Nosso Baú de Boas  LembrançasCMMA – Setembro/2012
Poema retirado do livro Versos Quase Matemáticos, de João Pedro Mésseder.
Soneto oco- de Carlos Pena FilhoNeste papel levanta-se um soneto,de lembranças antigas sustentado,pássaro de museu, bicho ...
Meus oito anosOh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que a...
Que aurora, que sol, que vida,Que noites de melodiaNaquela doce alegria,Naquele ingênuo folgar!O céu bordado destrelas,A t...
Livre filho das montanhas,Eu ia bem satisfeito,Da camisa aberta o peito,— Pés descalços, braços nus —Correndo pelas campin...
Oh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!— Que amor, que son...
Baú das boas lembranças do 6º A manhã
Baú das boas lembranças do 6º A tarde
Baú das boas lembranças do 6º B tarde
Baú das Boas lembranças dos 6ºs anos
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Baú das Boas lembranças dos 6ºs anos

557 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
557
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
57
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Baú das Boas lembranças dos 6ºs anos

  1. 1. Nosso Baú de Boas LembrançasCMMA – Setembro/2012
  2. 2. Poema retirado do livro Versos Quase Matemáticos, de João Pedro Mésseder.
  3. 3. Soneto oco- de Carlos Pena FilhoNeste papel levanta-se um soneto,de lembranças antigas sustentado,pássaro de museu, bicho empalhado,madeira apodrecida de coreto.De tempo e tempo e tempo alimentado,sendo em fraco metal, agora é preto.E talvez seja apenas um sonetode si mesmo nascido e organizado.Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,pois não sei como foi arquitetadoe nem me lembro quando apareceu.Lembranças são lembranças, mesmo pobres,olha pois este jogo de exiladoe vê se entre as lembranças te descobres.
  4. 4. Meus oito anosOh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais!Como são belos os diasDo despontar da existência!— Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é — lago sereno,O céu — um manto azulado,O mundo — um sonho dourado,A vida — um hino damor!
  5. 5. Que aurora, que sol, que vida,Que noites de melodiaNaquela doce alegria,Naquele ingênuo folgar!O céu bordado destrelas,A terra de aromas cheiaAs ondas beijando a areiaE a lua beijando o mar!Oh! dias da minha infância!Oh! meu céu de primavera!Que doce a vida não eraNessa risonha manhã!Em vez das mágoas de agora,Eu tinha nessas delíciasDe minha mãe as caríciasE beijos de minha irmã!
  6. 6. Livre filho das montanhas,Eu ia bem satisfeito,Da camisa aberta o peito,— Pés descalços, braços nus —Correndo pelas campinasA roda das cachoeiras,Atrás das asas ligeirasDas borboletas azuis!Naqueles tempos ditososIa colher as pitangas,Trepava a tirar as mangas,Brincava à beira do mar;Rezava às Ave-Marias,Achava o céu sempre lindo.Adormecia sorrindoE despertava a cantar!
  7. 7. Oh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!— Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasA sombra das bananeirasDebaixo dos laranjais!Casimiro de Abreu
  8. 8. Baú das boas lembranças do 6º A manhã
  9. 9. Baú das boas lembranças do 6º A tarde
  10. 10. Baú das boas lembranças do 6º B tarde

×