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Episódio do Velho do
Restelo
Estrutura externa
– canto IV (94-104)
Estrutura interna
- Reinado de D. Manuel
- Após os preparativos
da viagem
- Despedida de Belém
O episódio é constituído por duas
partes:
1- apresentação da personagem ( est.
94)
11- discurso do Velho do Restelo
(est. 95 a 104).
1- Caracterização
do Velho do Restelo
- a idade ("velho"),
- o aspecto respeitável ("aspeito venerando"),
- a atitude de descontentamento ("meneando
a
cabeça, descontente"),
- a voz solene e audível ("A voz pesada”)
- a sabedoria resultante da experiência de vida
(“Cum saber de experiências feito; experto
peito”)
11- Discurso do Velho
a) Primeira parte (est. 95-97)
- condena o envolvimento do país na
aventura dos descobrimentos
b) Segunda parte (est. 98-101)
- propõe uma alternativa à geração de
Adão: o Norte de África.
c)Terceira parte (est.102-104)
- recorda figuras míticas do passado
que representam a ambição
a) Visão negativa dos descobrimentos
Causas da aventura marítima
« -"vã cobiça", “glória de
mandar”,"vaidade",
« - "fraudulento gosto", “inquietação de
alma”, “digna de infames vitupérios"
« - "Fama", "honra",“chamam-te ilustre,
chamam-te subida",
« - “chamam-te Fama e Glória
soberana"
“Nomes com quem se o povo néscio engana".
Consequências da aventura marítima:
- mortes, perigos, tormentas,
- crueldades, desamparo das
famílias,
- adultérios, desastres,
- empobrecimento material,
- destruição de fazendas e impérios.
b) Razões para uma alternativa
- religiosa ("Se tu pola Lei de Cristo só
pelejas?"),
- material ("Se terras e riquezas mais
desejas?"),
- militar ("Se queres por vitórias ser louvado?").
Novas consequências maléficas
- fortalecimento do inimigo ("Deixas criar às
portas o inimigo")
- despovoamento e enfraquecimento do reino.
c)- Exemplificação através de figuras míticas
- o inventor da navegação à vela - "o primeiro
que, no mundo, / Nas ondas vela pôs em seco
lenho!".
- Prometeu, criador da espécie humana -"Fogo
que o mundo em armas acendeu”.
- Os casos de Faetonte e Ícaro, “Não cometera o
moço miserando e o grande arquitector co filho”
MALDITOS / SE ACABE O NOME E GLÓRIA
Síntese do desejo desmedido
de ultrapassar os limites:
“Nenhum cometimento alto e nefando
Por fogo, ferro, água, calma e frio,
Deixa intentado a humana geração.
Mísera sorte! Estranha condição!”
Simbologia
do Velho do Restelo
O que representa este Velho?
- a voz do bom senso
- contrária à viagem para a Índia
- opção pela ligação à terra-mãe
- voz do próprio Camões
- o poeta humanista
- o plano da sabedoria
- tese (antítese) a que a epopeia se contrapõe
- lealdade ao Rei e à pátria (amor da pátria)
- procura de um ideal (Ilha dos Amores)

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  • 1. Episódio do Velho do Restelo Estrutura externa – canto IV (94-104) Estrutura interna - Reinado de D. Manuel - Após os preparativos da viagem - Despedida de Belém
  • 2. O episódio é constituído por duas partes: 1- apresentação da personagem ( est. 94) 11- discurso do Velho do Restelo (est. 95 a 104).
  • 3. 1- Caracterização do Velho do Restelo - a idade ("velho"), - o aspecto respeitável ("aspeito venerando"), - a atitude de descontentamento ("meneando a cabeça, descontente"), - a voz solene e audível ("A voz pesada”) - a sabedoria resultante da experiência de vida (“Cum saber de experiências feito; experto peito”)
  • 4. 11- Discurso do Velho a) Primeira parte (est. 95-97) - condena o envolvimento do país na aventura dos descobrimentos b) Segunda parte (est. 98-101) - propõe uma alternativa à geração de Adão: o Norte de África. c)Terceira parte (est.102-104) - recorda figuras míticas do passado que representam a ambição
  • 5. a) Visão negativa dos descobrimentos Causas da aventura marítima « -"vã cobiça", “glória de mandar”,"vaidade", « - "fraudulento gosto", “inquietação de alma”, “digna de infames vitupérios" « - "Fama", "honra",“chamam-te ilustre, chamam-te subida", « - “chamam-te Fama e Glória soberana" “Nomes com quem se o povo néscio engana".
  • 6. Consequências da aventura marítima: - mortes, perigos, tormentas, - crueldades, desamparo das famílias, - adultérios, desastres, - empobrecimento material, - destruição de fazendas e impérios.
  • 7. b) Razões para uma alternativa - religiosa ("Se tu pola Lei de Cristo só pelejas?"), - material ("Se terras e riquezas mais desejas?"), - militar ("Se queres por vitórias ser louvado?"). Novas consequências maléficas - fortalecimento do inimigo ("Deixas criar às portas o inimigo") - despovoamento e enfraquecimento do reino.
  • 8. c)- Exemplificação através de figuras míticas - o inventor da navegação à vela - "o primeiro que, no mundo, / Nas ondas vela pôs em seco lenho!". - Prometeu, criador da espécie humana -"Fogo que o mundo em armas acendeu”. - Os casos de Faetonte e Ícaro, “Não cometera o moço miserando e o grande arquitector co filho” MALDITOS / SE ACABE O NOME E GLÓRIA
  • 9. Síntese do desejo desmedido de ultrapassar os limites: “Nenhum cometimento alto e nefando Por fogo, ferro, água, calma e frio, Deixa intentado a humana geração. Mísera sorte! Estranha condição!”
  • 11. O que representa este Velho? - a voz do bom senso - contrária à viagem para a Índia - opção pela ligação à terra-mãe - voz do próprio Camões - o poeta humanista - o plano da sabedoria - tese (antítese) a que a epopeia se contrapõe - lealdade ao Rei e à pátria (amor da pátria) - procura de um ideal (Ilha dos Amores)