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"Uma certa memorização das palavras de
Jesus,  de passagens bíblicas importan-
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PRIMEIRA PARTE:  D O U T R I N A

I “Deus é amor" (1 Jo 4,8)
Quem é Deus? 

Deus é puro Espirito,  eterno, 
criador das co...
II "Façamos o Homem à Nossa Imagem"
(Gn 1,26)

 
    
     
  

  

Para que foi criado
o homem? 

  

O homem foi criado ...
III "Participantes da Natureza Divina"
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Que é a Graça? 

Entre todos os inúmeros presen-
tes de Deus,  ...
IV "Este é o meu Filho Amado"
(at 3,17)

Quem é Jesus Cristo? 
Jesus Cristo é a segunda Pessoa
da Santíssima Trindade,  is...
V "O Santo que nascer de ti será

, chamado Filho de Deus"_(Lc n35)
Quem é a Virgem Maria?  -
A Virgem Maria(é a mulher es...
VI "Alegra-te,  cheia de graça! "
(Lc 1,28)

e significa Imaculada Conceição. 
Imaculada Conceição significa
que a Virgem ...
VII "A Virgem se chamava María"
(Lc 1,27)

  
    
   
       
   
    
   

Que é a Maternidade Virginal
de Maria? 

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VIII "Quem é essa que desponta
como a aurora? " (ct 6,10)
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3 - Efeitos dOS Sacramentos.  'Todos os Sacramentos validamente
conferidos e licitamente recebidos produzem a Graça Santif...
XI "Batizando-as em Nome do Pai e do
Filho e do Espirito Santo" (Mt 28,19)
O e é o Batismo? 
O Batismo é o Sacramento pelo...
XII "O Espirito Santo veio sobre eles"
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O que é Confirmação ou Crisma? 
Confirmação ou Crisma é um sa-
crament...
XIII "Isto é o Meu Corpo que é
dado por vós" (Lc 22,19)

Que é a Eucaristia? 
Augustissimo Sacramento é a Eu-"

       
  ...
5 - A Missa é o sacrifício incruento do Corpo e Sangue de Jesus
Cristo,  oferecido em nossos altares sob as espécies do pã...
XIV "Se vós me amaís,  guardareís os
meus mandamentos" (Jo 14,15). 

Quantos e quais são os mandamentos
da lei de Deus? 

...
XV "Tudo quanto lígardes na terra"
(Mt 18 18)
Quantos e quais são os mandamentos
da Igreja? 

Os principais mandamentos da...
XVI "Quem comete pecado,  é escravo"
i (Jo 8,34)

Que é o Pecado? 

O pecado é um Não a Deus, isto é, 

uma desobediência ...
4 - Pecado pessoal e pecado social? 

"O pecado é sempre um ato da pessoa individualmente considerada. 
Esta pode ser cond...
XVII "Todo o que se exalta será
humílhado"uc 1814)

Que são os "Vícios Capitais"? 
Os "vícios capitais” são as prin-
cipai...
XVIII "A Fé sem as obras é morta"
" (Tg 22,20)
Que exige a observância dos manda-
mentos?  '
A observância dos mandamentos...
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(Êx 20,8)

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(Êx 2o, 

12)

 
   
 

- louvor a Deus com - atividades que impe-
obras de culto nos çam o culto a D...
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(Ex 2o,14.17)

- para quem nao eca-
sado: 
abstenção sexual com
pleta; 

- para quem ecasado: 

a) recíproca Fi...
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(Êx 2o,15.17)

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(Ex 20, 16)

- amar oproximo tam-

bem nos seus bens
materiais, 

- restituir os bens
furtado...
XIX "O diabo,  vosso adversárío, ... "
(1 Pd 5,8)

Quando Satanás triunfa numa alma? 
Satanás triunfa numa alma quan-
do c...
- Impede o mérito de todas as obras boas feitas em estado de pe-
cado mortal; 

- Tira a verdadeira paz também neste mundo...
XX - "vomitar-te-ei da. mínha boca"
(Ap 3.16)

Quando Satanás avança numa alma? 

Satanás avança numa alma quando
consegue...
39 - Praticar o tripé da penitência:  Penitência - sacramento; 
Penitência interior (humildade);  Penitência externa (mort...
XXI "Tudo me é lícito,  mas nem tudo
convém" (1 Cor 6,12)
O ando Satanás zomba de
uma alma? 
Satanás zomba (induz ao erro,...
XXII “Aqueles a.  quem perdoardes os
pecado-ser-lhe-ão perdoados" (Jo 20,23)

O que é Penitência? 
A Penitência, chamada t...
Sobrenatural imperfeito (atrição;  é produzido principarmente
pelo medo-dos castigos de Deus):  sem a confissão,  apaga os...
XXIII "(Judas) mandou oferecer esse
sacrifício expiatório pelos que

haviam morrido"(2 m:12 45)
Que é a Indulgência?  '
"A...
possui três espécies de valor sobrenatural: 

a) meritório (enquanto as boas obras aumentam a graça san-
tificante ); 

b)...
6 - Práticas Indulgenciadas. 
' A) Lucra-se a Indulgência Plenária com uma das seguintes
quatro obras: 

- o piedoso exerc...
:XXIV “Ungindo-0 com óleo em nome
do Senhor” (Tg 5,14)
Que é a Unção dos
Enfermos? 
A Unção dos Enfermos é o Sacra-
mento ...
XXV “Uraí sem cessar" (1 Ts 5,17)
O que é a Oração. 

    
      
       
      
 

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XXVI "Trato duramente o meu corpo"
(1 Cor 9,27)

Que é a Virtude da

Penitência? 

A Penitência é ...
3 - Cinco regras práticas dia Penitência voluntária: 

- não deve prejudicar o corpo,  mas ajudar a alma; 

- deve facilit...
XXVII"Fazeí isto em minha memória”
(Lc 22,19)

        
 

e é a Ordem? 
A Ordem é o Sacramento, institui-
do por Jesus Cr...
5 - As vocações não faltam,  mas morrem.  Para ajudar a Igreja a
salvar as Vocações é necessário colocar em prática a pala...
XXVIII "Ide,  pois,  ensinaí todas as
ç .  gentes" (Mt 28 19)
Que é Vocação
Missionária? 

Vocação Missionária,  em sentid...
- todos os seminários formarão os alunos "imbuídos daquele es-
pírito verdadeiramente católico que os faça transcender os ...
XXIX "Vem e Segue-me" (Mt 19,21)

Que é Vocação Religiosa? 
Vocação Religiosa é o chamamen-
to de Deus para consagrar-se t...
- representam a mesma forma de vida abraçada por Jesus,  que veio

terra para realizar a vontade do Pai. 

g3!

6 - Ativid...
XXX "O que Deus uniu"
O e é Matrimônio? 
O Matrimônio é a aliança pela
qual um homem e uma mulher cons-
tituem entre si um...
- estado de graça (quem recebe o Matrimônio em estado de pecado
mortal comete sacrilégio e se priva da graça sacramental);...
.XXXi"Sem fé é impossível agradar a
Deus (Hb 11,5)

     

Que ê a Fé? 

     

A Fé é "a virtude pela qual o ho-
mem, liy...
- defendê-la com uma profunda instrução religiosa, com a oração e

com a fuga da impureza; 
- difundí-la com o apostolado,...
XXXII "Cristo em vós,  a esperança da
a1óría"(c11,27)
Que é a Esperança? 

A Esperança ê'a virtude segundo
a qual temos a ...
XXXIII "A caridade é paciente,  a carí-
dade é prestativa" (lCor13 4)

Que é a Caridade? 
A Caridade é a virtude pela qual...
XXXIV "Infundíndo-nos toda sabedoria
e prudência" (Ef1,8)

é a Prudência? 

A Prudência é a virtude que julga

e dirige to...
XXXV "Que o justo pratique ainda a
justiça" (Ap 22,11)

Que é a Justiça? 
A Justiça é a virtude pela qual

l

a cada um e ...
XXXVI "Deus é a fortaleza da minha
vida" (51 27,1)

Que é a Fortaleza? 

A Fortaleza é a virtude que nos
torna capazes de ...
Catecismo Essencial
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Catecismo Essencial

  1. 1. I IYIIHN 'l r, ,g / xV KW _ til, a. r | | t f 'l i» il i. HÍlulIÍ r . .r l , lx v¡ z lVM/ Vivhiwil A (Q . . i . Í . i. i a, l . u -W. ll. C Itl '
  2. 2. "Uma certa memorização das palavras de Jesus, de passagens bíblicas importan- tes, dos dez mandamentos, das fórmulas de profissão de fé, dos textos litúrgicos e das orações essenciais e de noções cha- ves da doutrina (. ..),1onge de ser con- trária ã dignidade dos jovens cristãos, ou de constituir para eles um obstáculo r para o diálogo pessoal com o Senhor, e , uma verdadeira necessidade (. ..) É pre- ciso ser realista. As flores da fé e da piedade cristã, se assim se pode dizer, não crescem nos espaços ermos de uma catequese sem memória. O essencial é que os textos memorizados sejam ao mesmo tempo interiorizados, compreendidos pouco a pouco na sua profun- didade, a fim de se tornarem fonte de vida cristã pessoal e comu- nitária" ("Catechesi Tradendae", 55, de João Paulo II). OBSERVAÇÕES: I - É conveniente memorizar_ou fazer memorizar as partes do subsidio impressas em tipo grande, como a frase seguinte: "Deus é puro Espirito. .." (são as respostas às 40 perguntas e as prin- cipais orações). 2 - Abreviaturas: AG - Ad Gentes, Decreto do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre a atividade missionária da Igreja (O7-12-1965); CDC - Código de Direito Canônico (25-Ol-1983); EN - Evangelii Nuntiandi, Exortação Apostólica de Paulo VI sobre a evangelização no mundo moderno (08-l2-l975); FC - Familiaris Consortio, Exortação Apostólica de João Paulo II sobre a Familia (12-ll-l98l); GS - Gaudium et Spes, Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo moderno (O7-l2-1965); LC - Lumen Gentium, Constituição Dogmática sobre a . Igreja (21-1 1-1964); RH - Redemptor Hominis, Carta Encíclica de João Paulo Il (O4-03-1979); RP - Reconciliatio et Paenitentia, Exortação Apostólica Hu bre a Reconciliação e a Penitência na missão da lgrvin hoje (02-12-l984); PC - Perfectae Caritatis, Decreto sobre a atuüiixngun dos religiosos - (28-IO-65) RM - Redemptoris Mater, Carta Encíclica de gnu_ luna. , [1 sobre a Bem-Aventurada Virgem Maria (25-01 IWH/ l; DZ - Denzínger Enrique: "O Magistério da lgi«)4“ 3 - As notas explicativas complementares tvm › liunlídade de ajudar especialmente quem usa o subsidio n lnvui JU' UUCFOS
  3. 3. PRIMEIRA PARTE: D O U T R I N A I “Deus é amor" (1 Jo 4,8) Quem é Deus? Deus é puro Espirito, eterno, criador das coisas visiveis 4 (este mundo) e das coisas in- i' visíveis (os anjos e a alma es-” piritual e imortal em cada ho- mem) (cf. Gn 1-2). Em Deus há, . numa só natureza, três Pessoas realmente dis- tintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. 1 - O mistério de Jesus de Nazaré. "Não há evangelização verda- deira enquanto não se anunciar o nome, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus" (EN 22). O Santo Padre João Paulo II, no discurso inaugural da Conferência de Puebla (24-01-79), recomendou vivamente aos Bispos da América Latina "uma cuidadosa e zelosa transmissão da verdade sobre Jesus Cristo. " Mas a verdade sobre Jesus Cristo (Segundo Mis- tério da nossa Fé) supõe a verdade sobre Deus, Uno e Trino (Primeiro Mistério da nossa Fé). 2 - Verdade de Razão e de Fé. A existência de Deus é verdade de Razão (a nossa mente está em condições de afirmar e comprovar que Deus existe), confirmada pela Fé. As provas racionais da existência de Deus são principalmente três: a) a ordem univer- sal; b) a voz da consciência; c) o consenso dos povos. 3 - Verdade de Fé. Verdade só de Fé e, por isso, mistério, ê a Santíssima Trindade. Esta verdade nos foi revelada por Cristo no Novo Testamento (cf. Mt 3,13-17; Jo 1,1-14). "O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espirito Santo é Deus, e, no entanto, não são três deuses, mas um só Deus" (Santo Atanásio). 4 - Verdades consoladoras. As verdades mais consoladoras, reve- ladas no Novo Testamento a respeito de Deus, são duas: Deus é Pai (cf. Mt 6,9; Mt 11,25-27); Deus é Amor (cf. 1 Jo 4,8-16; Jo 3J6X /5 - Primeiro Mistério da nossa Fé. Unidade e Trindade de Deus. Ó Eterna Verdade e Verdadeira Caridade e Cara Eternidade: Tu és o rneL2I)eus, por T1 suspiro dia e ncnte (u. X I Tarde, Te amei, o Beleza tão antiga e tão nova, tarde Te amei! (Santo Agosünhol
  4. 4. II "Façamos o Homem à Nossa Imagem" (Gn 1,26) Para que foi criado o homem? O homem foi criado para conhe- cer, amar e servir a Deus neste' mundo, e, assim, correspondendo à sua vocação pessoal, merecer a amizade com o próprio Deus agora na terra e para sempre no Céu (cf. l Tm 2,4). 1 - A Imagem de Deus. "A afirmação primordial da antrOpOlUgld, comunicada pela Igreja, é a do homem como Imagem de Deus" (João Paulo II - Puebla - 8-Ol-79). O homem é uma criatura racional, composta de alma e corpo. É Imagem de Deus, a mais bela das cri- aturas, pelas qualidades com que Deus enriqueceu a sua alma: - a inteligência, para conhecer o seu Criador, louvá-lo e bendizê- lo; - a vontade, para cumprir as ordens do Criador e escolher, com liberdade, o que é bom para a felicidade; - o sentimento, para amar a Deus e aquilo que revela a sua glória; O corpo foi dado por Deus ao homem para servir de instrumento ã inteligên- ã cia, à vontade e ao sentimento; ,E2 ~ Dons preternaturais. Além da Graça Santificante (da qual se fala na página 5), Deus concedeu aos nossos primeiros pais ou- tros dons, chamados "preternaturais", quais sejam: - a integri- dade, isto é, a perfeita sujeição dos sentidos à razão; - a imu- nidade a todas as dores e doenças, e a imortalidade do corpo; - a ciência proporcionada ao seu estado, ' 3 - Conhecer-Amar-Servir. Para conhecer a Deus: ler a Bíblia, estudar o Catecismo e meditar; para amar a Deus: obedecer aos seus mandamentos; rezar cada dia o ato de caridade; para servir a Deuszfazer o bem ao próximo. O Beato D. Luiz Orio- ne dizia: "Fazer o bem a todos, fazer o bem sempre; fazer o mal nunca e a ninguém" (cf. Mt 25,31-45). C i¡ '. A ; gIória, ,, i, dor; rrhomem; seí e e _ l? Porélñfóí-YGCCPÍÉÉCURÀ¡ Lá Al)eus; ¡de; $uaLsabedqrL ' d? seuioipíãsíéfírte
  5. 5. III "Participantes da Natureza Divina" e (2 eu 1,4) Que é a Graça? Entre todos os inúmeros presen- tes de Deus, chama~se GRAÇA o maior presente d'E1e, que é o po- der de nos tornarmos verdadeiros filhos de Deus (cf. Jo 1,12; lJo 3J). 1 - Corpo-Alma-Graça. Deus criou o homem com o Corpo, a Alma e a Graça¡ No momento da criação, o homem, por meio da Graça, tornou-se filho de Deus, herdeiro do Paraíso. A natureza do ho- mem não exige a Graça; por isso a Graça é definida dom sobrena- tural, isto é, superior a todas as exigências da natureza humana. 2 - Tríplice Graça. A teologia católica distingue três tipos de Graça: // F Santifícante (ou habitual) --dom sobrenatura1,inerente ã nossa alma, que nos faz justos, tílhos de Deus e herdeiros do Paraíso. ;xr Atual - dom sobrenatural, que ilumina a nossa inteligência, E move e fortalece a nossa vontade a fim de que p0ssamos~ conse- guir, defender e aumentar a Graça Santificante, afastando 0 mal e operando o bem. ,z- Sacramental - é o direito, que se adquire recebendo válida e lícitamente qualquer sacramento, de ter, em tempo oportuno, as graças atuais necessárias para alcançar 0 fim próprio de geada sacramento. 3 - Abraão-Israel-A Bíblia. Javé, para salvar a humanidade, que, depois do pecado original, estava marchando rumo à perdição eterna, chamou Abraão para formar, por meio dele, o Seu povo, Israel, com o qual fez uma aliança (Testamento) (cf. Gn 12-25). O livro que conta a história de Abraão e de Israel é a Bíblia, conjunto de 73 livros (46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento) inspirados por Deus (cf. 2 Tm 3,16). Fala-se de Abraão em vários livros da Bíblia, mas especialmente no pri- meiro, Gênesis, nos capitulos de 12 a 25. Também Israel, freqüentemente, se afastou de Javé, adorou os ídolos e praticou coisas imorais. Jesus à Sarnarnana: "Se conhecesses o don# de [Deus, e quenw é que te diz: _- Dá-me de beber -, tu certc-lmente 'lhe pedirías, e ele te dana de tuna água viva L; J que vuá a ser en# U Luna fonte de água que jorre para a vida eterna” (Jo 4,10-IQXÀ
  6. 6. IV "Este é o meu Filho Amado" (at 3,17) Quem é Jesus Cristo? Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho de Deus, que, no seio da Virgem Maria, por obra do Espí- rito Santo, se fez homem para nos salvar (cf. Mt 1,21). 1 - 0 Redentor do homem. Deus, na plenitude dos tempos, enviou ao mundo 0 Seu Único Filho, que assumiu°a natureza humana e, com o Seu sacrifício e a Sua ressurreição, restituiu aos homens a Graça perdida com o pecado original. 2'- Segundo Mistério da Nossa Fé. O mistério de Jesus de Nazaré, Redentor do homem, exprime-se com as seguintes palavras: ENCAR- NAÇÃO, PAIXÃO, MORTE e RESSURREIÇÃO de Nosso Senhor Jesus Cris- to. O sinal da Cruz, se bem feito, enquanto com as palavras ma- nifesta o Primeiro Mistério, com os gestos manifesta o Segundo. Por isso, o verdadeiro cristão-católico faz sempre com devoção e sem pressa o sinal da Cruz. , ' " ' 3 - Nazaré-Belém-Jerusalém. Jesus' Cristo viveu e operou num pequeno pais da Ásia, chamado Palestina (25.000 Km2, pouco maior que Sergipe) dividido em três principais províncias: Galiléia, ao Norte; Samaria, no Centro; e Judéia, ao Sul. As três cidades mais importantes na vida de Jesus foram: - Nazaré (na Galiléia), onde Maria Santíssima recebeu a Anuncia- ção do Anjo (cf. Lc 1,26-38) e Jesus viveu até o inicio da vida pública (cf. Mt 2,19-23). - Belém (na Judéia), onde Jesus nasceu (cf. Lc 2,1-20). - Jerusalém (na Judéia), principal cidade da Palestina, onde Jesus instituiu os Sacramentos da Eucaristia, do Sacerdócio e da Peni- tência; m0rreu, ressuscitou e subiu ao Céu; onde o Espirito Santo desceu sobre os Apóstolos (cf. Lc 22 - 24; Jo 20,23; At 2).
  7. 7. V "O Santo que nascer de ti será , chamado Filho de Deus"_(Lc n35) Quem é a Virgem Maria? - A Virgem Maria(é a mulher esco- lhida por Deus para tornar-se a Mãe do Verbo Encarnado¡ nosso Salvador, verdadeiro Deusie ver- dadeiro homem, Jesus Cristo (cf. Lc 1,31). 1 - "Mãe de Deus"! A definição dogmática. "Se alguém não professa que O Emanuel (Cristo) é verdadeiramen- te Deus e que a Virgem Santa é Mãe de Deus (Teotókos), que gerou segundo a carne o Logos de Deus feito carne, seja excomungado" (Dz 113). Com estas palavras, no Concílio de Éfeso (39 ecumêni- co, ano 431), com grande alegria dos cristãos, 5 verdade sobre a Maternidade Divina de Maria foi confirmada solenemente como ver- dade da Igreja: Maria é a Mãe de Deus, uma vez que, por obra do Espírito Santo, concebeu no seu seio virginal e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus consubstancial ao Pai. O Dogma da Maternidade Divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e para a Igreja de todos os tempos como uma chancela no dogma da Encar- nação, em que o Verbo assume realmente, sem a anular, a natureza humana na unidade da sua Pessoa. 2 - "Plenitude dos tempos" (G1 4,4). Esta expressão indica: -do momento, fixado desde a eternidade, em que o Pai enviou seu Filho, "para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16); - o momento abençoado em que "o Verbo, que estava junto de Deus, ... se fez carne e habitou entre nós" (Jo I, l.14), fazendo- . se nosso irmão; - o momento em que 0 Espírito Santo plasmou no seio virginal de Maria a natureza humana de Cristo; - o início da caminhada da Igreja, com Maria, que a liturgia chama "primícias da Igreja" (cf. prefácio de 8 de dezembro). 3 - Tríplice Privilégio. A Virgem Maria, por motivo da eleição singular a Mãe de Deus, em consideração dos méritos futuros do seu Filho, recebeu três privilégios - Imaculada Conceição, Vir- gindade Perpétua, Assunção ao Céu em corpo e alma - que serão expostos nas três lições seguintes.
  8. 8. VI "Alegra-te, cheia de graça! " (Lc 1,28) e significa Imaculada Conceição. Imaculada Conceição significa que a Virgem Maria, por motivo dos 'merecimentos redentores d'Aquele que haveria de tornar- se seu Filho, foi redimida de um modo sublime e excepcional, sendo V concebida sem a herança do pecado original. _ 1 - A definição do doga da Imaculada “A Beatissima Virgem Maria, no primeiro instante do seu conce- bimento, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original" (Dz 1641 Bula "Ineffabilis Deus" de Pio IX - 08-XII-1854). 2 - Para entender o dogma da Imaculada, é útil recordar: - os nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram criados em estado de graça (justiça original), isto é, "participantes da natureza divina" (2 Pd 1,4); - por causa de seu pecado, perderam, para si e para todos os seus descendentes, a graça divina e os dons preternaturais (cf. :Pág.4); ar- o pecado de Adão e Eva se chama original, porque foi cometido na origem da humanidade e porque foi a origem de todos os outros pecados; , ç . - a essência do pecado original consiste na privação da graça santificante; esta ausência de graça se transmite a todos os se- res humanos pela geração, isto é, todos os homens são concebidos sem a graça. 3 - A Virgem confirma o dogma ( Lourdes - Fevereiro de 1858) Muitas e muitas vezes, perguntei-lhe quem era, mas apenas sor- ria com bondade; por fim, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me: “Eu sou a Imaculada Conceição " (Da carta de Santa Maria Bernarda Soubirous). ' i' " @Por obra do Espírito Santo, na 'ordem da graça, ou -seja, › da participa pação da naturezaçdivina', Maria” recebe a_ vida; d'Aquele, ao, *qualj própria, .na ordem_ _dagetãação terrena, ¡deu- a. -vlda 'como , mãea faut-gia. . não ? hesitaem «jcçhavmá-la 'genetrízãdzcxseu Genitor', e,lfjem SêIVLU-j_ dá-ia ciÍom as , palavras ' A qije: Dante Alighieri » põe; na; ;boca . de, *São = Bernarsçeç do: 'filhado teu Fil-ho” (RM, IO). ' "" a' V ›
  9. 9. VII "A Virgem se chamava María" (Lc 1,27) Que é a Maternidade Virginal de Maria? A Maternidade Virginal de Maria é o fato de ter Ela permanecido virgem antes do parto, no parto e depois do parto, por insigne pri: vilégio da Onipotência divina. 1 - A definição dogmática da Virgindade Perpétua de Maria. "A Santa e sempre Virgem e Imaculada Maria concebeu verdadeira- mente, sem cooperação de homem, mas por obra do Espirito Santo, o mesmo Verbo de Deus, que antes de todos os séculos fora gerado por Deus Pai, e o deu à luz permanecendo totalmente virgem tam- bém depois do parto" (Dz 256 - Concílio de Latrão, ano de 6â9). "A Beatissima Virgem Maria permaneceu sempre na integridade da virgindade, antes, durante e depois do parto" (Dz 993 - Concílio de Trento, anô de 1555). 2 - A virgindade de Maria e nós. Maria nos ensina que a Virgindade é uma entrega exclusiva a Jesus Cristo, em que a fé, a pobreza e a obediência ao Senhor se tornam fecundas pela ação do Espirito Santo. Assim, também a Igreja quer ser mãe de todos os homens, não à custa do seu amor a Cristo, afastando-se dele ou postergando-0, mas precisamente pela sua comunhão intima e total com Ele. A Virgindade externa de Maria conjuga, no mistério da Igreja, essas duas realidades: toda de Cristo, e, com Ele, toda servido~ ra dos homens. Silêncio, contemplação e adoração que dão origem à mais generosa resposta à missão, ã mais fecunda evangelização dos povos (Puebla, 294). "Se Maria, mediante. auféjsei-, tornou genítri-z do; Filhoique-i lhe' 'foi dado peka Pai coni o poder do Espüúto santo, conservando Íntegra¡ a ^I$na_; yirg1.ndade, com @mesma fel-ela descobriu: .e. _¡. ,gescol~heu_i¡a , - __ _outra dí-mensãogda Ímaternidade, 'Vrevelada por Jesus 'noÍ _decorrer_ " da , 'v*sua› ? vn-missãoÍmessíânícal(. .j; ) . María -M”e tomava'~se,7;fjem; _certo' sentido, a_"prla hjpejpaglf-disçípujaf dojseu -_Fi1ho, a - primeira ; aff queima, ele, parecia , pdipzerç ÚséAgqgàiiñ-ÊÊII, 1_ 'mesmo' antes _def dirigir. este_ çhaimamentr); -aosl apóstolos j 'ou a
  10. 10. n n- -. g VIII "Quem é essa que desponta como a aurora? " (ct 6,10) -Que é a Assunção Corpórea de Maria? A Assunção Corpórea de Maria é o fato de Maria ter sido levada Céu, depois em corpo e alma ao do tempo de sua vida aqui na terra. 1 - A definição dogmática da Assunção. "A augusta Mãe de Deus, desde toda a eternidade unida misterio- samente a Jesus Cristo pelo mesmo desígnio de predestinação, imaculada 'na concepção, virgem intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências, alcançou, qual suprema coroa de seus privilégios, ser guardada imune da corrupção do sepul- cro; e, como seu Filho, vencida a morte, em corpo e alma levada ã glória celeste, onde, Rainha, refulge ã direita de seu Filho, o imortal Rei dos séculos" (Da Constituição Apostólica: "Muni- ficentissimus Deus" de Pio XII, O1-XI-1950). Já na Encíclica "Mystici Corporis" (29-VI-1943) Pio XII ensinado que "Maria resplandece agora no Céu com a glória corpo e da alma, e reina junto com o seu Filho" (Dz 2291). 2 ~ A ressurreição dos mortos. Mas Cristo ressuscitou dos mortos, sendo ele as primícias dos que. dormem, porque assim como a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. E assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vi- vificados em Cristo. 'Mas, cada um em sua ordem: como primícias, Cristo, depois, os que são de Cristo, que creram na sua vinda (1 Cor 15,20-23). 3 - Por que Assunta ao Céu? “O Corpo Sagrado da Virgem, o Trono da Castidade, o Templo da Sabedoria Encarnada, aquele Corpo, do qual o Salvador tirou o seu, não devia permanecer no túmulo. Do contrário, o triunfo da Redenção teria sido incompleto” (Bossuet). havia do "No . mistério da -Assunção- exprime-se a fé. _da Igrejapsegundo¡ a qual Maria está "unida por_ um vinculo estreito e indissoiúvei a Cristof¡ pois, 'se já como mãe-_virgemilestava a Ele unidasinguiarmentevnajsua: iprhrmúra vinda, pela sua contínua cooperação conj_Eie o estaráé tania 'çbéágm-_na expectativa ÍÊd-a' segunda: *Remida dum , modo mais -subiimie_i, =i em jazizehção aosÍméritos deiseu? -Fii= ho', ela tem também 'aquele -papeiâÀpróé _gpr'ioÍ_lda. -Mãe, ' de medianeiraxde (demência, na vinda: definitivawgüquavnzçio : ;odo; os que são de (3nstoÍforenixdviñcadosge quando RiiMtkno; Õüú- 'inígó-a_serÉde$truÍdo será a rnorIe”[(i (Sor i5,26)'G§NL#JÕ.7f§ÁgÍ5° - -10-
  11. 11. __ Lise, iiagji; ? E a a1- . M. .. sieiíllãsarct' ei íÊjJl§Í§§ÉlíÍl.1i)J3ÍÊ&il. à* o- " j ; 'iííkããifíiiíxãnifsl lÊÍÃ@Jí§"i§Ç? @ Mist: ice site *- ftp fêizàizx: :.iramreahiit@ de? J x . ... ._. ._-. ... - _ _ _u_ __ _______ ç *mv* _V7_ r t v. v›w-›. --um›-_-. _~_ _›_. _'. ... ... ._. ... ,.. ... ... __. __ . a-. ..mvq e . ..ga-an . ..à , ii a / i [ftísãiííêi lili) iIig-fifvctít-zjl' ai. . , lixeira-ie iíiilâilêilhiííãüíiíi a exame regimentais- <ibxaíe í': !*âl_', í!í®n @hi4 r9r:1r, ›7i<¡l¡= .xêl: 'êi e rita* ízrarc-fier-iia, e Liege, fien'§s› rã, ... .a safira¡ x» tire-ils; ea ilüsiaaívidaelaf' @(13.8 @E23 iii @Brasile @gi-ligam ii-Cwil Wiuiiaiaia iítííaauiáimeii" @Êíiiíiítlêi *W543 flex. ,a a iíiiiíieueiêípi (que. ienaigsfir s: _fàeàiarsc @amarrar ele *fiaeezàteseaeríiisi em. measure «as ͧXQÃV®LÊB e @à i: ir. ~tu. u«»"' «img-z s» J ç o A 'A â o. (Ciaiiljxííllimthi Zitgxiisiizííüiiefio eis ceia RVIàJBÇ-Íicãíílf-: WÊG ¡Êía? ”íl. !:llífn>~“ e cfpràjjcíãkírã coxa . escuta íirfifíílüúüã “tmiiietars @irem e; _g rare atacama : fiéis 'site izrmjiíàra), mai'. 'víilãÉiTitãk @refira banner, ííxêliíftêjííxã @desejei 'vii. !,". “, =Í$ . -;-. ›,. .em iiíréiflfííorjv : assumiram e @mais prsxir-; r-: e- Nassau» (birth-être), 'ãsfmixãiexíkaa', "ãietii-xre: : es e @me 'xvrÍfix-rif¡ : numas a esta fia-aeee @e &Ê-rz-, hiisuóki terás» aííitigêíêeínã @leilão @rage ¡“l'.1 e . tierra . queixar-areal, @Élííájiiíã isentas ea ihewrxaas @e mirar-Se avisaram-x; irzziezxail , gr 'iíífà làxiàhfnxípltái airãíiírãiílêrziig êKéÉlÃ$1íx^Êí§5lê@Íl. @)§3a 9 pães 'ÊÍñ-: ljilêlg @IV-ñ : êfiiàlíltãníf-Xá¡ egre- (si-anamaria idem ser a iírgirejisi. de (ürãeeegimiíama pasa-serem @Ef-A &Itaigara; ññiiíuiümíeimriasftss @minima “i'; eeiíee› iria 'ííâiüãíílêi-“ípfxiâ mázr-menirgsf-'Í : remains Elise-eta a ri . a, 'fait' ç, íígííltiã) 'iswr-. g-eaiiiéxu , rsrsr (ãizwíirsmâi, Êifêiíírâi, 'e _ @na i L Íãi -r lííiàiíiay a íftlñiísisesg» co: siena? . lífsàíifc“íat ipriràaçxaiiiíêia_ . ,zsmxàiiaíira e fita: rem: f? ” «iifexaikàeraes eiji-; oríiiâeglllei @Tõliii : site @i @li?1â*is¡ã(*§í7l@i, _. irei . site. c-Ílrfiiíffreríízeílm (íizieuiilal illfêsíííigrll? ?Em "il 'fim
  12. 12. 4 - Quem fundou, e quando, as outras Igrejas Cristãs: NOME FUNDADOR DATA LOCAL Católica Jesus Cristo AD 30 Jerusalém Luterana Martinho Lutero 1517 Alemanha Episcopal Henrique VIII 1534 Inglaterra Presbiteriana John Knox 1560 Escócia Congregacional Robert Browne 1580 Inglaterra Batista John Smith 1611 Inglaterra' Metodista John Wesley 1738 Inglaterra Adventista William Miller 1831 E. Unidos Mormons José Smitth 1831 E. Unidos Espiritismo Irmãs Fox 1848 E. Unidos Test. de Jeová Charle T. Russel 1874 E. Unidos Pentecostal Vários Ministros 1914 E. Unidos Lembre-se que a VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO FOI FUNDADA POR JESUS CRISTO (cf. Mt 16,18 - Jo 21,15-17 - Lc 22,32). : Nós »nas-cemos. da Igreja; 'ela nos comunica a riqueza _de vida 'e' ' de graçaydegquçe- é deposítáría, ,nos concebe pelo , batismo. , __ nos alimenta-a , COHT-OS sacrarnentos e a palavra de I3eus, nos prepara para a. nnssão, «nos leva' ao desígnio-. .çie «Deusgrazão da nossa s existência, ›comon§_l*crí'sj_-Í tãos. Somos seus'¡f, íIho_s1.-No'sma chamamos, com legítimo orgulho¡ . de 'nossa mãe, ,Feipetiififídozum : tífuíozvque vem dos primeiros tempos . _ e. ; travessou -os séculos . Çloão * Páu.1oÍ; iII°°em Puebla - 28_o1-_1979); ~_. ar!
  13. 13. 1489' . _ l , na . ,,. ,;_. ... __r~. .-____. .__ . Nic. ,. ,_, ._ . . . , . , _. ,.r_; ._- c. .., .. s «__. ... ..-. .., ..› . ._. ... .,. ,_. ... ._. _.. _.. _.. ... ... ... _.. ... _.- a. . . a; au. .- : n-. r.a-p . ,.. ... . / r . "S. i i . , r, ç _"'. '= d. , * n* : maxila íiãÍKbÍRV/ &ál _ (QlnK-âiiíii : i : llãêêlêfãlãàl « " água @»Dwi®@@írñt@ âãüüãw @QE li, U@. §@@_@@@emaciEadw_ A d¡ e 'ríiíitãkfgÍâàíiõíi (i i,9!í; ííi. §§; i;'@ @gran (D: @iamàãi iai e: ~'@l§@@lvi_. iiileí. l. : I*<; =»í'i_: t:e: =;t @kia iLoiLâi-¡Çãíííiiçãñw : iêeiííxiéi E @s A rjüã@'@@À@â@@ de Mmíe&@o . g. ; .r _HW_ Eiimearo, Rresenea de 3@É@§c '7 “às @Êíõñiíf ; ira : a caraca . . .x v. 1153:' Iít“°ÍiiíÍI= '-*ii2"›íiré) em» @líêíi íí; °›f§>^ii; §“fê. ©o E É Emüãmg mmwsrirmi @Q @íÊ@@@@§9'@§ Ê@@@ü@[, _ ( 1 e a'Ííãiííêíõilüüài; Líbia: s: 'iÉíçlfifiítlí-l neamamwgaunEgigaeeaawgsaaaaemçaçmmaams @meme àÍ(ê›. i:f”iii. I§rr-f' RÉU? ? | :'§§: ÃAF, ›'íA*lí1í-E: a _Eliel *Maia @fátima A c: .à (i ” Íêía @aroma távjniilfiâ-'üÍi-. TJLIJIÍDS É xâiçãxgvniíte “wilíãiígíjzi
  14. 14. 3 - Efeitos dOS Sacramentos. 'Todos os Sacramentos validamente conferidos e licitamente recebidos produzem a Graça Santificante (ou a aumentam), com as virtudes infusas e os dons do Espirito Santo, mais a Graça Sacramental, própria de cada Sacramento. O Batismo, a Confirmação e a Ordem produzem também o que se chama caráter, que é um sinal espiritual que não se apaga mais. Por isso o Batismo, a Confirmação e a Ordem só se podem receber uma vez¡ 4 - Os Sacramentos mais necessários à salvação são dois: o Ba- tismo, para todos; a Penitência, para os que cometerem pecado mortal depois do Batismo. 5 - Sacramentos dos Mortos e Sacramentos dos Vivos. O Batismo e a Confissão chamam-se Sacramentos dos Mortos, porque foram instituídos principalmente para dar a vida da graça às almas mortas, na vida sobrenatural, pelo pecado. Os outros cinco Sacramentos ( Confirmação, Eucaristia, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio ) chamam-se Sacramentos dos Vi- vos, porque aqueles que os recebem devem estar isentos de pecado mortal, quer dizer, já vivos pela Graça Santificante. Quem recebe um Sacramento dos Vivos, sabendo que não está em estado de graça, comete um grave pecado (sacrilégio), porque profana uma coisa santa. ¡/ Para nos salvarmos não basta que Jesus Cristo tenha -morriIio nós, mas é necessário que-sejam aplicados, a. cada. j_um~«de nós, merecimentos da sua Paixão e “Morte, 'aplicação quase' faz, sobretugf¡ vdo, por rneio dos Sacrarnentos, uwsütuidos para este fini pelo-nnesnhoi : Çiesus Cristo. . ' . . 1 4_
  15. 15. XI "Batizando-as em Nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo" (Mt 28,19) O e é o Batismo? O Batismo é o Sacramento pelo qual o homem re- nasce para a Graça de Deus e se torna cristão. O Batismo: - Confere a primeira Graça San- tificante, que apaga O pecado original e também os pecados atuais, se houver; - Perdoa toda a pena por eles devida; - Imprime o caráter de cristão; - Faz O homem filho de Deus, membro da Igreja e herdeiro do Paraíso; Torna-o capaz de receber Os outros Sacramentos (cf. CDC 849). 1 - Matéria-Forma-Ministro: a) Matéria: é a água natural, que se derrama, de maneira que escorra, sobre a cabeça do batizando. b) Forma: são as palavras: ”N. .., eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. c) Ministro: habitualmente é O Padre ou o Diácomo. Em perigo de morte, porém, qualquer pessoa, até protestante ou ateu, pode ba- tizar caso venha a faltar um católico competente, contanto que realize bem O rito do Batismo e tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja (cf. CDC 853 e 86|). 2 - Rito do Batismo. Batiza-se derramando a água na cabeça do batizando, ou, não podendo ser na cabeça, em qualquer parte do corpo, dizendo ao mesmo tempo: ”N. .., eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Se a criança, batizada em perigo de morte, ficar boa, é necessário levá-la ã Igreja acompanhada dos padrinhos a fim de completar as cerimônias e inscrevê-la no li- vro da Paróquia. 3 - Padrinhos de Batismo. Os pais, antes do batismo da Criança, devem escolher padrinhos idõneos, isto é, católicos praticantes, que garantam, juntamente com os pais, a educação cristã do afilha- do. Os padrinhos devem ser crismados e ter recebido a Primeira Eucaristia. Não pode ser padrinho: a) quem não tem idade suficiente (16 anos completos); b) quem tem vida errada; c) quem tem princípios errados (cf. CDC 872 , 873 e 874). "ide, pois, ensinei todas mugen-tes, -baIizando-as em norne- do Pai. e do Fiihoe do Es- píritcrSanto, ensinando-as a observar todasas coisas »quevos mandei. " (Mt 28",19~20).
  16. 16. XII "O Espirito Santo veio sobre eles" ç (At 8 17) O que é Confirmação ou Crisma? Confirmação ou Crisma é um sa- cramento que imprime caráter, e pelo qual os batizados, continu- ando o caminho da iniciação __ cristã, são enriquecidos com O '« dom do Espirito Santo e vinculados mais per- feitamente ã Igreja, fortalecidos e mais es- treitamente obrigados a serem testemunhas de Cristo pela palavra e ação e a difundirem e defenderem a fé (cf. CDC 879). 1 - Matéria-Forma-Ministro; a) Matéria: é a unção com O Crisma na fronte do confirmando, simultaneamente com a imposição da mão (cf. CDC 880-1). b) Forma: são as palavras pronunciadas pelo Ministro, enquanto realiza a unção: ”N. .., recebe, por este sinal, 0 dom do Espi- rito Santo" (cf. CDC 880-1). C) Ministro: ordinário é o Bispo; administra validamente este sa- cramento também o presbitero que tem essa faculdade(cf. CDC 882). 2 - Confirmando: é capaz de receber a Confirmação O batizado ainda não confirmado. Exceto em perigo de morte, para alguém re- ceber licitamente a Confirmação, se requer o uso da razão, con- veniente preparação, estado de graça, renovação das promessas do Batismo (cf. CDC 889); no Brasil, idade minima 12 anos (legis- lação complementar do Código). 3 - Padrinho: assista ao confirmando um padrinho (possivelmente o mesmo do Batismo), a quem Cabe cuidar que o confirmando se com- porte como verdadeira testemunha de Cristo. As condições para ser padrinho de Crisma são as mesmas do padrinho de Batismo (cf. CDC 893-874). » 'Vpareceranm4hes'conu>linguas de fogo, que se repartüaxn'e-repoui; saram sobre cada um deles; Foram todos , cheios Ídoíufíspiríitb . Sanrtoa ç' : começaram a falar várias: "línguas, conforme o 'Espiritoq Sant' q, concedia que falassenrl , Í_ORíià,3;4L -“ " 4' ; :.: vwF'_ - _15_
  17. 17. XIII "Isto é o Meu Corpo que é dado por vós" (Lc 22,19) Que é a Eucaristia? Augustissimo Sacramento é a Eu-" sença), se oferece (sacrificio)e se recebe (comunhão) 0 próprio Cristo Senhor debaixo das apa-C 'u' rências do pão e do vinho, e pela Q* qual continuamente vive e cresce l da Igreja (cf. CDC 897). â -lt . 1 - Três condições para comungar bem: - não ter cometido pecado mortal depois da última confissão, bem feita, com o sacerdote; - apresentar-se à comunhão com fé e devoção; - uma hora de jejum (cf. CDC 916 e 919). NOTA: a água não quebra jejum; a lei do jejum não obriga as pessoas doentes e idosas, nem as que cuidam delas (cf. CDC 919,3). 2 - Não é suficiente O estado de Graça. Quem, depois de ter per- dido o estado de Graça, o recupera com um ato de arrependimento perfeito, unido ao propósito ou ao desejo de confessar~se, não deve comungar antes de ter recebido a absolvição sacramental. Sendo uma lei eclesiástica, admite exceções em caso de necessidade grave, mas com o propósito de se confessar quanto antes (cf. CDC 916). 3 - Os efeitos da Comunhão. A Santa Comunhão: a) conserva e alimenta a vida da alma, que é a Graça Santifican- te; b) apaga os pecados veniais e preserva dos mortais; c) produz a semente da futura ressurreição de nossa carne mortal (cf. Jo 6,55). 4 - Comunhão freqüente. Há a obrigação de comungar em perigo de morte (viâtico) e ao menos uma vez cada ano, no tempo pascal (da Quinta-Feira Santa ao Domingo de Pentecostes), mas é coisa ótima comungar freqüentemente, até todos os dias, participando, se possivel, da Santa Missa. -17-
  18. 18. 5 - A Missa é o sacrifício incruento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, oferecido em nossos altares sob as espécies do pão e do vinho, em memória do Sacrifício da Cruz, para quatro fins: - latrêutico (para adorar a Deus); - eucarístico (para agradecer a Deus os beneficios recebidos); - propiciatõrio (para dar a Deus satisfação pelos nossos peca- dos); - impetratõrio (para pedir a Deus as graças de que necessita- mos). 6 - A participação da Missa Festiva (aos domingos e festas de guarda) exige: a) devida atenção: não satisfaz o preceito quem, durante a Santa Missa, lê, estuda, conversa, dorme, joga, etc. b) devida intenção: um ato da mente pelo qual se entende cumprir a obra ordenada. c) missa inteira: desde o começo até à bênção final. d) presença corporal: não satisfaz o preceito quem ouve a Santa Missa pelo rádio ou televisão. e) devido lugar: isto é, a igreja. Em ocasiões especiais, ao ar livre. 1 *A Eucaristia e o Sacramento- mais perfeito da união com _. Cris“co. . Ao celebrarmos e conjuntamente ao partícíparmos da Eucaristia, nós nos . .unimos a Cristo terrestre e celeste, que intercede por nós junto ao Pal(RFi2OL C -18-
  19. 19. XIV "Se vós me amaís, guardareís os meus mandamentos" (Jo 14,15). Quantos e quais são os mandamentos da lei de Deus? São dez: 1 - Amar a Deus sobre todas as coisas; Não tomar o seu Santo Nome em vão; Guardar domingos e festas; Honrar pai e mãe; Não matar; Não pecar contra a castidade; Não furtar; Não levantar falso testemunho; Não desejar a mulher do próxi- mo; Não cobiçar as coisas alheias (cf. Ex. 20,147). 1 - Palavra de Deus "Ele vos revelou então a Aliança, que vos ordenara cumprir: as Dez Palavras, escrevendo-as em duas tábuas de pedra. Nessa mesma ocasião o Senhor ordenou-me ensinar-vos estatutos e nor- mas, para que os cumprais na terra para a qual passais, a fim de tomardes posse dela” (Dt 4,13-14). 2 - Além da Lei "Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento" (Mt 5,17). "ÍrÊiÍada-; a ninguém, a _, n-ão"'se_r¡ío¡ atmor- mútuo, pois: -.; que›m_-_iam'aj l isiiuíaí Lei. De. iíato, os p' preceitos: não cometerás*Madúltée nao) _arás~, ~:não 'furtarás, lnãoi-jcobiçarpâs, e ; todos ifosÍoutr"os se éíjrjc-, iâtízsig _sentençaz AmarásfVo iteuàjpróximo 'como ' a , mesmo A degnãoiívfaiica omni 'contra--çnogpró_xigmo. Portanto, af¡ , mcarjídade E m , , . ,,_. . __ nigtude_í_da-LePYKRmÉjl3,,8áz, l.foà¡“__ ; . -19-
  20. 20. XV "Tudo quanto lígardes na terra" (Mt 18 18) Quantos e quais são os mandamentos da Igreja? Os principais mandamentos da Igreja são cinco: 1 - Participar da Missa inteira aos domingos e festas de guarda (19 de janeiro, Corpo de Deus, I- maculada Conceição, Natal) e abs- ter-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser pres- tado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso , da mente e do corpo (cf. CDC 1247). 2 - Confessar-se ao menos uma vez por ano (cf. CDC 989). 3 - Comungar ao menos uma vez por ano no tempo pascal: de Quinta-Feira Santa até 0 domingo de Pentecostes (cf. CDC 920). 4 - Praticar a penitência a escolha todas as Sextas-Feiras do ano; jejuar e abster-se de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta- Feira Santa (cf. CDC 1250 e 1251). 5 - Socorrer às necessidades da Igreja: culto divino, obras de apostolado e de caridade, ho- nesto sustento dos ministros (cf. CDC 222§l). »WOS-_primeíros três, mandamentos obrigam quem -atingiryoíçuso-jda”_”= ifazã'o _eg/ serexzanorsde: idadeicf. 'CDÇ. _,l!1.,914.,92O e 989). -›: O_, quarto: *À. ;.'_ma'çid" '~_lr; ,r, ien1;ç. .'-o; bi_jçi. ga_ : os queVççis/ 'eríern : completado catorze anos". ¡. ,;2_d_e-›_¡'id_adi ú: _jggiijfí= ..doa, jejum_'estão“obrigados, torgloslos maiores de Ldadejjicierzéóit maré_ os' sessenta Vanosjçomeçgados (cf. CDC. ; l25Z). j_'_›: f -20-
  21. 21. XVI "Quem comete pecado, é escravo" i (Jo 8,34) Que é o Pecado? O pecado é um Não a Deus, isto é, uma desobediência consciente e deliberada da lei de Deus, come- tida por pensamentos, palavras, atos e omissões. 1 - Pecado original. Chama-se "pecado original" a privação da Graça Santificante, isto é, o estado de decadência, a falta de uma qualidade essen- cial que deveriamos possuir e, por conseguinte, uma nódoa ou má- cula moral, que nos afasta do Reino dos Céus. Foi "pecado pes- soal" dos nossos pais, Adão e Eva. No entanto, nós também fica- mos culpados, pois pecamos neles. 2 - Três tipos de pecado atual, isto é, pessoal. - Pecado contra o Espírito Santo. É a recusa explicita do per- dão e da graça de Deus: "pecado para a morte" (1 Jo 5,16). - Pecado mortal ou grave: ocorre quando se preenchem três condi- ções: a) matéria grave, importante; b) conhecimento de causa; c) von- tade deliberada. É dito mortal porque leva à perda da vida so- brenatural, isto é, da graça santificante. - Pecado venial ou leve: se dá quando falta um dos três requisi- tos acima. Não tira a vida da graça, mas contribui para torná-la anêmica. 3 - Quatro tipos de pecado? A distinção de quatro tipos de pecado - a) contra o Espirito Santo, b) mortal, c) grave e d) venial) - proposta ultimamente, segundo a qual 0 pecado grave (desobediência grave, mas sem mudar a opção fundamental) não extinguiria a vida da graça, foi repe- tidamente rejeitada pelo Magistério da Igreja (cf. RP,17). -21-
  22. 22. 4 - Pecado pessoal e pecado social? "O pecado é sempre um ato da pessoa individualmente considerada. Esta pode ser condicionada por fatores externos como também por tendências da sua personalidade. Não digamos, porém, que o ser humano ê tão condicionado que careça de livre arbítrio; resta sempre a cada indivíduo sadio a capacidade de opção em meio às_ pressões de cada dia. Por conseguinte não devemos atribuir os pecados às estruturas e aos sistemas, como se não fossem atos de pessoas" (RP,16). 5 - Os pecados contra o Espirito Santo são seis: 19) desesperar da salvação; 29) presunção de se salvar sem merecimento; 39) combater a verdade conhecida; 49) ter inveja das graças'que Deus dá a outrem; 59) obstinar-se no pecado; 69) morrer na impenitên- Cla- 6 - Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 19) homicídio voluntário; 29) pecado impuro contra a na- tureza; 39) opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas; 49) não pagar o salário a quem trabalha. Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espirito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e mani- festa, que provoca 0 mesmo Deus apuni-los com os mais severos castigos. '”A perda do senüdo do pecado énmna fonna ou uniiruua da negaçã¡ de Deus: nao só_ da' negação ateista, mas também dainegação . secula- rista. _Se o pecado é a interrupção da relação filial "comVDeus'para'; le4-3 var a própria existência fora da obediência a ele devida, j entãojpeoar *não é _só negar Deus; .pecar é também viver como se ele não pexistisà_ se. ; Dani-lo dopróprio quotidiano. ,Um modelo de *sociedade- mutiiãdqosç-IÉ-Íou : desequilibrado num. ou noutro sentido, corno _é freqüentemente -veiculaéio . pelos meios de comunicação, favorece bastante a-progressiva» perda' "do. seHÚ§oVdo Pecado”~UlP, l8L ' ' ~ ”ii*“ W'v" ~? -22-
  23. 23. XVII "Todo o que se exalta será humílhado"uc 1814) Que são os "Vícios Capitais"? Os "vícios capitais” são as prin- cipais tendências desordenadas do ser humano, das quais se originam outros Vícios e pecados. 1 - Tendências naturais. Deus dotou o homem de tendências naturais ( paixões, apetites, concupiscências, instintos. ..) em vista de particulares finali- dades. Estas tendências se tornaram desordenadas em conseqüência do pecado original; a desordem aumenta pelos pecados atuais da sociedade e de cada pessoa. 2 - Os Vicios capitais são sete: - Soberba - estima desordenada de si mesmo e desejo desordenado da estima dos outros. Ocupa o primeiro lugar entre os vícios ca- pitais, porque é a raiz de todos eles("orgulho da vida" lJo 2,16). - Avareza - desejo desordenado dos bens da terra ("concupiscên- cia dos olhos" l Jo 2,16). - Luxúria - desejo e gozo desordenados dos prazeres sexuais ("concupiscências da carne" 1 Jo 2,16). - Ira - impulso desordenado contra alguém ou alguma coisa, mani- festado, quase sempre, por falta de controle do individuo sobre 0 próprio eu. - Gula - busca desordenada do prazer em comer e beber. - Inveja - tristeza profunda em face do bem alheio, acompanhada do desejo de que esse bem seja destruído. - Preguiça - falta de gosto pelos valores espirituais, desânimo na luta contra os defeitos morais, torpor na vida espiritual ( acédia). 3 - Luta contra os vicios. . Não há meios gerais e infalíveis; é mister aplicar a cada vicio o tratamento adequado. Aos meios ditados pela Psicologia e pela Pedagogia, a Religião acrescenta meios sobrenaturais, especial- mente os Sacramentos e a Direção Espiritual. ãÍoÍfànieis'i7o'. -mundo nem] o 'que há no mundo. 'Se¡al-g'uém ¡anéi-afo, míung- ' não táwnele-o amor'. do Pai. Por-que _tudo oque há"no~zÍ*m›uÍn*do›_-¡“¡ Cilkpisfcêncíajdacarne, a concupiscêncíat dos olhos*e: ,a'. _sobe›fwba”: '_dá " hãióiiãÍvt-. ffñÍÍ-UO_Pai, mas do mundoyOra, ,o mundo-passaiftzómz'. vsuàsj e cias; - mas 'o que faz a vontade de-¡Deus perrnanece. .;ét-'ern“a' " ; ¡oan54H_a^= _ -23-
  24. 24. XVIII "A Fé sem as obras é morta" " (Tg 22,20) Que exige a observância dos manda- mentos? ' A observância dos mandamentos exige duas coisas: uma positiva: fazer o que os man- damentos mandam uma negativa: não fazer o que os mandamentos proíbem. MANDAMENTO ORDENA - atos dc cu| to: Ado- - a inFide| idade; a a- raçao a Deus, oraçao; postasia; a heresia; - o esUxü)daDoutri- - a ignorancia culpa- na Catolica (Biblia vel da Doutrina Cato- e Catecismo); Iica; - ato e profissão de - a superstição (ma- fe. cumba, umbanda, espiri- t i smo e correntes, Fe- tichismo, adivinhaçoes, magia, 'astro| o9ia, etc) -~a irreligiao (tenta- çao a Deus, sacriiegio, simonia). - o respeito ao nome - a blasfemia; de Deus, <k2NossaSe- - a invocação do nome nhora e dos Santos; de Deus, de Nossa Se- - o cumprimento dos nhora e dos Santos em votos, das promessas vao; e dos juramentos. - o Juramento fa| so e o Juramento sem neces- sidade; - a violação dos votos e das promessas.
  25. 25. || |9 (Êx 20,8) lV9 (Êx 2o, 12) - louvor a Deus com - atividades que impe- obras de culto nos çam o culto a Deus e o dias de festa (Santa devido descanso. Missa; instrução re- ligiosa; visita aos doentes e outras o- bras boas); - descanso fisico e mental. - amor, respeito e - a desobediencia; obediência aos Iegi- - a aversão e o odio; timos superiores, na - a maldição e o tra- Fami| ia, na | greja, na tamento rude. sociedade; - cuidado dos supe- riores para com os suditos. suicidio; - o cuidado, em nos homicidio; o e em nosso proximo, o do dom da vida, tanto o duelo; no seu aspecto Fisi- a mutilaçao; co como moral. o aborto (punido com excomunhaq, cf. CDC 1.398); - o escandaio.
  26. 26. VI9 e : xe (Ex 2o,14.17) - para quem nao eca- sado: abstenção sexual com pleta; - para quem ecasado: a) recíproca Fideli- dade, que exclui o adulterio e o divor- cio; b) a aceitação Filhos como "o dos dom mais excelenteciama- trimonio" (cs 50), c) limitação da pro- le, so por motivos razoaveis, de comum acordo e com metodo natural (de nencia periodica). conti- - qualquer ato volun- tario do sexo Fora do matrimonio (masturba- çao, fornicaçao, adul- terio, homossexualida- de, bestialidade. ..) - o uso sexual no ma- trimonio fora das leis naturais (sodomia, nanismo, uso de meios 0-- mecanicos de contra- cepçao); - conversas (cf. Ef 5.3-4); - olhares, toques, lei- impuras turas, divertimentos, amizades. .. repre- sentar excitamento da musicas, tudo que possa sexualidade, se procu- rado, aceito ou ali- mentado deliberadamen- te; ' - oferecer ocasiao aos outros de pecar contra a castidade (pecado contra o 59 e<>69 man- damentos); - pensamentos e dese- jos voiuntarios contra a castidade (CF. Mt 5, 28).
  27. 27. Vll9eX9 (Êx 2o,15.17) VIl|9 (Ex 20, 16) - amar oproximo tam- bem nos seus bens materiais, - restituir os bens furtados e compensar o proximo pelos pre- juizos causados. - dizer oportuna- mente a verdade, isto é, falar e proceder de acordo com o que intimo, T9 5. se pensa no' (cf. Mt 5,37; 12); - a pratica da cor- reção fraterna, - a denuncia, quando a correçao fraterna nao basta, - interpretar no bom sentido as açoes do proximo. - o roubo, a fraude, a injusta danificaçao, a v i o l açao dos contratos, a injusta retenção, a usura, a falta de ipa- gamento de salarios justos, o desejo in- justo das coisas a- lheias, - falta ao nas horas das. trabalho - a mentira; o falso testemunho; a calunia; a detraçao (ou murmu- raçao); a duvida, a suspeita, o juizo, te- merario; c›respeito hu- mano, o sacrilegio na confissão; a adulaçao; a bajulaçao; a osten- taçao, a hipocrisia. estabeleci-” "SE ALGUÉM ME AIWAGLUARDAIIÃ A MINHA = PA_LAVR. A, E MEU PA¡ o ANlAlÉÁ, E NÓS VIREMOS A ELE, a NELE , ÊAREIVIOS; Nos. _SA MORÀDÀ (3o, iqyzy_ .
  28. 28. XIX "O diabo, vosso adversárío, ... " (1 Pd 5,8) Quando Satanás triunfa numa alma? Satanás triunfa numa alma quan- do consegue que ela viva tran- quilamente no estado de pecado mortal e, por isso, pronta para a viagem ao inferno. I - A maior astúcia do século: “0 diabo não existe! " "Exorbita já, fora do quadro bíblico e eclesiástico, aquele que se recusa reconhecer (0 demônio) como existente; do mesmo modo aquele que faz dele um principio existente em si mesmo (. ..), que não tivesse sua origem em Deus (. ..). (O demônio) é um ser vivo, espiritual, pervertido e corruptor" (Paulo VI, l5-XI-1972). 2 - O Plano de Satanás: Já Pio XII, falando ao Congresso Catequé- tico dos EE. UU. em. ..26-X-1946 afirmava: "O pecado do século é a perda do sentido do pecado". Recentemente, na Exortação Apostó- lica "Reconciliação e Penitência" (02-XII-84), João Paulo II confirmou: "Demasiados sinais indicam que no nosso tempo existe um eclipse da consciência, tanto mais inquietante quanto esta consciência (. ..) anda estreitamente ligada ã liberdade do ho- mem". Em um mundo em que a moral católica autêntica parece, para muitos, um corpo estranho de tempos há muito passados, julgou-se_ útil colocar três lições sobre as três etapas do plano do nosso inimigo: o Triunfo (vivência no estado de pecado mortal), a Avan- çada (tibieza). e a Zombaria (as imperfeições). Feitas objeto de séria meditação, estas três lições podem ajudar a adquirir nova- mente ou tornar mais profundo o sentido do pecado. 3 - Vitória de Satanás - Qualquer pecado mortal ( que mata a vi- da sobrenatural da alma) é vitória«de Satanás e prepara o triun- fo. Para compreender esta afirmação, ' é de grande utilidade re- fletir sobre as seis principais consequências do pecado mortal: - Expulsa Deus da nossa alma, e, com Deus, todos os bens de que Ele é fonte (Graça Santificante com o glorioso cortejo de vir- tudes e dons: verdadeiro suicidio espirituall); - Faz perder os méritos passados, acumulados à custa de tantos esforços! - Facilita a recaída em outros pecados mortais: "Quem faz o pe- cado, é escravo do próprio pecado" (Jo 8,34); _za_
  29. 29. - Impede o mérito de todas as obras boas feitas em estado de pe- cado mortal; - Tira a verdadeira paz também neste mundo: "Não há paz para os ímpios” (Is 48,22); - Faz merecer o inferno (cf. Mt 25,46). 4 - Para evitar o pecado mortal devemos usar cinco meios: - Rezar para obter as graças atuais necessárias para evitar o mal e praticar o bem (cf. Mt 26,4l); - Praticar a penítência interior (humildade) e externa ( mortificação ) (cf. Tg 4,6: Mt 17,21); - Fugir das ocasiões de pecado (cf. 2 Tm 3,5); - Receber freqüentemente os sacramentos da Penitência e da Euca- ristia (cf. Jo 6,48-53); - Meditar sobre os novissimos: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso (cf. Eclo 7,36). , _ _ _ _ O Pecado . A -flÇxianstiçtuido 'por Deus em _estado de justiça, o homem . contudopinstí- ; gajclo”^pelo*'_M. ailigho, _' _desde : o , ínicio da . história abusou da propria liber- Êdâde ¡Lev-anttqui-se contraDeus desejando atingir seu fim fora_dele. '__A- à" conhecerem aÃDeus, não o glorifícaram como Deus. , çO V_ seu_ ' oggçãgjiijihigiehfsatp*sie, .óbsçuxfeceu e. elesservírarn a “Vcríaturgit a9 IFWSS Cl? 'i ; Istolvg-jjégue'*nos '_é rconhecido' pela Revelação divl_n'a, cp, ncord'a, ¡cioin ; ia eíxp-eríência; ;Pols-. o _hornent : olhando _o _seu_"_ce«r_aç. ão, *de-sjçobfêà. ' nclínado p-_rfa“ o, mal e mergulhado. em múltigçlos-ç, :rnaleísimq-ue' : i , pêo. vir : d9:. : ) , <3ríàd0r s que é ifbom* KGE . (3,7, . -29-
  30. 30. XX - "vomitar-te-ei da. mínha boca" (Ap 3.16) Quando Satanás avança numa alma? Satanás avança numa alma quando consegue que ela viva sem preo- cupação no estado de tibieza, is- to é, no torpor espiritual cau- sado, pela familiaridade com o pecado venial deliberado, pela diminuição do espirito de oração e de mortificação (cf. Ap 3,15-20) 1 - A Palavra de Deus contra a tibieza (Ap 3,15-20). "Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio'e nem quente, vou vomitar-te. Pois dizes: - Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito - e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico: roupas alvas para te vestires, a fim de que não a- pareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro. Eu repreendo e castigo aque- les que amo. Reanima, pois, o teu zelo, e arrepende-te. Eis que estou ã porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” 2 - Os remédios contra a tibieza. São principalmente quatro: 19 - Recorrer a um prudente Diretor Espiritual! (e seguir seus conselhos com energia e constância). 29 - Voltar à prática fervorosa dos exercícios de piedade. _.30_
  31. 31. 39 - Praticar o tripé da penitência: Penitência - sacramento; Penitência interior (humildade); Penitência externa (mortifica- ção) 49 - Meditar sobre a malícia e os efeitos do pecado venial de- liberado. 3 - Malícia e efeitos do pecado venial deliberado. . Malícia a) É uma ofensa a Deus, desobedecendo, em matéria leve, mas voluntariamente, a uma sua lei (ou da Igreja). b) É uma diminuição da glória extrínseca de Deus. c) É uma abominável ingratidão. Efeitos: Nesta vida e na outra. a) Priva a alma de muitas graças (não há aumento de graça san- tificante, não se recebem graças atuais). b) Diminui progressivamente o fervor. c) Predispõe a alma para o pecado mortal! d) Terrível expiação no Purgatório. nina; idas_"_"almalsi« ivemrÍda ÍmuJtipli-cáiçãoddzos pecados veniaís, __, çzque*í ç diminuição -das-_Í-Íluzes e inspirações divinas, _das 'graças ii= a“çõesÍgihnfterioresg-V; lo-fervor e 'coragem para resistir_ . aos '”“. n7'm_ig. o'_, -.. .Donde, ;se, segue a cegueira, a fraqueza, asfquevçlas i j, o. ;“"hábito, 7afiínsensibilidade; 'porque, uma 'çve'z¡= ._i_. fÇontr-aíisla¡ feârrgnriclade, pecai-sesem sentimento do próprio fp_ecadó'›'›. i A ' l r ' '- i (P. -31-
  32. 32. XXI "Tudo me é lícito, mas nem tudo convém" (1 Cor 6,12) O ando Satanás zomba de uma alma? Satanás zomba (induz ao erro, engana, ilude. ..) de uma alma, quando consegue convencê-la de que só o pecado, isto é, a deso- bediência a uma ordem de Deus ou da Igreja, é um mal. 1 - Tríplice aspecto da Vontade de Deus. 19 - Vontade que manda sob pena de pecado mortal(Ex. :Não Matarl). 29 - Vontade que manda sob pena de pecado venial (Ex. : Temperan- ça na alimentação). 39 - Vontade que não manda, mas manifesta um desejo. Opor-se ã Vontade de Deus de desejo não é pecado, mas é um mal, porque priva de preciosas graças atuais, com as quais a alma poderia crescer no amor a Deus e ao próximo e merecer, um dia, maior glória no paraíso. 2 - A imperfeição. A imperfeição na vida espiritual, é dizer "não" a um desejo de Deus. Pode ser: a) Positiva (ou voluntária) - Exige duas condições: - que a ma- nifestação do desejo de Deus seja bem clara (inspiração inter- na; conselho do Diretor Espiritual; convite do Superior. ..); - que o nosso "não" seja plenamente consciente. b) Negativa: quando falta uma das duas condições (e, ainda mais, se faltam as duas). Somente a imperfeição positiva, se aceita habitualmente na nossa vida, torna-se obstáculo ã perfeição. 3 - A característica da alma que caminha na estrada árdua e fe- 1iz dos desejos de Deus, a única que garante a santidade e a salvação~eterna, é a escolha da "porta estreita", da penitência, da cruz, da renúncia; é a descoberta do valor da cruz! "Penitência, mais penitência, e desprendimento de todas as coisas, e jamais, se quer possuir a Cristo, O busque sem cruz" (São João da Cruz). 'i . ÍítiÍllQuôiii. ftÇ-_abailhfa (de Deus, faz . muitos . tei- '>” iiÍ“', za, faz rnais; quern sofre, faz tudoJ”g¡j -V “~1 ” . Erantisekfflfomaselçg, ~,_. Arcebispo de Pragaffjy , -32-
  33. 33. XXII “Aqueles a. quem perdoardes os pecado-ser-lhe-ão perdoados" (Jo 20,23) O que é Penitência? A Penitência, chamada também Con- fissão, é o Sacramento institui- do por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo. 1 - A Instituição da Penitência. A Penitência foi instituída na tarde do dia da Ressurreição, quando Jesus, depois de entrar no Cenâculo, deu solenemente aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados, dizendo: ”Recebei o Espirito Santo; àqueles aéquem per- doardes os pecados, serão perdoados; àqueles a quem os, retiver- des, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23). 2 - Jesus ensina-nos a confessar bem. Com a parábola mais linda do Evangelho, a do filho pródigo, Jesus ensina-nos a fazer uma boa confissão, com a alma cheia de confiança no Amor Misericór- dioso do Pai. Vale a pena ler e meditar a parábola: Lc 15,11-26. 3 - Para uma boa Confissão requerem-se cinco coisas: 1) Exame de consciência, isto é, rezar e pensar nos pecados co- metidos por pensamentos, palavras, atos e omissões ("caindo em si, disse. .." Lc 15,17); 2) Arrependimento dos pecados (também dos já perdoados): ("quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morrendo de fome" Lc 15,17); 3) Propósito de nunca mais pecar (antes morrer do que tornar a pecar): ("Vou-me embora, procurar o meu pai" Lc 15,18); 4) Confissão, isto é, contar os pecados ao confessor: -(em espé- cie, número e circunstâncias) ("Paí, pequei contra o céu e con- tra ti” Lc 15,21); 5) Satisfação, isto é, execução da penitência imposta pelo confessor, se possivel imediatamente ("Já não sou digno de ser chamado teu filho" Lc 15,21) (cf. CDC 981, 987 e 988). 4 - Arrependimento dos pecados. Das cinco coisas necessárias para fazer uma boa confissão, é o arrependimento dos pecados a mais importante. Este pode ser de três espécies: Natural (produzido por motivos meramente humanos): não apaga nenhum dos pecados. - -33-
  34. 34. Sobrenatural imperfeito (atrição; é produzido principarmente pelo medo-dos castigos de Deus): sem a confissão, apaga os peca- dos veniais; com a confissão, apaga também os pecados mortais. Sobrenatural perfeito (contrição; é produzido principalmente pe- lo amor para com Deus): unido ao propósito ou ao desejo de con- fessar-se, apaga todos os pecados, mas fica de pé a obrigação de acusar os pecados mortais já perdoados, na próxima confissão, sem a qual não é lícito comungar. 5 - Confissão freqüente. "A acusação dos pecados graves é ne- cessária; a confissão freqüente continua a ser uma fonte privi- legiada de santidade, de paz e de alegria"! (Paulo VI - Exorta- ção apostólica sobre a alegria cristã - 09-05-1975). "Por inspi- ração do Espirito Santo foi introduzido na Igreja o uso piedoso da Confissão freqüente, com a qual: - aumenta-se o reto conhecimento de nós mesmos; - desenvolve-se a humildade cristã; - arranca-se a perversidade dos costumes; - resiste-se ã negligência e ao torpor espiritual; - purifica-se a consciência; - procura-se a salutar direção da consciência; - fortalece-se a vontade; - aumenta-se a graça por força do próprio Sacramento" (Pio XII - Encíclica "Mystici Corporís") Para um cristão, o*Sacra-mento da Penitência é a via . ordinária pa? ) 'ra . obter o perdão e a remissãodos seus pecados graves cometidos- 'dcapoís dio Batismo (R*P, _3-i - 02-12-1984). -34-
  35. 35. XXIII "(Judas) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido"(2 m:12 45) Que é a Indulgência? ' "A Indulgência é a remissão dian- te de Deus da pena temporal devi- da pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, conve- nientemente disposto e mediante certas condições definidas, obtém por intervenção da Igreja que, como administradora da Redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro das satisfa- ções de Cristo e dos Santos"(Ind. Danr). 1 - Indulgência Plenária e Indulgência Parcial. A Indulgência é denominada: a) plenária, se liberta totalmente da pena temporal devida pelos pecados; b) parcial, se liberta só em parte, exatamente o dobro de remissão da pena temporal, que o ato indulgenciado lucra pelo seu valor satisfatório (cf. Indulg. Doctr. , Normas 2-5). "As Indulgências, ou parciais ou plenárias, podem sempre aplicar- se aos defuntos ã maneira de sufrágio" (lndulg. Doctr. ,Norma 3). "A Indulgência Plenária só pode ser adquirida uma vez por dia; as Indulgências Parciais, várias vezes no mesmo dia" (Indulg. Doctr. , Norma 6). 2 - A Culpa e a Pena. O perdão dos pecados, recebido com o Sa- cramento da Penitência ou com um ato de arrependimento perfeito, apaga sempre, com a culpa, a pena eterna (se merecida por peca- dos mortais), mas, normalmente, fica na alma uma dívida com rela- ção à pena temporal, "que deve ser paga ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e sobretudo a morte, ou então no século futuro pelo fogo, pelos tormentos ou penas do Purgatório" (lndulg. Doctr. , 2). 3 - 0 Triplice valor sobrenatural das boas obras. _ Qualquer ato humano honesto, realizado em estado de graça, -35-
  36. 36. possui três espécies de valor sobrenatural: a) meritório (enquanto as boas obras aumentam a graça san- tificante ); b) impetratório (enquanto elas nos obtêm graças atuais); c) expiatório (enquanto diminuem a pena devida pelos peca- dos já perdoados). 4 - A Comunhão dos Santos. É a verdade pela qual "a vida de ca- da um dos filhos de Deus em Cristo e por Cristo se acha unida por admirável laço à vida de todos os outros irmãos cristãos na 'sobrenatural unidade do Corpo Místico de Cristo, como numa única pessoa mística" (Indulg. Doctr. , Norma 5). ' "Assim se constitui o tesouro da Igreja, que. .. é o valor in- finito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os mé- ritos de Cristo Senhor. .. as preces e as boas obras da Bem-aven- turada Virgem Maria e de todos os Santos" (Indulg. Doctr. , 5). 5 - Condições para lucrar uma Indulgência Plenária Além de cumprir as práticas indulgenciadas, para obter uma Indulgência plenária requerem-se quatro condições: - Confissão Sacramental (no mesmo dia da execução da práti- ca indulgenciada, ou dias antes ou dias depois). Com uma só con- fissão podem lucrar-se várias Indulgências plenárias. - Comunhão Eucaristica (é conveniente no mesmo dia da exe- cução da prática indulgenciada). Com uma comunhão pode-se lucrar uma só lndulgência plenária. - Oração segundo as intenções do Sumo Pontífice (é conveni- ente no mesmo dia). E suficiente um Pai-nosso e uma Ave-Maria . a cada prática. ' - Exclusão de qualquer afeição ao pecado, mesmo venial. Para se obter uma Indulgência parcial é suficiente estar no es- 'tado de Graça santificante, fruto pelo menos de um ato de arre- pendimento perfeito (cf. Indulg. Doctr. , Normas 7-10). ~36- C
  37. 37. 6 - Práticas Indulgenciadas. ' A) Lucra-se a Indulgência Plenária com uma das seguintes quatro obras: - o piedoso exercicio da Via-Sacra; - a reza do Terço em família ou em comum, na igreja ou ca- pela; - a leitura da Sagrada Escritura por meia hora ao menos; -a amnação ao ss. Sacramento, meia hora, no mínimo (Cf. Enchiridium Indulgentiarum). Há outras Indulgências Plenárias vinculadas a lugares, cir- cunstâncias e dias determinados (2 de novembro; 2 de agosto, ind. da "Porciúncula"; etc) (cf. Indulg. Doctr. , Normas 15-16) como, por exemplo, a Indulgência Plenária em artigo de morte. B) Lucra-se uma Indulgência Parcial com uma das seguintes práticas: a) oferecer o-próprio trabalho a Deus, elevando a mente com uma invocação, que pode ser só mental; b) ensinar ou estudar o Catecismo; c) fazer um ato de virtude teologal (de fé, de esperança ou de caridade); d) fazer adoração ao SS. Sacramento; e) ajudar uma pessoa necessitada; f) fazer uma mortificação voluntária; g) fazer meditação; h) fazer o sinal da Cruz; i) renovar as promessas batismais; j) ouvir devota e atentamente uma pregação; k) visitar o cemitério; l) fazer a Comunhão Espiritual; m) rezar pelas vocações sacerdotais, religiosas e missioná- rias; n) rezar orações aprovadas pela autoridade eclesiástica, etc. (Cf. Enchiridium Indulgentiarum). Nota: Os trechos, indicados por "Indulg. Doctr. ", são tirados da Constituição Apostólica "Indulgentiarum Doctrina" de Paulo VI. (O1-O1-1967). 'Depois (Judas) tendo organizado uma coleta individual, enviou a JeÍ rusalém Cerca de duas mil dracmas de prata, a fim de que se ofere- çesse um sacrifício pelo pecado: agiu assim absolutamente bem e no- brennente, corn o. pensarnento na ressurreição. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam- . ressuscitar, sería supérfluo e tolo rezar pelos mortos" i (2 Mc 12,43-. .44). -37-
  38. 38. :XXIV “Ungindo-0 com óleo em nome do Senhor” (Tg 5,14) Que é a Unção dos Enfermos? A Unção dos Enfermos é o Sacra- mento instituido por Nosso Senhor Jesus Cristo para alívio espiritual e corporal dos en- fermos. 1 - Matéria, Forma e Ministro da Unção dos Enfermos. a) Matéria é a unção feita na fronte e nas mãos com o Óleo Santo. . b) Forma são as palavras: "Por esta santa unção e pela sua piis- sima misericórdia, o Senhor venha em teu auxilio com a graça do Espirito Santo para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos". C) Ministro é o Sacerdote. 2 - Efeitos da Unção dos Enfermos. São seis: - aumenta a Graça Santificante; - apaga os pecados veniais e também os mortais que o enfermo arrependido já não possa confessar; - tira a fraqueza e languidez para o bem, que fica, ainda, depois de se ter alcançado o perdão dos pecados; 3 dá força para suportar pacientemente o mal, para resistir às tentações, e para morrer santamente; - ajuda a recuperar a saúde do corpo, se isso for útil à salva- ção da alma; - apaga toda pena. 3 - Obrigação. Há a obrigação de receber a Unção dos Enfermos. Também de providenciá-la, principalmente por parte dos parentes que mais conhecem a condição de saúde do doente e têm meios para tanto. Se não for possivel chamar o padre, os parentes se preocupem de ao menos assistir espiritualmente o enfermo, fazendo-o rezar com devoção o ato de contrição, beijar o Crucifixo, desejar a Confissão, a Comunhão e a Sagrada Unção. "Está entre vós alguém enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e (estes) façam orações sobre ele, ungi-ndo-o com óleo 'em nome, do _Senhor. ,A oração da fé saivará o enfernma e o Senhor o aüviarág e Íse esnver coni pecados, serdhes-ão perdoados". (Tg 5,14-15) " -38-
  39. 39. XXV “Uraí sem cessar" (1 Ts 5,17) O que é a Oração. A Oração é uma conversa filial ; g?á°“wf , e intima com Deus, para: ÂfÊK% igjj¡ , .s 1: , ."› i' a) adora-lo' « 'Wh. a k rh ¡ b) agradecer-lhe os beneficiosi recebidos; c) pedir-lhe o perdão dos peca- dos; d) implorar as graças de que necessitamos. 1 - "Quem reza, certamente se salva; quem não reza, certamente se condena" (Santo Afonso Maria de Ligório). _ Para ter uma compreensão mais clara da necessidade da Oração para alcançar a salvação eterna, é útil lembrar cinco verdades da nossa fé: a) Salva-se quem no momento da morte se encontra em estado de Graça Santificante; b) Encontra-se certamente no estado de Graça Santificante, no mo- mento da morte, quem habitualmente vive na Graça; c) Vive habitualmente na Graça quem evita o mal e pratica o bem, isto é, quem é vitorioso contra os três inimigos: o demônio, 0 mundo e a desordem das concupiscências; d) É vitorioso contra os três inimigos citados, quem recebe de Deus as Graças Atuais; e) Deus dá as Graças Atuais a quem reza; por isso, quem reza cer- tamente se salva. zç 2 - Como rezar. Uma pagã (cf. Mt 15,21-28) nos ensina que de- vemos rezar COUII a) devoção - " " . ..prostrou-se por terra. .. ; b) humildade - ". ..mas também é verdade que os cachorrinhos-se alimentam das migalhas. .."; ' c) confiança - ". ..Ó mulher, é grande a tua fé. ..”; d) perseverança ~ "Ajuda-me, Senhor! “. 3 - Quando devemos rezar. Devemos rezar freqüentemente: pela manhã e à noite; antes e depois das refeições e do trabalho; com a participação da Santa Missa não só aos domingos e festas de guarda, mas, se possível, também cada dia; com o terço diário a Nossa Senhora; nas necessidades e especialmente nas tentações. "Estando num certo lugar, orando, ao. terminar, um de seus discípulos pediu-lhe: 'Senhor', ensina-nos a orar” (Lc 11,1). -39-
  40. 40. 1 a b f C e 2 P ( XXVI "Trato duramente o meu corpo" (1 Cor 9,27) Que é a Virtude da Penitência? A Penitência é a virtude sobre- natural, pela qual o homem: 1 reconhece e aceita a pró- pria anormalidade moral, a pró-. pria indignidade, a própria ir- regularidade pessoal perante Deus interior: humildade); 2 - luta contra as más inclinações do próprio corpo, no seguimento perseverante de Cristo, que indicou a “porta estreita" (cf. Mt 7,13), a simplicidade e pobreza (cf. Mt 10,9-10) e a lei de morrer para viver (cf. Jo 12,24-26) (penitêncía externa mortificação). Â ' eru:1 (penit - Três espécies de Penitência: ) as Penitências relativas ao cumprimento dos próprios deveres; ) as que a Providência nos envia (doenças, humilhações e, im, a morte); en- ) as voluntárias, especialmente nas sextas-feiras todas do ano durante a quaresma (49 mandamento da Igreja, cf. ÇDC 1250)( - Porque devemos praticar a Penitência. Devemos praticar a enitência: para evitar o Infernoq(Cf. 1 Cor 9,25-27) para evitar o Purgatório (cf. Ap. 21,27) para merecer um bom lugar no Paraiso (cf. Rom 8,18) a Cristo (cf. Ef. 5,2) a alcançar a salvação para manifestar o nosso amor para ajudar o próximo f.1 Cor 10,33) para viver na verdadeira paz eterna C também nesternundo (cf. Is 48,22). -40-
  41. 41. 3 - Cinco regras práticas dia Penitência voluntária: - não deve prejudicar o corpo, mas ajudar a alma; - deve facilitar, não obstacular 0 cumprimento do dever; - deve ser praticada cada dia; - deve preferir-se a mortificação do espirito (humildade) ã do corpo, praticando, todavia, também a corporal; 3 - para mortificações extraordinárias precisa-se da aprovação do confessor ou diretor espiritual. 4 - A Penitência na Biblia. As principais expressões usadas na Biblia para designar a virtude da Penitência são: - renúncia (cf. Lc 14,33; Lc 5,11) - abnegação (cf. Lc 9,23) - mortificação (Cf. Cl 3,5; Rm 8,13) - crucificação (cf. Gl 5,24) - morte (cf. Cl 3,3; Rm 8,4) - despojo (cf. C1 3,9) - combate (cf. 2 Tm 4,7). "Senhor, não sei annar, porque não sei sofrer; ensina-nie alsofrer, en« : sina-me a gamer! " (Mons. Canovaí). "Se em algum tempo, meu irmão, alguém, seja ou : não prelado, quiser . persuadi-mlo de doutrina larga e de mais alívio, não acredite, nema a brace, ainda que a conínwne conn niüagres. › ' Penitência e mais penitência e desprendimento de todas as , CQí-Ã sas, e jarnais, se quer chegar a possuir a Chísto, <3 busque senn cruz; »T iSão 3oão. da Cmuzk ' - ' -41-
  42. 42. XXVII"Fazeí isto em minha memória” (Lc 22,19) e é a Ordem? A Ordem é o Sacramento, institui- do por Jesus Cristo, que: -- confere o poder divino de exercer os ministérios sagra- dos; -- dá a graça necessária. para exercê-los santamente; -- imprime o caráter de ministro de Deus (cf. CDC 1008). 1 - Vocação de Especial Consagração é o chamado de Cristo a vi- ver no amor exclusivo a Ele e, por seu amor, a escolher uma vida pobre, virgem e obediente para, com Ele, salvar os irmãos por um serviço humilde e amoroso. Entre as Vocações de especial consagração, a mais importan- te é a VOCAÇÃO SACERDOTAL, cujo problema representa para a Igre- ja uma verdadeira questão de vida ou de morte. ,2 - Sacerdócio comum e Sacerdócio ministerial. Cristo Senhor, Pontífice tomado dentre os homens (cf. Hb 5,1), fez do novo povo um reino de sacerdotes para Deus Pai (Ap 1,6). O Sacerdócio co- mum dos fiéis, consagrados como sacerdócio santo no Batismo, pe- la regeneração e unção do Espirito Santo, e o Sacerdócio minis- terial ou hierárquico, ordenam-se um ao outro, embora se dife- rençíem na essência e não apenas em grau, pois ambos participam, cada qual a seu modo, do único Sacerdócio de Cristo. O sacerdó- cio ministerial é um serviço insubstituível para o Sacerdócio régio dos fiéis (cf. LG 10). 3 - Matéria-Forma-Ministro. a) Matéria do Sacramento da Ordem é a imposição das mãos. i ' b) Forma é a oração consecratória (diferente para os três graus diversos do único Sacramento: Diaconato, Presbiterato, Episcopa- do). c) Ministro é o Bispo Consagrante. 4 - Problema gravíssimo. A Igreja, para manter a Fé dos Batiza- dos e difundir a Fé entre os Infiéis, precisaria de pelo menos um milhão de sacerdotes, enquanto possui apenas 400.000. A Igre- ja no Brasil, a mais numerosa do mundo em número de batizados, precisaria de pelo menos 100.000 Sacerdotes, enquanto possui apenas 13.000! -42-
  43. 43. 5 - As vocações não faltam, mas morrem. Para ajudar a Igreja a salvar as Vocações é necessário colocar em prática a palavra de João Paulo II (Carta aos Bispos do Brasil - 10-12-1980): "A resposta a dar à urgente necessidade de sacerdotes, resposta realmente coerente com o bem da Igreja, não se encontra na abo- lição do celibato sacerdotal, na ordenação de homens casados ou no retorno ao ministério de sacerdotes que o abandonaram para contrair matrimônio. Dois aspectos me parecem relevantes neste campo: promover as vocações sacerdotais e religiosas e formar bem os candidatos". 6 - Promover-Formar. - O meio mais importante para promover as Vocações é a Oração. Jesus disse: "A messe é verdadeiramente grande, mas os operários são poucos; rogai, pois, ao Dono da Messe que envie operários para a sua Messe" (Lc 10,2). - Para formar bem os candidatos, a Direção do Seminário "não deixe de exigir dos seus seminaristas uma generosa disponibili- dade para o sacrifício e para a renúncia, pois unicamente sobre tais pressupostos é possível construir aquela austeridade de vi- da e decomportamento que se revela indispensável para o futuro ministério ser verdadeiramente penetrante e frutuoso" (João Paulo II - 05-01-1982). l Quem s, o PADRE? "Viver em meio ao turbilhão do mundo . e não desejar' seus _p-raze-r-es; ser membro . de todas as famílias . e a nenhuma pertencer. : compar- , ti-lhar todos. os sofrimentos; _penetrar todos os _segredos ç derramar . bálsamo em todas as feridas; apresentar-se a Deus em ~ nome-ç dos . homense oferecermlhe suas , precesg voltar aos hrvomens _Para . CÇITWUGI-r C_a, _¡'¡›, e.5 o_ _perdão de Deus , e a_ esperança; possuir um coração-pele. fo- go pela 'lcaridade que o. ; incendeia e um coração de «bronze _pela cças-v ; udadenqule o tempere; ensinar 'e perdoar; consolar' e abençoar sem-gs Prel a ” ' Meg¡ _Deus que Vidal 'E : é a tua, Sacerdote de CristoV' A- "" ' ' (S. .- Çura dhâfs)
  44. 44. XXVIII "Ide, pois, ensinaí todas as ç . gentes" (Mt 28 19) Que é Vocação Missionária? Vocação Missionária, em sentido estrito, é o chamamento de Crie- to àqueles, entre os discípulos, que Ele quer enviar a evangeli- zar os povos, que ainda não O conhecem. Í - A Igreja é, de fato, missionária? Há cerca de 2000 anos, a Igreja recebeu o mandato de levar o Evangelho a toda a humanida- de (cf. Mt 28,19-20). Hoje pertencem à verdadeira Igreja de Cristo (Católica, Apostólica, Romana) cerca de 900 milhões de homens (18% da humanidade ); os cristãos ortodoxos e protestan- tes, divididos em inúmeras seitas, são cerca de 500 milhões; mais que três bilhões de homens ainda não conhecem o Cristo! 2 - Problemas gravissimos. Os problemas mais graves, com relação às vocações de especial consagração, são três: - número 'insuficiente de consagrados em proporção às necessida- des da Igreja e da Humanidade; ' ' - péssima distribuição dos consagrados no mundo (no Brasil, por exemplo, há 1 sacerdote por cada 10.000 batizados; em vários países da Europa e da América do Norte, há 1 sacerdote por cada 700-1000 católicos); - tendência de muitos consagrados a dedicar-se a atividades não correspondentes à própria vocação. 3 - A Igreja tornar-se-á missionária, de fato, quando: - todos os batizados compreenderem que "toda a Igreja é missio- nária e que a obra de evangelização é dever fundamental do Povo de Deus" (AG 55); - "todas as famílias darão um contributo particular à causa mis- sionária, cultivando as vocações missionárias nos seus filhos e filhas com uma obra educativa que vai dispondo os filhos, desde a infância, para conhecerem o amor de Deus por todos os homens" (Fo 54); -44-
  45. 45. - todos os seminários formarão os alunos "imbuídos daquele es- pírito verdadeiramente católico que os faça transcender os limi- tes da própria diocese, nação ou rito e ajudar as necessidades de toda a Igreja, com o espirito pronto para pregar por toda parte o Evangelho" (OT 20); - todas as Dioceses, chamadas para a missão amplíssima e univer- sal de salvação até os confins da terra (cf. At 1,8) e conscien- tes de que todo e qualquer ministério sacerdotal participa da mesma amplitude universal da missão conferida por Cristo aos A- póstolos, prepararão sacerdotes diocesanos missionários que, cor- respondendo generosamente aos desejos da Igreja (vida comum, po- 'breza evangélica e disponibilidade total) possam ser enviados também "ad gentes”. NOTA - O Instituto Diocesano Missionário dos Servos da Igreja, presente na Diocese de Rio Preto (Cx. P, 55 - CEP 15001), quer humildemente preparar Sacerdotes Diocesanos que realizem o lema "O mundo é a minha Paróquia". Para informações, escrever ao Ins- tituto ou, melhor ainda, visita-lo. "Enviada por Deus às Nações para ser o sacramento “universal da sal- vação, esforça-se a Igreja por «anunciar o Evangelho a todos os boa mens. Fá~lo a partir das exigências íntimas da própria catolicidade e_ _em obediência à ordem . de seu Fundador. Os . próprios Apóstolos, - 'nos quais está fundada a Igreja, seguindo os vestígios de Cristo, pregaram: o verbo da, verdade e geraram igrejas. dever de 'seus 'sucessotes- pe# renlzaresta- obra, para que 'a palavra -de_ Deus corraâe -seja gloríficada; (cf. i2 T's 3,1) e seja «por "toda açtejrçra anunciado. ; e instauirxãido: ,o 'Reino de; Deu§'(A(L1). i ' - “" ' ' A › " -45-
  46. 46. XXIX "Vem e Segue-me" (Mt 19,21) Que é Vocação Religiosa? Vocação Religiosa é o chamamen- to de Deus para consagrar-se to- talmente a Ele, pondo em prática os Conselhos Evangélicos a serem vividos em comunidade, visando o fervor da caridade. 1 - Conselhos Evangélicos ~ São exortações que Jesus fez no Evangelho para convidar os discípulos a segui-lo e a imitá-lo mais profundamente. Os religiosos comprometem-se a viver os con- selhos evangélicos da castidade, da pobreza e da obediência, co~ mo maneira de entrega total a Deus e ao seu Reino. 2 - Postulantado-Noviciado-Juniorato - São as três etapas e os momentos fortes da formação que introduzem gradativamente os candidatos na vida religiosa. 3 - Profissão - Ato consciente e livre, eclesial e público de Consagração, requerido pela Igreja. Por ela os batizados "se en- tregam totalmente a Deus, de forma que, não apenas mortos para o pecado, mas também renunciando ao mundo, vivam unicamente para Deus" (PC, 5). 4 - Consagração Religiosa e Batismo - A Consagração da Vida Re- ligiosa é "intimamente enraizada na Consagração do Batismo e a exprime mais plenamente" (PC,5) para recolher frutos mais abun- dantes da graça batismal. A prática dos Conselhos Evangélicos exige uma nova e mais radical renúncia e uma nova e especial dedicação a Deus, permi- tindo ao batizado viver exclusivamente para Ele. 5 - 0 significado mais profundo da presença dos religiosos na Igreja - Com sua presença eles: ~ -- manifestam, a todos os que crêem, os bens celestes, já palpá- veis neste mundo; . ' - declaram diante do mundo a superioridade do Reino de Deus, com- . parado com todos os bens da terra; -45-
  47. 47. - representam a mesma forma de vida abraçada por Jesus, que veio terra para realizar a vontade do Pai. g3! 6 - Atividades desenvolvidas pelos religiosos no mundo. "à clausura", para louvar a Deus - Os contemplativos retiram-se no silêncio, na oração, na renúncia e no trabalho. Eles oferecem o exemplo de uma oração e de um serviço que é fonte de graça pa- ra todos. - Os Institutos de vida Apostólica consagram sua vida aos irmãos nos mais diversos serviços, conforme as necessidades da Igreja: escolas, missões, hospitais, ministério paroquial, atendimento aos pobres, obras educativas para órfãos, deficientes fisicos ou mentais, etc. "Qtxem melhor pode amar e servir aos homens do que aquele que, re; çnunciando . a todo o proprio amor humano. , oferece a própria vida» àa 'quele CFISÍO Jesus, que de todos. . os Irmãos necessitados fez sacra» --mento de uma Sua presença . mística e social? " (Paulo v1, 2.2.1976), _.47_
  48. 48. XXX "O que Deus uniu" O e é Matrimônio? O Matrimônio é a aliança pela qual um homem e uma mulher cons- tituem entre si uma comunhão da vida toda, ordenada por sua ín- dole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, ç , __, _ e elevada entre os batizados ã i“"r“"i dignidade de Sacramento (cf. CDC 1055) (Mt 1 - Finadidade. As finalidades do matrimônio são: - a procriação e a educação dos filhos: - a complementação dos esposos; - a legitima satisfação da concupiscência (cf. CDC 1055). 2 - Propriedades essenciais: - a Unidade, isto é, a propriedade pela qual o Matrimônio vin- cula um só homem com uma só mulher, impossibilitando a poligamia (união de um homem com várias mulheres) e a poliandria (união-de uma mulher com vários homens); - a Indissolubilidade, isto ê, a propriedade pela qual o vinculo matrimonial não se dissolve senão com a morte de um dos cônju- ges, impossibilitando o divórcio (cf. CDC 1056). 3 - Matrimônio Válido. O Matrimônio entre pessoas batizadas é válido nas seguintes três condições: - que o mútuo consentimento, manifestado externamente, seja um ato interno e livre; - que o matrimônio seja celebrado segundo as normas estabeleci- das pela Igreja (forma canônica); - que não haja entre os nubentes impedimentos dirimentes (cf. CDC 1057, 1073 e 1108). 4 - Matrimônio Licito. O Matrimônio, entre pessoas batizadas é lícito nas seguintes quatro condições: -48-
  49. 49. - estado de graça (quem recebe o Matrimônio em estado de pecado mortal comete sacrilégio e se priva da graça sacramental); - suficiente instrução na Doutrina Cristã; - obediência às disposições da Igreja a respeito da celebração; - permissão do Bispo em casos particulares (cf. CDC 1063, 1064 e 1065). ' 5 - Celebração do Matrimônio. 0 Concílio Vaticano II quis cha- mar a atenção para a relação especial que existe entre a Euca- ristia e o Matrimônio, pedindo que o Matrimônio se celebre usu- almente dentro da Missa (. ..). A Eucaristia é a fonte própria do Matrimônio cristão (. ..). A participação ao Corpo "dado" e ao Sangue-“derramado” de Cristo, torna-se fonte inesgotável do dí- namismo missionário e apostólico da familia cristã (FC S7). 6 - Limitação da Prole. É lícito aos cônjuges limitar a prole nas seguintes condições: - que haja motivo razoável; - que haja comum acordo entre os esposos; - que se use um método de continência periódica (Ogino - Knaus; Doyle; Billings). Todos os outros métodos (aborto; esteriliza- ção direta, tanto perpétua como temporária; toda a ação que proponha tornar impossivel a procriação) são gravemente pecami- nosos. Lhn dos setores onde a_fé catóhca. do_povo devef, tornanse çnunsi Ciara, e o da fannuía, cuja íniportâncla~chave, para a, .socieGade* e' . para, a.Igreja, não sera nunca sufkjenternente ponderada (Joao Paidof IJ_eni(2aracas - 26-0l;1985). ._ -49a
  50. 50. .XXXi"Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11,5) Que ê a Fé? A Fé é "a virtude pela qual o ho- mem, liyremente, se entrega todo a Deus, prestando ao Deus Revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade, e dando voluntário assentimento à Revelação feita por Ele"(DV,5) 1 - Virtude. Chama-se virtude a disposição constante de nossas faculdades, que facilita a prática do bem. A virtude chama-se: natural, quando é fruto das forças da natu- reza, encaminhadas estavelmente pela repetição constante dos atos bons; sobrenatural, se é infundida por Deus na alma junto com a graça santificante. 2 - Virtudes sobrenaturais. As principais são sete: - as três teologais (Fé, Esperança e Caridade), que têm como ob- jeto imediato e principal o próprio Deus; - as quatro cardeais (Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança), que são como os eixos em torno dos quais giram as outras virtu- des morais. 3 - Fé e Salvação. A salvação eterna se alcança só com uma Fé viva e operosa. O Es- pirito Santo afirma: "Sem fé é impossivel agradar a Deus" (Hb 11,6); "Ao Deus que revela deve= se a obediência da fé" (Rm 16,26); "Assim como o corpo sem 0 espirito é morto, também a fé sem obras é morta" (Tg 2,26). 4 - Deveres com relação ã fé. São três: - manifestá-la com coragem e sem respeito humano(cf. Mt 10,325); -50-
  51. 51. - defendê-la com uma profunda instrução religiosa, com a oração e com a fuga da impureza; - difundí-la com o apostolado, especialmente ajudando a Igreja a salvar as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. 5 - Os frutos da Fé. Os principais frutos da Fé são três: - Luz (cf. Jo 12,46); - Força (cf. 1 Jo 5,4); - Alegria (cf. 1 Jo 1,4). i “Conteúdo ressencialda. 'Os fiéis Católicos estão obrfigaiclos : a . conhecer . ..e «crer fpíírme-; i mente nos iquatro- pontos da. Fé: i i i 7 a) os artigos. substanciais do: símbolo' apostólica; b) . .os mandamentos do decálogo *e _os preceitos da Igreja; C) 'os mazndamento. ,de orar 'e topP'aí--Nosso; .! d) _a doutrina tele-montar dos» sacramentosf». _ ç 'A ignorância destas «verdades constitui-i 'Cu-ipa _grafxgze _e . aqu_elefs_f= que »Culpavel-menltei negligericlafm ihstruirúe_ nelas não 'podem _recelbe'. r~ ; Vai absolviçkão( o * ” i De -51-
  52. 52. XXXII "Cristo em vós, a esperança da a1óría"(c11,27) Que é a Esperança? A Esperança ê'a virtude segundo a qual temos a confiança de chegar a Visão de Deus face-a- face, apoiados na bondade e na ¡fidelidade de Deus. 1 - Deus, objeto e motivo da nossa Esperança. Deus é o objeto da esperança, pois Ele é o Bem Supremo, cu- ja posse proporciona ao homem a máxima felicidade; o servidor fiel, na parábola, ouve 0 convite "Entra na alegria do teu Senhor" (Mt 25,23; cf. 1 Jo 2,25; Tt 3,7). Deus também é o moti- vo da nossa esperança, visto que o homem não pode confiar em suas próprias forças Para conseguir a bem-aventurança definiti- va, mas se apóia na graça de Deus. É por isto que, longe de Deus, os pagãos viviam outrora "sem esperança", como diz São Paulo (cf. ›Ef 2,12; 1 Ts 4,13). 2 - Esperança, dínamo fundamental da vida. A esperança é o dinamo fundamental não só da vida cristã, mas da vida de todo Homem em geral; ninguém, mesmo o não cristão, pode levar existência autenticamente humana sem alimenr tar alguma esperança. Com efeito, o homem é um ser limitado, que tende para sua perfeição, a qual é também a sua felicidade; por isto ele vive em constante tensão ou aspiração em demanda do seu Fim Supremo e dos meios que a este conduzem. Quem serve a Deus em vista de uma recompensa temporal ou passageira apenas, não possui a esperança teologal. Podemos dizer que em Cristo estão concentrados todos os bens que o Pai nos prometeu: "Cristo em vós, a esperança da glória" (Cl 1,27; ver I Tm 1,1). 3 - Os pecados opostos à Esperança. São principalmente dois: a) O desespero - desconfiança na misericórdia e na fidelidade de Deus com respeito à consecução da bem-aventurança eterna; b) A presunção ~ confiança temerária de alcançar de Deus a feli- cidade eterna sem levar em conta. os meios por Ele prescritos pa- ra obtê-la. São os dois primeiros pecados contra o Espírito Santo. A O Maior Dano Eníre as virtudes, a maior éa caridade (cf. I Cor 13,13). Todavia o maior dano que_ alguém: possa sofrer, não é o da perda da caridade, mas o da perda da esperança. › : Quem perdeu a esperança não reza-a, e, se não reza, fecha todas as vias de saída do. :seu problema; corre sério perigo de atolar-se. A oração é o ponto . de partida e o substentáculo para a. solução . de qualquer problema; todavia, para rezar, é preci- so que a . pessoa tenha a esperança de ser acolhida pelo Senhor Deus; se falta 'a es~ ---perança, falta o dínamo . fundamental para a saída. ' -52-
  53. 53. XXXIII "A caridade é paciente, a carí- dade é prestativa" (lCor13 4) Que é a Caridade? A Caridade é a virtude pela qual amamos a Deus por si mesmo como Sumo Bem e o nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. 1. Amor para com Deus. Motivo deste amor é a própria bondade divina. Sem amor para com Deus, é impossível alcançar a salvação eterna. Os pecados opostos ao amor de Deus são principalmente três: a) omissão do ato de caridade; b) preguiça, isto é, o torpor na vida espiritual; c) ódio a Deus, alimentando aversão aos atributos divinos, detes- tando a Deus porque Ele, por exemplo, pune o pecado. 2. Amor para consigo mesmo. Existe a obrigação de amar a si próprio: "Amarás 0 teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22,39). Esta obrigação deve ser, em primeiro lugar, sobrenatural: proi- be, pois, expormo-nos ao perigo de pecar e obriga-nos à obser~ vãncia dos preceitos divinos e a usar os meios estabelecidos por Deus para nossa salvação eterna. É também natural, obrigando-nos a ter cuidado da saúde fisica, dos bens materiais e de fama necessários à nossa vida. Os pecados contra o amor de si mesmo são principalmente o egoís- mo e o ódio de si próprio. Em geral, todo pecado atenta contra a caridade para consigo mes- mo. Bem afirma o Espirito Santo: "Os que cometem o pecado e a injustiça são inimigos da própria vida" (Tb 12,10). 3. Amor para com o Próximo. Deve manifestar-se através das obras de misericórdia: a) espirituais: 19) ensinar a quem não sabe; 29) dar bom conse- lho a quem precisa; 39) corrigir quem erra; 49) Perdoar as injú- rias; S9) consolar os tristes; 69) tolerar com paciência os de- feitos do próximo; 79) rogar a Deus pelos vivos e defuntos; b) corporais: 19) visitar os enfermos; 29) dar de comer a quem tem fome;39)dar de beber a quem tem sede; 49) dar pousada ao vi- andante; 59) vestir os nus; 69) redimir os cativos; 79) enterrar os mortos. "Ser-iallguérnr-Jaesobedecer aos quesd_izernos; ~_n§esffcacarta, notei-t) 'e nãoiftenhzà comünicaçãoj'= =com- "ele, ,para que¡ fique envergonhado. Não. 'o-Considoreis l um víniilmslgo, íÍrnasÍprocurai_ corrlgí; ¡lo_Çorr¡fn_o (-2;'Ts. _ 3,l4~l§). _~_ _ç _S3_
  54. 54. XXXIV "Infundíndo-nos toda sabedoria e prudência" (Ef1,8) é a Prudência? A Prudência é a virtude que julga e dirige todos os atos humanos de acordo com as normas da moralida- de: é uma espécie de luz que in- dica o caminho do homem, para che- gar ao fim que ele deseja. 1. Tarefas: As tarefas da prudência são múltiplas e variadas, porque são diversissimas as situações nas quais a pessoa se pode encontrar. _Por isto, a prudência supõe e mobiliza um conjunto de virtudes, que a auxiliam: - a capacidade de refletir, de se recordar do passado e dai ti- rar conclusões para o futuro; - a prontidão para julgar e decidir, não cedendo à precipitação afoita ou temerária, nem ã timidez ou ã lerdeza preguiçosa; - a circunspeção ou a capacidade de olhar em torno de si e ava- liar as circunstâncias do seu ato. 2. Prudência e "Conselho": A prudência está intimamente ligada ao Conselho, dom do Espirito Santo. Esse contribui para dar ao cristão a flexibilidade e docilidade ou "a arte de se calar e de ouvir", que torna o cristão aberto às advertências mais delica- »das da vontade de Deus: "Está escrito nos Profetas: E todos serão ensinadds por Deus" (Jo 6,45). 3. Os vícios opostos ã Prudência: a) Aprudência: vicio pelo qual o homem tem em vista um objetivo bom, mas não sabe descobrir os meios que a ele levam. b) Imprudência: vicio pelo qual o homem tem em vista um objetivo bom, mas culpadamente não sabe escolher os meios adequados. c) Contra-prudência (ou "prudência da carne" l Cor l, l9), vicio pelo qual o homem procura meios adequados para chegar a um fim inadequado ou mau. ' »É. ',Assíí, rri, =., =todo aquele que ouve essasvminhas: palavras *q_-as põe latin Ípr. á*c)í-C. a:. çs'erá: -comparado . a homem ; sensato que construinafi; àksua z í§1sa, 's, ob1:e. Í.oaÍl'. í.rosch'a; .Caí-'ÍLÍÍ à irlchúvagíviera-mr as . enxurrada-s, #sopraram t 'enÍo: $,= ¡:e-'_degriaqâçq, Cante-a¡ aquela; càísçà. ,:i7mas¡uelà não . ca¡. u,“: ppoltqoeíw"aest' . aücerçadõ na r°Ch3" “Wi 7§24*2 §Â7;) 7) i 'Wii íninihw -54-
  55. 55. XXXV "Que o justo pratique ainda a justiça" (Ap 22,11) Que é a Justiça? A Justiça é a virtude pela qual l a cada um e dado o que lhe com- pete; implica, pois, o reconhe- cimento dos direitos alheios. 1. Distinções: 1) comutativa (do individuo particular ao par- ticular). 2) geral: a) justiça legal (do particular à co- munidade) b) justiça distributiva (da comunida- de ao particular) c) justiça social (da comunidade à comunidade) d) justiça da sanção. 2. Gotas caracteristicas. Quatro notas típicas distinguem a jus- tiça das outras virtudes morais: a) O caráter preciso de obrigação. b) Os bens, de que trata a justiça, são todos os bens do homem, inclusive a honra, a verdade, a fidelidade. .. Mas são, na maio- ria dos casos, bens materiais. c) A observância da justiça pode ser imposta pela força. A auto- ridade competente pode coagir aqueles que não querem respeitar a justiça. d) É lícito a alguém renunciar a seus justos direitos, desde que 0 faça em vista de um bem maior. 3. A Justiça e a Virtude da Religião: Religião é re-ligação do homem com Deus. Ora, a justiça manda não somente que o homem preste ao seu semelhante o que lhe é devido, mas exige que ele tribute a Deus a honra devida ao Criador e Pai; por isso, a vir- tude de religião pode ser considerada como uma determinada forma de justiça, pois, mais do que aos homens, devemos a Deus respei- to e fidelidade. "Con-i efeito, eu vos asseguro que se a' vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos "faríseus não entrareis no Reino dos Céus. . (u. ) Ouvistes que foi dito: Amarés o teu próximo e odiarás . o teu~ ini- . rnigo. Eu, porérn, vos-digo: %niai os vossos hinnigos e orai pedos_que vos perseguern; desse rnodo vos tornareis ñlhos do vosso Feu que es- tá nos céus porque ekafaz nascer o_seu solíguahnente sobnzznausf e bons e cair a chu-_va sobre »justos e injustos" (Mt 5,2O. .~443~'-#§). -55-
  56. 56. XXXVI "Deus é a fortaleza da minha vida" (51 27,1) Que é a Fortaleza? A Fortaleza é a virtude que nos torna capazes de enfrentar o so- frimento e mesmo a morte, se uma justa causa o exige; reprime o medo em nós pela perspectiva de luta em prol do bem. 1. Fortaleza e Martirio. A suprema expressão da fortaleza é o martírio ou a morte pelo Cristo e pela fé. Por isso o cristão, no Novo Testamento, é comparado a um soldado de Cristo: "Assume a tua parte de sofrimento como um bom eoldado de Cristo Jesus. Ninguém, arregimentando-se no exército, se deixa envolver pelas questões da vida civil, se quer dar satisfação àquele que o ar- regimentou" (2Tm 2,35). 2. Fortaleza e outras Virtudes: a) Fortaleza e Amor. Ela deve ser inspirada pelo amor, ... e pelo amor do bem. Somente quem ama de verdade, é capaz de sacrificar tudo, até a própria vida. b) Fortaleza e Justiça. A fortaleza deve servir à justiça; a fortaleza desligada da justiça é uma alavanca para o mal. c) Fortaleza e Prudência. A fortaleza não deve ser imprudente. A ninguém é lícito pôr a sua vida em perigo se pode fazer por menos . d) Fortaleza e Humildade. A fortaleza deve ser humilde, evitando a vanglória e o orgulho. O cristão sabe que só pode praticar o bem se for sustentado pela graça de Deus. . Fortaleza - Perseverança l "A. semente que caí em terra boa, são: os que, tendo ouvido a pala- _ A vra com coração nobre e-, genero-so, conserva-mma e dão fruto pela 3 perseverança"" (Lc 8,15). "E pela? perseverança que , maniereis a_ vos» isazxnda” (Lc 2l, l9). Wâquede que perseverar até o fun, será salvo" _(Mt1022l “

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