Endodontia em odontopediatria - tratamento pulpar dente decíduo

67.492 visualizações

Publicada em

Tratamento pulpar do dente decíduo, medicamentos endodontia do dente decíduo

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
68 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
67.492
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
17
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
783
Comentários
0
Gostaram
68
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Endodontia em odontopediatria - tratamento pulpar dente decíduo

  1. 1. Terapia pulpar em dentes decíduos: conservadora e radical, panorama atual da abordagem minimamente invasiva. Prof. Cristhiane Amaral
  2. 2. Objetivo da Odontopediatria Manutenção dos dentes decíduos no arco até a época de sua esfoliação fisiológica, visto ser este dente a base fundamental para que a correta oclusão da dentição permanente obtenha êxito.
  3. 3. CORDÃO GUBERNACULAR A função do cordão gubernacular está relacionada em direcionar o dente, quando sua coroa estiver completa, em direção ao processo alveolar
  4. 4. IMPORTÂNCIA DO DENTE DECÍDUO
  5. 5. Dentes decíduos Endodontia em odontopediatria CICLO BIOLÓGICO Ciclo vital curto Processo de rizólise fisiológica
  6. 6. Particularidades dos Dentes Decíduos Canais pulpoperiodontais (lesões de furca) Canais secundários e acessórios Presença do germe do dente permanente Reabsorção irregular
  7. 7. Endodontia em odontopediatria Esmalte e dentina delgados e menos calcificados Polpa e furca (molares) vulneráveis CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS
  8. 8. Pelo processo de DIAFANIZAÇÃO observa-se a anatomia dos canais radiculares
  9. 9. Canais Pulpoperiodontais
  10. 10. Reabsorção fisiológica X Odontometria CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS
  11. 11. Endodontia em odontopediatria Indicação correta do tratamento AVALIAÇÃO CLÍNICA E DIAGNÓSTICO Diagnóstico preciso  Pacientes: crianças - informações insuficientes ou incorretas.
  12. 12. Exame clínico bucal: - alterações de cor ou volume  Tecidos moles - presença de abscesso ou fístulas - firmeza ou mobilidade  Dentes - extensão e profundidade das lesões de cárie - hiperplasia pulpar Endodontia em odontopediatria AVALIAÇÃO CLÍNICA E DIAGNÓSTICO
  13. 13. Endodontia em odontopediatria AVALIAÇÃO CLÍNICA E DIAGNÓSTICO
  14. 14. AVALIAÇÃO CLÍNICA E DIAGNÓSTICO
  15. 15. Endodontia em odontopediatria Podem ser: Sintomáticos: material purulento no interior dos tecidos, em progressão. Assintomáticos: caminho de drenagem crônico, deixando de existir acúmulo de material purulento no interior dos tecidos. ABSCESSOS INTRA E EXTRA-BUCAL NEVILLE et al,
  16. 16. Dor intensa Sensibilidade extrema à percussão Extrusão do dente Tumefação dos tecidos Pode estar presentes cefaléia, febre e mal- estar Endodontia em odontopediatria ABSCESSOS Sintomáticos : sinais e sintomas
  17. 17. Endodontia em odontopediatria ABSCESSOS
  18. 18. Ausência de sintomas Detecção de fístula ou drenagem pelo dente Local de drenagem bloqueado: sinais e sintomas reaparecem Endodontia em odontopediatria ABSCESSOS Assintomáticos : sinais e sintomas
  19. 19. Endodontia em odontopediatria Assintomáticos : radiograficamente
  20. 20. Endodontia em odontopediatria ABSCESSOS EXTRA-BUCAL
  21. 21. Endodontia em odontopediatria ABSCESSOS EXTRA-BUCAL Após 3 dias de antibioticoterapia
  22. 22. TERAPIAS PULPARES  Capeamento pulpar indireto  Capeamento pulpar direto  Pulpotomias  Pulpectomias: Endodontia (instrumentada e não instrumentada) Tratamento conservador Tratamento radical
  23. 23. Remoção parcial do tecido cariado Diferentes formas de abordagem: • Capeamento pulpar indireto • Tratamento expectante • Tratamento restaurador atraumático
  24. 24. ( Remoção parcial do tecido cariado) Tecido carioso não remineralizável é removido  A camada mais profunda do preparo cavitário ( parede de fundo) é deixada, evitando exposição pulpar. CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO
  25. 25. Camada de dentina infectada (superficial): • Invasão bacteriana • Extensa desmineralização • Degradação de fibras colágenas e processos odontoblásticos • Não é remineralizada • Deve ser removida
  26. 26. Camada de dentina afetada (profunda): • Parcialmente desmineralizada • Fibras colágenas sadias • Processos odontoblásticos normais e fisiologicamente remineralizaveis • Pode ser preservada
  27. 27. Indicação: Dente com cárie profunda (expor polpa) Ausência de dor espontânea Nenhuma mobilidade e alterações nos tecidos periodontais CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO
  28. 28. Tratamento pulpar conservador Proteção Pulpar Indireta -PPI Filosofia conservadora Após 60 dias a 90 dias , remove-se o selamento provisório, a dentina alterada, agora com menor probabilidade de exposição pulpar, restaura-se definitivamente o dente. Filosofia atual : Decíduos Permanentes
  29. 29. CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO
  30. 30. Escavação após 60 dias
  31. 31. Indicação: Dentes sem história de dor Diamêtro da exposição pequeno Sangramento mínimo Crianças menores CAPEAMENTO PULPAR DIRETO
  32. 32. CAPEAMENTO PULPAR DIRETO • *Isolar o campo operatório • *Lavar a cavidade com soro fisiológico • *Otosporin por 5 a 10 mim. • *HCA puro ( pó ou pasta) • *Cimento de HCA • *Restauração com CIV • *Proservação (barreira 60 dias após)
  33. 33. • Otosporin® :sulfato de polimixina B + sulfato de neomicina + hidrocortisona • Panotil ®: Sulfato de Polimixina B + Sulfato de Neomicina + Acetato de Fludrocortisona + Cloridrato de Lidocaina • Otosynalar®:sulfato de polimixina B + sulfato de neomicina + fluocinolona acetonida + cloridrato de lidocaína
  34. 34. CAPEAMENTO PULPAR DIRETO
  35. 35. Pulpotomia Endodontia
  36. 36. Tipos de compostos usados na pulpotomia e endodontia: Formocresol Oxido de zinco Hidróxido de Cálcio Pasta Guedes-Pinto CTZ
  37. 37. Formocresol  Formaldeído: ação bactericida.  Cresol: ação antisséptica.  Muitos autores relatam grande porcentagem de sucesso  Desvitalização pulpar ou curativo para a neutralização  Não biológico, pois não ocorre reparação pulpar  Difícil controle da penetração Nunca ficar mais que 1 semana no dente
  38. 38. cisto dentígero
  39. 39. Oxido de zinco Ação anti-séptica, secativa e antiinflamatória não apresentando efeitos tóxicos ou adversos conhecidos Promove degradação do colágeno nos tecidos necróticos Efeito positivo na cicatrização
  40. 40. Hidróxido de Cálcio (Ca(OH)2 pH altamente alcalino, entre 12,4 e 12,8. Não causa alteração de cor Induz a formação dentinária Propriedades antibacterianas Regeneração pulpar. Reduz processo inflamatório Vasoconstritor capilar Processo de mineralização.
  41. 41. Pasta Guedes-Pinto  Iodofórmio: antisséptico e antimicrobiano.  PMCC: antimicrobiano/ ação bacteriostática e bactericida e alta citotoxicidade.  Rifocort (rifamicina):antibiotico+ (prednisolona) corticosteróide.  Material mais utilizado nas universidades brasileiras.
  42. 42. • OMCILON-A M (triancinolona acetonida + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina)
  43. 43. CTZ • Protocolo de simples execução • Fundamentada em evidências clínicas e científicas, • A técnica do CTZ pode ser indicada independente do diagnóstico pulpar • Não necessita de instrumentação dos canais • Os índices de sucesso clínico com ela obtidos são encorajadores, já que há desaparecimento dos sinais e sintomas rapidamente
  44. 44. Pasta de MAISTO & CAPURRO (1964) composição: pó- hidróxido de cálcio pa. iodoformio em partes iguais. líqüido- água destilada Pasta de LAWS (1962): pó- hidróxido de cálcio p.a. líqüido – propilenoglicol PPG Pasta de FRANK (1962) composição: pó - hidróxido de cálcio p.a. liqüido- paraclorofenol-canforado Pasta de HOLLAND (Araçatuba- UNESP) composição: hidróxido de cálcio 5,0g óxido de zinco 2,0g propileno glicol 5,0ml
  45. 45.  NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE AS TÉCNICAS DE TRATAMENTO ENDODÕNTICO PARA DENTES DECÍDUOS DISPONÍVEIS SEJAM EFETIVAS OU DE QUE UM DETERMINADO MATERIAL OBTURADOR SEJA MELHOR DO QUE OS DEMAIS.  A COMPLEXIDADE DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES DOS DENTES DECÍDUOS  A FALTA DE COLABORAÇÃO DA CRIANÇA, CUSTO SÃO FATORES QUE DESESTIMULAM A REALIZAÇÃO DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO CONVENCIONAL.  FACILIDADE DE EXECUÇÃO E A RÁPIDA REGRESSÃO DOS SINAIS E SINTOMAS CLÍNICOS
  46. 46. PULPOTOMIA Remoção de toda a polpa coronária de dentes decíduos
  47. 47. Condições clínicas: PULPOTOMIA TECIDO CONSISTENTE SANGRAMENTO VERMELHO VIVO
  48. 48. TRATAMENTO: CASO CLÍNICO Endodontia em odontopediatria PULPOTOMIA HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
  49. 49. Endodontia em odontopediatria PULPOTOMIA HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
  50. 50. Técnica de pulpotomia com HCa decíduos e permanentes • Remoção do tecido cariado • Remoção do teto • Remoção da polpa coronária(curetas) • Irrigação com soro fisiológico • Otosporin- 1 sessão -5 a 10” • 2 sessões- 48 a 72 hs • Pasta de HCA puro ou PA • Cimento de HCA • CIV- restauração final
  51. 51. PULPOTOMIA PASTA GUEDES-PINTO
  52. 52. PULPOTOMIA COM FORMOCRESOL
  53. 53. PULPOTOMIA COM FORMOCRESOL 5 / 7MINUTOS 48 HORAS TÉCNICA IMEDIATA
  54. 54. Endodontia em odontopediatria Indicação: Dentes com polpa seca Envolvimento da furca sem perda de todo suporte ósseo Reabsorção interna (sem perfurar a raiz) Falha da pulpotomia PULPECTOMIA
  55. 55. Endodontia em odontopediatria Contra-indicação: Dentes decíduos com extensas lesões de furca Extensa reabsorção radiográfica Saúde do paciente (abscessos volumosos) Avançada reabsorção interna Envolvimento do germe permanente Paciente não cooperador PULPECTOMIA
  56. 56. “Alguns autores sugerem que técnicas de ENDODONTIA de dentes decíduos menos invasivas podem ser tão efetivas quanto aquelas que empregam a instrumentação dos condutos radiculares, desde que uma substância com forte ação antimicrobiana seja empregada para o preenchimento da câmara pulpar”
  57. 57. TRATAMENTO: CASO CLÍNICO Endodontia em odontopediatria PULPECTOMIA
  58. 58. Endodontia – decíduo sem instrumentação a base de hidróxido de cálcio e oxido de zinco • Remoção do tecido cariado • Remoção do teto • Remoção da polpa coronária(curetas) • Irrigação com soro fisiológico (ou hipocloriro ou agua oxigenada ou clorexidina) • Curatico de demora • BIO: Otosporin • Necro: pmcc • Pasta de HCA + oxido de zinco +BIO: Otosporin - Necro: pmcc -preenche a câmara pulpar • CIV- restauração final
  59. 59. Endodontia em odontopediatria PULPECTOMIA HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
  60. 60. Endodontia em odontopediatria PULPECTOMIA HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
  61. 61. Endodontia em odontopediatria PULPECTOMIA HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 2º sessão
  62. 62. • A terapia pulpar de dentes decíduos esteve, durante anos, mais baseada na ação de medicamentos aplicados sobre a câmara pulpar e irrigação do que na instrumentação
  63. 63. Endodontia decíduo sem instrumentação com CTZ • Remoção do tecido cariado • Remoção do teto • Remoção da polpa coronária(curetas) • Irrigação com soro fisiológico (ou hipocloriro ou agua oxigenada ou clorexidina) • Pasta CTZ - preenche a câmara pulpar • Limpe bastante as paredes circundantes • CIV- restauração final
  64. 64. Objetivo: Tratamentos endodônticos rápidos, de fácil execução, e que podem ser realizados adequadamente nas condições de trabalho disponíveis.
  65. 65. ODONTOPEDIATRIA

×