  11. 11. Excelência em Biossegurança na Odontologia 11 Os conhecimentos atuais sobre biossegurança auxiliam muito o profissional da Odontologia a realizar o atendimento diário de forma segura tanto para equipe clínica quanto para o paciente. Tanto os equipamentos de proteção individual (EPI’s) quanto as rotinas de esterilização e desinfecção de materiais melhoraram muito o mais temido problema dos cuidados com a segurança do tratamento – a Contaminação Cruzada. OS EPIS SÃO FUNDAMENTAIS NO CONTROLE DA CONTAMINAÇÃO CRUZADA PROCESSOS BEM CONTROLADOS DE ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO TORNAM OS RESULTADOS MAIS CONFIÁVEIS
  12. 12. 12 TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES E MEDIDAS PREVENTIVAS
  13. 13. Excelência em Biossegurança na Odontologia 13 Transmissão por via aérea O ambiente odontológico, pelas suas particularidades, possibilita que o ar seja uma via potencial de transmissão de microorganismos, por meio das gotículas e dos aerossóis, que podem contaminar diretamente o profissional ao atingirem a pele e a mucosa, por inalação e ingestão, ou indiretamente, quando contaminam as superfícies. As gotículas são consideradas de tamanho grande e podem atingir até um metro de distância. Por serem pesadas, rapidamente se depositam nas superfícies. Os aerossóis são partículas pequenas, que podem permanecer suspensas no ar durante horas e ser dispersas a longas distâncias, atingindo outros ambientes, carreadas por correntes de ar. Principais doenças transmissíveis por via aérea Doença Meningocócica Gripe ou Influenza Mononucleose Rubéola, Sarampo e Tuberculose
  14. 14. 14 Medidas Preventivas de transmissão de doenças por via aérea • Usar dique de borracha, sempre que o procedimento permitir. • Usar sugadores de alta potência. • Evitar o uso da seringa tríplice na sua forma spray, acionando os dois botões ao mesmo tempo. • Regular a saída de água de refrigeração do alta rotação. • Higienizar previamente a boca do paciente mediante escovação e/ou bochecho com antisséptico. • Manter o ambiente ventilado. • Usar máscaras de proteção respiratórias. • Usar óculos de proteção • Evitar contato dos profissionais suscetíveis com pacientes suspeitos de sarampo, varicela, rubéola e tuberculose.
  15. 15. Excelência em Biossegurança na Odontologia 15 Transmissão por sangue e outros fluídos orgânicos Na prática odontológica é comum a manipulação de sangue e outros fluidos orgânicos, que são as principais vias de transmissão do HIV e dos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV). As exposições que podem trazer riscos de transmissão são definidas como: • Percutânea - lesão provocada por instrumentos perfurantes e cortantes. • Mucosa - contato com respingos na face envolvendo olhos, nariz e boca. • Cutânea - contato com pele com dermatite ou feridas abertas. • Mordeduras humanas - lesão que deve ser avaliada tanto para o indivíduo que a provocou quanto para aquele que tenha sido exposto (consideradas como exposição de risco quando há presença de sangue). Principais Doenças Transmissíveis por Sangue e Outros Fluídos Orgânicos: Hepatites (A, B, C) AIDS
  16. 16. 16 Medidas Preventivas de transmissão de doenças por sangue • Ter a máxima atenção durante a realização dos procedimentos. • Não utilizar os dedos como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais perfurocortantes. • Não reencapar, entortar, quebrar ou retirar a agulha da seringa com as mãos. • Não utilizar agulhas para fixar papéis. • Desprezar todo material perfurocortante, mesmo que estéril, em recipiente com tampa e resistente a perfuração. • Colocar os coletores específicos para descarte de material perfurocortante próximo ao local onde é realizado o procedimento, em superfície seca e segura. • Não ultrapassar o limite de dois terços da capacidade total do recipiente de descarte. • Usar Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s.
  17. 17. Excelência em Biossegurança na Odontologia 17 Transmissão Pelo Contato Direto e Indireto com o Paciente A equipe odontológica está sujeita a diversas doenças adquiridas por meio do contato direto (mãos ou pele) ou indireto (superfícies ambientais ou itens de uso do paciente), devido à proximidade e ao tempo de exposição prolongado durante a realização dos procedimentos, devendo ser adotadas medidas de precauções padrão para com todos os pacientes. Principais Doenças Passíveis de Transmissão pelo Contato Direto e Indireto com o Paciente: Herpes simples Escabiose ou Sarna Pediculose ou Piolho Micoses Conjuntivite
  18. 18. 18 Medidas Preventivas de transmissão pelo contato com o paciente • Usar Equipamentos de Proteção Individual – EPI • Higienização das mãos. • Manter os cabelos presos. • Desinfecção das secreções e dos artigos (instrumentais) contaminados
  19. 19. Excelência em Biossegurança na Odontologia 19
  20. 20. 20 CONTAMINAÇÃO CRUZADA PELO SPRAY DE ALTA ROTAÇÃO
  21. 21. Excelência em Biossegurança na Odontologia 21 Com a finalidade de verificar o potencial de contaminação cruzada por spray da caneta de alta rotação, a Dental Care realizou um experimento com tinta invisível numa simulação de atendimento clínico odontológico. Metodologia Foi acrescentado tinta invisível no reservatório de água da cadeira odontológica. Simulou-se 60 segundos de spray em rotação máxima com uso de sugador de alta potência no interior da boca do paciente. Resultados Foi verificado, conforme imagens abaixo, presença de contaminação por spray em toda a face do paciente, cabelo e camisa. O uniforme do profissional apresentou contaminação por spray na manga do guarda-pó e peito. Também foi encontrado vestígios de spray na touca, luvas, óculos e face do profissional.
  22. 22. 22 Aspecto da face do paciente após 60 segundos de spray de alta rotação com sugador de alta potência. À direita a imagem evidencia a contaminação da caneta de alta rotação.
  23. 23. Excelência em Biossegurança na Odontologia 23
  24. 24. 24 MEDIDAS DE PRECAUÇÃO PADRÃO PARA EQUIPE CLÍNICA
  25. 25. Excelência em Biossegurança na Odontologia 25 Imunização da equipe Os profissionais da área da saúde, por estarem mais expostos, possuem um risco elevado de contrair doenças infecciosas, devendo estar devidamente imunizados. O profissional deve estar atento às características da região e da população a ser atendida, sendo recomendável estar vacinado contra: • Hepatite B • Febre Amarela • Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice viral) • Tuberculose • Difteria e Tétano (Dupla - tipo adulto) • Influenza e Pneumococos As vacinas devem ser preferencialmente administradas nos serviços públicos de saúde ou na rede credenciada para a garantia do esquema vacinal, do lote e da conservação adequada.
  26. 26. 26 Higienização das Mãos É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas a assistência à saúde. As mãos constituem a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microorganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminadas. Tipos de higienização: • Higienização simples - Remoção de microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele (suor, oleosidade e células mortas), com sabão líquido e água, secando com papel toalha. • Higienização antisséptica - Remove a sujidade e microrganismos, reduzindo a carga microbiana, com auxílio de antisséptico degermante, secando com papel toalha. • Fricção antisséptica - Reduz a carga microbiana das mãos, quando não estiverem visivelmente sujas. Utilizar gel alcoólico 70%, deixando que sequem completamente, sem uso do papel toalha. • Antissepsia cirúrgica - Elimina a microbióta transitória da pele e reduz a microbióta residente, proporcionando efeito residual.
  27. 27. Excelência em Biossegurança na Odontologia 27 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PARA PROCEDIMENTOS CLÍNICOS NA DENTAL CARE 1 - Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia. 2 - Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos 3 - Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si. 4 - Esfreque a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda (e vice-versa) entrelaçado os dedos 5 - Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais. 6 - Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa) segurando os dedos, com movimentos de vai-e-vem. 7 - Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda (e vice-versa), utilizando movimento circular. 8 - Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita (e vice-versa), fazendo movimento circular. 9 - Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita (e vice-versa), utilizando movimento circular. 10 - Enxague as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite o contato direto das mãos ensaboadas com a torneira. 11 - Seque as mãos com o papel toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.
  28. 28. 28 A utilização de luvas não exclui a lavagem das mãos. As unhas devem estar curtas e limpas. Profissionais com lesões nas mãos devem evitar atender pacientes até a cura das mesmas. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
  29. 29. Excelência em Biossegurança na Odontologia 29
  30. 30. 30 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
  31. 31. Excelência em Biossegurança na Odontologia 31 Gorro É uma barreira mecânica contra a possibilidade de contaminação por secreções, aerosóis e produtos, além de prevenir acidentes e evitar a queda de cabelos nas áreas de procedimento. Deve ser preferencialmente descartável, cobrir todo o cabelo e as orelhas e ser trocado sempre que necessário ou a cada turno de trabalho. Óculos de Proteção Protege os olhos das secreções, aerossóis e produtos químicos utilizados durante os procedimentos odontológicos e na limpeza e desinfecção de artigos, equipamentos ou ambientes. Os óculos devem possuir as laterais largas, ser confortáveis, com boa vedação lateral, totalmente transparentes, permitindo a lavagem com água e sabão, desinfecção quando indicada, sendo embalados e guardados em local limpo e seco. Recomenda-se o uso do óculos também pelo paciente para evitar acidentes. Protetor facial Representa uma barreira física de proteção à transmissão aérea de infecções e inalação de agentes e substâncias químicas, e, ainda, protegem a face contra:
  32. 32. 32 • Impactos físicos • Impactos de partículas volantes. • Respingos de produtos químicos e material biológico. Podem substituir os óculos de proteção, entretanto não substituem a máscara. Máscara Deve ser descartável, de filtro duplo e tamanho suficiente para cobrir completamente a boca e o nariz, permitindo a respiração normal e não irritando a pele. Devem ser descartadas após o atendimento a cada paciente ou quando ficarem umedecidas. Guarda-pó Deve ser de mangas longas, tecido claro e confortável, podendo ser de pano ou descartável para os procedimentos que envolvam o atendimento a pacientes e impermeável nos procedimentos de limpeza e desinfecção de artigos, equipamentos ou ambientes. Deve ser usado fechado durante todos os procedimentos.
  33. 33. Excelência em Biossegurança na Odontologia 33 Luva Deve ser de boa qualidade e usadas em todos os procedimentos. Constituem uma barreira física eficaz que previne a infecção cruzada e a contaminação do profissional de saúde, reduzindo os riscos de acidentes. Atuam na proteção das mãos contra: • Agentes abrasivos e escoriantes. • Agentes cortantes e perfurantes. • Choques elétricos. • Agentes térmicos. • Agentes biológicos. • Agentes químicos.
  34. 34. 34 Tipos de luvas recomendados: Luva grossa de borracha e cano longo durante os processos de limpeza de artigos e ambientes. Luva de látex de procedimento para atividades clínicas e estéreis para procedimentos cirúrgicos, que devem ser descartadas a cada paciente. Luva de plástico, usada como sobre-luvas, quando houver necessidade de manusear artigos fora do campo de trabalho. Luva de amianto, couro ou aramida, usada na Central de Material Esterilizado - CME, no manuseio de artigos esterilizados. Para lembrar: Retire as luvas imediatamente após o término do tratamento do paciente. Lave as mãos assim que retirar as luvas. Use dois pares de luvas em procedimentos cirúrgicos de longa duração ou com sangramento profuso.
  35. 35. Excelência em Biossegurança na Odontologia 35 Calçado Deve ser fechado e com solado antiderrapante. Atua na segurança e proteção dos pés contra: • Impactos de quedas de objetos. • Choques elétricos. • Agentes térmicos. • Agentes cortantes e escoriantes. • Umidade proveniente de operações com uso de água. • Respingos de produtos químicos.
  36. 36. 36 EQUIPAMENTOS DE RAIO X
  37. 37. Excelência em Biossegurança na Odontologia 37 Na Odontologia, os equipamentos de raio X devem atender aos requisitos estabelecidos pela ANVISA, citados na publicação “Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos”, baseada na Portaria do Ministério da Saúde nº 453 de 1º de junho de 1998. Proteção do Operador O tempo de exposição deve ser o menor possível, consistente com a obtenção de imagem de boa qualidade. Proteção Radiológica Em exames intraorais em consultórios, o operador deve manter-se a uma distância mínima de 2 metros do tubo e do paciente durante as exposições e atrás de uma barreira protetora com uma espessura mínima de 0,5 mm equivalentes ao chumbo. Deve ser usada vestimenta de proteção individual, de modo a proteger a tireóide, o tronco e as gônadas dos pacientes durante as exposições.
  38. 38. 38 Processamento do filme Devem ser seguidas as recomendações do fabricante com respeito à concentração da solução, temperatura e tempo de revelação. O aparato para posicionamento do filme e o próprio filme devem ser protegidos por película de PVC, para reduzir o contato com sangue ou saliva do paciente. Controle da qualidade de equipamentos Deve incluir, no mínimo, os testes descritos na Portaria SVS/MS n.º 453/98, do Ministério da Saúde, ou outra que vier substituí- la.
  39. 39. Excelência em Biossegurança na Odontologia 39 PROCESSAMENTO DO INSTRUMENTAL ODONTOLÓGICO
  40. 40. 40 O processamento de artigos compreende a limpeza e a desinfecção e/ou esterilização. Limpeza: É a remoção física dos resíduos e a redução do número de microorganismos de determinada área. Desinfecção: É a remoção ou inativação de um grande número de microorganismos patogênicos de determinada área. Esterilização: É a eliminação de todos os microorganismos, esporos, bactérias, fungos e protozoários de determinada área. Esse processamento deve seguir o fluxo descrito no quadro abaixo, de modo a evitar o cruzamento de artigos não processados com sujidade e aqueles desinfetados ou esterilizados. LIMPEZA DE ARTIGOS A limpeza é a remoção mecânica de sujidades, com o objetivo de reduzir a carga microbiana, a matéria orgânica e os contaminantes de natureza inorgânica, de modo a garantir o processo de desinfecção e esterilização e a manutenção da vida útil do instrumental. Deve ser feita utilizando-se os EPIs próprios para uso na sala de utilidades. O manuseio dos artigos deve ser cuidadoso para evitar acidentes ocupacionais. Os instrumentos que têm mais de uma parte devem ser desmontados; as pinças e tesouras devem ser abertas, de modo a expor ao máximo suas reentrâncias. A limpeza deve ser realizada imediatamente após o uso. Pode-se fazer a imersão em solução aquosa de detergente com pH neutro ou enzimático, usando uma cuba plástica, mantendo os artigos totalmente imersos para assegurar a limpeza adequada.
  41. 41. Excelência em Biossegurança na Odontologia 41 TIPOS DE LIMPEZA Limpeza manual É o procedimento realizado manualmente para a remoção de sujidade, por meio de ação física aplicada sobre a superfície do artigo, usando: • Escova de cerdas macias e cabo longo. • Escova de aço para brocas. • Escova para limpeza de lúmen. • Pia com cuba profunda específica para este fim e preferentemente com torneira de jato direcionável. • Detergente e água corrente.
  42. 42. 42 Limpeza mecânica É o procedimento automatizado para a remoção de sujidade por meio de lavadoras com jatos de água ou lavadoras com ultrassom de baixa frequência, que operam em diferentes condições de temperatura e tempo. Esse tipo de limpeza diminui a exposição dos profissionais aos riscos ocupacionais de origem biológica, especialmente, aos vírus da hepatite e HIV. Enxágue Deve ser realizado em água potável e corrente, garantindo a total retirada das sujidades e do produto utilizado na limpeza. A qualidade da água tem relação com a durabilidade do instrumental, sendo recomendado que o último enxágüe seja feito com água livre de metais pesados. Os artigos que contem lúmen (ex: seringa Luer) devem ser enxaguados com bicos de água sob pressão. Inspeção Visual Serve para verificar a eficácia do processo de limpeza e as condições de integridade do artigo. Se necessário, deve-se proceder novamente à limpeza ou à substituição do instrumento. Não devem ser utilizados produtos e objetos abrasivos.
  43. 43. Excelência em Biossegurança na Odontologia 43 Secagem Deve ser criteriosa para evitar que a umidade interfira nos processos e para diminuir a possibilidade de corrosão dos artigos. Pode ser realizada com a utilização de pano limpo e seco, exclusivo para esta finalidade, secadora de ar quente/ frio, estufa regulada para este fim e/ou ar comprimido medicinal. Desinfecção de artigos Existem diversos produtos para desinfecção que devem possuir registro junto ao Ministério da Saúde e necessitam ser avaliados com relação ao custo – benefício, à eficácia e ao artigo a ser processado. O quadro a seguir relaciona os principais desinfetantes químicos utilizados em artigos odontológicos (CDC, 1993).
  44. 44. 44 ZONAS DE SEGURANÇA
  45. 45. Excelência em Biossegurança na Odontologia 45 A Dental Care criou zonas de segurança para organizar o trabalho e diminuir os riscos inerentes ao tratamento odontológico. ZONA PRETA: local onde é depositado o lixo perfurocortante ZONA VERMELHA: local onde é depositado o instrumental contaminado. Utilizar luva de borracha para manipular estes instrumentais. ZONA AMARELA: local onde é embalado o material limpo e desinfectado. Nesta área fica estocado o material não estéril, aguardando ciclo de autoclavagem. ZONA VERDE: local onde é estocado o material estéril. Proibida a permanência de materiais não estéreis sobre este espaço.
  46. 46. 46
  47. 47. Excelência em Biossegurança na Odontologia 47
  48. 48. 48 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO SALA DE RX
  49. 49. Excelência em Biossegurança na Odontologia 49 NORMAS DE TRABALHO PARA SALA DE RX SEMPRE utilize os EPI's exigidos para a sala de RX; NUNCA desinfete um material ou instrumental que pode ser esterilizado; Mantenha sempre limpa e organizada a bancada de trabalho; Não é permitida a entrada de pessoal não autorizado na sala de esterilização; Lave sempre as mãos antes e depois de ter contato com o paciente. EPI’S EXIGIDOS PARA SALA DE RX Guarda-pó de manga comprida Luva de látex definfectada em álcool gel Calça - proibido o uso de bermuda ou saia Sapato fechado Propé
  50. 50. 50 PREPARO DO PACIENTE Acomode o paciente na cadeira; Coloque o protetor de chumbo no paciente; Prepare a película para tomada do RX; Coloque a barreira de proteção mecânica na película de RX; Acomode a película de RX na boca do paciente; Execute a tomada radiográfica; Retire a película da boca do paciente; Encaminhe o paciente consultório para tratamento; Realize o processo de revelação da radiografia.
  51. 51. Excelência em Biossegurança na Odontologia 51
  52. 52. 52 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO SALA DE HIGIENE ORAL
  53. 53. Excelência em Biossegurança na Odontologia 53 Esta rotina deverá ser realizada na sala de higiene oral no início de cada turno e sempre após o uso. Esta rotina considera todo o ambiente contaminado antes da desinfecção. Passo 1: Limpeza bruta da sala de higiene oral Passar pano úmido com agente desinfetante no piso da sala caso seja constatada presença de sujidades. Passo 2: Separação e desinfecção dos materiais contaminados Colocar sobreluva plástica Jogar no lixo material de uso único, gazes, papéis soltos e barreiras de proteção usadas Aplicar solução de desinfecção (álcool 70) em 2 gazes grandes limpas Esfregar todos os materiais usados e devolvê-los ao local original (prateleira) Esfregar gaze com álcool 70 no espelho clínico, quando usado Passo 3: Desinfecção da sala de higiene oral
  54. 54. 54 Com a mesma gaze, esfregar ZONA AMARELA (bancada e pias) Esfregar espelho e remover resíduos Descartar gazes e sobreluvas plásticas no lixo branco Passo 4: Envio de instrumental para esterilização Levar espelho clínico para sala de biossegurança para esterilização
  55. 55. Excelência em Biossegurança na Odontologia 55
  56. 56. 56 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO DOS CONSULTÓRIOS CLÍNICOS
  57. 57. Excelência em Biossegurança na Odontologia 57 Esta rotina deverá ser realizada nos consultórios que terão atendimento clínico no início de cada turno e sempre antes do atendimento. Esta rotina considera todo o consultório contaminado antes da desinfecção. Esta sequência deve ser seguida exatamente como definido abaixo. Passo 1: Limpeza bruta do consultório Passar aspirador caso seja constatada presença de detritos sólidos (pedaços de resina acrílica, cera, etc.). Passar pano úmido com agente desinfetante no piso do consultório caso seja constatada presença de sujidades.
  58. 58. 58 Passo 2: Separação dos materiais contaminados Trazer bandeja de transporte de material contaminado para a sala clínica,
  59. 59. Excelência em Biossegurança na Odontologia 59 Depositar bandeja no local apropriado (ZONA VERMELHA) e abri-la,
  60. 60. 60 Colocar luva de borracha,
  61. 61. Excelência em Biossegurança na Odontologia 61 Separar material de consumo contaminado para desinfecção (colocar na ZONA VERMELHA),
  62. 62. 62 Jogar no lixo (saco branco) material de uso único, gazes, papéis soltos e barreiras de proteção descartáveis (mesmo os não usados),
  63. 63. Excelência em Biossegurança na Odontologia 63 Colocar na bandeja instrumental contaminado, Separar no pote menor materiais perfurocortantes,
  64. 64. 64 Utilizar sistema Flush na caneta de alta rotação, caso tenha sido usada,
  65. 65. Excelência em Biossegurança na Odontologia 65 Remover brocas e ponta de ultrassom e colocar na bandeja de transporte,
  66. 66. 66 Guardar luvas no locar apropriado.
  67. 67. Excelência em Biossegurança na Odontologia 67 Fechar pote de material perfurocortante e bandeja de material contaminado,
  68. 68. 68 Passo 3: Desinfecção do material de consumo contaminado Colocar sobreluvas plásticas
  69. 69. Excelência em Biossegurança na Odontologia 69 Aplicar solução de desinfecção (álcool 70) em 1 gaze grande limpa
  70. 70. 70 Esfregar todos os materiais usados e devolvê-los ao local original
  71. 71. Excelência em Biossegurança na Odontologia 71 Passo 4: Desinfecção do consultório Aplicar solução de desinfecção (AplicOdonto) em 2 gazes grandes limpas Esfregar zonas de contaminação: 1. Bancadas
  72. 72. 72 a. Esfregar puxadores dos gaveteiros
  73. 73. Excelência em Biossegurança na Odontologia 73 2. Refletor
  74. 74. 74 3. Equipo a. Esfregar botões do ultrasom
  75. 75. Excelência em Biossegurança na Odontologia 75 b. Esfregar pontas e seringa tríplice
  76. 76. 76 4. Sugador e fotopolimerizador
  77. 77. Excelência em Biossegurança na Odontologia 77 5. Cuspideira
  78. 78. 78 6. Mocho e cadeira se necessário (descartar gaze usada e utilizar fralda limpa umedecida em AplicOdonto) Descartar gazes e sobreluvas usadas no lixo de saco branco
  79. 79. Excelência em Biossegurança na Odontologia 79 Passo 5: Verificações finais Verificar reservatório de água destilada e sistema flush
  80. 80. 80 Verificar se filtro da cadeira está limpo e limpá-lo caso necessário
  81. 81. Excelência em Biossegurança na Odontologia 81 Colocar novas barreiras de proteção
  82. 82. 82 Levar bandeja de transporte de material contaminado à sala de biossegurança Verificar se lixo está cheio, trocar saco de lixo caso esteja 80% cheio
  83. 83. Excelência em Biossegurança na Odontologia 83
  84. 84. 84 PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO
  85. 85. Excelência em Biossegurança na Odontologia 85 Esta rotina deverá ser realizada no centro cirúrgico no início de cada turno e sempre antes do atendimento. Esta rotina considera todo o centro cirúrgico contaminado antes da desinfecção. Esta sequência deve ser seguida exatamente como definido abaixo. Passo 1: Limpeza bruta do centro cirúrgico Passar aspirador caso seja constatada presença de detritos sólidos (pedaços de resina acrílica, cera, etc.). Passar pano úmido com agente desinfetante no piso do centro cirúrgico caso seja constatada presença de sujidades. Passo 2: Separação dos materiais contaminados Trazer bandeja de transporte de material contaminado para o centro cirúrgico, Depositar bandeja no local apropriado (ZONA VERMELHA) e abri-la, Colocar luva de borracha, Separar material de consumo contaminado para desinfecção (colocar na ZONA VERMELHA), Jogar no lixo (saco branco) material de uso único, gazes, papéis soltos e barreiras de proteção descartáveis (mesmo os não usados), Colocar na bandeja instrumental contaminado, Separar no pote menor materiais perfurocortantes, Utilizar sistema Flush na caneta de alta rotação, caso tenha sido usada, Remover brocas e colocar na bandeja de transporte, Remover campos cirúrgicos e depositar na bandeja de transporte,
  86. 86. 86 Guardar luvas no locar apropriado. Fechar pote de material perfurocortante e bandeja de material contaminado, Passo 3: Desinfecção do material de consumo contaminado Colocar sobreluvas plásticas Aplicar solução de desinfecção (álcool 70) em 1 gaze grande limpa Esfregar todos os materiais usados e devolvê-los ao local original Passo 4: Desinfecção do centro cirúrgico Aplicar solução de desinfecção (AplicOdonto) em 2 gazes grandes limpas Esfregar zonas de contaminação: 1. Bancadas a. Esfregar puxadores dos gaveteiros 2. Refletor 3. Equipo a. Esfregar pontas e seringa tríplice 4. Sugador 5. Cuspideira 6. Mocho e cadeira (descartar gaze usada e utilizar gaze nova) Descartar gazes no lixo branco
  87. 87. Excelência em Biossegurança na Odontologia 87 Descartar sobreluvas no lixo de saco branco Passo 5: Verificações finais Verificar reservatório de água destilada Verificar reservatório sistema flush Verificar se filtro da cadeira está limpo e limpá-lo caso necessário Levar bandeja de transporte de material contaminado à sala de biossegurança Verificar se lixo está cheio, trocar saco de lixo caso esteja 80% cheio
  88. 88. 88 PROTOCOLO DE BIOSSEGURANÇA PARA CENTRAL DE BIOSSEGURANÇA
  89. 89. Excelência em Biossegurança na Odontologia 89 NORMAS DE TRABALHO PARA SALA DE BIOSSEGURANÇA SEMPRE utilize os EPI's específicos para as tarefas a realizar; NUNCA desinfete um material ou instrumental que pode ser esterilizado; Caso tenha dúvidas, pergunte. NUNCA faça um trabalho ao qual você tenha dúvidas; Siga fielmente as rotinas de esterilização e desinfecção preconizadas nos documentos da clínica; Caso você tenha algo a ser acrescentado, informe primeiramente o Dr. Cristian sobre a possibilidade de mudança da rotina. Lembre-se da diretriz anterior. Mantenha sempre limpa e organizada a bancada de trabalho, Não é permitida a entrada de pessoal não autorizado na sala de esterilização. Lave sempre as mãos antes e depois de trabalhar com instrumentais EPI’S EXIGIDOS PARA SALA DE BIOSSEGURANÇA Guarda-pó de manga comprida Luva de borracha - ao manipular material na ZONA VERMELHA Calça - proibido o uso de bermuda ou saia Sapato fechado Óculos de proteção
  90. 90. 90 Tampão auricular - para uso de ar comprimido Propé ROTINA PARA DESINFECÇÃO DA SALA DE BIOSSEGURANÇA Este processo deve ser realizado uma vez por semana. A bancada deve estar livre de materiais. Passar pano com solução bactericida na bancada (álcool 70 ou AplicOdonto) Abrir gaveta / porta e colocar todo o material sobre a bancada Limpar gaveta / porta com pano com solução bactericina Verificar integridade das embalagens, descartar embalagens com indício de contaminação Verificar data de esterilização, reesterilizar após 3 meses da data de esterilização Para reesterilizar material: abra, descarte o pacote antigo, embale novamente e esterilize Devolver material ao local de origem após completa secagem Passar para a próxima gaveta / porta Este processo deve iniciar na ZONA VERDE, depois ZONA AMARELA e por último ZONA VERMELHA.
  91. 91. Excelência em Biossegurança na Odontologia 91 ROTINA PARA LIMPEZA, LUBRIFICAÇÃO E EMBALAGEM DE PONTAS DE ALTA E BAIXA ROTAÇÃO Abrir caixa de transporte de material contaminado na ZONA VERMELHA Calçar luvas de borracha ATENÇÃO: não imergir pontas de alta e baixa rotação na cuba ultrasônica Esfregar pontas com escova e detergente até remover todas as sujidades Colocar ponta na ZONA AMARELA Lavar luva de borracha e guardá-la Secar com jato de ar comprimido Lubrificar ponta conforme instruções do fabricante Incluir broca velha na ponta da peça reta Embalar ponta em recipiente para esterilização Estocar produto embalado para posterior esterilização (ZONA AMARELA) ROTINA PARA LIMPEZA E EMBALAGEM DE INSTRUMENTAL Abrir caixa de transporte de material contaminado na ZONA VERMELHA Calçar luvas de borracha
  92. 92. 92 Imergir instrumental no recipiente de desinfecção (glutaraldeído 2% ou Germirio) por 10 min.
  93. 93. Excelência em Biossegurança na Odontologia 93 Acrescentar detergente enzimático na cuba ultrasônica (3 ml por litro d’água)
  94. 94. 94 Imergir instrumental na cuba ultrasônica, iniciar ciclo de 280 segundos
  95. 95. Excelência em Biossegurança na Odontologia 95 Lavar instrumental em água corrente Realizar checagem visual para avaliar presença de detritos e sangue
  96. 96. 96 No caso de presença de sujidades, realizar escovação manual com detergente
  97. 97. Excelência em Biossegurança na Odontologia 97 Colocar instrumental na ZONA AMARELA Secar com jato de ar comprimido
  98. 98. 98 Embalar instrumental em recipiente para esterilização
  99. 99. Excelência em Biossegurança na Odontologia 99 Estocar produto embalado para posterior esterilização (ZONA AMARELA)
  100. 100. 100 ROTINA PARA ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAL Checar se há material ou necessidade de limpeza do interior da autoclave No caso de presença de material, encaminhar ao destino correto Colocar 450 ml de água destilada na autoclave Colocar material estocado não estéril na autoclave
  101. 101. Excelência em Biossegurança na Odontologia 101 ATENÇÃO: cuidar para manter a circulação de ar dentro da autoclave ATENÇÃO: cuidar para não colocar materiais não passíveis de esterilização na autoclave Embalar indicador químico Inserir indicador químico em um dos locais críticos (porta, centro, no meio de embalagens)
  102. 102. 102 Uma vez por mês trocar indicador químico por indicador biológico Fechar autoclave Para iniciar novo ciclo, a temperatura da autoclave deverá estar abaixo de 60º. Verificar se todas as funções do painel de controle da autoclave estão corretas: Indicadores corretos: Aperte PGM para ver as funções de esterilização e voltar ao normal STES (temperatura de esterilização) 121º. T-E (tempo de esterilização) 30.00 STSE (temperatura de secagem) 080 T-S (tempo de secagem) 08.00 Após checagem dos valores, apertar botão CIC Aguardar esterilização do material Quando aparecer a palavra SECA com somente uma luz acesa no leitor da autoclave, abra a porta da autoclave e deixe-a entreaberta, aguarde 8 minutos para secagem. Após o término da secagem, verifique se os materiais estão secos, caso contrário aperte novamente o botão FIM para realizar uma nova secagem Caso a porta da autoclave não abra após esterilização Aperte o botão FIM Abra a porta da autoclave Aperte novamente o botão FIM Aguarde a nova secagem (8 minutos)
  103. 103. Excelência em Biossegurança na Odontologia 103 Verifique se o material secou apropriadamente, caso negativo, repetir o processo de secagem Aguardar instrumental esfriar Conferir eficácia da esterilização através do indicador químico. Caso haja problemas na esterilização, chamar Dr. Cristian Preencher ficha de controle de esterilização Carimbar data da esterilização no instrumental esterilizado Guardar instrumental esterilizado nas gavetas / portas da ZONA VERDE Uso de indicador Biológico Este processo deve ser feito uma vez por mês Embalar o indicador biológico, colocar em uma zona crítica (porta, centro da autoclave ou entre materiais) e iniciar processo de esterilização. Ao finalizar o ciclo, desembalar e quebrar o vidro interno do indicador biológico, marcá-lo e colocá-lo na estufa. Pegar um indicador não usado, quebrar o vidro interno e colocar também na estufa. Aguardar 48 horas para saber o resultado: Somente o segundo indicador muda de cor - esterilização ocorreu normalmente Os dois indicadores mudaram de cor - problema na esterilização. Chamar Dr. Cristian e reesterilizar material Nenhum indicador mudou de cor - problema na estufa
  104. 104. 104 ROTINA PARA DESINFECÇÃO DO MATERIAL DE MOLDAGEM Na sala de Biossegurança Pegar recipiente para desinfecção da moldagem No Consultório Colocar sobreluva plástica Lavar a moldagem em água corrente para remover excesso de saliva e sangue Colocar moldagem no recipiente para desinfecção Borrifar glutaraldeído 2% sobre a moldagem, fechar o pote e levar para laboratório No laboratório Marcar despertador para 10 minutos Após tocar o despertador, remover o algodão e vazar a moldagem ROTINA PARA DESINFECÇÃO DE PEÇAS PROTÉTICAS Calçar sobreluva plástica Se a peça protética não soltar dentes ou cera, limpar a mesma com escova e sabão, Imergir peça protética em Hipoclorito de sódio 1% por 10 minutos Para peças protéticas com metal - trocar hipoclorito de sódio por álcool 70% Enxaguar em água corrente e entregar ao dentista
  105. 105. Excelência em Biossegurança na Odontologia 105
  106. 106. 106 NORMAS DE BIOSSEGURANÇA PARA O ATENDIMENTO CLÍNICO
  107. 107. Excelência em Biossegurança na Odontologia 107 ANTES DE INICIAR O ATENDIMENTO Inspecionar se o consultório está devidamente limpo para início do trabalho. Caso haja falha na desinfecção do mesmo, realizar todo o protocolo de desinfecção do consultório novamente. Lavar as mãos com solução bactericida. Utilizar luvas de procedimento novas e após a colocação das mesmas, aplicar álcool gel 70% para desinfecção. Analisar data da esterilização do campo clínico, o prazo é de 15 dias para TNT e 120 dias para papel grau cirúrgico. Abrir campo clínico estéril na frente do paciente. Colocar campos estéreis no pegador do refletor. Pegar os equipamentos e materiais necessários ao atendimento clínico nas gavetas. DURANTE O ATENDIMENTO Trabalhar somente na área clínica, evitar acesso a outras áreas, como recepção, sala de biossegurança, etc. Caso haja necessidade de material complementar, solicitar à equipe auxiliar. Na situação de impossibilidade na norma acima, sempre utilizar sobreluvas ao manipular objetos fora da área clínica. Prefira isolamento absoluto durante atendimento restaurador. Prefira bomba a vácuo na potência máxima no lugar do sugador convencional durante preparos protéticos e restauradores. Regule a água da alta rotação para o mínimo possível durante preparos, mas cuidado para não exagerar e remover toda a água, libere o necessário para refrigeração do preparo. Sempre use brocas novas e com bom corte Prefira sempre o uso de sugadores, evite que o paciente cuspa.
  108. 108. 108 APÓS O ATENDIMENTO Procure separar o lixo contaminado e manter as bancadas em ordem para desinfecção. Após remover a luva, imediatamente lave as mãos com solução bactericida. Em hipótese alguma cumprimente o paciente com as mãos cheias de talco. Analise se há necessidade de limpeza facial do paciente, caso haja, proceda com a higiene. O QUE FAZER x O QUE NÃO FAZER (instruções durante atendimento clínico) Nunca abaixe as mãos da região da cintura. Caso uma prótese caia no chão, desinfete com imersão em álcool 70%. Não toque em nada fora da área clínica sem sobreluvas. Nunca reutilize luvas. Utilize todos os EPI’s necessários. Ao utilizar determinado material de consumo, não devolva diretamente à gaveta. Após o atendimento será feita a desinfecção do material.

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