Trabalho sindrome de down

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Apresentação do seminário de Tecnologias assistivas

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Trabalho sindrome de down

  1. 1. Seminário sobreSeminário sobreSíndrome de DownSíndrome de Down
  2. 2. “Olá,Eu sou João Pedro, tenho 12 anos e estudo na escolaSESI – Nova Friburgo. Adoro ir para a escola porquelá aprendo muitas coisas, eu gosto de escrever sobreos bichos. Vou confessar que não gosto dematemática, como é difícil essa matéria e aí eu tenhoque estudar muito, mas muito mesmo para conseguiraprender e alguns colegas da turma me ajudam.Na verdade eu sou um garoto como tantos outros daescola, mas algumas pessoas me acham diferente.É... eu sou diferente, todo mundo é diferente.Mas acho que eu sou diferente porque eu tenhoSINDROME DE DOWN.”
  3. 3. “Eu tenho uma grande paixão e me dedico a ela todos os dias. Treino firmeporque quero, quando crescer , ser igual ao meu maior ídolo:o BRENO VIOLAAdivinhou a minha paixão? Isso mesmo: o judô.”
  4. 4. “Eu já mudei de escolas várias vezes porque eu não me adaptava, mas essa aquié diferente.Essa é a Sueli, ela é a minha professora.”“Eu sou a professora de João e confesso a vocêsque, quando minha Coordenadora Pedagógica mechamou em sua sala para avisar que iria receberum aluno com Síndrome de Down, fiquei emchoque.Eu já tinha 15 anos de sala de aula, mas nuncahavia trabalhado com uma criança portadora denecessidades especiais. Na hora, a única coisaque consegui foi pedir que me desse alguns diaspara preparar a sua chegada. E, naquela noite, eunem dormi.Pensei, pensei...
  5. 5. Comecei a estudar sobre a Síndrome de Down, suas características e descobrique eles apresentam uma deficiência intelectual e têm dificuldades deconcentração e, assim, precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicase regras. Eu precisava buscar formas criativas para estimulá-lo.Então, fiz uma lista com as principais dificuldades e como superá-las:A aprendizagem se dá num ritmo mais lento.Devemos oferecer-lhe um maior número de experiências variadas para queaprenda o que o ensinamos;Fica cansado rapidamente, sua atenção não se mantém por um tempoprolongado.Inicialmente, devemos trabalhar durante curtos períodos de tempo, aumentando-os pouco a pouco;Às vezes, não se interessa pela atividade, ou se interessa por pouco tempo.Devemos motivá-lo com alegria e com objetos chamativos e variados para que seinteresse pela atividade;
  6. 6.  Muitas vezes, não consegue realizar a atividade sozinho.Devemos ajudá-lo e guiá-lo apenas com o necessário para que realize a atividade,até que consiga fazê-la sozinho; A curiosidade para conhecer e explorar o que está à sua volta é limitada.Devemos despertar nele o interesse pelos objetos e pessoas que o rodeiam, nosaproximando e mostrando elementos agradáveis e chamativos; É difícil para ele se lembrar do que já fez e do que aprendeu.Devemos repetir muitas vezes as tarefas já realizadas, para que se lembrem decomo fazê-las e para que servem; Não se organiza para aprender sobre os acontecimentos da vida diária.Devemos ajudá-lo sempre a aproveitar todos os fatos que ocorrem ao seu redor, bemcomo lembrá-lo de sua utilidade, relacionando os conceitos com o que foi aprendidona sala de aula; É mais lento ao responder.Devemos sempre esperar com paciência e ajudá-lo, estimulando-o ao mesmo tempopara que responda cada vez mais rapidamente;
  7. 7.  Não costuma inventar ou procurar situações novas.Devemos conduzi-lo a explorar situações novas, a ter iniciativas; Tem dificuldades em solucionar novos problemas , mesmo que sejamsemelhantes a outros vividos no passado.Devemos trabalhar permanentemente, dando-lhe oportunidades de resolversituações da vida diária, sem anteciparmos nem responder em seu lugar; Consegue aprender melhor quando foi bem sucedido em situaçõesanteriores.Devemos saber em que ordem devemos ensiná-lo, oferecendo muitasoportunidades de sucess, apresentando situações que são possíveis para oaluno e aumentando progressivamente o grau de dificuldade; Quando conhece imediatamente o resultado positivo de sua atividade, seinteressa mais em seguir colaborando
  8. 8.  Devemos dizer-lhe sempre o quanto se esforçou, o quanto já alcançou,animando-o pelo sucesso já alcançado. Assim, é possível que ele seinteresse mais pela atividade e aguente trabalhar por mais tempo; Quando participa ativamente da tarefa, aprende melhor e se esquecemenos.Devemos planejar atividades em que ele intervenha ou atue comosujeito principal.
  9. 9. Aos poucos, fui ficando mais calma e vendo que era possível e que muitas coisasque eu precisava fazer para ajudar o João iriam contribuir para todo o grupo.Mexe dali, estuda daqui, encontrei um livro que me ajudou muito, ele foi escritopor um grupo de jovens da Carpe Diem. Eles vêm batalhando por uma maiorparticipação e visibilidade social há um bom tempo.Clique naimagem paravisualizar olivro
  10. 10. CliqueOsautores
  11. 11. Para a chegada do João na escola, foi necessário preparar a turmatrazendo mais informações e algumas dinâmicas.Informei aos alunos que eles fariam a leitura da história de umgarotinho que era bem diferente dos outros na escola.Então entreguei o livro de Literatura: "Meu amigo down: na escola"(Autora: "Cláudia Werneck/ Ilustrações: Ana Paula) para os alunoslêrem sentados em uma roda.Clique naimagem paravisualizar olivro
  12. 12. Conversei com os alunos a respeito da história lida, dirigindo as seguintesperguntas:- Por que esse amigo era diferente dos outros? (Porque ele tinha síndrome dedown)- Você conhece alguém como esse novo amigo? (Resposta pessoal)-Como você se relaciona com esse amigo? Você brinca com ele? (Respostapessoal, respondida apenas se algum aluno tiver um amigo ou conhecido comessa síndrome)- O amigo “down” era parecido com as outras crianças? (Sim)- Em quais aspectos ele era parecido? (Ele gostava de brincar, corria bem,nadava na piscina, recortava, às vezes errava no dever como outros amigos,ficava doente e tomava remédios iguais, dentre outras coisas.)
  13. 13. - Por que vocês acham que os pais do menino da escola e outros pais ficarampreocupados? (Porque eles achavam que um amigo diferente na sala iriaprejudicar o filho deles, eles tinham preconceito por não conhecer a síndrome)- Em sua opinião, os pais estavam certos de estarem preocupados? (O alunodeverá reconhecer que os pais não estavam certos, pois o amigo “down” eraum garoto como outro qualquer e merecia respeito)-Por que vocês acham que os pais ficaram amigos do amigo “down” também?(Porque eles entenderam que ele era diferente como qualquer outro amigo)- Como devemos tratar um amigo com síndrome de down? (Devemos tratarcom respeito, assim como devemos tratar qualquer outro amigo)
  14. 14. Nesse momento, ouvi as respostas dos alunos, conduzindo as discussões elevando-os a reconhecer que uma criança, ou pessoa com síndrome de down, éapenas diferente, merecendo respeito, apoio e carinho.Para complementar a discussão realizada, apresentei o seguinte vídeo para osalunos:NuncaSubestime umSíndrome deDownCliqueDepois desse momento com a turma, pensei de que forma poderia potencializaro processo de aprendizagem do João. Foi quando lembrei das tecnologiasassistivas e realizei uma pesquisa .Clique
  15. 15. Durante a pesquisa, encontrei algumas tecnologias assistivas voltadaspara os portadores de Síndrome de Down que poderiam oportunizarinterações diversas na aprendizagem de João Pedro.Encontrei um software gratuito, desenvolvido pelos alunos da Universidadede Brasília (UnB), que ajuda na alfabetização de pessoas com deficiênciaintelectual.Também tomei conhecimento sobre o software conhecido como PAPADO,que aborda conceitos matemáticos ensinados no 1º ano do ensinofundamental de forma lúdica e criativa.CliqueDownload do software clique aqui!Download do software clique aqui!Outra ferramenta que me chamou muita atenção foi o softwareinterativo Downex que visa auxiliar a alfabetização de crianças eadolescentes com síndrome de Down.”CliqueAcesse osoftware onlineclique aqui!
  16. 16. Eu sei que o dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome deDownNeste ano, a ONU discute direito ao trabalho de pessoas com Síndrome deDownClique naimagem paravisualizar ovídeo
  17. 17. “Eu quero fazer muitas coisas.Eu quero lutar, ganhar medalhas, namorar, trabalhar.”
  18. 18. Grupo Alexander Filgueira Alves Ana Lúcia de Souza Dallia Bruno Almeida Teixeira Cintia Souza Sena dos Santos Vinicius Santiago Martins
  19. 19. Bibliografiahttp://drauziovarella.com.br/crianca-2/sindrome-de-down/http://globotv.globo.com/rede-globo/corujao-do-esporte/v/judoca-com-sindrome-de-down-supera-preconceitos-vira-faixa-preta-e-agradece-apoio-da-mae/1944305/http://www.movimentodown.org.br/sindrome-de-down/caracteristicas/http://www.movimentodown.org.br/2013/01/formas-criativas-para-estimular-a-mente-de-alunos-com-deficiencia/http://www.fsdown.org.br/forum/conteudo/Ana%20Beatriz%20Paiva.pdfhttp://www.youtube.com/embed/bOZ75Szd8gc?autoplay=1&hd=1http://www.dfdown.org.br/dfdown/index.php/todas-os-artigos/201-dia-internacional-sd.html?catid=9:noticiashttp://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/03/onu-discute-direito-ao-trabalho-de-pessoas-com-sindrome-de-down.htmlhttp://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/onu-comemora-dia-mundial-da-sindrome-de-down/2473236/http://www.youtube.com/embed/mg_NMCETiHc?autoplay=1&hd=1http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=20450

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