Energia Contaminada

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Trecho do Livro "Energia Contaminada"

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Energia Contaminada

  1. 1. Sumário 01. ..................................................................................17 02. A Palestra ....................................................................................25 .........................................................................34 04. Sincronicidade............................................................................43 05. Início da Jornada........................................................................52 06. Passarinho Verde........................................................................63 .................................................................70 08. Uma noite de cão.......................................................................76 09 Fontes de contaminação............................................................84 10. A descoberta...............................................................................98 11. Plantão dos infernos............................................................... 105 ............................................................ 111 13. Energia negativa...................................................................... 118 14. Fantasmas................................................................................. 128 15. Sintonizando energias ............................................................ 136 16. Vítima preferida...................................................................... 142 .................................................................................. 150 ................................................................................. 154 19. A vingança ............................................................................... 160 20. A reunião.................................................................................. 173 21. Céu e Inferno .......................................................................... 182 22. A Crise...................................................................................... 188 23. Fim da Jornada ....................................................................... 194 24. O livro ...................................................................................... 203 Apêndice: Apostila........................................................................ 213 ..................................................................................... 227
  2. 2. 17   01. A “mágica” o começo da noite para outros. Thiago chegou ao vestiário, cansado, só pensava em pegar a mochila e ir para casa. Sentou-se no banco em frente ao seu armário e suspirou. Alto e magro, exibia um corpo cuidado sob o uniforme branco de enfermeiro. A pele clara realçava os olhos casta- - cí nos tempos de escola. O celular tocou. Desligou e colocou no armário. Eduardo, adolescente na época, morava na mesma rua para baixo para fazer cair às moedas do bolso. Indignado com a cena, salvou-o se passando por seu irmão mais velho. Ga- rotinho ainda, Thiago viu no amigo alguém para se espelhar. Quando Eduardo foi para a faculdade, Thiago se pre- - graduar-se em engenharia eletrônica. Tornou-se consultor em estava lecionando e ministrando palestras sobre energia, artes marciais e coisas do gênero, sua paixão desde garoto.
  3. 3. 18   Thiago deu um pulo, sobressaltado, retornando ao mundo real. O amigo parecia um urso, não só no porte físico, mas - redor. Muito falante e de boa aparência, sempre agitava o pe- daço. Sua marca registrada era o cabelo preto cortado curto e sempre bem penteado. - tou-se para pegar a toalha e o nécessaire – Você vai assumir o plantão da noite? – E me diga, como vai o paciente do 213? – Marcos terminou de calçar os sapatos brancos e impecáveis. passa de uma semana. Tirou a camisa, a calça, colocou no armário e continuou: cancelada. Passei para dar uma olhada nele, na hora do meu í, ele estava dormindo. Parecia um pouco melhor, mas eu, em com- pensação, me senti exausto. – Você está bem abatido. Vai para casa descansar – Mar- cos fechou o armário e se dirigiu para a porta. Thiago abriu a porta do box e virou a torneira do chu- veiro – Vou tomar um banho e ver se me animo. Marcos olhou o relógio. saiu correndo. - telefone:
  4. 4. 19   Imagine ela percorrendo todo o seu corpo até o chão e escoando pelo o ralo. Mude a cor para um azul, também bem clarinho e faça o mesmo processo. Depois se arruma era Eduardo novamente. um caminhão das minhas costas. Você precisa me contar - Thiago pegou a mochila, parou em frente ao espelho - sistiu. Chacoalhou com a mão e saiu. Do hospital até o restaurante era uma caminhada de 1,5 km. Seguiu até a avenida e virou à direita. No caminho lembrou-se de como foi o reencontro, - ram no corredor dos biscoitos. Thiago entrou no restaurante e avistou o amigo. O tempo não tinha passado para Eduardo. Alto, pesan- - estavam um pouco mais ralos. Muito popular entre as meninas, não tanto pelos seus dotes físicos, mas pela sua simpatia e sensibilidade, tinha uma – E aí cara, como vai você? – Thiago esboçou um sor- riso, feliz por rever o amigo.
  5. 5. 20   - damente se aproximou. – Um suco de melancia, por favor. Olhou para Eduardo e perguntou: – Comportamento e energia. Venho a algum tempo le- cionando sobre este tema – Eduardo estava feliz com o inte- – Terminei o curso de enfermagem e prestei concurso para trabalhar em hospital público. Passei e fui chamado para trabalhar num hospital de interior. Lá aproveitei para fazer alguns cursos de aperfeiçoamento na área de oncologia e me - trabalhando lá – disse Thiago vendo o garçom se aproximar. - - tinuou: - – O trabalho é muito cansativo? chegou a comida. – Mais um suco para o meu amigo e mais uma coca - tinuava falando. Dependendo do dia, apesar do trabalho não ser tão intenso, eu
  6. 6. 21   me sinto exausto. É como se minhas forças tivessem sido tiradas. - - be passado na coalhada seca e olhou para Thiago – Você de- pode estar acontecendo com você. Vendo a insatisfação do amigo, continuou: – A sua energia pode estar sendo drenada e ou contami- nada com energias ruins. Isso explicaria o fato de você estar bem em alguns dias e em outros muito mal. – Drenado? Contaminado por energia? – Thiago arre- – Tudo a ver. Deixe-me entender um pouco mais. Você mas eu estava morto. deve ter transferido a sua energia para ele. – Para começar a energia está em tudo. Toda a existên- - tremamente densa é mais conhecida como matéria. Nós nada – Quando nós interagimos com o outro e com os luga-nós interagimos com o outro e com os luga-interagimos com o outro e com os luga- tipo de energia. – Ela em principio é neutra, isto é, nem boa e nem ruim – continuou Eduardo – Dependendo de vários fatores e da
  7. 7. 22   conversa iria levá-lo. à energia mesma coisa se ele não está bem, a energia não deve estar boa – Thiago parou de comer ao responder para o amigo. - conexão e nessa conexão há sempre troca de energia. Em ou- tras palavras, a sua energia vai para ele e a dele vai para você. – Calma, acompanha meu raciocínio. Se ele estava en- de sua energia foi para ele. Thiago balançou a cabeça concordando com Eduardo. – Sempre há uma troca nas interações - ção de energia dele. Se essa energia não estava boa, você con- – Sim, tem lógica. energia dele. – Com isso eu me senti mal e exausto, sem saber por – Muito bem – disse Eduardo – você entendeu. movimentou certo tipo de energia, com a intenção de tirar a
  8. 8. 23   - ca” fui eu com a minha intenção? É isso aí. Você mesmo fez a sua descontaminação e o reabaste-sso aí. Você mesmo fez a sua descontaminação e o reabaste- cimento de energia. - da. Fixando mentalmente a cor, você está sintonizando a fre- conversa. – Olha – Eduardo abriu a pasta e tirou um envelope – - versando e não vamos esgotar o assunto. Toma, tem alguns só Obrigado. Vou falar com alguns amigos. – Vamos pedir um doce? – Eduardo acenou para o gar- çom – Mudando de assunto. Você ainda está namorando com – Estamos noivos – Thiago mostrou o anel no dedo. tinham sido feitos um para o outro. – Obrigado. Estamos programando nos casar no ano mostrou a foto no celular. – Então vamos brindar a isso – propôs Thiago pegando o copo.
  9. 9. 24   – Vamos brindar a nossa amizade – disse Eduardo to- cando o copo no do amigo. A noite correu solta entre lembranças e boas risadas.
  10. 10. 25   02. A Palestra – Oi Marcos. Você está chegando? Ok. Estou descendo. Quando Thiago começou a trabalhar no hospital Santa Olinda, foi morar numa pensão, mas estava tendo problemas por causa dos seus horários. Procurando por uma alternativa – falar com o Marcos na emergência.” Na mesma semana, estava dividindo o apartamento e tinham se tornado grandes amigos. Marcos estava de folga e aproveitou para visitar a sua mãe. – Boa noite, amigos. Animados com a palestra? - vam animadamente, no banco de trás. no farol, vire à direita. Trovoadas e relâmpagos anunciavam um temporal. A - pital Santa Margarida. A sala para cem pessoas estava com metade de sua ca- pacidade. As pessoas se espalharam nas poltronas cinza claro, dispostas em dois grupos de cinco, com uma passagem no meio. Algumas imagens informativas e coloridas dispostas aleatoriamente davam um tom às paredes brancas e a frente - ras e dois microfones completavam a decoração.
  11. 11. 26   conhece, meu nome é Eduardo. A chuva está atrapalhando - A porta se abriu e três pessoas esbaforidas entraram. Pediram desculpa e se sentaram no fundo. foi estruturado e vem sendo ensinado, por mim, há alguns anos. Eduardo começou a falar e se deslocava de um lado para o outro sob os olhares atentos da plateia. Ele era extremamen- te carismático e sabia prender a atenção das pessoas. No decorrer da história da humanidade, os seres hu- manos foram descobrindo as causas de doenças, mal-estares e mortes. Percebeu-se, com o desenvolvimento da tecnologia e a das causas eram as contaminações por germes. A partir destas descobertas foi sendo incorporado, ao dia a dia, atitudes como higiene pessoal, higiene de ambientes, assepsias e limpezas em geral que procuraram minimizar essas contaminações, visando dar mais saúde às pessoas. O desenvolvimento da medicina aliada às novas tecnolo- gias, tudo aquilo que causava doenças e mortes e que num pri- meiro momento era invisível e desconhecido passou a ser visível e conhecido. Essas descobertas varreram disciplinas que abran- geram: nutrição, exercícios, higiene, todos em busca de saúde, bem-estar e harmonia.
  12. 12. 27   o corpo por inteiro, os poros eram abertos e isso facilitava a - se lavar, para manter-se limpo. Crenças como essas, transformaram a idade média numa época negra em termos de doenças, que chegaram a elimi- nar metade da população da Europa. Na era da informação, esses novos conhecimentos, ensinamentos e técnicas estão muito mais disponíveis do que antes. Porém, é tanta informação e muitas vezes contraditó- reuni-las. Usando como base as crenças do passado e as mais modernas descobertas, nas questões relacionadas à energia cir- mostrar, o que até então era desconhecido por muitos, que a são a causa de muitos males. - que mais frequentemente entram em contato com doentes porta- dores de enfermidades diversas e faz parte de suas vidas lidarem com a dor, a doença e a morte. O que se percebe, hoje e de maneira crescente, que mui- semelhantes aos dos doentes que estão tratando. adoece é milenar e reconhecido por muitos desde que a causa dessas enfermidades seja por ação de agentes químicos, físicos, biológicos e até psicológicos, mas poucos entendem e aceitam que
  13. 13. 28   os agentes energéticos, também podem ser o fator causal do de- senvolvimento de doenças. - avanço das enfermidades dos funcionários, principalmente - tivas, como o programa de Qualidade de Vida, estão sendo implantados na tentativa de mudar essa realidade. – Fizemos uma série de entrevistas para conhecer o dia - mos a necessidade de palestras sobre a prevenção de doenças, alimentação, terapia e até meditação. –Porisso–completouEduardo–propusemosmostrar,atra- vés de palestras, maneiras diferentes de encarar esse problema. - - lacionada à forma como reagem e respondem aos eventos do trabalho? sentada na frente. constante exposição de vocês a dor, à angustia e ao sofrimen- to, acaba por atingir o condicionamento psicológico com ele- vado nível de stress. - afeta a sua condição energética. e pretendo preen- das contaminações energéticas. O objetivo é fazer uma reinterpretação das medidas de pre- venção de agravos à saúde na presença das doenças e sofrimentos,
  14. 14. 29   se fala a milhares de anos. Vamos apenas fazer a adaptação reequilíbrio energético, para aplicar ao dia a dia. água para aliviar a secura de sua garganta. Silêncio... Ninguém fez perguntas. Desde pequenos somos ensinados que devemos tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos. São condutas que per- consequentemente doentes. Tomamos cuidado com o que comemos, onde pisamos, onde tocamos. Lavamos e higienizamos frutas e verduras, guar- damos em baixas temperaturas alimentos perecíveis, cobrimos - - to de cuidados que temos com nós mesmos, nossa saúde, nossa vitalidade, nossa vida. Se o analisarmos, vamos perceber que estamos a todo o momento nos preparando, nos protegendo e nos limpando. a desinfetar e esterilizar utensílios e instrumentos. Também
  15. 15. 30   aprenderam a se preparar, fazendo assepsia e colocando prote- as proteções e fazem a limpeza. Existem extensos protocolos para cada um destes cuidados. Fazemos a mesma coisa com a nossa energia? Prepara- mo-nos energeticamente antes de fazer alguma coisa? Antes de sair para trabalhar, antes de participar de uma reunião, antes de atender um paciente, antes de cuidar de um doente? E depois? Fazemos nossa higienização, nossa assepsia, nossa limpeza para tirar as contaminações energéticas? falar com alguém? - do um caminhão nas costas? Muitas questões e poucas respostas. – Nós não fomos preparados e nem educados para nos cuidar energeticamente. Podemos no dia a dia estar entrando em contato com energias contaminantes e nem saber disso. tipo de contaminação. fundo. No dia a dia entramos, a todo o momento, em contato com pessoas e ambientes. Nestas interações irradiamos e capta- mos energias, sendo algumas boas, que nos fazem bem, e outras ruins, que nos contaminam. A grande maioria das pessoas não sabe que isso ocorre, alguns até percebem que isso acontece, mas não sabem o que fazer. As pessoas precisam aprender a se prepararem energeti- camente antes de fazer alguma coisa, se protegerem durante a in- teração com os outros e depois se descontaminarem das energias
  16. 16. 31   ruins. Embora vivamos num mundo com interações energéticas, - - cando o que chamamos de higiene energética. Resumidamente, utilizar a energia para a sua proteção, para a sua assepsia e ainda reabastecer-se com energias reparadoras e revitalizantes. Eduardo encerrou a palestra sob o olhar pensativo da tinha sido atingido. – Esse assunto é bastante extenso e precisaríamos de mais tempo para aprender e assimilar. Infelizmente, ele é cur- to. Quero agradecer a presença de todos. Gostei de conhe- cê-los e estou disposto a voltar para continuar esse assunto, Todos bateram palmas. No meio da multidão um se- nhor levantou-se e virou-se para a plateia: – Quero, em nome da diretoria, agradecer a presença de todos. Infelizmente tivemos pouco tempo para divulgar essa palestra, por isso tivemos poucos felizardos. Todos se detiveram para escutá-lo. O diretor foi até Eduardo, apertou a sua mão e continuou: pensar positivo é fundamental, pois faz parte do nosso dia a dia do hospital receber pessoas com problemas. Ninguém - vam – é pensar positivo não transferi-la para os outros. Muito obrigado a todos. Novamente ouviram-se palmas e as pessoas começa- ram a sair.
  17. 17. 32   - agradeceu-o. – Sim, na segunda, para pegar o outro grupo. – Vamos divulgar melhor. Obrigado de novo. Preciso ir – o diretor saiu apressado. Muitos se aproximaram e um a um foi agradecendo e se despedindo. foram espera-lo lá fora – Obrigado pela palestra, gostei bastante. – Vou começar um curso na outra semana. Você não Eduardo abraçou o amigo. porta chamando por ele. Thiago deu um tchau geral e saiu correndo. Já no carro, de volta para casa, a conversa estava anima- - po você conhece o Eduardo? – Legal ele. Fala muito bem – comentou o outro sem deixar Thiago responder. conseguia responder. – - – gritou Marcos. estava com a cara fechada. com Marcos. – Não, tudo bem. Já estamos chegando.

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