Enfermeira Magda R. Matos
Catástrofes
Nova Friburgo RJ - Enchente 2011
Nova Friburgo RJ - Enchente 2011
Japão - Tsunami 2011
Nova Jersey (USA) - FuracãoSandy 2012
Incêndio -Campo Grande MS07/05/2013
Catástrofe Pela Organização Mundial de Saúde, catástrofe é umfenômeno ecológico súbito de magnitude suficiente paranecess...
Desastres Desastre é definido como resultado de eventos adversos,naturais ou provocados pelo homem, sobre umecossistema, ...
Desastres Naturais São aqueles provocados por fenômenos e desequilíbriosda natureza e produzidos por fatores de origem ex...
Desastres Humanos São aqueles provocados por ações ou omissões humanas.Relacionam-se com o próprio homem, enquanto agente...
Desastres Mistos Ocorrem quando as ações ou omissões humanas contribuempara intensificar, complicar e/ou agravar desastre...
Desastres no Brasil Os desastres naturais, no mundo e no Brasil, vemaumentando sistematicamente, segundo o Departamentopa...
Você sabe o que fazer em umasituação de catástrofe?
Enfermagem nas Catástrofes Para Morton e Fontaine (2011, p.213), na ocorrência deum desastre, o papel da enfermagem nos c...
Entidades de atendimentoem situações de catástrofes Públicas (ou externas): Defesa civil Comandos Militares SAMU Bomb...
 Institucionais (ou internas): Emergência Plano de contingência para Atendimento à múltiplasvítimas
 Os princípios básicos no atendimento dessas situaçõessão: triagem, tratamento e transporte. Para que estes três princíp...
Protocolos Pré-hospitalar: Start Hospitalar: Classificação de risco – CRAMP
Atendimento Pré-Hospitalar No atendimento pré-hospitalar, catástrofe é aquelasituação em que as necessidades de atendimen...
SEQUÊNCIA DE TRIAGEM Triagem Inicial Normalmente é realizada na própria zona quente, porémcaso haja risco iminente que p...
Triagem Secundária Pode ser efetuada na entrada da área de Tratamento,quando houver recursos humanos suficientes para afu...
Técnica START START (Simple Triage And Rapid Treatment) TriagemSimples E Tratamento Rápido por ser um método simples,que ...
Cartão Vermelho Vítimas que apresentam risco imediato de vida;apresentam respiração somente após manobras de aberturade v...
 São os pacientes com: Choque; Amputações. Lesões arteriais; Hemorragia Severa; Lesões por inalação; Queimaduras em...
Cartão Amarelo Vítimas que não apresentam risco de vida imediato;necessitam de algum tipo de tratamento no local enquanto...
Cartão Verde Vítimas com capacidade para andar; não necessitam detratamento médico ou transporte imediato, possuem lesões...
Prioridade Preto Vítimas em óbito ou que não tenham chance desobreviver; não respiram, mesmo após manobras simplesde aber...
Atendimento Hospitalar Em situações de desastres e incidentes com múltiplasvítimas a capacidade depende especialmente no ...
 Outros pontos críticos são a capacidade da central dematerial em manter o abastecimento, incluindo aesterilização, o set...
Método CRAMP A sigla surgiu da reunião das iniciais das seguintespalavras:C circulaçãoR respiraçãoA abdomeM motor ou ...
Realizado em cinco estágios Ao término de cada um desses estágios e, em função doestado geral caracterizado, pontua-se da...
 Com o aumento das catástrofes são indispensáveismedidas qualitativas para enfrentar tais eventos. Somentecom a integraçã...
 Assim sendo permite um olhar mais profundo e sensíveldos fatores de risco, e o acesso a comunidade de formamais individu...
Referências Bibliográficas Desastres e Incidentes com Múltiplas Vítimas Plano de Atendimento - Preparação HospitalarSecre...
Muito Obrigado
Triagem de Vítimas em Catástrofes    Enf. Magda R. Matos
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Minicurso Mês da Enfermagem Coren/MS 2013.

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Triagem de Vítimas em Catástrofes Enf. Magda R. Matos

  1. 1. Enfermeira Magda R. Matos
  2. 2. Catástrofes
  3. 3. Nova Friburgo RJ - Enchente 2011
  4. 4. Nova Friburgo RJ - Enchente 2011
  5. 5. Japão - Tsunami 2011
  6. 6. Nova Jersey (USA) - FuracãoSandy 2012
  7. 7. Incêndio -Campo Grande MS07/05/2013
  8. 8. Catástrofe Pela Organização Mundial de Saúde, catástrofe é umfenômeno ecológico súbito de magnitude suficiente paranecessitar de ajuda externa. SEDEC classifica: Grande desgraça, acontecimentofunesto e lastimoso. Desastre de grandes proporções,envolvendo alto número de vítimas e/ou danos severos.
  9. 9. Desastres Desastre é definido como resultado de eventos adversos,naturais ou provocados pelo homem, sobre umecossistema, causando danos humanos, materiais e/ouambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociaisCastro (1998). Os desastres são quantificados, em função dos danos eprejuízos, em termos de intensidade, enquanto que oseventos adversos são quantificados em termos demagnitude.
  10. 10. Desastres Naturais São aqueles provocados por fenômenos e desequilíbriosda natureza e produzidos por fatores de origem externaque atuam independentemente da ação humana.
  11. 11. Desastres Humanos São aqueles provocados por ações ou omissões humanas.Relacionam-se com o próprio homem, enquanto agente eautor. Por isso, são produzidos por fatores de origeminterna. Esses desastres podem produzir situações capazesde gerar grandes danos à natureza, aos habitats humanos eao próprio homem, enquanto espécie. Normalmente osdesastres humanos são conseqüência de açõesdesajustadas geradoras de desequilíbrios sócioeconômicose políticos entre os homens e de profundas e prejudiciaisalterações de seu ambiente ecológico.
  12. 12. Desastres Mistos Ocorrem quando as ações ou omissões humanas contribuempara intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais.Caracterizam-se, também, por intercorrências de fenômenosadversos naturais que atuam sobre condições ambientaisdegradadas pelo homem, provocando desastres.
  13. 13. Desastres no Brasil Os desastres naturais, no mundo e no Brasil, vemaumentando sistematicamente, segundo o Departamentopara a Redução dos Desastres das Nações Unidas (ONU)o Brasil em 2008 foi o 13º país mais afetado, já no ano de2009 foi o sexto país. Um aumento de aproximadamente95% de um ano para outro. As inundações e astempestades foram as catástrofes naturais mais frequentesno ano de 2009.
  14. 14. Você sabe o que fazer em umasituação de catástrofe?
  15. 15. Enfermagem nas Catástrofes Para Morton e Fontaine (2011, p.213), na ocorrência deum desastre, o papel da enfermagem nos cuidados críticosé fundamental. Ressalta a dependência deste em relaçãoao impacto do desastre sobre as estruturas das instituições,o meio ambiente e o número de profissionais disponíveis.
  16. 16. Entidades de atendimentoem situações de catástrofes Públicas (ou externas): Defesa civil Comandos Militares SAMU Bombeiros Empresas privadas de Resgate Central de Regulação Outros recursos de apoio
  17. 17.  Institucionais (ou internas): Emergência Plano de contingência para Atendimento à múltiplasvítimas
  18. 18.  Os princípios básicos no atendimento dessas situaçõessão: triagem, tratamento e transporte. Para que estes três princípios básicos sejam plenamenteatendidos é necessário que haja comando, comunicação econtrole, indispensáveis para o sucesso do atendimento.
  19. 19. Protocolos Pré-hospitalar: Start Hospitalar: Classificação de risco – CRAMP
  20. 20. Atendimento Pré-Hospitalar No atendimento pré-hospitalar, catástrofe é aquelasituação em que as necessidades de atendimento, excedemos recursos materiais e humanos imediatamentedisponíveis, havendo necessidade de medidasextraordinárias e coordenadas para se manter a qualidadebásica ou mínima de atendimento.
  21. 21. SEQUÊNCIA DE TRIAGEM Triagem Inicial Normalmente é realizada na própria zona quente, porémcaso haja risco iminente que possa ameaçar as equipes deresgate, as vítimas devem ser removidas prontamente demodo aleatório, para a zona fria. As vítimas sãoidentificadas com os cartões de triagem.
  22. 22. Triagem Secundária Pode ser efetuada na entrada da área de Tratamento,quando houver recursos humanos suficientes para afunção. Os pacientes são recategorizados ou não, caso suacondição clinica tenha se modificado. As vitimas sãoentão agrupadas em lonas coloridas de acordo com ascores dos cartões de triagem. Esta técnica de triagem éconhecida mundialmente como START.
  23. 23. Técnica START START (Simple Triage And Rapid Treatment) TriagemSimples E Tratamento Rápido por ser um método simples,que se baseia na avaliação da respiração, circulação enível de consciência, dividindo as vítimas em quatroprioridades e utiliza cartões coloridos para definir cadauma das prioridades. A Prioridade de Atendimento àsVítimas obedece a seguinte ordem:
  24. 24. Cartão Vermelho Vítimas que apresentam risco imediato de vida;apresentam respiração somente após manobras de aberturade vias aéreas ou a respiração está maior que 30movimentos respiratórios por minuto; necessitam dealgum tratamento médico antes de um transporte rápido aohospital; necessitam ser transportadas rapidamente aohospital para cirurgia.
  25. 25.  São os pacientes com: Choque; Amputações. Lesões arteriais; Hemorragia Severa; Lesões por inalação; Queimaduras em face; Lesão de face e olhos; Lesões intra-abdominais; Insuficiência Respiratória; Pneumotórax Hipertensivo Lesões extensas de partes moles; Queimaduras de 2º grau maior que 20% a 40%,ou de 3º graumaior que 10 a 30%;
  26. 26. Cartão Amarelo Vítimas que não apresentam risco de vida imediato;necessitam de algum tipo de tratamento no local enquantoaguardam transporte ao hospital. São os pacientes com: Fraturas; TCE leve, moderado; Queimaduras menores; Traumatismos abdominais e torácicos; Ferimentos com sangramento que necessitam suturas.
  27. 27. Cartão Verde Vítimas com capacidade para andar; não necessitam detratamento médico ou transporte imediato, possuem lesõessem risco de vida. São os pacientes com: contusões; hematomas; escoriações; pequenos ferimentos.
  28. 28. Prioridade Preto Vítimas em óbito ou que não tenham chance desobreviver; não respiram, mesmo após manobras simplesde abertura da via aérea. múltiplos traumas graves; queimaduras de 2 e 3 grau extensas.
  29. 29. Atendimento Hospitalar Em situações de desastres e incidentes com múltiplasvítimas a capacidade depende especialmente no númerode médicos disponíveis para atendimento, cirurgiões,anestesistas, enfermagem, número de salas cirúrgicas,número de ventiladores disponíveis, leitos de terapiaintensiva disponível e local adequado para realizar o 1ºatendimento.
  30. 30.  Outros pontos críticos são a capacidade da central dematerial em manter o abastecimento, incluindo aesterilização, o setor de radiologia conseguir realizar todosos exames. Também, se sabe que numa situação dedesastre o pico de chegada de vítimas no hospital ocorrena 1º hora após inicio da ocorrência, e que em torno de40%, necessitam de procedimento cirúrgico.
  31. 31. Método CRAMP A sigla surgiu da reunião das iniciais das seguintespalavras:C circulaçãoR respiraçãoA abdomeM motor ou movimentoP psiquismo ou palavra
  32. 32. Realizado em cinco estágios Ao término de cada um desses estágios e, em função doestado geral caracterizado, pontua-se da seguinte forma: exame normal: dois pontos exame alterado: um ponto exame grave: zero ponto Ao término do exame geral, a somação da pontuação decada um dos estágios do método define o escore deprioridades de atendimento.
  33. 33.  Com o aumento das catástrofes são indispensáveismedidas qualitativas para enfrentar tais eventos. Somentecom a integração de vários sistemas e órgãos podem-secriar estratégias para prevenção e recuperação dos danosmateriais, sociais, econômicos e ambientais causadospelos desastres. A Enfermagem é elo da comunidade com os serviços declassificação de risco, conhecendo suas necessidades edeficiências no dia a dia.
  34. 34.  Assim sendo permite um olhar mais profundo e sensíveldos fatores de risco, e o acesso a comunidade de formamais individual, o que facilita na criação de planos deatuação e resposta em situações de catástrofes. É da natureza do Enfermeiro trabalhar com o individuo eo coletivo para que possa prevenir, minimizar e evitaragravos a saúde de todas as naturezas.
  35. 35. Referências Bibliográficas Desastres e Incidentes com Múltiplas Vítimas Plano de Atendimento - Preparação HospitalarSecretaria de Estado da Saúde Governo do Estado de São Paulo 2012. GLOSSÁRIO DE DEFESA CIVIL ESTUDOS DE RISCOS E MEDICINA DE DESASTRES 5ªEdição Antônio Luiz Coimbra de Castro- Secretaria Nacional de Defesa Civil – SEDEC. Manual do Atendimento Pré-Hospitalar – SIATE /CBPR MATOS, Magda Ronizze; CARNEIRO, Maria Claudia Riato; SANTOS, Tânia dos. DESASTRES. 2011.Vol. 01. Labor Course Completion Bachelor, in Nursing - Faculdade Anhanguera de Campo Grande,Anhanguera Educacional S.A., Campo Grande, 2011. MORTON, P. G.; FONTAINE, D. K. Cuidados Críticos de Enfermagem: uma abordagem holística. 9.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. Plano de Contingência para o Atendimento de Múltiplas Vítimas 2011 Hospital Geral de Itapecerica daSerra HGIS SECONCI OSS.
  36. 36. Muito Obrigado

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