Gestão de Armazéns

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  • Este Ficheiro foi iniciado a 14 de Junho de 2001. Baseia-se nos trabalhos dos alunos do 4º ano de ISI, ano lectivo 2000/01.
  • As operações realizadas pelos encarregados do armazém são acompanhadas de informações a montante e a jusante dessas operações (o registo e o tratamento dessas informações também constituem tarefas administrativas) .
  • COMENTÁRIO GERAL SOBRE AS TAREFAS ADMINISTRATIVAS DO ARMAZÉM Este trabalho administrativo não serve apenas para manter as situações; ele está na própria base do conhecimento do consumo e do stocks na qual se fundamenta o re-aprovisionamento. É pois importante que seja executado cuidadosamente e sem atraso. A gestão dos stocks é apenas o tratamento de informações cuja maior parte provem do armazém; Quaisquer que sejam essas regras, qualquer que seja o utensílio utilizado para as aplicar, o resultado do método de gestão dos sotas depende antes de tudo da qualidade das informações que recebe. Estes comentários não querem dizer no entanto que o armazém deva ser transformado num organismo burocrático; O que é preciso é que as tarefas administrativas do armazém sejam tornadas mais cómodas por uma simplificação extrema, uma organização muito estudada.
  • SISTEMAS AUTOMÁTICOS Os sistemas de armazenagem e movimentação mecanizados ou automáticos são utilizados quando se pretende uma alta densidade de arrumação e uma gestão muito eficaz. Um armazém automatizado requer um investimento normalmente superior ao de um armazém tradicional, embora a área necessária seja menor e os empilhadores tradicionais mais caros que os stockadores. O custo de exploração de um armazém automatizados são menores ( a mão de obra necessária é muito menor e o mesmo sucede à energia com iluminação e aquecimento. Os armazéns automatizados não constituem stocks independentes e encontram-se cada vez mais integrados na produção (armazéns em curso de fabricação) ou das cadeias de distribuição (armazéns de produtos acabados); Um armazém automatizado permite uma gestão mais eficaz, aumentando a taxa de rotação e diminuindo o nível do stock médio; O risco de incêndio é menor.
  • São também mais flexíveis.
  • sprinklers; (sistema de combate a incêndios), semelhantes aos chuveiros;
  • Gestão de Armazéns

    1. 1. A R MAZENAMENTO E MOVIMENTA Ç ÃO DE MAT E RIAIS João Paulo Pinto, PhD MSc(Eng) COMUNIDADE LEAN THINKING, ABRIL DE 2010 MESTRADO EM LOGÍSTICA
    2. 2. O ARMAZÉM <ul><li>ARMAZÉM : é o local onde os artigos comprados ou fabricados são recebidos, arrumados, conservados, levantados e distribuídos; </li></ul><ul><li>Os armazéns devem ser adaptados à natureza dos materiais armazenados, </li></ul><ul><li>É difícil enunciar regras aplicáveis à implantação, ao armazenamento e arrumação, ao funcionamento de todos os armazéns. Não obstante, certos princípios gerais são válidos em todos os casos; </li></ul><ul><li>As limitações financeiras levaram as empresas a instalar os armazéns em locais existentes (ex. espaços desocupados). Não se pode daí inferir que todos os locais, por mais exíguos, insalubres, obscuros e maljeitosos que sejam, possam ser utilizados como armazéns, mesmo com algumas alterações. </li></ul><ul><li>Certas economias acabam por ficar muito caras... </li></ul>
    3. 3. A NATUREZA E A IMPORTÂNCIA DO ARMAZENAMENTO <ul><li>Nos EUA, em 2008, $106 bilhiões, ou 0.84 % do PIB foi gasto em armazenagem; </li></ul><ul><li>A área total de armazenamento nos EUA era 6.5B de pés 2 , um aumento de 700 milhões pés 2 desde 2000; </li></ul><ul><li>O armazenamento garante tempo e espaço útil para MP, materiais, artigos industriais, e PA, permitindo às empresas fazer do “ customer service ” como uma ferramenta dinâmica e competitiva que acrescenta valor em toda a cadeia de fornecimento (supply chain). </li></ul>
    4. 4. O PAPEL DO ARMAZÉM NO SISTEMA LOGÍSTICO <ul><li>O armazém ( warehouse ) é o local onde a cadeia de fornecimento mantém ou guarda os artigos (sku). </li></ul><ul><li>As funções do warehousing incluem: </li></ul><ul><ul><li>Transportes (consolidação) </li></ul></ul><ul><ul><li>Product mixing; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cross-docking ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Serviço; </li></ul></ul><ul><ul><li>Protecção contra contingencias; </li></ul></ul><ul><ul><li>Smoothing … </li></ul></ul>
    5. 5. A ADIÇÃO DE VALOR POR PARTE DOS ARMAZÉNS
    6. 6. CONSOLIDAÇÃO DE TRANSPORTE Centro de distribuição
    7. 7. PRODUCT & SUPPLY MIXING
    8. 8. Plant 1 Plant 2 Plant 3 Consolidation Warehouse Store B Store C Store A CONSOLIDAÇÃO
    9. 9. Plant Break-Bulk Warehouse Store B Store C Store A Grandes lotes Pequenos lotes e entregas frequentes (armazém avançado?)
    10. 10. DECISÕES BÁSICAS ASSOCIADAS AO WAREHOUSING a cost trade-off framework <ul><li>Propriedade do armazém: </li></ul><ul><ul><li>Público vs. privado? </li></ul></ul><ul><li>Centralizado ou Decentralizado? </li></ul><ul><ul><li>Quantos? </li></ul></ul><ul><ul><li>Localização? </li></ul></ul><ul><ul><li>Dimensão? </li></ul></ul><ul><ul><li>Layout </li></ul></ul><ul><ul><li>Que produtos? </li></ul></ul>
    11. 11. DECISÕES BÁSICAS
    12. 12. DECISÕES DE PROPRIEDADE The Ownership Decision <ul><li>Os custos do warehousing público são na maioria variáveis; </li></ul><ul><li>Os custos do armazenamento privado têm uma elevada componente fixa; </li></ul><ul><li>Assim, o armazenamento privado requer, regra geral, elevados volumes. </li></ul>
    13. 13. OPERAÇÕES BÁSICAS NUM ARMAZÉM Basic Warehouse Operations <ul><li>Movimentação </li></ul><ul><ul><li>Receiving </li></ul></ul><ul><ul><li>Put-away </li></ul></ul><ul><ul><li>Order picking </li></ul></ul><ul><ul><li>Shipping </li></ul></ul><ul><li>Armazenamento </li></ul><ul><ul><li>Stock location </li></ul></ul><ul><ul><li>Warehouse Management System ( WMS ) </li></ul></ul>
    14. 14. OPERAÇÕES BÁSICAS NUM ARMAZÉM
    15. 15. WAREHOUSE MANAGEMENT SYSTEMS (WMS)
    16. 16. YARD MANAGEMENT SYSTEMS (YMS)
    17. 17. PLANO DE ARMAZENAMENTO BASEADO NO FLUXO DE MATERIAIS
    18. 18. IMPLEMENTAÇÃO DO ARMAZÉM <ul><li>Localização do Armazém </li></ul><ul><li>O terreno escolhido deve: </li></ul><ul><ul><li>Estar próximos dos pontos de consumo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Possuir acessos fáceis; </li></ul></ul><ul><ul><li>Evitar ser construído em altura (evita a utilização de monta-cargas e deslocações desnecessárias); </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser fora dos centros aglomerados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser na proximidade das principais vias de comunicação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Deverá possuir áreas de estacionamento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Garantir condições mínimas de segurança. </li></ul></ul>
    19. 19. IMPLEMENTAÇÃO DO ARMAZÉM <ul><li>QUANTO À CONSTRUÇÃO </li></ul><ul><ul><li>O pavimento deve ser liso para que os veículos lá possam circular, e deve ter uma altura de tecto suficiente para permitir a circulação dos camiões e manutenção; </li></ul></ul><ul><ul><li>O pé direito (6-9m) não deverá ser exagerado para que o aquecimento seja ao mesmo tempo eficaz e pouco caro; </li></ul></ul><ul><ul><li>Portas de vaivém, transparentes, isolam o edifício do exterior, assim como as diversas salas, sem incomodar a circulação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Os corredores devem ter largura suficiente para, consoante os materiais armazenados, permitir a passagem dos camiões, a passagem e a manobra das máquinas de manutenção, dos carrinhos, e pessoas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A SUPERFÍCIE OCUPADA PELAS PASSAGENS PODE ASSIM ATINGIR 40 A 70 % DA ÁREA TOTAL DO SOLO </li></ul></ul>http://www.youtube.com/watch?v=jHZTlEPpOCA&feature=related
    20. 20. <ul><li>PARQUES DE APROVISIONAMENTO </li></ul><ul><li>Os materiais que não exigem conservação sob abrigo, podem ser armazenados em parque. Este será evidentemente de chão direito, sendo as áreas de armazenamento limitadas simplesmente com tinta; </li></ul><ul><li>Terreno plano e cuidadosamente drenado; </li></ul><ul><li>O seu revestimento será adaptado à natureza e ao peso dos materiais armazenados. Por exemplo, bobinas de cabos eléctricos cuja massa é de 6 toneladas e que só assentam no solo alguns centímetros quadrados. </li></ul><ul><li>O parque terá de ser vedado, não só por receio de roubos, mas também para que o chefe de armazém possa, por uma simples questão de ordem no trabalho, vigiar entradas e saídas; </li></ul><ul><li>Prever um sentido único de circulação nas passagens de forma a reduzir a largura, diminuindo ao mesmo tempo os riscos de acidente e facilitando a vigilância. </li></ul>IMPLEMENTAÇÃO DO ARMAZÉM
    21. 21. ARRUMAÇÃO DOS ARMAZÉNS <ul><li>As instalações devem ser concebidas em conformidade com as regras de segurança e de higiene em vigor (licenciamento industrial) ; </li></ul><ul><li>Evitar os pilares, as traves, os tubos, os afunilamentos, os degraus que podem estar na origem de acidentes. Procurar assinalar de modo visível todos os obstáculos à circulação; </li></ul><ul><li>As instalações eléctricas devem estar ao abrigo de contactos acidentais e as canalizações de fluídos devem ser localizadas como está previsto nas normas em vigor; </li></ul><ul><li>Os solos cobertos com revestimento anti-derrapante e anti-pó. Consoante a natureza dos produtos em stock, são desejáveis ou obrigatórias as instalações de detecção e extinção de incêndios, de emanações perigosas, de alarmes diversos (arrombamento, subida de temperatura, subida de pressão, etc.); </li></ul><ul><li>Um átrio está reservado à recepção dos artigos entregues, um outro está reservado à preparação das expedições. Finalmente um terceiro previsto para distribuição ao retalho, com banco de distribuição imediata e compartimentos para as distribuições preparadas antecipadamente. </li></ul>
    22. 22. MOVIMENTAÇÃO <ul><li>Consoante a natureza dos artigos e o género de actividade dos armazéns, utilizam-se: </li></ul><ul><ul><li>Gruas sobre carris e gruas automotrizes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pontes rolantes, pontes automotoras, pórticos, talhas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Guindastes, carros elevadores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tubagens; </li></ul></ul><ul><ul><li>Paletes de transporte; </li></ul></ul><ul><ul><li>Carros de braços e carrinhos de mão, etc... </li></ul></ul><ul><ul><li>Novas tecnologias: ex. Tapetes, Robots Industriais e AGV’s. </li></ul></ul><ul><li>Os construtores oferecem uma grande escolha de máquinas que dão soluções para todos os problemas de movimentação. Difícil é constituir um parque de máquinas que responda às necessidades do armazém nas condições mais económicas; </li></ul>
    23. 24. TAREFAS ADMINISTRATIVAS NO ARMAZÉM <ul><li>RECEPÇÃO  </li></ul><ul><li>Com vista à “ recepção qualitativa e quantitativa ”, o armazém é informado das entregas a chegar, quer através de um duplicado de nota de encomenda, quer através de um documento especifico que servirá para registar a entrega. Esses documentos devem ser classificados para que possam ser encontrados no momento da entrega e também para repreender os fornecedores em atraso; </li></ul><ul><li>ARRUMAÇÃO </li></ul><ul><li>Consoante a organização do armazém, o fiel de armazém poderá anotar nas fichas o local onde está arrumado o material entregue, ou a indica-lo ao computador, ou a perguntar ao computador em que local esse material deve ser arrumado. No armazém é preciso sempre conhecer as localizações de um artigo, os espaços vagos e banalizados, bem como os lugares reservados. </li></ul>
    24. 25. <ul><li>CONSERVAÇÃO  </li></ul><ul><li>Esta operação consiste na movimentação e orientação de materiais, e no controlo de inventário (quantidade, estado e localização); </li></ul><ul><li>EXPEDIÇÃO </li></ul><ul><li>Um artigo só pode ser expedido por ordem escrita do armazém. Sem que as formalidades administrativas atrasem a expedição, muitas vezes caracterizadas pela urgência, é importante que o responsável por tais levantamentos os notifique à posteriori . A omissão dessas informações está na origem de um grande número de diferenças de inventário; </li></ul><ul><li>Após a expedição, compete ao fiel de armazém redigir uma nota de saída, nela inscrever a quantidade levantada, destino e data. Consoante a organização da empresa, o fiel de armazém terá de valorizar a nota de saída , transmitir a informação ao computador, fazer seguir a nota de saída para o serviço de contabilidade de materiais. </li></ul>TAREFAS ADMINISTRATIVAS NO ARMAZÉM
    25. 26. SISTEMAS AUTOMÁTICOS <ul><li>A automação de um armazém requer um investimento financeiro elevado, pelo que deve ser devidamente justificada; </li></ul><ul><li>A hipótese de automação deve ser encarada quando se verifique algumas ou todas as seguintes condições: </li></ul><ul><ul><li>Grande quantidade de peças a armazenar; </li></ul></ul><ul><ul><li>Volume/dimensão de peças; </li></ul></ul><ul><ul><li>Elevada rotação do stock; </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito sazonal sensível das vendas.; </li></ul></ul><ul><ul><li>Custo elevado do terreno e da construção; </li></ul></ul><ul><ul><li>Custo elevado da mão-de-obra; </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade de rápido atendimento aos clientes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser desejável a prática de guardar em locais ao acaso e não em locais predeterminados para cada produto; </li></ul></ul><ul><ul><li>Unidade de armazenagem (estrado, caixa, etc.) uniforme em tamanho. </li></ul></ul>
    26. 27. SISTEMAS AUTOMÁTICOS
    27. 28. <ul><li>Um armazém automático requer um investimento normalmente superior ao de um armazém tradicional, embora a área necessária seja menor e os empilhadores tradicionais mais caros que o equipamento automático; </li></ul><ul><li>O custo de exploração de um armazém automático é menor (menos mão-de-obra necessária, menos energia gasta com iluminação e aquecimento); </li></ul><ul><li>Os armazéns automáticos não constituem stocks independentes e encontram-se cada vez mais integrados na produção (armazéns em curso de fabricação, WIP) ou das cadeias de distribuição (armazéns de produtos acabados); </li></ul><ul><li>Este tipo de armazém permite uma gestão mais eficiente, aumentando a taxa de rotação e diminuindo o nível do stock médio; </li></ul><ul><li>O risco de acidentes é menor. </li></ul>SISTEMAS AUTOMÁTICOS
    28. 29. SISTEMAS AUTOMÁTICOS
    29. 30. <ul><li>LOTES DE PEQUENAS DIMENSÕES </li></ul><ul><li>A armazenagem e expedição de pequenos lotes de peças pode ser conseguido através de meios mecanizados e automatizados com a forma de armários tendo no seu interior um sistema de carrossel com várias prateleiras cheias de caixas que contêm componentes das peças. </li></ul><ul><li>A vantagem do uso deste sistema de carrossel, para guardar, e facilmente localizar as peças de pequenas dimensões e de valor elevado, como sejam componentes electrónicos, aparelhos de medida e de controlo. </li></ul><ul><li>O acesso faz-se por introdução de código de barras. </li></ul>SISTEMAS AUTOMÁTICOS
    30. 31. <ul><li>MODOS ESPECIAIS DE ARMAZENAGEM </li></ul><ul><li>Em certas empresas, a armazenagem de certos materiais constitui uma questão delicada; </li></ul><ul><li>O espaço ocupado aumenta à medida que proliferam os diversos tipos de materiais e os resultados são sempre insatisfatórios quando se pretende arrumar convenientemente um volume elevado; </li></ul><ul><li>Assim sendo teremos que recorrer a gruas, transportadores, diferenciais eléctricos, diferenciais manuais, pinças de elevação , ou até a basculares de bidões. </li></ul><ul><li>Exemplo Prático: Linha de montagem. </li></ul>SISTEMAS AUTOMÁTICOS
    31. 32. Basculadores de bidões Tapete Rolante Grua http://www.youtube.com/watch?v=NkfHVYv5nUo&feature=related
    32. 33. TIPOS DE ARMAZENAMENTO <ul><li>ESTRUTURAS USADAS NA ARMAZENAGEM DE MATERIAIS </li></ul><ul><li>Os materiais são normalmente armazenados a granel ou no interior de caixas especiais ou ainda sobre paletes; </li></ul><ul><li>Os líquidos são normalmente armazenados em tanques ou depósitos com várias formas e composição e os produtos granulados são armazenados em silos; </li></ul><ul><li>Por sua vez podemos ter lotes de grandes ou pequenas dimensões a armazenar. </li></ul><ul><li>ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS </li></ul><ul><li>O armazenamento destes produtos pode ser efectuado recorrendo ao uso de estantes ou grades. </li></ul><ul><li>Com o uso de grades e estantes podemos: </li></ul><ul><ul><li>Efectuar uma fácil identificação dos materiais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Um rápido acesso e disponibilidade dos materiais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma utilização racional do espaço . </li></ul></ul>
    33. 34. <ul><li>ESTANTES  </li></ul><ul><ul><li>Há materiais que podem ser armazenados em estantes (móveis ou fixas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Estas servem para armazenar materiais soltos ou em caixas normalizadas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Estruturalmente são compostas por pilares e prateleiras que podem ou não ser ajustáveis em altura permitindo adaptar-se a diferentes dimensões dos materiais; </li></ul></ul><ul><ul><li>As estantes são concebidas usualmente com uma altura máxima de 2.00m; </li></ul></ul><ul><ul><li>Agrupam-se por vezes 2 ou 3 alturas de estantes, criando-se assim pisos intermédios com acessos directos por escadas feitas do mesmo material. O material mais utilizado é a cantoneira perfurada; </li></ul></ul><ul><ul><li>As dimensões são determinadas pelo tamanho e peso dos materiais bem como por considerações ergonómicas. </li></ul></ul>PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    34. 35. PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS Este tipo de estantes é muito versátil, pois nele podemos armazenar produtos líquidos e/ou sólidos. Estas estantes podem ser aumentadas acrescentado sempre sem limite mais uma estante
    35. 36. PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS Este tipo de estante é indicado para arquivos e escritórios
    36. 38. <ul><li>ARMÁRIOS DE GAVETAS </li></ul><ul><ul><li>Para armazenar um grande número de diferentes artigos em pequenas quantidades (ex. ferramentas, moldes, componentes, agulhas, rodas dentadas, instrumentação, etc.); </li></ul></ul><ul><ul><li>O conteúdo pode ser facilmente visualizado abrindo a gaveta e esta pode ser fechada à chave; </li></ul></ul><ul><ul><li>Estes são muito utilizados para guardar ferramentas, acessórios de máquinas e ferragens diversas, pois protegem melhor o conteúdo apesar de serem mais caros que as estantes. </li></ul></ul>PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    37. 39. PRODUTOS S ÓLIDOS/LÍQUIDOS ARMÁRIOS DE GAVETAS
    38. 40. <ul><li>GRADES </li></ul><ul><li>Normalmente construídas em perfil de aço, constituindo vigas que permitem grandes vãos e pilares perfurados que permitem o ajustamento em altura; </li></ul><ul><li>Sobre cada par de vigas pode ser montado um estrado sobre o qual podem ser armazenados caixas de diferentes volumes e peso. </li></ul><ul><li>GRADES PARA PALETES (forma mais comum de utilização) </li></ul><ul><li>As grades para paletes podem ser construídas para uma ou mais paletes no sentido da profundidade. </li></ul><ul><li>São possíveis imensas configurações já que normalmente estes sistemas são modulares ficando somente limitados pelas cargas a suportar; </li></ul>PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    39. 41. <ul><li>A altura usual máxima (do chão até ao topo da carga mais alta) é de 6 a 7 m. Acima deste valor a manobra do empilhador torna-se muito difícil. Estas alturas tornam-se também limitadas quer pelo tecto em edifícios já existentes, quer pela necessidade de guardar uma distância de pelo menos 45 cm até aos sprinklers; </li></ul><ul><li>A outra forma de armazenar é recorrendo a 2 paletes, uma atrás e outra à frente. Esta versão permite reduzir a área necessária dos corredores e logo conseguir uma melhor taxa de ocupação dos armazéns. Contudo, a sua construção é um pouco mais cara, necessita de um empilhador; </li></ul><ul><li>Existe uma outra solução quando se armazenam poucos materiais em grandes quantidades. Constituída por pilares unidos uns aos outros através de barras somente nos topos, e por perfis especiais fixos naqueles e ao longo dos quais deslizam as paletes. Este sistema permita a entrada do empilhador quer para deixar ou recolher uma palete e proporciona a maior taxa de ocupação de um armazém. Contudo, a manobra do empilhador é difícil, o sistema de controlo first-in-first-out resulta praticamente impossível. </li></ul>PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    40. 42. PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    41. 43. <ul><li>AR MAZENAMENTO DE LÍQUIDOS . </li></ul><ul><li>Três grandes categorias de contentorização a considerar: </li></ul><ul><li>PALETES </li></ul><ul><li>Fabricadas em vários materiais: chapa de aço, cartão prensado, folha deslizante de cartão canelado e madeira; </li></ul><ul><li>Em termos de higiene as paletes de madeira têm vindo a ser substituídas pelas paletes de polietileno ou de cartão (apesar de que as de cartão só comportam pesos até 500 Kg). </li></ul><ul><li>CAIXAS CONTENTORAS. </li></ul><ul><li>Fabricadas em chapa de aço, de plástico, de rede metálica e ainda de cartão canelado; </li></ul><ul><li>CAIXAS AUTO-EMPILHÁVEIS. </li></ul><ul><li>Fabricadas em polietileno ou polipropileno, poliestireno ou poliester. Usam-se no transporte de peças miúdas em ambientes corrosivos ou onde se pretende um alto grau e limpeza. </li></ul>PRODUTOS SÓLIDOS/LÍQUIDOS
    42. 44. PALETES CAIXAS CONTENTORAS CAIXAS AUTO-EMPILHÁVEIS
    43. 45. <ul><li>As dimensões das paletes variam de acordo com as necessidades de cada empresa ou país. Na Europa, convencionou-se uma medida básica de 1200 mm com a qual se combinam outras (800 mm, 1000 mm, 1200 mm e 1400 mm), conforme a área de cada material ( EUROPALETES ). </li></ul><ul><li>Existem diferentes tipos de paletes, dos quais se destacam dois grupos: </li></ul><ul><ul><li>Paletes de duas ou quatro entradas </li></ul></ul><ul><ul><li>Paletes de uma ou duas faces </li></ul></ul>
    44. 46. <ul><li>TIPOS DE ARMAZENAMENTO : </li></ul><ul><ul><li>DEPOSITO AÉREO: </li></ul></ul><ul><ul><li>Vantagens: montagem mais económica; </li></ul></ul><ul><ul><li>acesso mais fácil e rápido; </li></ul></ul><ul><ul><li>custo de inspecção mais baixo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagens: ocupação de espaço; </li></ul></ul><ul><ul><li>pintura periódica do depósito. </li></ul></ul><ul><ul><li>DEPOSITO ENTERRADO: </li></ul></ul><ul><ul><li>Vantagens: espaço ocupado é aproveitado à superfície; </li></ul></ul><ul><ul><li>mais seguro. </li></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagens: montagem mais dispendiosa e demorada; </li></ul></ul><ul><ul><li>acesso mais dificultado; </li></ul></ul><ul><ul><li>maiores custos de inspecção. </li></ul></ul>PRODUTOS GASOSOS/LÍQUIDOS PERIGOSOS
    45. 47. PRODUTOS GASOSOS/LÍQUIDOS PERIGOSOS
    46. 48. MÉTODOS DE ARMAZENAGEM
    47. 49. MÉTODOS DE ARMAZENAGEM
    48. 50. MÉTODOS DE ARMAZENAGEM
    49. 51. MÉTODOS DE ARMAZENAGEM
    50. 53. ESTRUTURAS DE ARMAZENAGEM <ul><li>CARACTERÍSTICAS PRETENDIDAS: </li></ul><ul><li>F acilidade na identificação dos materiais; </li></ul><ul><li>R ápido acesso e disponibilidade dos materiais; </li></ul><ul><li>Uma melhor e mais racional utilização do espaço. </li></ul>
    51. 54. Storage Racks http://www.youtube.com/watch?v=nyJtx2uEhTE
    52. 55. MODOS DE TRANSPORTE
    53. 56. MODOS DE TRANSPORTE
    54. 57. MODOS DE TRANSPORTE
    55. 58. ARMAZÉM INTELIGENTE
    56. 59. MODOS DE TRANSPORTE Transportadores ( conveyors ) de rolos e de tapetes Porta-paletes manual
    57. 60. MODOS DE TRANSPORTE Porta-paletes eléctricos Tractores eléctricos
    58. 61. MODOS DE TRANSPORTE <ul><li>EMPILHADORES DE CONTRAPESO </li></ul><ul><li>Eléctricos ; </li></ul><ul><li>A gás ; </li></ul><ul><li>A Gasóleo . </li></ul>
    59. 62. Equipamentos e suas características Porta Paletes Seletivo
    60. 63. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Localização e movimentação de qualquer palete sem mover as outras paletes (acessibilidade); </li></ul><ul><li>Adaptação a cargas de rotação relativamente altas; </li></ul><ul><li>Mudança de layout : facilmente montadas e desmontadas; </li></ul><ul><li>Compatível com inúmeros equipamentos de movimentação ou pisos industriais; </li></ul><ul><li>Altura é limitada apenas pelo alcance dos equipamentos de movimentação de materiais; </li></ul><ul><li>Fácil gestão dos stocks; </li></ul><ul><li>Diversos tipos de acessórios; </li></ul>
    61. 64. Drive-in / Drive-through
    62. 65. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Armazena aproximadamente o mesmo número de paletes de um seletivo na metade do espaço; </li></ul><ul><li>Altura limitada ao máximo de 11m; </li></ul><ul><li>Movimentação de materiais através de empilhadores; </li></ul><ul><li>Baixa velocidade de movimentação; </li></ul><ul><li>Produto armazenado em paletes de madeira, alguns tipo de plástico, de aço ou alumínio; </li></ul><ul><li>Custo baixo comparado a outros sistemas de alta densidade. </li></ul>
    63. 66. Drive-Through Dinâmico
    64. 67. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Armazena o mesmo número de paletes de um sistema drive-through estático ocupando a mesma área, porém com altura menor. </li></ul><ul><li>Deslocamento da palete por gravidade; </li></ul><ul><li>Gestão da movimentação do produto por lotes de produção; </li></ul><ul><li>Altura limitada pelo equipamento de movimentação; </li></ul><ul><li>Elevada velocidade de movimentação; </li></ul><ul><li>Média seletividade; </li></ul><ul><li>Produto armazenado em unidades de carga; </li></ul><ul><li>Baixo custo operacional. </li></ul>
    65. 68. Estantes Industriais Para cargas de 100 à 350 kg/vão de carregamento
    66. 69. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Ideal para pequenos volumes (< 0,5 m³); </li></ul><ul><li>Carregamento e armazenagem manual; </li></ul><ul><li>Altura ideal para o último nível de carregamento ao alcance da mão ou utilizando escadas móveis ; </li></ul><ul><li>Nível de carregamento regulável verticalmente a cada 50 mm; </li></ul><ul><li>Pode apresentar-se com piso intermediário; </li></ul><ul><li>A movimentação nos corredores pode apresentar-se de forma manual ou sobre carrinhos; </li></ul><ul><li>Acesso direto a qualquer endereço (sku). </li></ul>
    67. 70. Divisórias Industriais
    68. 71. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Ideal para isolar áreas industriais; </li></ul><ul><li>Construídas em chapa/chapa, chapa/tela e tela/tela; </li></ul><ul><li>Local pode ser climatizado ou com temperatura controlada; </li></ul><ul><li>Podem-se compor salas com acabamento rústicos; </li></ul><ul><li>Possui acessórios, portas com dobradiças, portas de correr e guichês para atendimento; </li></ul>
    69. 72. Flow-rack
    70. 73. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Alta velocidade na preparação para distribuição; </li></ul><ul><li>Ideal para cargas fracionadas de pequenos volumes; </li></ul><ul><li>Carregador independente do separador e preparação; </li></ul><ul><li>Sistema de controlo FIFO; </li></ul><ul><li>Deslocamento por gravidade; </li></ul><ul><li>Custo operacional baixo; </li></ul><ul><li>Pode ser integrado a outros tipos de equipamentos de armazenagem e movimentação de materiais; </li></ul><ul><li>Flexibilidade na disposição dos níveis de separação. </li></ul>
    71. 74. Push Back http://www.youtube.com/watch?v=pNzSzO8tc24&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=DqJwbz_Kbrk&feature=related
    72. 75. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Possui trilhos telescópicos para posicionamento das paletes; </li></ul><ul><li>Trilhos com roletes ou “carrinhos;” </li></ul><ul><li>Custo menor que dinâmico convencional e velocidade maior que o drive-in estático; </li></ul><ul><li>A velocidade de descida é determinada pelo operador; </li></ul><ul><li>Trilho com pequena inclinação para descida da palete; </li></ul><ul><li>Média velocidade na preparação para distribuição; </li></ul><ul><li>Sistema de controlo LIFO; </li></ul><ul><li>Deslocamento por gravidade; </li></ul><ul><li>Custo operacional médio; </li></ul><ul><li>Pode ser integrado a outros tipos de equipamentos de armazenagem e movimentação de materiais; </li></ul>
    73. 76. Mezaninos
    74. 77. <ul><li>Características </li></ul><ul><li>Dobra ou triplica o espaço ; </li></ul><ul><li>Facilmente desmontável; </li></ul><ul><li>Pode armazenar unidades de carga, paletizadas ou a granel, instalar salas para escritórios, etc; </li></ul><ul><li>Baixo peso específico, na maioria dos casos sem necessidade de fundações; </li></ul><ul><li>Liberta espaço inferior para armazenagem convencional ou permite a colocação de equipamentos sobre determinada área; </li></ul><ul><li>Pode ser projetado para suportar cargas variando de 350 a 1,500 Kg/m². </li></ul>
    75. 78. Cantilever http://www.youtube.com/watch?v=K2sLDIS-dYc
    76. 79. <ul><li>Características </li></ul><ul><li>Armazena cargas de comprimento variável como tubos, barras e perfis; </li></ul><ul><li>Média densidade de armazenagem/m³; </li></ul><ul><li>Alta seletividade e média densidade de armazenagem; </li></ul><ul><li>Baixa velocidade de movimentação; </li></ul><ul><li>Sistema de controlo FIFO; </li></ul><ul><li>Altura limitada pelo equipamento de movimentação; </li></ul><ul><li>Movimentação de materiais através de empilhadores ou ponte rolante. </li></ul>
    77. 80. Autoportante
    78. 81. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Elimina a necessidade de construção prévia de um edifício; </li></ul><ul><li>Redução de custos de instalação de armazéns; </li></ul><ul><li>Prazo de instalação da obra é menor do que o convencional; </li></ul><ul><li>Pouca flexibilidade na mudança de layout ; </li></ul><ul><li>Elevado custo de aquisição e manutenção de equipamentos de movimentação. </li></ul>
    79. 82. Alto-verticalização
    80. 83. <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Combina elevada densidade, alta velocidade e máxima selectividade; </li></ul><ul><li>Possibilita o maior aproveitamento do pé direito </li></ul><ul><li>Maior custo do equipamento de movimentação e de pisos, que devem ser excepcionalmente bem nivelados </li></ul><ul><li>Empilhadores restritos à área de armazenagem, o que exige a compra de um equipamento adicional para transportar as paletes; </li></ul><ul><li>Estrutura deve ser mais reforçada para suportar ou escorar o equipamento de manutenção </li></ul><ul><li>Usada com Automated Storage & Retrevial systems. </li></ul>http://www.youtube.com/watch?v=6xvBj4hBQ9k http://www.youtube.com/watch?v=bGIHPRgmwFs
    81. 84. Blocagem <ul><li>Alta densidade de armazenagem; </li></ul><ul><li>Limitação de altura ou empilhamento máximo; </li></ul><ul><li>Ocupa pouco espaço quando desmontado; </li></ul><ul><li>Não possibilita endereços fixos. </li></ul>
    82. 85. Tabela Geral TPA: faça uma tabela para comparação dos diferentes sistemas 6 m 10 m 7 m 9 m 7 m 30 m 10 m Altura de Operação MÉDIO ALTO MÉDIO MÉDIO MÉDIO ALTO BAIXO CUSTO Complicado Automático Complicado Complicado Complicado Automatizá-vel Gerenciar PEPS ALTA ALTA Média ALTA MÉDIA ALTA BAIXA DENS. BAIXA MÉDIA MÉDIA BAIXA MÉDIA ALTA ALTA SELET. BAIXA ALTA MÉDIA BAIXA BAIXA ALTA ALTA VELOC. Empilhad. GLP Empilhad. Elétrica GLP Empilhad. Elétrica GLP Empilhad. Elétrica Empilhad. Pantograf Trans- Elevador Empilhad. Elétrica GLP Equipa/o Blocado Dinâmico Push Back Drive-in/ Drive-thru P.Palete Duplo P.Palete Gde Alt. P.Palete / Cantilever
    83. 86. SEGURANÇA – MANUSEAMENTO DE EMPILHADORES <ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=xhScsHcIdek&feature=player_embedded#! </li></ul>
    84. 87. <ul><li>Resumo: </li></ul><ul><li>Critérios de avaliação de armazenagem de produtos </li></ul><ul><li>Volume = quantidade total armazenada; </li></ul><ul><li>Densidade = quantidade de itens idênticos (SKU´s) a armazenar; </li></ul><ul><li>Seletividade = necessidade de acesso directo; </li></ul><ul><li>FIFO/LIFO = necessidade de controlar o critério de saída; </li></ul><ul><li>Velocidade = velocidade de ciclo (receber/armazenar/sair); </li></ul><ul><li>Flexibilidade = capacidade de adaptação aos critérios acima referidos; </li></ul><ul><li>Custo = total (estruturas +equipamentos de movimentação) posição palete ou endereços. </li></ul>
    85. 88. JOÃO PAULO PINTO, PROF Comunidade Lean Thinking (+351) 936.000.079 [email_address]

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