Relações humanas e cooperação

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Apresentação da Conscientia sobre "Relações humanas e cooperação"

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  • Massa de seres humanos
  • v
  • Num tribo indio, qdo qlguem comete infracao, toodos se reunem e ele no meio, todos falam o de bom que ele faz, nada de critica.
    Mentirosa: Respeite a mentira, que a mentir prede a graca (mentir causa tensao, gostos, vira habito de prazer – Bra expli pelas galinhas
  • Respeitando emocoes vc nao dá poder para chantagem emocional
  • v
  • Respeitando emocoes vc nao dá poder para chantagem emocional
  • Respeitando emocoes vc nao dá poder para chantagem emocional
  • Respeitando emocoes vc nao dá poder para chantagem emocional
  • Relações humanas e cooperação

    1. 1. MST por uma reforma agrária popular: RELAÇÕES HUMANAS E COOPERAÇÃO valorização humana e social para transformação dos seres humanos, escolas e cooperativas conscientia.se, mst.org.br, mundukide.org MST por uma reforma agrária popular: RELAÇÕES HUMANAS E COOPERAÇÃO valorização humana e social para transformação dos seres humanos, escolas e cooperativas conscientia.se, mst.org.br, mundukide.org
    2. 2. OBJETIVOS DO MST: Reforma agrária popular para justiça social e soberania do povo 1.5 milhões de assentados, 120 mil famílias acampadas Uma nova sociedade com igualdade, solidariedade, e ecologia – socialismo consciente de autogestão •Eliminar pobreza, garantir trabalho para todos •Garantir alimentação saudável •Preservar a biodiversidade •Defender povos indígenas, quilombolas... •Direitos humanos: gênero, minorias, excluídos •Democratização profunda e ampla da vida econômica, política e social = VALORIZAÇÃO HUMANA, SOCIAL E ECOLÓGICA Uma nova sociedade com igualdade, solidariedade, e ecologia – socialismo consciente de autogestão •Eliminar pobreza, garantir trabalho para todos •Garantir alimentação saudável •Preservar a biodiversidade •Defender povos indígenas, quilombolas... •Direitos humanos: gênero, minorias, excluídos •Democratização profunda e ampla da vida econômica, política e social = VALORIZAÇÃO HUMANA, SOCIAL E ECOLÓGICA
    3. 3. PROBLEMAS DE COOPERAÇÃO oriundos principalmente do capitalismo E MODOS COMO LIDAR COM ELES PROBLEMAS DE COOPERAÇÃO oriundos principalmente do capitalismo E MODOS COMO LIDAR COM ELES
    4. 4. DESAFIOS EM COOPERAÇÃO 1(2)DESAFIOS EM COOPERAÇÃO 1(2) Cooperação aumenta dependência mutua e intensifica os conflitos nas relações humanas. • Numa assembleia poucas pessoas participam. • Como fazer companheiras/os cumprir suas funções? • Crítica e cobrança causa em nós reação de angustia, medo, raiva, tristeza e impotência • Lutas pelo poder, setorização – falta de união, • Fofocas, intrigas, personalismo, egoísmo • Se comenta: “Todos se sentem donos nos direitos mas não nos deveres.” ou “Associados assimilam os vícios do dono e do empregado.”
    5. 5. DESAFIOS EM COOPERAÇÃO 2(2)DESAFIOS EM COOPERAÇÃO 2(2) • Coordenadores não são respeitados. Antagonismo entre os coordenadores e coordenados. • Pessoas mais ativas acumulam o poder. A liderança tem tendência de se perpetuar no poder. • Como lidar com pessoas ativas, mas autoritárias? Conduta “eu sou melhor que outros” – auto-suficiência. • Passividade, preguiça, oposição, medo de sucesso • No grupo de 10 sócios há 2 que criam desordem e brigas. • Uma pessoa que inventa doenças para fazer o que quiser. • Falta de valorização humana, falta de motivação • Cansaço, stress, esgotamento, ausência na família, depressão, agressão, dependências de álcool e drogas
    6. 6. CONSEQUÊNCIAS DO CAPITALISMO NA ESTRUTURA PSÍQUICA DO POVO 1(2) CONSEQUÊNCIAS DO CAPITALISMO NA ESTRUTURA PSÍQUICA DO POVO 1(2) • O capitalismo fomenta em nossa personalidade características como alienação, competitividade, egoísmo, ganância, inveja e resignação – imediatismo, ativismo, personalismo, consumismo • e além disto nos indivíduos mais ricos ou poderosos isolamento, mania de grandeza, cinismo e paranóia. • O capitalismo provoca em nos sentimentos crônicos de inferioridade, insegurança, medo, humilhação, indignação, revolta, raiva, culpa... • e simultaneamente nos são “impostos” que estes sentimentos são sintomas de desequilíbrio e fraqueza, e que não deveríamos sentir assim.
    7. 7. CONSEQUÊNCIAS DO CAPITALISMO 2(2)CONSEQUÊNCIAS DO CAPITALISMO 2(2) • O capitalismo fomenta justo aquilo que há de mais perverso, fomentando e resultando em: – imensas injustiças econômicas e sociais – exclusão de jovens – destruição do equilíbrio ecológico – machismo, preconceitos – dependências de drogas e outros – doenças psíquicas e físicas, – guerras, terrorismo, extremismo religioso O CAPITALISMO PROVOCA INDIGNAÇÃO E REVOLTA O POVO PARA SE ORGANIZAR PARA LUTA – MST.
    8. 8. FORMAÇÃO DA PERSONALIDADEFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE Personalidade (caráter): hábitos de sentir, pensar e agir, se (de)forma com os fatores (ser histórico): • Sociedade e suas estruturas do poder: em nosso caso colonialismo e capitalismo • Os pais, pessoas próximas (afetados pela sociedade) • Genética (?) (afetada pelo desequilíbrio da natureza) • Vontade (liberdade, responsabilidade = um mistério). A seu ver quanto que o ser humano tem “culpa” pelo seu comportamento, 20%, 80%...? • Daniel Ashuti, prof. de criminologia, Universidade Lasalle, Canoas, RS: ”O homem não é culpado por aquilo que faz, mas é o meio.”
    9. 9. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 1(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result.
    10. 10. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 1(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... e reagir que não deveria sentir assim: medo e paralização ou raiva e agressão Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... E reagir aceitando estes sentimentos: equilíbrio e liberdade
    11. 11. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 1(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... e reagir que não deveria sentir assim: medo e paralização ou raiva e agressão Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... E reagir aceitando estes sentimentos: equilíbrio e liberdade Sentir exigência de resolver o problema: o poder fica concentrado no problema Desfazer exigência de solução: prevenir e desmontar problemas
    12. 12. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 1(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... e reagir que não deveria sentir assim: medo e paralização ou raiva e agressão Sentir irritação, medo, frustração, raiva, culpa, impotência... E reagir aceitando estes sentimentos: equilíbrio e liberdade Sentir exigência de resolver o problema: o poder fica concentrado no problema Desfazer exigência de solução: prevenir e desmontar problemas Mandar: ”Não faça assim...”: reação de revolta Evitar mandar: respeito e consciência
    13. 13. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 2(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Coletivo espera que coordenador/professor resolva: sem ação coletiva Coletivo toma inciativa com responsabilidade coletiva: solução coletiva
    14. 14. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 2(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Coletivo espera que coordenador/professor resolva: inação coletiva Coletivo toma inciativa com responsabilidade coletiva: solução coletiva Competição, classificação, elogio, crítica: exigências, oposição, alienação Desfazer competição e classificação: igualdade e solidariedade
    15. 15. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 2(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Coletivo espera que coordenador/professor resolva: inação coletiva Coletivo toma inciativa com responsabilidade coletiva: solução coletiva Competição, classificação, elogio, crítica: exigências, oposição, alienação Desfazer competição e classificação: igualdade e solidariedade Nossas rotinas vêm das estruturas de poder Aceitar consciência disto: valorização incondicional
    16. 16. COMO REAGIMOS PERANTE PROBLEMAS 2(2) MODO COMUM: resultado MODO SOCIALISTA: result. Coletivo espera que coordenador/professor resolva: inação coletiva Coletivo toma inciativa com responsabilidade coletiva: solução coletiva Competição, classificação, elogio, crítica: exigências, oposição, alienação Desfazer competição e classificação: igualdade e solidariedade Nossas rotinas vêm das estruturas de poder Aceitar consciência disto: valorização incondicional ESTES MODOS REPRESSORES TORNAM PROBLEMAS CRÔNICOS ASSIM É POSSÍVEL PREVENIR E DESFAZER PROBLEMAS
    17. 17. EDUCAÇÃO, MOTIVAÇÃO E LIDERANÇA COMUN OBJETIVA A CORREÇÃO DO COMPORTAMENTO: - Objetivos – exigências – controle - Elogío e punição - Competição – exigência de ser o melhor A vida se torna uma prestação – tem que, tem que... Ser humano é alienado de si mesmo e da realidade. EDUCAÇÃO, LIDERANÇA QUE BASEIA NA CONSCIÊNCIA SIGNIFICA VALORIZAÇÃO INCONDICIONAL. ISTO RESULTA NUM COMPROMETIMENTO VERDADEIRO NA LUTA, ESTUDO E TRABALHO. EDUCAÇÃO, MOTIVAÇÃO E LIDERANÇA COMUN OBJETIVA A CORREÇÃO DO COMPORTAMENTO: - Objetivos – exigências – controle - Elogío e punição - Competição – exigência de ser o melhor A vida se torna uma prestação – tem que, tem que... Ser humano é alienado de si mesmo e da realidade. EDUCAÇÃO, LIDERANÇA QUE BASEIA NA CONSCIÊNCIA SIGNIFICA VALORIZAÇÃO INCONDICIONAL. ISTO RESULTA NUM COMPROMETIMENTO VERDADEIRO NA LUTA, ESTUDO E TRABALHO.
    18. 18. EQUILIBRIO ENTRE VALORIZAÇÃO E CRÍTICA & COBRANÇA VALORIZAÇÃO COBRANÇA MAIS VALORIZAÇÃO = MENOS NECESSIDADE DE CRÍTICA E COBRANÇA MAIS COBRANÇA E CRÍTICA = MENOS VALORIZAÇÃO E MOTIVAÇÃO
    19. 19. Pensamentos básicos/pano de fundo CONCEITO SOCIALISTA SOBRE SER HUMANO - no capitalismo: competição e egoismo - no socialismo: igualdade e solidariedade
    20. 20. Pessoas descontentes ou com raiva morrem cedo! Pessoas descontentes ou com raiva morrem cedo!
    21. 21. CADA SER HUMANO TEM A NECESSIDADE NATURAL E DIREITO DE SER ACEITO E RESPEITADO – AMADO! CADA SER HUMANO TEM A NECESSIDADE NATURAL E DIREITO DE SER ACEITO E RESPEITADO – AMADO! PARA UMA PESSOA COM MEDO OU RAIVA É MAIS IMPORTANTE SER VISTA E RESPEITADA NO SEU SENTIR DO QUE O ASPECTO RACIONAL. • Raiva começa de medo. A pessoa se sente ameaçada. Umas aprendem que agressão é melhor defesa. • Não queremos ver o sentimento do outro. Ele se sente rejeitado e injustiçado que fomenta medo e raiva nele – circulo vicioso.
    22. 22. AS DUAS DIMENSÕES DO SER HUMANO: - interno/psicológico e externo/social AS DUAS DIMENSÕES DO SER HUMANO: - interno/psicológico e externo/social SENTIR E PENSAR: LIBERDADE TOTAL • Liberdade = responsabilidade • Abordagem é de respeito incondicional pelo sentir e pensar AGIR: LIBERDADE LIMITADA • Redução da liberdade: regras, proibições, exigências • Organização do poder é de mando: • ....metas, controle • ….premiar, punir HÁBITOS DE SENTIR SE TORNAM DEPENDÊNCIA, por isso nao nós percebemos a liberdade de sentir. HÁBITOS DE SENTIR SE TORNAM DEPENDÊNCIA, por isso nao nós percebemos a liberdade de sentir.
    23. 23. TEMOS TOTAL LIBERDADE DE SENTIR E PENSAR MAS LIBERDADE LIMITADA PARA AGIR. TEMOS TOTAL LIBERDADE DE SENTIR E PENSAR MAS LIBERDADE LIMITADA PARA AGIR. - Responsabilidade requer liberdade. Liberdade causa responsabilidade. Elas significam o mesmo. - Mas a responsabilidade se associa com exigência. Por isso reagimos com oposição a ela. - Erroneamente a liberdade se associa com liberdade de responsabilidades - total confusão. - Dica: Não use palavra responsabilidade. No lugar dela use sempre a palavra liberdade ou exigência. - Responsabilidade requer liberdade. Liberdade causa responsabilidade. Elas significam o mesmo. - Mas a responsabilidade se associa com exigência. Por isso reagimos com oposição a ela. - Erroneamente a liberdade se associa com liberdade de responsabilidades - total confusão. - Dica: Não use palavra responsabilidade. No lugar dela use sempre a palavra liberdade ou exigência.
    24. 24. .. CONCEITO SOCIALISTA SOBRE O SER HUMANO • RESPONSABILIDADE COLETIVA REQUER IGUALDADE NO PODER. • TEMOS TOTAL LIBERDADE DE SENTIR E LIBERDADE LIMITADA PARA AGIR. • TUDO QUE VEJO NO OUTRO EXISTE EM MIM TAMBÉM DE ALGUMA MANEIRA. • AQUILO QUE FAÇO COM OUTRO, FAÇO DENTRO DE MIM COMIGO MESMO. • O SER HUMANO É A SUA CONSCIÊNCIA. • O MAL PODE SER CURADO SOMENTE PELO BEM.
    25. 25. RIQUEZAS HUMANAS – talentos e capacidades EMPECILHOS contra riquezas e possibilidades Percepção, intuição Lembrar o passado Amor, responsabilidade, concentração Alegria, criatividade, curiosidade Indignação, coragem Bom senso Senso ético, honestidade Senso de beleza Autodisciplina Habilidade de aprendizagem Talentos especiais Habilidade físicas 11 22 33 44 55 66 77 88 99 1010 1111 1212 Hábitos emocionais nega- tivos por ser oprimido por poderes; inferioridade, medo, raiva, culpa, impotên- cia, e reprimir sentir assim Censura: usar poder para reprimir consciência Personalismo: querer poder para mudar pessoas, a reali- dade e a si mesmo (mania de grandeza e perfeccionismo) Inveja, negatividade: querer poder para destruir Individualismo, egoísmo: se achar como centro de poder 1 2 3 4 5SAÚDE/EQUILÍBRIO DESEQUILÍBRIO RIQUEZAS HUMANAS E EMPECILHOSRIQUEZAS HUMANAS E EMPECILHOS
    26. 26. Desvios ideologicos Empecilhos Oportunismo Subjetivismo Individualismo Personalismo. Espontaneismo Anarquismo Imobilismo Comodismo Sectarismo ou radicalismo Liquidacismo Aventureirismo Auto-suficiência Hábitos negativos de sentir, e repressão do seu sentir Atitude de censura (rejeição da consciência sobre a realidade, alienação) Idealização (perfeccionismo, narcisismo, mania de grandeza): Negatividade , inveja, maldade: in-ver = não querer ver o bem, criticar e reclamar tudo, sentir e agir de modo destrutivo Egoísmo, egocentrismo DESVIOS IDEOLOGICOS E EMPECILHOS
    27. 27. CARLOS TENTA OFENDER (CRITICAR) MARIACARLOS TENTA OFENDER (CRITICAR) MARIA • Carlos tenta ofender (criticar) Maria. Quem está cometendo erro? • O erro é somente do Carlos. Nós nunca temos o direito de ofender o outro. • Maria se sente ofendida. Responsabilidade é de quem? • De Maria. Carlos não tem poder de mandar nas emoções da Maria. • Será que é sábio de se sentir ofendido (mesmo quando criticado)? Não! • Maria reage desvalorizando a si mesma.
    28. 28. CARLOS SE OFENDE!CARLOS SE OFENDE! • Quando Carlos tenta ofender o outro, ele está sentindo insegurança/raiva/medo e pensando negativamente. • Ele faz mal para ele mesmo (na vida psíquica dele). • Fazendo assim ele se auto-agride. AQUILO QUE FAÇO PARA O OUTRO, FAÇO DENTRO DE MIM COMIGO MESMO AQUILO QUE FAÇO PARA O OUTRO, FAÇO DENTRO DE MIM COMIGO MESMO
    29. 29. COMO LIDAR COM CARLOS? - regras, bronca, castigo ou conscientização? COMO LIDAR COM CARLOS? - regras, bronca, castigo ou conscientização? Maria reage falando: ”Carlos, creio que você está se ofendendo.” No coletivo onde foi introduzida a responsabilidade coletiva, os outros reagem falando: - ”Carlos, você está se desprezando.” - ”Eu também acho que você se agride.” - ”O que você está sentindo?” Conscientização em vez de repressão.
    30. 30. COMPARAÇÃO: bola suja = palavras sujas • Carlos joga a bola suja para Maria. • Maria percebe que a bola está suja e não a pega. • A bola cai no chão sem efeito. • .... • Mas se Maria não aceita consciência de que a bola está suja, ela pega a bola, e se suja.
    31. 31. FERRAMENTAS DE VALORIZAÇÃO HUMANA: Conceito socialista sobre ser humano Comprometimento pela valorização Respeito pelo sentir Seguimento das realizações Dialogo de valorização Dialogo de desenvolvimento
    32. 32. VOCÊ SE SENTE VALORIZADA/O ?VOCÊ SE SENTE VALORIZADA/O ? • Você se sentia uma pessoa valorizada na sua infância, e agora no seu trabalho/estudo, coletivo e na sociedade? • Uma pessoa que se sente valorizada, aprende a valorizar a si mesma e a todos. • Uma pessoa que se sente desvalorizada, aprende a não valorizar as riquezas dela e nem dos outros. • Valorização é respeitar, perceber e sentir o valor no ser humano e no coletivo mesmo que eles tenham problemas graves. Não concentrar o foco nos problemas, não dar poder aos problemas.
    33. 33. COMPROMETIMENTO PELA VALORIZAÇÃOCOMPROMETIMENTO PELA VALORIZAÇÃO COMPROMETIMENTO (“vestir a camisa”) se baseia no: 1 Comprometimento com os ideais e valores da reforma agrária popular? • Qual é o significado da sua atividade no coletivo, em relação ao seu sonho? • Com que sentimento você vai à sua atividade? • Que novas coisas você pode aprender? 2 Sentimento de pertença ao coletivo? Comprometimento profundo requer valorização incondicional – igualdade e solidariedade Aumento continuo de participação direta nas decisões e no planejamento das atividades
    34. 34. VALORIZAÇÃO INCONDICIONALVALORIZAÇÃO INCONDICIONAL • Valor = riquezas humanas (coragem, iniciativa, criatividade, alegria, amor, honestidade, humildade...) e suas habilidades, experiências, aprendizado, e união do coletivo. • Como posso incondicionalmente valorizar você? • Respeitá-lo, dar atenção, ouvir, cumprimentar... • Respeitar você inclusive no seu modo de sentir • Incentivar, apoiar, ajudar, e não criticar sua pessoa • Reforçar a consciência das riquezas humanas em você e no seu coletivo • Sentir igualdade com você: nem superior, nem inferior • Valorizar a sua participação no coletivo justo quando você tem mais dificuldades
    35. 35. SOBRE SEU HÁBITO DE SENTIRSOBRE SEU HÁBITO DE SENTIR • Quando criança, você costumava sentir alegria, curiosidade, entusiasmo, ser amado, ou angustia, tristeza, descontentamento, medo, vergonha, vitima, culpa, raiva ou...? • Seus pais falaram sobre seus/próprios sentimentos de modo aberto e respeitoso? • Não sentimos a liberdade pelo nosso modo de sentir, em vez disto nos sentimos como vitimas dos próprios sentimentos. Os hábitos de sentir se tornam numa dependência. Não é fácil de se livrar da dependência. Mas no fundo você tem liberdade pelo seu sentir.
    36. 36. RESPEITO PELO SEU MODO DE SENTIRRESPEITO PELO SEU MODO DE SENTIR • Quando você se vê no espelho, quais sentimentos você percebe no seu rosto? • Reserve uns minutos. Tome uma posição confortavel. Feche os olhos. Sinta as partes do seu corpo, ele é um reflexo do seu sentir. • Vire a sua atenção para o seu interior, sinta conscientemente os seus sentimentos. • Você se permite sentir o que está sentindo? Se não, você está se reprimindo. • Treine um habito de ter tempo para sentir o que está sentindo.
    37. 37. ERROU, FOI REPRIMIDO – ASSIM CONSOLIDAMOS O FRACASSO! - VAMOS QUEBRAR O CIRCULO VICIOSO? ERROU, FOI REPRIMIDO – ASSIM CONSOLIDAMOS O FRACASSO! - VAMOS QUEBRAR O CIRCULO VICIOSO? • Quando cometemos um erro, recebemos punição de outros e de nós mesmos. Isto reduz a confiança e a motivação de acertar (Vanderlei Luxemburgo). • Em vez disto deveríamos ser reforçados pelo outro justo quando cometemos o erro. • Como? Aceitando o erro com naturalidade, usando o erro como possivel aprendizado e reforçando a consciência do bem (riquezas humanas…).
    38. 38. CRÍTICA SE SENTE COMO OFENSACRÍTICA SE SENTE COMO OFENSA Crítica se associa com desvalorização – ofendido Você coloca uma opinião, ninguém reagiu – desvalorizado, ofendido Você fez um bom trabalho, ninguém comenta – decepção, desvalorização, ofendido Como você lida com crítica? Com equilíbrio aprendendo coisas novas, ou com desequilíbrio: se sentindo desvalorizado e ofendido. A crítica deveria ajudar especialmente a pessoa que mais dificuldade tem.
    39. 39. ATITUDE DE CENSURAATITUDE DE CENSURA Objetivo esconder a percepção, fechar os olhos, fugir ou lutar contra a consciência Emoção típica • angústia, medo, ansiedade, decepção, depressão, e/ou • nervosismo, irritação, raiva, agressividade • stress neurotico Condutas ligadas à censura • rigidez, autoritarismo, intransigência • bondade falsa, indiferença, negligência
    40. 40. TÉCNICAS DE CENSURATÉCNICAS DE CENSURA • muitas explicações e justificativas • colocar culpa nos outros • considerar–se como vítima dos outros • atitude de moralismo • atitude de omissão, indiferença • foco no erro, crítica continua, habito de reclamar e remoer • uso de drogas, excesso de comida, remédios, troca-troca de relações... • alienação, fuga às fantasias • projeção: O que a pessoa sente que os outros estão fazendo com ela, é que ela está fazendo com ela mesma. O que a pessoa faz com os outros, ela acha que os outros estão fazendo com ela – tanto no bem e no mal. • psicosomatização: dor de cabeça, tensão muscular, gastrite, resfriados repetitivos, stress, câncer, doenças circulatórias e do coração,...
    41. 41. SEGUIMENTO DAS REALIZAÇÕESSEGUIMENTO DAS REALIZAÇÕES • Coordenador sente o seu modo de sentir, e procura perceber e respeitar o sentimento da pessoa a ser cobrada. • Quais foram os objetivos/metas planejados para o período passado? • Quais objetivos/metas foram realizados? • Quais objetivos/metas não foram realizados? • Levante os fatores que ajudaram a alcançar os objetivos. • Levante os fatores que dificultaram ou impediram os objetivos. • Baseado nos fatores de acima é feito um novo planejamento para o período seguinte com seguintes aspectos: 1 objetivos/metas novos a serem realizados, 2 objetivos/metas que não foram realizados no período anterior, 3 como fortalecer os fatores que facilitam a realização, 4 como prevenir e lidar com os fatores que dificultam a realização.
    42. 42. INVEJA = IN VER inveja = atitude de não querer ver INVEJA = IN VER inveja = atitude de não querer ver O QUE NÃO QUEREMOS VER? • o bom, o belo • progresso, possibilidades • amor, felicidade NÃO QUERER VER = QUERER IMPEDIR • em você mesmo • nos outros, na realidade, na vida
    43. 43. DIÁLOGO DE VALORIZAÇÃO - inverter a críticaDIÁLOGO DE VALORIZAÇÃO - inverter a crítica 1 Conscientize-se de seu modo de sentir (angustia, irritação, raiva...). Você é livre para sentir do seu modo. Você respeita o seu sentir? O que seu sentir pode revelar sobre você? 2 Observe, e se for oportuno, conscientize a pessoa sobre o modo dela de sentir com respeito. É possível que você sente de modo parecido – espelho interno? 3 Reforce a consciência sobre as riquezas humanas. 4 Se for oportuno, mostre como ela está agindo contra as riquezas humanas nela.
    44. 44. DIALOGO DE DESENVOLVIMENTO 1(2) 1 Sobre a condição e situação de trabalho DIALOGO DE DESENVOLVIMENTO 1(2) 1 Sobre a condição e situação de trabalho 1.1 Você consegue organizar o seu trabalho de um jeito bom? Se não, o que impede? 1.2 Sua carga de trabalho é razoável? 1.3 Como você usa o seu tempo? O que leva a maior parte do seu tempo? 1.4 No que você precisa de mais apoio? 1.5 Como funciona o relacionamento com os outros? 1.6 Você está recebendo estímulo suficiente? Se não, o que você sugere? 1.7 O seu ambiente de trabalho é propicio para realização doas suas funções? 1.8 A igualdade na participação está sendo aplicada no seu coletivo?
    45. 45. DIALOGO DE DESENVOLVIMENTO 2(2) 2 Sobre o seu desenvolvimento pessoal DIALOGO DE DESENVOLVIMENTO 2(2) 2 Sobre o seu desenvolvimento pessoal 2.1 Como está a sua motivação e satisfação no trabalho? 2.2 Você sente ansiedade, medo, frustração, amargura ou raiva? (Pare para captar conscientemente o que está sentindo.) 2.3 Você se sente pressionado, stressado, com impotência? 2.4 Você sente que está cansado, que não consegue dormir? 2.5 Você tem dificuldade de concentração? 2.6 Quais os sintomas que você está percebendo no seu corpo? (Procure parar para sentir possíveis sintomas com aceitação.) 2.7 Você tem consciência das riquezas humanas em você? 2.8 Você tem compreensão sobre os empecilhos no ser humano? 2.9 Você se sente valorizado? De que maneira?
    46. 46. MOTIVAÇÃO POSITIVA – acompanhamento individualMOTIVAÇÃO POSITIVA – acompanhamento individual TODO SER HUMANO PROCURA NA SUA AÇÃO ALGO DE BOM DO SEU PONTO DE VISTA. • Transforme o problema da pessoa para um desafio. • Pesquise os benefícios/prazer que os hábitos atuais ligados ao problema está fornecendo (1) para ele. • Descreva a mudança desejada (desafio) em hábitos ideais de ação. Discute sobre os benefícios que os hábitos ideais de agir possa trazer (2) para ela. • Compare os benefícios dos hábitos de ação atuais (1) e os de ideal (2). A pessoa escolhe entre os hábitos atuais de ação ou a ação ideal. • Se decisão é de mudar, treinar hábitos de ação ideal.
    47. 47. COMO REFORÇAR A CONSCIÊNCIA DO BEM?COMO REFORÇAR A CONSCIÊNCIA DO BEM? • O coletivo treina a respeitar o sentir do outro. • O coletivo treina um habito para reforçar a consciência sobre riquezas humanas (não elogiar). • Lembrar que o ”pior” precisa de mais reforço (amor), o ”melhor” menos. • Concentrar poder na sanidade, não em problemas. • Em vez de criticar e exigir - inspirar, estimular. • Criar um ambiente de igualdade e solidariedade – desenvolver espírito de democracia direta. • Evitar: competição, avaliação, critica, comparações…
    48. 48. VALORIZAÇÃO COLETIVA – responsabilidade coletiva: Democracia direta Fortalecimento da maioria Valorização e conscientização em coletivo
    49. 49. ESTILOS DE COORDENAÇÃO – LIDERANÇAESTILOS DE COORDENAÇÃO – LIDERANÇA MANDAR • Planejar, decidir, mandar, controlar, premiar e punir • Agir com autoritarismo, personalismo • = Desvalorizar COORDENAR • Comunicar, coordenar, ajudar, incentivar e servir • Fomentar igualdade e responsabilidade, aplicar democracia participativa, direta • Protagonismo de todos • Auto-gestão • = Valorizar
    50. 50. COMO FAZER REUNIÃO ONDE TODOS SE EXPRESSAM SOBRE SUAS OPINIÕES – PARTICIPAÇÃO COMO FAZER REUNIÃO ONDE TODOS SE EXPRESSAM SOBRE SUAS OPINIÕES – PARTICIPAÇÃO • Todos nós temos medo. O medo "proibido” ganha poder oculto. • A pessoa fica frustrada se sentir medo de se expressar. • Assim ela se sente desvalorizada, rejeitada e injustiçada. • Ela não confia na liderança/coletivo. Ela começa sentir a liderança/coletivo como seu inimigo. • Portanto a liderança/coletivo não pode confiar nela. • Para mudar isto, ela deveria poder se sentir valorizada pela sua liderança/coletivo. • (Compare isto com a relação entre pai e filho.)
    51. 51. ALGUNS EXEMPLOS DE PROBLEMAS EM COOPERAÇÃOALGUNS EXEMPLOS DE PROBLEMAS EM COOPERAÇÃO • Uma pessoa fala que faz tudo, mas não faz quase nada. • Uma pessoa que inventa doenças para fazer o que quiser. • Pessoas formam grupinhos para fofocar, e não trabalham. • No grupo de 10 sócios há 3 que criam desordem e brigas. • Como fazer companheiras/os cumprir suas funções? PROVÁVEIS CAUSAS DESTES COMPORTAMENTOS: • Eles sentem medo, inferioridade, desinteresse, injustiça, revolta, raiva. (Eles nunca foram “vistos” no seu sentir?) • Eles não respeitam o coletivo. Isso significa que eles não se respeitam. (Eles não foram respeitados?) • Eles distorcem a realidade para “bem” próprio, que de fato significa prejuízo para eles. LIDAR COM O SINTOMA E/OU LIDAR COM AS CAUSAS?
    52. 52. COMO AGE A MAIORIA?COMO AGE A MAIORIA? • Maioria não reage • Maioria espera solução do coordenador/professor PROVÁVEIS CAUSAS: • Eles tentam evitar cair no conflito, não querendo briga. • Eles sentem exigências de resolver o problema na hora. • Eles sentem insegurança, medo, desinteresse, injustiça, irritação, revolta, e reagem reprimindo seu sentir. Eles se paralisam ou explodem. • Ao não agir eles distorcem a realidade para “bem” próprio, que de fato significa prejuízo para eles mesmos. • Assim eles não respeitam o coletivo, que significa que eles não se respeitam.
    53. 53. COMO LIDAR COM PROBLEMAS EM COLETIVO - fortalecimento da maioria COMO LIDAR COM PROBLEMAS EM COLETIVO - fortalecimento da maioria TODO SER HUMANO PROCURA NA SUA AÇÃO ALGO DE BOM DO SEU PONTO DE VISTA • O coletivo escolhe um problema e transforma-o a um desafio • Discute e descobre os benefícios/prazer que o hábito de ação atual do coletivo está fornecendo (1) • Discute mudança desejada, qual seria o hábito ideal de ação • Conscientizá-lo sobre os benefícios que o hábito ideal de agir possa trazer (2) • Compare os benefícios do hábito de ação atual (1) e os de ideal (2) • O coletivo escolhe ou manter a ação atual ou mudar • Se decisão é de mudar, treinar hábitos de ação ideal
    54. 54. COMO LIDAR COM INFRAÇÃOCOMO LIDAR COM INFRAÇÃO • Infrator repare o possível dano causado. • Conscientizá-lo sobre o modo de sentir na vida. • Cobrança motivadora, Dialogo de reforço, Dialogo de desenvolvimento • Treinamento em boas ações, por exemplo: • Ajudar um outro companheiro • Ser conselheiro no trabalho com outro(s) • Preparar uma apresentação sobre um tema • Organizar um evento coletivo • Fazer um trabalho social na comunidade. • Fortalecimento de maioria. • Se necessário, aplicar as leis e regras com respeito.
    55. 55. VALORIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO COLETIVAVALORIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO COLETIVA • Relembrar e refletir algo essencial sobre pensamentos básicos do método conscientia. • Mística do sentimento • Conscientização das riquezas humanas em cada um dos participantes • Desenvolver compreensão dos empecilhos • Acompanhamento das realizações em coletivo
    56. 56. REFLEXÃO SOBRE COOPERAÇÃOREFLEXÃO SOBRE COOPERAÇÃO
    57. 57. UMA REFLEXÃO SOBRE A DOENÇA DO PODER
    58. 58. TER PODER É TER PODER PARA EXIGIR, CONTROLAR, MANDAR, LIMITAR, REPRIMIR... TER PODER É TER PODER PARA EXIGIR, CONTROLAR, MANDAR, LIMITAR, REPRIMIR... Há dois níveis de poder: - O poder prático com força, dinheiro, posição… = controlar a ação do outro - O poder psicológico é a essência do poder = poder sobre o sentir, sobre o ser humano
    59. 59. SUA REAÇÃO PERANTE EXIGÊNCIA?SUA REAÇÃO PERANTE EXIGÊNCIA? • Você sente exigências com alegria ou medo/raiva? • A exigência dura causa forte oposição. • Se você tiver muitos ”tem que”, você se opõe a si mesmo. ”Tem que” impede alegria e amor. • Desejos, expectativas se tornam exigências. • Pai/mãe exigente = filha/o exigente? • Exigência limita liberdade = responsabilidade = amor = consciência = ser humano. Sempre vamos ter este conflito a ser lidado: disciplina ou consciência? Qual é a sua tendência? Não é possível forçar conscientização, ela funciona só na liberdade e responsabilidade.
    60. 60. • Em todo coletivo há pessoas que tem maior iniciativa, eles tomam o poder para “o barco não afundar”. Eles se tornam coordenadores. • Os coordenados fazem trabalho monótono, duro... • Os coordenadores acham que estão carregando os coordenados nas costas, ficam descontentes, irritados e desmotivados. • Os coordenados se sentem explorados, injustiçados, desmotivados e agem com oposição. • O trabalho dos coordenadores é mais variado que dos coordenados. • Os coordenadores e coordenados se dependem mutuamente.
    61. 61. OPRESSOR E OPRIMIDO: sobre antagonismo entre o coordenador e o coordenado OPRESSOR E OPRIMIDO: sobre antagonismo entre o coordenador e o coordenado SENTIMENTOS DO OPRIMIDO (COORDENADO) - se sente injustiçado, indignado, revoltado, desmotivado, descontente... SENTIMENTOS DO OPRESSOR (COORDENADOR) - se sente injustiçado, indignado, revoltado, desmotivado, descontente... Opressor e oprimido formam um pacto sendo que todo tipo de sentimento é reprimido na sociedade em geral. Conscientizar-se sobre o seu modo de sentir e do outro (Na utopia socialista o coordenador não precisa controlar e reprimir, porque cada um age com consciência ética.)
    62. 62. UMA REFLEXÃO SOBRE A DOENÇA DO PODER 1(2)UMA REFLEXÃO SOBRE A DOENÇA DO PODER 1(2) • Querer usar todos os seus meios para fazer bem para outros é um ato de amor, mas almejar a ter poder é um sintoma de desequilíbrio (autoritárismo, manipulador, personalista). • Poder significa direito de reprimir. Poderoso reprime o si mesmo e outros. • Poderoso se acha mais importante que os outros (autossuficiência e arrogância). • Poder dá uma falsa sensação de existência – a necessidade disto está na falta de amor. • O poder é como uma droga e leva ao circulo vicioso.
    63. 63. UMA REFLEXÃO SOBRE A DOENÇA DO PODER 2(2)UMA REFLEXÃO SOBRE A DOENÇA DO PODER 2(2) • O poderoso é bajulado por outros, isto o aliena mais ainda da realidade – solidão, isolamento, paranóia. • Ganhar poder alimenta a mania de grandeza – tentação de recorrer a corrupção e ditadura. • No hospital psiquiátrico os doentes se acham Napoleão, Cristo, Deus etc. • Lorde John Acton, historiador liberal inglês do século XIX: “O poder tende a corromper; o poder absoluto corrompe de maneira absoluta. Os grandes homens quase sempre são homens maus".
    64. 64. No capitalismo a repressão funciona “bem” para beneficio de poucos. No socialismo, como entendemos, a repressão é a doença que o capitalismo implantou no nosso modo de sentir, impedindo até hoje a nossa libertação. REPRESSÃO É A DOENÇA QUE O CAPITALISMO IMPLANTOU NAS NOSSAS CABEÇAS REPRESSÃO É A DOENÇA QUE O CAPITALISMO IMPLANTOU NAS NOSSAS CABEÇAS
    65. 65. SENTIR, PENSAR E AGIR – CONSCIENTIZAR REPRESSÃO DOS SENTIMENTOS COMO LIDAR COM SENTIMENTOS NEGATIVOS SENTIR, PENSAR E AGIR – CONSCIENTIZAR REPRESSÃO DOS SENTIMENTOS COMO LIDAR COM SENTIMENTOS NEGATIVOS
    66. 66. CONSCIENTIZAR – SENTIRCONSCIENTIZAR – SENTIR Conscientizar é captar, perceber, usar seus sentidos, estar ligado, estar em contato, aceitar consciência sobre algo. O sentir é sempre ligado com o conscientizar. Se você não está querendo este algo, sua reação pode envolver uma conduta de censura: • Tentativa de negar o algo (repressão) o que implica em reprimir sua consciência (censura). • Como o ser humano é a sua consciência, você reprime a si mesmo. • Sintomas: ansiedade, medo, irritação, culpa, raiva... • Este modo de sentir pode tornar um hábito de sentir, um vicio, uma dependência.
    67. 67. SENTIMENTO – AMOR, ALEGRIA EMOÇÃO – MEDO, RAIVA
    68. 68. • Na competição económica não é possível sentir pena ou solidariedade por outro. • No serviço de saúde: eliminar os sintomas de angustia, medo, pânico, depressão e raiva com medicamentos. • Ciência positivista não considera o sentir. • No trabalho: 1) submissão do empregado ao empregador, 2) conduta profissional implica não ter emoções, somente o racional. • Nas escolas: 1) submissão do educando ao educador, 2) não deve haver sentimentos de indiferença, descontentamento, irritação, raiva, paixões… • Na competição económica não é possível sentir pena ou solidariedade por outro. • No serviço de saúde: eliminar os sintomas de angustia, medo, pânico, depressão e raiva com medicamentos. • Ciência positivista não considera o sentir. • No trabalho: 1) submissão do empregado ao empregador, 2) conduta profissional implica não ter emoções, somente o racional. • Nas escolas: 1) submissão do educando ao educador, 2) não deve haver sentimentos de indiferença, descontentamento, irritação, raiva, paixões…
    69. 69. • Nas famílias: não chore/não fique com medo/pare com essa birra/porque tanta raiva. Deboche quando o jovem se sente apaixonado. • Aprendemos estudar/trabalhar para ganhar boas notas, bom salário, prêmios (exigências). Não estamos ligados com o sentir na ação (trabalho, estudo, conversa...), estamos concentrados nos resultados, fora da realidade do momento. Perdemos o sentimento de alegria e realização em estudar e trabalhar, tornamos nós executores de exigências. • O poder é sempre contra o povo ter ética e sentir amor e coragem. • Nas famílias: não chore/não fique com medo/pare com essa birra/porque tanta raiva. Deboche quando o jovem se sente apaixonado. • Aprendemos estudar/trabalhar para ganhar boas notas, bom salário, prêmios (exigências). Não estamos ligados com o sentir na ação (trabalho, estudo, conversa...), estamos concentrados nos resultados, fora da realidade do momento. Perdemos o sentimento de alegria e realização em estudar e trabalhar, tornamos nós executores de exigências. • O poder é sempre contra o povo ter ética e sentir amor e coragem.
    70. 70. COMO LIDAR COM EMOÇÕES NEGATIVAS DO OUTROCOMO LIDAR COM EMOÇÕES NEGATIVAS DO OUTRO • Raiva e medo não são proibidos. Qualquer censura ao sentimento causa uma reação negativa. • Energias negativas contagiam facilmente. Pare primeiro sentir a sua reação, possível medo ou raiva em você. Respire e observe seu sentir, não culpe o outro por seu modo de sentir para não cair na armadilha de dar poder para ele (vitimização). • Em vez de controle, procure contato. • Fale com respeito sobre o sentir do outro para assim talvez ele se respeitar. (Evite porquês, o foco no sentir dele é o mais importante.) • Evite argumentação, não entre em defesa.
    71. 71. COMO NÃO FICAR OFENDIDO?COMO NÃO FICAR OFENDIDO? • Lembre que você já aprendeu erroneamente que não deveria ficar ofendido. Justo por isso, você fica facilmente ofendido. Não tente alterar isso mas conscientiza-se sobre isto. • Quem é responsável pelo seu modo de sentir? Você! - O outro não tem poder de controle sobre seus sentimentos. • Lembre: Quem ataca o outro ataca primeiramente a si mesmo na sua maneira de sentir e pensar, atingindo inclusive a sua atividade fisiológica (sentimento negativo significa distorção, stress).
    72. 72. COMO NÃO FICAR OFENDIDO – continuação • Se você ainda continua se sentindo ofendido, significa que você tem habito de se desvalorizar, de se agredir com a sua maneira de sentir e pensar. • O outro desperta a consciência da sua auto- agressão. Você reage tentando reprimir esta consciência, negando assim a si mesmo. Será que você quer fazer isto conscientemente? • Este principio se aplica com todos os outros sentimentos como medo, angustia, raiva, tristeza, tensão, vergonha, inferioridade, impotência, amargura...
    73. 73. REPRESSÃO DO SENTIR SUFOCA A NOSSA FORÇA DE LUTA REPRESSÃO DO SENTIR SUFOCA A NOSSA FORÇA DE LUTA • A classe trabalhadora é desprezada e reprimida pela sociedade. • Esta repressão causa sentimentos de indignação e revolta – “combustível” para luta. • Mas ela causa também sentimentos de inferioridade, medo, raiva e impotência. • Mas sentir assim é como sinal de fraqueza, o que tentamos esconder. Este conflito de não poder sentir o seu sentir sufoca a força de luta. Isto é a armadilha do poder. • Paulo Freire: Oprimido se torna opressor.
    74. 74. ALGUNS ASPECTOS SOBRE RELAÇÕES HUMANAS - espelho interno - como compreender trauma
    75. 75. ESPELHO INTERNO COM CENSURA EU Eu penso que ela vê em mim: • eu me distancio dos outros • sou megalômano • tenho conduta de autonegação • eu me abro para a agressividade dos outros • ela não gosta que sou fraco e inseguro em vez de sincero e aberto EU Eu penso que ela vê em mim: • eu me distancio dos outros • sou megalômano • tenho conduta de autonegação • eu me abro para a agressividade dos outros • ela não gosta que sou fraco e inseguro em vez de sincero e aberto MINHA SUPERIOR Eu vejo nela: • atitude de fuga, censura • complexo de inferioridade • ela não acredita nela mesma e esconde isto atrás de sua agressividade • no fundo, ela é insegura MINHA SUPERIOR Eu vejo nela: • atitude de fuga, censura • complexo de inferioridade • ela não acredita nela mesma e esconde isto atrás de sua agressividade • no fundo, ela é insegura
    76. 76. CENSURA CAUSA TRAUMACENSURA CAUSA TRAUMA • A pessoa tem uma experiência ruim. Ela não quer lembrar isto, ela tenta negar a consciência disto, negando a si mesma (ser humano é a sua consciência). • Ela sente que não existe – ela se sente injustiçada e reage com defesa/ataque. • Ela procura sentir sua existência através da reação dos outros: – Aceitação/admiração: sendo boazinha, perfeita, bem sucedida, poderosa… – Atenção continua: no centro de atenções (melhor de todos, palhaço, negativista, perturbador...) – Culpa/pena: com sua depressão, atitude de vítima – Medo/raiva/ódio/nojo: com agir agressivo, vestir sujo, linguajar vulgar...
    77. 77. EXEMPLOS DE EXPERIENCIAS TRAUMATICAS EXEMPLOS DE EXPERIENCIAS TRAUMATICAS • Se tornar objeto de agressão, violência. • Se tornar objeto de opressão e/ou rejeição, indiferença. • Ter pais superprotetores – repressão pelo controle de imagináveis perigos – poder. Isto reprime o ser dele. • Ter pais idealisadores, receber muitos elogios - poder. Isto aumenta expectativas, exigências e reprime o ser dele.
    78. 78. COMO LIDAR COM STRESS PROPRÍO E DO COLETIVO - autoconhecimento COMO LIDAR COM STRESS PROPRÍO E DO COLETIVO - autoconhecimento
    79. 79. • Compreende a realidade. • Modifica o que puder. • Ajusta a qualidade do trabalho. • Planeja ao longo prazo. • Pensa no contexto geral. NÃO SE ESTRESSA ATOA. • Compreende a realidade. • Modifica o que puder. • Ajusta a qualidade do trabalho. • Planeja ao longo prazo. • Pensa no contexto geral. NÃO SE ESTRESSA ATOA. • Não aceita, fica na critica. • Acusa, reclama, remoe. • Tem atitude de vítima. • Luta contra a consciência disso. • Age com egocentrismo. SE ESTRESSA ATOA. • Não aceita, fica na critica. • Acusa, reclama, remoe. • Tem atitude de vítima. • Luta contra a consciência disso. • Age com egocentrismo. SE ESTRESSA ATOA.
    80. 80. SITUAÇÕES DE ESTRESSE.............................SITUAÇÕES DE ESTRESSE............................. -AA pessoa percebe perigo ou ameaça real (por ex. ter maispessoa percebe perigo ou ameaça real (por ex. ter mais trabalho que há recursos)trabalho que há recursos) -- temtem algo que ela nãoalgo que ela não querquer (injustiça, doença)(injustiça, doença) - querquer muito algo (sucesso, premio, paixão)muito algo (sucesso, premio, paixão) - é pressionado fazer algo que ela nãoé pressionado fazer algo que ela não querquer - cria fantasias de preocupações inexistentes que ela nãocria fantasias de preocupações inexistentes que ela não querquer PROVÁVEL REAÇÃO.....................................PROVÁVEL REAÇÃO..................................... Ela não quer o perigo e reage se fugindo ou tentando aEla não quer o perigo e reage se fugindo ou tentando a mudar a situação - stress.mudar a situação - stress. Ela não aceita a consciência do perigo, ela reageEla não aceita a consciência do perigo, ela reage “duplamente” com stress.“duplamente” com stress. A sua fisiologia centra na ação de stress.A sua fisiologia centra na ação de stress.
    81. 81. STRESS SÁO OU DOENTIO?STRESS SÁO OU DOENTIO? • Toda situação requer um certo nível de stress, o stress ideal. • Stress doentio surge quando queremos mais do que é sábio. Avaliamos necessidades e recursos de modo exagerado ou subestimado. • Querer é como acelerador do stress. QUERER É SE STRESSAR.
    82. 82. VITIMIZAÇÃOVITIMIZAÇÃO • Todos somos vitimas de injustiças… • Mas atitude de vitima causa sentimentos de tristeza crónica, incapacidade e desespero. • “Eu não posso fazer nada além que faço” - não existe liberdade nem responsabilidade. “Mas sinto sentimento de culpa.” Porque eu caio nesse armadilha? • - não quero consciência das minhas riquezas e nem dos problemas • - sinto exigência para resolve-lo • - uso problema para alimentar minha insatisfação
    83. 83. COMO LIDAR COM STRESS 1(2)COMO LIDAR COM STRESS 1(2) • Sintomas de stress são como alarmes. O sistema de alarme está funcionando – que bom! • Pare! Planeje ter tempo. Sinta consciente-mente seus sintomas físicos e psíquicos. • Quais sintomas você sente no seu corpo e no seu modo de sentir? • Respeite seu corpo, ele é a sua ferramenta. • Converse sobre seu problema, peça ajuda – isto é amor. • Exigências de resolver problemas complexos, fazem os problemas se tornarem crónicos. • Conscientize-se sobre suas condutas de stress (empecilhos, vide tabela a seguir).
    84. 84. RIQUEZAS HUMANAS – talentos e capacidades EMPECILHOS contra riquezas e possibilidades Percepção, intuição Lembrar o passado Amor, responsabilidade, concentração Alegria, criatividade, curiosidade Indignação, coragem Bom senso Senso ético, honestidade Senso de beleza Autodisciplina Habilidade de aprendizagem Talentos especiais Habilidade físicas 11 22 33 44 55 66 77 88 99 1010 1111 1212 Hábitos emocionais nega- tivos por ser oprimido por poderes; inferioridade, medo, raiva, culpa, impotên- cia, e reprimir sentir assim Censura: usar poder para reprimir consciência Personalismo: querer poder para mudar pessoas, a reali- dade e a si mesmo (mania de grandeza e perfeccionismo) Inveja, negatividade: querer poder para destruir Individualismo, egoísmo: se achar como centro de poder 1 2 3 4 5SAÚDE/EQUILÍBRIO DESEQUILÍBRIO RIQUEZAS HUMANAS E EMPECILHOSRIQUEZAS HUMANAS E EMPECILHOS
    85. 85. COMO LIDAR COM STRESS 2(2)COMO LIDAR COM STRESS 2(2) • Aceite seus empecilhos, não tente elimina-los, mas mantenha-os na sua memória ativada, e treine novos hábitos de ação. • Crie uma visão sobre a situação ideal (utopia), tenha seu foco nela. Evite ter um papel de bombeiro. E mantenha os pés no chão (humildade). • Prepare um plano de ação prático. Adapte-se naquilo que não pode ser mudado. Para formalizar a sua situação, prepare um relatório sobre as suas dificuldades para seus superiores. • O trabalho deve ser uma fonte de alegria.
    86. 86. Estudo de caso: COMO LIDAR NO SEU COLETIVO COM PESSOAS ATIVAS MAS AUTORITÁRIAS E PASSIVAS COM OPOSIÇÃO 1(2) Estudo de caso: COMO LIDAR NO SEU COLETIVO COM PESSOAS ATIVAS MAS AUTORITÁRIAS E PASSIVAS COM OPOSIÇÃO 1(2) • PRIMEIRO COM PESSOAS ATIVAS: • 1 Como são hábitos de ação das pessoas autoritárias? • 2 Hábitos de ação vem de modo de sentir. Que eles possivelmente sentem? • 3 Quais são hábitos comuns de ação do coletivo perante este problema? • 4 Que o coletivo sente perante eles? • 5 Indicar três riquezas humanas mais visíveis e dois empecilhos mais comuns nelas.
    87. 87. Estudo de caso: continuação.... 2(2) Estudo de caso: continuação.... 2(2) • 6 Transformar a exigência de solução para um método de lidar com o problema escolhendo ferramentas e aplicá-las: – respeito pelo sentir – seguimento das realizações – dialogo de valorização – fortalecimento da maioria – valorização e conscientização coletiva • APLIQUE O MESMO PROCESSO COM PESSOAS PASSIVAS.
    88. 88. ORIGENS DO MÉTODO CONSCIENTIA • Sócrates • Fedor Dostojevskij • Sigmund Freud, Karl Marx • Anton Makarenko • Erich Fromm, Viktor Frankl • Psicanálise Integral; Norberto Keppe • Paulo Freire • MST/organicidade e autogestão • Trabalho coletivo pratico experimental unido com pratica terapeutica
    89. 89. • www.conscientia.sewww.conscientia.se • info@conscientia.seinfo@conscientia.se • www.conscientia.sewww.conscientia.se • info@conscientia.seinfo@conscientia.se Em parceria: MST/Grupo de Estudo de RHC Instituto CONSCIENTIA Fundação Mundukide UFFS/Neecop mst.org.br, conscientia.se info@conscientia.se Brasil, Suécia, Finlândia Em parceria: MST/Grupo de Estudo de RHC Instituto CONSCIENTIA Fundação Mundukide UFFS/Neecop mst.org.br, conscientia.se info@conscientia.se Brasil, Suécia, Finlândia

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