Prefeitura Municipal de Paracatu
Secretaria Municipal de Saúde
PROTOCOLO ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM DO
PROGRAMA DE SAÚDE D...
LISTA DE TABELAS
TABELA 01 Situações de risco para a saúde da criança.......................... 24
TABELA 02
Frequência re...
LISTA DE QUADROS
QUADRO 1 Atividades dos diferentes níveis de atenção em saúde no
manejo operacional das IST.................
QUADRO 19 Avaliação da hidratação........................................................ 44
QUADRO 20 Sinais e sintomas d...
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 Locais de aplicação...............................................................
68
FIGURA 2 M...
LISTA DE FLUXOGRAMAS
FLUXOGRAMA 1 Acolhimento e atendimento a criança no serviço de
saúde....................................
LISTA DE GRÁFICOS
GRAFICO 1 Peso x idade e estatura x idade/ Sexo masculino........ 138
GRAFICO 2 Peso x idade e estatura ...
SUMARIO
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 12
2. ...
3.18 Doença respiratória aguda......................................................................... 48
3.19 Febre........
5.7 Consulta de Enfermagem para Estratificação do Risco
Cardiovascular.......................................................
7.6 Atribuições comuns a todos os profissionais de saúde......................... 113
7.7 Atribuições do profissional enfe...
12
1. INTRODUÇÃO
O protocolo de enfermagem na Atenção Básica, no âmbito da secretaria
municipal de saúde de Paracatu – Min...
13
2. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA AS INFECÇÕES SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS (ISTS)
A terminologia Infecções Sexualmente Transmi...
14
QUADRO 1 - Atividades dos diferentes níveis de atenção em saúde no manejo
operacional das IST
2.1Abordagem Integral do ...
15
8. Utilizar a abordagem sindrômica na assistência ao portador de DST,
levando em conta o contexto pessoal, familiar e s...
16
3. Realizar aconselhamento para:
a) A testagem para o HIV (anti-HIV) e sífilis (VDRL).
b) A adesão ao tratamento.
c) A ...
17
• Edema vulvar;
• Fissuras e maceração da vulva;
• Placas brancas ou branco-acinzentadas, recobrindo a vagina e colo
ut...
18
QUADRO 2 - Tratamento para corrimento vaginal
2.6Vaginose Bacteriana
É caracterizada por um desequilíbrio da flora vagi...
19
QUADRO 3 – Tratamento para Vaginose Bacteriana
2.7Tricomoníase
É uma infecção causada pela Trichomonasvaginalis, um pro...
20
QUADRO 4 – Tratamento para Tricomoníase
3 PROTOCOLO DE ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA
3.1O Acolhimento
A organização do atendimento a criança deve ser iniciado pela c...
22
3.2Visita Domiciliar do Enfermeiro ao Recém-Nascido e sua Família
Objetivos:
• Observar as relações familiares;
• Facil...
23
3.3Classificação de Risco da Criança
Algumas condições da população infantil configuram-se como situações
de risco e im...
24
3.4Ações do Quinto Dia
A família deve ser bem acolhida e bem orientada. Como ações neste dia
estão previstas:
• Preench...
25
• Fontanela abaulada;
• Secreção purulenta no ouvido;
• Eritema ou secreção purulenta no
umbigo;
• Pústulas na pele;
• ...
26
3.5A Primeira Consulta de Enfermagem da Criança
Roteiro para a anamnese:
• Identificação: nome, naturalidade, procedênc...
27
O exame físico deve sempre ser detalhado. Observar hipoatividade ou
abatimento da criança, irritabilidade ou choro exce...
28
QUADRO 8 – Tópicos do exame físico na primeira consulta do recém-nascido
29
30
31
32
Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM): através dos
marcos de desenvolvimento e da avaliação dos reflexos:...
33
Observação:todos esses reflexos respondem as condições de
maturidade dos centros nervosos e devem ser anotados. No caso...
34
TABELA 4 - Evolução do perímetro cefálico esperado do 1º ao 2º ano de vida
1º e 2º mês de vida:2 cm por mês; 5º ao 12º ...
35
3.6 Desenvolvimento pôndero-estatural (DPE)
Registrar a aferição de peso e estatura na Caderneta da Criança, para
garan...
36
3.8 Curvas de crescimento para o recém-nascido prematuro
Existem curvas específicas para o recém nascido prematuro, mas...
37
3.10 Profilaxia medicamentosa
Sulfato ferroso:A faixa etária a ser atendida bem como as respectivas
condutas e interven...
38
do leite de vaca, predispondo-os ao surgimento de doenças alérgicas e
de micro-hemorragias na mucosa intestinal, o que ...
39
• Deverá ser oferecida a partir do 6º mês de vida;
QUADRO 11 - Esquema alimentar para crianças amamentadas
QUADRO 12 - ...
40
botulinum, risco que existe principalmente devido à deficiência de
fiscalização nas propriedades produtoras do mel in n...
41
3.12 Patologias mais comuns na infância
QUADRO 15 - Patologias mais comuns na infância
PROBLEMA CONDUTA
Obstrução nasal...
42
primeiro ano de vida recomenda-se o índice peso/idade, pois suas alterações
estão relacionadas a desnutrição e patologi...
43
QUADRO 17 – Tipos de Diarreia
Fonte: Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento.. Brasília: Ministério
da saúde,20...
44
QUADRO 19 - Avaliação da hidratação
SEM
DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
(presença de 2 dos sinais abaixo)
DESIDRATAÇÃO GRAVE
...
45
• Usuários em desidratação leve ( com perdas de 3 a 5 % do peso
corporal) deve ingerir 50 ml/kg de TRO mais as perdas a...
• Discutir com a comunidade sobre medidas preventivas de doenças
diarréicas (saneamento básico, higiene pessoal e de utens...
47
3.15 Anemiaferropriva
A anemia se caracteriza por uma concentração de hemoglobina
abaixo do normal para pessoas de mesm...
48
3.17 Consulta de enfermagem
1. Anamnese cuidadosa, abordando sobre sinais e sintomas, perguntar
sobre a realização de e...
49
QUADRO 20 - Sinais e sintomas de alerta
Dispneia/ apneia/ insuficiência
respiratória;
Agitação;
Edema, desidratação; Co...
• Se tosse orientar a inalação com 3 a 5 ml de soro fisiológico a 0,9% três vezes
ao dia, para auxiliar na expectoração.
F...
51
• Observar sinais de risco como letargia, dispnéia, vômito em grande quantidade
e em poucos intervalos, rigidez de nuca...
52
QUADRO 21 – Cuidados para garantir a segurança das crianças, a fim
de evitar acidentes
53
54
55
3.22 Situações de violência
FLUXOGRAMA 4 - Tipos De Violência
MINISTÉRIO DA SAÚDE.Linha de Cuidado para a Atenção Integ...
56
Atraso no desenvolvimento; perdas ou regressão de
etapas atingidas
Dificuldades na amamentação, podendo chegar a
recusa...
57
MINISTÉRIO DA SAÚDE.Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas
Famílias em Situa...
58
3.23 Obesidade na infância
A importância da prevenção da obesidade na infância decorre da
associação da obesidade com d...
59
Lactentes: estimular atividades práticas, como rolar, engatinhar,
andar.
Pré-escolares: passeios ao ar livre, andar de ...
60
4 PROTOCOLO DE ASSISTENCIA A PORTADORES DE DIABETES
MELLITUS
Diabetes é um estado de intolerância à glicose, resultando...
61
história familiar positiva é frequente. Pode necessitar de insulina para controle
da hiperglicemia ao longo do tratamen...
62
4.3 Avaliação Clínica da Enfermagem
O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) é normalmente realizado a partir
da dosagem...
63
Recomenda – se que o risco cardiovascular seja avaliado por meio do escore
de risco global:
QUADRO 24 – Critérios de id...
64
TABELA 7 – Atribuições de Pontos de Acordo com o Risco Cardiovascular Global
para Mulheres
TABELA 8 – Risco cardiovascu...
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TABELA 9 – Atribuição de pontos de acordo com risco cardiovascular global:
para homens
TABELA 10 – Risco cardiovascular...
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4.4 Fatores agravantes
Nos indivíduos de risco intermediário devem-se utilizar os fatores
agravantes (Tabela VIII), que...
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4.6 Locais de aplicação
As aplicações diárias de insulina devem ser realizadas no tecido
subcutâneo (figura 1). As regi...
68
A prática de esportes aumenta o fluxo sanguíneo e, consequentemente,
a absorção torna-se mais rápida. Portanto, é desac...
69
• Retire o protetor da agulha. Injete essa quantidade de ar dentro do frasco,
pressionando o êmbolo da seringa.Para sua...
70
• Inverta o frasco de insulina e retire lentamente a agulha prevenindo
desperdícios. Se a aplicação não for imediata, r...
71
4.8 Cuidados no armazenamento e transporte de insulina
• Não expor a insulina ao sol ou ao calor excessivo.
• Não armaz...
72
4.10 Complicações Crônicas do Diabetes Passíveis de Intervenção da
Enfermagem
Tipo de Neuropatias:
• Polineuropatia sim...
73
• Avaliação da sensibilidade, reflexos, força e marcha.
FIGURA 09 – Técnica de aplicação do monofilamento e pontos que ...
74
• Para o diabético não insulino-dependente, o número de refeições pode ser
menos rígido. Normalmente, propõe-se quatro/...
75
5. Solicitar durante a consulta de enfermagem, exames mínimos estabelecidos
para avaliação inicial.
6. Administrar a in...
76
• Percepção do cliente frente à patologia, tratamento e autocuidado;
Relizar Exame físico:
• Aparência pessoal;
• Altur...
77
• Estimular o seguimento do tratamento (Adesão) e o autocuidado em todos os
encontros com o cliente.
Implementação:
• P...
78
5. PROTOCOLO DE CONTROLE DE HIPERTENSÃO ARTERIAL
5.1 Diagnóstico
O diagnóstico consiste na média aritmética da PA maior...
Para a medida da CA, utiliza
no ponto médio entre o rebordo costal e a crista ilíaca, estando o indivíduo em
posição ortos...
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  1. 1. Prefeitura Municipal de Paracatu Secretaria Municipal de Saúde PROTOCOLO ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMILÍA DE PARACATU-MG. Paracatu-MG 2015
  2. 2. LISTA DE TABELAS TABELA 01 Situações de risco para a saúde da criança.......................... 24 TABELA 02 Frequência respiratória normal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)...................................................... 27 TABELA 03 Frequência cardíaca normal.................................................. 27 TABELA 04 Evolução do perímetro cefálico esperado do 1º ao 2º ano de vida................................................................................... 34 TABELA 05 Evolução do crescimento: (estatura)..................................... 35 TABELA 06 Condutas e intervenções quanto ao uso de sulfato ferroso.. 37 TABELA 07 Atribuições de Pontos de Acordo com o Risco Cardiovascular Global para Mulheres................................... 65 TABELA 08 Risco cardiovascular Global em 10 anos: para mulheres..... 65 TABELA 09 Atribuição de pontos de acordo com risco cardiovascular global: para homens.............................................................. 66 TABELA 10 Risco cardiovascular global em 10 anos: para homens........ 66 TABELA 11 Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual em maiores de 18 anos.............................................. 82 TABELA 12 Escore de Framingham revisado para homens..................... 85 TABELA 13 Estimativa de risco cardiovascular para homens.................. 86 TABELA 14 Escore de Framingham revisado para mulheres................... 87 TABELA 15 Estimativa de risco cardiovascular para mulheres................ 88
  3. 3. LISTA DE QUADROS QUADRO 1 Atividades dos diferentes níveis de atenção em saúde no manejo operacional das IST................................................... 14 QUADRO 2 Tratamento para corrimento vaginal....................................... 18 QUADRO 3 Tratamento para Vaginose Bacteriana................................... 19 QUADRO 4 Tratamento para Tricomoníase............................................... 20 QUADRO 5 Cuidados com o RN – Orientações durante as visitas domiciliares.............................................................................. 22 QUADRO 6 Situações de risco para a saúde da criança........................... 23 QUADRO 7 O calendário de acompanhamento ........................................ 25 QUADRO 8 Tópicos do exame físico na primeira consulta do recém- nascido.................................................................................... 28 QUADRO 9 Vigilância do desenvolvimento da criança de 0 a 9 anos........ 33 QUADRO 10 Volume e frequência da refeição láctea para crianças não amamentadas, de acordo com a idade................................... 38 QUADRO 11 Esquema alimentar para crianças amamentadas................... 39 QUADRO 12 Esquema alimentar para crianças não amamentadas............ 39 QUADRO 13 Grupo de alimentos................................................................. 39 QUADRO 14 10 Passos para alimentação saudável.................................... 40 QUADRO 15 Patologias mais comuns na infância....................................... 41 QUADRO 16 Rotina de atendimento............................................................ 42 QUADRO 17 Tipos de Diarreia..................................................................... 43 QUADRO 18 Exame físico............................................................................ 43
  4. 4. QUADRO 19 Avaliação da hidratação........................................................ 44 QUADRO 20 Sinais e sintomas de alerta.................................................... 49 QUADRO 21 Cuidados para garantir a segurança das crianças, a fim de evitar acidentes...................................................................... 52 QUADRO 22 Alterações comportamentais da criança e do adolescente em situações de violência...................................................... 55 QUADRO 23 Diferenças entre diabetes tipo 1 e tipo 2............................... 61 QUADRO 24 Critérios de identificação de pacientes com alto risco de eventos coronarianos. .......................................................... 63 QUADRO 25 Fatores agravantes de risco.................................................. 66 QUADRO 26 Classificação do índice de Massa Corporal........................... 78 QUADRO 27 Fontes Alimentares de Maior Teor de Sódio......................... 79 QUADRO 28 Condições nas quais crianças menores de 3 anos de idade devem ter a medida da pressão arterial aferida.................... 80 QUADRO 29 Estratos e critérios para estratificação da hipertensão arterial sistêmica, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais......................................................... 83 QUADRO 30 Avaliação dos exames subsidiários e comentários relevantes.............................................................................. 90 QUADRO 31 Classificação dos Riscos ao Adolescente............................. 127 QUADRO 32 Objetivos da Consulta de Enfermagem................................. 129 QUADRO 33 Informações que devem ser contempladas na consulta do adolescente........................................................................... 130 QUADRO 34 Roteiro para a vacinação do adolescente............................. 132 QUADRO 35 Desenvolvimento puberal feminino – tabela de tanner.......... 134 QUADRO 36 Desenvolvimento puberal masculino – tabela de tanner....... 135 QUADRO 37 Abordagem da enfermagem nos transtornos alimentares..... 151
  5. 5. LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Locais de aplicação............................................................... 68 FIGURA 2 Misturando a Insulina............................................................. 69 FIGURA 3 Preparando a Seringa............................................................ 69 FIGURA 4 Injetando ar no frasco............................................................ 70 FIGURA 5 Aspirando a Insulina............................................................. 70 FIGURA 6 Retirando o ar........................................................................ 70 FIGURA 7 Retirando a Seringa para aplicação...................................... 71 FIGURA 8 Aplicação............................................................................... 71 FIGURA 9 Técnica de aplicação do monofilamento e pontos que devem ser testados............................................................... 74 FIGURA 10 Medida da circunferência abdominal..................................... 80
  6. 6. LISTA DE FLUXOGRAMAS FLUXOGRAMA 1 Acolhimento e atendimento a criança no serviço de saúde............................................................................ 21 FLUXOGRAMA 2 Criança com Diarréia e Desidratação............................. 47 FLUXOGRAMA 3 Atendimento a Criança com Queixa Respiratória........... 51 FLUXOGRAMA 4 Tipos De Violência.......................................................... 56 FLUXOGRAMA 5 Alvos potenciais para a prevenção da obesidade na infância e na adolescência............................................. 59 FLUXOGRAMA 6 Diabetes gestacional...................................................... 62 FLUXOGRAMA 7 Diagnóstico de gravidez................................................. 95 FLUXOGRAMA 8 Fluxo de atendimento ao adolescente............................ 128
  7. 7. LISTA DE GRÁFICOS GRAFICO 1 Peso x idade e estatura x idade/ Sexo masculino........ 138 GRAFICO 2 Peso x idade e estatura x idade/ Sexo feminino........... 139
  8. 8. SUMARIO 1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 12 2. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA AS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTS)............................................................................. 13 2.1 Abordagem Integral do Enfermeiro as Pessoas com IST na Unidade Básica de Saúde.......................................................................................... 14 2.2 Ações de Prevenção................................................................................... 15 2.3 Abordagem Sindrômica.............................................................................. 15 2.4 Abordagem no Corrimento Vaginal........................................................... 16 2.5 Candidíase Vulvovaginal............................................................................ 16 2.6 Vaginose Bacteriana................................................................................... 18 2.7 Tricomoníase............................................................................................... 19 3. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA....................... 21 2.8 O Acolhimento............................................................................................. 21 2.9 Visita Domiciliar do Enfermeiro ao Recém-Nascido e sua Família........ 22 2.10 Classificação de Risco da Criança............................................................ 23 2.11 Ações do Quinto Dia................................................................................... 24 2.12 A Primeira Consulta de Enfermagem da Criança..................................... 26 3.6 Desenvolvimento pôndero-estatural (DPE) 32 3.7 Exames de rotina........................................................................................ 35 3.8 Curvas de crescimento para o recém-nascido prematuro...................... 36 3.9 As consultas subsequentes....................................................................... 36 3.10 Profilaxia medicamentosa......................................................................... 37 3.11 Orientação alimentar................................................................................... 37 3.12 Patologias mais comuns na infância........................................................ 41 3.13 Desnutrição energética protéica - Atendimento à criança com desnutrição 41 3.14 Diarréia e desidratação .............................................................................. 42 3.15 Anemia ferropriva........................................................................................ 47 3.16 Parasitoses................................................................................................... 47 3.17 Consulta de enfermagem............................................................................ 48
  9. 9. 3.18 Doença respiratória aguda......................................................................... 48 3.19 Febre............................................................................................................. 50 3.20 Saúde bucal.................................................................................................. 51 3.21 Prevenções de Acidentes na Criança........................................................ 51 3.22 Situações de violência................................................................................ 55 3.23 Obesidade na infância................................................................................. 58 3.24 Serviços de referência para assistência à criança................................... 59 4. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA A PORTADORES DE DIABETES MELLITUS..................................................................................................... 60 4.1 Classificação da Diabetes Mellitus............................................................ 60 4.2 Diabetes gestacional................................................................................... 61 4.3 Avaliação Clínica da Enfermagem............................................................. 62 4.4 Fatores agravantes...................................................................................... 66 4.5 Armazenamento e aplicação de insulina................................................... 66 4.6 Locais de aplicação..................................................................................... 67 4.7 Técnica de aplicação de insulina com seringa......................................... 68 4.8 Cuidados no armazenamento e transporte de insulina........................... 71 4.9 Complicações do Diabetes......................................................................... 71 4.10 Complicações Crônicas do Diabetes Passíveis de Intervenção da Enfermagem................................................................................................. 72 4.11 Pé Diabético................................................................................................. 72 4.12 Orientações Básicas Preventivas.............................................................. 73 4.13 Avaliação nutricional................................................................................... 73 4.14 Atribuições e Competência do Enfermeiro............................................... 74 4.15 4.15 Consulta de Enfermagem no Programa de Diabetes....................... 75 5. PROTOCOLO DE CONTROLE DE HIPERTENSÃO ARTERIAL............... 78 5.1 Diagnóstico.................................................................................................. 78 5.2 Abordagem dos Fatores de Risco............................................................. 78 5.3 Rastreamento e Classificação.................................................................... 80 5.4 Classificação da hipertensão arterial sistêmica....................................... 81 5.5 Hipertensão em populações especiais 81 5.6 Consulta de Enfermagem para Acompanhamento da HAS..................... 82
  10. 10. 5.7 Consulta de Enfermagem para Estratificação do Risco Cardiovascular............................................................................................. 82 5.8 Passos da Consulta de Enfermagem......................................................... 88 5.9 Exames Laboratoriais Solicitados pelo Enfermeiro................................. 89 5.10 Linhas Gerais de Tratamento..................................................................... 91 5.11 Conduta de Enfermagem em Casos de Urgência e Emergência Hipertensiva................................................................................................. 93 6. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA MULHER......................... 94 6.1 Pré-Natal....................................................................................................... 94 6.2 Roteiro da primeira consulta........................................................................ 95 6.3 Exame Físico................................................................................................. 98 6.4 Exames complementares............................................................................. 98 6.5 Condutas...................................................................................................... 99 6.6 Roteiro das Consultas Subsequentes....................................................... 99 6.7 Controles maternos..................................................................................... 100 6.8 Controles fetais............................................................................................ 100 6.9 Condutas...................................................................................................... 101 6.10 Solicitação de exames complementares................................................... 101 6.11 Vacinação da Gestante............................................................................... 101 6.12 Fatores de Risco que Indicam Encaminhamento ao Pré-Natal de Alto Risco............................................................................................................. 102 6.13 Fatores de Risco que Indicam Encaminhamento a Urgência/Emergência Obstétrica............................................................... 103 6.14 Calendário de Consultas............................................................................. 103 6.15 Puerpério...................................................................................................... 103 6.16 Entrega de Resultado de Exame Citopatológico do Colo Uterino.......... 106 7. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA A TUBERCULOSE PULMONAR........... 110 7.1 Conduta Frente ao Sintomático Respiratório........................................... 110 7.2 Orientação para a coleta de escarro espontâneo na unidade de saúde e em domicílio.............................................................................................. 110 7.3 Orientação para o escarro induzido.......................................................... 112 7.4 Considerações gerais para a conservação e o armazenamento das amostras clínicas......................................................................................... 112 7.5 Interpretação do resultado do exame bacteriológico e conduta............ 113
  11. 11. 7.6 Atribuições comuns a todos os profissionais de saúde......................... 113 7.7 Atribuições do profissional enfermeiro..................................................... 114 7.8 Consulta de enfermagem........................................................................... 115 7.9 Visita domiciliar............................................................................................ 119 7.10 Atividades de educação em saúde............................................................. 121 7.11 Tratamento Diretamente Observado da tuberculose................................ 121 7.12 Administração do tratamento diretamente observado.............................. 123 7.13 Controle do tratamento diretamente observado........................................ 123 7.14 Indicações de encaminhamento do doente para unidade de referencia de tuberculose............................................................................................... 125 7.15 Controle pós-cura......................................................................................... 125 8. PROTOCOLO ASSISTENCIAL DE CUIDADO AO ADOLESCENTE.......... 127 8.1 Acolhimento................................................................................................... 127 8.2 Consulta de enfermagem ao adolescente.................................................. 129 8.3 Vacinas......................................................................................................... 131 8.4 Puberdade.................................................................................................... 132 8.5 As fases do crescimento esquelético....................................................... 137 8.6 Crescimento................................................................................................ 137 8.7 Sexualidade.................................................................................................. 139 8.8 Gravidez na Adolescência.......................................................................... 142 8.9 Violência Sexual.......................................................................................... 143 8.10 Saúde Nutricional........................................................................................ 145 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................. 153
  12. 12. 12 1. INTRODUÇÃO O protocolo de enfermagem na Atenção Básica, no âmbito da secretaria municipal de saúde de Paracatu – Minas Gerais, construído pelos enfermeiros que atuam nas unidades básicas de saúde, tem como objetivo prover ao profissional de enfermagem a segurança e o compromisso ético necessário para que atuem com autonomia e proporcionem ao usuário do sistema municipal de saúde uma atenção de qualidade. Esta iniciativa visa guiar e sistematizar as ações de enfermagem, possibilitando o monitoramento e a avaliação das ações no sistema municipal de saúde. A elaboração deste documento foi permeada por encontros entre os profissionais, discussão, troca de conhecimentos e pela experiência no cotidiano da saúde pública. Foram utilizados protocolos, linhas guias e manuais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. Os profissionais que contribuíram direta ou indiretamente para a construção deste documento se respaldaram nas diretrizes éticas e técnicas do exercício profissional. A formação do profissional de enfermagem, seu campo de atuação e as competências/atribuições do enfermeiro já se encontram devidamente regulamentadas nos órgãos estaduais e federais que regulamentam a categoria, e que dão irrestrito respaldo às suas efetivas práticas. E como a Atenção Primária à Saúde está em constante atualização frente aos Programas e Diretrizes adotados pelo Ministério da Saúde e o conhecimento científico é dinâmico e aperfeiçoado constantemente, as atualizações dos Protocolos de Enfermagem são um processo natural e necessário, que visa incorporar novos conhecimentos e procedimentos às ações de enfermagem para objetividade, agilidade, qualidade e maior segurança ao cliente, ao profissional e ao serviço. Os temas abordados neste documento foram escolhidos por sua abrangência e relevância na prática da enfermagem em atenção primária, e certamente contribuirá para o aumento da resolutividade da consulta de enfermagem. Além disso, atribui ao enfermeiro funções que são exercidas internacionalmente na atenção primária à saúde, como o cuidado integral aos portadores de doenças crônicas não complicadas mais frequentes, rastreamento das doenças mais prevalentes na população, cuidado integral nos diferentes ciclos de vida, abordagem sindrômica e tratamento de pacientes com resultado positivo para infecções mais comuns em saúde da mulher.
  13. 13. 13 2. PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA AS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTS) A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em consonância com a utilização internacional empregada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), pela sociedade científica e por alguns países. Destaca-se o papel do(a) enfermeiro(a) no manejo das IST em consonância com a Portaria nº2.488, de 21 de outubro de 2011, que aprova a Política Nacional da Atenção Básica e estabelece entre outras atribuições específicas do(a) enfermeiro(a), a realização de consulta de enfermagem, procedimentos, atividades em grupo e, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão, a solicitação de exames complementares, a prescrição de medicações e o encaminhamento, quando necessário, de usuários a outros serviços. Além disso, a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício de enfermagem, estabelece que caiba ao enfermeiro (a), como integrante da equipe de saúde, a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde.
  14. 14. 14 QUADRO 1 - Atividades dos diferentes níveis de atenção em saúde no manejo operacional das IST 2.1Abordagem Integral do Enfermeiro as Pessoas com IST na Unidade Básica de Saúde 1. Estabelecer uma relação de confiança, com o portador de DST, HIV/AIDS, hepatites e HTLV, que busque a UBS. 2. Desenvolver atividades informativo-educativas de prevenção e controle desses agravos. 3. Garantir acolhimento a todas as pessoas que busquem as UBS. 4. Organizar o processo de trabalho da unidade para atendimento da demanda identificada na comunidade. 5. Realizar aconselhamento e oferecer o teste anti-HIV aos portadores de DST, às pessoas vulneráveis e aos que buscam o serviço com clínica sugestiva de DST, HIV/AIDS ou história de risco para esses agravos. 6. Promover a adesão das gestantes ao pré-natal e oferecer o teste para sífilis, para Hepatite B e para o HIV, a todas as gestantes da área de abrangência da unidade, realizando aconselhamento pré e pós-teste. 7. Inserir a abordagem de risco para as DST e infecção pelo HIV nas diferentes atividades realizadas (acolhimento, atividades em grupo, planejamento familiar, pré-natal etc.).
  15. 15. 15 8. Utilizar a abordagem sindrômica na assistência ao portador de DST, levando em conta o contexto pessoal, familiar e social em que a doença se desenvolve. 9. Desencadear ações de aconselhamento/testagem e tratamento voltados aos parceiros sexuais dos portadores desses agravos. 10. Encaminhar para a coleta de sangue ao laboratório de referência na medida em que a unidade esteja organizada para essa atividade. 11. Realizar as ações, de vigilância epidemiológica, pertinentes a cada caso. 12. Encaminhar as pessoas vivendo com HIV/AIDS e/ou hepatites virais ao infectologista, e realizar acompanhamento que contribua com esses serviços para melhorar a adesão às recomendações a ao tratamento. 2.2Ações de Prevenção • Realizar palestras e orientações individuais ou coletivas sobre métodos contraceptivos, estimulando o uso de preservativos; • Abordar de forma objetiva temas sobre sexualidade e formas de transmissão das DSTs; • Orientar sobre redução de danos na abordagem/atendimento aos usuários de drogas. • Orientar a equipe da unidade sobre formas de prevenção de acidentes de trabalho; • Realizar ações educativas em escolas da área de abrangência e outros espaços sociais; • Acolhimento e estímulo à testagem para o HIV de pacientes em situações de risco; • Estimular atitudes de solidariedade e antidiscriminatórias e garantir os direitos individuais e sociais das pessoas vivendo com HIV/AIDS. 2.3Abordagem Sindrômica O profissional estará habilitado a: 1. Fazer o diagnóstico sindrômico. 2. Iniciar o tratamento imediatamente.
  16. 16. 16 3. Realizar aconselhamento para: a) A testagem para o HIV (anti-HIV) e sífilis (VDRL). b) A adesão ao tratamento. c) A promoção do uso de preservativos (masculino ou feminino) com vistas à redução de riscos de reinfecção e transmissão para o(s) parceiros(s) sexual(is). d) A convocação do (s) parceiro(s) para o diagnóstico e o tratamento de DST e infecção pelo HIV. 2.4Abordagem no Corrimento Vaginal O corrimento vaginal é uma síndrome comum, que ocorre principalmente na idade reprodutiva, podendo ser acompanhado de prurido, irritação local e/ou alteração de odor.A investigação da história clínica deve ser minuciosa, com informações sobre comportamentos e práticas sexuais, características do corrimento, consistência, cor e odor, data da última menstruação, práticas de higiene, agentes irritantes locais, medicamentos tópicos ou sistêmicos. 2.5Candidíase Vulvovaginal É a infecção da vulva e vagina, causada por um fungo comensal que habita a mucosa vaginal e digestiva, o qual cresce quando o meio se torna favorável ao seu desenvolvimento. A relação sexual não é a principal forma de transmissão, visto que esses microrganismos podem fazer parte da flora endógena em até 50% das mulheres assintomáticas. Embora a candidíase vulvovaginal não seja transmitida sexualmente, é vista com maior frequência em mulheres em atividade sexual, provavelmente, devido a microrganismos colonizadores que penetram no epitélio via microabrasões. Os sinais e sintomas podem se apresentar isolados ou associados, e incluem: • Prurido vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável); • Disúria; • Dispareunia; • Corrimento branco, grumoso e com aspecto caseoso (“leite coalhado”); • Hiperemia;
  17. 17. 17 • Edema vulvar; • Fissuras e maceração da vulva; • Placas brancas ou branco-acinzentadas, recobrindo a vagina e colo uterino. Existem fatores que predispõem à infecção vaginal por Candidasp., entre os quais podem-se destacar: • Gravidez; • Diabetes mellitus (descompensado); • Obesidade; • Uso de contraceptivos orais; • Uso de antibióticos, corticoides, imunossupressores ou quimio/radioterapia; • Hábitos de higiene e vestuário que aumentem a umidade e o calor local; • Contato com substâncias alergênicas e/ou irritantes (ex.: talcos, perfumes, sabonetes ou desodorantes íntimos); • Alterações na resposta imunológica (imunodeficiência), incluindo a infecção pelo HIV. As parcerias sexuais não precisam ser tratadas, exceto os sintomáticos (uma minoria de parceiros sexuais do sexo masculino que podem apresentar balanite e/ou balanopostite, caracterizada por áreas eritematosas na glande do pênis, prurido ou irritação, têm indicação de tratamento com agentes tópicos). A candidíase vulvovaginal recorrente (quatro ou mais episódios sintomáticos em um ano) afeta cerca de 5% das mulheres em idade reprodutiva. Nesses casos, devem-se investigar causas sistêmicas predisponentes, tais como diabetes mellitus, infecção pelo HIV, uso de corticoide sistêmico e imunossupressão.
  18. 18. 18 QUADRO 2 - Tratamento para corrimento vaginal 2.6Vaginose Bacteriana É caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal devido ao aumento exagerado de bactérias, principalmente anaeróbias (Gardnerellavaginalis, Bacteroides sp., Mobiluncus sp., micoplasmas, peptoestreptococos), associado a uma ausência ou diminuição acentuada dos lactobacilos acidófilos, que são os agentes predominantes na vagina normal. Os sinais e sintomas incluem: • Corrimento vaginal fétido, mais acentuado após a relação sexual sem o uso do preservativo, e durante o período menstrual; • Corrimento vaginal branco-acinzentado, de aspecto fluido ou cremoso, algumas vezes bolhoso; • Dor à relação sexual (pouco frequente). Não é uma infecção de transmissão sexual,mas pode ser desencadeada pela relação sexual em mulheres predispostas (o contato com o esperma que apresenta pH elevado contribui para o desequilíbrio da microbiota vaginal). O uso de preservativo pode ter algum benefício nos casos recidivantes. O tratamento deve ser recomendado para mulheres sintomáticas, grávidas, na presença de comorbidades, ou com potencial risco de complicações (previamente à inserção de DIU, cirurgias ginecológicas e exames invasivos no trato genital).
  19. 19. 19 QUADRO 3 – Tratamento para Vaginose Bacteriana 2.7Tricomoníase É uma infecção causada pela Trichomonasvaginalis, um protozoário flagelado cuja principal forma de transmissão é sexual (o risco de transmissão por ato sexual é de 60% a 80%) e que infecta o colo uterino, a vagina e a uretra. Os sinais e sintomas são: • Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso; • Prurido e/ou irritação vulvar; • Dor pélvica (ocasionalmente); • Sintomas urinários (disúria, polaciúria); • Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de framboesa).
  20. 20. 20 QUADRO 4 – Tratamento para Tricomoníase
  21. 21. 3 PROTOCOLO DE ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA 3.1O Acolhimento A organização do atendimento a criança deve ser iniciado pela captação precoce, pelo atendimento garantido e contemplar uma série de programadas: atendimentos individuais e coletivos; atividades educativas, promoção à saúde com as famílias, o acolhimento e o atendimento da criança doente. A Caderneta da Criança é o principal instrumento utilizado nacionalmente para esse acomp monitoração do crescimento e desenvolvimento por meio da caderneta de saúde da criança é considerada a ação eixo na atenção primária à saúde em suas ações básicas, pois o documento contém os dados necessários ao acompanhamento da saúde da criança e parâmetros o mesmo. FLUXOGRAMA 1 - Acolhimento e atendimento a criança no serviço de saúde Visita domiciliar do ACS Sem risco Acompanhamento da crianca pela equipe PROTOCOLO DE ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA A organização do atendimento a criança deve ser iniciado pela captação precoce, pelo atendimento garantido e contemplar uma série de programadas: atendimentos individuais e coletivos; atividades educativas, promoção à saúde com as famílias, o acolhimento e o atendimento da criança A Caderneta da Criança é o principal instrumento utilizado nacionalmente para esse acompanhamento da criança até cinco anos. A monitoração do crescimento e desenvolvimento por meio da caderneta de saúde da criança é considerada a ação eixo na atenção primária à saúde em suas ações básicas, pois o documento contém os dados necessários ao anhamento da saúde da criança e parâmetros o mesmo. Acolhimento e atendimento a criança no serviço de saúde RN - Recebe alta maternidade Visita domiciliar do Captação precoce do RN Ações quinto dia Idenficação do risco Acompanhamento da crianca Risco do grupo I Indicar acompanhamento Acompanhamento conjunto 21 A organização do atendimento a criança deve ser iniciado pela captação precoce, pelo atendimento garantido e contemplar uma série de atividades programadas: atendimentos individuais e coletivos; atividades educativas, promoção à saúde com as famílias, o acolhimento e o atendimento da criança A Caderneta da Criança é o principal instrumento utilizado anhamento da criança até cinco anos. A monitoração do crescimento e desenvolvimento por meio da caderneta de saúde da criança é considerada a ação eixo na atenção primária à saúde em suas ações básicas, pois o documento contém os dados necessários ao Acolhimento e atendimento a criança no serviço de saúde Visita domiciliar do enfermeiro Risco do grupo II Indicar acompanhamento com especialista
  22. 22. 22 3.2Visita Domiciliar do Enfermeiro ao Recém-Nascido e sua Família Objetivos: • Observar as relações familiares; • Facilitar o acesso ao serviço de saúde; • Possibilitar ou fortalecer o vínculo das famílias com as equipes de saúde; • Escutar e oferecer suporte emocional nessa etapa de crise vital da família (nascimento de um filho); • Estimular o desenvolvimento da parentalidade; • Orientar a família sobre os cuidados com o bebê; • Identificar sinais de depressão puerperal; • Promover o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida; • Prevenir lesões não intencionais; e • Identificar sinais de perigo à saúde da criança. QUADRO 5- Cuidados com o RN – Orientações durante as visitas domiciliares
  23. 23. 23 3.3Classificação de Risco da Criança Algumas condições da população infantil configuram-se como situações de risco e impõem um acompanhamento mais rigoroso e até mesmo o encaminhamento para o pediatra e/ou especialista. Essas situações de risco são divididas em dois grupos, em função do grau de complexidade requerido para a sua abordagem: Grupo I: são situações que impõem uma atenção mais cuidadosa, podendo a criança ser acompanhada pela equipe de saúde, avaliando-se periodicamente a necessidade de encaminhamento. Grupo II: indicam a necessidade de um acompanhamento por pediatra e/ou especialista. Essas crianças deverão ser encaminhadas a um serviço de referência, mantendo - se o acompanhamento concomitante pela equipe de saúde. QUADRO 6 - Situações de risco para a saúde da criança
  24. 24. 24 3.4Ações do Quinto Dia A família deve ser bem acolhida e bem orientada. Como ações neste dia estão previstas: • Preencher a Caderneta da Criança com orientações sobre seu objetivo e importância; • Verificar o estado geral da criança e presença de sinais de perigo; • Coletar o material para triagem neonatal (Teste do pezinho), orientado a família sobre as doenças triadas e quando o resultado chegará; • Verificar e se necessário aplicar a primeira dose de BCG e da hepatite B, com preenchimento da Caderneta da Criança, orientar a família sobre as reações vacinais e retorno para as próximas vacinas; • Orientar sobre o aleitamento materno, cuidados com o coto umbilical e cuidados de higiene; • Verificar a presença de icterícia. Se esta for detectável abaixo da cintura, a criança deve ser imediatamente encaminhada à consulta médica ou de enfermagem; • Agendar a primeira consulta, para a primeira semana de vida do RN; • Verificar o estado geral da mãe e cartão • Agendar a consulta de pós-parto para a mãe. TABELA 01 - Situações de risco para a saúde da criança CRIANÇAS ATÉ 2 MESES CRIANÇAS DE 2 ATÉ 5 ANOS • Convulsões; • A criança não consegue mamar; • Vomita tudo que ingere; • Frequência respiratória > 60 irpm (contados em 1 minuto, com a criança tranquila); • Tiragem subcostal; • Batimento de asas do nariz; • Gemido; • Convulsões; • A criança não consegue beber nem mamar; • Vomita tudo que ingere; • A criança está letárgica ou inconsciente. • Tiragem subcostal e/ou estridor; • Frequência respiratória > 50 irpm até 1 ano e > 40 de 1 a 5
  25. 25. 25 • Fontanela abaulada; • Secreção purulenta no ouvido; • Eritema ou secreção purulenta no umbigo; • Pústulas na pele; • A criança está letárgica ou inconsciente; • A criança se movimenta menos do que o normal; • Sinais de dor á manipulação; • Febre (temperatura axilar > 37,5º); • Hipotermia (temperatura axilar < 35,5º). anos (contados em 1 minuto com a criança tranquila); • Sinal da prega (a pele volta lentamente ou muito lentamente ao estado anterior); • Olhos fundos; • Palidez palmar acentuada; • Emagrecimento acentuado; • Edema em ambos os pés. QUADRO 7 - O calendário de acompanhamento ATIVIDADE Dias Meses Anos 24h após alta 5 7 15- 21 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 15 17 18 20 24 3 4 5 Visita domiciliar do ACS Mensais Ações do quinto dia Visita domiciliar do enfermeiro Consulta médica Consulta de enfermagem Grupo educativo
  26. 26. 26 3.5A Primeira Consulta de Enfermagem da Criança Roteiro para a anamnese: • Identificação: nome, naturalidade, procedência, endereço de referência, data de nascimento, idade, sexo, cor. • Informante: relatar o nome e a ligação com a criança (pais, tios, vizinhos etc.); • Queixa Principal: história atual e sintomas; • Antecedente gestacionais/história pregressa; • Condições de nascimento: Apgar, peso, estatura, perímetro cefálico e torácico e permanência em alojamento conjunto. • Período neonatal; • Doenças anteriores: doenças da infância e internações; • Desenvolvimento neuropsicomotor; • Alimentação: (tipo de aleitamento, idade da introdução de novos alimentos e idade do desmame);Relatório alimentar atual; • Vacinação: verificar presença da cicatriz de BCG se está em dia, relatar eventos adversos. • Medicamentos: Verificar uso de medicamentos e suplementação alimentar. • História Familiar; • História Social; • Para o exame Físico: • Lavar as mãos com água e sabão; • Verificar e registrar no prontuário a temperatura, peso, altura, perímetro cefálico; • Realizar exame físico geral da criança; • Verificar a presença de problemas oculares (catarata, glaucoma, estrabismo, entre outros); • Identificar lesões sugestivas de maus-tratos e/ou negligência; • Realizar o exame neurológico; • Registrar o peso, altura e perímetro cefálico nos gráficos do Cartão da Criança; • Registrar o exame físico no prontuário.
  27. 27. 27 O exame físico deve sempre ser detalhado. Observar hipoatividade ou abatimento da criança, irritabilidade ou choro excessivo, sinais de maus tratos, má higiene, abandono ou negligência (em caso de evidências, encaminhar para o conselho tutelar local). • Sinais vitais: temperatura (região axilar no mínimo 3 minutos), respiração (observar tórax e frequência respiratória), pulso (tomar pulso radial ou carotídeo, observando frequência e amplitude) e pressão arterial (casos necessários); Tabela 2 – Frequência respiratória normal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) Tabela 3 – Frequência cardíaca normal Observar e registrar no prontuário e caderneta da criança;
  28. 28. 28 QUADRO 8 – Tópicos do exame físico na primeira consulta do recém-nascido
  29. 29. 29
  30. 30. 30
  31. 31. 31
  32. 32. 32 Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM): através dos marcos de desenvolvimento e da avaliação dos reflexos: Reação de Moro, Pressão palmar, Sucção, Cutaneoplantar (Babinsky) e Marcha. Avaliação dos reflexos: • Reação de Moro - deixar o recém-nascido em decúbito dorsal, sobre um lençol e fazer um movimento brusco puxando o lençol; o RN deverá abrir e fechar os braços; • Pressão palmar: colocar o dedo na palma da mão do bebê, e observar se ele responde com flexão de todos os dedos (desaparece mais oumenos no 6º mês); • Sucção: ao tocar os lábios com a própria mão da criança, ela responde com movimento de sucção dos lábios e da língua (presente até 3º mês); • Cutaneoplantar (Babinsky): fazer estímulo na região lateral externa do pé no sentido ascendente (calcanhar para os dedos), a resposta deverá ser de extensão com ou sem abertura em leque dos dedos; • Marcha: elevar o bebê em suspensão vertical segurando pelas axilas, sobre uma superfície dura; realizar o contato da planta dos pés com a superfície; o bebê estenderá os joelhos.
  33. 33. 33 Observação:todos esses reflexos respondem as condições de maturidade dos centros nervosos e devem ser anotados. No caso de RN prematuro nem todos os reflexos podem estar presentes. QUADRO 9 – Vigilância do desenvolvimento da criança de 0 a 9 anos
  34. 34. 34 TABELA 4 - Evolução do perímetro cefálico esperado do 1º ao 2º ano de vida 1º e 2º mês de vida:2 cm por mês; 5º ao 12º mês de vida: 0,5 cm por mês; 3º e 4º meses de vida: 1,5 cm por mês; 2º ano de vida: 0,3 cm por mês.
  35. 35. 35 3.6 Desenvolvimento pôndero-estatural (DPE) Registrar a aferição de peso e estatura na Caderneta da Criança, para garantir a avaliação e o diagnóstico nutricional, através da curva de percentil. O Recém-nascido geralmente, perde 10% do peso de nascimento até o 10º dia de vida, depois ganha de 20 a 30 g/dia durante os 3 primeiros meses de vida e triplica o peso de nascimento até o 12º mês de vida. Considera-se a marcação de vários pontos na curva (pelo menos três) e avalia-se o traçado como: • Ascendente – satisfatório • Horizontal – sinal de alerta • Descendente – sinal de perigo TABELA 5 - Evolução do crescimento: (estatura) 1º semestre: 15 cm 2 anos:10 a 12 cm 2º semestre: 10 cm 3 a 4 anos: 7 cm 1 ano:25 cm Até o início da puberdade: 5 a 6 cm A boca da criança deve ser limpa desde o nascimento, após cada mamada e/ou refeição com a ponta de uma fralda de pano ou outro tecido macio, umedecido em água filtrada. Algumas crianças já nascem com dentes, outros poderão não tê-los até um ano de idade. 3.7 Exames de rotina • Hemograma completo: Solicitar durante a realização da consulta de enfermagem e com dúvidas em relação ao grau da palidez palmar e mucosas; • Protoparasitológico de Fezes (PPF) Solicitar em casos de crianças com história anterior de anemia; Solicitar 3 amostras, quando criança com diarréiafreqüente; infestações por parasitas recorrentes; fezes com presença de muco.
  36. 36. 36 3.8 Curvas de crescimento para o recém-nascido prematuro Existem curvas específicas para o recém nascido prematuro, mas o ganho de peso diário e a curva ascendente do cartão da criança servem para orientar se o crescimento está acontecendo de maneira satisfatória. 3.9 As consultas subsequentes Roteiro para a consulta de enfermagem subsequente do acompanhamento Anamnese: • Cumprimentar a mãe/acompanhante/criança cordialmente; • Apresentar-se; • Calcular a idade da criança pela DN e registrar no prontuário; • Perguntar à mãe/acompanhante sobre o estado da criança; • Manter contato visual e verbal com a criança; • Verificar a evolução do peso, altura e perímetro cefálico; • Verificar as vacinas e orientar sobre o calendário vacinal; • Investigar a alimentação detalhadamente; • Avaliar os principais marcos do desenvolvimento infantil; • Avaliar os sinais de perigo e situações de risco; • Registrar os dados no prontuário e no Cartão da Criança. • Exame físico (seguir o modelo anterior) • Fechamento da Consulta: • Orientar sobre cuidados gerais com a criança; • Orientar sobre: importância do aleitamento materno exclusivo, imunização, aspectos do desenvolvimento normal da criança, estimulação da criança com brincadeiras e afetividade; • Orientar para que a mãe/acompanhante possa identificar os sinais de perigo e, na presença destes, procurar a UBS; • Solicitar exames complementares, se necessário; • Prescrever medicamentos deste protocolo quando necessário; • Verificar se a mãe/acompanhante compreendeu as orientações; • Agendar retorno e registrar as informações no prontuário e no Cartão da Criança.
  37. 37. 37 3.10 Profilaxia medicamentosa Sulfato ferroso:A faixa etária a ser atendida bem como as respectivas condutas e intervenção estão discriminadas no quadro abaixo: TABELA 6 - Condutas e intervenções quanto ao uso de sulfato ferroso Idade da criança Dosagem Tempo de permanência Crianças de 6 meses a 24 meses. 1 a 2 mg de ferro elementar/kg/dia Até completar 24 meses Crianças em aleitamento materno misto dos 4 meses aos 24 meses. 1 a 2 mg/kg/dia Até completar 24 meses Crianças prematuras (menor que 37 semanas) e baixo peso ao nascer (menor que 2.500g) Encaminhar para avaliação e conduta médica. Orientar a administração do suplemento, todos os dias, trinta minutos antes da refeição, preferencialmente com suco de frutas cítricas e nunca com leite. Como efeitos esperados pode-se citar fezes escuras e diarréia e a suplementação não deve ser interrompida. 3.11 Orientação alimentar: • Estimular o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda até o 6º mês de vida; • Caso a criança não se alimente por leite materno, fazer orientação quanto a utilização da fórmula infantil ou leite de vaca integral fluido ou em pó; • Orientar a mãe que o leite de vaca “in natura” fluido ou em pó, não é considerado alimento ideal para crianças menores de 1 ano, pelo risco de desenvolver anemia e sensibilização precoce da mucosa intestinal dos lactentes, podendo induzir neles a hipersensibilidade às proteínas
  38. 38. 38 do leite de vaca, predispondo-os ao surgimento de doenças alérgicas e de micro-hemorragias na mucosa intestinal, o que contribui ainda mais para o aumento da deficiência de ferro; • Orientar a mãe que para crianças não amamentadas deve ser oferecido água no intervalo entre as refeições; QUADRO 10 - Volume e frequência da refeição láctea para crianças não amamentadas, de acordo com a idade Em caso de impossibilidade de utilizar fórmula láctea infantil, o leite de vaca deve ser diluído até os 4 meses de idade da criança por causa do excesso de proteína e eletrólitos, que fazem sobrecarga renal sobre o organismo do lactente. Na diluição de 2/3 ou 10% (42 calorias), há deficiência de energia e ácido linoleico. Então, para melhorar a densidade energética, a opção é preparar o leite com 3% de óleo (1 colher de chá = 27 calorias). O carboidrato fica reduzido, mas a energia é suprida e não é necessária a adição de açúcares e farinhas, que não são aconselhados para crianças menores de 24 meses. Portanto, até a criança completar 4 meses, o leite diluído deve ser acrescido de óleo, ou seja, 1 colher de chá de óleo para cada 100ml. Após o bebê completar 4 meses de idade, o leite integral líquido não deverá ser diluído e nem acrescido do óleo, já que nessa idade a criança receberá outros alimentos; • Leite integral fluído: • 2/3 de leite fluído + 1/3 de água fervida. • 70ml de leite + 30ml de água = 100ml. • 100ml de leite + 50ml de água = 150ml. • 130ml de leite + 70ml de água = 200ml (BRASIL, 2010). O preparo de fórmulas infantis deve seguir as recomendações do rótulo do produto. Alimentação complementar para crianças amamentadas
  39. 39. 39 • Deverá ser oferecida a partir do 6º mês de vida; QUADRO 11 - Esquema alimentar para crianças amamentadas QUADRO 12 - Esquema alimentar para crianças não amamentadas • A introdução deve ser lenta e gradual, respeitando-se a aceitação da criança; • Para garantir o aporte de nutrientes, a papa salgada deve conter um alimento de cada grupo desde a primeira oferta, principalmente carne, para prevenir a anemia; QUADRO 13 – Grupo de alimentos • Orientar a família que o mel é altamente contraindicado para crianças até 12 meses de vida. O mel é uma fonte potencial de transmissão do botulismo, que é causado por uma bactéria chamada Clostridium
  40. 40. 40 botulinum, risco que existe principalmente devido à deficiência de fiscalização nas propriedades produtoras do mel in natura; QUADRO 14 – 10 Passos para alimentação saudável
  41. 41. 41 3.12 Patologias mais comuns na infância QUADRO 15 - Patologias mais comuns na infância PROBLEMA CONDUTA Obstrução nasal Exame físico detalhado; Orientar a mãe quanto à benignidade; Prescrever soro fisiológico nasal para lavar as narinas; Refluxo gastroesofágico Orientar sobre a benignidade; Se estiver presente sinais de refluxo patológico encaminhar para o médico da UBS; Cólicas do RN Orientar quanto a benignidade nos 3 ou 4 primeiros meses; Dar orientações gerais; Monilíase oral e perineal Tratamento da monilíase oral: nistatina solução oral, 50.000 a 100.000 unidades no canto da boca de 6/6 horas Orientações de higiene; Tratamento da monilíase perineal: consiste em aplicação da Nistatina tópica na região da genitália externa após cada troca de fraldas. 3.13 Desnutrição energética protéica - Atendimento à criança com desnutrição Para se ter uma criança bem nutrida, faz se importante ação preventiva que devem ser iniciadas ainda no pré-natal, com incentivo ao aleitamento materno desde a gestação. Ao nascer a criança deve ser acompanhada com adequado preenchimento do seu cartão acompanhamento e estímulo ao aleitamento materno e introdução de alimentos adequados no desmame. Dentre tantos métodos para se ter o estado nutricional da criança o que dispende de menos tecnologia e recursos financeiros é a antropometria. No
  42. 42. 42 primeiro ano de vida recomenda-se o índice peso/idade, pois suas alterações estão relacionadas a desnutrição e patologias da infância. Tratamento da desnutrição: • Adequação da dieta: 6 a 7 refeições diárias; • Prevenir e controlar processos infecciosos, verificando o cartão vacinal, se atentando para sinais de alerta como febre, gemidos, olhos fundos, recusa alimentar dentre outros sinais. • Orientar o estímulo ao desenvolvimento neuropsicomotor que pode ser encontrado no cartão da criança; • Educação em saúde, incluindo toda a equipe no trabalho incentivando toda a família a participar sensibilizando-os por tal importância; QUADRO 16 - Rotina de atendimento < de 2 anos Devem ter consultas com intervalo máximo de 30 dias > 2 anos Devem ter consultas com intervalo máximo de 60 dias; Crianças graves Deverão ser acompanhadas quinzenalmente ou semanalmente se necessário pelo médico da UBS; OBS: sempre acolher o desnutrido, independente de agendamento, espaçar as consultas de acordo com a recuperação da criança. A criança que em três meses seguidos ganhar peso satisfatório e a curva peso-idade estiver em ascensão deverá ganhar alta. O mesmo deverá ser acompanhado por mais três meses. 3.14 Diarréia e desidratação A diarréia e desidratação são doenças que se caracterizam pela perda de água e eletrólitos através das fezes e/ou vômito. As fezes estarão com sua consistência diminuída podendo apresentar muco e até mesmo sangue. Os vômitos podem ser precedidos por náuseas e pode acontecer em forma de jato.
  43. 43. 43 QUADRO 17 – Tipos de Diarreia Fonte: Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento.. Brasília: Ministério da saúde,2012. Após a avaliação do quadro de diarréia o próximo passo é o exame físico que auxiliará na classificação do estado de hidratação. QUADRO 18 - Exame físico Fonte: Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento.. Brasília: Ministério da saúde,2012. Outro método de classificação do estado de hidratação é a avaliação da presença de alguns sinais que podem ser melhor entendidos através do quadro abaixo:
  44. 44. 44 QUADRO 19 - Avaliação da hidratação SEM DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO (presença de 2 dos sinais abaixo) DESIDRATAÇÃO GRAVE (presença de 2 dos sinais abaixo) Não há sinais de desidratação Criança irritada/ inquieta Criança letárgica ou inconsciente Olhos fundos Olhos fundos Sede, criança bebe avidamente Não consegue beber ou bebe muito mal Sinal da prega cuja pele volta lentamente ao estado anterior A pele volta muito lentamente ao estado anterior Após a avaliação do grau de desidratação deve se instituir o plano de tratamento que será estabelecido. Plano de tratamento para desidratação PLANO A • Dar líquidos adicionais/ Soro de Reidratação: 50 a 100 ml/ vez para crianças de até 1 ano e 100 a 200 ml/vez para maiores de 1 anol, se a criança conseguir ingerir; • Fazer pequenas correções alimentares, e estimular a alimentação habitual pra não ocorrer piora do quadro diarréico. • Explicar a família sobre a importância de se identificar uma piora do quadro de desidratação e a procurar a UBS imediatamente. PLANO B • Este plano ele deve ser instituído para crianças com diarréia e desidratação: • Instituir a terapia de reidratação oral por mais ou menos 4 horas na UBS; • As crianças em aleitamento materno exclusivo devem continuar apenas com o leite materno, os demais deverão voltar para alimentação habitual após receber alta da reidratação, devendo-se fazer correções necessárias para que não ocorra piora do quadro;
  45. 45. 45 • Usuários em desidratação leve ( com perdas de 3 a 5 % do peso corporal) deve ingerir 50 ml/kg de TRO mais as perdas adicionais em um período de 4 horas e com desidratação moderada ( perda de 6 de 6 a 9% do peso) deve ingerir 100 ml/kg de soro de reidratação em 4 horas, em intervalos de 15 a 20 minutos, limitando-se a capacidade gástrica de 20 a 30 ml/kg/hora. Deve ser ofertado sempre em pequenos volumes aumentando a quantidade e a frequência aos poucos; • A criança deve ser pesada a cada 2 horas e avaliada pela equipea cada 30 minutos ( os sinais de desidratação devem desaparecer em 4 horas); Se vômitos, diminuir o volume e a frequência da oferta de soro. Após tratamento e presença de sinais de melhora a criança deve receber alta e a família deve ser orientada a instituir o PLANO A, levando soros de reidratação oral para ofertar a criança sempre que evacuar ou vomitar ou se notar sinais de desidratação. Em caso da presença de um dos seguintes sinais deve-se instituir o PLANO C: alterações da consciência, vômitos persistentes ( 4X/hora), perda de peso com 2 horas de TRO e ou ausência de ganho de peso, suspeita de íleo paralítico e choque hipovolêmico. PLANO C • Este tratamento deve ser indicado para crianças com diarréia e desidratação grave e deve ser realizado em ambiente hospitalar imediatamente. A UBS deve responsabilizar-se pela transferência da criança para o hospital, fazendo contato prévio para agilizar o atendimento e enviar um encaminhamento explicando todos os procedimentos realizados pela unidade de saúde. • Deve ser realizado visita domiciliar logo que a criança receba alta hospitalar. • Se na unidade tiver condição suficiente para reidratação endovenosa o enfermeiro deve encaminhar para avaliação do médico da unidade. A criança com diarréia persistente Caracteriza-se pela manutenção da diarréia por 14 dias ou mais e deve ser encaminhada ao atendimento pediátrico. Cuidados de enfermagem:
  46. 46. • Discutir com a comunidade sobre medidas preventivas de doenças diarréicas (saneamento básico, higiene pessoal e de utensílios, promoção de bom estado nutricional, importância da vacinação como meio preventivo de doenças); • Salientar a importância da vacina ROTAVÍRUS; • Orientar pais e cuidadores sobre sinais gerais de desidratação. FLUXOGRAMA 2 - Criança Verificar hidratação DESIDRATAÇÃO TRATAR DE ACORDO COM O PLANO B SEM DESISDRATAÇ ÃO/ DESIDRATAÇÃ O LEVE TRATAR DE ACORDO COM O PLANO A DESIDRATAÇÃO Discutir com a comunidade sobre medidas preventivas de doenças diarréicas (saneamento básico, higiene pessoal e de utensílios, promoção de bom estado nutricional, importância da vacinação como de doenças); Salientar a importância da vacina ROTAVÍRUS; Orientar pais e cuidadores sobre sinais gerais de desidratação. Criança com Diarréia e Desidratação AVALIAR A CRIANÇA COM SUSPEITA DE DIARRÉIA E VÔMITO DESIDRATAÇÃO GRAVE USAR O PLANO C DURAÇÃO DA DIARRÉIA MENOS DE 14 DIAS ORIENTAR DE ACORDO COM O GRAU DE DESIDRATAÇÃ O MAIS DE 14 DIAS ENCAMINHAR AO PEDIATRA 46 Discutir com a comunidade sobre medidas preventivas de doenças diarréicas (saneamento básico, higiene pessoal e de utensílios, promoção de bom estado nutricional, importância da vacinação como Orientar pais e cuidadores sobre sinais gerais de desidratação. ENCAMINHAR AO PEDIATRA SANGUE NAS FEZES DISENTERIA ENCAMINHA R AO MÉDICO DA UNIDADE
  47. 47. 47 3.15 Anemiaferropriva A anemia se caracteriza por uma concentração de hemoglobina abaixo do normal para pessoas de mesma idade e sexo. A anemia ferropriva é a mais comum das anemias. Sintomas Alguns sintomas podem estar presentes como: palidez, irritabilidade, anorexia, falta de interesse/atenção. • Exame físico: pode ser percebida palidez palmar, comparando a palma da mão da mãe com a da criança e/ou outros de mesma raça. Podem ser percebidas alterações circulatórias como sopro e taquicardia. Na avaliação do crescimento o ganho de peso será insuficiente e ou haverá diminuição da curva de crescimento. Consulta de enfermagem • Solicitar e avaliar o hemograma. Tratamento O tratamento deve ser através da administração de ferro por via oral e deverá ser prescrito pelo médico da unidade; Dar orientações quanto à ingestão de alimentos e frutas in natura que possuam vitamina C, amassada após as refeições principais, se não for possível a fruta pode se optar pelo suco natural mas que seja feito no momento do uso. Estimular alimentos ricos em ferro; Orientar sobre o escurecimento dos dentes, fezes e mudança do hábito intestinal; 3.16Parasitoses Os sinais e sintomas mais comuns são: • Gastrintestinais como: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, constipação intestinal, prurido anal, sangue nas fezes, distensão abdominal, prolapso retal, eliminação de parasitas. • Outros: hiporexia, irritabilidade, alterações de sono e comportamento, prurido vulvar, urticária, tosse e sibilância; • Leucograma: Eosinofilia sem história de alergia. Em casos de esquistossomose e toxocaríase pode ocorrer intensa eosinofilia.
  48. 48. 48 3.17 Consulta de enfermagem 1. Anamnese cuidadosa, abordando sobre sinais e sintomas, perguntar sobre a realização de exame parasitológico de fezes (época, resultados e tratamento); 2. Exame físico avaliando estado nutricional, sinais de anemia e abdômen (havendo suspeita de obstrução ou semi-obstrução encaminhar ao serviço de urgência); 3. Solicitar EPF a fresco ou com conservantes para fezes coletadas em dias alternados; 4. Se houver relatos de eliminação de vermes deve-se encaminhar para a consulta médica para avaliar o tratamento antes do resultado do EPF; 5. Encaminhar casos de suspeita de neurocisticercose. 6. Caso o EPF venha positivo para parasitose, encaminhar o paciente para consulta médica para avaliação e tratamento; 7. Orientar familiares quanto: • Uso de água tratada ou fervida; • Lavar bem alimentos antes do consumo (deixar de molho alimentos que serão ingeridos crus em solução de água contendo 2 gotas de hipoclorito 2% por 30 minutos); • Proteger alimentos tampando-os contra poeira e insetos, • Andar sempre calçados e com unhas curtas; • Não banhar/ brincar/ utilizar água parada. 3.18 Doença respiratória aguda Sinais e sintomas: • Febre, coriza, obstrução nasal, tosse, dor de garganta, hiperemia de orofaringe, otalgia, dispnéia e chiado no peito.
  49. 49. 49 QUADRO 20 - Sinais e sintomas de alerta Dispneia/ apneia/ insuficiência respiratória; Agitação; Edema, desidratação; Convulsão ou estado pós- convulsão; Estridor a ausculta em repouso; Dificuldade de ingerir líquidos/ sugar; Hipotermia em menores de 2 meses e desnutridos graves; Palidez cutâneo e mucosas; Instabilidade hemodinâmica. O enfermeiro deve acolher a criança, fazendo anamnese da mesma, questionando ao cuidador sobre sinais e sintomas apresentados anteriormente, tipo de moradia e hábitos da família; • Avaliação do estado geral do menor, examinar focando: sinais de dificuldade respiratória, cianose e ou/ toxemia, tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, ruídos respiratórios entre outros achados; • Verificar temperatura corpórea (medicar se acima de 37,8) e continuar consulta; • Verificar frequência respiratória e se taquipneia encaminhar para consulta médica. Orientar o cuidador quanto a alguns cuidados para com a criança: • Aumentar a ingestão de líquidos pela criança para fluidificar e facilitar a excreção; • Elevar a cabeceira da cama do menor e estimulá-lo a deitar em decúbito dorsal; • Evitar/ remover ambientes com umidade e mofo; • Manter casa arejada; • Manter repouso e alimentação adequada rica em vitamina C; • Explicar sobre os sinais de alerta; • Orientar retorno em 24 horas. • Prescrição de enfermagem Se resfriado comum: • Instilação de soro fisiológico nas narinas sempre que necessário (principalmente antes das refeições e antes de dormir);
  50. 50. • Se tosse orientar a inalação com 3 a 5 ml de soro fisiológico a 0,9% três vezes ao dia, para auxiliar na expectoração. FLUXOGRAMA 3 - Atendim 3.19 Febre Temos como parâmetro a temperatura de 37, 5°C medid a na região axilar como um estado de febre. Consulta de enfermagem • Realizar exame físico focando: sinais de dificuldade respiratória, cianose e ou/ toxemia, tiragem intercostal, batimentos de entre outros achados; • Verificar temperatura corpórea e verificar frequência respiratória SIM ENCAMINHAR URGENTEMENTE PARA CONSULTA SE MELHORA DO QUADRO ORIENTAR CUIDADOS CONTÍNIUOS Se tosse orientar a inalação com 3 a 5 ml de soro fisiológico a 0,9% três vezes ao dia, para auxiliar na expectoração. Atendimento a Criança com Queixa Respiratória Temos como parâmetro a temperatura de 37, 5°C medid a na região axilar como um estado de febre. Consulta de enfermagem Realizar exame físico focando: sinais de dificuldade respiratória, cianose e ou/ toxemia, tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, ruídos respiratórios Verificar temperatura corpórea e verificar frequência respiratória CONSULTA DE ENFERMAGEM CRIANÇA COM QUADRO RESPIRATÓRIO AGUDO ENCAMINHAR URGENTEMENTE PARA CONSULTA MÉDICA NÃO RESFRIADO COMUM/CONTINU A CONSULTA DE ENFERMAGEM AGENDAR RETORNO EM 24 HORAS SE MELHORA DO QUADRO ORIENTAR CUIDADOS CONTÍNIUOS NÃO HOUVE MELHORA/ PRESENÇA DE OUTROS SINAIS E SINTOMAS ENCAMINHA PARA CONSULTA MÉDICA 50 Se tosse orientar a inalação com 3 a 5 ml de soro fisiológico a 0,9% três vezes om Queixa Respiratória Temos como parâmetro a temperatura de 37, 5°C medid a na região Realizar exame físico focando: sinais de dificuldade respiratória, cianose e ou/ aletas nasais, ruídos respiratórios COMUM/CONTINU NÃO HOUVE MELHORA/ PRESENÇA DE OUTROS SINAIS E SINTOMAS ENCAMINHA PARA CONSULTA MÉDICA
  51. 51. 51 • Observar sinais de risco como letargia, dispnéia, vômito em grande quantidade e em poucos intervalos, rigidez de nuca, fontanela com presença de abaulamento, convulsão e diurese diminuída e dificuldade em ingerir líquidos; Orientar: • Uso de compressas frias nas regiões: abdominal, frontal e axilar; • Uso de roupas leves; • Controle de temperatura; • Tempo de intervalo do uso de antitérmico; • Não utilizar o ácido acetilsalicílico (AAS); • Ensinar os cuidadores sobre sinais de alerta que podem aparecer e agravar o quadro. • Encaminhar para consulta médica. 3.20 Saúde bucal Consulta de enfermagem • Avaliar o interior da boca, visualizando a gengiva, dentição e condição de higiene; • Avaliar o tipo de alimentação e nível de conhecimento acerca da higiene bucal dos pais e da própria criança. • Orientar quanto ao uso de bicos, chupetas e mamadeiras; • Sempre que necessário deve-se encaminhar a criança para consulta odontológica. • A primeira consulta odontológica do bebê deve ocorrer com o nascimento do primeiro dente, (mais ou menos entre 6 meses e 12 meses). 3.21 Prevenções de Acidentes na Criança Orientar quanto aos riscos de acidentes na infância como quedas, queimaduras, sufocação, medicamentos, acidentes de trânsito, dentre outros.
  52. 52. 52 QUADRO 21 – Cuidados para garantir a segurança das crianças, a fim de evitar acidentes
  53. 53. 53
  54. 54. 54
  55. 55. 55 3.22 Situações de violência FLUXOGRAMA 4 - Tipos De Violência MINISTÉRIO DA SAÚDE.Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Brasília, 2010. QUADRO 22 - Alterações comportamentais da criança e do adolescente em situações de violência Sinais da violência Criança Adolescente Até 11 meses 1 a 4 anos 5 a 9 anos 10 a 19 anos Choros sem motivo aparente Irritabilidade freqüente, sem causa aparente Olhar indiferente e apatia Tristeza constante Demonstrações de desconforto no colo Reações negativas exageradas a estímulos comuns ou imposição de limites
  56. 56. 56 Atraso no desenvolvimento; perdas ou regressão de etapas atingidas Dificuldades na amamentação, podendo chegar a recusa alimentar; vômitos persistentes Distúrbios de alimentação Enurese e encoprese Atraso e dificuldades no desenvolvimento da fala Distúrbios do sono Dificuldades de socialização e tendência ao isolamento Aumento da incidência de doenças, injustificável por causas orgânicas, especialmente as de fundo alérgico Afecções de pele freqüentes, sem causa aparente Distúrbios de aprendizagem e/ou fracasso na escola Comportamentos extremos de agressividade ou destrutividade. Ansiedade ou medo ligado a determinadas pessoas, sexo, objetos ou situações Pesadelos freqüentes, terror noturno Tiques ou manias Comportamentos obsessivos ou atitudes compulsivas Baixa autoestima e autoconfiança Automutilação, escarificacoes, desejo de morte e tentativa de suicidio Problemas ou déficit de atenção Sintomas de hiperatividade
  57. 57. 57 MINISTÉRIO DA SAÚDE.Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Brasília, 2010. • Os espaços coloridos indicam a presença do sinal da violência na respectiva faixa etária. Ações de enfermagem às crianças vítimas de violência: Acolhimento: • Receber crianças, adolescentes e famílias de forma empática e respeitosa, • Acompanhar o caso e proceder aos encaminhamentos necessários, desde a sua entrada no setor saúde até o seguimento para a rede de cuidados e de proteção social. • Adotar atitudes positivas e de proteção à criança ou ao adolescente. • Atuar de forma conjunta com toda a equipe. Atendimento: • Encaminhar a vítima para atendimento clínico e psicológico. Notificação: • Preencher a ficha de notificação. • Encaminhar a ficha de notificação ao Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). • Comunicar o caso ao Conselho Tutelar, da forma mais ágil possível (telefone ou pessoalmente ou com uma via da ficha de notificação). Seguimento na rede de cuidado e de proteção social: • Acompanhar a criança ou adolescente e sua família até a alta, com planejamento individualizado para cada caso. • Acionar a rede de cuidado e de proteção social, existente no território, de acordo com a necessidade de cuidados e de proteção, tanto na própria rede de saúde, quanto na rede de proteção social e defesa. Comportamento de risco, levando a traumas frequentes ou acidentes Uso abusivo de drogas
  58. 58. 58 3.23 Obesidade na infância A importância da prevenção da obesidade na infância decorre da associação da obesidade com doenças crônicas do adulto, que podem surgir já na infância. FLUXOGRAMA 5 - Alvos potenciais para a prevenção da obesidade na infância e na adolescência. • Educar os pais quanto ao reconhecimento e à aceitação da saciedade da criança maior sem forçar nem exigir a ingestão total ou excessiva de alimentos. Não se deve forçar uma ingestão, pois a criança saudável tem plena capacidade de autorregular sua ingestão. • Ensinar os pais a identificar os diferentes tipos de choro (nem sempre significa fome). • Orientar sobre a alimentação complementar de acordo com as necessidades nutricionais e o desenvolvimento da criança. • Levar em conta a história familiar de doenças crônicas como obesidade e doenças cardiovasculares. • Esclarecer os pais sobre a importância da educação alimentar aos seus filhos, ; • Os pais atuam como modelos para as crianças, por isso os hábitos alimentares saudáveis precisam ser adotados por toda a família. • Estimular e orientar o lazer ativo de acordo com as diversas faixas etárias: Promoção de hábitos alimentares saudáveis Estabelecer e respeitar o horário das refeições Limitar o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar Aumentar o consumo de frutas, vegetais e cereais integrais Evitar e limitar o consumo de refrigerantes Evitar o hábito de comer assistindo TV Diminuir a exposição à propaganda de alimentos Diminuir o tamanho das porções dos alimentos Respeitar a saciedade da criança
  59. 59. 59 Lactentes: estimular atividades práticas, como rolar, engatinhar, andar. Pré-escolares: passeios ao ar livre, andar de bicicleta, jogar bola, correr, brincar com o cachorro, pular corda. Escolares e adolescentes: recreação, esportes em geral e atividade física programada. Limitar o tempo de lazer passivo, no máximo duas horas por dia. • Orientar toda a família sobre os hábitos alimentares; • Verificar desvios na dinâmica familiar capazes de influenciar o comportamento alimentar da criança; • Avaliar, com a participação da família, a quantidade e o tipo de alimentos que são rotineiramente adquiridos. • Abordar questões relativas ao vínculo mãe-filho. • Estimular a adesão dos pais ao estilo de vida ativo e saudável. 3.24 Serviços de referência para assistência à criança Tratando-se de saúde da criança devemos contar com os serviços e equipamentos que atendem crianças e adolescentes no território nacional, destacam-se entre estes serviços e equipamentos os seguintes: Rede da Assistência Social (Centros de Referência da Assistência Social - CRAS) Rede de ensino/educação (estabelecimentos de ensino em âmbito local). Rede de defesa e proteção de crianças e famílias (Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário, Conselhos Tutelares).
  60. 60. 60 4 PROTOCOLO DE ASSISTENCIA A PORTADORES DE DIABETES MELLITUS Diabetes é um estado de intolerância à glicose, resultando de uma hiperglicemia sérica e hipoglicemia tecidual, por ação deficiente da insulina. Manifesta-se por anomalias no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, bem como complicações macrovasculares e neuropáticas. São classificadas em Tipo I e Tipo II e diabetes gestacional. Os fatores de risco incluem: Obesidade; HAS; Antecedentes familiares; Dislipidemias; Sedentarismo; Tabagismo e Estresse. Segundo os dados do DATASUS, em 2013 no município de Paracatu foram descobertos 820 casos de diabetes dentre eles 6 casos são de pessoas de 0 a 14 anos. Os dados apontam a importância de se adotar hábitos de uma vida saudável, como: promoção da atividade física, implantação de programas de exercício físico e o incentivo à aquisição de hábitos alimentares saudáveis. 4.1Classificação da Diabetes Mellitus Diabetes tipo 1 : Resulta da destruição das células beta pancreáticas e tem tendência à cetose. Está associado com tipos específicos de HLA (DR3 e DR4). Ocorre em 5 a 10% dos diabéticos e, predominantemente, em crianças e jovens, mas também pode ser observado em adultos (início tardio). Pacientes com este tipo necessitam tratamento com insulina exógena diariamente. Inclui casos decorrentes de doença auto-imune (imunomediado) e aqueles nos quais a causa da destruição de célula beta não é conhecida (idiopático). Diabetes tipo 2 : Na sua história natural, apresenta-se desde resistência insulínica predominante associada a uma relativa deficiência insulínica até a um defeito secretório predominante associado a uma resistência insulínica. Resistente à Cetose. Ocorre em qualquer idade, mais frequente no adulto após os 40 anos. Atualmente, tem-se observado uma diminuição na idade de início, não sendo raros os casos de adolescentes com diabetes tipo 2, frequentemente com excesso de peso, com manifestações de resistência insulínica (acanthosis nigricans e ovários policísticos, por exemplo) e história familiar de diabetes. É de início insidioso, podendo permanecer assintomático por longos períodos. Na maioria dos casos os pacientes são obesos e a
  61. 61. 61 história familiar positiva é frequente. Pode necessitar de insulina para controle da hiperglicemia ao longo do tratamento. QUADRO 23 - Diferenças entre diabetes tipo 1 e tipo 2. TIPO 1 TIPO2 Idade de aparecimento mais frequente Crianças e jovens Mais de 40 anos Excesso de peso Raro Comum Níveis de insulina Baixo Normal ou Alto Viroses desencadeantes Frequentes Raros Anticorpos anticélulas beta pancreáticas Frequentes Incomum Hereditariedade Incomum Frequente Tendência à Cetose Frequente Rara Necessidade de insulina Sempre Ao redor 30% Resistência periférica à insulina Incomum Frequente 4.2 Diabetes gestacional Diabetes gestacional é a diminuição da tolerância a glicose, de magnitude variável, diagnosticada, pela primeira vez, na gestação, podendo ou não persistir após o parto. FLUXOGRAMA 6 – Diabetes gestacional
  62. 62. 62 4.3 Avaliação Clínica da Enfermagem O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) é normalmente realizado a partir da dosagem alterada da glicemia de jejum. O enfermeiro poderá solicitar esse exame em pacientes que não possuam o diagnóstico da doença em duas situações: Rastreamento (exame em pessoa sem sintomas); Solicitar glicemia de jejum quando o IMC for ≥ 25 e a pessoa tiver pelo menos mais um dos seguintes fatores: Hipertensão, sedentarismo, histórico familiar de diabetes, história prévia de diabetes gestacional ou bebê grande (> 4 Kg), história prévia de tolerância diminuída à glicose ou glicemia de jejum alterada, síndrome do ovário policístico. Investigação clínica (exame em pessoa com sintomas); Realizar glicemia capilar nos pacientes com sintomatologia característica (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, alterações visuais de aumento súbito, dificuldade de cicatrização, neuropatia diabética) e que não se enquadrem nos critérios descritos no rastreamento. A partir do resultado, seguir a conduta descrita abaixo (seguimento). Seguimento: Se glicemia capilar de 130 a 200 mg/dL, solicitar glicemia de jejum: Se < 110 mg/dL, orientar mudança no estilo de vida e repetir glicemia de jejum após 3 anos; Se entre 110 e 125 mg/dL, solicitar teste de tolerância oral à glicose e avaliar o resultado de 2 horas: • Resultado < 140 mg/dL, avaliar o RCV e repetir glicemia de jejum em 1 ano; • Resultado ≥ a 140 mg/dL, encaminhar para investigação com médico. Se glicemia capilar > 200 mg/dL, investigar sinais de risco para atendimento urgente (náusea e/vômitos, dor abdominal, respiração rápida e profunda, temperatura ≥ 38ºC, sonolência, confusão, perda de consciência, dor no peito, desidratação, hipotensão ou FC acima de 100 bpm) e encaminhar para atendimento médico (grau de urgência do atendimento a depender dos sinais identificados).
  63. 63. 63 Recomenda – se que o risco cardiovascular seja avaliado por meio do escore de risco global: QUADRO 24 – Critérios de identificação de pacientes com alto risco de eventos coronarianos. O ER Global (Tabelas IV a VII) deve ser utilizado na avaliação inicial entre os indivíduos que não foram enquadrados nas condições de alto risco apresentadas na Tabela III. São considerados de BAIXO RISCO aqueles com probabilidade < 5% de apresentarem os principais eventos cardiovasculares (DAC, AVE, doença arterial obstrutiva periférica ou insuficiência cardíaca) em 10 anos (recomendação I, evidência A). Os pacientes classificados nessa categoria e que apresentem histórico familiar de doença cardiovascular prematura serão reclassificados para risco intermediário (recomendação IIa, evidência B). São considerados de risco INTERMEDIÁRIO homens com risco calculado ≥ 5% e ≤ 20% e mulheres com risco calculado ≥ 5% e ≤ 10% de ocorrência de algum dos eventos citados (recomendação I, evidência A). São considerados de ALTO RISCO aqueles com risco calculado > 20% para homens e > 10% para mulheres no período de 10 anos (recomendação I, evidência A).
  64. 64. 64 TABELA 7 – Atribuições de Pontos de Acordo com o Risco Cardiovascular Global para Mulheres TABELA 8 – Risco cardiovascular Global em 10 anos: para mulheres
  65. 65. 65 TABELA 9 – Atribuição de pontos de acordo com risco cardiovascular global: para homens TABELA 10 – Risco cardiovascular global em 10 anos: para homens
  66. 66. 66 4.4 Fatores agravantes Nos indivíduos de risco intermediário devem-se utilizar os fatores agravantes (Tabela VIII), que, quando presentes (pelo menos um desses fatores), reclassificam o indivíduo para a condição de alto risco (recomendação IIa, evidência B). QUADRO 25 – Fatores agravantes de risco Para realizar o risco cardiovascular recomenda – se solicitar os seguintes exames: • Colesterol total • HDL • Glicemia de jejum 4.5 Armazenamento e aplicação de insulina A concentração das insulinas no mercado brasileiro é U-100, ou seja, 1ml=100 unidades de insulina. Comercialmente, elas se apresentam em frasco de 10 ml (contendo 1000 unidades) para utilização em seringas e, em refil de 3 ml (contendo 300 unidades), para serem utilizadas em canetas.
  67. 67. 67 4.6 Locais de aplicação As aplicações diárias de insulina devem ser realizadas no tecido subcutâneo (figura 1). As regiões mais recomendadas para a aplicação são: • Abdome - região lateral direita e esquerda distantes 4-6cm ou três dedos da cicatriz umbilical. Não é recomendável aplicar nem acima nem abaixo do umbigo, por serem regiões bastante inervadas, podendo ocasionar dor, tornando a aplicação desconfortável. • Coxa - face anterior e lateral externa, três dedos abaixo da virilha e três dedos acima do joelho. • Braço - face lateral e posterior, três dedos abaixo da dobra da axila e três dedos acima do cotovelo. • Nádega - quadrante superior lateral externo da região glútea. FIGURA 1 - Locais de aplicação O rodízio nos locais de aplicação é muito importante na prevenção de lipodistrofia e consequente descontrole glicêmico. Devemos esgotar as possibilidades de aplicação em uma mesma região distanciando-as em, aproximadamente, 2cm entre uma e outra. O rodízio implica revezamento: • Entre os lados direito e esquerdo de cada região. • Entre os diversos pontos de aplicação de cada região. • Entre regiões.
  68. 68. 68 A prática de esportes aumenta o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a absorção torna-se mais rápida. Portanto, é desaconselhável a aplicação de insulina, naquele período, na região do corpo que será mais utilizada durante o exercício. 4.7 Técnica de aplicação de insulina com seringa • Lave bem as mãos. • Separe a seringa, insulina e algodão embebido em álcool a 70%. Olhe o frasco de insulina antes de usá-lo e cheque a data de validade. • Misture a insulina, girando levemente o frasco entre as mãos. Nunca agite o frasco rapidamente. • Limpe bem a tampa de borracha do frasco da insulina com algodão embebido em álcool. Espere secar. • Pegue a seringa, retire o protetor (branco) do êmbolo até a marca da escala que indica a quantidade de insulina que será aplicada (faça isso com a agulha protegida). Figura 02 – Misturando a Insulina Figura 3 – Preparando a Seringa
  69. 69. 69 • Retire o protetor da agulha. Injete essa quantidade de ar dentro do frasco, pressionando o êmbolo da seringa.Para sua segurança mantenha o frasco de insulina apoiado em uma mesa ou balcão nesta fase. • Não retire a agulha e inverta o frasco de insulina, virando-o de boca para baixo. Puxe o êmbolo lentamente, aspire a insulina até a marca da escala, que indica a quantidade de insulina a ser aplicada. • Se houver bolhas de ar na seringa, elimine-as batendo levemente com o dedo na parte onde elas se encontram. Quando as bolhas atingirem o bico da seringa, empurre o êmbolo para que elas voltem ao frasco de insulina. Repita o processo até que todas as bolhas desapareçam. Figura 4 – Injetando ar no frasco Figura 5 – aspirando a Insulina Figura 6 – retirando o ar
  70. 70. 70 • Inverta o frasco de insulina e retire lentamente a agulha prevenindo desperdícios. Se a aplicação não for imediata, recoloque o protetor da agulha para prevenir contaminação. • Limpe bem o local da aplicação com algodão embebido em álcool e espere secar. Introduza a agulha com um movimento firme. Atenção: o ângulo da aplicação deverá ser de 90 graus. Pressione o êmbolo, injetando toda a insulina. Aguarde alguns segundos ainda com a agulha na pele. • Retire a agulha suavemente e passe um algodão com álcool sobre o local escolhido para a aplicação. Espere secar. • Faça a prega cutânea com uma das mãos ou apoie à região para formar uma prega cutânea. Com a outra mão segure no corpo da seringa, como se fosse um lápis. Introduza a agulha na pele com um movimento único, rápido e firme em sentido reto, formando um ângulo de 90° com a pe le. Em crianças e pessoas magras, introduza a agulha a 45° na pele. I njete a insulina, empurrando o êmbolo até o fundo da seringa. Após injetar toda insulina aguarde 5 segundos com a agulha na pele, para garantir que toda a insulina preparada foi aplicada. • Solte a prega cutânea e retire a agulha suavemente, mas com um único movimento. Não faça massagem para não acelerar o tempo de absorção da insulina. Caso ocorra sangramento faça uma leve pressão no local por alguns segundos. Figura 7 – Retirando a Seringa para aplicação
  71. 71. 71 4.8 Cuidados no armazenamento e transporte de insulina • Não expor a insulina ao sol ou ao calor excessivo. • Não armazenar na porta da geladeira e nem congelar. A insulina deve ser colocada nas prateleiras do meio para baixo ou dentro da gaveta de verduras. • Em viagens, a insulina deve ser transportada na bagagem de mão. Não transportar em contato direto com o gelo. Se preferir, transporte-a em recipiente de isopor ou bolsa térmica. • Validade: 2 anos (frasco fechado e refrigerada a 2°- 8°C); e 30 dias na caneta ou no reservatório de insulina nas Bombas. Em temperatura ambiente a 15- 30ºC, descartar após 30 dias ou até o prazo determinado pelo fabricante. 4.9 Complicações do Diabetes Complicações Agudas do Diabetes: • Hipoglicemia Ocorre quando o valor da glicemia é inferior a 50-60 mg/dl. Conduta = Verificar a glicemia, se < 60 mg/dl. No paciente consciente oferecer alimento com carboidrato de absorção rápida (de preferência, líquido), na dose de 10 a 20 gramas (ex. meio copo de refrigerante comum, suco de laranja ou três tabletes de glicose, etc.). Pode ser necessário repetir a dose. No paciente inconsciente - não forçar ingestão oral. Dar 20 ml de glicose a 50% EV. Encaminhar ao hospital. • Hiperglicemia Ocorre quando o valor da glicemia é > 250 mg/dl. Conduta = realizar orientações de enfermagem e referir para atendimento médico. Figura 8 – Aplicação
  72. 72. 72 4.10 Complicações Crônicas do Diabetes Passíveis de Intervenção da Enfermagem Tipo de Neuropatias: • Polineuropatia simétrica distal sensitivo-motora • Neuropatia focal • Neuropatia autonômica Rastreamento: Questionar presença de dor, parestesias, insensibilidade extremidades, fraqueza muscular, tonturas posturais, incapacidade de perceber hipoglicemia, diarréia, náuseas, vômitos, disfunção esfincteriana, disfunção sexual. Examinar pressão em pé e deitado, sensibilidade dos pés com monofilamento de 10g, reflexos miostáticos e sensibilidade vibratória (diapasão). Orientações gerais: • Educação do paciente quanto à insensibilidade. • Calçados especiais, emolientes para os pés e fisioterapia. 4.11 Pé Diabético A avaliação do pé do paciente diabético é fundamental para a prevenção das úlceras e amputações. O bom controle da doença e a prevenção da vasculopatia e da neuropatia, assim como o monitoramento de fatores que elevam o risco de úlceras e amputações de extremidades são aqui delineados através do exame clínico do pé, teste de sensibilidade e avaliação da vasculatura do membro. Avaliação básica do pé do paciente diabético: • Tipo de calçado (inspeção) • Cuidados com higiene • Aspecto da pele •Alterações tróficas (pele, unhas, pêlos, musculatura, calosidades, ulcerações, gangrenas) • Proeminências ósseas • Mobilidade articular limitada • Amputação prévia • Palpação de pulsos (femoral, poplítea, tibial anterior e posterior)
  73. 73. 73 • Avaliação da sensibilidade, reflexos, força e marcha. FIGURA 09 – Técnica de aplicação do monofilamento e pontos que devem ser testados. 4.12 Orientações Básicas Preventivas A maioria dos problemas relacionados ao pé diabético é passível de prevenção através de medidas simples como a educação do paciente e de seus familiares, tais como: • Auto-exame diário dos pés, se necessário com espelho ou com ajuda. • Higiene e secagem diária dos pés, especialmente entre os dedos. • Hidratação dos pés creme hidrante. Não usar entre os dedos. • Não andar descalço mesmo em casa. • Corte de unhas reto/lixamento. • Exercícios com os pés. • Calçados fechados confortáveis. • Uso de meias limpas de algodão que não garroteiam. • Usar somente pedra pomes ou lixa papel nos calos. • Não deixar os pés submersos em água. • Não usar calicidas e esparadrapo em pele. 4.13 Avaliação nutricional • Recomenda-se realizar 6 refeições diárias para todos os indivíduos que apresentam diabetes;
  74. 74. 74 • Para o diabético não insulino-dependente, o número de refeições pode ser menos rígido. Normalmente, propõe-se quatro/dia. Lembrar que o pico pós prandial da glicemia ocorre após 2h (evitar alimentos nesse período). • Os alimentos dietéticos podem ser recomendados, mas é preciso ficar atento sobre seu conteúdo calórico e de nutrientes. Alimentos diet são isentos de sacarose, quando destinados a indivíduos diabéticos, mas, podem ter valor calórico elevado, por seu teor de gorduras ou outros componentes. Alimentos light são de valor calórico reduzido em relação aos alimentos convencionais, mas podem conter sacarose. • Rever a alimentação com o paciente (e família, se possível) e promover adaptações em conjunto. • Desencorajar certos tabus alimentares relacionados ou não com o diabetes, como por exemplo restrição ao uso de certos alimentos isolados ou combinados ou, ainda, estímulo ao consumo exagerado de outros: “diabético não pode comer beterraba, banana, caqui ou mesmo macarrão”; restrição acentuada de carboidratos com aumento no consumo de proteínas e gorduras; exagerado valor quanto ao consumo de produtos dietéticos e carnes (proteínas) em detrimento do consumo de vegetais e frutas, muitas vezes considerados alimentos “dispensáveis”. • Adaptar a orientação alimentar às condições financeiras e culturais do diabético. 4.14 Atribuições e Competência do Enfermeiro 1. Capacitar e delegar atividades aos auxiliares, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. Supervisionar de forma permanente suas atividades de atendimento ao paciente diabético. 2. Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, tratamento não medicamentoso, adesão e possíveis intercorrências ao tratamento, encaminhando ao médico quando necessário. 3. Desenvolver atividades educativas de promoção da saúde, com todas as pessoas da comunidade. Desenvolver atividades educativas individuais ou em grupo com pacientes diabéticos. 4. Estabelecer junto com a equipe estratégias que possam favorecer a adesão (ex: grupos de hipertensos e/ou diabéticos).
  75. 75. 75 5. Solicitar durante a consulta de enfermagem, exames mínimos estabelecidos para avaliação inicial. 6. Administrar a insulina prescrita em indivíduos controlados e sem intercorrências. 7. Encaminhar para consultas mensais, com o médico da equipe, os indivíduos não aderentes, não controlados, portadores de lesões em órgãos-alvo (cérebro, coração, rins, vasos) ou com co-morbidades. 8. Encaminhar para consultas médicas trimestrais, os indivíduos diabéticos bem controlados. 9. Avaliar, planejar, implementar e acompanhar com cuidados especiais, pacientes com os pés acometidos e com os pés em risco. 10. Realizar glicemia capilar dos pacientes diabéticos a cada consulta e nos hipertensos não diabéticos uma vez por ano. 11. Acolher o paciente diabético que procura a unidade sem agendamento prévio. 4.15 Consulta de Enfermagem no Programa de Diabetes Coleta de informações referente ao cliente, família e comunidade, com o propósito de identificar as necessidades, problemas, preocupações ou reações humanas do cliente. • Identificação do cliente (dados sócio-econômicos, ocupação, moradia, lazer e religião); • Antecedentes familiares e pessoais (agravos à saúde); • Medicações em uso e presença de efeitos colaterais; • Hábitos de vida: Identificar os Fatores de Risco: • Alimentação; • Sono e repouso; • Higiene; • Funções fisiológicas; • Queixas atuais, principalmente as indicativas de lesão de órgão-alvo, tais como: tontura, cefaléia, alterações visuais, dor precordial, dispnéia, paresia, parestesias e edema e lesões de MMII.
  76. 76. 76 • Percepção do cliente frente à patologia, tratamento e autocuidado; Relizar Exame físico: • Aparência pessoal; • Altura, peso corporal, cintura e IMC; • Pressão arterial sentado e deitado; • Frequência cardíaca e respiratória; • Pulso radial e carotídeo; • Alterações de visão; • Pele (integridade, turgor, coloração e manchas); • Cavidade oral (dentes, prótese, queixas, dores, desconfortos, data do último exame odontológico). • Tórax (ausculta cardiopulmonar) e abdômen; • MMSS e MMII (unhas, dor, edema, pulsos pediosos e lesões); • Articulações (capacidade de flexão, extensão, limitações de mobilidade, edemas); • Pés (bolhas, sensibilidade, ferimentos, calosidades e corte da unhas). Avaliar o grau de risco dos pés de diabéticos (teste do monofilamento), registrando em ficha própria que deverá ser anexada ao prontuário. Diagnóstico Interpretação e conclusões quanto às necessidades, problemas e preocupações do cliente para direcionar o plano assistencial. Planejamento da Assistência São estratégias para prevenir, minimizar ou corrigir os problemas identificados nas etapas anteriores, sempre estabelecendo metas com o paciente. Sempre lembrar que o ponto mais importante no tratamento é a educação do paciente, em especial, o diabético devido às graves complicações da doença. Pontos importantes: • Objetivar resultados concretos e mensuráveis. • Buscar estratégias para estimular a mudança de comportamento por parte do paciente, pois a adoção apenas de medidas de orientação não é suficiente para que esses pacientes mudem seu comportamento. O envolvimento da família é importante neste processo.
  77. 77. 77 • Estimular o seguimento do tratamento (Adesão) e o autocuidado em todos os encontros com o cliente. Implementação: • Promover um ambiente tranqüilo e confortável respeitando a privacidade do cliente; • Orientações sobre: A doença e envelhecimento; Medicamentos em uso (indicação, doses, horários, efeitos colaterais); Alimentação. Se necessário, encaminhar para nutricionista para plano alimentar; Controle dos hábitos não saudáveis (fumo, estresse, bebida alcoólica e sedentarismo); percepção de presença de complicações; Sinais de hipoglicemia; • Encaminhar os diabéticos com alterações nos pés para outros profissionais especializados; • Solicitar e avaliar os exames previstos no protocolo; • Encaminhar a outros profissionais, se necessário; • Estimular a prática de atividades físicas de acordo com a limitação de cada cliente; • Estimular a participação da família; • Estimular a participação em grupos disponíveis dentro e fora da Unidade. Cuidados adicionais para os diabéticos em uso de insulina: • Ensinar e supervisionar o automonitoramento da glicemia capilar; • Orientar sobre insulinas (conservação, manipulação, doses, locais de aplicação e aplicação). Avaliação • Determinar o quanto as metas de cuidados foram alcançadas; • Observar as mudanças a cada retorno à consulta.
  78. 78. 78 5. PROTOCOLO DE CONTROLE DE HIPERTENSÃO ARTERIAL 5.1 Diagnóstico O diagnóstico consiste na média aritmética da PA maior ou igual a 140/90 mmHg, verificadas em pelo menos três dias diferentes com intervalo mínimo de uma semana entre as medidas, ou seja, soma-se a média das medidas do primeiro dia mais duas medidas subsequentes e divide-se por três (BRASIL, 2014). 5.2 Abordagem dos Fatores de Risco De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (2013), a HAS é uma condição clínica decorrente de fatores genéticos, em geral associados a alterações de estilo de vida e a fatores socioeconômicos. Na abordagem dos fatores risco, temos: • Idade; o risco aumenta linearmente com o envelhecimento; • Gênero e etnia; indivíduos do sexo masculino apresentam maior prevalência de HAS que mulheres até os 50 anos de idade. A partir dessa faixa etária, as mulheres apresentam significativo incremento na prevalência de HAS, devido à menopausa. Já em relação à HAS é duas vezes mais prevalente na raça negra, especialmente em mulheres; • Sobrepeso e obesidade; nestes casos associam com maior prevalência de HAS desde idades mais jovens. IMC= Peso/ Altura X Altura. QUADRO 26 - Classificação do índice de Massa Corporal Normal Sobrepeso Obeso Estágio 1 Obeso Estágio 2 Obeso Estágio 3 20 a 24,9 25 a 29,9 30 a 34,9 35 a 39,9 Igual ou superior a 40 Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, 2013. BRASIL (2013) descreve que a medida da circunferência abdominal (CA) também é um critério utilizado como fator de risco. Para os homens atribui uma CA > 102 cm como risco e para as mulheres uma CA > ou igual a 88 cm.
  79. 79. Para a medida da CA, utiliza no ponto médio entre o rebordo costal e a crista ilíaca, estando o indivíduo em posição ortostática, conforme a figura 1, sendo medida em centímetros. FIGURA 10 - Medida da circunferência abdominal • Ingestão excessiva de sal sódio de 5 – 6 gramas ao dia, como forma de prevenção de HAS, devendo ser considerado para tal as principais fontes alimentares, conforme o quadro 1. QUADRO 27 - Fontes Alimentares de Maior Teor • Sal de cozinha (NaCl) e temperos industrializados; • Alimentos industrializados (ketchup, mostarda, shoyo, caldos concentrados); • Embutidos (salsichas, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio); • Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito); • Enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha); • Bacalhau, charque, carne seca, defumado; • Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas de pacote; • Queijo em geral. Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, 2013. • Uso excessivo de álcool associa com a ocorrência de HAS de forma independente das características demográficas, devendo, portanto, ser desestimulado. • Sedentarismo: a atividade física reduz a incidência de HAS bem c mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares, mesmo em indivíduos pré hipertensos. Para a medida da CA, utiliza-se de uma fita métrica não distensível posicionada no ponto médio entre o rebordo costal e a crista ilíaca, estando o indivíduo em posição ortostática, conforme a figura 1, sendo medida em centímetros. Medida da circunferência abdominal excessiva de sal recomenda-se o consumo diário de cloreto de 6 gramas ao dia, como forma de prevenção de HAS, devendo ser considerado para tal as principais fontes alimentares, conforme o quadro 1. Fontes Alimentares de Maior Teor de Sódio Sal de cozinha (NaCl) e temperos industrializados; Alimentos industrializados (ketchup, mostarda, shoyo, caldos concentrados); Embutidos (salsichas, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio); Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito); atados (extrato de tomate, milho, ervilha); Bacalhau, charque, carne seca, defumado; Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas Queijo em geral. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, 2013. excessivo de álcool, o consumo excessivo de etanol (>30 g/dia) se associa com a ocorrência de HAS de forma independente das características demográficas, devendo, portanto, ser desestimulado. a atividade física reduz a incidência de HAS bem c mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares, mesmo em indivíduos pré 79 fita métrica não distensível posicionada no ponto médio entre o rebordo costal e a crista ilíaca, estando o indivíduo em posição ortostática, conforme a figura 1, sendo medida em centímetros. se o consumo diário de cloreto de 6 gramas ao dia, como forma de prevenção de HAS, devendo ser considerado para tal as principais fontes alimentares, conforme o quadro 1. Alimentos industrializados (ketchup, mostarda, shoyo, caldos concentrados); Embutidos (salsichas, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio); Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas , o consumo excessivo de etanol (>30 g/dia) se associa com a ocorrência de HAS de forma independente das características a atividade física reduz a incidência de HAS bem como a mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares, mesmo em indivíduos pré-

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