SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 28
Eletroterapia
•Vias descendentes da dor
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Vias descendentes da dor:
• Os mecanismos descendentes da
modulação da dor influenciam o
estímulo e a mediação dos
estímulos nocivos.
• Um desses mecanismos se origina
no Trato-corticoespinhal (córtex),
desce até a medula, onde cruza
sobre o lado oposto da medula e
para níveis mais baixos da medula
espinhal, onde termina nas
lâminas I até VII e transcende
para o funículo dorsolateral (trato
de fibras grandes)
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Uma 2ª estrutura que exerce controle
descendente dos estímulos nocivos é a
substância parieductal cinzenta (PAG), ela
recebe estímulos do córtex, sistema
límbico, do hipotálamo e do TPET.
• O Hipotálamo envia Β-endorfinas, via
neurônios para a PAG, onde são
direcionadas para o núcleo magnocelular
da medula rostral.
• Os neurônios desse sistema terminam nas
lâminas I, II, IV, V, VI e X, liberando NA, um
neurotransmissor químico que exerce
controle pós-sináptico sobre o estímulo
nocivo das lâminas I, II e V
• O núcleo magno da rafe também age no
controle descendente dos estímulos
nocivos liberando serotonina 5-HT, nas
suas terminações, produzindo analgesia
nas lâminas I, II e V.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• O controle central e de inibição descendente da
dor é baseado na capacidade do organismo usar
e produzir vários opiáceos endógenos, cada qual
com uma função distinta e uma afinidade a um
receptor específico.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Opiáceo endógeno Precursor
Encefalina Proencefalina A
Dinorfinas Proencefalina B
ACTH Propiomelanocortina (POMC)
Endorfinas POMC, Β-lipotropina
Eletroterapia
• Teoria da dor
• Quais seriam as causas, a natureza e o propósito da dor?
• As primeiras teorias baseavam-se no princípio da relação dor/punição.
• A palavra “pain” (dor em inglês) deriva do latim “poena” (penalidade ou castigo).
• Os antigos gregos associavam a dor ao prazer, porque sua liberação era ao mesmo
tempo, prazeirosa e emocional.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teoria da especificidade da Modulação
da dor.
• Essa teoria propõe que o corpo contém apenas quatro tipos de
terminações nervosas sensoriais, assim um único nervo poderia
responder apenas a um estímulo específico, como temperatura, dor
ou toque.
• Como se houvesse uma via direta dos receptores periféricos da dor
para o cérebro.
• Os receptores da dor estão localizados na pele e levam os impulsos
de dor por uma fibra contínua, diretamente para o centro de dor
localizado no cérebro. Essa via inclui os nervos periféricos, o TET
lateral da medula espinhal e o Hipotálamo (centro encefálico da
dor)
• Essa teoria foi testada e refutada por Melzak e Wall, em 1965.
• Segundo os dois, quando testada em pacientes portadores de
queimaduras graves, pacientes amputados e pacientes com doenças
degenerativas do nervo. Essas síndromes dolorosas não ocorrem
como um sistema fixo, linear ou direto. Ao contrário a qualidade e a
quantidade de dor percebida estão relacionadas com variáveis
psicológicas e estímulos dolorosos.
• A teoria da especificidade da modulação da dor havia sido
formulada por Pavlov (Ivan Petrovich Pavlov filósofo e médico russo)
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• O aspecto psicológico da percepção dolorosa foi tratado
mais tarde por Beecher (Knowles Henry Beecher médico
anestesiologista), que estudou 215 soldados gravemente
feridos na batalha de Anzio e verificou que apenas 27%
pediram medicamento para alívio das dores (morfina).
• Quando perguntou aos soldados se sentiam dor, quase
60% relataram que não sentiam dor ou apenas uma dor
leve e apenas 24% relataram dor severa.
• Isso foi surpreendente pois 48% dos soldados haviam
recebido ferimentos abdominais penetrantes.
• Nenhum dos homens estava em “choque” ou era
insensível à dor, pois agulhadas intravenosas desajeitadas
resultaram em queixas de dor aguda.
• Sua conclusão foi que a dor sofrida por esses homens
havia sido bloqueada por fatores emocionais.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teoria da padronização de
transmissão da dor.
• Essa teoria propõe que o corpo contém apenas
um tipo de terminação nervosa que,
dependendo do tipo de estímulo, codificaria o
impulso de forma adequada.
• A figura ao lado dá um exemplo de como os
impulsos nervosos, provenientes de toque, dor
e propriocepção, seriam codificados ao longo
do mesmo nervo.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teoria de padronização da
modulação da dor
• Segundo essa teoria, não existem
receptores especializados na pele.
• Ao contrário, um único nervo
“genérico” responde de maneira
diferente a cada tipo de sensação,
criando um impulso codificado de
forma única, formado por um padrão
espaço-temporal, que envolve a
frequência e o padrão de transmissão
do nervo.
• A distância entre os impulsos do nervo
(espaço) compreende a codificação
espacial.
• A frequência da transmissão refere-se
ao componente temporal.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teorias contemporâneas sobre o controle da
dor
• Embora refutadas as teorias da especificidade e
da padronização da dor, forneceram alguns
princípios ainda em vigor nas teorias
contemporâneas de modulação da dor.
• Essas duas teorias e mais descobertas em
pesquisas adicionais, formam hoje a base da
atual perspectiva da transmissão e modulação
da dor.
• Ainda há muito o que estudar e aprender antes
que os mecanismos precisos da transmissão e
percepção da dor sejam elucidados.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teoria da comporta de controle
da modulação da dor
• Melzak e Wall incorporaram características da especialização
fisiológica do receptor (teoria da especificidade) e a codificação
do espaço temporal dos potenciais de ação (teoria da
padronização) e incluíram a fisiologia do mecanismo espinhal e
do controle central sobre o impulso aferente.
• A teoria da comporta de controle da modulação da dor implica
em que um estímulo não doloroso pode bloquear a ação de um
estímulo nocivo.
• A informação sensorial entra no portão espinhal localizado no
corno dorsal da medula espinhal por meio das fibras A-Β
grandes, rápidas e mielinizadas. Os impulsos dolorosos entram
pelo portão por meio das fibras C e A-Δ mais lentas e de
pequeno diâmetro.
• Os interneurônios provenientes de cada um desses tratos se
projetam na substância gelatinosa (SG) (localizada nas lâminas I
e II) e depois, a partir da SG, afetam a célula T. A atividade ao
longo das fibras A-Β rápidas estimula a SG a exercer uma
influência inibitória sobre os impulsos dolorosos que são
conduzidos no trato da dor.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• O diagrama esquemático ao lado nos
mostra quando o impulso somático é
submetido ao controle modulador do
portão.
• Fibras eferentes descendentes, depois da
estimulação do cérebro, ativam o
mecanismo de controle central.
• O mecanismo de disparo tem profunda
influência sobre o portão e afeta a
atividade aferente nos níveis sinápticos
iniciais do sistema somático.
• O conceito dos portões de Melzak e Wall,
é atualmente reconhecido como a
principal base da teoria da dor.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teoria dos níveis de
controle da dor
• A teoria das comportas medulares
contribuiu para uma nova geração
de pesquisas do controle da dor.
• Uma das áreas de estudo focaliza os
níveis do S.N.C. nos quais ocorre o
controle da dor.
• A percepção dolorosa é
desmembrada em duas categorias
distintas:
• 1ª Limiar da dor
• 2ª Tolerância à dor
• O Limiar da dor é o nível necessário
para que um estímulo nocivo alerte
o indivíduo sobre uma ameaça ao
tecido.
• A tolerância à dor é uma medida de
quanta dor uma pessoa pode
suportar
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Nível Espinhal Teoria Estímulos Ativadores Eventos Fisiológicos
I
Inibição pré-sináptica Estimulação sensorial das fibras
A-Β
Extensão do pulso/duração da
fase 75µs
Interneurônios de encefalina bloqueiam
a transmissão dos impulsos que passam
pelas fibras C pequenas, dentro da
célula T do corno dorsal
II
Inibição descendente Estimulação intensa (alta
frequência) das fibras C
Extensão do pulso/duração da
fase 1000µs
Mecanismos centrais comprometem a
substância cinzenta periaqueductal e o
núcleo da rafe, ativam influências
descendentes ao longo do trato dorso
lateral da medula espinhal
III
Modulação por Β-endorfina Estimulação motora nociva de
baixa frequência (A-Δ)
Extensão do pulso/duração da
fase 250-300µs
Ativa a célula do trato e a formação
reticular, resultando na liberação de Β-
endorfina proveniente da glândula
pituitária anterior, provocando
degeneração de prostaglandina e
inibição do corno dorsal.
Níveis Espinhais do Controle da Dor
Eletroterapia
• Na avaliação do modelo fisiológico da transmissão
da dor, a tolerância à dor está associada com a
comunicação do TPET, com o sistema límbico e o
córtex.
• Nessas estruturas ocorrem muitas interações
sinápticas que podem auxiliar o indivíduo a
determinar o máximo de estimulação nociva que
ele pode tolerar.
• A fisiologia da transmissão nociva e a tolerância à
dor não estão correlaciondas.
• Ex: Um atleta que relata sentir muita dor após
uma lesão, pode ser capaz de suportá-la e
continuar a participar por causa do elevado nível
de tolerância à dor.
• Outro atleta que tem uma baixa tolerância à dor
pode, por outro lado, ser impedido de continuar
devido a uma lesão bem menos agressiva que vai
“proibí-lo” de exercer sua atividade.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Fatores intrínsecos influenciam a percepção da dor.
• Ex: pessoas extrovertidas expressam dor com mais frequência do
que as introvertidas, porém essas últimas são mais sensíveis à dor.
• Influencias sócios culturais.
• Ex: “Garotos grande não choram”, as crianças, em geral, gravam em
suas mentes que meninos não devem chorar, mas meninas sim.
• Quando comparamos a resposta dolorosa entre sexos, a literatura
indica que as mulheres têm limiares de dor e de tolerância à dor
menores que os homens, conforme relatos de estudos
epidemiológicos, experimentais e clínicos.
• As mulheres também são mais propensas a uma variedade de tipos
de dor recorrente, apresentam níveis mais altos de dor, dores mais
frequentes e mais prolongadas que os homens.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Embora esses estudos indiquem que existam
diferenças entre os sexos quanto à tolerância e
limiar de dor, não se sabe se essas diferenças são
biológicas, psicológicas ou sócio-culturais.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Avaliação da dor
• A dor é uma expressão pessoal do que
uma pessoa sente.
• É baseada em um processo
discriminativo, eficaz e avaliativo.
• Portanto torna-se um desafio para o
clínico.
• Esse processo deve abranger
avaliações subjetivas e objetivas para
documentar adequadamente o nível e
a magnitude da dor do paciente.
• Escala Visual analógica
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Avaliação subjetiva da dor
Onde você sente dor?
Quando sua dor começou?
Qual é a duração da sua dor?
Você já sentiu essa dor antes?
Você consegue descrever a dor?
A dor está melhorando ou piorando?
A dor aumenta quando faz exercícios?
Você sente mais dor após o exercício?
Você sente dor à noite?
Eletroterapia
• Questionário de McGill
• Esse instrumento consiste geralmente em três partes:
• 1ª é usada para localizar a área da dor e identificar se a fonte é percebida superficial, interna ou ambas.
• 2ª incorpora a E.V.A, descrita anteriormente.
• 3ª Compreende o Índice de Classificação da Dor, uma coleção de 76 palavras agrupadas em 20 categorias.
• O paciente pode marcar apenas uma palavra de cada categoria.
• Mas as categorias não necessitam necessariamente ser utilizadas.
• As palavras dos grupos 1 a 10 são de natureza somática relacionadas com a fisiologia da dor.
• As palavras dos grupos 11 a 15 são afetivas e as do grupo 16 avaliativas.
• As palavras dos grupos 17 a 20 são uma mistura de palavras apenas empregadas na contagem.
• Para fazer a contagem do Q.M.D, o clínico apenas soma o número total de palavras escolhidas, máximo de 20 (uma para
cada categoria).
• O nível da intensidade da dor é determinado fixando um valor para cada palavra dentro da categoria pela ordem
sequêncial (a 1ª vale 1 a 2º vale 2 e assim por diante).
• O Q.M.D demora mais (aproximadamente 10min) para ser realizado do que a E.V.A, mas pode ser uma ferramenta útil na
avaliação objetiva da dor.
• Geralmente o Q.M.D é utilizado durante a primeira avaliação, havendo certa controvérsia sobre sua utilidade nas visitas
subsequentes.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Teste do torniquete de Esforço Submáximo
• O T.T.E.S é realizado inflando-se o manguito do
esfignomanômetro acima da pressão arterial
sistólica, no braço do paciente em posição
elevada.
• Feito isso pede-se que o paciente abra e feche a
mão ou faça movimentos rítmicos de mão ou
punho. Um dinamômetro ou um metrônomo de
medição de força da mão podem ser utilizados
para padronização.
• O paciente deve continuar abrindo e fechando
a mão ou fazendo movimentos de punho até
que a sensação de cãibra que ele sentir “seja
equivalente” à dor da patologia original.
• A medida objetiva registrada é o tempo
decorrido entre o ínicio do teste até o
aparecimento da dor equivalente.
• O T.T.E.S pode ser repetido em cada sessão de
tratamento para medir o progresso do
tratamento, sendo eficaz na “comparação” de
todos os tipos de dor.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Efeito Placebo
• Placebo, deriva do latim, do verbo
“placere”, que significa “agradar”.
• É um termo utilizado para descrever a
redução da dor obtida por meio de
mecanismos não relacionados com os
efeitos fisiológicos do tratamento.
• O efeito placebo está ligado a um
mecanismo psicológico, ocorre
redução da dor, se o paciente acredita
que o paciente é benéfico.
• O efeito placebo é tão poderoso que
em uma pesquisa, pacientes
receberam pílulas de açúcar, mas
foram informados que estavam
tomando medicação específica,
exibiram efeitos colaterais da
medicação.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Dor referida
• Muitas vezes os clínicos se deparam com um paciente que se queixa
de dor em uma área que não tem sinais de lesão.
• Este fenômeno, conhecido como dor referida, pode ser descrito
como um erro do cérebro em localizar a fonte do estímulo nocivo ou
uma dor “deslocada”.
• Pode ocorrer pela divisão das fibras de dor em várias ramificações
dentro da medula espinhal.
• Algumas dessas ramificações fazem contato com outras ramificações
que transmitem apenas impulsos dolorosos e o resto se conecta
com vias nervosas sensoriais que partem da pele.
• Nesse cruzamento de ramificações os sinais se misturam, fazendo
com que o cérebro interprete erradamente a verdadeira fonte de
dor.
• Ex: O pinçamento de um nervo provoca sensação de queimadura e
de dor que se irradia a partir da coluna vertebral. Embora a lesão
tenha ocorrido próxima a medula espinhal, a pessoa refere dores no
braço, perna ou tronco (dependendo da localização da raiz do nervo
atingido).
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Pontos-gatilho
• São áreas com hipersensibilidade
dentro de músculos ou tecido
conjuntivo.
• Esse nome foi cunhado devido a
pressão sobre esses pontos causar
o “disparo” da dor referida.
• Esse tipo de dor não segue os
padrões normais de distribuição
sensorial como os dos dermátomos
e a sensação é percebida em uma
área diferente da localização
verdadeira do ponto-gatilho.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Pontos-gatilho
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Dor crônica
• É a que se prolonga além do curso normal de uma lesão ou
de uma doença.
• Período de tempo (seis meses após a lesão).
• A dor dita as vidas dos portadores de síndromes dolorosas
crônicas.
• Nesses casos a dor não é mais um sintoma e sim um doença
em si.
• A comporta medular permanece aberta em consequência de
um desequilíbrio entre os estímulos que chegam ao portão e
o estímulo aceito das fibras A-Β (grandes e não dolorosas) é
menor que o estímulo aceito das fibras A-Δ e C (pequenas e
dolorosas).
• Com isso os esquemas de tratamento para dores agudas são
ineficazes e quase sempre contra-indicados.
• Os exercícios físicos podem aumentar o nível de endorfina,
ajundando a reduzir a dor crônica.
• Ficar atento para patologia de base avançada, é importante
nesses casos a orientação de um clínico especializado.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Características da dor crônica
Sintomas duram mais que 6 meses
Poucos achados médicos objetivos
Abuso de medicamento
Dificuldade para dormir
Depressão
Comportamento manipulador
Preocupação somática
Eletroterapia
• Técnicas de manipulação da dor.
• Podem ser físicas, comportamentais ou cognitivas.
• Profissionais de saúde utilizam mais os meios físicos, empregando recursos
terapêuticos.
• Meios físicos para controle da dor:
- Térmicos
- Elétricos Fisioterapeuta
- Mecânicos
- Medicamentos
- Cirurgias Médico
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Eletroterapia
• Técnicas de manipulação da dor.
• A diminuição da ansiedade do
paciente em relação a lesão é
fundamental no contexto do
tratamento.
• A simples explicação objetiva
sobre os efeitos e sensações do
tratamento podem desviar a
atenção do paciente em relação à
dor.
• A boa comunicação com o
paciente diminuirá seu medo do
desconhecido.
• Equipamentos como: Fones de
ouvido, televisão, revistas, livros
ou qualquer estratégia semelhante
desvia a atenção do paciente em
relação a sua dor ou ao
desconforto do tratamento.
Cap2:
Fisiologia e psicologia da dor
Referências Bibliográficas aula 4
• MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O
Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/
• Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em
fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001.
• Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In:
Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford:
Butterworth-Heinemann; 2000.
• Orbach, I: Dissociação da dor física e suicídio: Hipótese “o comportamento
suicida e a ameça a vida” 24:68, 1994.
• Roeser, WM, et all: O uso da neuroestimulação transcutânea para o
controle da dor em medicina esportiva. Am J Sports Med 4:210, 1976.
Via Crucis “Dolorosa”

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Neuropathic Pain Summary Portuguese
Neuropathic Pain Summary PortugueseNeuropathic Pain Summary Portuguese
Neuropathic Pain Summary PortugueseClaudio Pericles
 
Artigo de fisiologia: Dor
Artigo de fisiologia: Dor Artigo de fisiologia: Dor
Artigo de fisiologia: Dor Rithielly Rocha
 
Avanços no tratamento da dor crônica
Avanços no tratamento da dor crônicaAvanços no tratamento da dor crônica
Avanços no tratamento da dor crônicaDr. Rafael Higashi
 
16. tratamento cognitivo comportamental da dor
16. tratamento cognitivo comportamental da dor16. tratamento cognitivo comportamental da dor
16. tratamento cognitivo comportamental da dorCelminha Carvalho
 
Dor - Prevalência, Avaliação, Tratamento
Dor - Prevalência, Avaliação, TratamentoDor - Prevalência, Avaliação, Tratamento
Dor - Prevalência, Avaliação, TratamentoElsaSoares
 
Ponto gatilho e dor referida.
Ponto gatilho e dor referida.Ponto gatilho e dor referida.
Ponto gatilho e dor referida.Cleusa Kochhann
 
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de FisherDor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de FisherDr. Rafael Higashi
 
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURA
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURAMECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURA
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURAElva Judy Nieri
 
Mecanismo de ação da acupuntura
Mecanismo de ação da acupunturaMecanismo de ação da acupuntura
Mecanismo de ação da acupunturaElva Judy Nieri
 
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?Dr. Rafael Higashi
 
Magnetoterapia - Anderson Hirose
Magnetoterapia - Anderson HiroseMagnetoterapia - Anderson Hirose
Magnetoterapia - Anderson HiroseFelipe Galdiano
 

Mais procurados (20)

Neuropathic Pain Summary Portuguese
Neuropathic Pain Summary PortugueseNeuropathic Pain Summary Portuguese
Neuropathic Pain Summary Portuguese
 
Artigo de fisiologia: Dor
Artigo de fisiologia: Dor Artigo de fisiologia: Dor
Artigo de fisiologia: Dor
 
Avanços no tratamento da dor crônica
Avanços no tratamento da dor crônicaAvanços no tratamento da dor crônica
Avanços no tratamento da dor crônica
 
Fisiologia da dor
Fisiologia da dorFisiologia da dor
Fisiologia da dor
 
16. tratamento cognitivo comportamental da dor
16. tratamento cognitivo comportamental da dor16. tratamento cognitivo comportamental da dor
16. tratamento cognitivo comportamental da dor
 
Semiologia da Dor
Semiologia da DorSemiologia da Dor
Semiologia da Dor
 
Dor - Prevalência, Avaliação, Tratamento
Dor - Prevalência, Avaliação, TratamentoDor - Prevalência, Avaliação, Tratamento
Dor - Prevalência, Avaliação, Tratamento
 
Ponto gatilho e dor referida.
Ponto gatilho e dor referida.Ponto gatilho e dor referida.
Ponto gatilho e dor referida.
 
Dor neuropatica.2012
Dor neuropatica.2012Dor neuropatica.2012
Dor neuropatica.2012
 
Fisiologia dor2
Fisiologia dor2Fisiologia dor2
Fisiologia dor2
 
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de FisherDor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
 
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURA
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURAMECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURA
MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUJNTURA
 
Dor e qualidade de vida
Dor e qualidade de vidaDor e qualidade de vida
Dor e qualidade de vida
 
Mecanismo de ação da acupuntura
Mecanismo de ação da acupunturaMecanismo de ação da acupuntura
Mecanismo de ação da acupuntura
 
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?
Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?
 
Magnetoterapia - Anderson Hirose
Magnetoterapia - Anderson HiroseMagnetoterapia - Anderson Hirose
Magnetoterapia - Anderson Hirose
 
76696952 efeitos-da-massagem-no-sistema-nervoso-e-no-metabolismo
76696952 efeitos-da-massagem-no-sistema-nervoso-e-no-metabolismo76696952 efeitos-da-massagem-no-sistema-nervoso-e-no-metabolismo
76696952 efeitos-da-massagem-no-sistema-nervoso-e-no-metabolismo
 
24090726 efeitos-terapeuticos-da-massagem
24090726 efeitos-terapeuticos-da-massagem24090726 efeitos-terapeuticos-da-massagem
24090726 efeitos-terapeuticos-da-massagem
 
Cefaléia Cervicogênica
Cefaléia CervicogênicaCefaléia Cervicogênica
Cefaléia Cervicogênica
 
2. efeitos da_massoterapia
2. efeitos da_massoterapia2. efeitos da_massoterapia
2. efeitos da_massoterapia
 

Semelhante a Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias descendentes - capítulo 2 Aula 4

Fisiologia da dor.pdf
Fisiologia da dor.pdfFisiologia da dor.pdf
Fisiologia da dor.pdfRicardoLeao12
 
Semiologia da dor 2018
Semiologia da dor 2018Semiologia da dor 2018
Semiologia da dor 2018pauloalambert
 
Semiologia da dor 2017
Semiologia da dor 2017Semiologia da dor 2017
Semiologia da dor 2017pauloalambert
 
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of Pain
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of PainNeuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of Pain
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of PainCarlos D A Bersot
 
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4Cleanto Santos Vieira
 
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptx
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptxAtuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptx
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptxEstruturaCorpo
 
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...Cleanto Santos Vieira
 
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptx
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptxSLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptx
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptxValriaKarina
 
Aula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorialAula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorialmarcioth
 
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmEfeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmThaís Vieira.
 
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdfIntroducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdfconceioFerreira45
 
Neurociência da dor
Neurociência da dorNeurociência da dor
Neurociência da dorLuciene Ceci
 
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmEfeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmThaís Vieira.
 
Morfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorialMorfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorialbioalvarenga
 

Semelhante a Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias descendentes - capítulo 2 Aula 4 (20)

Fisiologia da dor.pdf
Fisiologia da dor.pdfFisiologia da dor.pdf
Fisiologia da dor.pdf
 
Semiologia da dor
Semiologia da dorSemiologia da dor
Semiologia da dor
 
Semiologia da dor 2018
Semiologia da dor 2018Semiologia da dor 2018
Semiologia da dor 2018
 
Semiologia da dor 2017
Semiologia da dor 2017Semiologia da dor 2017
Semiologia da dor 2017
 
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of Pain
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of PainNeuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of Pain
Neuroanatomia da Dor/ Neuroanatomy of Pain
 
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4
Neurofisiologia - sensações somáticas dor - aula 5 capítulo 4
 
Dor 2020
Dor 2020Dor 2020
Dor 2020
 
Semiologia da dor
Semiologia da dorSemiologia da dor
Semiologia da dor
 
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptx
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptxAtuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptx
Atuação fisioterapeutica na Dor Crônica.pptx
 
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
 
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptx
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptxSLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptx
SLIDES COMO SE FAZ UM PAPER bruna.pptx
 
Aula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorialAula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorial
 
Semiologia da dor
Semiologia da dorSemiologia da dor
Semiologia da dor
 
Semiologia da dor
Semiologia da dor Semiologia da dor
Semiologia da dor
 
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmEfeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
 
Dor OpçãO
Dor   OpçãODor   OpçãO
Dor OpçãO
 
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdfIntroducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
 
Neurociência da dor
Neurociência da dorNeurociência da dor
Neurociência da dor
 
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtmEfeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
Efeitos da modulação da dor na atividade cerebral em pacientes com dtm
 
Morfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorialMorfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorial
 

Mais de Cleanto Santos Vieira

Hidroterapia - crio tapping - Aula 8
Hidroterapia - crio tapping - Aula 8Hidroterapia - crio tapping - Aula 8
Hidroterapia - crio tapping - Aula 8Cleanto Santos Vieira
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7Cleanto Santos Vieira
 
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
Termoterapia   ultra-som - capítulo 14Termoterapia   ultra-som - capítulo 14
Termoterapia ultra-som - capítulo 14Cleanto Santos Vieira
 
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16Cleanto Santos Vieira
 
Fototerapia - infravermelho - cap 13
 Fototerapia - infravermelho - cap 13 Fototerapia - infravermelho - cap 13
Fototerapia - infravermelho - cap 13Cleanto Santos Vieira
 
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12 Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12 Cleanto Santos Vieira
 
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11Hidroterapia - turbilhões - Aula 11
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11Cleanto Santos Vieira
 
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10Cleanto Santos Vieira
 
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9Cleanto Santos Vieira
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Cleanto Santos Vieira
 
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17Cleanto Santos Vieira
 
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2 Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2 Cleanto Santos Vieira
 
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...Cleanto Santos Vieira
 
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizados
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizadosPrimeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizados
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizadosCleanto Santos Vieira
 
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leito
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leitoPrimeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leito
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leitoCleanto Santos Vieira
 
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgência
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgênciaPrimeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgência
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgênciaCleanto Santos Vieira
 
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...Cleanto Santos Vieira
 
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismo
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismoPrimeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismo
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismoCleanto Santos Vieira
 

Mais de Cleanto Santos Vieira (20)

Hidroterapia - crio tapping - Aula 8
Hidroterapia - crio tapping - Aula 8Hidroterapia - crio tapping - Aula 8
Hidroterapia - crio tapping - Aula 8
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
 
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
Termoterapia   ultra-som - capítulo 14Termoterapia   ultra-som - capítulo 14
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
 
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16
Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16
 
Fototerapia - infravermelho - cap 13
 Fototerapia - infravermelho - cap 13 Fototerapia - infravermelho - cap 13
Fototerapia - infravermelho - cap 13
 
Fototerapia - laser - capítulo 15
 Fototerapia - laser - capítulo 15 Fototerapia - laser - capítulo 15
Fototerapia - laser - capítulo 15
 
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12 Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12
Hidroterapia - banhos de contraste - Aula 12
 
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11Hidroterapia - turbilhões - Aula 11
Hidroterapia - turbilhões - Aula 11
 
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10
Hidroterapia - crioalongamento - Aula 10
 
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9
Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9
 
Hidroterapia introdução - aula 1
Hidroterapia   introdução - aula 1Hidroterapia   introdução - aula 1
Hidroterapia introdução - aula 1
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
 
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
 
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2 Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
 
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
 
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizados
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizadosPrimeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizados
Primeiros Socorros - Atendimento de emergência a politraumatizados
 
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leito
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leitoPrimeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leito
Primeiros Socorros - posição restrição e movimentação no leito
 
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgência
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgênciaPrimeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgência
Primeiros Socorros - Desmaios noções de cuidados e socorros de urgência
 
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...
Primeiros Socorros - Respiração noções de primeiros socorros e cuidados de em...
 
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismo
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismoPrimeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismo
Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos ofidismo
 

Último

Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaCristianodaRosa5
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfNelmo Pinto
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoMarianaAnglicaMirand
 
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptAlberto205764
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptAlberto205764
 

Último (9)

Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãosAplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
 
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
 

Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias descendentes - capítulo 2 Aula 4

  • 1. Eletroterapia •Vias descendentes da dor Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 2. Eletroterapia • Vias descendentes da dor: • Os mecanismos descendentes da modulação da dor influenciam o estímulo e a mediação dos estímulos nocivos. • Um desses mecanismos se origina no Trato-corticoespinhal (córtex), desce até a medula, onde cruza sobre o lado oposto da medula e para níveis mais baixos da medula espinhal, onde termina nas lâminas I até VII e transcende para o funículo dorsolateral (trato de fibras grandes) Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 3. Eletroterapia • Uma 2ª estrutura que exerce controle descendente dos estímulos nocivos é a substância parieductal cinzenta (PAG), ela recebe estímulos do córtex, sistema límbico, do hipotálamo e do TPET. • O Hipotálamo envia Β-endorfinas, via neurônios para a PAG, onde são direcionadas para o núcleo magnocelular da medula rostral. • Os neurônios desse sistema terminam nas lâminas I, II, IV, V, VI e X, liberando NA, um neurotransmissor químico que exerce controle pós-sináptico sobre o estímulo nocivo das lâminas I, II e V • O núcleo magno da rafe também age no controle descendente dos estímulos nocivos liberando serotonina 5-HT, nas suas terminações, produzindo analgesia nas lâminas I, II e V. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 4. Eletroterapia • O controle central e de inibição descendente da dor é baseado na capacidade do organismo usar e produzir vários opiáceos endógenos, cada qual com uma função distinta e uma afinidade a um receptor específico. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor Opiáceo endógeno Precursor Encefalina Proencefalina A Dinorfinas Proencefalina B ACTH Propiomelanocortina (POMC) Endorfinas POMC, Β-lipotropina
  • 5. Eletroterapia • Teoria da dor • Quais seriam as causas, a natureza e o propósito da dor? • As primeiras teorias baseavam-se no princípio da relação dor/punição. • A palavra “pain” (dor em inglês) deriva do latim “poena” (penalidade ou castigo). • Os antigos gregos associavam a dor ao prazer, porque sua liberação era ao mesmo tempo, prazeirosa e emocional. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 6. Eletroterapia • Teoria da especificidade da Modulação da dor. • Essa teoria propõe que o corpo contém apenas quatro tipos de terminações nervosas sensoriais, assim um único nervo poderia responder apenas a um estímulo específico, como temperatura, dor ou toque. • Como se houvesse uma via direta dos receptores periféricos da dor para o cérebro. • Os receptores da dor estão localizados na pele e levam os impulsos de dor por uma fibra contínua, diretamente para o centro de dor localizado no cérebro. Essa via inclui os nervos periféricos, o TET lateral da medula espinhal e o Hipotálamo (centro encefálico da dor) • Essa teoria foi testada e refutada por Melzak e Wall, em 1965. • Segundo os dois, quando testada em pacientes portadores de queimaduras graves, pacientes amputados e pacientes com doenças degenerativas do nervo. Essas síndromes dolorosas não ocorrem como um sistema fixo, linear ou direto. Ao contrário a qualidade e a quantidade de dor percebida estão relacionadas com variáveis psicológicas e estímulos dolorosos. • A teoria da especificidade da modulação da dor havia sido formulada por Pavlov (Ivan Petrovich Pavlov filósofo e médico russo) Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 7. Eletroterapia • O aspecto psicológico da percepção dolorosa foi tratado mais tarde por Beecher (Knowles Henry Beecher médico anestesiologista), que estudou 215 soldados gravemente feridos na batalha de Anzio e verificou que apenas 27% pediram medicamento para alívio das dores (morfina). • Quando perguntou aos soldados se sentiam dor, quase 60% relataram que não sentiam dor ou apenas uma dor leve e apenas 24% relataram dor severa. • Isso foi surpreendente pois 48% dos soldados haviam recebido ferimentos abdominais penetrantes. • Nenhum dos homens estava em “choque” ou era insensível à dor, pois agulhadas intravenosas desajeitadas resultaram em queixas de dor aguda. • Sua conclusão foi que a dor sofrida por esses homens havia sido bloqueada por fatores emocionais. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 8. Eletroterapia • Teoria da padronização de transmissão da dor. • Essa teoria propõe que o corpo contém apenas um tipo de terminação nervosa que, dependendo do tipo de estímulo, codificaria o impulso de forma adequada. • A figura ao lado dá um exemplo de como os impulsos nervosos, provenientes de toque, dor e propriocepção, seriam codificados ao longo do mesmo nervo. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 9. Eletroterapia • Teoria de padronização da modulação da dor • Segundo essa teoria, não existem receptores especializados na pele. • Ao contrário, um único nervo “genérico” responde de maneira diferente a cada tipo de sensação, criando um impulso codificado de forma única, formado por um padrão espaço-temporal, que envolve a frequência e o padrão de transmissão do nervo. • A distância entre os impulsos do nervo (espaço) compreende a codificação espacial. • A frequência da transmissão refere-se ao componente temporal. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 10. Eletroterapia • Teorias contemporâneas sobre o controle da dor • Embora refutadas as teorias da especificidade e da padronização da dor, forneceram alguns princípios ainda em vigor nas teorias contemporâneas de modulação da dor. • Essas duas teorias e mais descobertas em pesquisas adicionais, formam hoje a base da atual perspectiva da transmissão e modulação da dor. • Ainda há muito o que estudar e aprender antes que os mecanismos precisos da transmissão e percepção da dor sejam elucidados. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 11. Eletroterapia • Teoria da comporta de controle da modulação da dor • Melzak e Wall incorporaram características da especialização fisiológica do receptor (teoria da especificidade) e a codificação do espaço temporal dos potenciais de ação (teoria da padronização) e incluíram a fisiologia do mecanismo espinhal e do controle central sobre o impulso aferente. • A teoria da comporta de controle da modulação da dor implica em que um estímulo não doloroso pode bloquear a ação de um estímulo nocivo. • A informação sensorial entra no portão espinhal localizado no corno dorsal da medula espinhal por meio das fibras A-Β grandes, rápidas e mielinizadas. Os impulsos dolorosos entram pelo portão por meio das fibras C e A-Δ mais lentas e de pequeno diâmetro. • Os interneurônios provenientes de cada um desses tratos se projetam na substância gelatinosa (SG) (localizada nas lâminas I e II) e depois, a partir da SG, afetam a célula T. A atividade ao longo das fibras A-Β rápidas estimula a SG a exercer uma influência inibitória sobre os impulsos dolorosos que são conduzidos no trato da dor. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 12. Eletroterapia • O diagrama esquemático ao lado nos mostra quando o impulso somático é submetido ao controle modulador do portão. • Fibras eferentes descendentes, depois da estimulação do cérebro, ativam o mecanismo de controle central. • O mecanismo de disparo tem profunda influência sobre o portão e afeta a atividade aferente nos níveis sinápticos iniciais do sistema somático. • O conceito dos portões de Melzak e Wall, é atualmente reconhecido como a principal base da teoria da dor. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 13. Eletroterapia • Teoria dos níveis de controle da dor • A teoria das comportas medulares contribuiu para uma nova geração de pesquisas do controle da dor. • Uma das áreas de estudo focaliza os níveis do S.N.C. nos quais ocorre o controle da dor. • A percepção dolorosa é desmembrada em duas categorias distintas: • 1ª Limiar da dor • 2ª Tolerância à dor • O Limiar da dor é o nível necessário para que um estímulo nocivo alerte o indivíduo sobre uma ameaça ao tecido. • A tolerância à dor é uma medida de quanta dor uma pessoa pode suportar Cap2: Fisiologia e psicologia da dor Nível Espinhal Teoria Estímulos Ativadores Eventos Fisiológicos I Inibição pré-sináptica Estimulação sensorial das fibras A-Β Extensão do pulso/duração da fase 75µs Interneurônios de encefalina bloqueiam a transmissão dos impulsos que passam pelas fibras C pequenas, dentro da célula T do corno dorsal II Inibição descendente Estimulação intensa (alta frequência) das fibras C Extensão do pulso/duração da fase 1000µs Mecanismos centrais comprometem a substância cinzenta periaqueductal e o núcleo da rafe, ativam influências descendentes ao longo do trato dorso lateral da medula espinhal III Modulação por Β-endorfina Estimulação motora nociva de baixa frequência (A-Δ) Extensão do pulso/duração da fase 250-300µs Ativa a célula do trato e a formação reticular, resultando na liberação de Β- endorfina proveniente da glândula pituitária anterior, provocando degeneração de prostaglandina e inibição do corno dorsal. Níveis Espinhais do Controle da Dor
  • 14. Eletroterapia • Na avaliação do modelo fisiológico da transmissão da dor, a tolerância à dor está associada com a comunicação do TPET, com o sistema límbico e o córtex. • Nessas estruturas ocorrem muitas interações sinápticas que podem auxiliar o indivíduo a determinar o máximo de estimulação nociva que ele pode tolerar. • A fisiologia da transmissão nociva e a tolerância à dor não estão correlaciondas. • Ex: Um atleta que relata sentir muita dor após uma lesão, pode ser capaz de suportá-la e continuar a participar por causa do elevado nível de tolerância à dor. • Outro atleta que tem uma baixa tolerância à dor pode, por outro lado, ser impedido de continuar devido a uma lesão bem menos agressiva que vai “proibí-lo” de exercer sua atividade. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 15. Eletroterapia • Fatores intrínsecos influenciam a percepção da dor. • Ex: pessoas extrovertidas expressam dor com mais frequência do que as introvertidas, porém essas últimas são mais sensíveis à dor. • Influencias sócios culturais. • Ex: “Garotos grande não choram”, as crianças, em geral, gravam em suas mentes que meninos não devem chorar, mas meninas sim. • Quando comparamos a resposta dolorosa entre sexos, a literatura indica que as mulheres têm limiares de dor e de tolerância à dor menores que os homens, conforme relatos de estudos epidemiológicos, experimentais e clínicos. • As mulheres também são mais propensas a uma variedade de tipos de dor recorrente, apresentam níveis mais altos de dor, dores mais frequentes e mais prolongadas que os homens. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 16. Eletroterapia • Embora esses estudos indiquem que existam diferenças entre os sexos quanto à tolerância e limiar de dor, não se sabe se essas diferenças são biológicas, psicológicas ou sócio-culturais. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 17. Eletroterapia • Avaliação da dor • A dor é uma expressão pessoal do que uma pessoa sente. • É baseada em um processo discriminativo, eficaz e avaliativo. • Portanto torna-se um desafio para o clínico. • Esse processo deve abranger avaliações subjetivas e objetivas para documentar adequadamente o nível e a magnitude da dor do paciente. • Escala Visual analógica Cap2: Fisiologia e psicologia da dor Avaliação subjetiva da dor Onde você sente dor? Quando sua dor começou? Qual é a duração da sua dor? Você já sentiu essa dor antes? Você consegue descrever a dor? A dor está melhorando ou piorando? A dor aumenta quando faz exercícios? Você sente mais dor após o exercício? Você sente dor à noite?
  • 18. Eletroterapia • Questionário de McGill • Esse instrumento consiste geralmente em três partes: • 1ª é usada para localizar a área da dor e identificar se a fonte é percebida superficial, interna ou ambas. • 2ª incorpora a E.V.A, descrita anteriormente. • 3ª Compreende o Índice de Classificação da Dor, uma coleção de 76 palavras agrupadas em 20 categorias. • O paciente pode marcar apenas uma palavra de cada categoria. • Mas as categorias não necessitam necessariamente ser utilizadas. • As palavras dos grupos 1 a 10 são de natureza somática relacionadas com a fisiologia da dor. • As palavras dos grupos 11 a 15 são afetivas e as do grupo 16 avaliativas. • As palavras dos grupos 17 a 20 são uma mistura de palavras apenas empregadas na contagem. • Para fazer a contagem do Q.M.D, o clínico apenas soma o número total de palavras escolhidas, máximo de 20 (uma para cada categoria). • O nível da intensidade da dor é determinado fixando um valor para cada palavra dentro da categoria pela ordem sequêncial (a 1ª vale 1 a 2º vale 2 e assim por diante). • O Q.M.D demora mais (aproximadamente 10min) para ser realizado do que a E.V.A, mas pode ser uma ferramenta útil na avaliação objetiva da dor. • Geralmente o Q.M.D é utilizado durante a primeira avaliação, havendo certa controvérsia sobre sua utilidade nas visitas subsequentes. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 19. Eletroterapia Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 20. Eletroterapia • Teste do torniquete de Esforço Submáximo • O T.T.E.S é realizado inflando-se o manguito do esfignomanômetro acima da pressão arterial sistólica, no braço do paciente em posição elevada. • Feito isso pede-se que o paciente abra e feche a mão ou faça movimentos rítmicos de mão ou punho. Um dinamômetro ou um metrônomo de medição de força da mão podem ser utilizados para padronização. • O paciente deve continuar abrindo e fechando a mão ou fazendo movimentos de punho até que a sensação de cãibra que ele sentir “seja equivalente” à dor da patologia original. • A medida objetiva registrada é o tempo decorrido entre o ínicio do teste até o aparecimento da dor equivalente. • O T.T.E.S pode ser repetido em cada sessão de tratamento para medir o progresso do tratamento, sendo eficaz na “comparação” de todos os tipos de dor. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 21. Eletroterapia • Efeito Placebo • Placebo, deriva do latim, do verbo “placere”, que significa “agradar”. • É um termo utilizado para descrever a redução da dor obtida por meio de mecanismos não relacionados com os efeitos fisiológicos do tratamento. • O efeito placebo está ligado a um mecanismo psicológico, ocorre redução da dor, se o paciente acredita que o paciente é benéfico. • O efeito placebo é tão poderoso que em uma pesquisa, pacientes receberam pílulas de açúcar, mas foram informados que estavam tomando medicação específica, exibiram efeitos colaterais da medicação. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 22. Eletroterapia • Dor referida • Muitas vezes os clínicos se deparam com um paciente que se queixa de dor em uma área que não tem sinais de lesão. • Este fenômeno, conhecido como dor referida, pode ser descrito como um erro do cérebro em localizar a fonte do estímulo nocivo ou uma dor “deslocada”. • Pode ocorrer pela divisão das fibras de dor em várias ramificações dentro da medula espinhal. • Algumas dessas ramificações fazem contato com outras ramificações que transmitem apenas impulsos dolorosos e o resto se conecta com vias nervosas sensoriais que partem da pele. • Nesse cruzamento de ramificações os sinais se misturam, fazendo com que o cérebro interprete erradamente a verdadeira fonte de dor. • Ex: O pinçamento de um nervo provoca sensação de queimadura e de dor que se irradia a partir da coluna vertebral. Embora a lesão tenha ocorrido próxima a medula espinhal, a pessoa refere dores no braço, perna ou tronco (dependendo da localização da raiz do nervo atingido). Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 23. Eletroterapia • Pontos-gatilho • São áreas com hipersensibilidade dentro de músculos ou tecido conjuntivo. • Esse nome foi cunhado devido a pressão sobre esses pontos causar o “disparo” da dor referida. • Esse tipo de dor não segue os padrões normais de distribuição sensorial como os dos dermátomos e a sensação é percebida em uma área diferente da localização verdadeira do ponto-gatilho. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 25. Eletroterapia • Dor crônica • É a que se prolonga além do curso normal de uma lesão ou de uma doença. • Período de tempo (seis meses após a lesão). • A dor dita as vidas dos portadores de síndromes dolorosas crônicas. • Nesses casos a dor não é mais um sintoma e sim um doença em si. • A comporta medular permanece aberta em consequência de um desequilíbrio entre os estímulos que chegam ao portão e o estímulo aceito das fibras A-Β (grandes e não dolorosas) é menor que o estímulo aceito das fibras A-Δ e C (pequenas e dolorosas). • Com isso os esquemas de tratamento para dores agudas são ineficazes e quase sempre contra-indicados. • Os exercícios físicos podem aumentar o nível de endorfina, ajundando a reduzir a dor crônica. • Ficar atento para patologia de base avançada, é importante nesses casos a orientação de um clínico especializado. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor Características da dor crônica Sintomas duram mais que 6 meses Poucos achados médicos objetivos Abuso de medicamento Dificuldade para dormir Depressão Comportamento manipulador Preocupação somática
  • 26. Eletroterapia • Técnicas de manipulação da dor. • Podem ser físicas, comportamentais ou cognitivas. • Profissionais de saúde utilizam mais os meios físicos, empregando recursos terapêuticos. • Meios físicos para controle da dor: - Térmicos - Elétricos Fisioterapeuta - Mecânicos - Medicamentos - Cirurgias Médico Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 27. Eletroterapia • Técnicas de manipulação da dor. • A diminuição da ansiedade do paciente em relação a lesão é fundamental no contexto do tratamento. • A simples explicação objetiva sobre os efeitos e sensações do tratamento podem desviar a atenção do paciente em relação à dor. • A boa comunicação com o paciente diminuirá seu medo do desconhecido. • Equipamentos como: Fones de ouvido, televisão, revistas, livros ou qualquer estratégia semelhante desvia a atenção do paciente em relação a sua dor ou ao desconforto do tratamento. Cap2: Fisiologia e psicologia da dor
  • 28. Referências Bibliográficas aula 4 • MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/ • Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001. • Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In: Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford: Butterworth-Heinemann; 2000. • Orbach, I: Dissociação da dor física e suicídio: Hipótese “o comportamento suicida e a ameça a vida” 24:68, 1994. • Roeser, WM, et all: O uso da neuroestimulação transcutânea para o controle da dor em medicina esportiva. Am J Sports Med 4:210, 1976. Via Crucis “Dolorosa”